Covid-19/Portugal. Costa avisa que “vamos entrar no mês mais crítico”. Mais 21 mortos e 446 casos em 24 horas

Primeiro-ministro António Costa avisa que “vamos entrar no mês mais crítico”. PSP fez operação stop à entrada de Lisboa para limitar a mobilidade da população, como já tinha feito um dia antes no ponte 25 de abril.

Autoridades dizem tratar-se de « uma ação de sensibilização », que provocou filas de vários quilómetros no IC19.

Portugal registou 21 mortos e 446 casos em 24 horas. A curva não disparou, mas os casos aumentaram 62% em Lisboa e número de doentes nos cuidados intensivos subiu 55%.

21 mortes no domingo

O boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde revela que, este domingo, houve mais 446 casos confirmados e 21 mortes, elevando os totais para 6.408 e 140, respetivamente. O número de recuperados continua a ser de 43.

Portugal regista hoje 140 mortes associadas à covid-19, mais 21 do que no domingo, e 6.408 infetados (mais 446), segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

Há 571 pessoas internadas – 164 das quais em unidades de cuidados intensivos.

Na caracterização dos óbitos ocorridos, 140, continuam a ser os maiores de 70 anos, o grupo mais atingido. Do total de mortes, 116 referem-se a pacientes nessa faixa etária.

 

Covid-19/Cultura. Balanço do que não houve. Por João Pinharanda

Vou falar-vos do que ia acontecer e nunca aconteceu”. Ouça aqui a crónica João Pinharanda, curador e historiador de arte, diretor do Instituto Camões em Paris:

Amália e Alain Oulman, o francês que revolucionou o fado, um dos eventos que não aconteceu, estava programado para a Casa de Portugal em Paris.

O covid-19 e a aceleração da tranformação das atividades profissionais. Análise

O covid-19 e a aceleração da transformação das atividades profissionais.

Crónica de Pascal de Lima, economista e professor em SciencesPo, para ouvir nesta terça,feira, 31, na Rádio Alfa.

Covid-19/Portugal: Governo realiza a partir de hoje testes nos lares de idosos

Covid-19: Governo realiza a partir de hoje testes de despiste nos lares

Covid-19: Governo realiza a partir de hoje testes de despiste nos lares

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 O governo vai realizar a partir de hoje uma operação de testes de despiste da covid-19 em todos os lares de idosos nos concelhos de Lisboa, Aveiro, Évora e Guarda, estendendo-se depois ao resto do país.

De acordo com o jornal Público, esta é uma operação conjunta entre os Ministérios do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (que tutela os lares) articulada com o Ministério da Ciência, em parceria com a Cruz Vermelha e o Instituto de Medicina Molecular (IMM) da Universidade de Lisboa, que criou uma versão própria de um kit de diagnóstico do vírus.

“Vamos iniciar na segunda-feira [hoje] uma operação para testar a covid nos lares de todo o país, para prevenir a contaminação e a propagação”, disse ao jornal a ministra do Trabalho, Ana Mendes Godinho.

Também em declarações ao jornal, o ministro da Ciência, Manuel Heitor, salientou que “esta é uma operação de logística complicada”, uma vez que os testes terão de ser entregues no laboratório.

O ministro explica que a recolha será feita no terreno pela Cruz Vermelha Portuguesa.

Assim, a partir de hoje os testes vão realizar-se nos concelhos de Lisboa, Aveiro, Évora e Guarda e a meio da semana irão estender-se aos lares dos concelhos de Loulé e Portimão, através do Centro de Académico de Investigação e Formação Biomédica do Algarve, em colaboração com o IMM.

A ministra do Trabalho revelou que foi feita uma análise de risco em função dos concelhos onde há mais lares com maior número de pessoas.

“Vamos começar com os profissionais que estão a trabalhar nos lares e também em pessoas que tenham algum tipo de suspeita e sintomas”, adiantou.

Ana Mendes Godinho esclareceu que esta operação nos lares é preventiva e é paralela à operação normal do Ministério da Saúde quando são detetados casos.

A ministra disse também ao Público que prevê que na segunda semana de testes em lares a capacidade de resposta tenha aumentado.

“O objetivo é fazer testes por todo o país”, disse, adiantando que os restantes concelhos do país onde irão aplicar-se os testes está a ser identificada, em função dos níveis de prioridade, do número de trabalhadores da capacidade diária dos testes.

“Estamos a desenhar o mapa”, disse.

O Público indica também que os testes de diagnóstico que vão ser aplicados resultam de um repto lançado a 12 de março pela cientista Maria Manuel Mota aos investigadores do IMM, instituto que dirige, para criarem o próprio kit seguindo o protocolo estabelecidos pelos Centros para Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos.

Os kits, segundo o jornal que cita Maria Manuel Mota, usam reagentes produzidos em Portugal, pela empresa de biotecnologia NZYTech.

Maria Manuel Mota estimou ao jornal que o IMM poderá chegar em breve aos 300 testes por dia e, mais tarde, aos mil. Cada teste tem um custo de cerca de 30 euros.

A ministra do Trabalho, Ana Mendes Godinho disse ao jornal que o IMM “consegue fazer 150 a 200 testes por dia na primeira semana de operação”.

“Vamos avançar com 10 mil testes com que o IMM se consegue comprometer », disse.

O Governo já anunciou a criação de uma equipa multidisciplinar de acompanhamento permanente dos lares que pode ser chamada em caso de emergência, enquanto as Forças Armadas podem ajudar na higienização de lares.

Em Portugal, segundo o balanço feito domingo pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 119 mortes, e registaram-se 5.962 casos de infeções confirmadas. Dos infetados, 486 estão internados, 138 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Covid-19: Jovem de 14 anos de Ovar morre no Hospital da Feira

Covid-19: Jovem de 14 anos de Ovar morre no Hospital da Feira. Segundo um balanço oficial deste domingo Portugal regista 119 mortes e mais de 5.900 infetados

Covid-19: Jovem de 14 anos de Ovar morre no Hospital da Feira

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Alfa/com Lusa
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Um jovem de 14 anos residente em Ovar morreu esta madrugada no Hospital São Sebastião, em Santa Maria da Feira, na sequência de infeção por Covid-19, revelou hoje o vice-presidente da Câmara de Ovar.

Domingos Silva confirmou o óbito referindo que “é a vítima mais jovem até à data”.

Essa morte junta-se assim a cinco outros óbitos que no sábado já se contabilizavam em Ovar, concelho do distrito de Aveiro onde a 17 de março foi declarado o estado de calamidade pública devido ao novo coronavírus e que desde dia 18 está sujeito a cerco sanitário com controlo de fronteiras e encerramento de toda a atividade empresarial que não envolva bens de primeira necessidade.

Segundo a mesma fonte do município da Feira, o estado clínico do jovem de Ovar era particularmente grave devido a comorbilidades que lhe estavam associadas e que não foram ainda divulgadas.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia de Covid-19, foi detetado pela primeira vez na China em dezembro de 2019 e já infetou entretanto mais de 640.000 pessoas em todo o mundo, das quais mais de 30.000 morreram.

Em Portugal, os primeiros casos foram identificados a 02 de março e o país registava sábado 100 mortes e 5.170 infeções no país, sendo que, desses doentes, 329 estavam internados em cuidados intermédios, 89 em cuidados intensivos e 43 já foram dados como recuperados.

A 17 de março, o Governo decretou o estado de calamidade pública em Ovar e no dia 18 teve aí início um cerco sanitário que obriga ao controlo de entradas e saídas no território. No sábado contavam-se já 178 infetados e cinco óbitos – além do jovem que faleceu esta madrugada e outras eventuais vítimas – nesses territórios de 148 quilómetros quadrados e cerca e 55.400 habitantes.

Desde as 00:00 do dia 19 de março, todo o país entrou no regime de estado de emergência, o que vigorará até às 23:59 do dia 02 de abril.

Segundo um balanço oficial deste domingo Portugal regista 119 mortes e mais de 5.900 infetados

Covid-19/França. Morreu antigo ministro Patrick Devedjian

Coronavírus: Covid-19/França. Morreu antigo ministro francês Patrick Devedjian

Patrick Devedjian era o presidente do Conselho do Departamento de Hauts-de-Seine: Tinha 75 anos.

 Patrick Devedjian a été emporté par le coronavirus.
Patrick Devedjian estava internado desde a passada quarta-feira. Morreu na noite de sábado para domingo.foto LP/Olivier Boitet

Rosa Macieira-Dumoulin, conselheira Municipal em Anthony na região de Paris, trabalhou com Patrick Devedjian e esteve no programa ‘Passagem de Nível’ apresentado por Artur Silva e falou do desaparecimento do antigo ministro.

Rosa Macieira-Dumoulin

 


Entrevista de Artur Silva.

 

Covid-19. França prepara-se para dias mais difíceis

Primeiro-ministro francês volta a avisar: próxima quinzena será muito difícil

O primeiro-ministro, Édouard Philippe, pediu disciplina aos franceses para vencer a pandemia do covid-19 e avisou que os próximos 15 dias « vão ser mais difíceis ».

« Os primeiros 15 dias de abril vão ser difíceis, mais difíceis do que os 15 dias de quarentena que estão a terminar », declarou o primeiro-ministro, numa conferência de imprensa, em Paris, na qual intervieram vários especialistas.

Segundo Arnaud Fontanet, epidemiologista no Instituto Pasteur, que falou ao lado de Édouard Philippe, « só no fim da próxima semana é que vai haver um impacto das medidas de quarentena », tomadas desde 16 de março, com a esperada diminuição da entrada de novos pacientes nos hospitais.

Covid-19: França com 37.575 casos e 2.314 mortos desde o início da pandemia

O número de casos confirmados de infeção pela covid-19 em França é de 37.575, registando-se ainda 2.314 vítimas mortais desde o início da pandemia, segundo os números divulgados hoje pelas autoridades francesas.

Nas últimas 24 horas, o novo coronavírus provocou 319 mortos em meio hospitalar no país.

De acordo com os dados, há um aumento nas hospitalizações, com 17.620 pacientes hospitalizados devido à covid-19, o que corresponde a um aumento de 1.888 doentes face a sexta-feira.

Quanto aos casos mais graves, há 4.273 doentes em cuidados intensivos e receio de saturação nos hospitais da região parisiense, segundo informações divulgadas por hospitais da capital francesa.

Determinadas regiões, como o Grand Est, já atingiram este ponto de saturação e haverá transferência de mais 50 pacientes para outras regiões, segundo indicou hoje à tarde o ministro da Saúde, Olivier Véran.

Até agora, 6.624 pessoas que testaram positivo a esta doença já foram dadas como curadas.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 600 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram quase 28.000.

Dos casos de infeção, pelo menos 129.100 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

 

Alfa/Lusa.

Covid-19. « Vou falar-vos do que ia acontecer e nunca aconteceu »

« Vou falar-vos do que ia acontecer e nunca aconteceu ». Por João Pinharanda, curador e historiador de arte, diretor do Instituto Camões em Paris.

Crónica para ouvir na Rádio Alfa, na segunda-feira, 30.

Amália e Alain Oulman, o francês que revolucionou o fado, um dos eventos que não aconteceu.

 

Covid-19. O Sol brilha, portugueses querem ir à beira-mar? Polícia reforça controlo na Ponte 25 de abril

Covid-19: PSP controla todas as viaturas que atravessam Ponte 25 de Abril para sul

A PSP de Lisboa está identificar desde o princípio desta tarde de sábado todos os automobilistas que atravessam a Ponte 25 de Abril, no sentido norte-sul, no âmbito das medidas para travar movimentos desnecessários em altura de pandemia.
Esta manhã, o próprio Presidente Marcelo Rebelo de Sousa pediu aos portugueses para « não irem à praia » e para « sacrificarem » as celebrações da Páscoa.
O Sol brilha em Portugal há vários dias, o que é « um convite » a passeios, mas as autoridades portuguesas relembram que a epidemia é grave e que as medidas de confinamento devem ser respeitadas por todos.