Covid-19/Portugal. PM Costa: « Quero voltar a abraçar, beijar, apertar as mãos »

António Costa na televisão portuguesa: pandemia « vai mudar a nossa forma de viver. Quero voltar a abraçar, beijar, apertar as mãos »

No fim de uma entrevista na noite de segunda-feira, 23, à TVI, o primeiro-ministro António Costa deixou uma mensagem de esperança aos portugueses, apesar de ter dito que a situação está longe de ser « um mar de rosas » e que, por isso, cada um deve ser « disciplinado no plano individual ».

Contudo, e apesar de acreditar que a pandemia vai mudar a nossa forma de vida, tal como aconteceu com as duas grandes guerras, afirmou que há que ter esperança: « Nunca nenhum de nós viveu ou imaginou viver algo desta dimensão e não há hecatombe que não tenha um efeito regenerador. Vai mudar a nossa forma de viver, mas quero voltar a abraçar, beijar, apertar as mãos. Agora é a fase de sermos muito disciplinados, sangue frio e capacidade que temos de ajudar um ao outro e que o sentido de comunidade se afirme ».

Mas, se a crise piorar, António Costa não descarta a possibilidade de impôr um « quadro sancionatório » a quem desrespeitar as regras.

Covid-19/Portugal. PM quer uma moratória no pagamento de créditos à banca

Covid-19: Costa conta fechar em breve acordo com a banca para moratória no pagamento de créditos de empresas e famílias

Covid-19: Costa conta fechar em breve acordo com a banca para moratória no pagamento de créditos

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O primeiro-ministro conta fechar em breve um acordo com a banca para uma moratória no pagamento de créditos das empresas e das famílias e estima em mil milhões de euros o custo mensal do recurso ao lay-off.

« Estamos a poucos dias de acordar com a banca – para além das iniciativas que os vários bancos já têm vindo a anunciar – uma moratória, seja para as famílias com o crédito à habitação, seja para as empresas com créditos múltiplos, de forma a assegurar-lhes maior liquidez na tesouraria das empresas », declarou hoje António Costa na entrevista à TVI.

Na entrevista, o líder do executivo adiantou que a existência do crédito em negociação será extensível a quatro anos no máximo, tendo um ano de período de carência.

« Iremos utilizando todos os recursos que tivermos. O Estado não tem uma varinha mágica para resolver o problema de todos. Isto tem de ser um esforço conjunto, dos empresários, dos trabalhadores e do Estado », sustentou António Costa sobre as perspetivas da economia portuguesa nos próximos meses.

Confrontado com a possibilidade de as medidas a adotar pelo Governo se revelarem insuficientes, António Costa respondeu: « Não há boias que nos ajudem num tsunami ».

« Um tsunami é um tsunami. E temos um tsunami pela frente. Portanto, não vale a pena estarmos a criar a ilusão às pessoas de que vamos passar este processo sem dor. Vai ter dor. E acho que esta é uma relação de franqueza que temos de ter todos uns com os outros. Não há medidas mágicas que evitem isso », defendeu.

Já sobre a possibilidade de Portugal ter em breve um milhão de desempregados, o primeiro-ministro considerou essencial evitar esse tipo de cenários.

« O recurso ao lay-off custará qualquer coisa ao Estado como mil milhões de euros por mês. A pior coisa que pode acontecer é haver um aumento do desemprego massivo », afirmou António Costa, justificando o recurso a este regime por parte do executivo.

De acordo com o primeiro-ministro, até a este momento, « os pedidos de autorização para despedimentos coletivos são ainda um número bastante limitado ».

« E é fundamental que os empresários tenham a confiança necessária para perceberem que este não é o momento de fazerem despedimentos. Pelo contrário, este é o momento de se baterem pelas suas empresas e pelos seus trabalhadores, fazerem um sacrifício muito grande », sustentou.

Nos próximos três meses, segundo o primeiro-ministro, « é preciso fazer mesmo um esforço todos em conjunto para sustentar o mais possível as empresas, o emprego e os rendimentos de forma ao país não afundar ».

« Toda a gente diz: O país tem de parar. Não, o país tem de continuar. O país não pode parar. É este equilíbrio que nós temos de manter », acrescentou.

Covid-19/França: Mercados ao ar livre fechados

Covid-19: PM francês anuncia reforço das medidas de contingência

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O primeiro-ministro francês divulgou hoje novas medidas de contingência, que incluem dificuldades à circulação pedestre nas ruas e o encerramento de mercados ao ar livre.

Em entrevista ao canal de televisão francês TF1, Édouard Philippe explicou que sair de casa torna-se mais difícil com a prática desportiva a ser possível apenas no perímetro de um quilometro e idas ao médico somente em casos urgentes.

« Tomámos uma medida muito geral de quarentena e há muitas pessoas que a respeitam, mesmo com as dificuldades que isso implica. Mas é verdade que em certos sítios, há pessoas que não respeitam », afirmou esta noite o primeiro-ministro,

Até agora, para além do trabalho que não pode ser feito através de teletrabalho, eram autorizadas saídas de casa para ir às compras, ao médico, prestar serviço a um familiar dependente e fazer curtas sessões de exercício físico

Segundo anunciou hoje o primeiro-ministro, a possibilidade de fazer desporto ou passear com as crianças fica restrita a um quilómetro à volta da residência e por apenas uma hora.

Também os mercados ao ar livre, que nas grandes cidades continuavam a ter muita afluência, vão ser proibidos, sendo apenas possíveis nas vilas mais pequenas por ordem do presidente da câmara local e a pedido dos autarcas.

As idas ao médico também vão ser mais restritas, sendo apenas permitidas idas às urgências e tratamentos de doenças crónicas.

O primeiro-ministro francês recordou ainda que as multas são agora mais pesadas, sendo de 135 euros caso não se apresente a justificação ou o motivo não seja válido, mas que podem ir até aos 1.500 euros caso haja uma segunda infração das regras de quarentena.

Para circularem na via pública, os franceses precisam de se fazer acompanhar de uma declaração, disponível no portal do Ministério do Interior na Internet, que preenchem individualmente justificando a saída e em que declaram por sua honra que não estão a violar as regras em vigor, e que terão de apresentar caso sejam abordados pelas autoridades.

O primeiro-ministro vai assinar hoje à noite o decreto que vai formalizar estas alterações que se tornam efetivas a partir de terça-feira.

Quanto à duração da quarentena, o primeiro-ministro não adiantou se haverá uma prolongação para além dos 15 dias impostos originalmente, mas avisou que o regresso à vida normal « não é já para amanhã ».

O número de mortos nas últimas 24 horas em França devido à covid-19 foi de 186, um recorde diário, elevando para 860 o número total de vítimas mortais devido à pandemia no país, foi hoje anunciado.

Segundo o ministro da Saúde, Olivier Véran, o número de pessoas infetadas é agora de 19.856, sendo que atualmente 8.675 pessoas estão hospitalizadas, das quais 2.082 nos cuidados intensivos.

Numa declaração, o governante adiantou que estão a ser realizados cerca de 5.000 testes diários em França. O país vai começar ensaios clínicos com hidroxicloroquina, utilizada no tratamento da malária.

Covid-19: França registou 186 mortos nas últimas 24 horas

O número de mortos nas últimas 24 horas em França devido à covid-19 foi de 186, um recorde diário, elevando para 860 o número total de vítimas mortais devido à pandemia no país, foi hoje anunciado.

Segundo o ministro da Saúde, Olivier Véran, o número de pessoas infetadas é agora de 19.856, sendo que atualmente 8.675 pessoas estão hospitalizadas, das quais 2.082 nos cuidados intensivos.

Numa declaração, o governante adiantou que estão a ser realizados cerca de 5.000 testes diários em França. O país vai começar ensaios clínicos com hidroxicloroquina, utilizada no tratamento da malária.

O ministro afirmou que este componente está interdito à venda em farmácias e fica reservado para utilização em meio hospitalar e só em casos muito graves, sendo que esta decisão ocorreu após consulta ao Alto Conselho para a Saúde Pública francês.

No domingo morreram mais dois médicos, um deles ginecologista e outro médico de clínica geral, sendo que em Paris, capital do país, há 490 casos entre profissionais de saúde, dos quais três estão em estado grave.

« O coronavírus será automaticamente e sistematicamente reconhecido como uma doença profissional », indicou o ministro.

 

Alfa/Lusa.

Fernando Lopes, diretor geral da Rádio Alfa. « Fiquem em casa! ao fazê-lo estão a reduzir o tempo de poder voltar a ver as pessoas que mais gostamos »

O diretor geral da Rádio Alfa, Fernando Lopes, falou esta tarde de como está a viver este confinamento e das responsabilidades que a rádio tem de continuar a informar a evolução da Covid-19.

 

 

Fernando Lopes deixa uma mensagem clara aqueles que não respeitam as instruções da DGS:

 

 

Entrevista Ricardo José.

Entrevista/Toninho do Carmo: « Comecei a sentir febre e dores de cabeça à uma da manhã »

O músico brasileiro Toninho do Carmo, infetado pelo novo Coronavírus, esteve esta tarde à conversa com a Rádio Alfa.

 

 

Toninho do Carmo que actuou num dos mais célebres e mais antigos cabarés de Paris, acompanhou durante muitos anos o ‘grande’ Georges Moustaki.

Toninho do Carmo, que está muito preocupado com a situação no Brasil, começou por explicar quando é que começou a sentir os primeiros sintomas.

 

Toninho do Carmo:

 

Entrevista: Ricardo José e Manuel Alexandre.

 

#FicaEmCasa – Com Dan Inger

Em  tempos de confinamento Vitor Santos foi por Skype a casa de Dan Inger para saber como estão as coisas.

Siga toda a actualidade do Dan Inger na sua página oficial https://www.facebook.com/Dan.IngerDosSantosOfficiel/

Entrevista/Carlos Secretário. « Mais importante que o futebol, é a saúde de todos nós »

O treinador do Créteil-Lusitanos falou este fim de semana à Rádio Alfa. Como está a viver estes dias de confinamento, como e quais as ligações que mantém nesta altura com a equipe técnica e os seus jogadores, foram algumas das questões.

 

 

 

Carlos Secretário:

 

 

Covid-19/Portugal. 23 mortos e mais de dois mil casos. Último balanço (2ª feira)

Portugal tem 23 mortes associadas ao vírus da Covid-19 confirmadas, mais nove do que no domingo, e 2.060 pessoas infetadas, segundo o boletim de hoje da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Estão confirmadas nove mortes na região Norte, cinco na região Centro, oito na região de Lisboa e Vale do Tejo e uma no Algarve, revela o boletim epidemiológico divulgado hoje, com dados referentes até às 24:00 de domingo.

Das 2.060 pessoas infetadas pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), a grande maioria (1.859) está a recuperar em casa, 201 estão internadas, 47 dos quais em Unidades de Cuidados Intensivos.

 

Alfa/Lusa.

« Não faz sentido irem para Portugal! » Conselhos do Cônsul em Paris aos portugueses residentes em França

Conselhos do novo Cônsul-Geral de Portugal em Paris, Carlos Oliveira, aos portugueses residentes em França.

« Os residentes em França devem observar orientações das autoridades francesas… ficar em casa… não faz sentido irem para Portugal ».

Entrevista à Rádio Alfa (programa Passagem de Nível):