Covid-19. A cultura em tempo de isolamento forçado. Opinião

A cultura e a crise sanitária.

Todas as agendas culturais foram para o lixo.

Os perigos do isolamento.

Ouça aqui a última crónica de João Pinharanda, curador e historiador de arte, diretor do Instituto Camões em Paris:

Covid-19. Perguntas e respostas. Podemos andar de elevador? Animais transmitem o vírus?

Covid-19. Algumas coisas que gostávamos de saber (a par com outras que infelizmente já sabemos). Um trabalho do Expresso, por Luís M. Faria

KTSDESIGN/SCIENCE PHOTO LIBRARY

Podemos andar de elevador? De transportes públicos? Ter sexo? Os animais transmitem o vírus? Em que superfícies aguenta ele mais tempo?

Qual a principal forma de transmissão do vírus?
A mais importante parecem ser as gotículas de tosse e espirros emitidas por alguém próximo de nós. Daí a necessidade de nos mantermos a uma distância segura dos outros – um metro no mínimo, mas há quem recomende dois metros. Quando depositadas em determinadas superfícies, ou mesmo na mão de quem espirra, essas gotículas invisíveis podem ser transmitidas a outra pessoa que entre em contacto com elas, por exemplo num aperto de mão. Se essa pessoa levar então a mão à boca, ao nariz ou aos olhos, a possibilidade de ser contagiada é real. Lavar as mãos com bastante frequência e evitar tocar na cara com elas é a recomendação essencial.

Quanto tempo dura o vírus em vários tipos de superfícies?

Segundo um estudo publicado há dias, ele mantêm-se ativo até 72 horas sobre o plástico e o aço inoxidável, até 4 sobre o cobre e 24 sobre cartão. Tecidos, e de modo geral superfícies absorventes, são onde ele dura menos tempo. Mas mesmo no plástico e no aço, ao fim de algumas horas, o seu poder patogénico diminui, e ao fim de um dia ou dois está muito reduzido.

Quem pode ficar infetado?
Basicamente, ao que parece, toda a gente, embora as crianças pareçam ter uma resistência mais elevada do que os adultos, e em especial as pessoas idosas. Estas últimas são a categoria da população mais vulnerável ao Covid-19 (a doença que resulta do vírus), juntamente com as pessoas que sofrem de obesidade, diabetes, doenças cardio-vasculares e oncológicas.

As crianças podem transmitir o vírus a adultos, mesmo estando assintomáticas?
Ao que parece, sim, ainda que não existam dados completamente seguros. A confirmar-se, isto mostra como a decisão de fechar as escolas é necessária nesta altura. Nem sempre um dos progenitores pode ficar em casa a tomar conta dos filhos pequenos. Se as crianças ficarem com os avós, estes poderão ficar em risco acrescido, sobretudo se a escola só tiver fechado numa altura em que as crianças já tiverem sido infetadas pelo vírus.

Qual o período de incubação?
A estimativa mais citada vai até 14 dias, mas há quem refira a possibilidade de ir até quase um mês.

Quais são os sintomas de infeção?
Os dois mais frequentes são a febre e a tosse seca, seguidos por dores de cabeça, dificuldades de respiração, dores musculares, fadiga, eventualmente diarreia e vómitos. Dado que estes sintomas também aparecem noutros tipos de doença, incluindo a gripe, só um teste pode confirmar a presença ou não do coronavírus no corpo.

Que problemas de saúde podem resultar da infeção?
O principal é a pneumonia. Se os pulmões de encherem de líquido devido à inflamação e as trocas gasosas não forem efetuadas convenientemente, todo o organismo terá falta de oxigénio, o que poderá levar à falência de vários orgãos, incluindo o coração, produzindo a morte.

Qual a taxa de mortalidade do vírus?
Uma questão bastante discutida neste momento. Encontra-se algures entre os 3 por cento e menos de um por cento, dependendo da idade e da qualidade do tratamento médico recebido. A dificuldade em estimar a taxa tem a ver com o desconhecimento de quantas pessoas se encontram realmente infetadas em cada país. Desde logo, por uma parte substancial delas serem assintomáticas, ou cuja infeção ainda não confirmada num teste.

O vírus transmite-se pelos animais?
Não havendo uma certeza absoluta, há indícios de que os cães e os gatos poderão ser fontes de contaminação, por exemplo através do pelo. Mas ainda não sabemos se o são a um nível que justifique preocupações sérias para os seres humanos.

E pela comida?
Até agora, nada indica que a comida seja fonte de contaminação. No caso da comida cozinhada, em particular, o processo dá uma garantia virtualmente total de segurança.

O uso de produtos de limpeza comuns basta para eliminar o vírus das superfícies numa casa?
Sim. Mas convém que essa limpeza seja muito frequente.

Convêm usar máscara na rua?
Os responsáveis de saúde pública desaconselham, quer pelo facto de a máscaras poderem não dar proteção total, quer pelo facto de serem necessárias, em primeira linha, para os profissionais de saúde, que encontram o maior risco de contaminação no seu dia-a-dia.

E luvas?
Também elas estão longe de fornecer proteção absoluta. Até pelo facto de serem contamináveis, bastando uma pessoa levar a mão à cara quando as tem calçadas para se produzir o mesmo efeito que se não as tivesse.

É seguro andar de transportes públicos?
Em princípio, sim, desde que se mantenha a distância recomendada (metro e meio) entre os passageiros e o veículo seja lavado diariamente, como agora se exige. Quanto ao risco de apanhar secreções deixadas por outros passageiros nos varões ou nos assentos, aplicam-se as recomendações habituais: lavar frequentemente as mãos, evitar tocar na cara com elas.

E de elevador?
Sim, desde que não seja na companhia de um passageiro infetado. Se o elevador não for muito grande, convém não estar lá mais ninguém. Existe uma possibilidade de aerossóis emitidos por passageiros anteriores se manterem no ar, mas as chances de contaminação parecem ser mínimas.

O sexo pode transmitir o vírus?
Quanto à atividade sexual em si mesma, ainda não está provada a possibilidade de contaminação. Mas os beijos são claramente um risco, e uma investigação recente provou que a matéria fecal também contém traços do vírus.

Quanto tempo vai demorar a surgir uma vacina?
Outra incógnita. A estimativa mais comum, que considera um processo relativamente acelerado, é entre 12 e 18 meses.

Existem tratamentos para o Covid-19?
Pode-se procurar tratar os sintomas da doença, como se tratam outras semelhantes. Mas medicamentos específicos para ela já aprovados ainda não existem, embora estejam em curso vários ensaios clínicos.

O vírus vai aliviar ou desaparecer com a melhoria do tempo?
Não sabemos. Alguns cientistas notam as suas semelhanças genéticas com o SARS, que desapareceu ao fim de uns meses em 2003, e afirmam que sim. Outros dizem que isso é especulação.

Mesmo que desapareça ou se atenue daqui a uns meses, o vírus vai regressar no outono?
Também não sabemos com inteira certeza.

Quem já o tenha tido pode voltar a tê-lo?
Também não sabemos com inteira certeza.

A ser esse o caso, quanto tempo dura a imunidade de quem já o teve?
Também uma incógnita. A esperança é que, mesmo que a imunidade dure apenas uns meses, seja o suficiente para uma pessoa aguentar a duração deste surto, e provavelmente do próximo.

Fontes de informação consultadas na elaboração deste artigo:
fda.gov; New England Journal of Medicine; medscape.comsciencedaily.comjamanetwork.comwormsandgermsblog.comwho.intvcacanada.comworryproofmd.com; e diversos orgãos de comunicação generalista, incluindo o New York Times, o Guardian, o Telegraph e o Haaretz

Covid-19. Impacto na economia francesa vai ser brutal. Opinião

O impacto económico da crise sanitária em França vai ser brutal.

As medidas do Governo e do Presidente Macron, as contas e a análise de Pascal de Lima, economista e professor em SciencesPo.

Crónica para ouvir nesta terça-feira, 24, na Rádio Alfa.

 

Covid-19: Portugal com 14 mortes confirmadas

Covid-19: Portugal com 14 mortes confirmadas (Lusa)

Covid-19: Portugal com 14 mortes confirmadas

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Portugal tem 14 mortes associadas ao vírus da covid-19 confirmadas, mais duas do que no sábado, e 1.600 pessoas infetadas, segundo o boletim de hoje, domingo, da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Estão confirmadas cinco mortes na região Norte, quatro na região Centro, quatro na região de Lisboa e Vale do Tejo e uma no Algarve, revela o boletim epidemiológico divulgado, com dados referentes até às 24:00 de sábado.

De acordo com os dados da DGS, há mais 320 casos confirmados de infeção com o novo coronavírus, que provoca a doença covid-19, do que no sábado.

Covid-19: Coronavírus já causou mais de 12.895 mortos em todo o mundo

Mais de 300.000 casos de infeção pelo novo coronavírus foram registados desde o início da pandemia, segundo uma atualização da contagem realizada pela agência AFP, divulgada hoje, a partir de fontes oficiais.

De acordo com a contagem da agência noticiosa, até às 09:00 de hoje, existiam pelo menos 300.097 pessoas infetadas, das quais 12.895 morreram, em 169 países e territórios.

Na China, onde surgiu a pandemia, foram registados 81.054 casos de infetados, dos quais 3.261 morreram.

Em Itália, o país que é atualmente o mais atacado pela covid-19, foram verificados 53.578 casos de pessoas infetadas, registando 4.825 mortos.

O número de casos de covid-19 contabilizados pela AFP apenas reflete uma fração real das contaminações, já que um grande número de países apenas realiza o teste de despiste da doença aos casos que necessitem hospitalização.

 

Alfa/Lusa.

Crise sanitária. Santuário de Nossa Senhora de Fátima em Paris só com missa na Alfa

A Rádio Alfa informa que, durante a atual crise sanitária (Covid-19), a missa dos domingos (às 11h locais) no Santuário de Nossa Senhora de Fátima em Paris decorre sem a presença de fiéis no interior do templo.

A missa só pode ser seguida através da Rádio Alfa (a partir das 11h).

 

Covid-19. Agendas culturais foram para o lixo. Os perigos do isolamento. Opinião

A cultura e a crise sanitária.

Todas as agendas culturais foram para o lixo.

Os perigos do isolamento. Por João Pinharanda, curador e historiador de arte, diretor do Instituto Camões em Paris.

Crónica para ouvir nesta segunda-feira, 23, na Rádio Alfa.

Covid-19: 562 mortos e quase 15.500 casos confirmados em França

França registou até hoje 14.459 infeções com o vírus da covid-19 e 562 mortos, anunciaram as autoridades francesas indicando que a estimativa de casos no país é de entre 30 a 90 mil pessoas infetadas.

Este foi o maior aumento de mortos associados à pandemia da covid-19 em 24 horas em França, com 112 mortos mais desde os números revelados na sexta-feira. Há ainda 1.525 pessoas nos cuidados intensivos.

O número de casos anunciado diariamente pela autoridades francesas consiste no número de pessoas em que o teste ao vírus foi positivo, mas, esta tarde, o ministro da Saúde, Olivier Véran, estimou que há entre 30 e 90 mil infetados no país com o novo coronavírus, entre pessoas que não demonstram quaisquer sintomas e pessoas com sintomas leves que estão em quarentena nas suas casas.

O exército francês está agora a ajudar no transporte dos doentes, levando-os de Mulhouse, junto à fronteira com a Suíça, onde há um dos maiores focos de infeção, para hospitais com mais camas de cuidados intensivos.

O exército também começou a transportar o material que lhes vai permitir montar um hospital de campanha que vai servir a região do Grand Est, onde os hospitais começam a não ter espaço para acolher os doentes com covid-19.

O ministro indicou ainda que França encomendou 250 milhões de máscaras que devem chegar ao país nas próximas semanas e que os hospitais e laboratórios vão começar a testar mais pacientes.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, infetou mais de 271 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 12 mil morreram.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu é aquele onde está a surgir atualmente o maior número de casos, com a Itália a ser o país do mundo com maior número de vítimas mortais, com 4.825 mortos (mais 793 que na quinta-feira) em 53.578 casos.

 

Alfa/Lusa.

Pico da pandemia de covid-19 será a 14 de abril em Portugal – ministra da Saúde

Pico da pandemia do novo coronavírus em meados de abril – ministra da Saúde. 12 mortos, em Portugal, segundo último balanço

Pico da pandemia do novo coronavírus em meados de abril - ministra da Saúde

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O pico de casos de infeção com o vírus da covid-19 em Portugal deverá ser atingido em meados de abril (provalvelmente no dia 14), disse na tarde deste sábado a ministra da Saúde, Marta Temido.

« De acordo com a evolução do número de casos de covid-19 em Portugal e com os cálculos das estimativas epidemiológicas disponíveis, estima-se, com base naquilo que tem sido a evolução da incidência, que a data prevista para a ocorrência do pico da curva epidemiológica se situe à volta do dia 14 de abril », disse Marta Temido, na conferência de imprensa diária das autoridades de saúde sobre a situação da pandemia do novo coronavírus, que causa a doença da covid-19.

Portugal elevou hoje para 12 o número de mortes associadas ao vírus da covid-19, segundo o boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS), que regista 1.280 casos confirmados de infeção.

#FicaEmCasa – Com MK NOCIVO

Em  tempos de confinamento Vitor Santos foi por telefone a casa de Mk Nocivo para saber como estão as coisas, e ao mesmo tempo pedir algumas astucias para passar o tempo.
Hoje é dia de musica nova e teve apresentação pelo próprio…

O video está disponível aqui em baixo