#FicaEmCasa – Com José Cruz

Em  tempos de confinamento Vitor Santos foi por telefone a casa de José Cruz para saber como estão as coisas, e ao mesmo tempo pedir algumas astúcias para passar o tempo.

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Covid-19: Portugal com 12 mortes confirmadas

 Portugal elevou hoje para 12 o número de mortes associadas ao vírus da covid-19, segundo o boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS), que regista 1.280 casos confirmados de infeção.

Estão confirmadas quatro mortes na região Norte, quatro na região Centro, três na região de Lisboa e Vale do Tejo e uma no Algarve, precisa o boletim epidemiológico divulgado hoje, com dados referentes até às 24:00 de sexta-feira.

Segundo estes dados da DGS, há mais 260 casos confirmados de infeção com o novo coronavírus, que provoca a doença covid-19, do que na sexta-feira.

O novo coronavírus já causou pelo menos 11.401 mortos em todo o mundo, depois de ter sido identificado pela primeira vez em dezembro, de acordo com um balanço da agência noticiosa France-Presse.

Segundo a AFP, feito às 11:00 TMG, desde o início da pandemia da covid-19, foram detetados mais de 271.660 casos de infeção em 164 países e territórios, número que apenas reflete uma fração do número real de contaminações, já que um grande número de países só está a testar os casos que necessitam de internamento hospitalar.

A Itália, que registou a primeira morte no final de fevereiro, conta com 4.032 mortos, de um total de 47.021 casos. Segundo as autoridades italianas, 5.129 dos infetados já estão curados.

 

Alfa/Lusa.

MK Nocivo e Lu Semedo juntam-se em música sobre o Racismo

MK Nocivo e Lu Semedo juntam-se em música sobre a temática do Racismo nas suas diversas formas (racial, religioso, cultural, étnico, nacional, estrutural, institucional, individual ou geral).

 

O tema foi criado pelos artistas MK Nocivo (Portugal) e Lu Semedo (Cabo Verde), gravado e realizado em Paris.

 

A  música neste tema é usada como arma de responsabilidade social com finalidade educacional e cultural, onde se defende a diversidade e se faz um apelo contra o racismo e a discriminação.

O vídeo já se encontra em linha, veja em baixo

Caso pretendam assistir à estreia em directo connosco basta activar o lembrete no video.

 

 

Covid-19: Favelas do Rio de Janeiro sem recursos básicos para enfrentar pandemia

As favelas do estado brasileiro do Rio de Janeiro não estão preparadas para enfrentar o novo coronavírus, que, sem água canalizada ou condições de habitação para isolamento, serão as maiores vítimas desta pandemia, alertou à Lusa um dos moradores.

 

 

Com os primeiros casos suspeitos de coronavírus a pesarem sobre a já estereotipada favela da Cidade de Deus, Jota Marques, morador e conselheiro tutelar daquele bairro, assegura que as autoridades governamentais não estão a fazer o devido planeamento que essas comunidades necessitam.

« A chegada do vírus nas favelas deveria ser alvo de um planeamento estruturado por parte da prefeitura e dos Governos estadual e federal porque, se tudo nos falta, a tendência é que isto se alastre de forma a que o controlo, que as entidades governamentais estão a tentar manter, seja perdido », indicou Jota Marques.

Os problemas enumerados pelo morador são vários. Contudo, a falta de água canalizada está em primeiro lugar. Sem ela, os mínimos da higiene básica, como uma eficaz lavagem de mãos, estão postos em causa.

« O nosso grande temor, pensando nas periferias do Brasil, é a falta de saneamento básico, que vai prejudicar não apenas a prática de prevenção, mas também prejudicar na hora de diminuir o contágio. Por exemplo, aqui, na região da Cidade de Deus, não há água canalizada. Como é que os moradores não infetados poderão fazer a sua higiene pessoal, e como é que os infetados se vão cuidar neste processo? » – questionou.

À falta de água canalizada, junta-se a crise de água potável que desde o início do ano afeta o Rio de Janeiro, e que levou os moradores a exigirem uma solução para o problema do mau sabor, cheiro forte e coloração incomum do liquido que sai da torneira das casas em dezenas de bairros.

A Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (CEDAE) chegou a interromper o funcionamento de uma estação de tratamento de água que serve nove milhões de pessoas após a deteção de detergente.

« Fica muito difícil cumprir as indicações do Ministério da Saúde, de lavar muito bem as mãos. Vivemos um momento de pandemia logo após uma crise da CEDAE, que fornece uma água suja e que ainda não inspira confiança », frisou Jota Marques.

A favela da Cidade de Deus, que ganhou fama mundial após um filme como o mesmo nome, está localizada zona oeste do município do Rio de Janeiro. Foi, por muito tempo, considerado uma das regiões mais perigosas da cidade, devido a constantes confrontos de narcotraficantes na região.

Contudo, nem a fama obtida com o filme, nem a visita, em 2011, do ex-presidente norte-americano Barack Obama, alterou a situação socioeconómica da Cidade de Deus, que, com uma população em torno de 38 mil habitantes, continua a apresentar alguns dos indicadores mais críticos da região.

Por estar geograficamente perto de alguns dos bairros mais nobres do Rio de Janeiro, como Barra da Tijuca, Recreio e Freguesia, essas localidades acabam por empregar grande parte dos moradores da Cidade Deus. Mas isso, segundo Jota Marques, tornou-se um problema na conjuntura atual, porque alguns desses bairros apresentam grande número de infetados pelo coronavírus.

« A população da Cidade de Deus é extremamente pobre, muitos não tem contrato de trabalho e só conseguem alguns « biscates ». É uma população que nem sequer pode ficar no período de quarentena, pois precisa de trabalhar, ou encontrar algum tipo de sustento », declarou Marques que, por ser morador daquela comunidade, conhece na primeira pessoa a realidade da região.

A cidade brasileira do Rio de Janeiro entrou na quarta-feira em estado de emergência, anunciou o presidente da Câmara, Marcelo Crivella, que recomendou à população que evite sair de casa, devido à pandemia de Covid-19.

Contudo, apesar do isolamento domiciliar ter sido recomendado, o conselheiro tutelar assegura que tal é impossível para a maioria dos moradores de favelas, que vivem em « barracos » de reduzidas dimensões.

« Impossível ficarem em isolamento. Estamos a falar de regiões onde as pessoas vivem em barracos, onde não tem como se isolar. Estamos a falar de um barraco onde, num só espaço, está a cozinha, a sala de estar e o quarto. Quase ninguém mora sozinho. Há, no mínimo, dois a três membros em cada família, a conviver num espaço que é do tamanho de um quarto de uma casa normal », descreveu Marques.

« Além disso, todos esses barracos estão prensados uns nos outros. Estamos a falar de lugares onde não há água encanada, há muita lama, muitos bichos. As pessoas não têm condições de manter essa higiene pessoal e a limpeza do lugar, necessárias neste momento », acrescentou o brasileiro, em declarações à agência Lusa.

Segundo Jota Marques, trata-se de um grupo populacional que vai estar mais exposto, e que « vai transmitir o vírus mais facilmente », em caso de infeção.

Pesa ainda a questão económica. Não havendo ainda uma solução definida para os trabalhadores sem contrato de trabalho e por conta própria, como é caso da maioria dos moradores de favelas, o conselheiro tutelar defende que este é o momento de se fortalecer a defesa de rendimentos básicos de emergência e de distribuição de recursos.

« Não é hora de olharmos formas de não perder a economia, mas sim de como cuidar das pessoas. Ainda que o comércio sobreviva, essas pessoas que fazem movimentar a economia podem não sobreviver. Não pode prevalecer a lógica do ‘salve-se o comércio, não as pessoas’. Se as pessoas não forem salvas, não vão poder consumir. É uma lógica que precisa ser invertida », advogou.

O Brasil tem 11 mortos e 904 infetados pelo novo coronavírus, informou na sexta-feira o Ministério da Saúde brasileiro, no mesmo dia em que previu para abril o colapso do sistema de Saúde do país.

Do total de mortes, nove ocorreram em São Paulo, que tem ainda 396 casos do novo coronavírus confirmados. O estado do Rio de Janeiro tem dois mortos e 109 infetados.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, infetou mais de 265 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 11.100 morreram.

 

Alfa/Lusa.

Morreu o cantor ‘country’ Kenny Rogers

O cantor de música ‘country’ Kenny Rogers morreu hoje em sua casa aos 81 anos, disse o seu representante, Keith Hagan.

 

 

Ator e compositor de êxitos como “The Gambler”, « Lucille », « Lady »,  « Islands in the Stream » ou ainda We’ve got tonight com Sheena Easton, Kenny Rogers morreu na sua casa, em Sandy Springs, Geórgia, segundo a Associated Press.

O músico estava sujeito a cuidados hospitalares e morreu de causas naturais, acrescentou a mesma fonte.

Ao longo de vários anos, o artista atuou em dueto com Dolly Parton, com quem percorreu vários países em digressão.

 

 

 

Alfa/Lusa.

Covid-19. 450 mortos e 12 mil infetados em França

França regista mais de 12 mil casos e 450 mortes causadas pelo vírus

França registou até ontem 12.612 casos de covid-19 e 450 mortos, anunciaram as autoridades francesas, que esperam o pico da doença dentro de cinco a 10 dias e admitem que a quarentena pode ser prolongada.
França regista mais de 12 mil casos e 450 mortes causadas pelo vírus

O número de casos aumentou 1.617 face ao balanço de quinta-feira, enquanto o número de mortos subiu 78 no mesmo período.

O diretor-geral da Saúde, Jérôme Salomon, anunciou que o país tem agora mais de 5.000 pessoas hospitalizadas e cerca de 1.200 estão em cuidados intensivos.

O número de pessoas curadas do vírus subiu de 1.300 anunciadas na quinta-feira para 1.580.

O responsável afirmou que as autoridades esperam um pico da doença dentro de “5 a 10 dias” e que o prolongamento da quarentena, para além dos 15 dias anunciados inicialmente pelo Presidente, é “uma hipótese”, especialmente se as pessoas não respeitarem a indicação de ficar em casa.

Jérôme Salomon acrescentou ainda que a perda de paladar e olfato estão a ser relatados como sintomas ou consequências da doença por vários médicos em contacto com pacientes infetados pela covid-19.

Das pessoas infetadas, mais de 90.500 recuperaram da doença.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se já por 182 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu é aquele onde está a surgir atualmente o maior número de casos, sendo Itália o país do mundo com maior número de vítimas mortais, com 4.032 mortos (mais 627 que na quinta-feira) em 47.021 casos.

Brasil decreta calamidade pública e ministro prevê colapso do sistema de saúde

Até Abril, o sistema de saúde público brasileiro vai ceder face à avalanche de casos de coronavírus, previu o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Governo federal prevê crescimento económico praticamente nulo este ano.

O Senado federal aprovou esta sexta-feira, por unanimidade, o diploma que decreta o estado de calamidade pública no Brasil por causa do novo coronavírus. O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse que o pico das infecções deve acontecer em Julho, mas antes disso, em Abril, relata a Reuters, o sistema de Saúde brasileiro deve “entrar em colapso”.

“O colapso é quando você tem dinheiro, plano de saúde, ordem judicial, mas simplesmente não há sistema de saúde para você entrar, como acontece na Itália. Para evitar esse colapso pode se fazer necessário segurar a movimentação para ver se conseguimos diminuir a transmissão”, acrescentou o ministro, durante um encontro com empresários, em que também esteve presente o Presidente Jair Bolsonaro.

“A epidemia em São Paulo está apenas a começar”, frisou Mandetta. Este estado é o principal foco da infecção no Brasil, que a nível nacional regista 654 casos confirmados de infecção e sete mortos.

Horas antes, o Senado viabilizou a declaração do estado de calamidade pública. Pela primeira vez em 196 anos de história do Senado, o órgão aprovou um decreto sem a presença dos senadores, que votaram de forma remota para evitar o contágio. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que foi diagnosticado com a covid-19, não compareceu à sessão, tal como o senador Nelsinho Trad.

A partir do momento da sua entrada em vigor, o estado de calamidade pública permite que o Governo possa reforçar os gastos públicos sem necessidade de respeitar o tecto fiscal estabelecido pelo Orçamento. No entanto, os recursos adicionais devem ser canalizados exclusivamente para o combate ao coronavírus.

Antecipando o impacto económico que a propagação do coronavírus terá no Brasil, o Governo federal reduziu acentuadamente a previsão para o crescimento do PIB para este ano. De 2,1% previstos no início do mês – que por si já representavam uma redução das expectativas anteriores – o Ministério da Economia prevê agora um crescimento de 0,02%.

Apesar do reconhecimento por parte do Governo federal que o avanço da epidemia constitui uma crise sem precedentes, Bolsonaro criticou as medidas tomadas em alguns estados, como São Paulo, que incluíram o encerramento de estabelecimentos comerciais, e manifestou receio de ser responsabilizado pelo impacto económico. “Vocês vão querer jogar a responsabilidade em cima de mim. A economia está parando. Estão tomando medidas, a meu ver, exageradas”, afirmou.

O Governo também vai proibir a entrada de cidadãos de vários países europeus, incluindo Portugal, e asiáticos a partir da próxima segunda-feira, que não tenham residência no Brasil ou justificação profissional ou familiar para entrar no país. De fora da restrição ficaram, no entanto, os EUA.

 

Jornal Público.

Comissão Europeia suspende disciplina orçamental aos países da UE

A Comissão Europeia anunciou que vai suspender as regras impostas aos orçamentos dos países da União Europeia para que possam fazer face à pandemia de Covid-19.

É uma decisão sem precedente tomada pela Comissão Europeia. Ursula von der Leyen, presidente deste órgão europeu, disse que foi acionada uma « cláusula geral de escape », que permitirá « injetar gastos necessários na economia » dos países europeus para combater o novo coronavírus.

 

Alfa/AFP/JN

Covid-19: Aeroportos vão ter câmaras infravermelhos que medem temperatura

Os aeroportos de Lisboa, Porto, Faro, Madeira e Ponta Delgada vão estar equipados com equipamentos de medição de temperatura corporal, anunciou hoje a ANA – Aeroportos de Portugal, devido à pandemia de covid-19.

Segundo explica a ANA, que gere os aeroportos nacionais, em comunicado, « a instalação de câmaras de infravermelhos no Aeroporto Humberto Delgado em Lisboa foi efetuada de forma imediata », já se encontrando em funcionamento na capital.

Porto, Faro, Madeira e Ponta Delgada também vão ser equipados com estes dispositivos, que permitem « alguma fluidez na circulação, diminuindo na medida do possível o transtorno dos passageiros que chegam aos aeroportos ».

Na prática, no caso de uma das câmaras detetarem uma temperatura corporal elevada em alguém, essa pessoa será encaminhada para realizar um rastreio « por uma equipa de técnicos de saúde, os quais acompanharão a pessoa para área reservada ».

« Dentro dos aeroportos, a ANA, em colaboração com as autoridades de segurança, continuará a informar e a criar todas as condições para que os passageiros circulem de forma responsável cumprindo a recomendação de distanciamento social aconselhável para a prevenção do contágio », pode ler-se em comunicado.

Entre as várias medidas já tomadas, a ANA destaca o acompanhamento a colaboradores que têm « um contacto mais próximo com terceiros » no seu trabalho, tentando promover o teletrabalho sempre que a função permita.

As câmaras vêm juntar-se a outras medidas tomadas nos aeroportos nacionais, da desinfeção das áreas comuns ao reforço da limpeza, disponibilização de informação aos passageiros que chegam, a criação de áreas de contenção e um plano de resposta em situações de ameaça à saúde pública.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) elevou hoje o número de casos confirmados de infeção para 1.020, mais 235 do que na quinta-feira, com seis mortos e cinco recuperados.

Portugal encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de quinta-feira, depois de a Assembleia da República ter aprovado na quarta-feira o decreto que lhe foi submetido pelo Presidente da República, com o objetivo de combater a pandemia de Covid-19, após a proposta ter recebido pareceres favoráveis do Conselho de Estado e do Governo.

O estado de emergência proposto pelo Presidente prolonga-se até às 23:59 de 02 de abril.

No Conselho de Ministros de quinta-feira foram aprovadas medidas como o « isolamento obrigatório » para doentes com Covid-19 ou que estejam sob vigilância ativa, sob o risco de « crime de desobediência », a generalização do teletrabalho » para todos os funcionários públicos que o possam fazer, o fecho das Lojas do Cidadão, bem como dos estabelecimentos com atendimento público, com exceção para, entre outros, as mercearias e supermercados, postos de abastecimento de combustível, farmácias e padarias.

 

Alfa/Lusa.

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