Covid-19: TAP vai operar 25 voos diários a partir de 2.ª feira sobretudo para repatriamento

A TAP vai passar a operar 25 voos diários a partir de segunda-feira, dia 23, sobretudo para “dar resposta à missão de transportar os portugueses” de volta ao país, anunciou hoje a companhia aérea.

“De aproximadamente 300 voos diários, há uma semana atrás, operaremos 100 nos próximos três dias e na segunda-feira teremos cerca de 25 voos diários, conforme planeamento de contingência entre os dias 23 de março e 19 de abril”, lê-se numa carta enviada aos trabalhadores pelo diretor de operações da TAP, Ramiro Sequeira, a que a Lusa teve acesso.

Esta medida faz parte do plano de contingência definido para o período entre 23 de março e 19 de abril, para fazer face aos constrangimentos provocados pela pandemia de covid-19.

“Estamos a focar toda a nossa atenção aos cidadãos portugueses retidos no estrangeiro e procuraremos assegurar os voos em todas as rotas em que os mesmos sejam possíveis, de modo a dar resposta à missão de transportar os portugueses e os nossos clientes para junto das suas famílias”, lê-se também no documento.

Para dar resposta às necessidades destas operações, a transportadora aérea decidiu que, “de modo pontual”, o plano de voo para abril pode ser executado por voluntários, que devem manifestar o seu interesse até às 23:59 do próximo domingo.

“Naturalmente que este regime apenas se poderá implementar caso exista um volume suficiente de tripulantes interessados para cobrir todas as frotas/funções”, acrescenta Ramiro Sequeira, apelando para o “sentido de entreajuda coletiva” e para o “sentido de missão”, para “superar este momento adverso”.

Na quinta-feira, a TAP anunciou que não vai renovar o contrato a prazo com 100 trabalhadores, que já foram notificados, uma medida do plano de contingência implementado pela companhia no âmbito do surto de covid-19.

« Confirmamos que não estamos a renovar contratos de trabalho de colaboradores que estão a prazo », disse à Lusa fonte da TAP.

A medida abrange 100 trabalhadores, que já foram todos notificados, e surge no plano de contingência que a TAP implementou para combater os efeitos da pandemia de Covid-19 na companhia aérea, anunciado em 05 de março.

Em declarações à Lusa, fonte oficial da TAP esclareceu que não se trata de despedir 100 pessoas, mas, sim, de não fazer novas contratações, ao abrigo do plano de contingência apresentado em 05 de março, visto que, quando um contrato a prazo termina, renová-lo é uma nova contratação.

A transportadora realçou ainda que, quando precisar novamente de mais funcionários e tiver condições para reforçar a equipa, estas 100 pessoas serão as primeiras a ser chamadas.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, infetou mais de 265 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 11.100 morreram.

Das pessoas infetadas, mais de 90.500 recuperaram da doença.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se já por 182 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu é aquele onde está a surgir atualmente o maior número de casos, com a Itália a ser o país do mundo com maior número de vítimas mortais, com 4.032 mortos (mais 627 que na quinta-feira) em 47.021 casos.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde elevou hoje o número de casos confirmados de infeção para 1.020, mais 235 do que na quinta-feira.

O número de mortos no país subiu para seis.

 

Alfa/Lusa.

Covid-19: OMS alerta que jovens « não são invencíveis »

A Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou hoje que os jovens “não são invencíveis” no que toca à pandemia de Covid-19, salientando que a doença os pode matar ou confinar ao hospital durante semanas.

Em conferência de imprensa na sede da organização, em Genebra, o diretor-geral, Tedros Ghebreyesus afirmou que apesar de a mortalidade ser maior entre a população mais idosa, as escolhas que os jovens fazem sobre os locais em que se deslocam “podem significar a diferença entre vida e morte para outras pessoas”.

A OMS salienta que “os mais novos não são poupados” à doença e que as pessoas com menos de 50 anos são “uma percentagem significativa dos infetados”.

Números atualizados hoje registam mais de 265 mil pessoas infetadas em 182 países e mais de 11.000 mortos provocados pela Covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus.

“Cada morte é uma tragédia e uma motivação para impedir o contágio e salvar vidas”, referiu Ghebreyesus.

“Solidariedade, solidariedade, solidariedade” entre países e grupos etários diferentes é “a chave para derrotar” a doença, afirmou o responsável, destacando a “boa notícia” registada na quinta-feira na cidade onde começou a pandemia, Wuhan, na China, onde não se verificaram casos novos.

É uma demonstração de que a pandemia “pode ser revertida” que “dá esperança”, indicou.

 

Alfa/Lusa.

Covid-19: Itália ultrapassa 4.000 mortos, 627 nas últimas 24 horas

Itália ultrapassou hoje os 4.000 mortos devido à pandemia de coronavírus, com a morte, nas últimas 24 horas, de mais 627 pessoas, anunciou hoje a Proteção Civil italiana.

A região de Milão, a Lombardia (norte), continua a ser a que regista mais mortes, com 381 de quinta-feira para hoje, totalizando 2.549 casos mortais.

Em todo o país foram confirmados mais 6.000 casos, totalizando 47021.

 

Alfa/Lusa.

Covid-19: França tem 130.000 cidadãos retidos no estrangeiro que querem regressar

França quer organizar o regresso ao país de 130.000 cidadãos nacionais retidos em países estrangeiros devido à pandemia do novo coronavírus, anunciou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros, Jean-Yves Le Drian.

RYAD KRAMDI / AFP

« A questão mais difícil são aqueles que estão de passagem no estrangeiro, em viagem, geralmente de férias, e que estão hoje contabilizados na ordem dos 130.000 no conjunto do planeta », disse o ministro à rádio France Info.

« O princípio de base é que queremos trazer os 130.000 para território nacional. Eles querem e têm razão para querer », acrescentou.

Muitos países suspenderam as ligações aéreas com França, o terceiro país da Europa mais afetado pela pandemia, depois de Itália e de Espanha, deixando os cidadãos franceses presentes nos seus territórios sem possibilidade de regressar.

Jean-Yves Le Drian disse querer fazer regressar esses cidadãos « o mais depressa possível », « nos próximos dias », em « voos comerciais especiais » que as companhias aéreas estão a organizar em concertação com os países envolvidos.

Até lá, reiterou o apelo para que tenham « sangue-frio » e « paciência ».

O Governo, disse, terá « uma vigilância particular para que os preços dos bilhetes sejam regulados, fixados, para que não haja especulação ».

As medidas evocadas pelo ministro dizem respeito aos franceses de férias ou em negócios no estrangeiro.

Aos três milhões de franceses que residem habitualmente no estrangeiro, as autoridades recomendam que se mantenham « em casa » a menos que estejam em situação de « emergência de saúde ».

O ministro apelou ainda a todos os franceses que estejam no estrangeiro e queiram regressar que, se ainda não o fizeram, se inscrevam no portal do Ministério dos Negócios Estrangeiros na Internet para que possam ser contactados.

Le Drian precisou que o Governo fez regressar a França na última semana 17.000 dos 20.000 franceses que estavam em Marrocos, um dos destinos preferidos pelos franceses, e que pediram para regressar.

O ministro evocou « casos particulares, mais difíceis », citando a Madeira, as Filipinas, as Canárias e a República Dominicana, mas assegurou que vão ser tomadas « decisões específicas » em relação a esses locais.

Alfa/Lusa

Covid-19: Portugal com seis mortes

Portugal regista seis vítimas mortais do novo coronavírus, segundo o boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS), que dá conta de 1020 casos confirmados de Covid-19.

Segundo a DGS, há duas vítimas mortais na região Centro, duas na região de Lisboa e Vale do Tejo, uma na região norte e outra na região do Algarve.

Os dados do boletim epidemiológico hoje divulgado, com dados até às 24:00 de quinta-feira e atualizado às 11:00 de hoje, indicam que há mais 235 casos confirmados de Covid-19 do que na quinta-feira.

Os dados indicam também que há cinco casos recuperados.

Desde 01 de janeiro existem 7.732 casos suspeitos, dos quais 850 aguardam resultado laboratorial, e há 9.008 contactos em vigilância pelas autoridades de saúde, refere a DGS, adiantando que 5.862 casos não se confirmaram.

Dos 1.020 pessoas infetadas, a grande maioria (894) estão a recuperar em casa, 126 estão internados, 26 dos quais em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI).

Atualmente, há 24 cadeias de transmissão ativas em Portugal.

A região Norte é a que regista o maior número de infeções (506), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (361), da região Centro (106), do Algarve (29) e dois no Alentejo.

Há três casos nos Açores e um na Madeira e ainda nove casos de estrangeiros.

Entre os doentes infetados, 514 são homens e 506 mulheres. A faixa etária mais afetada é a dos 40 aos 49 anos (196), seguida dos 50 aos 59 anos (174).

Os dados da DGS apontam que 31 casos resultam da importação do vírus de Espanha, 24 de França, 20 de Itália, oito da Suíça, três do Reino Unido, dois dos Países Baixos, dois de Andorra, um da Bélgica, outro da Alemanha e Áustria, um dos Emirados Árabes Unidos, um da Índia e outro do Irão.

Segundo a DGS, 20% dos doentes positivos ao novo coronavírus apresentam como sintomas tosse, 15% febre, 11% cefaleia, 11% dores musculares, 8% fraqueza generalizada e 6% dificuldade respiratória.

Portugal encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de quinta-feira.

O estado de emergência proposto pelo Presidente prolonga-se até às 23:59 de 02 de abril.

 

Alfa/Lusa.

Covid-19. Emigrantes que regressam a Portugal obrigados a isolamento. Seis mortos no país

As autoridades de saúde nacionais e de diversos  concelhos de Portugal determinaram ontem e hoje, sexta-feira, 20/03, que todos os emigrantes que regressem do estrangeiro, sobretudo de Espanha e de França, devem ficar em isolamento social, por um período de 14 dias, devido à pandemia da Covid-19.

A medida foi anunciada hoje, sexta-feira, oficialmente, a nível nacional.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) elevou hoje o número de casos confirmados de infeção no país para mais de mil. O número de mortos no país subiu para seis.

 

Crise sanitária. Entrevista com novo Cônsul Geral de Portugal em Paris, Carlos Oliveira. Domingo, 22

« Passagem de nível » na Rádio Alfa. Domingo, 22 de Março 2020. Entre as 12h00 e as 13h30

Destaques:

-Coronavírus: as consequências nos domínios da saúde, do social, do trabalho e das liberdades individuais. Os Consulados portugueses estão todos fechados em França.

Convidados:

Carlos Oliveira, Cônsul Geral de Portugal em Paris
Barbara Chavanne, Médica generalista no Val-de-Marne
Catarina Clemente de Barros, Advogada especialista do Direito do Trabalho
Manuel Moreira, dono de um restaurante

 

Foto: Carlos Oliveira, novo Cônsul Geral de Portugal em Paris

 

A morte de Pedro Barroso, especial: 

-Pedro Barroso, cantor, autor, compositor, grande intérprete da canção de intervenção,
diversas vezes preso pela PIDE, faleceu no dia 17 de Março aos 69 anos.
Evocação através de extractos da emissão “Passagem de Nível” do dia 20 de Abril de
2014, por ocasião do 40° aniversário do 25 de Abril de 1974.
Para além das intervenções de Pedro Barroso, Fernando Tordo e de Palma Carlos,
estiveram nos estúdios José Dias, António Topa, Artur de Oliveira e Leocádia Dias

Apresentação e coordenação: Artur Silva

Covid-19. Estado de emergência em Portugal, onde há 4 vítimas mortais

Crise santitária em Portugal. Estado de emergência: portugueses têm de ficar em casa, maiores de 70 devem preservar-se (e há 4 vítimas mortais).

Estado de emergência entrou em vigor em Portugal e António Costa já anunciou detalhes: população deve ficar em casa (regra geral) e foram recomendados procedimentos especiais para maiores de 70 anos que devem sair o menos possível mesmo para irem a farmácias ou supermercados.

Só restaurantes com serviço  » pague e leve » (take away) podem funcionar. De resto, a situação é idêntica à de França: todos os estabelecimentos não essenciais estão encerrados.

Forças de segurança vão atuar nos próximos dias para advertir e não sancionar – ao contrário de França, não há multas previstas, para já, em Portugal .

Último balanço indica que morreram quatro pessoas em Portugal vítimas da covid-19.

ÁUDIO: Coronavírus – Jean Michel Pawlotsky, responsável do departamento “Bactériologie – Virologie” do hospital Henri-Mondor em Créteil, no ‘Programa da Saúde’.

Está disponível o ‘podcast’ do programa da Saúde n°36 “Je vais bien et vous?” de Suzette Fernandes com o doutor Jean Michel Pawlotsky (Emissão 3), responsável pelo departamento “Bactériologie – Virologie” do Hospital Henri-Mondor em Créteil.

O tema da conversa contínua a ser o Coronavírus – Covid-19. Várias questões foram colocadas, entra elas, a questão da utilização das máscaras e das luvas e alguns conselhos práticos.

 

 

 

 

Covid-19: França tem quase 11 mil casos confirmados e 372 mortos

O diretor-geral da Saúde em França Jérôme Salomon, anunciou que há 10.995 casos de Covid-19 confirmados até hoje no país e 372 mortos, acrescentando que o número de casos é calculado através de « um sistema muito sólido ».

Das quase 4.500 pessoas que estão atualmente hospitalizadas, 1.122 estão nos serviços de reanimação. No total das pessoas hospitalizadas, cerca de metade tem menos de 60 anos, mas só 6% dos mortos estão abaixo dessa idade.

Há 1.300 pessoas curadas do Covid-19 em França.

Quanto ao cálculo destes números transmitidos diariamente aos meios de comunicação social e ao público em geral, Salomon disse que França « tem sistema muito sólido » que permite seguir a propagação do vírus, através do contacto com os hospitais, mas também com os médicos generalistas que seguem muitos casos que não são hospitalizados.

O diretor-geral da Saúde indicou ainda que desde o início desta crise sanitária, já foram realizados cerca de 50 mil testes no país. Em França, os testes são feitos a pessoas com sintomas que levem à hospitalização e população frágil como pessoas idosas ou com doenças crónicas.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, infetou mais de 231 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 9.350 morreram.

Das pessoas infetadas, mais de 86.250 recuperaram da doença.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se já por 177 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu é aquele onde está a surgir atualmente o maior número de casos, com a Itália a tornar-se hoje o país do mundo com maior número de vítimas mortais, com 3.405 mortos em 41.035 casos.

Alfa/Lusa

Flash Info

Flash INFO

0:00
0:00
Advertising will end in 

Journal Desporto

0:00
0:00
Advertising will end in 

x