“Quem vota conta”. Portugueses devem votar nas municipais francesas. Opinião

Graças à cidadania europeia, os portugueses, mesmo os mononacionais, podem votar nas eleições municipais de março, em França.

Ainda se podem inscrever nas listas eleitorais.

É importante votar. “Quem vota conta”.

Ouça aqui a crónica de Luísa Semedo, escritora e presidente para a Europa do Conselho das Comunidades Portuguesas:

 

Acompanhe a viagem de circum-navegação do NRP Sagres em tempo real.

Já é possível acompanhar, em tempo real, o posicionamento do NRP Sagres durante a viagem de volta ao mundo.

 

O Centro Geoespacial, Meteorológico e Oceanográfico Marítimo da Marinha Portuguesa, integrado no Instituto Hidrográfico, realizou um projeto de posicionamento do NRP Sagres através de um mapa interativo que transmite a localização do navio de dez em dez minutos.

Clique na Imagem ou aqui.

 

Os portugueses de França já não são « avecs ». São « portugueses de influência ». Opinião

Os emigrantes portugueses de França já não são vistos em Portugal como os « avecs » de antigamente.

Tudo mudou. Hoje, são « portugueses de influência » para as empresas portuguesas que investem ou desejam investir em França.

Têm importância no chamado mercado da saudade, mas não só.

Ouça a crónica de Carlos Pereira, jornalista e diretor do Lusojornal, na Rádio Alfa, nesta quinta-feira, 23. 

Mbappé quer ter carreira parecida a Cristiano Ronaldo

O futebolista francês Kylian Mbappé, que alinha no Paris Saint-Germain (PSG), afirmou que todos os jogadores da sua geração cresceram com Zinedine Zidane como “ídolo” e defendeu que quer ter uma carreira parecida com a de Cristiano Ronaldo.

“Se és francês, obviamente que cresces com Zidane como ídolo. Outro ídolo é Cristiano Ronaldo, o qual tive a sorte de defrontar”, disse o internacional francês em entrevista ao jornal italiano La Gazzetta dello Sport.

O avançado, de 21 anos, destacou ainda vários jogadores brasileiros, como Pelé, Ronaldinho, Ronaldo ou Kaká, explicando depois os motivos que o levam a inspirar-se em Cristiano Ronaldo para o seu futuro.

“Já é tarde para fazer uma carreira como Messi, para isso tinha de ter ficado no Mónaco. Sem tirar nenhum mérito a Messi, agora tenho de me inspirar na carreira de Cristiano”, afirmou.

Mbappé frisou que tem uma “grande admiração” pelo internacional português, considerando o jogador certo para conquistar a Liga dos Campeões para os italianos da Juventus.

“A Juventus é uma equipa forte e isso está demonstrado nas finais que jogaram nas últimas temporadas. Sempre lhes faltou algo para marcar a diferença e agora já o têm graças ao Cristiano. É um jogador que te faz ganhar coisas importantes. Este ano a Juventus está entre os favoritos, com os de sempre, Real Madrid, Barcelona e Liverpool”, explicou.

 

Alfa/Lusa.

Governo português alerta viajantes para vírus que já matou nove pessoas na China

Foto FACUNDO ARRIZABALAGA/EPA

O Governo alertou esta quarta-feira os portugueses que viagem para a China e zonas próximas que se informem sobre a evolução de um novo vírus detetado naquele país e recomendou a turistas e residentes que se registem ou inscrevam no consulado

Alfa/Lusa/Expresso

« Aos viajantes, em especial aos que se desloquem à China e regiões limítrofes, recomenda-se que estejam devidamente informados sobre a evolução da situação e permaneçam atentos aos comunicados publicados nos portais da Direção-Geral da Saúde, do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças e da Organização Mundial da Saúde », avisa o Ministério dos Negócios Estrangeiros através do portal das comunidades portuguesas.

O Governo aconselha ainda os viajantes « a efetuar o registo das suas viagens na aplicação Registo Viajante » e os residentes a tratar da « sua inscrição consular ou respetiva atualização ».

A informação no portal indica que as autoridades de saúde chinesas e a Organização Mundial da Saúde confirmaram a existência de um surto de pneumonia, causada por um novo coronavírus.

O surto, adianta, « teve origem em dezembro de 2019 em Wuhan, na província de Hubei », estando confirmados « centenas de casos em diferentes regiões da China (Wuhan, Guangdong, Pequim, Xangai) e situações importadas na Tailândia, no Japão e na Coreia do Sul ».

As autoridades de Macau também anunciaram hoje que foi identificado no território o primeiro caso do vírus, enquanto Hong Kong avançou ter detetado um caso suspeito, mas cuja confirmação só será definitiva na quinta-feira.

Embora o portal inclua avisos para outras doenças da região asiática, a secretaria de Estado das Comunidades lembra que, em geral, « as condições sanitárias fora das grandes cidades e outras zonas mais desenvolvidas são por vezes rudimentares ».

Por isso, os portugueses são aconselhados a não consumir refeições de rua e a não beber água da torneira.

O ministério lembra que a representação diplomática de Portugal na China é assegurada pela embaixada de Portugal em Pequim e avança que, em caso de urgência, deve ser contactado o número +86 186 1208 7488.

O vírus foi inicialmente detetado, no mês passado, em Wuhan, cidade do centro da China, um importante centro de transporte doméstico e internacional.

O número de casos aumentou rapidamente, estando contabilizados atualmente 440 casos confirmados, segundo o vice-diretor da Comissão Nacional de Saúde da China.

Nove pessoas morreram, todas na província de Hubei, cuja capital é Wuhan.

Fora da China, foram confirmados casos do novo coronavírus na Coreia do Sul, Estados Unidos, Japão, Tailândia, Taiwan e hoje em Macau.

Os casos alimentam receios sobre uma potencial epidemia, semelhante à da pneumonia atípica, ou Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), que entre 2002 e 2003 matou 650 pessoas na China continental e em Hong Kong.

O surto surge numa altura em que milhões de chineses viajam, por ocasião do Ano Novo Lunar, a principal festa das famílias chinesas, equivalente ao natal nos países ocidentais. Segundo o Ministério dos Transportes chinês, o país deve registar um total de três mil milhões de viagens internas durante os próximos 40 dias.

Isabel dos Santos: a submissão portuguesa. Opinião

Alfa/Expresso. Por Henrique Monteiro

É inútil gastar muita tinta com esta história: José Eduardo dos Santos governou com mão de ferro 40 anos de história angolana. Quem lhe era próximo enriqueceu, quem lhe era muito próximo enriqueceu muito, quem denunciava o sistema foi preso, caso vivesse em Angola, ou enxovalhado e impedido de entrar, caso vivesse fora de Angola. O regime era uma cleptocracia e todos o sabiam. Eu escrevi-o e citei esta palavra várias vezes.

Há pessoas que têm a consciência tranquila neste assunto. Nomeio duas de que não sou politicamente próximo: Ana Gomes e Francisco Louçã. Há outras que não a podem ter. E não refiro apenas aqueles que podem ser cúmplices de ilegalidades, mas também os que sabiam e calaram. E nesses, salvo raras e honrosas exceções, estão quase toda a classe política, grande parte da classe empresarial e boa parte da classe jornalística.

No meu julgamento, que pode ser excessivamente implacável, poucos escapam. Em termos de direções partidárias, só o Bloco de Esquerda foi consistente na Oposição à vergonha de Angola. Inúmeros jornalistas, dos mais antigos, que vêm comentar a excelente investigação levada a cabo pelo Expresso (Micael Pereira) e a SIC (Luís Garriapa) em conjunto com o Consórcio Internacional, falaram sempre de Angola como se de um país normal se tratasse. Aplaudiram os investimentos dos seus cleptocratas como se não conhecessem os vários desmandos e tráficos, como, por exemplo, o do francês Pierre Falcone, condenado pela justiça do seu país, perante os protestos do Governo de Luanda; ou a proibição de circulação de dinheiro angolano em bancos e mesmo em países mais decentes do que o nosso. Pelo contrário, faziam rapapés.

Era uma espécie de provérbio alterado: em vez de fazer o bem se olhar a quem era lucra bem sem olhar com quem

Mas isto não surpreende. Passaram-se coisas semelhantes em relação à Venezuela. Os nossos representantes políticos (aqui nem o BE se salva) andaram por lá, porque os negócios é que contavam. Era uma espécie de provérbio alterado: em vez de fazer o bem se olhar a quem era lucra bem sem olhar com quem.

De Angola tratarão os angolanos. Claro que as dúvidas sobre as intenções e processos do novo Presidente, João Lourenço, não estão absolutamente clarificados. Pode ser apenas uma limpeza dos apparatchiks anteriores ou mais do que isso, um efetivo combate à corrupção. Veremos.

Mas por cá a vergonha cola-se àqueles que faziam os rapapés. Uma vergonha que, em certos casos, vem de longe. Desde 1992, quando o PS teve dirigentes a apoiar a campanha eleitoral do MPLA e permitiu a sua entrada na Internacional Socialista e Durão Barroso, como MNE, tomava partido por eles. Já eram os mesmos, já eram José Eduardo dos Santos e os generais de nomes de guerra estranhos. Já os jornalistas portugueses comprometidos com o regime de Luanda ficavam num hotel diferente do que a Imprensa internacional e a portuguesa que não desistia de denunciar. Quase há 30 anos, alguns podiam ter a ilusão de estar a apoiar uma causa. Mas é curioso como quase toda essa gente continuou a apoiar a causa quando se tornou claro que o bando pró-soviético, até à implosão da URSS e que tinha respaldo no exército cubano, revelou que apenas queria ‘capitalisticamente’ enriquecer o mais depressa possível. Ficaram multimilionários num instante.

Por cá, foram tratados não como ladrões do pior, colonialistas do seu próprio povo, extratores de inúmeras riquezas que deixavam o seu próprio povo entregues à fome, à doença, à extrema miséria, mas como empresários de sucesso. Sim, haverá alguns que fizeram o caminho sem pisar ninguém. Mas serão mais escassos do que água no deserto.

Por cá, o ‘Luanda Leaks’ devia encher de vergonha muita gente. Aquela mesma que nunca se incomodou com os ataques do jornal oficial de Angola a cidadãos seus. Desde as mais altas figuras do Estado (Mário Soares) aos jornalistas e repórteres que não lhes agradavam. Um Estado que nunca se preocupou com o facto de Órgãos de Comunicação Social (Expresso e SIC, pelo menos) estarem anos e anos proibidos de entrar em Angola, nem com a censura que esses órgãos (nomeadamente a SIC) sofria em Luanda.

Deviam estar cheios de vergonha, os que em 2008 criticaram o “exagero” de Bob Geldof quando se referiu a Angola como uma cleptocracia; palavra que já tinha sido utilizada por Mário Soares para descrever aquele regime.

Agora não vale a pena demarcarem-se, jurarem pelos santinhos e pelos Dos Santos, que não sabiam de nada. Como um dia disse Maria José Nogueira Pinto (que Deus tenha e guarde) vocês sabem que nós sabemos que vocês sabem que nós sabemos.

Alguns terão remorsos, outros nem isso.

Leia a versão original deste artigo em expresso.pt

China anuncia nove mortos devido a pneumonia viral, número de casos é superior a 400

China anuncia nove mortos devido a pneumonia viral, número de casos é superior a 400

Alfa/Lusa
O número de mortes causadas por um novo tipo de pneumonia na China subiu hoje para nove, com a morte de mais três pacientes, enquanto o número total de infetados é já superior a 400, anunciaram as autoridades.

A Comissão Nacional de Saúde da China alertou que o novo tipo de coronavírus, uma espécie de vírus que causa infeções respiratórias em seres humanos e animais, « pode sofrer mutações e espalhar-se mais facilmente ».

O vírus foi inicialmente detetado, no mês passado, em Wuhan, cidade do centro da China que é também um importante centro de transporte doméstico e internacional.

O surto surge numa altura em que milhões de chineses viajam, por ocasião do Ano Novo Lunar, a principal festa das famílias chinesas, equivalente ao natal nos países ocidentais. Segundo o Ministério dos Transportes chinês, o país deve registar um total de três mil milhões de viagens internas durante os próximos 40 dias.

Os casos alimentaram receios sobre uma potencial epidemia, semelhante à da pneumonia atípica, ou Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), que entre 2002 e 2003 matou 650 pessoas na China continental e em Hong Kong.

As autoridades de saúde anunciaram medidas para conter a doença, incluindo desinfeção dos sistemas de ventilação de aeroportos, estações e centros comerciais.

« Se for necessário, serão também realizados controlos de temperatura em áreas-chave e locais movimentados », esclareceu a Comissão, em comunicado.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) vai reunir-se durante o dia para decidir se deve declarar uma « emergência de saúde pública de interesse internacional », decisão que pode ser influenciada pela descoberta do primeiro caso nos Estados Unidos.

Fora da China, foram ainda confirmados casos do novo coronavírus entre viajantes chineses na Coreia do Sul, Japão, Tailândia e Taiwan, todos também oriundos de Wuhan.

Vários países com ligações aéreas diretas ou indiretas a Wuhan estão a efetuar verificações sistemáticas de passageiros de voos oriundos de áreas consideradas de risco.

Em Macau, as autoridades anunciaram que vão verificar individualmente os passageiros provenientes de Wuhan, « por via aérea, marítima ou terrestre ».

Corpo de Paulo Gonçalves chega a Portugal na quinta-feira

O corpo de Paulo Gonçalves, que morreu no Rali Dakar de todo-o-terreno, chega esta quinta-feira ao final da manhã a Portugal, disse à agência Lusa fonte da Secretaria de Estado das Comunidades.

O corpo do malogrado piloto português, que morreu na sequência de queda na sétima de 12 etapas do Rali Dakar de todo-o-terreno, na Arábia Saudita, deverá chegar ao aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, ao final da manhã, seguindo, depois, em cortejo fúnebre até Esposende, onde será alvo de uma homenagem.

O funeral de Paulo Gonçalves vai realizar-se pelas 16:00 na Igreja de Gemeses, em Esposende, Braga, anunciou hoje a autarquia.

“O funeral decorrerá na sexta-feira, pelas 16:00, na Igreja de Gemeses”, aponta a câmara de Esposende em comunicado.

Segundo a nota do município minhoto, presidido por Benjamim Pereira, esse será o dia da “última homenagem a Paulo Gonçalves”, tendo sido decretado dia de luto municipal em honra do piloto, que perdeu a vida na 42.ª edição do Dakar.

O cortejo fúnebre passará “na quinta-feira, cerca das 11:30, pelo centro de Esposende, antes de rumar a Gemeses, onde decorrerão as cerimónias fúnebres”.

 

Alfa/Lusa.

Golo de Paulinho garante final da Taça da Liga ao Sporting de Braga

Um golo de Paulinho em cima dos 90 minutos permitiu hoje ao Sporting de Braga apurar-se para a final da Taça da Liga de futebol, ao vencer o Sporting por 2-1, no primeiro jogo das ‘meias’, disputado em Braga.

Ricardo Horta adiantou os ‘arsenalistas’ logo aos oito minutos, tendo o Sporting igualado em cima do intervalo, por intermédio do central Mathieu, aos 44.

Numa altura em que a decisão da partida parecia se encaminhar para as grandes penalidades, já depois de o Sporting ter ficado reduzido a 10 devido à expulsão de Bolasie, aos 60, o avançado Paulinho cabeceou para o 2-1, aos 90, garantindo a vitória à equipa bracarense.

O encontro ficou manchado nos instantes finais por uma altercação entre jogadores, depois da expulsão de Mathieu (90+4), tendo ainda sido expulsos o guarda-redes do Braga Eduardo e o jogador ‘leonino’ Eduardo, que se encontravam no banco das suas equipas.

Na final, agendada para sábado, o Sporting de Braga vai defrontar o vencedor da segunda meia-final, que opõe na quinta-feira o Vitória de Guimarães ao FC Porto, também em Braga.

 

Resultados da ‘final four’ da Taça da Liga de futebol, que se realiza no Estádio Municipal de Braga, entre hoje e sábado:

– Meias-finais:

– Terça-feira, 21 jan 2020:

Sporting de Braga (I) – Sporting (I), 2-1

– Quarta-feira, 22 jan:

Vitória de Guimarães (I) – FC Porto (I), 20:45

– Final:

– Sábado, 25 jan:

Vencedores das meias-finais, 20:45.

 

Alfa/lusa.

Isabel dos Santos. Um apartamento no Mónaco por mais de 50 milhões

Como Isabel dos Santos comprou um apartamento no Mónaco por mais de 50 milhões

 

O edifício Petite Afrique, com dez andares, custou 450 milhões de euros. Isabel dos Santos ficou com o 6º andar <span class="creditofoto">Foto D.R.</span>

O edifício Petite Afrique, com dez andares, custou 450 milhões de euros. Isabel dos Santos ficou com o 6º andar FOTO D.R.

Através da Athol Limited, de Malta, Isabel dos Santos comprou em 2015 um apartamento no luxuoso edifício Petite Afrique, no Mónaco. Por ele pagou mais de 50 milhões de euros. Quem o construiu foi a FPMC, dos irmãos Andrea e Pierre Casiraghi, filhos da princesa Carolina

Informação Expresso e do consórcio internacional de jornalismo de investigação ICIJ, do qual o jornal português faz parte

Parte da fortuna de Isabel dos Santos foi usada em negócios com uma empresa de Andrea e Pierre Casiraghi, filhos da princesa Carolina, do Mónaco. Segundo os documentos do “Luanda Leaks”, o mais recente projeto do consórcio internacional de jornalismo de investigação ICIJ, Isabel dos Santos e o seu marido, Sindika Dokolo, desembolsaram 55 milhões de dólares (cerca de 50 milhões de euros ao câmbio atual) para comprar um luxuoso apartamento no Mónaco. Quem o construiu? A Fine Properties Monte-Carlo, empresa que junta a família Casiraghi ao grupo italiano Pizzarotti.

No rés do chão do edifício Petite Afrique podemos encontrar a primeira loja Dolce & Gabbana do Principado do Mónaco. O edifício, com dez andares, foi um dos mais importantes projetos imobiliários de Andrea e Pierre Casiraghi. Custou cerca de 450 milhões de euros. Tem piscina e vista sobre o Mediterrâneo, situa-se na zona de Monte Carlo. O sexto andar ficou para Isabel dos Santos e Sindika Dokolo, que o adquiriram discretamente: não em nome pessoal, mas através da empresa maltesa Athol Limited.

O edifício tem segurança privada durante todo o dia. “Aqui a palavra-chave é confidencialidade”, conta, segundo a Radio France Internationale (RFI), um vigilante do “Petite Afrique”, antes de recusar a entrada de curiosos no edifício.

O contrato de venda do apartamento descreve um amplo apartamento com hall, sala de jantar, com terraço virado a Sul, biblioteca, dois quartos principais e outros dois quartos de serviço para empregados, e direito a quatro lugares de estacionamento. O contrato, noticiado esta terça-feira pela RFI (um dos 36 meios que são parceiros do ICIJ, tal como o Expresso) faz parte do acervo de 715 mil documentos que integram o Luanda Leaks.

Vista a partir de um dos apartamentos, não especificado, do complexo Petite Afrique <span class="creditofoto">Foto d.r.</span>

Vista a partir de um dos apartamentos, não especificado, do complexo Petite AfriqueFOTO D.R.

Isabel dos Santos e Sindika Dokolo criaram a sociedade instrumental para o investimento no Mónaco a 8 de novembro de 2012, em Malta. A empresa que comprou o apartamento chama-se Athol Limited. Entre os responsáveis da empresa figuram o advogado português Jorge Brito Pereira e o advogado maltês Noel Scicluna, antigo embaixador de Malta na Dinamarca, país do qual Sindika Dokolo tem cidadania.

Expresso.pt