Peter Fonseca e Alexandra Mendes, os dois deputados luso-canadianos, reeleitos no Canadá

Deputados luso-canadianos reeleitos no Canadá apesar da quebra do Partido Liberal de Justin Trudeau, que perdeu a maioria absoluta.

Ministro adjunto cabo-verdiano encontrado morto no seu gabinete

Ministro adjunto cabo-verdiano, Júlio Herbert, encontrado morto no seu gabinete

Ministro adjunto cabo-verdiano encontrado morto no seu gabinete

Alfa/Lusa
O ministro adjunto do primeiro-ministro de Cabo Verde para a Integração Regional, Júlio Herbert, foi encontrado morto ao final da tarde de hoje, no seu gabinete, no Palácio do Governo, na Praia, confirmou à Lusa fonte governamental.

Elementos da Polícia Nacional cabo-verdiana foram chamados ao local, procedimento habitual neste tipo de ocorrência, precisou a mesma fonte.

Não são conhecidos até ao momento indícios de crime neste caso.

Júlio Herbert, um dos 13 ministros do atual executivo cabo-verdiano, era formado em Diplomacia pelo Instituto Rio Branco, de Brasília, e em Direito, pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.

Entre outros cargos, o até agora ministro adjunto do primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, foi cônsul-geral adjunto de Cabo Verde em Boston, Estados Unidos, assessor político-diplomático da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, conselheiro do Presidente da República e conselheiro político e diplomático do primeiro-ministro.

Imperador Naruhito toma posse. A relação muito especial entre o Japão e Portugal

Imperador japonês é historiador e conhece bem o que é Portugal

Naruhito visitou Lisboa, Coimbra e Porto em 2004, como príncipe herdeiro. E fotografou esse Tejo de onde partiram as caravelas que um dia chegaram ao Japão. O pai, Akihito, imperador emérito desde 30 de abril, escreveu um dia sobre o contributo da chegada dos portugueses para que a ciência ocidental fosse conhecida. São quase cinco séculos de relação especial, que vale a pena recordar quando o Japão entra numa nova era, a Reiwa, ou « Bela Harmonia ». Um texto muito pessoal de um jornalista de que escreve num diário onde Venceslau de Moraes publicou, faz mais de cem anos, muitas das suas reportagens sobre o Japão. (Texto originalmente publicado a 1 de maio de 2019, quando Naruhito assumiu o trono, na sequência da abdicação paterna da véspera)

            Foto da Posse no Palácio Imperial de Tóquio (Lusa)

Obairro de Hiroxima onde comi okonomiyaki não fica muito longe do memorial que recorda a bomba atómica. Tem fama a cidade pela forma como faz este tipo de panqueca com tudo. A minha foi, por sugestão do dono, que também era o cozinheiro, recheada com pedaços de peixe e marisco, um luxo por uma quantia justa de ienes. Mas tinha lido que nos tempos a seguir à Segunda Guerra Mundial, depois da rendição do imperador Hirohito aos americanos, a miséria era tanta em Hiroxima que tudo servia para dar substância ao okonomiyaki, que se tornou ali um alimento de sobrevivência um pouco como o currywurst, salsicha com caril e ketchup, inventado em Berlim na mesma altura.

Falei de Hirohito, cuja voz na rádio anunciou aos japoneses que o país tinha perdido a guerra. Era 15 de agosto de 1945 e depois de Hiroxima também Nagasáqui sofrera já o horror atómico. Falo agora de Akihito, o imperador que abdicou esre ano, criança quando a Segunda Guerra Mundial decorria e que, creio que pelo que viu, fez sua a era Heisei, « Culminação da Paz ». Depois dele começou a era Reiwa, ou « Bela Harmonia », com um imperador Naruhito que nasceu em 1960, quando na Europa e na América já se publicavam livros com os apelativos títulos de O Desafio Japonês ou Japão, a Próxima Superpotência, sem esquecer O Milagre Japonês. Tenho o primeiro, comprado num alfarrabista quando em 1992 comecei a ser jornalista no Diário de Notícias, e o autor é Håkan Hedberg, correspondente em Tóquio do Dagens Nyheter, o DN sueco, fundado também em dezembro de 1864.

Milagre não, génio e muito esforço

Na realidade não houve milagre nenhum. O sucesso do Japão, que fez que em Hiroxima os okonomiyaki voltassem a ter peixe ou carne como recheio e não apenas couves, deveu-se ao esforço e ao génio do povo japonês, esforço e génio que se tinham já notado noutras ocasiões, como aquando da Revolução Meiji, na segunda metade do século XIX, que transformou em poucas décadas um país antes fechado ao mundo numa nação rica e poderosa.

O imperador Meiji, Mutsuhito de seu nome, era avô de Hirohito, logo bisavô de Akihito e trisavô de Naruhito. Foi um grande governante, político e militar, capaz de criar uma monarquia constitucional, promover a industrialização do país e também de derrotar o Império Russo, uma vitória sobre uma potência europeia em 1905 que assombrou um mundo então regido por uma lógica colonial em que asiáticos e africanos não eram tidos em grande conta. O imperialismo japonês que se seguiu, com colonização da Coreia e depois tentativa de conquista da China, imitou o modelo europeu e acabaria de forma dramática no verão de 1945.

O papel do imperador japonês já não é o mesmo hoje do que na era Meiji. « Pela Constituição do Japão, o imperador é definido como símbolo da nação e da unidade do povo japonês. Para além de estar baseado no consenso do povo soberano, o seu estatuto não é dotado de nenhuma função do poder do Estado e é regulamentado para exercer atos nacionais de acordo com as decisões do governo e da Dieta, o parlamento », explica Jun Niimi, embaixador em Portugal. O que não significa que a sua personalidade não conte muito para o povo do arquipélago, afinal estamos perante uma dinastia que vem de tempos míticos e que mesmo pelos padrões históricos se confunde com a nação há uns 1500 anos. « O imperador Akihito visitou as áreas afetadas pelo desastre do Grande Terramoto do Leste do Japão e encorajou as vítimas. Também consolou as almas das vítimas da Segunda Guerra Mundial tanto japonesas como estrangeiras e tem demonstrado solidariedade e coragem para o povo », acrescenta o embaixador japonês em Lisboa, salientando que « muitas pessoas têm profunda reverência por tal atitude de sua majestade ».

Natural seguidor do pai na recusa de um estatuto divino e de procura de mais proximidade com o povo, Naruhito viverá tal como Akihito no palácio imperial em Tóquio que, e temos de remontar de novo à era Meiji, só se tornou capital do Japão há século e meio, já o DN existia. A magnífica construção em pedra no coração da cidade foi o castelo dos Tokugawa, última dinastia de xóguns, chefes militares em teoria obedientes ao imperador residente em Quioto, mas na realidade verdadeiros senhores do país durante um longo período da história japonesa. Que nunca nenhuma destas dinastias tenha procurado substituir-se à família imperial é impressionante e explica porque o imperador que hoje assume o trono é o 126.º da mesma linhagem a reinar no arquipélago.

Uma história de assombro

Já mandava o clã Tokugawa no Japão quando no século XVII os últimos portugueses, missionários e comerciantes, foram expulsos por receio da influência do catolicismo na unidade nacional (Martin Scorsese realizou Silêncio a partir do romance homónimo de Shusaku Endo que conta a perseguição). E mandavam ainda os Tokugawa quando por pressão de um almirante americano com os canhões apontados o país se reabriu ao mundo. Foi ocasião para Portugal restabelecer relações logo em 1860, como bem o mostrou há meses a exposição Uma História de Assombro, em Lisboa, no Palácio da Ajuda.

Akihito e a mulher Michiko visitaram Portugal em 1998, para a Expo dedicada a esses oceanos que levaram os portugueses até ao Japão em 1543, os primeiros europeus a lá chegar. E ainda antes de subir ao trono, já tinha também cá estado em 1985. O imperador Naruhito, então príncipe, também nos visitou em 2004, indo a Lisboa, Sintra, Coimbra e Porto. No arquivo do DN estão as fotografias de uma ida ao Castelo de São Jorge em que o japonês sorridente se entretém com as vistas de Lisboa. A dado momento até segura numa pequenaFuji Klasse (alta tecnologia japonesa, claro) para levar para casa uma foto do Tejo. Talvez a tenha nalgum álbum, talvez a tenha mostrado à agora imperatriz Masako e a Aiko, a filha que não pode herdar o trono (na linha de sucessão estão o irmão de Naruhito e o filho deste). Porque foi àquele Tejo que chegaram os jovens da primeira embaixada japonesa à Europa, seguindo depois para Madrid, onde estava Filipe II, I de Portugal, e de seguida para Roma, ver o Papa. E foi daquele Tejo que reembarcaram rumo ao seu Japão distante. Sabe-se que essa embaixada Tensho visitou os Jerónimos, como se sabe que Naruhito também andou por Belém e ainda teve tempo de ir ver os biombos Namban ao Museu Nacional de Arte Antiga, testemunhos únicos de um dos grandes encontros de civilizações da história mundial.

O imperador emérito que percebe de peixes

Naruhito estudou na Grã-Bretanha e até publicou umas memórias dos tempos em Oxford. Não sei se alguma vez escreveu sobre Portugal e sobre as relações únicas entre os dois países, mas o pai sim, contou-me um dia o historiador João Paulo Oliveira e Costa, cujo saber sobre o Japão é enorme, desde a sua tese de doutoramento dedicada ao cristianismo japonês até ao romance O Samurai Negro. Procure-se no Google Akihito+Science+Portugal e surgirá um artigo do agora imperador emérito sobre a chegada da ciência ao Japão. E lá está na revista americana, com a assinatura de Akihito, a referência aos chineses, evidentemente, mas também aos portugueses, e com toda a justiça. Saliento a nota de rodapé da Science a dizer que « sua majestade é ictiologista e autor de dezenas de artigos científicos ». Já agora, por se falar de monarcas letrados, se o pai é biólogo especializado em peixes, Naruhito é um historiador.

Chegaram os portugueses ao Japão num tempo de guerra civil. A introdução da espingarda ajudou a desequilibrar a guerra e a que houvesse um vencedor, reunificando em nome do imperador. São Francisco Xavier, navarro formado em Coimbra e ao serviço da Coroa portuguesa, tentou em 1551 ser recebido pelo imperador, mas os 11 dias passados em Quioto de nada lhe valeram. Foi Luís de Fróis quem conseguiu pouco depois autorização para os jesuítas se instalarem na capital imperial, chegando a ser recebido não pelo imperador mas pelo xógum. Foi, porém, em Nagasáqui que o catolicismo mais se desenvolveu no Japão, fazendo dela uma das cinco grandes cidades – e volto a citar uma conversa com João Paulo Oliveira e Costa publicada no DN – criadas pelos portugueses mundo fora no século XVI: Rio de Janeiro, São Paulo, Luanda e Macau são as outras.

E dois mundos se encontraram

Na visita que fiz ao Japão, já lá vão dois anos, também incluí Nagasáqui. Impressionou-me uma vez mais, como em Hiroxima, o sofrimento causado pela bomba atómica e também a tragédia extra de a explosão ter sido quase na catedral, destruindo uma comunidade cristã que recuperava finalmente dos tempos da clandestinidade, quando os cristãos se escondiam, os chamados kakurekirishitan.

Hiroxima e Nagasáqui, Portugal também e Japão, realidades unidas na figura de um bispo que conheci e entrevistei em Fátima. Nascido nas ilhas de Goto, refúgio dos tais kakure kirishitan ao largo de Nagasáqui, D. Alexis Mitsuru Shirahama, bispo de Hiroxima, não hesita em dizer que « como japonês e católico estou muito grato pela cultura portuguesa ».

Também o embaixador Niimi destaca a força da relação histórica: « Portugal foi o primeiro país europeu com que o Japão se encontrou em 1543. A cultura da Europa Ocidental foi introduzida pela primeira vez no Japão através de Portugal, e muitas palavras oriundas do português, como pão, copo e botão, ainda são utilizadas. Também a introdução do arcabuz influenciou de uma maneira extraordinária a história do Japão mais tarde. Todos nós japoneses aprendemos estes factos na escola. Sendo assim, os japoneses estão familiarizados com Portugal. »

O contrário também é verdade. Se Brasil, Índia e China fazem parte da nossa mitologia nacional, o Japão, é preciso não esquecer, foi o ponto mais longínquo da aventura das Descobertas. O italiano Marco Polo pode ter ido à China e ouvido falar de Cipango, mas não foi lá nunca. E se o embaixador relembra as palavras portuguesas que há no japonês, digamos que também importámos algumas dessa língua, embora, culpa dos marinheiros, deturpando o sentido original, seja sacana (peixe) seja chunga (desenhos eróticos).

Houve muitos portugueses apaixonados pelo Japão ao longo dos séculos. Armando Martins Janeira, que foi embaixador em Tóquio já depois da Segunda Guerra Mundial, deixou-nos o livro Japão – Construção de Um País Moderno. E Venceslau de Moraes, que foi cônsul em Kobe e viveu 30 anos no Japão, deixando-se japonizar na mesma medida em que se perdia de amores por duas japonesas, escreveu tanto, tanto sobre o país, que algumas reportagens publicadas no início do século XX no DN fazem parte dos tesouros do arquivo do jornal. Hoje, o Japão continua a chegar a Portugal. Gostamos dos automóveis (vou no terceiro Mazda, da fábrica do Sr. Matsuda, em Hiroxima), das máquinas fotográficas, mas também do manga e do anime (e como gostei de visitar os estúdios do Doraemon!) ou dos bonsais e do sushi (já o tempura é um delicioso produto do contacto cultural luso-nipónico). E seguimos com muita atenção esta passagem de testemunho de um pai a um filho, de um imperador a outro, numa terra longínqua mas bem perto.

« Mais tarde, em meados do século XVII, o governo japonês aplicou a política de isolamento e houve uma longa interrupção do intercâmbio entre os dois países. Porém foi retomada a relação bilateral em meados do século XIX, e celebraremos o 160.º aniversário do Tratado de Paz, Amizade e Comércio em 2020 », recorda ainda o embaixador Jun Niimi, que acrescenta, olhando para o presente: « É da minha alegria observar a relação entre os dois países mais ativa nos últimos anos, graças à expansão das relações económicas e ao rápido aumento do número de turistas em ambos os países. Com a entrada do vigor do Acordo de Parceria Económica UE-Japão deste fevereiro e os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio 2020, espera-se que os laços entre os dois países fiquem ainda mais estreitos daqui para frente. » Só teremos a ganhar. E que Naruhito volte como imperador a Portugal.

Japão, país do futuro

O Japão é hoje uma democracia respeitada (e para isso contribuem os dois maiores jornais do mundo, o Yiomiuri e o Asahi) e um parceiro essencial do chamado Bloco Ocidental desde o tempo da Guerra Fria. Ambiciona um assento permanente no Conselho de Segurança de umas Nações Unidas para as quais é o terceiro maior contribuinte. Foi complicado e até humilhante para muitos o fim da Segunda Guerra Mundial, com a ocupação americana, mas, como escreveu o diplomata e historiador Edwin O. Reischauer, esta foi benigna ao ponto de « nunca um ocupante e um ocupado terem alguma vez tirado tanto proveito de uma tal situação ». O resultado é ainda hoje o Japão com 127 milhões de habitantes ser a terceira maior economia mundial, sem perseguidor sequer perto.

Naruhito, o imperador Reiwa, herda pois um país admirável, o país democrático construído das cinzas da derrota que entusiasma até um cético como Kenzaburo Oe, Nobel da Literatura. Um país que, sem milagre, fez uma recuperação notável depois de 1945, mas hoje, apesar de tanta prosperidade, tem poucas crianças e muito velhos. « Ficámos sem nada, tínhamos fome e tivemos de procurar a comida e tudo o resto, mas trabalhámos muito », disse-me numa entrevista o japonês Sukehiro Hasegawa, que foi chefe da Missão das Nações Unidas em Timor. Ainda bem que, nos tempos de Naruhito, okonomiyaki é de novo uma panqueca que se pode encher de delícias.

Outubro quente para a cultura portuguesa em França. Crónica

Outubro quente e muito ativo para a cultura portuguesa em França – da língua à música, à literatura, ao cinema, e etc. Volte a ouvir aqui a última crónica de João Pinharanda, conselheiro cultural da Embaixada e diretor do Instituto Camões, em Paris:

O curador e historiador de arte João Pinharanda, atual adido cultural de Portugal em Paris, durante uma visita guiada à exposição « Arte em São Bento », em Lisboa, 4 de outubro de 2018. Pelo segundo ano consecutivo, a Residência Oficial do Primeiro-Ministro, no Palacete de São Bento, acolhe uma seleção de obras de arte portuguesa contemporânea, entre pintura, fotografia e escultura, meia centena de obras provenientes do Museu de Arte Contemporânea de Elvas – Coleção António Cachola, com curadoria de João Pinharanda. ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

 

Félix e Bernardo Silva juntos ao ‘veterano’ Ronaldo na corrida à Bola de Ouro

Os portugueses João Félix e Bernardo Silva estrearam-se na lista de nomeados para a Bola de Ouro, que integra também Cristiano Ronaldo, vencedor do prémio do France Football para o melhor futebolista mundial em cinco ocasiões.

 

 

Campeão italiano pela Juventus, Ronaldo, vencedor em 2008, 2013, 2014, 2016 e 2017, foi nomeado pela 16.ª vez (marca da qual apenas o argentino Lionel Messi se aproxima, com 14 nomeações), recebendo a companhia de Bernardo Silva, que conquistou o título inglês pelo Manchester City, e João Félix, campeão nacional pelo Benfica, antes de se transferir para o Atlético de Madrid.

Messi, que também recebeu o troféu cinco vezes (2009, 2010, 2011, 2012 e 2015), e o defesa holandês Virgil van Dijk, designado melhor jogador da época 2018/19 pela UEFA, fazem igualmente parte do lote de 30 candidatos divulgados hoje pela revista desportiva francesa France Football.

O argentino já derrotou Ronaldo este ano na eleição para o prémio de melhor jogador da FIFA (‘The Best’), que o avançado do FC Barcelona conquistou pela sexta vez – um feito inédito na história do futebol -, desempatando com o rival português, distinguido em cinco ocasiões.

O Liverpool, campeão europeu e vice-campeão inglês, é o clube mais representado, com um total de sete jogadores: além de Van Dijk, integram também a lista o compatriota Georginio Wijnaldum, Trent Alexander-Arnold, o senegalês Sadio Mané, o egípcio Mohamed Salah e os brasileiros Alisson e Roberto Firmino.

Alisson é também um dos possíveis vencedores do prémio Yashin, que visa premiar o melhor guarda-redes, e cuja primeira edição tem ainda como fortes candidatos o alemão Marc-André Ter Stegen (Barcelona), o esloveno Jan Oblak (Atlético Madrid) e o brasileiro Ederson (Manchester City).

O sucessor do médio croata Luka Modric, que na temporada passada quebrou 10 anos de domínio de Messi e Ronaldo, mas não integra a lista de 30 finalistas de 2019, será conhecido em 02 de dezembro, numa cerimónia a realizar em Paris.

João Félix, transferido do Benfica para o Atlético de Madrid por 126 milhões de euros, está ainda na corrida pela conquista do prémio Kopa, destinado a jogadores com menos de 21 anos, para o qual o defesa holandês Matthijs de Ligt (Juventus) é um dos grandes favoritos.

A norte-americana Megan Rapinoe, melhor jogadora e melhor marcadora do Mundial de 2019, parece ser a sucessora natural da norueguesa Ada Hergerberg, que no ano passado venceu a edição inaugural da Bola de Ouro feminina e também está nomeada.

O prémio atribuído pela France Football contempla todo o ano civil – apesar de a lista de nomeados ser divulgadas a cerca de dois meses da conclusão de 2019 -, ao contrário das distinções da FIFA e da UEFA, que são balizadas pela época desportiva 2018/19.

Entre 1956 e 1994, a Bola de Ouro era atribuída apenas a jogadores europeus que representassem clubes europeus, mas, a partir de 1995, foi alargada a todos os futebolistas que atuam na Europa e, desde 2007, passou a ter amplitude planetária, sem qualquer restrição.

Em 2010, a France Football e a FIFA juntaram-se para criar a Bola de Ouro FIFA, que foi atribuída em conjunto entre 2010 e 2015, altura em que o prémio voltou a ficar, de novo, sob a égide exclusiva da revista francesa.

– Lista de nomeados para a Bola de Ouro masculina:

Sadio Mané, Sen (Liverpool, Ing)

Sergio Aguero, Arg (Manchester City, Ing)

Frenkie de Jong, Hol (Ajax, Hol/FC Barcelona, Esp)

Hugo Lloris, Fra (Tottenham, Ing)

Dusan Tadic, Ser (Ajax, Hol)

Kylian Mbappé, Fra (Paris Saint-Germain, Fra)

Trent Alexander-Arnold, Ing (Liverpool, Ing)

Donny van de Beek, Hol (Ajax, Hol)

Pierre-Emerick Aubameyang, Gab (Arsenal, Ing)

Marc-André ter Stegen, Ale (FC Barcelona, Esp)

Cristiano Ronaldo, Por (Juventus, Ita)

Alisson, Bra (Liverpool, Ing)

Matthijs de Ligt, Hol (Ajax, Hol/Juventus, Ita)

Karim Benzema, Fra (Real Madrid, Esp)

Georginio Wijnaldum, Hol (Liverpool, Ing)

Virgin van Dijk, Hol (Liverpool, Ing)

Bernardo Silva, Por (Manchester City, Ing)

Heung-min Son, Cor (Tottenham, Ing)

Robert Lewandowski, Pol (Bayern Munique, Ale)

Roberto Firmino, Bra (Liverpool, Ing)

Lionel Messi, Arg (FC Barcelona, Esp)

Riyad Mahrez, Alg (Manchester City, Ing)

Kevin De Bruyne, Bel (Manchester City, Ing)

Kalidou Koulibaly, Sen (Nápoles, Ita)

Antoine Griezmann, Fra (Atlético Madrid/FC Barcelona, Esp)

Mohamed Salah, Egi (Liverpool, Ing)

Eden Hazard, Bel (Chelsea, Ing/Real Madrid, Esp)

Marquinhos, Bra (Paris Saint-Germain, Fra)

Raheem Sterling, Ing (Manchester City, Ing)

João Félix, Por (Benfica, Por/Atlético Madrid, Esp)

– Lista de nomeadas para a Bola de Ouro feminina:

Sarah Bouhaddi, Fra (Lyon, Fra)

Lucy Bronze, Ing (Lyon, Fra)

Nilla Fischer, Sue (Linköpings, Sue)

Pernille Harder, Din (Wolfsburgo, Ale)

Amandine Henry, Fra (Lyon, Fra)

Sam Kerr, Aus (Chicago Red Stars, EUA)

Dzsenifer Marozsan, Ale (Lyon, Fra)

Viviane Miedema, Hol (Arsenal, Ing)

Alex Morgan, EUA (Orlando Pride, EUA)

Ellen White, Ing (Manchester City, Ing)

Kosovare Asllani, Sue (CD Tacon, Esp)

Ada Hegerberg, Nor (Lyon, Fra)

Tobin Heath, EUA (Portland Thorns, EUA)

Sofia Jakobsson, Sue (CD Tacon, Esp)

Rose Lavelle, EUA (Washington Spirit, EUA)

Marta, Bra (Orlando Pride, EUA)

Lieke Martens, Hol (FC Barcelona, Esp)

Megan Rapinoe, EUA (Seattle Reign, EUA)

Wendie Renard, Fra (Lyon, Fra)

Sari van Veenendal, Hol (Atlético Madrid, Esp)

– Lista de nomeados para o Prémio Kopa, destinado ao melhor jogador com menos de 21 anos:

Samuel Chukwueze, Ngr (Villarreal, Esp)

Matthijs de Ligt, Hol (Ajax, Hol/Juventus, Ita)

Mattéo Guendouzi, Fra (Arsenal, Ing)

João Félix, Por (Benfica, Por/Atlético Madrid, Esp)

Kai Havertz, Ale (Bayer Leverkusen, Ale)

Lee Kang-in, Cds (Valência, Esp)

Moise Kean, Ita (Juventus, Ita/Everton, Ing)

Andriy Lunin, Ucr (Leganés/Valladolid, Esp)

Jadon Sancho, Ing (Borussia Dortmund, Ale)

Vinicius Jr, Bra (Real Madrid, Esp)

– Lista de nomeados para o Prémio Yashin, destinado ao melhor guarda-redes:

Alisson, Bra (Liverpool, Ing)

Ederson, Bra (Manchester City, Ing)

Samir Handanovic, Slo (Inter Milão, Ita)

Kepa Arrizabalaga, Esp (Chelsea, Ing)

Hugo Lloris, Fra (Tottenham, Ing)

Manuel Neuer, Ale (Bayern Munique, Ale)

Jan Oblak, Slo (Atlético Madrid, Esp)

André Onana, Cam (Ajax, Hol)

Wojciech Szczesny, Pol (Juventus, Ita)

Marc-André ter Stegen, Ale (FC Barcelona, Esp)

 

Alfa/Lusa.

Portugueses que estavam retidos em gruta espanhola já foram resgatados

Portugueses que estavam retidos em gruta espanhola já foram resgatados. Os quatro homens que se encontravam dentro de uma gruta em Espanha desde o fim de semana já foram resgatados. “Estamos bem”, garantiu um dos homens à saída

Helena Bento

Alfa/Expresso

Os quatro espeleólogos portugueses que estavam retidos nas grutas da Cueto-Coventosa, na região da Cantábria, no norte de Espanha, já foram resgatados. “Foram encontrados, estão bem”, confirma ao Expresso Sérgio Barbosa, da Federação Portuguesa de Espeleologia, organismo a que pertence o Clube de Montanhismo Alto Relevo de Valongo (do qual fazem parte os quatro homens).

“A nossa única preocupação era a preocupação que estávamos a causar aos nossos amigos e familiares em Portugal. Sabíamos que estamos bem e não os podíamos avisar. Estamos bem a nível físico e emocional”, garantia um dos portugueses à saída gruta em declarações à SIC. “Estou contente porque daqui a pouco vou poder ligar aos meus pais e dizer-lhes que estou bem.”

O espeleólogo garantiu que o grupo tinha reservas suficientes para “aguentar mais tempo” e que estavam preparados para as temperaturas que encontraram.

No total participavam na expedição sete espeleólogos. Quanto entraram na gruta e os restantes três ficaram do lado de fora, funcionando como equipa de apoio, tendo sido estes que alertaram para o desaparecimento. Os quatro entraram pela gruta de Cueto (no topo da montanha) no sábado por volta das 12h (mais uma hora em Portugal continental) e era esperado que, na pior das hipóteses, a expedição estivesse terminada por volta da mesma hora de domingo e saíssem pela base da montanha, na gruta de Coventosa.

“É expectável que esta descida demore cerca de 20 horas, embora se admita que em casos de espeleólogos muito experientes possa demorar cerca de 16 horas”, diz Sérgio Barbosa. “Estas são grutas relativamente conhecidas e, tal como a maioria das grutas, importantes por serem fontes de água. Habitualmente quem faz esta expedição entra pelo Cueto e desce até à Coventosa, por onde sai. São cerca de 600 metros.”

A equipa portuguesa de espeleologia tinha programado a viagem à gruta para entre sexta-feira e segunda-feira. Integram a equipa de socorro a ESOCAN (Fundación Espeleosocorro Cántabro), os técnicos da Direção Geral do Interior do governo da Cantábria, agentes da Guarda Civil e voluntários da Associação de Proteção Civil de Arredondo.

Sporting é o terceiro clube com mais jogadores espalhados pela Europa

O Sporting é o terceiro clube com mais jogadores da sua formação a atuarem nas ligas europeias e o emblema português mais representado nas ‘big 5’, segundo o observatório de futebol do Centro Internacional de Estudos Desportivos (CIES).

De acordo com os dados publicados hoje pelo CIES, que têm como referência a data de 1 de outubro, 63 jogadores formados no Sporting estão a jogar nos 31 campeonatos europeus, um aumento de cinco, em comparação com a última temporada.

Nesta lista, o clube de Alvalade é apenas ultrapassado pelo Partizan Belgrado, que tem 75 jogadores da sua formação espalhados pela Europa, e pelo Ajax, que tem 72 e que era líder deste ‘ranking’ há um ano.

A nível de clubes portugueses, o Benfica aparece no 11.º lugar, com 51 jogadores, mais seis do que no ano passado, e o FC Porto é 19.º, com 41 e uma diferença de menos quatro em relação a 2018.

Em termos de países, a Sérvia é a nação que mais jogadores tem distribuídos pela Europa, com o Estrela Vermelha (59) e Vojvodina (56) a juntarem-se ao Partizan no ‘top 5’.

Tendo em conta apenas o denominado ‘big 5’, que incluí os campeonatos de Inglaterra, Espanha, Alemanha, França e Itália, o Sporting continua a ser o emblema português em melhor posição, embora apareça fora dos 10 primeiros, e o único que aparece na lista divulgada.

Os ‘leões’ têm 18 jogadores da sua formação a atuarem nesses países, menos três do que em 2018, numa lista em que aparecem no 16.º posto e que é encabeçada por Real Madrid, com 39, seguido do FC Barcelona, com 34, e do Lyon, com 30.

O ‘top 10’ é preenchido por equipas espanholas, francesas e inglesas, com Alemanha e Itália a serem os menos formadores dos ‘big 5’.

 

Alfa/Lusa.

Equipa de resgate procura quatro espeleólogos portugueses em gruta espanhola

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Uma equipa de resgate foi acionada para localizar quatro espeleólogos portugueses de Valongo, que estão desde sábado na gruta de Cueto-Coventosa, em Espanha. Nível da água dificulta os trabalhos de socorro.

Estamos à espera que baixem os níveis da água, para depois subirmos ao encontro dos quatro portugueses que, em princípio, estão bem e à nossa espera », disse à agência Lusa Martín González Hierro, da Fundação Espeleosocorro Cántabro (ESOCAN), que comanda a ação de resgate dos quatro espelógos portugues de Valongo, perto do Porto.

González Hierro explicou que a equipa de auxílio está no local, na gruta de Cueto-Coventosa, na Cantábria, desde as 20.00 (19:00 em Lisboa) de domingo, depois de o pedido de socorro ter sido acionado.

Os quatro portugueses pertencem ao Clube de Montanhismo Alto Relevo de Valongo, região do Porto.

Quatro especialistas da equipa de espeleologia de resgate conseguiram aceder à gruta no domingo, no município cantábrico de Arredondo, depois das 22:00 (21:00 em Portugal Continental), embora só tivessem conseguido avançar cerca de 50 metros devido ao nível de água, pelo que aguardam a descida da água à entrada da gruta.

O serviço de emergência do governo da Cantábria, que coordena a operação, informou em comunicado que os especialistas indicaram que a água está a baixar no interior da gruta a uma velocidade de 10 centímetros por hora, muito mais lentamente do que se previa inicialmente.

Na entrada da área dos três lagos, a equipa de resgate instalou um ponto de acampamento, aguardando a diminuição do nível da água.

A previsão da Agência Estatal de Meteorologia é de chuvas fracas durante a manhã, sem registo de pluviosidade à tarde, com o tempo a agravar-se na próxima terça-feira.

A equipa de resgate deverá instalar esta segunda-feira cordas e corrimões se o nível da água não baixar.

Os quatro portugueses procurados entraram no sábado pela entrada de Cueto às 11:00 (10:00 em Lisboa), de acordo com o serviço de emergência espanhol, citado pela EFE.

Na ausência de notícias dos espeleólogos, outros três companheiros entraram ao meio-dia (11:00 em Lisboa) de domingo por Coventosa para ver se os encontravam, mas o elevado nível da água impossibilitou que prosseguissem a marcha.

Assim, às 16h30 (15:30 em Lisboa), notificaram o centro de coordenação do 112, a partir do qual foi mobilizado o dispositivo de resgate.

A operação integra a equipa de espeleologia da Cantábria (ESOCAN), além de técnicos da Direção Geral do Interior do governo da Cantábria, agentes da Guarda Civil e voluntários da Associação de Proteção Civil de Arredondo.

 

Alfa/DN/Lusa

“Fernão de Magalhães” abre a série de novos programas do Livro da Semana

Calendário do programa Livro da Semana para as próximas cinco semanas (entrevistas de Nuno Gomes Garcia): 

23/27 outubro – José Manuel Garcia: “Fernão de Magalhães”

30 outubro/3 novembro – Norberto Morais: “Balada do Medo”

6/10 novembro – João Nuno Azambuja: « Autópsia »

13/17 novembro – Paulo M. Morais: « Pratas Conquistador »

20/24 novembro – Jean-Jacques Fontaine: “Le Brésil de Jair Bolsonaro” e “L’Amazonie en feu: état d’urgence”.

Desenvolvimento:

José Manuel Garcia

O LIVRO DA SEMANA, às quartas (9h30) e aos domingos (14h25). Com o apoio da Biblioteca da Fundação Calouste Gulbenkian de Paris.

Em destaque esta semana: JOSÉ MANUEL GARCIA, autor de “FERNÃO DE MAGALHÃES: HERÓI, TRAIDOR OU MITO”.

José Manuel Garcia narra-nos com todos os pormenores a primeira viagem de circum-navegação do planeta capitaneada pelo grande navegador português Fernão de Magalhães. Um inacreditável avanço do conhecimento cosmológico que trouxe para a ribalta uma passagem desconhecida, aquela que une o Atlântico ao Pacifico, revolucionando assim a maneira como os seus contemporâneos viam o mundo.

Não perca a conversa do escritor Nuno Gomes Garcia com o historiador José Manuel Garcia e descubra uma viagem que preenche o nosso imaginário coletivo há 500 anos.

Na Rádio Alfa, à quarta (9h30, versão reduzida) e ao domingo (14h25, versão integral).

Norberto Morais

O LIVRO DA SEMANA, às quartas (9h30) e aos domingos (14h25). Com o apoio da Biblioteca da Fundação Calouste Gulbenkian de Paris.

Em destaque esta semana: NORBERTO MORAIS, autor de “BALADA DO MEDO”.

Um livro que se passa numa América Latina imaginária e que se encaixa perfeitamente no “sexto continente” que vem sendo criado por Norberto Morais. Um país inventado, São Gabriel dos Trópicos, quente e instável, que serve de cenário a um punhado de personagens extraordinários.

Não perca a conversa do escritor Nuno Gomes Garcia com Norberto Morais e descubra as artimanhas utilizadas por Cornélio Santos Dias de Pentecostes para escapar a uma morte certa.

 Na Rádio Alfa, à quarta (9h30, versão reduzida) e ao domingo (14h25, versão integral).

 

João Nuno Azambuja

O LIVRO DA SEMANA, às quartas (9h30) e aos domingos (14h25). Com o apoio da Biblioteca da Fundação Calouste Gulbenkian de Paris.

Em destaque esta semana: JOÃO NUNO AZAMBUJA, autor de “AUTÓPSIA”.

“Autópsia” é uma distopia que nos conduz a uma Terra irreconhecível, casa de uma humanidade dizimada. Um mundo em que o oceano engoliu os continentes, deixando emersas apenas algumas pequenas ilhas, entre as quais a geologicamente instável ilha de Autópsia.

Não perca a conversa do escritor Nuno Gomes Garcia com João Nuno Azambuja e descubra como um estrangeiro, vindo de uma outra ilha longe das convulsões que atingem Autópsia, pode levar a luz da esperança a uma população desesperada.

Na Rádio Alfa, à quarta (9h30, versão reduzida) e ao domingo (14h25, versão integral).

            

Paulo M. Morais

O LIVRO DA SEMANA, às quartas (9h30) e aos domingos (14h25). Com o apoio da Biblioteca da Fundação Calouste Gulbenkian de Paris.

Em destaque esta semana: PAULO M. MORAIS, autor de “PRATAS CONQUISTADOR”.

 O relato da história desconhecida de um Charlot Português”, Emídio Ribeiro Pratas, que faz o leitor viajar pelas porosidades da fronteira entre a ficção e a não ficção.

Não perca a conversa do escritor Nuno Gomes Garcia com Paulo M. Morais e descubra o protagonista de uma película de 1917, um dos mais antigos filmes portugueses.

Na Rádio Alfa, à quarta (9h30, versão reduzida) e ao domingo (14h25, versão integral).

Jean-Jacques Fontaine

O LIVRO DA SEMANA, às quartas (9h30) e aos domingos (14h25). Com o apoio da Biblioteca da Fundação Calouste Gulbenkian de Paris.

Em destaque esta semana: JEAN-JACQUES FONTAINE, autor de “Le Brésil de Jair Bolsonaro” e ”L’Amazonie en feu: état d’urgence”.

Jean-Jacques Fontaine, jornalista suíço com uma longa experiência brasileira, lançou no espaço de poucos meses dois novos livros sobre a atual conjuntura daquele que é o quinto maior país do mundo.

Não perca a conversa do escritor Nuno Gomes Garcia com Jean-Jacques Fontaine e descubra uma análise lúcida e descomprometida de uma sociedade em polvorosa.

Na Rádio Alfa, à quarta (9h30, versão reduzida) e ao domingo (14h25, versão integral).

Nuno Gomes Garcia, escritor e entrevistador:

 

 

Portugueses: idosos, pobres e com baixo nível de educação (Estudo)

Em Portugal há 153 idosos para cada 100 jovens

Foto. SERGIO PEREZ

Portugal é o terceiro país da União Europeia em rácio de idosos para jovens, só superado por Itália e Alemanha

Alfa/Lusa

Somos 10,2 milhões, mais velhos que novos, num país em que nos últimos 50 anos, a taxa de mortalidade infantil se tornou numa das baixas da Europa, segundo o retrato estatístico de Portugal este domingo divulgado.

Os 10.283.822 de portugueses contados nos dados da base de dados da Pordata, gerida pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, vivem com um risco de pobreza de 18,3% (1,4 pontos acima da média da União Europeia).

Apenas 13,9% da população têm menos de 15 anos (a média da UE é 15,6%), enquanto 21,3% têm mais de 65, segundo o retrato divulgado no Dia Europeu das Estatísticas.

Assim, Portugal é o terceiro país da União em rácio de idosos para jovens: 153 idosos para cada 100 jovens, só superado por Itália e Alemanha.

Entre os 15 e 64, o país está em cheio na média europeia, com 64,4% das pessoas nessa faixa etária.

Em média, cada mulher tem 1,38 filhos, abaixo dos 1,59 da média europeia, com Portugal no 23.º lugar entre os 28 países membros da União Europeia.

A idade média para ter filhos situa-se nos 31,2 anos e 54,9% dos nascimentos verificam-se fora do casamento, bem acima dos 20% que se verificavam em 1993.

A taxa de mortalidade, que em 1960 se aproximava dos 90 por mil habitantes, está hoje em 2,7 por mil, abaixo da média europeia de 3,6%.

Em 2018, houve mais 25.980 mortes do que nascimentos em Portugal, traduzindo uma variação negativa de 1,6%, por oposição aos 2,1% positivos da média europeia.

Os portugueses são dos mais gregários entre os povos da União Europeia, com apenas 23% dos agregados familiares compostos por uma pessoa, o número mais baixo da UE, ‘ex aequo’ com a Croácia e a Eslováquia.

Na maior parte desses agregados (54%) vive uma pessoa com mais de 65 anos.

Portugal é o país europeu com maior percentagem de pessoas entre os 25 e os 64 anos sem o ensino secundário ou superior (50,2%), mais do dobro da média da UE, que se situa nos 21,9%.

A taxa de abandono escolar entre os 18 e 24 é a sétima mais alta da UE, chegando aos 11,8% em relação à média europeia de 10,6%.

No seu retrato, a Pordata destaca ainda que 55% dos doutoramentos pertencem a mulheres.

No que toca aos cuidados de saúde, os portugueses gastam 5,1% do rendimento das famílias, a sexta percentagem mais alta no contexto da União Europeia, onde a média é de 04%, segundo números de 2017.

Portugal é o terceiro país da União com mais médicos por 100 mil habitantes (497, face à média europeia de 360, mas está em vigésimo em relação ao número de camas disponíveis (339 por 100 mil habitantes, quando a média europeia é de 504.

Portugal está em sexto lugar no rácio de polícias por habitante (450 agentes por 100 mil habitantes, mas apenas 7,8% do contingente são mulheres, a percentagem mais baixa em 23 países da UE para os quais há dados disponíveis.