GRUPO H. FRANÇA E TURQUIA NA LIDERANÇA, ISLÂNDIA ATRASA-SE

A França recebeu e venceu Andorra por 3-0, numa partida a contar para a sexta jornada do Grupo H de apuramento para o EURO-2020. Coman (18’), Lenglet (52’) e Bem Yedder apontaram os golos gauleses, numa partida onde Griezmann voltou a falhar um penálti.

 

Nas outras partidas do grupo, a Turquia goleou a Moldávia (4-0) em Chisinau e a surpresa da noite aconteceu na Albânia que bateu a Islândia (4-2) em Tirana.

 

Com estes resultados, a Turquia assumiu a liderança com 15 pontos, os mesmo da França. Já a Islândia (12 pontos) viu os lugares de qualificação ficarem mais longe e permitiu a aproximação da Albânia (9).

 

Resultados 6ª jornada

 

França – Andorra, 3-0

Albânia – Islândia, 4-2

Moldávia – Turquia, 4-0

 

Classificação:

 

Equipa Jogos Pontos
1.Turquia 6 15
2.França 6 15
3.Islândia 6 12
4.Albânia 6 9
5.Moldávia 6 3
6.Andorra 6 0

 

Alfa/abola.pt

Euro2020. Portugal goleia na Lituânia (5-1) com Ronaldo em destaque

A seleção portuguesa de futebol somou hoje o segundo triunfo no Grupo B de apuramento para o campeonato da Europa de 2020, ao golear a Lituânia por 5-1, em Vílnius, com Cristiano Ronaldo como protagonista.

O ‘capitão’ marcou quatro golos, aos 28, 62, 65 e 76, o primeiro de penálti e o segundo a meias com o guarda-redes Setkus, para um total de 93 por Portugal, e William Carvalho apontou o quinto, aos 90+2, enquanto Andriuskevicius faturou aos 28 para os locais.

O Grupo B é liderado pela Ucrânia (13 pontos, em cinco jogos), seguida por Portugal (oito em quatro), Sérvia (sete, em cinco). O Luxemburgo (quatro, em cinco) e Lituânia (um, em cinco).

 

– Terça-feira, 10 set:

Luxemburgo – Sérvia, 1-3

Lituânia – Portugal, 1-5

 

Classificação: Jogos – GOLOS-Pontos

1. Ucrânia 5 – 11-1  – 13

2. PORTUGAL 4 – 10-4  – 8

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3. Sérvia 5 – 10-12 – 7

4. Luxemburgo 5 –  5-8 –   4

5. Lituânia 5  – 4-15  –  1

 

Próxima jornada:

– Sexta-feira, 11 out:

Ucrânia – Lituânia, 20:45

Portugal – Luxemburgo, 20:45

 

Alfa/Lusa.

 

Presidente da Federação Francesa pede que árbitros não parem jogos por cantos homofóbicos

O presidente da Federação Francesa de Futebol (FFF), Noel Le Graet, em entrevista à rádio « France Info » esta terça-feira, afirmou que não quer que os árbitros parem os jogos em caso de cantos homofóbicos.

 

 

Apesar das novas regras adotadas pela liga francesa de futebol, esta temporada que permitem tais interrupções, Le Graet, disse que espera que os juízes respeitem o seu pedido.

 

Som: France Info

 

Várias partidas do Campeonato Francês foram interrompidas pelos árbitros esta temporada por causa de cantos homofóbicos nas bancadas.

No entanto, o presidente da Federação não tem autoridade para instruir os árbitros a ignorarem as novas regras. As medidas foram apoiadas publicamente pela ministra do desporto, Roxana Maracineanu, que na semana passada disse ter ficado « aturdida » com comentários anteriores de Le Graet, nos quais disse que foram interrompidas « partidas a mais »  por causa de incidentes de homofobia.

UEFA vai castigar FFF pelo atraso no início do encontro frente à Albânia

O erro na difusão do hino albanês no passado sábado no Stade de France, que atrasou o encontro em sete minutos, vai custar uma multa, que costuma ser pesada, à Federação Francesa de Futebol.

Segunda avança o Jornal L’équipe.fr , o « couac » do passado sábado à noite, com o engano na difusão do hino albanês e que provocou uma grande confusão antes do início do jogo França-Albânia, atrasando a partida em cerca de sete minutos, vai ser sancionado pela UEFA.

A comissão de disciplina do orgão que rege o futebol europeu, abriu um ‘caso disciplinar’ ao encontro da FFF que vai ser abordado e analisado na próxima reunião plenária do organismo, dia 19 de setembro ou a 17 de outubro.

A federação francesa poderá ser castigada com uma multa de 10 mil euros.

«Na Europa, ninguém bate Portugal»: imprensa espanhola destaca « póquer de sonho » das seleções

« Na Europa, ninguém bate Portugal ». A frase é do jornal ‘AS’ que, num longo artigo publicado esta terça-feira no site do jornal, sublinha o « póquer de sonho ao nível das seleções »: campeões da Europa em futebol de 11, futsal e futebol de praia e vencedor da Liga das Nações.

« Os que mais demoraram a conseguir um primeiro título foram os rapazes de Fernando Santos. Em 2016, Portugal ganhou o Europeu em França graças a um herói inesperado, Eder. O enorme avançado entrou em campo para fazer o único golo do jogo, que ficou marcado pela lesão de Cristiano Ronaldo », pode ler-se no artigo assinado pelo jornalista Alberto P. Sierra.

Mas, sublinha-se, como « em Portugal nem tudo é futebol de 11 », as vitórias no Europeu de futsal e a conquista da Liga dos Campeões da modalidade por parte do Sporting também são destaque, bem como o recém conquistado Europeu de futebol de praia. « É quem mais títulos soma: duas vezes campeões do Mundo, sete vezes vencedores da Taça da Europa e seis vezes campeões da Europa ».

 

Alfa/Record/AS.

Multa de 225 milhões aplicada a 14 bancos por “troca de informação sensível” sobre créditos

Bancos a operar em Portugal trocavam dados sobre produtos de crédito ao consumo, crédito para compra de habitação e crédito a empresas, prática que durou mais de uma década e lesou clientes, concluiu a Autoridade da Concorrência.

 

A Autoridade da Concorrência (AdC) anunciou esta tarde que condenou 14 bancos a operar a Portugal ao pagamento de coimas que, no valor global, atingem os 225 milhões de euros “por prática concertada de troca de informação comercial sensível”. De acordo com a instituição liderada por Margarida Matos Rosa, esta prática ilegal aconteceu “durante um período de mais de dez anos, entre 2002 e 2013”.

Os bancos condenados, diz o comunicado da AdC, “são a o BBVA, o BIC (por factos praticados pelo então BPN), o BPI, o BCP, o BES, o BANIF, o Barclays, a CGD, a Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo, o Montepio, o Santander (por factos por si praticados e por factos praticados pelo Banco Popular), o Deutsche Bank e a UCI”.

Em causa está a troca de informação “sensível referente à oferta de produtos de crédito na banca de retalho, designadamente crédito habitação, crédito ao consumo e crédito a empresas”.

Juridicamente, este não é um caso de cartelização, embora a Adc refira que “o comportamento dos referidos bancos constitui uma importante restrição da concorrência”, já que tinha, na prática, o mesmo efeito do cartel.

O esquema é explicado pela entidade reguladora, ao afirmar que cada instituição financeira fornecia aos seus concorrentes dados sobre as suas ofertas comerciais, como “os spreads a aplicar num futuro próximo no crédito à habitação ou os valores do crédito concedido no mês anterior” e que “não seriam acessíveis” de outro modo.

“Assim, cada banco sabia, com particular detalhe, rigor e actualidade, as características da oferta dos outros bancos, o que desencorajava os bancos visados de oferecerem melhores condições aos clientes, eliminando a pressão concorrencial, benéfica para os consumidores”.

Por outras palavras, ao saber de antemão o que os seus concorrentes estavam a fazer, os bancos que participaram neste esquema tinham pouco ou nenhum incentivo para disputarem os clientes com base em propostas mais competitivas.

Segundo a AdC, “em sentido contrário à evolução de Euribor, os spreads aplicados pelas instituições financeiras a novas operações de crédito registaram uma subida acentuada, a partir de meados de 2018”.

Assim, a entidade reguladora deu como provado que foi a acção irregular dos bancos que permitiu atenuar o efeito da redução da Euribor, que poderia ter sido mais benéfica para os consumidores.

“À descida abrupta da Euribor corresponde uma subida sustentada dos spreads médios, que atenua a redução da taxa de juro que decorreria da descida abrupta da Euribor”, refere o documento de perguntas e respostas elaborado pela AdC.

Longo processo

Este era um processo que a entidade reguladora tinha pendente desde 2015, embora o processo contra-ordenacional tenha tido início em Dezembro de 2012.

Ainda na presidência de António Ferreira Gomes (o antecessor de Margarida Matos Rosa), a entidade reguladora acusou 15 bancos (entre eles Caixa Geral de Depósitos, BCP, BES, BPI e Santander Totta) “por suspeita de prática concertada, na forma de intercâmbio de informações comerciais sensíveis, no que respeita à oferta de produtos de crédito na banca de retalho, designadamente crédito à habitação, crédito ao consumo e crédito a empresas”.

De 15 bancos passaram agora a 14 porque, segundo afirma a AdC, esta ficou impedida de punir a prática relativamente ao Abanca, também visado na acusação, uma vez que este “cessou a prática anos antes dos restantes bancos”. De acordo com o que apurou o PÚBLICO, a instituição espanhola escapou à coima porque as ilegalidades que terá praticado prescreveram. Embora tenha ganho expressão no mercado português com a compra do negócio de retalho do Deutsche Bank em Março de 2018, o Abanca já estava presente antes disso, focando-se nas PME.

Depois, há ainda o caso do Santander, que além da sua própria coima ficou com a do Popular, instituição financeira espanhola concorrente que adquiriu em 2017. Quanto ao Banif, que também foi absorvido pelo Santander após o colapso do banco português, a coima que lhe cabe ficou fora das responsabilidades do Santander. O mesmo se passou com o BES, ficando o Novo Banco ausente deste processo.

Outro caso interessante é o do Eurobic, que terá de pagar pelos erros do BPN, banco que comprou em 2011 na sequência da sua nacionalização.

De acordo com informações recolhidas pelo PÚBLICO, o valor máximo de coima aplicada a uma das instituições financeiras visadas chegou aos 80 milhões de euros (35% do montante total). O cálculo é efectuado tendo em conta o volume de negócios de cada banco, mas também os valores dos segmentos em causa.

A AdC explica que, uma vez concluída a decisão de condenação, pediu um parecer ao regulador sectorial, ou seja, ao Banco de Portugal, que exprimiu receios relativamente ao impacto de eventuais coimas para o sector financeiro.

A entidade liderada por Carlos Costa considerou que, “caso fossem determinadas coimas que correspondessem ao montante máximo previsto” na Lei da Concorrência, ou seja, 10% do volume de negócios, isso poderia afectar, “de forma material”, a “estabilidade financeira e a resiliência de um número significativo de instituições”. Esta é uma consequência que a AdC rejeita. As coimas, diz, afiguram-se “adequadas e proporcionais às infracções cometidas por cada banco”.

Nos anos em que, segundo a AdC, ocorreram estas práticas, houve uma forte concessão de crédito, com largas centenas de milhões de euros em financiamentos a serem aplicados, principalmente entre 2002 e 2011 (ano em da entrada da troika de credores em Portugal).

Quem denunciou?

O processo teve início numa denúncia de uma das instituições financeiras participantes no final de 2012, que aderiu ao regime de clemência. O processo tardou a fazer o seu percurso devido às dezenas de recursos interpostos pelos bancos em tribunal. Ao todo, foram apresentados 43 recursos pelos bancos, dos quais, segundo a AdC, só cinco conheceram decisões favoráveis.

De acordo com o que foi noticiado pelo Diário Económico (hoje extinto), o delator foi o Barclays. Com isso, o banco de origem britânica conseguiu garantir a dispensa de pagar a sua parte da coima. Houve ainda um segundo banco que obteve um corte de 50% na coima após apresentar provas adicionais. Também segundo o antigo Diário Económicoeste segundo banco a apresentar um pedido de clemência foi o Montepio. Neste último caso, a instituição financeira compromete-se a não apresentar recurso da decisão na justiça. Quantos aos outros bancos, podem recorrer para o Tribunal da Concorrência, em Santarém.

A AdC diz não ter conhecimento da existência de condenações semelhantes noutros Estados-membros da União Europeia, pelo que se trata, por isso, de uma “condenação inédita”.

 

Jornal Público por

Suicídio mata mais do que o cancro da mama ou a guerra, uma morte a cada 40 segundos

Uma pessoa suicida-se no mundo a cada 40 segundos, com o suicídio a ser responsável por cerca de 800 mil mortes a cada ano, mais do que o cancro da mama, a malária, a guerra ou os homicídios.

Os dados são revelados num relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o suicídio, que é descrito como um “importante problema de saúde pública global, que afeta todas as idades, sexos e regiões do mundo”.

Na faixa etária entre os 15 e os 29 anos, o suicídio surge como a segunda causa que mais mata, depois dos acidentes rodoviários.

Quando analisada a faixa de jovens até aos 19 anos, o suicídio passa a surgir em terceiro lugar nas causas de morte, após os acidentes de viação e apenas ligeiramente abaixo das mortes causadas por violência interpessoal.

Em todas as idades, o suicídio apresenta uma taxa maior nos homens do que nas mulheres, com uma média nos homens 1,8 vezes maior do que no sexo feminino.

O relatório da OMS mostra que entre 2010 e 2016 a taxa de suicídio decresceu globalmente quase 10%, mas salienta que esse declínio não ocorreu em todos os países do mundo.

A OMS recomenda um reforço das medidas que evitem os suicídios, recordando que são mortes evitáveis. Dá o exemplo de medidas como a restrição no acesso a meios que possibilitem o suicídio, a formação de jovens para os dotar de ferramentas para a vida, a identificação precoce do risco e a interação com os media para uma comunicação responsável sobre suicídio.

A restrição no acesso aos inseticidas ou pesticidas usados para auto envenenamento é identificada pela OMS como uma medida que pode levar a reduções nas taxas de suicídio a nível global.

“A elevada toxicidade de muitos pesticidas significa que as tentativas de suicídio muitas vezes levam à morte, especialmente em situações onde não há antídoto ou onde não há instalações médicas nas proximidades”, refere o documento hoje divulgado.

A OMS indica que há um conjunto crescente de evidências internacionais que apontam para a eficácia de medidas que proibiram pesticidas altamente perigosos.

O país mais estudado a este nível é o Sri Lanka, onde várias proibições e restrições em pesticidas altamente tóxicos levaram a uma queda de 70% em suicídios, com uma estimativa de 93 mil vidas salvas entre 1995 e 2015.

O relatório da OMS elenca os dados das estimativas de suicídio registados em cada país em 2016. Portugal surge com uma taxa estimada de mortalidade de 14 por 100 mil habitantes, mas estes dados não são coincidentes com os números oficiais já divulgados pela Direção-Geral da Saúde, com base nas tabelas oficiais do Instituto Nacional de Estatística, que indicam uma taxa significativamente mais baixa, de 9,5 por 100 mil.

Fonte oficial da Direção-Geral da Saúde indicou à agência Lusa que estes dados agora divulgados pela OMS foram alvo de refutação imediata, podendo vir a ser analisados e corrigidos.

 

Alfa/Lusa.

Exportações sobem 1,3% e importações aumentam 7,9% em julho

 As exportações de bens aumentaram 1,3% e as importações subiram 7,9% em julho face ao período homólogo, tendo-se o défice comercial agravado para 1.751 milhões de euros, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Em junho as exportações tinham diminuído 8,3% e as importações tinham recuado 3,7%, num desempenho influenciado pelo menor número de dias úteis no período.

Segundo as Estatísticas do Comércio Internacional do INE, excluindo os combustíveis e lubrificantes, em julho as exportações aumentaram 3,0% e as importações cresceram 7,9% (-6,2% e +0,2%, respetivamente, em junho de 2019).

No mês de julho, o défice da balança comercial de bens atingiu 1.751 milhões de euros, mais 452 milhões de euros do que no mês homólogo de 2018, sendo que, excluindo os combustíveis e lubrificantes, o saldo foi negativo em 1.202 milhões de euros, deteriorando-se em 314 milhões de euros face a julho de 2018.

No trimestre terminado em julho de 2019, as exportações e as importações de bens aumentaram, respetivamente, 0,5% e 5,9% face ao trimestre terminado em julho de 2018 (+0,9% e +6,5%, pela mesma ordem, no segundo trimestre de 2019).

Se acordo com o INE, em termos das variações homólogas mensais, no mês de julho destaca-se ao nível das importações (que cresceram 7,9%) a evolução de 9,0% registada no comércio intra-União Europeia (UE) e o acréscimo de 27,9% nas importações de ‘material de transporte’, nomeadamente ‘outro material de transporte’ (maioritariamente aviões), com um contributo de +4,2 pontos percentuais para a taxa de variação homóloga total.

Relativamente às variações face ao mês anterior, “em julho de 2019 as exportações aumentaram 13,4% (-15,3% em junho de 2019) e as importações cresceram 7,2% (-8,2% em junho de 2019)”, com as variações registadas em ambos os fluxos a resultarem “tanto do comércio intra-UE como do extra-UE”.

Segundo nota o INE, estas variações podem “estar em parte relacionadas com o facto de julho de 2019 ter mais cinco dias úteis que junho de 2019”.

Numa análise por grandes categorias económicas de bens, registaram-se em julho face ao mês homólogo de 2018, acréscimos generalizados nas exportações, com exceção dos ‘combustíveis e lubrificantes’, que decresceram 20,8%, tendo o maior aumento ocorrido nas exportações de ‘fornecimentos industriais’ (+3,9%).

Também nas importações todas as grandes categorias económicas registaram acréscimos, destacando-se o ‘material de transporte’ (+27,9%), sobretudo ‘outro material de transporte’ (maioritariamente aviões).

Tendo em conta os principais países de destino em 2018, destaca-se em julho de 2019 o acréscimo homólogo nas transações com França, para onde as exportações aumentaram 10,8% e as importações cresceram 67,0%, salientando-se os aumentos de ‘material de transporte’ em ambos os fluxos, designadamente de ‘automóveis para transporte de passageiros’ nas exportações e de ‘outro material de transporte’ (maioritariamente aviões) nas importações.

O INE avançou ainda hoje os resultados provisórios das estatísticas do comércio internacional relativas a 2018, que apontam para exportações de 57.807 milhões de euros e importações de 75.364 milhões de euros (-152 milhões de euros e +331 milhões de euros face aos resultados preliminares anteriormente divulgados) e para um saldo da balança comercial de -17.557 milhões de euros (que compara com os -17.075 milhões de euros dos resultados preliminares).

 

Alfa/Lusa.

TAP regista « melhor agosto de sempre » com mais 11% de passageiros transportados

A TAP registou este ano “o melhor agosto de sempre” em termos de passageiros transportados, ultrapassando os 1,7 milhões de clientes e crescendo 11,3% face ao mesmo mês de 2018, anunciou hoje a companhia aérea.

Em comunicado, a TAP diz ter transportado mais de 11,3 milhões de clientes desde o início do ano, o que traduz um aumento de 6,7% face a igual período do ano passado.

“A recuperação do mercado brasileiro influenciou o aumento consecutivo no número de passageiros transportados nas rotas do Brasil, que continua a mostrar sinais de recuperação”, refere a companhia, segundo a qual, “depois de um primeiro trimestre com pouca procura (menos 6,9% de passageiros transportados face a igual período do ano anterior), agosto consolida a tendência do aumento da procura deste mercado já observada no segundo trimestre e em julho”.

Depois de em julho ter transportado mais 10,9% de passageiros nas rotas do Brasil, em agosto a subida ultrapassou os 11,2%, o que representa um acréscimo de 17 mil passageiros face a 2018, para um total de 170 mil.

Segundo a companhia, o maior aumento em valor absoluto foi, contudo, na Europa, com mais 79 mil passageiros transportados e uma subida de 8,5% em termos homólogos.

Seguiu-se a América do Norte, com mais 39 mil passageiros e um crescimento de 51,7% (“a maior percentagem de crescimento em relação a igual período do ano passado), sendo que desde janeiro a TAP transportou para Portugal “mais 35 mil passageiros provenientes da América do Norte, que ficaram pelo menos uma noite no país”.

Já nos voos para e de África, a TAP transportou um total de 134 mil passageiros, mais 17,3% em relação ao ano passado.

O mês de agosto foi também o mês em que a transportadora aérea portuguesa transportou mais passageiros nas rotas dos Açores e da Madeira, tendo alcançado os 165 mil passageiros e um aumento de 10% no conjunto das rotas de e para as regiões autónomas.

Quanto às novas rotas inauguradas pela TAP este ano, contribuíram com mais 99 mil passageiros transportados na rede da companhia ao longo de agosto: Na Europa as novas rotas contribuíram com mais 56 mil passageiros, no Atlântico Norte com mais 29 mil e no Médio Oriente (Telavive), com mais nove mil.

Considerando os resultados do segundo trimestre da TAP, verifica-se uma subida de 8,9% no número de passageiros transportados face ao período homólogo, depois do decréscimo de 0,3% do primeiro trimestre.

A TAP voa para 90 destinos em 36 países, operando em média 3.000 voos por semana e dispondo de uma frota de 100 aeronaves.

 

Alfa/Lusa.

Eleições: Portugueses vão, em 06 de outubro, votar em legislativas pela 16.ª vez

Portugal vai às urnas em 06 de outubro para escolher os 230 deputados à Assembleia da República, numas eleições que determinarão depois a escolha do futuro Governo.

Esta é a 16.ª vez que os portugueses serão chamados a votar em legislativas em democracia, incluindo as eleições para a Constituinte, em 1975, um ano após a « Revolução dos cravos », em 25 de Abril de 1974.

A estas eleições concorrem partidos e coligações em número recorde – 21 – embora apenas 15 se apresentem a todos os círculos eleitorais.

No total, são eleitos 230 deputados numas eleições que, ao longo dos anos, têm vindo a registar um aumento da taxa de abstenção, uma tendência à escala europeia.

Depois de terem concorrido em coligação em 2015, PSD e CDS apresentam-se em separado às eleições. O PS também concorre sozinho, o mesmo acontecendo ao Bloco de Esquerda. O PCP apresenta-se, mais uma vez, na CDU, com o PEV e independentes. O partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN), que entrou no parlamento em 2015, volta a candidatar-se com listas próprias.

Nestas eleições, há quatro partidos novos – Aliança, Reagir Incluir Reciclar (RIR), Chega, Iniciativa Liberal.

Em 2015, a taxa de abstenção atingiu o recorde de 44,4%, comparando com os 8,3% nas eleições para a Assembleia Constituinte, em 1985, ou os 16,4% das primeiras legislativas, em 1976.

Nas últimas eleições, PSD e CDS concorreram coligados e venceram as eleições (36,86%), sem maioria absoluta. O PS, que ficou em segundo lugar (32,31%), conseguiu um acordo à esquerda, o primeiro em democracia, permitindo um governo liderado por António Costa, com o apoio do PCP, BE e PEV, que, com os socialistas, formam uma maioria de esquerda na Assembleia da República.

Ao longo das últimas quatro décadas, no período de governos constitucionais, desde 1976, PS e PSD tem sido predominantes no poder em Portugal, com algumas experiências em que o CDS, mas à direita, fez coligações com o PSD (1980, 2002, 2011).

O CDS também teve um breve acordo com o PS, em 1976.

Apenas uma vez os dois maiores partidos (PS e PSD) fizeram um acordo de coligação (1983).

Alfa/Lusa