Ataque a estúdio de animação em Quioto, no Japão, faz pelo menos 33 mortos e algumas dezenas de feridos.
Alfa – com diversas fontes
Um homem terá invadido as instalações de um estúdio de animação em Quioto e espalhado um líquido, lançando fogo ao edifício. Fala-se em pelo menos 33 mortos e mais de 30 feridos.
Suspeito foi já capturado mas não foi ainda revelada a sua identidade e a relação com a empresa.
O incêndio aconteceu num edifício de três andares por volta das 10h30 locais (3h30 em Paris).
As autoridades prenderam um homem de 41 anos, principal suspeito de ter ateado o fogo espalhando um líquido no estúdio. O Kyoto Animation produziu “Full Metal Panic!”, “Clannad” ou “K-On!”
Cerca de 70 pessoas estavam no interior do escritório do Kyoto Animation quando o incêndio começou, informou o canal público de televisão NHK, que cita a polícia e a equipa de salvamento.
Várias pessoas continuam desaparecidas. Supeito terá gritado « Morram todos! », antes de atear o fogo.
Pessoal da segurança da catedral Notre Dame demorou 30 minutos a chamar bombeiros – New York Times
Alfa/Lusa
Um alegado erro do pessoal responsável pela segurança atrasou a chamada dos bombeiros em 30 minutos para o incêndio que ocorreu na catedral de Notre Dame, em Paris, divulgou o jornal New York Times.
Segundo o jornal, que garante ter efetuado várias entrevistas e que analisou centenas de documentos, o primeiro alerta de “fogo” surgiu no painel de controlo do monumento às 18:18 locais, no dia 15 de abril.
O alerta levou o funcionário da segurança a entrar em contacto, através de um intercomunicador, com um guarda para verificar a situação, mas este foi para um local errado e, em vez de verificar o estado da cobertura da catedral, como deveria, foi verificar a cobertura de um edifício adjacente, a sacristia.
Este erro, que o jornal diz não se saber se foi o resultado de uma confusão na interpretação do painel de controlo, ou se o guarda não percebeu bem o local para onde ir, levou a pensar inicialmente que se tratava de um falso alarme.
Finalmente, 25 minutos depois de ter sido descartado o incêndio, uma das pessoas encarregadas das instalações deu a ordem para se ir investigar o estado da cobertura da catedral, “uma margem de tempo durante a qual o fogo havia avançado muito rapidamente”, numa zona com muita madeira antiga.
O New York Times também aponta que Notre Dame « esteve mais perto do colapso do que as pessoas sabem », e apontou a bravura e dedicação dos bombeiros como decisivas para que o monumento, de 850 anos de idade, pudesse ser salvo.
« O facto de Notre Dame ainda estar em pé deve-se apenas aos enormes riscos que os bombeiros correram na terceira e quarta hora do incêndio”, disse o jornal.
Quando os bombeiros chegaram, já perto das 19:00, em Paris, a catedral já estava tomada pelas chamas.
« É como começar uma corrida de 400 metros várias dezenas de metros atrás », disse o vice-diretor do Corpo de Bombeiros de Paris, Jean-Marie Gontier, ao Times.
O Ministério Público francês anunciou em junho que « nenhum elemento » da investigação preliminar aponta a tese de uma origem criminosa no incêndio que atingiu parte da catedral de Notre Dame, em Paris, em abril.
Outras pistas, são, no entanto, consideradas, incluindo uma avaria do sistema elétrico ou o início de incêndio relacionado com um cigarro mal apagado, explicou o Ministério Público, em comunicado, antes de confiar a continuação das investigações a três juízes de instrução.
Estes juízes têm poderes de investigação mais amplos e, em particular, o poder de acusar eventuais responsáveis de negligência.
Investigadores da brigada criminal realizaram « uma centena de audiências de testemunhas », em particular trabalhadores, guardas e responsáveis de empresas que trabalham no local ou na diocese, « e numerosas constatações ».
O incêndio na catedral, em 15 de abril, provocou uma forte emoção e desencadeou um movimento de solidariedade para salvar e restaurar este local emblemático da capital francesa.
O monumento, classificado como património mundial pela Unesco, perdeu o seu pináculo, o telhado e parte da abóbada.
O Presidente francês, Emmanuel Macron, comprometeu-se em recuperar o monumento num prazo de cinco anos.
Mário Centeno é mesmo possível no FMI. Em duas semanas saberemos
Foto MIGUEL FIGUEIREDO LOPES
Anúncio da saída de Lagarde para o BCE abriu vaga de ‘candidaturas’ europeias. Centeno está na ‘shortlist’ e gostava. Há vários fatores que o podem deixar bem colocado. E António Costa, quer? Esta quinta há um momento decisivo, na reunião do G7 de ministros das Finanças. Centeno estará lá.
Alfa/Expreso. Por David Dinis
A notícia apareceu primeiro no site politico.eu, especializado em assuntos europeus, e depois no Wall Street Journal, um dos dois jornais mais prestigiados do mundo financeiro: Mário Centeno, o ministro português das Finanças e atual presidente do Eurogrupo, estará numa shortlist para a presidência do FMI. Contexto? Christine Lagarde, a atual presidente, anunciou ontem formalmente a sua demissão, para ir para o BCE substituir Mario Draghi. Data a ter em conta: 12 de setembro, o dia em que a francesa sai do cargo.
Segundo confirmou o Expresso, Centeno é mesmo um dos quatro nomes que está e cima da mesa nestes dias em que arrancou uma verdadeira corrida diplomática a um dos cargos institucionais mais importantes do mundo. Não há ainda candidaturas formais, mas as movimentações estão bem descritas na notícia do WSJ: o holandês Jeroen Dijsselbloem, o ex-vice presidente da Comissão Olli Rehn e Nadia Calviño, atual ministra da Economia espanhola.
Na notícia do Politico, Centeno era posto na lista, mas apontava-se um óbice ao português: a par de Olli Rehn e Nadia Calviño, não seria « suficientemente sénior » para chegar ao cargo. Mas nos bastidores diplomáticos, a história que começa a correr é um pouco diferente. E com alguns factores que podem, na verdade, colocar Centeno pelo menos em igualdade de circunstâncias para chegar ao lugar.
O primeiro fator a ter em conta é que o cargo, à partida, deve continuar a ser europeu. Apesar da imprevisibilidade do atual presidente americano, desde os acordos de Bretton Woods (que instituíram a ordem mundial multilateral, tal como a conhecemos) que os dois cargos económicos do mundo ficaram divididos assim: o Banco Mundial presidido por um americano; o segundo (FMI) por um europeu. O ‘acordo’ tem sido, até aqui, respeitado. A China e as outras economias emergentes não se têm organizado para disputar nenhum dos postos. E no ano passado Trump nomeou para novo presidente do Banco Mundial um ex-secretário de Estado dos EUA, de acordo com as normas instituídas.
Se a substituição de Lagarde se fizer na Europa, a ligação direta entre a saída de Lagarde e a escolha dos « top jobs » europeus pode dar mesmo uma posição privilegiada ao português, explica uma fonte europeia ouvida pelo Expresso. Porque na distribuição dos cargos na UE, foram os socialistas os mais prejudicados, dando capital de queixa que pode ser aproveitado por António Costa. Recorde que esta semana a alemã Ursula Von der Leyen (PPE) foi já confirmada para a liderança da Comissão Europeia; o liberal belga Charles Michel irá comandar o Conselho Europeu. E para os socialistas ficou apenas o cargo de Alto Representante da Política Externa (para o ex-MNE espanhol Josep Borrell) e metade do tempo da presidência do Parlamento Europeu (a meias com o PPE). A isto, a mesma fonte chama « capital de queixa ».
Segundo fator a favor de Mário Centeno é a aparente ausência de anti-corpos na UE. Pelo menos em comparação com dois dos seus potenciais competidores: se a Holanda já corre por Jeroen Dijsselbloem, o polémico ex-presidente do Eurogrupo, e sendo verdade que este colhe apoios na Alemanha e noutros países mais a Norte da Europa, a verdade é que a sua gestão da crise do euro deixou lastro de antipatia junto dos países mais a Sul, de Portugal a Itália, passando pela central França agora comandada por Macron. E se, neste particular, Centeno fica em paralelo com o teoricamente favorito Dijsselbloem em currículo (com a vantagem de ser quadro do banco central português), é também um facto que a presidência do Eurogrupo lhe dar vantagem, também sobre a ministra espanhola da economia. Pelo menos ao nível de currículo.
Aqui entra um terceiro argumento, também contabilizado ao Expresso por uma fonte europeia: se é verdade que Pedro Sánchez já pôs a máquina diplomática espanhola a apostar na candidatura de Nadia Calviño, também é um facto que na distribuição recente de cargos na estrutura da UE Espanha já conseguiu um lugar de topo.
Um último factor a ter em conta é quem está a liderar o processo da escolha da sucessão de Lagarde na Europa: o presidente francês Emanuel Macron, dentro do quadro do G7. Com quem, de resto, António Costa tem bom relacionamento.
É aqui que entra uma da dúvidas centrais deste processo: quererá o primeiro-ministro português candidatar Centeno ao lugar, tendo em conta que tem legislativas mesmo à porta – e que Centeno se tornou central na sua mensagem política para as eleições? O Expresso tentou obter uma resposta do gabinete do primeiro-ministro, assim como do gabinete do ministro das Finanças, mas não conseguiu obter ainda respostas.
A verdade é que a presidência do FMI daria não só uma saída pela porta grande a Centeno, como garantiria uma vitória em toda a linha à diplomacia portuguesa. Com António Guterres à frente da ONU e António Vitorino na presidência da Agência internacional das migrações, depois da presidência da Comissão Europeia de Durão Barroso e da presidência da assembleia-geral da ONU de Freitas do Amaral, não sobraria posto em que um português não tivesse já chegado. Claro que todos estes postos, sobretudo o atual de Guterres, também podem funcionar contra Portugal, acrescenta uma fonte política portuguesa, também ouvida pelo Expresso, para quem as « chances » de Centeno são, neste momento, « não muito grandes ».
Seja como for, o sim ou sopas terá de ser rápido: segundo o WSJ, os líderes do G7 já decidiram fazer a sua escolha até ao final do mês, para garantir que a sucessão de Lagarde acontece a tempo e sem sobressaltos. Mas esta quinta-feira há um momento chave: como o processo vai estar na mesa da reunião dos ministros das Finanças do G7, que acontece neste dia, e como Centeno é o representante da Europa nessa reunião (por inerência do Eurogrupo), o português irá ter a oportunidade de medir as suas hipóteses. As negociações, isso é certo, correm nos bastigores. No máximo em duas semanas, terá que haver uma decisão – precisamente o limite temporal para António Costa saber se conta com ele para as listas de deputados ou não.
Os protestos dos “coletes amarelos” em França tiveram um custo económico equivalente a uma décima do PIB do país, de acordo com um relatório parlamentar hoje apresentado em Paris.
O movimento dos “coletes amarelos” iniciou-se em Paris de forma espontânea em outubro de 2018 e espalhou-se para outras cidades francesas (e até de outros países) juntando milhares de pessoas – que se diziam inconformadas pelo aumento do preço dos combustíveis, pelo alto custo de vida e pelas desigualdades económicas – em sucessivas manifestações que provocaram avultados estragos físicos.
O relatório hoje apresentado no parlamento menciona que o danos provocados pelo movimento tiveram um custo económico direto que representa 10% da riqueza produzida pelo país, ou seja mais de dois mil milhões de euros, mas teve repercussões sociais e políticas cujas consequências ainda não se podem avaliar totalmente.
“Esta perspetiva macroeconómica está longe de refletir a amplitude das repercussões (do movimento)”, pode ler-se no relatório elaborado por uma equipa de 16 deputados e promovido por uma iniciativa do presidente da Comissão dos Assuntos Económicos da Assembleia Nacional francesa, Roland Lescure.
O turismo foi um dos setores mais prejudicados pelo movimento dos “coletes amarelos”, com perdas de cerca de 850 milhões de euros, afetando hotéis, restaurantes e cafés, de acordo com cálculos mencionados no relatório.
O fenómeno também teve repercussões no comércio, com os deputados da comissão a estimar que o facto de mas manifestações terem muitas vezes degenerado em violência assustou clientes, produzindo uma redução nas receitas das lojas estimada entre 20% e 30%.
Um relatório do Senado francês, apresentado em de junho, já tinha indicado que as companhias de seguros tiveram que pagar 217 milhões de euros em compensações, especialmente aos comerciantes.
Os prejuízos apresentados no relatório incluem ainda a remuneração de horas extraordinárias que tiveram de ser pagos às autoridades policiais, que tiveram de repor a ordem pública durante as manifestações dos “coletes amarelos”, resultando em valores superiores a 46 milhões de euros.
Remuneração de horas extras tiveram que ser pagos a policiais e gendarmes para lidar com a ordem pública durante as manifestações dos « coletes amarelos » em dispositivos excecionais resultaram em um projeto de lei « pelo menos 46.08 milhões de euros ».
O preço é ainda mais elevado para a reparação de radares de velocidade, que foram um alvo privilegiado da ira dos manifestantes, com os deputados a contabilizarem 2.410 radares destruídos e 577 danificados.
Os autores do relatório observam que as maiores repercussões económicas afetaram as pequenas empresas que, devido à perda de receitas, passaram por situações de pressão nas suas tesourarias e por dificuldades em lidar com o pagamento de custos fixos dos seus negócios.
CGTP considera possível aumento salarial de mais de mil euros
Alfa/Lusa
A CGTP considera possível um aumento salarial superior a mil euros por trabalhador, em média, e vai usar essa perspetiva para defender o aumento generalizado dos salários junto dos partidos com representação parlamentar, a partir de hoje.
De acordo com um documento que a comissão executiva da Intersindical aprovou esta semana para ser entregue aos diversos grupos parlamentares, tendo em conta a riqueza produzida anualmente pelos trabalhadores e o valor médio das remunerações, existe « um potencial de aumento de 1.344 euros por mês por trabalhador ».
« Partindo da riqueza que todos os anos os trabalhadores criam no nosso país e aquela que é distribuída sob a forma de remunerações, verificamos o enorme potencial de aumento geral dos salários e do salário mínimo nacional (SMN) », afirma a Inter no documento a que a agência Lusa teve acesso.
Em 2018 a riqueza produzida foi superior a 200 mil milhões de euros, refere a central sindical, que, descontando o desgaste dos meios de produção, diz que a produção de riqueza foi de 166,8 mil milhões de euros.
Segundo a CGTP, este valor corresponde a 41.122 euros anuais por trabalhador, cerca 2.937 euros por mês.
Dado que o valor médio das remunerações foi de 1.593 euros por mês, incluindo todos os rendimentos brutos do trabalho, impostos sobre o rendimento e as respectivas contribuições para a Segurança Social, a central considera que os aumentos salariais podem chegar, em média, aos 1.344 euros.
A CGTP refere ainda, a propósito, que se o SMN tivesse evoluído conforme a inflação e a produtividade, seria de 1.137,56 euros em 2020.
Além disso, segundo a central sindical, os gastos com pessoal (salários e contribuições para a Segurança Social) são, em média, 14,15% do total de gastos das empresas, e na generalidade das empresas não ultrapassa os 20% do total de custos.
Para as grandes empresas estes custos são um décimo do total e no alojamento não chegam a um quarto do total de encargos das empresas.
« Assim, o aumento geral dos salários e do SMN terá um impacto imediato que, tal como comprovam as últimas atualizações, não põe em causa a vida das empresas. Se acompanhado pela redução dos custos de contexto, por exemplo com a reposição do IVA da electricidade na taxa mínima, o nível de encargos poderá manter-se praticamente inalterado, e parte da receita do Estado não realizada por esta via será recuperada via IRS e IVA que o aumento do rendimento induzirá », defende a CGTP.
A Inter inicia hoje um ciclo de reuniões com os grupos parlamentares, com um encontro com os deputados do PCP, para lhes apresentar as reivindicações a que gostaria de obter resposta no quadro das eleições legislativas de dia 6 de Outubro.
Aos deputados vai entregar o documento « Por um Portugal com futuro », onde defende o aumento geral dos salários, a valorização das profissões, a revogação das normas gravosas do Código do Trabalho, a estabilidade e segurança no emprego, a regulação dos tempos de trabalho e as 35 horas de trabalho semanal para todos, a melhoria dos serviços públicos e uma políca fiscal mais justa.
Finda a primeira parte e depois de um dia de descanso, o « tour » volta a arrancar nesta quarta-feira para a 11ª etapa, com o francês Julian Alaphilippe, de amarelo.
O português melhor classificado é Rui Costa: é 56º e está a 35 minutos e 49 segundos do líder. Nelson Oliveira é o 92° a 1 hora 4 minutos e 11 segundos. E José Gonçalves ocupa o 132° lugar a 1 hora 24 minutos e 37 segundos do camisola amarela.
O Movimento Democrático de Mulheres queixou-se à Comissão para a Igualdade de Género por causa da publicidade de uma empresa do norte de Portugal que promove a venda de carne de vitela para assar usando uma imagem de uma mulher na praia em biquíni.
Empresa já pediu desculpa pelo sucedido e retirou os cartazes.
Lagostas e traições políticas tramaram o ministro do Ambiente francês
François de Rugy Foto NURPHOTO/GETTY IMAGES
François de Rugy demitiu-se sob suspeita de cultivar o gosto por luxos e por estar completamente isolado
Alfa/Expresso. Por Daniel Ribeiro
François de Rugy, o até agora ministro de Estado e do Ambiente e número dois na hierarquia do Governo de Édouard Phillippe e de Emmanuel Macron, não aguentou a pressão provocada pelas revelações sobre o seu alegado exagerado gosto por uma vida de luxos, divulgadas pelo jornal online « Mediapart ».
Depois das notícias publicadas, há apenas alguns dias, procurou ajuda junto da maioria e constatou que estava isolado. Tentou organizar um abaixo assinado de apoio junto de ministros e deputados e nem isso conseguiu.
Em causa estão diversas acusações contra ele: gastos, com dinheiro público, em alegados jantares privados ou mundanos (pelo menos uma dezena) com a família e amigos, que incluíam “lagostas gigantes” e vinhos que podiam ir até ao valor de 500 euros por garrafa; e também despesas de restauro, porventura exageradas, num dos soberbos apartamentos de funções onde morou, entre outras notícias negativas que, todas somadas, punham em causa as suas ética e moralidade.
Boa parte dos factos revelados pelo conhecido jornal de investigação dizem respeito à época em que Rugy foi Presidente da Assembleia Nacional, de onde saiu, há dez meses, para o Ministério do Ambiente, substituindo o conhecido ecologista, Nicolas Hulot, que se demitiu por, disse na altura, não ter condições para levar a cabo “uma verdadeira política ecológica” e por “não ter suficientes apoios para combater os lóbis”.
François de Rugy, que é de origem aristocrática, não encontrou aliados para enfrentar o que considera ser “uma perseguição indigna e miserável” do « Mediapart ».
Uma das razões para o seu isolamento é que ele é visto por muitos como um político que, embora ainda jovem (45 anos), sempre se preocupou apenas com o seu percurso pessoal e por já apresentar um currículo manchado por algumas traições.
Os seus antigos amigos ecologistas do partido onde antigamente militou nem um dedo levantaram para o defender. Consideram que ele sempre foi um ambicioso “ecologista de direita” que os traiu.
Abandonou-os para concorrer às primárias do PS francês para as presidenciais, nas quais todos os concorrentes assinaram, como ele, um compromisso formal de apoiarem o vencedor dessa votação, fosse ele qual ele fosse.
Mas, mais uma vez, traiu, desta feita os socialistas: Benoît Hamon, da ala esquerda do PS, ganhou as primárias e De Rugy abandonou imediatamente o barco e ofereceu-se para integrar o movimento de Emmanuel Macron, que, curiosamente, já tinha traído também o Presidente socialista François Hollande, de quem era ministro.
Chegou à presidência do Parlamento e, a seguir a ministro, mas completamente só, sem tropas pessoais com as quais poderia contar nos maus momentos. Agora comprovou que estava completamente isolado.
A sua última aparição em público data do passado dia 14, em grande destaque na tribuna oficial das comemorações do Dia Nacional francês onde estava sentado imediatamente atrás do Presidente português Marcelo Rebelo de Sousa, instalado nas cadeiras na primeira fila, ao lado de Emmanuel Macron.
Na altura, o Governo já tinha anunciado ter lançado uma investigação interna sobre os fundamentos das acusações do « Mediapart ».
François de Rugy garante estar inocente e anunciou que processou o jornal por difamação. A notícia da demissão saiu meia hora antes de uma sessão na Assembleia Nacional onde deveria responder, segundo estava anunciado, a perguntas incómodas de diversos deputados sobre as revelações do « Mediapart ».
As notícias sobre os gastos de De Rugy cairam muito mal numa França onde a questão dos privilégios tem estado no centro das manifestações dos « coletes amarelos ».
Ursula von der Leyen confirmada como primeira mulher a presidir à Comissão Europeia
Parlamento europeu aceitou nomeação da até agora ministra da Defesa alemã para chefiar o Executivo comunitário, com 383 votos a favor. Será a primeira mulher no cargo.
Aos 60 anos Ursula von der Leyen é a primeira mulher a presidir à Comissão Europeia.
A ministra da Defesa alemã, proposta pelo Conselho Europeu no mês passado, foi confirmada pelo Parlamento Europeu esta terça-feira.
Com 383 votos a favor, 327 contra, 22 abstenções e um voto nulo, a Alemanha, o país com maior população da União Europeia retoma a chefia do Executivo comunitário, cargo que já não ocupava desde os anos 1960.
Ministro francês do Ambiente e ex-presidente da Assembleia Nacional francesa, François de Rugy, demitiu-se ao início da tarde de hoje, no seguimento das polémicas sobre ele e a vida luxuosa com a família, designadamente a organização de jantares faustosos pagos com dinheiro do Estado.
O ministro estava fragilizado pelas revelações do jornal online Mediapart, contra o qual anunciou ter lançado um processo por difamação.
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