Nos últimos dois dias, apareceu na imprensa francesa uma série inacreditável de artigos muito elogiosos para Portugal.
A recente série começou com o Libération e um artigo que já aqui publicámos e que pode encontrar no site: « Portugal, o país europeu modelo das energias verdes ».
Depois, os espantosos elogios dos jornais gauleses avançaram em poucas horas para outros setores.
Le Figaro escreveu sobre os sapatos portugueses que, segundo este jornal, avançam « em passo acelerado », marcando cada vez mais pontos a nível internacional, mesmo junto das mais prestigiadas marcas mundiais:
« La chaussure portugaise avance à grands pas »
« REPORTAGE – En pleine relance, les industriels du secteur parient à la fois sur leur succès auprès de griffes internationales en quête de sous-traitants et leurs petites marques à eux, telles la chic Luis Onofre, l’innovante Softwaves, ou la ludique Lemon Jelly ».
A seguir, L’Echo Touristique, evocou o turismo e a forte e bem conseguida promoção de Portugal no BHV, em pleno coração de Paris, com o evento « Le BHV/Marais – Sous le Soleil du Portugal » (que será visitado pelo primeiro-ministro António Costa nesta segunda-feira, 20).
Por fim, realce-se ainda outro trabalho, desta vez publicado em Capital.fr sobre o setor do imobiliário com o título « IMMOBILIER : CE NOUVEAU DISPOSITIF ALLÉCHANT QUI VA VOUS PERMETTRE D’INVESTIR AU PORTUGAL »
Trata-se de uma série jamais vista em França de artigos positivos sobre Portugal que, decididamente, continua na moda em França.
Voltou por amor, como Joana. Para ter liberdade, como Susana. Para mudar de vida, como Pedro. Ou com ideias de negócios, como Cássia e Victor. Não é fácil, cá não é tão fácil. Mas escolhem ficar – sem promessas. Cinco histórias de portugueses que saíram com a troika e decidiram regressar.
Há quem diga que emigrar é desígnio nacional. E a história recente não o desmente. Em 2011, com Portugal a resgate da troika, quase 200 mil portugueses saíram do país em apenas quatro anos. Desde então, o mercado de trabalho perdeu um quinto da juventude que tinha. Sai-se menos agora, mas as perdas não foram estancadas. Se a emigração existia antes, há de continuar a existir. Mas há quem volte, e « não é pelo dinheiro, de certeza ». Dizem-lhes que o país está melhor, mas o que conta são os projetos pessoais de retorno. Sem promessas de ficarem por cá.
Pedro Galinha
« Agora estou aqui, mas não fecho a porta a uma nova experiência fora. » Pedro Galinha saiu do país em 2011, com a troika a entrar. O espectro largo do que acontecia na economia misturou-se com uma ideia antiga de partir. Era jornalista, e o salário que recebia ia ser reduzido. « Houve o anúncio de cortes no sítio onde eu estava. Curiosamente, o tipo que anunciou os cortes chegou nesse mês com um novo carro – um daqueles sinais das reestruturações à portuguesa. » E Pedro tinha por princípio não ganhar menos do que o valor do seu primeiro salário de sempre – na altura, mil euros.
Partiu para Macau. Foi ganhar o dobro para começar, e subir alguns degraus, salariais e de responsabilidades. Saía de casa e tinha à porta a possibilidade de conhecer mais do mundo. « Todos os dias aprendia alguma coisa, nem que fosse uma palavra em chinês ou um aspeto da história de Macau ou da Ásia. É algo de que sinto um pouco de falta aqui. »
Já no final de 2017 estava de volta. A experiência naquela região asiática tinha-se esgotado no momento em que quis deixar o jornalismo. « Percebi que seria difícil fazer ali outra coisa. » Somavam-se « os problemas de Macau: as liberdades e garantias mais limitadas, ainda que não de forma gritante, e a questão do ambiente, que também piorou ».
Com um mestrado em Relações Internacionais, interesse na China e nos direitos humanos, procurava uma organização internacional onde encaixasse. Que acabou por encontrar, um pouco por acaso, em Portugal meses após o regresso. Antes, passou alguns meses numa agência de comunicação e diz que « deu para perceber como está Portugal ». « Não melhorou assim tanto. Há um ambiente diferente e os salários aumentaram um bocadinho. Mas globalmente a situação é idêntica. Tanto que eu saio dessa empresa e devem-me salários. » Pedro lembra que « ainda há empresas em dificuldades e que têm um funcionamento que não é o mais devido ».
« A troika bateu-me aqui »
Visto de Lisboa, hoje, quase parece mais fácil largar para a Etiópia e reconstruir uma escola em ruínas do que acumular dois empregos para pagar uma renda na cidade. Cássia Lopes tem ambas as provas superadas. É enfermeira e socióloga – fez-se ambas as coisas num percurso ligado ao desenvolvimento internacional – mas em Portugal fez tudo ao contrário do que os ciclos económicos fariam prever.
Começa assim. « 1998. Final da Expo. 15 anos. » Saiu do país quando a economia estava nos seus melhores anos. Com uma tia e dois primos espanhóis, o pai disse-lhe: « Vais aprender espanhol e depois voltas para a faculdade. » Foi para Valência. « Fui estudar e nunca mais voltei. Até 2011. » Passou os anos da troika em Portugal, inteiros, até 2014, depois de ter vivido em Espanha, em Inglaterra e na Etiópia.
Depois de ter erguido a tal escola com uma amiga com quem formou uma organização não governamental, quis estudar enfermagem. « É melhor cá. Saímos mais bem preparados do que em qualquer outro lugar na Europa. » Foi trabalhadora-estudante e viveu, já perto dos 30, em casa da mãe. « Vim deixar de comer em restaurantes tanto como antigamente. Levantava 20 euros e esses 20 euros tinham de dar para o fim de semana todo. E davam! »
E veio fazer estágios em hospitais onde « saía de manhã de casa e sabia que tinha de levar jantar porque chegava a casa à meia-noite ». « Os colegas choravam porque já não viam a família. E, sim, foi na época da troika, em que toda a parte da saúde se começou a deteriorar. »
Foi nesses anos que, apesar de tudo, Cássia descobriu que adorava Portugal e que tinha de se ir embora. « A troika bateu-me aqui. Chorei muito, foi muito dramático, mas tive mesmo de me ir embora. Aí senti-me muito uma emigrante portuguesa, como aqueles que tiveram de ir para França. Eu levava azeite e farinheira. »
Voltava a Inglaterra, recrutada diretamente em Lisboa para trabalhar na unidade de cuidados intensivos do hospital de Cambridge. »Saí de Lisboa com 11 enfermeiras. » A falta de sol, as saudades e o Brexit deram, no entanto, o empurrão para o regresso após quatro anos. E Cássia veio com um projeto: lançar com um colega uma startup ligada ao turismo de saúde, uma ideia nascida quando os amigos lhe enviaram o link do programa Emprender 2020, da Fundação da Associação Empresarial Portuguesa, para fazer regressar emigrantes.
Não resultou, por enquanto. « Vão ajudar? Vão. Mas tens de pôr 20 mil euros. Pões o teu dinheiro e começas o teu negócio. Podes receber algum retorno. Mas isso não é uma ajuda ao emigrante. Ajudar é apresentares o teu projeto e, se for bom, dão-te X para poderes começar », entende.
« Há menos por onde escalar »
Joana Santos foi para Londres apenas com uma reserva de Airbnb e em apenas oito meses conseguiu contrato permanente e subir dois patamares de carreira com um salário que lhe sobrevivia no final do mês. Foi menos tempo do que leva Vicente, quase a nascer, a desenvolver-se totalmente na sua barriga, agora em Portugal, onde tudo leva um pouco mais de tempo.
Saiu em junho de 2015, um ano depois de terminar a licenciatura em Jornalismo e de um estágio não remunerado de três meses numa produtora audiovisual. « O estágio terminou e tive um prolongamento de um mês. Mas disseram-me logo que não havia a possibilidade de passar a contrato. Iria trabalhar a recibos verdes. Não estava disposta a outro estágio de três meses ou a trabalhar 12 horas ou mais – que era o que acontecia – a recibos verdes », conta.
Em Londres, alojou-se por um mês num Airbnb, pediu o número da Segurança Social britânica e começou à procura de trabalho. « Demorou mais ou menos três semanas. » Após três entrevistas, escolheu ficar numa loja de materiais de construção, na caixa. Rapidamente, passou para helpdesk e para a gestão da carteira dos clientes. Tudo, « em oito meses ». « Uma coisa muito comum na vida profissional em Inglaterra é que sentimos que é muito fácil crescer, mesmo que seja num simples trabalho de loja. »
Depois, esteve no Consulado Geral de Portugal em Londres a trabalhar num novo departamento de apoio a portugueses com dúvidas sobre o Brexit. « As condições não eram tão boas. O ordenado era pago pelo Estado português. Mas era um novo desafio. » E tinha « voltado de certa forma a Portugal ». « A informação que nos chegava lá era a de que as coisas em Portugal já não estavam tão más. » Tinha também um namorado, português. Fizeram planos: « Casar e, mais tarde, ter um bebé. » E regressaram.
As coisas estavam mesmo melhores? « Arranjei trabalho passados três meses de cá estar. Comecei a trabalhar na área de marketing. Confirmei aquilo de que suspeitava, que as coisas estavam a ficar mais estáveis. Claro que as condições não eram tão agradáveis como em Londres, mas permitiam-me estar junto da minha família e fazer o que vinha fazer. » Progredir no trabalho no entanto demora mais tempo. « Não é que não nos reconheçam, mas há menos por onde escalar. As empresas são mais pequenas, não há tantos patamares de carreira. »
« Uma espécie de Hollywood da dança do ventre «
Susana Cardoso voltou a Portugal em 2014, último ano da troika, obrigada, e com saudades não tanto do país mas da liberdade após dez anos no Egito, país onde tem parte da família. A revolução no país tinha acontecido três anos antes e obrigado ao repatriamento de muitos portugueses. Susana insistiu um pouco mais. Mas voltou. « A crise foi lá. Ninguém se entendia », recorda.
É gestora de tecnologia de informação numa multinacional e foi-o também no Cairo. Mas sobretudo é conhecida no Egito por dançar. É bailarina de danças orientais e dançou com os maiores no Egito. Fala das bailarinas Raquia Hassan e Dina, do coreógrafo Mahmoud Reda. Estava no sítio certo. « É uma espécie de Hollywood da dança do ventre e é lá que as bailarinas são mesmo profissionais. » « O sonho de qualquer bailarina oriental é ser reconhecida no mundo árabe. Lá é o topo e abre-nos as fronteiras. Foi assim que eu fui para França, para a Alemanha. Somos reconhecidos por sermos profissionais no Egito. »
Se foi no Cairo que mais se realizou como bailarina profissional – tinha inclusivamente uma banda própria que a acompanhava -, ainda assim o regresso começou a acenar-lhe. Havia saudades do país, da família que estava em Portugal, da natureza, « porque lá só se vê areia ». E mesmo com as dificuldades que o país vivia então, oferecia qualidade de vida: « Poder ter a liberdade de sair à rua, de usar uma manga curta e ninguém olhar, de ir à praia – coisa que não existe lá. »
Faz em Portugal o que fazia no Egito, sem grandes diferenças, ainda que tenha posto um pouco a dança de parte. Mas quando lhe falam em apoios ao regresso do emigrante, desconfia. « Não é com benefícios fiscais que vão lá. Os salários lá fora são muito diferentes, mesmo no Egito. O salário mínimo em Portugal é muito baixo. Se não tivesse tido a proposta de trabalho para a empresa onde estou hoje, não regressava. As rendas são muito caras. » E não põe de parte voltar a sair. « Por agora, não. Embora eu mantenha a minha casa no Egito e não a queira vender. Significa que ainda há algo que me diz que qualquer dia… »
« O que é que neste país não é difícil? »
Victor Ferreira só viu ao longe o Portugal de entre 2011 e 2014. Saiu um ano antes. Voltou um ano depois. Deixou a produtora de audiovisual onde trabalhava e partiu para Buenos Aires, Argentina, para estudar Cinema. »Nunca se está totalmente satisfeito. Não estava mal, mas estava a precisar de mudar. Sentia-me estagnado, mas a questão era pessoal, de me desafiar », recorda.
O percurso lá não foi difícil, mesmo sem ser desafogado. Trabalhava e estudava. « Estava a fazer coisas muito mais parecidas com aquilo que eu quereria fazer enquanto estava cá, também por estar a estudar e ter conhecido as pessoas que conseguiram introduzir-me nessa área. » E nos últimos dois anos « já teria uma qualidade de vida se calhar maior do que aqui ». É difícil comparar. Lá, por exemplo, era mais fácil viver apenas com a namorada. Algo que não acontece agora. Em Lisboa, já regressado, Victor tem de partilhar casa com outras pessoas.
No deve e haver, diz que ganhou na Argentina « formação, experiência com as pessoas, viajar ». Admite que podia ter viajado mais, mas os amigos que fez ficaram, e visitam-no. Também lhe dizem para voltar. Ganhou assim também « um calor bom ». Mas precisava de « voltar para pensar no que queria fazer ». Ainda « demora voltar a encaixar em casa ».
Mas criou com amigos uma produtora. « Tentamos focar-nos mais em cinema. Acabámos de estrear um documentário no Indie Lisboa, mas fazemos de tudo, desde imagem institucional a trabalho publicitário. » Também estreiam neste ano uma série de animação num dos canais da RTP. É difícil? « É. O que é que neste país não é difícil? », devolve. E o mais difícil de tudo na área em que trabalha é « conseguir assegurar um fluxo de trabalho que assegure o dinheiro que permita ter qualidade de vida. Requer mesmo muitas horas de trabalho ». Além disso, há que trabalhar num « país hipercentralizado onde as coisas se passam em Lisboa e pouco mais ». E Lisboa é cara. Neste momento, a produtora de Victor está no Centro de Inovação da Mouraria. « Permite ter um espaço e com boas condições, a um preço fixe. »
É o sítio onde Victor está, por agora, a meio caminho ainda de Buenos Aires ou de qualquer outro lugar. « Fica sempre o bichinho de ir para um sítio novo onde ninguém te vai conhecer, onde tu não conheces ninguém, de ser tudo novo – incrível ou não. »
Para que estas histórias não se repitam e Portugal não perca uma nova geração de jovens, os mais qualificados de sempre, o governo lançou, no ano passado, o programa Regressar.
Inclui incentivos fiscais para quem retorne em 2019 e 2020 e medidas ainda em preparação para baixar os custos da deslocação de volta a Portugal. Victor e muitos outros chegaram cedo de mais para beneficiar das medidas.
Ainda não há um balanço do programa. Mas se não for bom para Victor, será pelo menos bom para Portugal. « Num país que está tão envelhecido, que precisa tanto de pessoas que queiram mudar as coisas e empreender – todas essas coisas que se dizem agora -, só faz sentido existirem incentivos » para que os emigrantes regressem depois dos anos negros da troika.
Le Portugal, nouvel élève européen modèle des énergies vertes. Le pays mise sur les innovations, comme le solaire et l’éolien flottants, pour réduire sa dépendance aux importations de combustibles fossiles.
Le Portugal, nouvel élève européen modèle des énergies vertes
Jusqu’au 26 mai, le Fil vert, le rendez-vous environnement de Libération, se teinte de bleu à l’occasion des élections européennes.
De toute l’Union européenne, c’est le Portugal qui a le plus réduit ses émissions de CO2 en 2018, avec une baisse de 9%, contre 2,5% en moyenne. Cette réduction est largement imputable à l’essor des énergies vertes dans le pays. Selon Eurostat, 54% de l’électricité produite au Portugal en 2016 provenait de sources renouvelables, ce qui en fait le troisième meilleur élève européen en la matière, derrière l’Autriche et la Suède. Pendant six jours en mars 2018, le pays a même couvert l’ensemble de ses besoins énergétiques grâce aux renouvelables. Leur développement devrait aussi permettre à terme au Portugal de s’affranchir de sa dépendance aux importations d’énergies fossiles. Seul revers à ces belles performances : le prix de l’électricité, pour les ménages comme pour l’industrie, y est un des plus élevés de l’Union.
Le Portugal s’est également lancé dans le développement de technologies innovantes. A Alto Rabagão, dans le nord, le groupe Energias de Portugal (EDP) teste une centrale solaire flottante. Ce sont 840 panneaux photovoltaïques qui ont été installés sur une plateforme qui dérive sur le lac artificiel formé par un des nombreux barrages hydrauliques du pays. La méthode est encore expérimentale mais elle cumule les qualités : l’eau refroidit les panneaux qui sont ainsi plus efficaces, et les faire flotter évite d’accaparer des terres pour la production électrique. Elle pourrait permettre de développer le solaire, qui ne représente pour l’instant que 2% du mix énergétique.
«La plus grande centrale éolienne flottante»
Aux larges des côtes de Viana do Castelo, à la frontière avec l’Espagne, un autre projet flottant, éolien celui-là, devrait entrer en fonction en 2019, après plus de cinq ans d’expérimentations concluantes. «Les éoliennes flottantes ont résisté à des conditions climatiques extrêmes, y compris à des vagues de plus de 15 mètres, raconte Luis Santos, porte-parole de l’Apren, l’association portugaise des énergies renouvelables. Ces tests ont permis de développer le projet Windfloat Atlantic de 25 MW, qui va constituer la plus grande centrale éolienne flottante existante.» Choisir de développer l’offshore flottant permet surtout au Portugal de résoudre le problème posé jusque-là par la grande profondeur de son plateau continental, qui empêche l’installation d’éoliennes offshore classiques.
Ces innovations sont largement financées par l’Europe : sur les 125 millions d’euros nécessaires au projet Windfloat, 60 ont été amenés par la Banque européenne d’investissement et 30 par le programme communautaire NER 300, destiné à soutenir les technologies renouvelables innovantes. Mais, déplore Luis Santos, «les subventions accordées aux énergies fossiles dépassent largement celles reçues par les renouvelables. Selon un rapport du Parlement européen, en 2015 les subventions touchées par le Portugal pour les combustibles fossiles tournaient autour de deux milliards d’euros, ce qui est bien supérieur au surcoût des énergies renouvelables, estimé à 1,1 milliard d’euros». La refonte du marché européen de l’électricité, votée par le Parlement en mars, devrait peu à peu changer les choses, notamment en supprimant les subventions au charbon, pour arriver à l’objectif de 32% d’énergie verte à l’échelle de l’UE d’ici 2030.
Ieoh Ming Pei, arquiteto americano de origem chinesa, tinha completado 102 anos no passado dia 26 de abril. Deixa uma vasta obra de edifícios icónicos em vários países do mundo.
Nascido em Guangzhou, na China, Ieoh Ming Pei chegou aos Estados Unidos em 1935, com 18 anos, para estudar arquitetura. Instalou-se em Nova Iorque e foi nesta cidade que viveu toda a vida e morreu esta quinta-feira. Tinha completado 102 anos no passado dia 26 de abril.
Deixa em vários países do mundo várias construções icónicas, a mais conhecida das quais a famosa pirâmide de vidro do museu do Louvre, em Paris. Inspirada em modelos egípcios, este projeto causou polémica na altura, mas acabou por marcar uma época.
Mas há outras obras espetaculares a testemunhar a sua arte, entre os quais o Centro de Ciência de Macau, o Museu de Arte Islâmica no Qatar, o Museu Histórico Alemão, em Berlim ou a Biblioteca e Museu Presidencial John F. Kennedy, em Boston, nos Estados Unidos.
Em 1983 foi distinguido com o Prémio Pritzker, o mais conceituado do mundo para estes profissionais. O júri observou que « através de sua habilidade » Pei « elevou o uso de materiais para uma arte » e que « deu a este século alguns de mais belos espaços interiores e formas exteriores ».
Ieoh Ming Pei, que se manteve em atividade já com 90 anos, em sociedade com os seus filhos, vivia num condomínio próprio em Nova Iorque. Uma das suas peculiaridades era o lobby minimalista com sua cascata particular a parecer um oásis tranquilo no centro da vibrante Manhattan.
O Belenenses despediu-se hoje da I Liga de futebol 2018/19 com uma vitória, ao bater em casa o Nacional, por 3-0, na 34ª e última jornada e após nove rondas consecutivas sem ganhar.
Depois de quatro derrotas seguidas, incluindo goleadas com o Sporting (8-1) e com o Vitória de Guimarães (5-1) nos últimos jogos, Kikas, aos 15 minutos, Cleylton, aos 47, e André Santos, aos 79, fizeram os golos do triunfo dos ‘azuis’ no Estádio Nacional, em Oeiras.
O Belenenses subiu provisoriamente ao sétimo lugar, com 43 pontos, e fica a aguardar os resultados de Santa Clara (42), Rio Ave (42) e Boavista (41), que jogam no sábado.
O Nacional, cuja despromoção à II Liga já estava decidida, encerra o campeonato com 10 jornadas sem vencer e despede-se no principal escalão no 17.º lugar, com 28 pontos.
Resultados da 34ª e última jornada da I Liga de futebol:
Contagem decrescente para o derbi do Val-de-Marne, que é também, derbi da comunidade portuguesa de Paris, entre o Créteil-Lusitanos e o Lusitanos de St Maur.
O Jogo entre os dois primeiros classificados do ‘National 2’, grupo D, vai acontecer no próximo sábado às 18h no estádio Dominique Duvauchelle.
A Rádio Alfa ouviu um jogador de cada clube, para lançar da melhor maneira o embate.
O árbitro Fábio Veríssimo, da Associação de Futebol de Leiria, dirige o clássico entre FC Porto e Sporting, e Jorge Sousa, do Porto, estará no Benfica-Santa Clara, ambos no sábado, na 34ª e última jornada da I Liga.
As nomeações foram hoje divulgadas pelo Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) para uma ronda em que o título nacional se vai decidir nos estádios da Luz e do Dragão, em jogos com início marcado para as 18:30, com o Benfica em situação de vantagem, uma vez que tem mais dois pontos relativamente ao FC Porto.
No Estádio do Dragão, Fábio Veríssimo terá Luís Ferreira no videoárbitro (VAR), enquanto na Luz Jorge Sousa contará com António Nobre naquelas funções.
Para Fábio Veríssimo será apenas o segundo clássico da carreira como árbitro principal, depois de, já esta época, ter dirigido no Estádio da Luz o jogo entre o Benfica e o FC Porto, da sétima jornada, em 07 de outubro de 2018, que as ‘águias’ venceram por 1-0.
Já em janeiro este ano, o árbitro leiriense esteve envolvido em polémica, na meia-final da Taça da Liga, novamente entre Benfica e FC Porto, em Braga, mas nas funções de VAR, ao não intervir num lance aparentemente legal, que daria o empate 2-2 aos ‘encarnados’.
O Benfica foi eliminado, ao perder por 3-1, e Fábio Veríssimo ficou de fora das nomeações para árbitro nos jogos da I Liga durante quase um mês, depois de ter pedido dispensa.
Para Jorge Sousa, habituado a jogos ‘grandes’, o campeonato fecha no Estádio da Luz, com o árbitro da Associação de Futebol do Porto a dirigir uma partida das ‘águias’ pela segunda vez esta época, depois de ter estado no triunfo dos lisboetas no Dragão, por 2-1.
No domingo, em outro jogo de decisões, o Tondela-Desportivo de Chaves, que definirá qual a equipa que se vai juntar a Feirense e Nacional na descida à II Liga, o CA designou o árbitro João Pinheiro, da associação de Braga, com o apoio de Tiago Martins no VAR.
A equipa de Tondela tem os mesmos pontos do Desportivo de Chaves (32), mas está obrigada a vencer, por ter desvantagem no confronto direto, depois de na primeira volta ter perdido em Chaves por 2-1.
O quinto lugar define-se igualmente num único jogo, com Moreirense e Vitória de Guimarães a encerrarem a I Liga no domingo, com arbitragem de Carlos Xistra e Bruno Esteves como videoárbitro.
Neste domingo, 19 de maio, a partir das 12 horas, no programa « Passagem de Nível »: Entrevista com o embaixador de Portugal junto da UNESCO (Paris), António da Nóvoa, sobre iniciativa « Celebração da Língua Portuguesa » (dia 22, que inclui espetáculo musical e mesa-redonda).
A foto do embaixador e o cartaz do evento:
Passagem de Nível, aos domingos, na Rádio Alfa, entre as 12h e as 13h30 – um programa de Artur Silva
Outros destaques do programa:
-13ª edição de “Parfums de Lisbonne”, de 23 de Maio a 18 de Julho 2019
Convidada: Graça dos Santos, da Companhia de Teatro Cá e Lá, organizadora do evento
-Dia 25 de Maio, a ADEPBA entrega diplomas do concurso escolar: Portugal e a I Grande
Guerra
Convidado: António Oliveira, secretário-geral da ADEPBA
-Livro: Chanson Lointaine, de Cristina Branco, Lanore éditions
-MigraCult, uma nova associação para valorizar o enriquecimento cultural e social
produzido pelas migrações
Convidados: Luísa Semedo e Philipe Caldas, fundadores de MigraCult
Portugal e Suécia assinam novo acordo. É o início do fim do eldorado fiscal para os reformados suecos
EPA
Dois anos depois de ter ouvido um “raspanete” da sua homóloga sueca por causa do regime de residentes não habituais, Mário Centeno assina esta quinta-feira em Bruxelas um acordo que altera as regras de tributação dos reformados suecos em Portugal. É o segundo país a requerer esta alteração, depois da Finlândia
Alfa/Expresso; Por Elisabete Miranda
Os reformados suecos que estão em Portugal ao abrigo do regime de residentes não habituais (RRNH) vão perder a dupla isenção de IRS a que tinham direito e que transformou Portugal num autêntico “eldorado fiscal” para os nórdicos.
Esta quinta-feira, em Bruxelas, Mário Centeno e a sua homóloga sueca assinam uma alteração à convenção que elimina a dupla tributação (CDT) entre os dois países, conferindo à Suécia o direito de tributar as pensões no seu território.
A mudança na CDT é cirúrgica e segue a mesma regra da convenção com a Finlândia (que está há dois anos à espera de ratificação). Isto é, confere ao Estado sueco o direito de taxar todas as pensões que paga, com um período transitório de três anos. Se Portugal tributar cá as pensões de origem sueca, nos três anos seguintes à entrada em vigor da nova CDT, nada se passará; se, pelo contrário, se mantiver a isenção, os suecos podem avançar de imediato com a taxação no seu território.
GOVERNO A MARCAR PASSO COM OS FINLANDESES
A alteração da CDT foi pedida pelos suecos surge dois anos depois de a ministra das finanças ter expressado, durante uma reunião do Ecofin, o seu desagrado com as regras portuguesas que estavam a causar mal-estar na opinião pública sueca. Mas esta assinatura é apenas o início formal do processo, sendo ainda incerto quando serão asalterações ratificadas e produzirão efeitos.
Magdalena Andersson, ministra das Finanças da Suécia
GETTY
No limite, se governo português marcar passo, os suecos poderão ser forçados a seguir as pegadas dos finlandeses e rasgar os acordos fiscais com Portugal.
Recorde-se que Portugal também renegociou estas mesmas regras com a Finlândia mas acabou por engavetar o acordo, forçando os finlandeses à decisão inédita de revogar a convenção fiscal que remonta a 1971.
28 BENEFÍCIOS FISCAIS POR DIA
Segundo estatísticas avançadas pelo Expresso, até ao final de 2017 o Estado português tinha concedido benefícios fiscais no IRS a 23.767 cidadãos de praticamente todo o mundo ao abrigo do regime de residentes não-habituais (só em 2017 foram a uma média de 28 ao dia).
A França é o país de origem de 27% dos contribuintes que por cá estão, seguida de longe pela Grã-Bretanha, Itália e Suécia, de onde são originários cerca de 2.000 RNH.
Uma parte destes RNH sã trabalhadores, que durante 10 anos aproveitam de uma taxa reduzida deIRS de 20%. Outra parte, mais substancial, são reformados que nem pagam IRS cá nem no país de origem devido a um “buraco” que existe nas convenções fiscais assinadas no passado entre Portugal e vários países.
A escultura Rabbit foi vendida por 91 milhões de dólares (81 milhões de euros) num leilão da Christie’s em Nova Iorque, estabelecendo um novo máximo.
AFP PHOTO/Ben Stansall
A escultura Rabbit, do artista americano Jeff Koons, foi vendida por 91 milhões de dólares (81 milhões de euros) num leilão da Christie’s em Nova Iorque, esta quarta-feira, estabelecendo um novo recorde no valor pago por uma peça de um artista vivo.
A peça do americano, criada em 1986, é considerada um dos ícones da arte do século XX e supera o preço histórico alcançado há apenas seis meses pela pintura do britânico David Hockney – Retrato de um Artista (Piscina com Duas Figuras) –, vendida por 90 milhões de dólares em Novembro.
Há apenas quatro esculturas de Rabbit, feitas em aço inoxidável, mas esta é a única que ainda permanece em mãos privadas, uma vez que as restantes pertencem a museus de Los Angeles, e de Chicago, nos Estados Unidos, e do Qatar.
Jeff Koons é conhecido do grande público, essencialmente, pelas esculturas grandiosas, inspiradas em objectos da cultura de massas, feitas em materiais inusitados. Entre os trabalhos que muita gente conhece encontramos Puppy, o cão de flores que está à entrada do Guggenheim de Bilbau, ou a série Made In Heaven, as fotos em que posa ao lado da ex-mulher, a actriz porno Cicciolina.
Para ele, a experiência individual de uma exposição é essencial. A arte está no observador, não no objecto, costuma dizer. O observador deve ter confiança nas suas próprias experiências e na sua visão particular da arte. Para adquirir essa confiança (que ele define como auto-aceitação) utiliza arquétipos, imagens populares, com as quais todos se podem relacionar.
Como quase todos os nomes mais conhecidos da arte contemporânea, provoca paixões desencontradas, explorando desde o início dos anos 1980 séries temáticas centradas no consumismo, na banalidade, na sexualidade e no prazer. Há quem considere a sua arte cínica e manipuladora e quem defenda que é um dos exemplos mais conseguidos de alguém que consegue que a arte aconteça dentro do espectador.
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