«QUERO TERMINAR ESTA ÉPOCA COM UM TÍTULO PELA SELEÇÃO» Bernardo Silva

Bernardo Silva foi o porta-voz da Seleção na antevisão da meia-final da Liga das Nações com a Suíça. O jogador do Manchester City reforçou a ambição portuguesa, apesar de reconhecer qualidades ao adversário.

 

 

Bernardo Silva chega à Seleção como um dos destaques do Manchester City que conquistou todas as provas internas.

«Claro que a temporada no Manchester City me dá confiança e inspiração para dar o meu melhor e terminar a época da melhor maneira com um título da Seleção. Além disso, quando se chega a este nível, independentemente de fazer uma época muito positiva, tem-se sempre fome de títulos», assumiu.

Por último, o internacional português projetou uma eventual final contra a Inglaterra, país onde joga atualmente.

«Primeiro temos de estar focados na meia-final com a Suíça, que vai ser muito complicado. Mas se passarmos, obviamente que vai ser uma final especial jogar contra colegas de equipas e jogadores que conheço muito bem do campeonato», concluiu.

 

Alfa/abola/Sic Noticias.

 

Avião de companhia da Air France aterra de emergência no Porto

Um avião da companhia Joon, da Air France, aterrou hoje de emergência no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, devido a « questões técnicas », disse à Lusa fonte da ANA- Aeroportos de Portugal.

Segundo a ANA, o avião, que saiu do Porto e tinha como destino Paris, « aterrou em segurança » no Aeroporto Francisco Sá Carneiro.

« O avião já aterrou e está tudo bem », garantiu.

A empresa responsável pelos aeroportos de Portugal adiantou que a aterragem de emergência se deveu a « questões técnicas ».

Alfa/Lusa.

Programa regressar. Apoio financeiro a emigrantes que regressem avança este mês

Programa Regressar é « uma questão de justiça » para com os emigrantes – Governo

Programa Regressar é uma questão de justiça para com os emigrantes - Governo

Alfa/Lusa
O secretário de Estado do Emprego afirmou nesta segunda-feira que o Programa Regressar, além de ser uma “prioridade” estratégica e política que visa o regresso das comunidades portuguesas ao país, é também um programa “de justiça para com os compatriotas”.

« Quando falamos de uma aposta estratégica no regresso de pessoas ao país, a primeira mensagem que há a dizer é que as condições mudaram muitíssimo. Nós não estamos a apelar apenas a um sentimento nacional, a uma vontade de pertença, estamos a dizer às pessoas que há condições tendo em conta as oportunidades que o país gera », disse Miguel Cabrita.

O responsável afirmou que o Programa Regressar é « uma questão de justiça », na medida em que acredita que vai « tentar repor e fazer justiça aos compatriotas que emigraram e se estabeleceram noutros países e às famílias que, entretanto, lá constituíram ».

Miguel Cabrita, que falava durante V Encontro de Gabinetes de Apoio ao Emigrante (GAE), em Santa Maria da Feira, adiantou que o Programa Regressar se faz acompanhar de « uma mensagem-chave » sobre o país.

« O Portugal de hoje, o Portugal de 2019, é um Portugal que mudou muito rapidamente, muito mais do que qualquer previsão económica nacional ou internacional podia antever », frisou o secretário de Estado do Emprego, adiantando que neste momento o « problema » do país não se reflete no desemprego, mas sim « nas dificuldades de recrutamento por parte das empresas ».

« O volume de perdas não está ainda compensado, basta olhar para os números do mercado de trabalho. Nós em três anos conseguimos criar cerca de 350 mil empregos, mas temos ainda hoje menos 200 mil pessoas em termos de população ativa e empregada do que tínhamos há 10 anos », apontou.

Para o responsável esta é « a altura certa » para lançar o Programa Regressar, uma vez que Portugal está « num ciclo de crescimento e confiança » que permite dar às pessoas « um horizonte de oportunidades ».

O ‘Programa Regressar’, aprovado a 14 de março de 2019 numa resolução do Conselho de Ministros, visa incentivar o regresso de pessoas que tenham deixado Portugal até dezembro de 2015 com o objetivo que se tornem residentes neste ano ou no próximo.

Segundo Miguel Cabrita, o programa, que prevê começar a « operar ainda este mês », vai permitir, através de uma « estrutura » instalada no ‘site’ do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), divulgar as ofertas de emprego disponíveis em Portugal junto das comunidades que residem no estrangeiro.

« Esta pequena estrutura que vai funcionar junto do IEFP vai garantir oportunidade concretas de emprego que existem e a procura, ou seja, do lado dos emigrantes a vontade de regressar », referiu, adiantando que, neste momento, qualquer cidadão português com cartão de cidadão e residente no estrangeiro pode « inscrever-se » no IEFP e ter « a sua área pessoal ».

Além dos instrumentos de apoio à procura de emprego, o Programa Regressar vai também providenciar outros « apoios », não só aos emigrantes, mas também a lusodescendentes e familiares, como apoios de viagem, transporte, deslocação de bens e apoio financeiro no caso de regressarem a Portugal mais familiares.

« Nestes apoios complementares, algo que também sabemos que não apenas é difícil, mas como muitas vezes é oneroso financeiramente, é o reconhecimento das qualificações profissionais. O apoio financeiro a esse reconhecimento é também um dos apoios que está previsto neste apoio ao emprego », avançou.

Pepe aponta Portugal como “candidato mas não favorito” na Liga das Nações

O defesa central Pepe considerou hoje que a seleção portuguesa de futebol é « candidata, mas não favorita » à conquista da Liga dos Nações de futebol, que se disputa em Portugal, entre quarta e domingo.

 

 

Na antevisão à prova, antes do primeiro treino que a equipa lusa efetuou na cidade do Porto, onde vai defrontar a Suíça, nas meias-finais, na quarta-feira, o experiente jogador vincou a ambição nacional nesta prova.

« Somos candidatos, pois temos a ambição de querer sempre mais, mas favoritismo não vejo dessa forma. São quatro equipas de muita qualidade que estão nesta competição e temos de respeitar os adversários, mas vamos fazer tudo para ganhar. É importante para nós, para o país, e para os adeptos », disse Pepe.

Questionado sobre o incidente dos insultos ao jogador do Benfica João Félix, na chegada, este domingo, da comitiva lusa ao norte do país, Pepe desvalorizou o assunto, e garantiu que o ambiente no grupo « é espetacular ».

« Quando [há alguns anos] cheguei à seleção notava-se um pouco o que era o Norte e o Sul. Mas agora no nosso grupo de trabalho não há isso. Independente dos clubes que representamos, estamos a defender o país. O ambiente está espetacular », vincou o defesa do FC Porto.

Nessa perspetiva, Pepe disse acreditar que « todos os adeptos vão apoiar a seleção » na quarta-feira, no Estádio do Dragão, no Porto.

« Esse apoio, que sentimos de Norte a Sul, é muito importante para nós os jogadores. Sentimos que somos bem recebidos em todo o lado. E mesmo quando não conseguimos vencer, porque acontece, as pessoas apoiam-nos, o que agradecemos muito », afirmou.

A nível desportivo, e sobre as escolhas do selecionador Fernando Santos para o eixo da defesa, Pepe considerou que o grupo de trabalho tem várias alternativas de qualidade para a posição.

« Quem decide é o ‘mister’ e quem for escolhido tenho a certeza que vai corresponder para que possamos sair vitoriosos neste jogo », antecipou.

Sobre o facto de não ter havido jogos de preparação para esta competição, Pepe lembrou que « houve pouco tempo » para os jogadores passarem dos compromissos dos clubes para os trabalhos da seleção.

« Eu, por exemplo, estive na final da Taça de Portugal, Foram poucos dias para descansar, tive de mudar o ‘chip’ de uma competição e outra. Mas, neste momento, estamos a defender o nosso país, e não temos de nos desculpar por isso. Temos qualidade suficiente para na quarta feira desempenhar o nosso futebol », assumiu o defesa dos ‘dragões’.

Voltando às expectativas para esta competição, Pepe referiu que « os portugueses estão habituados uma seleção trabalhadora, humilde dentro de campo e que respeita os adversários », mas também prometeu uma equipa ambiciosa.

« Temos uma grande ambição de voltar a dar uma alegria ao nosso povo. Não sentimos mais responsabilidade do que em outras competições, e estamos orgulhosos de vestir esta camisola. Vamos procurar fazer o nosso trabalho para sairmos todos contentes », vincou o experiente defesa central.

Portugal estreia-se na ‘final four’ frente à Suíça, na quarta-feira, às 20:45, sob arbitragem do alemão Felix Brych.

Na outras meia-final da prova, Inglaterra e Holanda defrontam-se quinta-feira, em Guimarães.

Alfa/Lusa.

Marcelo “curva-se perante o génio” de Agustina: “É ao Portugal eterno que ela pertence”

Marcelo “curva-se perante o génio” de Agustina: “É ao Portugal eterno que ela pertence”

Foto: RUI OCHOA/PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

Escritora morreu esta segunda-feira. Tinha 96 anos

São 118 palavras ou 710 caracteres com espaços distribuídos por sete parágrafos: o Presidente da República deixou esta segunda-feira uma nota de pesar pela morte da escritora Agustina Bessa-Luís. Numa mensagem emotiva, o Presidente diz que se curva “perante o génio” da escritora e elogia o carácter “antes quebrar do que torcer” e o “rigor inexcedível” da escrita de Agustina.

MENSAGEM NA ÍNTEGRA DE MARCELO

« Presidente da República lamenta a morte de Agustina Bessa-Luís

Há personalidades que nenhumas palavras podem descrever no que foram e no que significaram para todos nós.

Agustina Bessa-Luís é uma dessas personalidades.

Como criadora, como cidadã, como retrato da força telúrica de um povo e da profunda ligação entre as nossas raízes e os tempos presentes e vindouros.

De ‘antes quebrar do que torcer’ testemunhou, com o rigor inexcedível da sua escrita, nunca corrigida, o fim de um Portugal e o nascimento de outro. Um e outro feitos do Portugal eterno.

E é a esse Portugal eterno que ela pertence.

O Presidente da República curva-se perante o seu génio e expressa aos seus familiares as mais sentidas condolências. »

Morreu a escritora Agustina Bessa-Luís

Agustina Bessa-Luís morreu, esta segunda-feira, no Porto, confirmou à TSF Isabel Rio Novo, a biógrafa não-autorizada da escritora.

Image by © Sophie Bassouls/Sygma/Corbis

A escritora, de 96 anos, encontrava-se em sua casa, no Porto, e terá sido vítima de doença prolongada.

Agustina Bessa-Luís, cujo verdadeiro nome era Maria Agustina Ferreira Teixeira Bessa, nascera a 15 de outubro de 1922, em Amarante.

Mais precisamente, nasceu em Vila Meã, em Amarante, filha de Artur Teixeira Bessa, que era natural de Vila-Meã e partiu para o Brasil aos 12 anos de idade, e de Laura Jurado Ferreira. A sua infância e adolescência passou-a em diversos sítios, em Gaia, Póvoa de Varzim, Águas Santas, em Bagunte, Vila do Conde e em Godim, no Douro.

Publicou o primeiro romance em 1948, intitulado “Mundo Fechado”, tendo desde então produzido mais de meia centena de obras. É com o romance “Sibila” (publicado em 1953 e distinguido com o Delfim Guimarães e Prémio Eça de Queiroz”) que é reconhecida “como uma das vozes mais importantes na ficção portuguesa contemporânea”, assim se lê na biografia da autora disponível no site do Círculo Literário Agustina Bessa-Luís, criado pela família da escritora em 2012, ano em que a autora completou os 90 anos de idade.

Muitas das suas obras foram adaptadas ao cinema pelo realizador português Manoel de Oliveira, incluindo “Fanny Owen” (“Francisca”), “Vale Abraão” e “As Terras do Risco” (“O Convento”) — os diálogos da longa-metragem “Party” também foram escritos pela autora. Também o realizador João Botelho adaptou um dos seus romances, “A Corte do Norte”.

Agustina Bessa-Luís assinou, além disso, várias peças de teatro e guiões para televisão tendo o seu romance “As Fúrias” sido encenado por Filipe La Féria, em 1995. Em 2006, colaborou no programa “Ela por Ela”, realizado por Fernando Lopes. Antes disso, porém, foi diretora do diário “O Primeiro de Janeiro” (1986-1987) e do Teatro Nacional de D. Maria II, cargo que ocupou desde 1990 até 1993, tendo ainda integrado a Alta Autoridade para a Comunicação Social.

Foram vários os prémios com que foi galardoada ao longo da sua vida. Em 1980, foi distinguida com a Ordem de Sant’Iago da Espada, em 1988 foi-lhe entregue a Medalha de Honra da Cidade do Porto e em 1989 o governo francês atribuiu-lhe o grau de “Officier de l’Ordre des Arts et des Lettres”.

Também venceu duas vezes o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (APE), a primeira em 1983, com o romance “Os Meninos de Ouro”, e a segunda em 2002, com a obra “O Princípio da Incerteza – Jóia de Família”, também adaptada ao cinema por Manoel de Oliveira com o título “O Princípio da Incerteza”.

Agustina Bessa-Luís foi ainda distinguida em 2004 com o prémio Vergílio Ferreira e, no mesmo ano, com o Prémio Camões. O júri que lhe atribuiu este prémio, formado por Eduardo Prado Coelho, Vasco Graça Moura, Heloísa Buarque da Holanda, Zuenir Ventura e Lourenço Rosário, considerou que a sua obra “traduz a criação de um universo romanesco de riqueza incomparável, contribuindo para o enriquecimento do património literário e cultural da língua comum”.

Alfa – com TSF e Expresso

Português de 25 anos desaparecido há uma semana em França

Jovem de 25 anos, chama-se Carlos Vidal, tem ligações à Guarda e à região do Porto e estava em Paris desde novembro. Trabalhava na construção civil.

A notícia é dada pelo jornal Correio da Manhã e é assinada por João Carlos Rodrigues
Carlos Vidal pode ser facilmente reconhecido pela tatuagem no braço

O diário escreve:

« De acordo com uma amiga, o jovem apanhou um comboio na Gare de Vert Galant na segunda feira, dia 27 de maio, em direção à Gare du Nord, onde iria apanhar outro comboio em direção à casa da família de acolhimento, no Departamento77 (a cerca de uma hora de Paris).

No entanto nunca chegou ao destino. O caso foi paricipado à Políca francesa no dia seguinte. As autoridades confirmaram que o jovem saiu do comboio na Gare du Nord, mas não conseguiram perceber que destino tomou a seguir.O jovem, com ligações à Guarda e à região do Porto, estava em Paris desde novembro. Trabalhava na construção civil.

Os amigos com quem esteve antes de desaparecer garantem que Carlos Vidal estava « absolutamente normal em termos emocionais, tinha namorada e ia começar um novo trabalho esta semana ». Os mesmos amigos apelam a qualquer informação que possa ajudar a descobrir o paradeiro do jovem ».

Reyes seguia a 237 km/hora quando se despistou

O futebolista espanhol José António Reyes, antigo jogador do Benfica, seguia a 237 quilómetros/hora quando se despistou – indica um jornal espanhol. O carro galgou a auto-estrada, embateu com violência contra uns blocos de cimento que se encontravam próximos, capotou e incendiou-se.

,Real Madrid CF

O futebolista José Antonio Reyes, que morreu no  sábado num acidente de viação, seguia a 237 quilómetros por hora no Mercedes Brabus S550 que conduzia, antes de perder o controlo do veículo, devido a uma furo num dos pneus, escreve o jornal espanhol Mundo Deportivo, que cita um relatório da Guardia Civil.

De acordo com as autoridades, um dos pneus do veículo não teria a pressão adequada e rebentou, o que, aliado à velocidade a que seguia, fez com que o jogador perdesse o controlo do automóvel.

O acidente aconteceu pelas 11h40 (10h40 em Lisboa) deste sábado, numa auto-estrada entre Sevilha e Utrera. Reyes tinha 35 anos.

Portugal. Depois de dias de grande calor, temperaturas descem

Temperaturas descem a partir desta segunda-feira, em Portugal. Termómetros chegaram aos 38 graus durante o fim de semana, mas as temperaturas máximas vão começar a descer

HORACIO VILLALOBOS/GETTY

Alfa/Expresso

Depois de um fim de semana muito quente em praticamente todo o país, com as temperaturas a variar entre os 30 e os 35º centígrados em grande parte do território e o Governo a decretar situação de alerta para risco de incêndio até segunda-feira, as temperaturas vão começar a descer já a partir de amanhã e de forma significativa ao longo dos próximos dias.

De acordo com as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), as temperaturas máximas vão cair entre três a seis graus e na quarta-feira não deverão ultrapassar os 20 a 25 graus, com exceção da costa sul do Algarve.

Para segunda-feira está mesmo prevista a possibilidade do regresso da chuva, ainda que fraca, nas regiões do Minho e Douro Litoral. O vento e os aguaceiros deverão manter-se, pelo menos, até quarta-feira, no norte e centro do país.

Se em Lisboa, os termómetros chegaram aos 37 graus, na segunda-feira o IPMA prevê que desçam até aos 28 de máxima, ficando pelos 23 graus na terça-feira. No Porto, também rondarão os 20 graus de máxima e mínimas de 15.

No sábado, as temperaturas mais elevadas registadas pelas estações do IPMA aconteceram em Alvega, concelho de Abrantes, com uma máxima de 38,6º, e em Coruche (37,7º). Évora e Beja foram os distritos mais quentes, com temperaturas acima dos 37º.

As temperaturas altas deveram-se a uma “corrente de leste na circulação conjunta de um anticiclone que se encontra no Golfo da Biscaia e de uma depressão centrada no note de África”, explicou o IPMA.

Jihadistas franceses condenados à morte no Iraque. França intervém a « alto nível »

França intervém a « alto nível » em relação a franceses condenados à morte no Iraque

França intervém a alto nível em relação a franceses condenados à morte no Iraque

A porta-voz do governo francês, Sibeth Ndiaye, reafirmou neste domingo que a França, contrária à pena capital, intervém “ao mais alto nível”, após a condenação à morte no Iraque de um nono francês por pertencer ao grupo extremista Estado Islâmico.

“A posição da França foi sempre a mesma (…) Quando os nossos cidadãos em todo o mundo estão após uma condenação face a uma potencial pena de morte, nós intervimos ao mais alto nível do Estado”, declarou Ndiaye durante um programa de rádio.

Dois franceses foram hoje condenados à morte no Iraque, após a rejeição de alegações de tortura feitas por um deles, fazendo aumentar para nove o número de ‘jihadistas’ franceses condenados à pena capital nas duas últimas semanas.

Fodil Tahar Aouidate, 32 anos, e Vianney Ouraghi, 28, foram considerados culpados de pertencerem ao grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico (EI), um crime passível da pena de morte no Iraque, tenha o acusado combatido ou não.

Aouidate tinha dito ao juiz na sua primeira audiência na segunda-feira que tinha sido espancado pelos seus interrogadores iraquianos “para confessar o que eles queriam”. Hoje, o juiz leu um relatório médico realizado após o réu ter sido examinado e concluiu que não havia “indícios de tortura no seu corpo”.

Grupos de defesa dos direitos humanos têm chamado a atenção para o modo como aqueles acusados estão a ser julgados, de modo apressado em tribunais de contraterrorismo, questionando se está a ser feita justiça.

Sibeth Ndiaye lembrou também hoje a posição da França de que “a justiça iraquiana é feita em boas condições, com uma defesa que está presente”.

“Os franceses que deixaram o seu país para pegar em armas contra o seu país através de ações terroristas – é preciso lembrar do que falamos – têm o direito como os outros à proteção consular. São acompanhados no local pela nossa embaixada, incluindo para conhecerem o direito iraquiano e os seus próprios direitos”, adiantou.

Embora vários membros europeus do EI tenham sido condenados à morte no Iraque, ainda nenhum foi executado.

Os condenados franceses integram um grupo de 12 cidadãos do país que foram detidos na Síria pela aliança árabe-curda e entregues ao Iraque em janeiro.