Benfica perde com Casa Pia e pode ficar ainda mais longe do líder

O Benfica sofreu hoje a terceira derrota nos últimos quatro jogos na I Liga portuguesa de futebol, na visita ao Casa Pia, por 3-1, e pode ver o líder Sporting distanciar-se ainda mais na 19ª jornada.

Em Rio Maior, o argentino Angel Di María colocou os ‘encarnados’ na frente, aos 14 minutos, de grande penalidade, mas Cassiano, aos 32, Nuno Moreira, aos 60, e Livolant, aos 90+4, garantiram a primeira vitória de sempre dos ‘gansos’ sobre as ‘águias’ na I Liga, uma vez que o último triunfo remontava ao Campeonato de Lisboa de 1938/39, ou seja há 86 anos.

Após as derrotas com Sporting e Sporting de Braga, seguidas de um triunfo sobre o Famalicão, o Benfica (41 pontos) voltou a averbar um desaire no campeonato, podendo não só ver o Sporting (44) distanciar-se hoje na liderança, caso os leões’ batam o Nacional, como perder o segundo posto para o FC Porto (40), que no domingo recebe o Santa Clara.

Já o Casa Pia conquistou a quinta vitória nos últimos seis encontros na I Liga e segue na sexta posição, com 30 pontos, provisoriamente a apenas um dos açorianos, que são quintos colocados.

 

 Resultados da 19ª jornada da I Liga portuguesa de futebol:

– Sexta-feira, 24 jan:

Arouca – Moreirense, 1-0 (0-0 ao intervalo)

 

– Sábado, 25 jan:

Famalicão – Estrela da Amadora, 0-0

Farense – Rio Ave, 1-2 (0-1)

Casa Pia – Benfica, 3-1 (1-1)

Sporting – Nacional, 21:30

 

– Domingo, 26 jan:

Estoril Praia – Vitória de Guimarães, 16:30

FC Porto – Santa Clara, 19:00

Sporting de Braga – Boavista, 21:30

 

– Segunda-feira, 27 jan:

AVS – Gil Vicente, 21:15

 

Com Agência Lusa.

Luso-francesa condenada a prisão perpétua por deixar filha morrer à fome em França

A luso-francesa Sandrine Pissara, de 54 anos, foi hoje condenada pelo Tribunal de Hérault, no sudeste da França, a prisão perpétua por torturar e deixar a filha, de 13 anos, morrer à fome em 2020.

Após a sentença proferida de prisão perpétua com um período de segurança de 20 anos, o advogado de Sandrine Pissarra, Jean-Marc Darrigade, disse aos jornalistas, à saída do tribunal, que a mãe da adolescente decidiu “não recorrer”.

“Ela já aceitou a sentença proferida pelo Tribunal de Hérault para evitar impor aos seus filhos a carga emocional e a dor de um novo julgamento”, afirmou o advogado, referindo-se aos seis dos oito filhos vivos de Sandrine Pissarra (além de Amandine, um bebé faleceu no berço anteriormente).

Também o seu companheiro na época e padrasto de Amandine, Jean-Michel Cross, de 49 anos, foi considerado culpado, por ter assistido à violência e à privação de alimentos da adolescente durante quatro anos sem agir, e terá de cumprir 20 anos de prisão, uma pena mais severa do que a pedida pelo Ministério Público.

O advogado do pai de Amandine, Luc Abratkiewicz, afirmou que “o veredito está à altura da gravidade dos factos”, considerando este um “julgamento extraordinário”.

“Não é possível explicar a barbárie e a tortura”, afirmou o advogado, referindo que o seu cliente, Frédéric Flores, “não estava ali por vingança”, mas que “foi feita justiça para a sua filha”.

Antes da sentença, o procurador-geral Jean-Marie Beney pediu prisão perpétua para Sandrine Pissarra e 18 anos de prisão para o “colaborador cobarde do sistema”, Jean-Michel Cross, que “privou Amandine de cuidados até à sua morte”.

Em 06 de agosto de 2020, no dia em que morreu de paragem cardíaca e septicemia na casa da família durante o confinamento da covid-19, Amandine, que tinha 1,55 metros de altura, pesava apenas 28 quilogramas, após ter sido fechada durante semanas numa arrecadação sem janelas e privada de comida e bebida.

O julgamento, que teve início na segunda-feira em Montpellier, mostrou “o horror, o impensável, o indescritível”, disse Jean-Marie Beney, referindo-se a uma “ditadura familiar” em que, desde muito jovem, Amandine foi “espancada, esmurrada, pontapeada, agredida com uma vassoura, teve os seus cabelos arrancados, gritos, insultos e empurrada repetidamente”.

O procurador-geral detalhou ainda um desejo de “destruir a sua personalidade”, com “violência, (…) sermões intermináveis”, tortura com isolamento e “nudez forçada a uma rapariga de 13 anos” por parte da mãe da adolescente.

Nos últimos anos, Sandrine Pissara negou que a filha tivesse sido vítima de maus tratos, mas durante o julgamento admitiu a violência “entre 2014 e 2020” e “os atos de tortura e de barbárie cometidos entre 17 de março e agosto” daquele ano.

 

Com Agência Lusa.

Andebol/Mundial: Portugal vence Espanha e assegura ‘quartos’ pela primeira vez

A seleção portuguesa venceu hoje a Espanha por 35-29 e apurou-se pela primeira vez para os quartos de final de um Mundial de andebol, em encontro disputado em Oslo.

Num jogo em que chegou ao intervalo em desvantagem (16-15), Portugal virou na segunda parte e bateu pela primeira vez no seu historial o conjunto espanhol, depois de sete derrotas em outros tantos encontros, tendo ainda assegurado pela primeira vez a presença nos oito primeiros de um mundial.

Com este triunfo, Portugal vai fechar a quarta jornada do Grupo III da Ronda Principal na liderança, com sete pontos, numa altura em que ainda faltam dois encontros e em que Suécia e Brasil, ambos com quatro pontos, vão discutir entre si o segundo lugar.

A equipa portuguesa volta a entrar em campo no domingo, defrontando o Chile, equipa que ainda não pontuou nesta fase, pelo que não deverá falhar a conquista do primeiro lugar do grupo, assegurando assim um embate com a Alemanha, que já tem definido o segundo lugar no Grupo I.

 

Com Agência Lusa.

Parlamento lamenta de forma unânime morte de jornalista Daniel Ribeiro

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A Assembleia da República aprovou hoje, por unanimidade, um voto de pesar pela morte do jornalista Daniel Ribeiro, recordado como « um amante da liberdade ».

No voto apresentado pela Comissão de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, recorda-se a morte no passado dia 10 de janeiro, em Lisboa, do jornalista Daniel Ribeiro, aos 71 anos.Natural de Carregal do Sal, nasceu a 20 de dezembro de 1953, tendo vivido perto de quatro décadas em Paris, onde acompanhava, muito de perto, a vida política francesa. »Daniel Ribeiro era um jornalista reconhecido e respeitado, que chegou a Paris nos anos 80, tendo trabalhado durante cerca de uma década na secção portuguesa da Radio France Internacional (RFI) e depois como correspondente de O Jornal, do Expresso e da Antena 1″, refere o texto.

Foi ainda diretor de antena da Rádio Alfa, « uma referência para a comunidade portuguesa na região parisiense e noutras partes de França », sendo desde há pouco tempo o seu correspondente em Lisboa.

« Na sua atividade profissional destaque para a forma como acompanhou a política francesa e pelas suas inúmeras grandes reportagens, desde François Mitterrand a Emmanuel Macron, cobriu os atentados à redação do Charlie Hebdo e a crise dos coletes amarelos, mas também a vida e a evolução da comunidade portuguesa em França, sobre a qual sempre teve um olhar muito atento, perspicaz e genuíno, tornando-se uma figura determinante da mesma e implicando-se de corpo inteiro nas suas causas importantes », considera o voto.

No voto, recorda-se que Daniel Ribeiro apenas interrompeu a sua atividade jornalística em 1999 para desempenhar funções como porta-voz da missão diplomática portuguesa em Dili, durante o referendo à independência de Timor-Leste promovido pelas Nações Unidas.

« Daniel Ribeiro era um homem singular, amante da liberdade, que vivia a vida com intensidade, que partilhava com a sua companheira, a soprano japonesa, Mieko Kamiya. Profissionalmente, escrevia com profundidade e tinha bem consciência do poder transformador do jornalismo e do seu impacto social e político », destaca ainda o texto.

Na parte resolutiva do texto hoje aprovado, a Assembleia da República « lamenta a morte do grande profissional que foi o jornalista Daniel Ribeiro, transmitindo à família e amigos os seus mais sentidos pêsames ».

Rádio Alfa com RTP

Emmanuel Macron vai discursar no Parlamento português no âmbito da visita de Estado que realizará a Portugal

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O Presidente da República Francesa, Emmanuel Macron, irá discursar na Assembleia da República portuguesa durante uma sessão solene agendada para o dia 27 de fevereiro, no âmbito da visita de Estado que realizará a Portugal.

A realização desta sessão foi anunciada pelo porta-voz da conferência de líderes parlamentares, o deputado social-democrata Jorge Paulo Oliveira, que informou que o formato do evento ainda está em fase de definição. Jorge Paulo Oliveira destacou que, nas visitas de Estado de presidentes franceses a Portugal em anos recentes, é habitual haver uma sessão solene na Assembleia da República. Ele recordou que o mesmo ocorreu durante as visitas de François Mitterrand, Jacques Chirac e Valéry Giscard d’Estaing.

Na sessão solene do Parlamento, além do discurso de Emmanuel Macron, está prevista também uma intervenção do Presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, também estarão presentes. No entanto, de acordo com o protocolo deste tipo de cerimónias no Parlamento, eles não discursarão.

Rádio Alfa com LusoJornal

Passagem de Nível de domingo, 26/01. Os destaques

Passagem de nível » na Radio Alfa Domingo 26 de janeiro de 2025 Entre as 12h00 e as 14h00

 

-A actualidade política, económica e social em França e a situação no departamento do Val-de-Marne (94), dirigido pela direita, temas a debater com Fatiha Aggoune, Présidente du groupe Val-de-Marne em commun – PCF et citoyn.nes
Passagem de nível » na Radio Alfa com Artur Silva
-A 5a edição do encontro do Réseau “Trabalhar juntos” realiza-se no fim de semana 8 e 9 de fevereiro, na Maison Du Portugal Ciup – Cité internationale universitaires de Paris.
O tema desta edição: A juventude lusodescendente
Convidada: Anna Martins, da Associação Cap Magellan, organizadora do evento.
5a edição do encontro do Réseau “Trabalhar juntos”
-Concerto multimédia TOCANDO JOSÉ AFONSO do trio Rumos Ensemble (Anne Victorino d’Almeida-violino, Luís Gomes-clarinete e João Vasco-piano), dia 31 de janeiro 2025, na Maison du Portugal – Cité international universitaire de Paris, às 20h00.
Com a participação do autor, compositor e interprete Carlos Alberto Moniz, é uma homenagem a um dos autores mais importantes da música popular portuguesa e de intervenção contra o fascismo.
TOCANDO JOSÉ AFONSO do trio Rumos Ensemble.
Convidados: Anne Victorino d’Almeida e Luís Gomes, membros do trio Rumos Ensemble
Concerto multimédia TOCANDO JOSÉ AFONSO do trio Rumos Ensemble.
-Mulheres pauliteiras de Portugal (Pauliteiras de Malhadas) e da Inglaterra (Wild Moon Morris) juntam-se na Aldeia de Careto (Bragança) no dia 1 de fevereiro para festejar a cultura celta.
Convidada: Ana Telma Rocha (Ana Telma Rocha Rocha), actriz e organizadora do evento.
Mulheres pauliteiras de Portugal.

Mulheres pauliteiras de Inglaterra (Wild Moon Morris)
-O grupo MONDA festeja este ano 10 anos de existência, com raízes no Alentejo e misturando a composição tradicional com outros géneros musicais.
Convidado: Jorge Roque, um dos três músicos fundadores do grupo.
Grupo MONDA festeja este ano 10 anos de existência.
Madeleine Pereira, autora da BD “Borboleta”, Éditions Sarbacane, vai estar presente na 52a edição do Festival International de la BD d’Angoulême que decorre de 30 de janeiro a 2 de fevereiro 2025.
Madeleine Pereira, autora da BD “Borboleta ».

Passagem de nível » na Radio Alfa Apresentação e Coordenação: Artur Silva

Jornalista Artur Silva
Nota:
-Emissão com redifusão na noite de terça para quarta-feira, entre as 0h00 e as 2h00 e no podcast www.radioalfa.net
Difusão na Radio Alfa
FM (98.6): Paris et région parisienne
Dab+ : Paris, Lille, Lyon, Strasbourg, Monaco et Côte d’Azur

Mais de 300 imigrantes detidos nas primeiras 24 horas de Trump na Casa Branca

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A agência federal de Imigração e Alfândega norte-americana (ICE, na sigla em inglês) deteve 308 imigrantes ilegais, incluindo acusados de homicídio e violação, no primeiro dia completo de Donald Trump na Presidência, indicou o responsável pela fronteira.

« Na terça-feira, nas últimas 24 horas, o ICE prendeu 308 criminosos graves. Alguns eram homicidas, outros violadores de crianças. Logo, o ICE está a fazer o seu trabalho (…). Um trabalho excelente no terreno e continuarão a fazê-lo a cada dia », indicou à rede Fox News Tom Homan, o ‘czar’ da fronteira, termo como é conhecido o responsável pela fronteira do novo Governo.

Questionado sobre o que é que poderá motivar uma intervenção do ICE, Homan frisou que « basta estar no país ilegalmente » para ser procurado ou abordado pelos agentes.

« Nada na lei de imigração diz que a pessoa precisa de ter cometido um crime grave para ser removida do país » onde está de forma irregular, disse o responsável, reforçando que qualquer pessoa que estiver ilegalmente nos Estados Unidos poderá ser visitada pelos agentes do ICE e, eventualmente, deportada.

Contudo, explicou que, nesta primeira fase, os esforços estão concentrados « nos piores primeiro », referindo-se a imigrantes criminosos que representem uma « ameaça para a segurança » da sociedade e dos Estados Unidos.

Donald Trump garantiu na segunda-feira, no seu discurso de tomada de posse, que irá expulsar « milhões e milhões » de imigrantes ilegais, uma das principais promessas da sua campanha eleitoral, durante a qual prometeu levar a cabo a « maior deportação em massa da história » do país.

Há cerca de 11 milhões de imigrantes indocumentados nos Estados Unidos, segundo estimativas do Departamento de Segurança Interna de 2022, o ano mais recente com dados disponíveis — embora Trump tenha afirmado, sem provas, que o número real é cerca do dobro.

Homan prometeu implementar o plano de imigração do segundo mandato de Trump, inclusive em « cidades santuário » – onde existem leis locais e estaduais que protegem a população indocumentada e que acabam por ser um refúgio para pessoas que ainda não conseguiram regularizar a sua situação.

Newark, localizada no estado norte-americano de Nova Jérsia e que acolhe uma das mais significativas comunidades portuguesas nos Estados Unidos, é uma das várias « cidades santuário » do país e onde tem crescido o receio de uma intervenção do ICE sob a nova administração de Donald Trump.

Homan disse numa outra entrevista que os agentes do ICE compilaram uma “folha de alvos” de imigrantes ilegais com antecedentes criminais que pretendem prender e deportar.

Rádio Alfa com Lusa

Miguel Arruda do Chega passa a ser deputado independente

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O deputado do Chega Miguel Arruda comunica hoje ao líder do partido que passa a deputado independente, após ser acusado de furto de malas no aeroporto de Lisboa, disse à Lusa fonte próxima do parlamentar.

Segundo a fonte, Miguel Arruda declara-se inocente, desmente as acusações de que é alvo e assume como uma “decisão individual” a passagem a deputado não inscrito, para salvaguardar as suas condições de defesa no processo judicial, por considerar “mais fácil provar a inocência sem levar o partido atrás”.

A decisão será anunciada ao líder do Chega numa reunião agendada para as 17:00 de hoje, na qual o deputado pretende apenas comunicar essa intenção, não antevendo um encontro longo.

De acordo com a mesma fonte, o deputado entende que não deve renunciar ao seu mandato na Assembleia da República (AR) dando a entender ser culpado quando se considera inocente.

Pretende ainda pedir hoje mesmo ao presidente da AR, José Pedro Aguiar-Branco, o levantamento da sua imunidade parlamentar para poder esclarecer, junto das autoridades, os factos de que é acusado.

O deputado só poderá ser ouvido após o levantamento da imunidade parlamentar.

Fonte próxima do deputado afirmou ainda que este pretende manter-se vinculado ao partido, garantindo que Miguel Arruda “continua a ser do Chega e fiel defensor do partido”.

Rádio Alfa com Lusa

Trump ordena desclassificação de arquivos sobre assassínios de JFK e Luther King

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O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou hoje a desclassificação dos arquivos do Governo sobre os assassínios do ex-líder norte-americano John F. Kennedy em 1963 e do ativista dos direitos civis Martin Luther King Jr. em 1968.

« Tudo será revelado », declarou o Presidente norte-americano aos jornalistas ao assinar o decreto na Sala Oval da Casa Branca.

Donald Trump, que tomou posse na segunda-feira, mandou também desclassificar os arquivos sobre o assassínio em 1968 do antigo procurador e senador Robert Kennedy, irmão do ex-Presidente norte-americano.

Rádio Alfa com Lusa

PS quer revogar conceito de preço moderado e manter arrendamento acessível na nova lei dos solos

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O PS vai propor a revogação do conceito de “preço moderado” previsto na nova lei dos solos e quer que conste no decreto o conceito atual de habitação a custos controlados e arrendamento acessível.

Esta é uma das propostas de alteração, a que a agência Lusa teve acesso, e que serão apresentadas pela bancada socialista no âmbito da apreciação parlamentar ao decreto que altera o Regime Jurídico dos Instrumentos de Gestão Territorial (RJIGT), requerida por BE, PCP, Livre e PAN, que será debatida na sexta-feira no parlamento.

Os socialistas propõem revogar o conceito de preço moderado previsto na lei “e manter o conceito atual de habitação a custos controlados e arrendamento acessível, mantendo as demais alterações quanto aos projetos envolvidos”.

O PS quer também “repor o critério da contiguidade territorial”, atendendo a preocupações manifestadas por várias entidades, nomeadamente a Associação Nacional de Municípios (ANMP).

No processo de audições na comissão nas comissões de Poder Local e Coesão Territorial e de Economia, Obras Públicas e Habitação, o vice-presidente da ANMP Ribau Esteves defendeu que a construção em solos rústicos das reservas agrícola e ecológica deve ser clarificada na contiguidade urbana, ou os custos recairão sobre as autarquias.

No pedido de apreciação parlamentar, os 14 deputados do BE, PCP, Livre e PAN consideram que o conceito de valor moderado previsto no diploma levará a um aumento generalizado de preços de habitações, com exceção de Lisboa e Cascais, bem como do próprio solo rústico passível de reclassificação.

O decreto, publicado em 30 de dezembro do ano passado, permite a reclassificação simplificada de terrenos rústicos em urbanos, por deliberação dos órgãos municipais, desde que destinados a habitação.

Esta sexta-feira os deputados vão debater e votar os projetos de resolução apresentados por BE, PCP e PAN que pedem a cessação de vigência deste decreto, que não deverão ser aprovados.

Apresentadas propostas de alteração, que podem ser submetidas até ao final do próprio debate, o processo seguirá automaticamente para discussão e votação na especialidade, “salvo se a Assembleia deliberar a análise em Plenário”, estipula o Regimento da Assembleia da República.

A polémica lei tem suscitado críticas de vários especialistas e ambientalistas, com inúmeros apelos à sua revogação.

Os ministros da Coesão Territorial e da Habitação, Manuel Castro Almeida e Miguel Pinto Luz, respetivamente, já manifestaram abertura para melhorar o decreto, insistindo que o principal objetivo do Governo é aumentar a oferta de habitação a preços acessíveis.

O Governo defende no decreto-lei que a maior disponibilidade de terrenos “facilitará a criação de soluções habitacionais que atendam aos critérios de custos controlados e venda a preços acessíveis, promovendo, assim, uma maior equidade social e permitindo que as famílias portuguesas tenham acesso a habitação digna”.

O regime especial de reclassificação assegura que pelo menos 700/1.000 da área total de construção acima do solo se destina a habitação pública ou a habitação de valor moderado.

O executivo explica que não será habitação a “custos controlados”, mas casas para a classe média, “ponderando valores medianos dos mercados local e nacional, e definindo valores máximos para assegurar maior equidade”.

Este diploma foi promulgado pelo Presidente da República em dezembro do ano passado, mas Marcelo Rebelo de Sousa manifestou desde logo reservas acerca do texto, alertando para um “entorse significativo” no regime de ordenamento e planeamento do território.

Rádio Alfa com Lusa 

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