Emigrantes que voltem a Portugal vão pagar metade do IRS

Emigrantes que voltem a Portugal só vão pagar metade do IRS. Próximo Orçamento português favorece o regresso de emigrantes ao país com diminuição de impostos.

Foto: © Aurore Alifanti

A notícia é dada pela semanário Expresso na sua edição deste sábado. « Está a ser preparada como medida emblemática do próximo Orçamento e é destinada sobretudo aos jovens qualificados, embora abranja todas as idades e até estrangeiros: quem voltar para Portugal vai ter um forte desconto no IRS », lê-se no jornal.

A medida destina-se, sobretudo, a aliciar os jovens qualificados que “saíram sem vontade de partir” durante a crise a regressarem ao país, mas praticamente todos os emigrantes serão abrangidos por ela.

António Costa vai oferecer-lhes um desconto de 50% no IRS. O incentivo é temporário, poderá ter a duração de cinco anos e vem acompanhado de um conjunto de apoios às despesas de repatriamento e de alojamento em Portugal, acrescenta o Expresso.

« O pacote de incentivos dirigido aos emigrantes será uma das estrelas do cartaz do Orçamento do Estado para 2019 », comenta o semanário.

« Em termos práticos, quem resolver regressar a Portugal passará a pagar apenas metade do IRS durante um período entre três a cinco anos (a janela temporal é uma das poucas questões que ainda estão aberto). Este desconto acumula com a possibilidade de deduzir, também no IRS, um conjunto de custos de regresso e de instalação em Portugal. No pacote são admissíveis as despesas da viagem de regresso, custos de instalação e mesmo parte ou a totalidade dos custos com a nova habitação », explica o jornal.

A medida abrange todos os que saíram de Portugal até 2015 e regressem ao país em 2019 ou 2020.

Morreu Richard Demarcy. O filho, Emmanuel Demarcy-Mota, fala da sua ligação a Portugal

Morreu Richard Demarcy, 76 anos, dramaturgo francês com profunda ligação a Portugal. Foi casado com a atriz portuguesa Teresa Mota e era pai de Emmanuel Demarcy-Mota, ambos amigos da Rádio Alfa. Ministro português da cultura lamentou a morte daquele que foi um dos primeiros encenadores a levar Fernando Pessoa aos palcos franceses.

O ministro português da Cultura, Luís Filpe Castro Mendes, lamentou a morte de um « autor poeta, que tinha na partilha e na palavra a inteligência e a sensibilidade do mundo ».

« Era um homem de ação, poeta e explorador, curioso sobre os outros e o mundo, apaixonado por África em particular », lê-se em comunicado. O ministro realçou também o facto de ele ter sido um dos primeiros encenadores a levar Fernando Pessoa aos palcos franceses.

Foi um grande dramaturgo e encenador, escreveu peças de teatro e também novelas e poesia, foi fundador com Teresa Mota do Naïf Théatre. Foi igualmente militante e homem solidário, esteve durante a « revolução dos cravos » em Portugal, onde escreveu e levou à cena diversas peças nessa e noutras épocas posteriores. Era antifascista e entusiasmou-se com o 25 de abril de 1974.

Esteve muito recentemente de férias em Portugal, já doente, com o filho Emmanuel, reputado encenador e diretor do Théatre de la Ville, em Paris, que colabora regularmente com a Rádio Alfa.

Foi mestre de conferências no Institut d’Etudes Théatrales Sorbonne Nouvelle. Era doutorado em Sociologia e fora condecorado pela França com o título de Cavaleiro da Ordem das Artes e Letras. Era, pessoalmente, um homem muito simples e caloroso.

O funeral, ou como diz a família em pequeno comunicado, « uma cerimónia de adeus », terá lugar esta sexta-feira, 24 de agosto, às 15h30 no crematório do cemitério Père Lachaise, em Paris.

A Rádio Alfa apresenta as mais sinceras condolências a toda a família, em particular a Teresa Mota e Emmanuel Demarcy-Mota, ambos muito amigos da nossa emissora.

Ouça aqui um extrato (sobre a ligação de Richard a Portugal) de uma entrevista de Emmanuel Demarcy-Mota, nesta sexta-feira, à Rádio Alfa, por Olívia Vaz:

 

“Passou-se, não era um terrorista”. Matou a mãe e a irmã

Islamista radical e desequilibrado. Matou a mãe e a irmã

Um ataque à facada em Trappes, uma pequena cidade complicada da região parisiense, resultou em três mortos, um deles o atacante, abatido pela polícia. Uma outra mulher ficou gravemente ferida. Daesh reivindicou « um atentado », mas autoridades privilegiam pista de um diferendo familiar.

Alfa/Expresso Diário (adaptação), por Daniel Ribeiro

O ataque à facada ocorreu na manhã desta quinta-feira na pequena cidade de Trappes, na região parisiense, conhecida por abrigar em alguns bairros, desde há vários anos, autênticos “centros de formação” de militantes radicais islâmicos.

O autor do crime desta manhã, Kamel S., de 36 anos de idade, tinha ficha S (o que significa: islâmico potencialmente perigoso), na polícia francesa, desde 2016. Estava registado por fazer “apologia direta e pública de ato terrorismo”. Antes de ser abatido, teria gritado para os agentes policiais que o cercavam, segundo diversas fontes: “Allah Akbar, mato-vos a todos!”.

Antes de ser morto pela polícia, kamel tinha assassinado a mãe e a irmã e ferido gravemente, também à facada, uma mulher que passava no passeio à sua frente.

O ataque foi recuperado rapidamente por Daesh, mas as autoridades privilegiam a tese de um “ato desequilibrado” e parecem achar que a reivindicação do Estado Islâmico é “uma operação oportunista”. “Tudo indica que se trata de alguém com um problema psiquiátrico importante”, declarou o ministro do Interior, Gérard Collomb.

Depoimentos de habitantes de Trappes, registados por repórteres junto do local do drama, apontam no mesmo sentido do “diferendo familiar”, evocado também pela polícia. “Passou-se, não era um terrorista”, declarou um dos seus vizinhos à agência AFP.

De acordo com informações divulgadas esta tarde em Paris, alguns dos seus amigos sublinharam o “desequilíbrio” do atacante. Kamel vivia separado da mulher e já não via os seus filhos desde há algum tempo, segundo informaram.

Antigo motorista de autocarro, Kamel é descrito por quem o conheceu como “alguém muito gentil, mas um pouco nervoso”. Foi, no entanto, despedido da empresa pública de autocarros por, durante o serviço, ter proferido “palavras radicais em relação com a religião”.

O ataque ocorreu esta manhã num bairro de residências modestas de Trappes, com pouca tradição de violência, ao contrário de outros da localidade, onde kamel vivia numa casita ao lado da da mãe.

Tanto esta como a irmã foram assassinadas no passeio, junto à residência de ambas. Uma transeunte que passava no local, no momento dos crimes, ficou ferida com gravidade. Kamel refugiou-se a seguir na casa da mãe, antes de sair a correr, pouco depois, a gritar “Allah Abkbar” para a polícia, que o abateu a tiro.

Ao fim da tarde, em Paris, a reivindicação do ataque pelo Daesh, efetuada apenas uma hora depois da notícia do drama, parecia, no mínimo, fantasista ou “de oportunidade”, segundo a expressão de especialistas em terrorismo.

Os serviços judiciais da secção antiterrorista francesa não abriram aliás qualquer inquérito, que foi entregue à Polícia Judiciária, como geralmente acontece com os crimes de delito comum.

Ataque à facada faz dois mortos e feridos na região de Paris

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Ataque à facada nesta quinta-feira em Trappes, na região parisense. Atacante foi « neutralizado » pelas forças da ordem. Ataque resultou em dois mortos e dois feridos. Atacante também morreu.

 

O atacante, armado com facas, agrediu diversas pessoas nesta cidade do departamento das Yvelines em plena rua, segundo informa o jornal Le Parisien.
Dois mortos e dois feridos é o balanço, acrescenta este jornal. Os dois mortos são familiares do ataqcante – a mãe e a irmã. Ele também foi abatido.
Fontes policiais indicaram que depois de ter atacado diversas pessoas, o homem se refugiou numa casa gritando « Allah akbar ». Foi quando saiu da casa que ele foi atingido por tiros disparados por agentes policiais.

 

Zeca Afonso em campa rasa. Família rejeita Panteão

Família de Zeca Afonso rejeita Panteão: fica em campa rasa

« Foi, a seu pedido, enterrado em campa rasa e sem cerimónias oficiais, em total coerência com a sua vida e pensamento », lê-se num comunicado da família.

Alfa/com Expresso e outros jornais.

Os familiares de José Afonso não querem que os restos mortais do músico sejam trasladados para o Panteão Nacional, tal como havia sido proposto pela Sociedade Portuguesa de Autores. Esta quarta-feira, através de um comunicado a que a TSF teve acesso, os familiares explicam que fazê-lo seria ir contra os seus desejos.

“José Afonso rejeitou em vida as condecorações oficiais que lhe haviam sido propostas. Foi, a seu pedido, enterrado em campa rasa e sem cerimónias oficiais, em total coerência com a sua vida e pensamento. Por isso, apesar da meritória intenção que inspira a proposta, é a sua vontade que deve ser respeitada”, lê-se no comunicado.

Esta terça-feira, a Sociedade Portuguesa de Autores assumiu publicamente o “compromisso de lutar por este legítimo e inadiável ato de consagração” de levar Zeca Afonso para o Panteão, junto a figuras incontornáveis da sociedade portuguesa, incluindo Almeida Garrett, Amália Rodrigues, Aquilino Ribeiro, Eusébio, Guerra Junqueiro, Humberto Delgado, João de Deus, Manuel de Arriaga, Óscar Carmona, Sidónio Pais, Sophia de Mello Breyner Anderson e Teófilo Braga.

« É este o tributo e é esta homenagem que Portugal deve a quem como mais ninguém o soube cantar em nome dos valores da liberdade, da democracia, da cultura e da cidadania », explicaram os autores.

José Afonso morreu em 1987, com 57 anos de idade e os restos mortais do autor de Grândola Vila Morena estão sepultados em campa rasa no Cemitério de Nossa Senhora da Piedade, em Setúbal.

 

Apresentadora vai ganhar um milhão por ano. Cristina Ferreira na SIC

A apresentadora Cristina Ferreira troca TVI pela SIC, vai ocupar as manhãs e, segundo o Correio da Manhã, vai ganhar um milhão de euros por ano. É a maior transferência de sempre na TV portuguesa.

A conhecida apresentadora vai ainda ocupar o cargo de consultora executiva da direcção-geral de entretenimento da SIC.

É a transferência do ano e está nesta quinta-feira em destaque em toda a imprensa portuguesa.

A TVI confirmou a saída da apresentadora, que vai passar a fazer concorrência a Manuel Luís Goucha nos programas das manhãs.

Cristina Ferreira vai ganhar um milhão de euros por ano na SIC, segundo informa o jornal Correio da Manhã.

« Apresentadora, de 40 anos, troca TVI pela SIC e assina contrato de estrela, que lhe garante um salário mensal de 80 mil euros », escreve este matutino.

Abusos sexuais. A confusa história de Asia Argento

Imagens e troca de SMS revelam história diferente daquela que a atriz Asia Argento contou. Atriz italiana negou ter tido relações sexuais com um menor, mas foram divulgadas mensagens que a desmentem. A atriz italiana foi uma das primeiras mulheres a acusar o produtor Harvey Weinstein de violação.

Alfa/Expresso/Blitz

Asia Argento negou ontem ter mantido relações sexuais com o jovem ator Jimmy Bennett quando este tinha apenas 17 anos, mas foram agora divulgadas pelo site TMZ uma imagem dos dois deitados lado a lado, sem roupa, e uma série de mensagens nas quais Argento confirma ter havido contacto sexual.

O ator, que participou em filmes como « Órfã », « Heartthrob » ou « Amityville – A Mansão do Diabo », hoje com 22 anos, acusou a atriz italiana de abuso sexual. Os dois conheceram-se quando Bennett era ainda uma criança, em 2004, nas gravações do filme « The Heart is Deceitful Above All Things », realizado por Argento e no qual o ator participou.

Segundo fontes citadas pelo TMZ, a imagem que agora veio a público é uma das quatro tiradas por Bennett no hotel Marina del Rey, na Califórnia, em 2013, depois de os dois terem mantido relações sexuais – no estado norte-americano é crime um adulto ter sexo com uma pessoa com menos de 18 anos.

Nas mensagens, enviadas pela atriz a uma amiga, Argento fala sobre o caso, divulgado pelo New York Times no domingo, e escreve coisas como « o miúdo estava excitado e saltou para cima de mim », « tive sexo com ele e foi estranho. Só soube que era menor quando me mandou aquela carta » ou « ele disse-me que eu era a sua fantasia sexual desde os 12 anos ».

A atriz mostrou também à amiga um recado que o jovem ator lhe deu no hotel onde se terão encontrado e no qual escreveu: « Asia, adoro-te com todo o meu coração. Estou tão contente por nos termos encontrado novamente e por te ter na minha vida. Jimmy » e acrescentou ainda « ele escreveu-me isto depois e continuou a enviar-me fotografias nas quais surgia nu, sem eu lhe pedir, todos estes anos. Só parou duas semanas antes de o advogado dele me enviar uma carta ».

Bennett ameaçou seguir para tribunal em abril passado e Argento terá concordado que o então namorado, Anthony Bourdain, lhe pagasse 380 mil dólares (328 mil euros). Recorde-se que a atriz foi uma das primeiras mulheres a acusar o produtor Harvey Weinstein de violação. O advogado do produtor já reagiu ao caso, dizendo: « este desenvolvimento revela a incrível hipocrisia de Asia Argento, uma das pessoas que mais tentou destruir Harvey Weinstein ».

Obrigado, em nome de todos os emigrantes. Reação à crónica « Deixem os emigrantes em paz »

(Reação à crónica « Deixem os emigrantes em paz », do investigador científico 

Obrigado, em nome de todos os emigrantes – Por seres esta voz, mais uma, contra a ignorância, o maldizer, mas, sobretudo, contra a inveja de quem, não tendo partido, não pôde igualmente alcançar tanto quanto nos espera.

E obrigado por seres esta voz, mais uma, contra a ignorância, o maldizer, mas, sobretudo, contra a inveja de quem, não tendo partido, não pôde igualmente alcançar tanto quanto nos espera, lá fora, algures, onde ninguém nos conhece e as gentes são estranhas, como a língua é estranha, e contra tudo e contra todos vencemos. Inevitavelmente, ou não tivesse o emigrante de trabalhar por três ou quatro para assim justificar a sua presença numa terra que não é sua, nunca foi, nunca será.

E, Carlos, se queres mesmo saber, não tenho nem pronúncia ou estrangeirismos, lá em casa somos dois portugueses, eu e a Ana, depois da porta estamos em Portugal e ninguém fala em inglês e lemos, lemos e lemos mais um bocadinho.

De igual modo não tenho um carro topo de gama. O carro ainda é o mesmo, um Clio de 99, e está em Portugal, e se nunca atravessámos Vilar Formoso (viajamos de avião), queremos lá ir e visitar o museu do Holocausto, dedicado a todos os refugiados.

Já cá estamos há 11 anos e, porque sabemos o que nos custou, partilhámos o saber apreendido num blog com mais de 150 mil visitas. De caminho perdemos a conta ao número de pessoas a quem ajudámos directamente a construir uma vida por terras de sua majestade, sempre a troco de nada, e às vezes alguns insultos.

Entretanto já inseri os meus dados no projecto de investigação Famílias pelo Mundo, o qual decorre até 2020. Talvez seja este o melhor modo de agradecer, juntamente com este texto.

Benfica empata e fica obrigado a marcar na Grécia – Liga dos Campeões

Apuramento para a Liga dos Campeões. Benfica empatou (1-1) na Luz com o PAOK e fica obrigado a marcar no jogo da segunda mão, na próxima semana, em casa dos gregos.

Pizzi marcou para os “encarnados” mas Warda fez o empate para os gregos na segunda parte.

O Benfica dominou todo o jogo, mas foi ineficaz, não tendo conseguido concretizar as diversas oportunidades que teve para marcar.

Lusodescendentes da Venezuela pedem cidadania portuguesa

Crise na Venezuela intensifica procura por cidadania portuguesa. Entre janeiro de 2017 e março de 2018, o Governo concedeu a nacionalidade portuguesa a 5800 lusodescendentes; destes 5800, cerca de 5500 eram descendentes de portugueses na Venezuela

Alfa/Expresso

Nos últimos dois anos, período em que a Venezuela liderada por Nicolás Maduro agravou o seu estado de crise económica, quase 10 mil lusodescendentes decidiram “reclamar” a nacionalidade dos seus pais, revela o “Público” esta terça-feira.

Entre janeiro de 2017 e março de 2018, o Governo concedeu a nacionalidade portuguesa a 5800 lusodescendentes; destes, cerca de 5500 eram descendentes de portugueses na Venezuela. Já em 2016, foram 4125 os descendentes venezuelanos a adquirirem a nacionalidade portuguesa. Todos estes dados foram fornecidos ao matutino pelo gabinete do secretário de Estado das Comunidades, José Luís Carneiro.

Apesar de os números serem significativos, o secretário de Estado descarta a ideia de existir uma vaga de imigração venezuelana ou uma vaga de emigração de lusodescendentes. Os números “são relativos”, diz, uma vez que os cidadãos vêm a Portugal em “determinados períodos, nomeadamente à Madeira, e depois regressam”, porque têm a sua vida profissional e familiar naquele país, sublinha Luís Carneiro.

Em 2017, o Governo de António Costa criou um pacote para retirar obstáculos e acelerar a atribuição de nacionalidade portuguesa a lusodescendentes na Venezuela. Por exemplo: não aumentou os emolumentos consulares “para facilitar a obtenção de documentação”.

Já este ano, em julho, os Ministérios dos Negócios Estrangeiros e da Justiça decidiram enviar para a Venezuela dois funcionários do Instituto de Registos e Notariado, que estarão durante dois meses nos postos consulares.

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