Gelson Martins contratado pelo Atlético de Madrid por cinco épocas

O futebolista internacional português Gelson Martins, que rescindiu unilateralmente com o Sporting alegando justa causa, assinou um contrato válido por cinco épocas com o Atlético de Madrid, anunciou hoje o clube espanhol no seu site oficial.

O Atlético de Madrid, vice-campeão espanhol e vencedor da Liga Europa, diz que assegurou a contratação de um “extraordinário jogador”, um “extremo incisivo e com muito talento […] que representa um perigo constante para as defesas adversárias”.

Gelson, de 23 anos, foi um dos nove jogadores que rescindiram unilateralmente com o Sporting, na sequência das agressões de que foram alvo na Academia de Alcochete, dos quais três já tinham sido contratados por outros clubes: Rui Patrício (Wolverhampton), Podence (Olympiacos) e William Carvalho (Betis).

Alfa/Lusa

Cristiano Ronaldo entre os nomeados ao prémio de melhor jogador da FIFA

O internacional português Cristiano Ronaldo integra a lista de 10 nomeados para o prémio ‘The Best’, através do qual a FIFA distingue o melhor futebolista da época 2017/2018 e que o avançado já conquistou cinco vezes.

Além do único português na lista, eleito melhor jogador do mundo em 2008, 2013, 2015, 2016 e 2016/2017, destaca-se a presença do internacional argentino Lionel Messi, distinguido também por cinco vezes (2009, 2010, 2011, 2012 e 2014).

O jogador português, que, aos 33 anos, se transferiu este mês do Real Madrid para a Juventus, por 100 milhões de euros, conquistou na época passada a Liga dos Campeões, a Supertaça Europeia, o Mundial de clubes e a Supertaça de Espanha, tendo marcado 44 golos em 44 jogos pelo clube espanhol.

Messi, de 31 anos, avançado do rival FC Barcelona, sagrou-se campeão espanhol e venceu a Taça do Rei do Espanha, tendo ainda conquistado a Bota de Ouro europeia, com 34 golos marcados na Liga espanhola, de um total de 45 – em todas as competições -, em 54 jogos.

Integram também a lista os avançados Antoine Griezmann (Atlético de Madrid) e Kylian Mbappé (Paris-Saint-Germain), elementos-chave na vitória da França no Mundial2018, e o médio Luka Modric (Real Madrid), designado melhor jogador do Campeonato do Mundo, depois de ter ajudado a Croácia a atingir a final.

Entre os nomeados, selecionados por um “painel de peritos em futebol”, pelo desempenho entre 03 de julho de 2017 a 15 de julho de 2018, estão ainda os belgas Kevin De Bruyne (Manchester City) e Eden Hazard (Chelsea), o inglês Harry Kane (Tottenham), melhor marcador do Mundial2018, o egípcio Mohamed Salah (Liverpool) e o francês Raphaël Varane (Real Madrid).

No total, todos os designados alinham em clubes na Europa e apenas dois – Messi e Salah – não representam seleções europeias, grandes dominadoras do Campeonato do Mundo realizado na Rússia, cujas meias-finais foram disputadas por quatro países deste continente. O brasileiro Neymar é um dos grandes ausentes.

A França, com três futebolistas, está em maioria na lista da FIFA, seguida da Bélgica, com dois, enquanto o Real Madrid é o clube mais representando, também com três – entre os quais Cristiano Ronaldo –, enquanto todas as outras equipas têm apenas um jogador entre os possíveis eleitos.

Nos 10 nomeados para o prémio de melhor treinador da época estão Massimiliano Allegri (Juventus), Stanislav Cherchesov (Rússia), Zlatko Dalic (Croácia), Didier Deschamps (França), Pep Guardiola (Manchester City), Jürgen Klopp (Liverpool), Roberto Martínez (Bélgica), Diego Simeone (Atlético de Madrid), Gareth Southgate (Inglaterra), Ernesto Valverde (FC Barcelona) e Zinédine Zidane (Real Madrid).

Em contraponto com o setor masculino, no feminino há a garantia de uma nova vencedora, uma vez que a holandesa Lieke Martens, que foi eleita a melhor futebolista mundial na época passada, não integra a lista de nomeadas, tal como a norte-americana Carli Lloyd, vencedora em 2015 e 2016.

A votação para a atribuição dos galardões de melhores futebolistas e treinadores da época 2017/2018 decorre entre 24 de julho e 10 de agosto, estando a cerimónia de entrega de prémios marcada para 24 de setembro, em Londres.

Alfa/Lusa

Estado Islâmico reivindica ataque em Toronto

O grupo Estado Islâmico (EI) reivindicou hoje a responsabilidade pelo ataque em Toronto, que aconteceu no domingo e resultou na morte de duas pessoas, incluindo uma criança de 10 anos, segundo a agência Amaq.

A agência de propaganda do Estado Islâmico divulgou, num comunicado emitido na rede social Telegram, que o ataque foi perpetrado por « um dos soldados do EI”, que seguiu “os apelos” do grupo terrorista para atacar “os cidadãos dos países da coligação internacional » que atua contra os rebeldes no Iraque e na Síria.

Na terça-feira, foi realizada a autópsia do alegado terrorista, Faisal Hussain, que deve esclarecer se morreu em consequência dos disparos da polícia ou se se suicidou depois de abrir fogo na avenida Danforth, em Toronto, contra clientes de vários restaurantes e cafés.

Além do atacante, duas pessoas morreram e outras treze ficaram feridas no ataque, que aconteceu na noite de domingo, no coração do concorrido “bairro grego” de Toronto.

Até agora, foi identificada uma das pessoas mortas, Reese Fallon, de 18 anos, além de uma rapariga de 10 anos cujo nome não foi revelado pelas autoridades canadianas.

De acordo com a família do atirador, este sofria de problemas de saúde mental.

As autoridades canadianas descartaram que a motivação para o ataque tenha sido terrorismo.

Alfa/Lusa

Incêndios/Grécia: Fumo terá contribuído para grande número de mortes

O fumo intenso causado pelos incêndios que arrasaram grande parte de Mati, terá sido a principal causa das mortes, incluindo de um grupo de 26 pessoas que foi encontrado perto do mar, afirmou um comandante dos bombeiros. Número de v­ítimas mortais subiu para 79.

 

« Penso que o principal problema foi o fumo. Ao fim de três inspirações, as pessoas ficam em dificuldade », disse o major Inanis Artopius, do 9.º regimento de bombeiros de Atenas, à agência Lusa.

O grupo estaria reunido anum evento de celebração num restaurante próximo, porém, quando tentou sair da povoação pelas 19:00 horas, as estradas ficaram bloqueadas com carros, e decidiram fugir a pé.

O proprietário de uma casa junto ao mar abriu os grandes portões para o jardim e tentou encaminhá-los por um carreiro para uma pequena baía a cerca de 20 metros de distância, mas só alguns terão escapado, enquanto 26 ficaram para trás, desorientados pelo fumo denso.

« Vi as pessoas em grupos, abraçadas, corpos de crianças », adiantou o responsável,

Para trás ficou um cenário de destruição, incluido de vários cadáveres de animais domésticos.

Artopius está hoje a visitar diferentes casas para tentar encontrar eventuais desaparecidos.

« Quando à porta estão carros queimados, é sinal de que poderão estar pessoas [mortas] lá dentro », disse à Lusa.

Muito perto, Vassilis abre a porta de um automóvel parcialmente queimado para recuperar os pertences de um amigo que estava a passar férias em Mati quando foi surpreendido pelo incêndio de segunda-feira.

« Ele saltou para o mar com dois filhos, de nove e 10 anos, a mãe saltou com o filho de 14. Só os pais é que ficaram intoxicados », revelou.

Algumas pessoas que procuraram mergulhar dos rochedos com cerca de 10 metros de altura não conseguiram chegar à água, outros tiveram de esperar horas por barcos que vieram em socorro.

Localizado perto de Rafina, uma vila com cerca de 13.000 habitantes, Mati é um bairro com perto de 2.300 casas envolvidas por pinheiros, a maioria segunda habitação de habitantes da capital Atenas usada para a época balnear.

Muitas habitações e árvores foram completamente destruídas pelo incêndio, carros foram esventrados pelas chamas cujas jantes de liga leve cujo calor intenso derreteram para o chão e postes de eletricidade calcinados e derrubados no chão.

Contudo, no bairro também existem habitações que não sofreram danos significativos, como a vivenda de dois andares junto ao mar de Valaselli Aspa, cujo interior foi protegido pela porta de metal que instalou há cinco meses atrás.

« O meu vizinho veio avisar-me pelas 18:30 horas e saí em pânico. Hoje tenho noção da tragédia que aconteceu: o meu carro ardeu e tenho amigos estão desaparecidos », contou à Lusa.

Residente em Mati a tempo inteiro, disse que esta época é quando a povoação ficava cheia de pessoas que vinham passar o verão.

« Este sítio era um paraíso, mas a partir de agora nunca mais ser o mesmo », lamentou.

As autoridades iniciaram as operações de limpeza com máquinas que recolhem entulho do chão, ao mesmo tempo que continuam os esforços para encontrar cerca de 100 pessoas dadas como desaparecidas.

Entretanto, o número de mortos dos incêndios na Grécia aumentou para 79, informou hoje o porta-voz do corpo de bombeiros grego, Stavrula Marli.

Os fogos causaram também mais de 180 feridos, alguns em estado crítico.

O Governo de Alexis Tsipras pediu ajuda internacional na noite de segunda-feira, tendo já alguns países respondido com meios de apoio, como foi o caso de Portugal, que anunciou o envio de 50 elementos da Força Especial de Bombeiros (FEB).

O executivo grego já desbloqueou uma verba de 20 milhões de euros, procedente do Programa de Investimento Público, destinada à ajuda imediata e a cobrir as necessidades das zonas mais afetadas.

Alfa/Lusa

Número de mortos nos incêndios na Grécia sobe para 74

Os incêndios que devastaram os arredores de Atenas provocaram a morte a, pelo menos, 74 pessoas, anunciou hoje a porta-voz dos bombeiros, Stavroula Maliri, revendo em alta o anterior balanço de 60 vítimas.

Foto: PANTELIS SAITAS

Este número ainda não é definitivo, já que cerca de uma centena de bombeiros continuam à procura de eventuais vítimas do incêndio, que aconteceu numa zona balnear da costa este da Ática invadida pelas chamas na segunda-feira à tarde.

O Governo de Alexis Tsipras pediu ajuda internacional na noite de segunda-feira, tendo já alguns países respondido com meios de apoio.

Portugal vai enviar 50 elementos da Força Especial de Bombeiros (FEB) para ajudar a combater os incêndios na Grécia, anunciou hoje o ministro da Administração Interna.

Alfa/Lusa

Negociações suspensas entre direção e sindicatos na CGD-França

As negociações entre a direção da sucursal francesa da Caixa Geral de Depósitos (CGD) e os sindicatos estão suspensas e a Intersindical FO-CFTC promete que vai « continuar a luta ».

A intersindical FO-CFTC e a comissão de negociação dos trabalhadores « não aceitaram a proposta apresentada pela direção » durante as negociações na presença de um mediador nomeado pelo Tribunal de Grande Instância de Paris, explicou à Lusa Cristina Semblano, porta-voz da intersindical.

« Consideramos que essa proposta não oferecia garantias suficientes, atendendo à incerteza que paira no ar no que diz respeito ao futuro da sucursal de França da CGD e, sobretudo, não podíamos de forma alguma aceitar a moeda de troca que a administração colocou em cima da mesa », afirmou.

Cristina Semblano disse que « a moeda de troca » era « renunciar às ações judiciais em curso ou vindouras contra a CGD », nomeadamente « a renúncia em obter as atas dos conselhos de administração desde 2013 e todas as informações conexas a essas atas ».

A entrega desses documentos foi ordenada pelo Tribunal de Grande Instância de Paris, a 26 de junho, numa decisão em que a justiça francesa indeferiu o pedido da intersindical FO-CFTC e da comissão de trabalhadores de terem acesso ao Plano industrial de 2013 e ao Plano de Reestruturação de 2016 da Caixa Geral de Depósitos.

A porta-voz da intersindical acrescentou que vai « continuar a luta » ao nível judiciário, nomeadamente com o recurso apresentado para a obtenção do Plano industrial de 2013 e do Plano de Reestruturação de 2016 « que contém informação sobre o futuro da sucursal de França » e com « ações que vão entrar no que diz respeito a problemas que se estão a passar no pós-greve, com trabalhadores que estão a ser vítimas de discriminação e mesmo de assédio ».

Questionada sobre se vai haver novas manifestações e uma outra greve, depois da paralisação que durou de 17 de abril a 30 de junho e que foi acompanhada por dez protestos nas ruas de Paris, Cristina Semblano referiu que a decisão será tomada pelos trabalhadores em assembleia-geral na segunda quinzena de setembro.

Os dois meses e meio de greve não foram apoiados pelos sindicatos CGT e CFDT que, no âmbito das negociações, « estavam dispostos a assinar o protocolo de fim de conflito porque as reivindicações foram satisfeitas », disse à Lusa Carmen Camp, delegada sindical da CFDT.

A sucursal em França da CGD tem 48 agências e mais de 500 trabalhadores.

A redução da operação da CGD fora de Portugal (nomeadamente Espanha, França, África do Sul e Brasil) foi acordada em 2017 com a Comissão Europeia como contrapartida da recapitalização do banco público.

Em maio, o presidente da CGD, Paulo Macedo, afirmou querer manter a operação da CGD em França e adiantou que está a negociar isso com as autoridades europeias.

A redução da operação da CGD acordada com a Comissão Europeia passa também pelo fecho de 180 balcões em Portugal até 2020, 70 dos quais encerram ainda este ano.

Em 2017, fecharam 67 balcões, pelo que, com o encerramento destas 70 agências, a CGD terá ainda de fechar mais 43 balcões nos próximos dois anos.

Alfa/Lusa

Incêndios/Grécia: Portuguesa em Atenas confia que fogo está controlado

Uma portuguesa que vive em Atenas recordou hoje à Lusa o cheiro a queimado e o « céu enegrecido » que cobria a cidade na segunda-feira e mostrou-se confiante de que os incêndios na região estão agora controlados.

 

“Na zona de Atenas os incêndios estão debelados, controlados. Os bombeiros estão a controlar toda a região para apagar os pequenos focos que ainda existam. Tenho estado a ouvir as notícias e os incêndios nesta região estão apagados e as imagens na televisão são de zonas queimadas, mas não de zonas em chamas”, referiu por telefone à Lusa Maria da Piedade Maniatoglou, 61 anos, que se fixou há mais de quatro décadas na capital grega.

Maria da Piedade assinalou que não há registo de vítimas entre a comunidade portuguesa, uma confirmação que obteve após um contacto com o representante diplomático português.

“Falei com o senhor embaixador há cerca de uma hora, puseram-se em movimento para o que fosse necessário, pediu-me que, se soubesse de alguém, os reencaminhasse para a embaixada para o que fosse necessário”, disse.

A portuguesa, dirigente da Associação cultural para os portugueses na Grécia, contou que os portugueses com conseguiu contactar e que sabia que estavam nas zonas do fogo, « estão todos bem ».

« Há apenas uma senhora que não consegui contactar, terá de ser através de outra senhora, não tenho o seu telefone de casa e o telemóvel não está a funcionar”, afirmou.

De acordo com a secção consular da embaixada de Portugal em Atenas, a comunidade portuguesa inclui 600 pessoas, incluindo lusodescendentes.

Na tarde e noite de segunda-feira, lembrou, a região de Atenas estava “carregada de cheiro a queimado e partículas em suspensão” e com um céu enegrecido e alaranjado.

“O cheiro a queimado era intenso e houve alturas em que chegou a ser intenso. Mas relativamente à cidade de Atenas, pelo menos na minha zona, foi a única consequência sensível”, assinalou.

A rapidez com que o fogo alastrou foi um dos fatores que terá motivado um número de elevado de vítimas, indicou.

“Num dos sítios onde há vítimas mortais, estavam a referir que praticamente tudo aconteceu em uma hora ou pouco mais, nos sitos onde há casas ardidas. Foi imensamente rápido e em grande parte penso que causado pelos ventos muito fortes… Foi mais ou menos como no ano passado em Portugal”, disse Maria da Piedade.

Um dos dois fatores que terá sido decisivo para a tragédia, disse, foi que « nessa zona onde há infelizmente muitas vítimas existe uma grande concentração de habitações, sejam de veraneio ou residências fixas ».

A zona está situada numa zona de mata, « as casas estão construídas no meio dos pinheiros e isso ajuda a que tudo arda de uma vez, o fogo propaga-se muito rapidamente”, revelou ainda.

Os fogos que lavram na Grécia causaram pelo menos 60 mortos e 172 feridos, alguns em estado crítico, de acordo com os últimos dados da Proteção Civil grega.

O Governo de Alexis Tsipras pediu ajuda internacional na noite de segunda-feira, tendo já alguns países respondido com meios de apoio.

Portugal vai enviar 50 elementos da Força Especial de Bombeiros (FEB) para ajudar a combater os incêndios na Grécia, anunciou hoje o ministro da Administração Interna.

Alfa/Lusa

Etapa do Tour neutralizada temporariamente após protesto

A 16.ª etapa da Volta a França em bicicleta foi, esta terça-feira, temporariamente neutralizada, após um protesto, alegadamente de agricultores, nos primeiros quilómetros, após a partida de Carcassone.

Nas imagens televisivas foi possível ver, junto ao percurso, vários tratores e fardos de palha, que foram atirados para a estrada, obrigando à interrupção da corrida, quando estavam percorridos 29 quilómetros.

Através da transmissão televisiva foi também possível observar vários ciclistas a lavar os olhos, alegadamente devido ao uso de gás lacrimogénio.

De acordo com a equipa QuickStep-Floors, esse gás lacrimogénio terá sido utilizado pela polícia para dispersar os manifestantes, acabando por afetar também alguns corredores. A corrida acabou por recomeçar, poucos minutos depois faltando 187,7 quilómetros para o final da tirada, que liga Carcassone a Bagnères-de-Luchon.

 

Alfa/JN

 

Bruxelas garante ajuda à Grécia “hoje, amanhã e pelo tempo que for necessário”

O presidente da Comissão Europeia garantiu hoje, numa carta dirigida ao primeiro-ministro grego, que a União Europeia fará “todo o possível para prestar ajuda” no combate aos incêndios na Grécia, “hoje, amanhã e pelo tempo que for necessário”.

Foto EPA/ALEXANDROS VLACHOS

O executivo comunitário anunciou que Jean-Claude Juncker falou hoje de manhã com o Presidente grego, Prokopis Pavlopoulos, e com o primeiro-ministro, Alexis Tsipras, para “expressar sinceras condolências às famílias e àqueles que perderam entes queridos” nos fogos.

O Presidente da Comissão escreveu também uma carta ao chefe de Governo, na qual garante que Bruxelas “não vai poupar esforços para ajudar a Grécia e o povo grego”.

“Durante este período difícil, estamos lado a lado com o povo e as autoridades da Grécia, e louvo os esforços incansáveis e corajosos das equipas de socorro. Será feito todo o possível para prestar apoio hoje, amanhã e pelo tempo que for necessário”, lê-se na carta de Juncker a Tsipras, divulgada em Bruxelas.

Juncker aponta ainda na missiva que pediu ao comissário da Ajuda Humanitária e Gestão de Crises, Christos Stylianides, para estar em contacto imediato com as autoridades de proteção civil da Grécia, acrescentando que o comissário viajará ainda hoje rumo a Atenas.

“Ele informou-me que já foi mobilizada assistência, incluindo aviões e bombeiros. Gostaria de aproveitar a oportunidade para agradecer aos Estados-membros relevantes pela sua contínua solidariedade a este respeito”, conclui.

Numa outra declaração divulgada igualmente em Bruxelas ao final da manhã de hoje, o comissário Stylianides confirma que viajará ainda hoje para Atenas para se encontrar com as autoridades de proteção civil da Grécia “e coordenar a assistência da UE que já está a caminho”.

“Falei com o primeiro-ministro Tsipras ontem (segunda-feira) à noite e estou em contacto permanente com ele para oferecer o apoio total da Comissão às autoridades e ao povo grego”, escreveu o comissário.

Stylianides agredeceu a Chipre, Espanha e Bulgária, “que já fizeram ofertas imediatas de assistência concreta através do novo Mecanismo de Proteção Civil da UE: aviões, bombeiros, médicos e veículos”.

“Juntos, estamos a trabalhar 24 horas por dia para ajudar os corajosos serviços de socorro que começaram a trabalhar de forma incansável para prestar ajuda àqueles que dela precisam”, disse.

Entretanto, também Portugal anunciou vai enviar 50 elementos da Força Especial de Bombeiros (FEB) para ajudar a combater os incêndios na Grécia, tendo o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, explicado que será disponibilizado apoio terrestre, tal como as autoridades gregas solicitaram ao Mecanismo Europeu de Proteção Civil.

Os fogos que lavram na Grécia causaram pelo menos 60 mortos e 172 feridos, alguns em estado crítico, de acordo com os últimos dados da Proteção Civil grega.

Alfa/Lusa

Pelo menos 60 mortos em incêndios na Grécia

Aumentou para 60 o número de vítimas mortais dos incêndios na Grécia que fizeram 172 feridos, disse hoje à Lusa uma jornalista da agência grega AMNA acrescentando que o primeiro-ministro vai reunir-se com autoridades esta tarde.

Foto REUTERS/Costas Baltas

“Até ao momento registam-se 60 mortos, mas muitas pessoas continuam dadas como desaparecidas. Os bombeiros estão a tentar procurar as pessoas nas casas das zonas que foram atingidas pelas chamas. Neste momento há 172 feridos, 60 dos quais são crianças. A maior parte dos feridos está internada em vários hospitais. É possível que o balanço de vítimas mortais venha a aumentar”, disse à Lusa Eva Webster da AMNA, em Atenas.

A jornalista acrescentou que governo de Alexis Tsipras está a preparar uma reunião, marcada para as 14:00 (16:00 em Lisboa), na capital, para responder aos acontecimentos.

O primeiro-ministro reuniu-se segunda-feira com “vários membros do governo” tendo declarado que se trata de “uma grande tragédia e que está a ser organizada uma resposta para combater a situação”, explicou Eva Webster.

De acordo com a agência AMNA, até ao momento, o Chipre enviou bombeiros e meios de combate a incêndios.

Um dos incêndios, a cerca de 50 quilómetros de Atenas, obrigou à evacuação de três localidades, reduzindo a cinzas dezenas de casas e causando o encerramento ao tráfego durante 17 quilómetros da autoestrada de Olímpia, que liga a capital ao Peloponeso.

Alfa/Lusa