Macron acusado de montar “polícia paralela” (e de abafar o caso). « Watergate francês »

Escândalo em Paris. Emmanuel Macron acusado de ter montado uma “polícia paralela”.

Ambiente elétrico na Assembleia Nacional francesa, onde decorrem desde esta manhã audições de uma comissão parlamentar, que já interrogou o Ministro do Interior e o Prefeito de Paris. Em causa: o chefe da segurança do Presidente Macron, um civil de 26 anos, que se disfarçava de polícia, designadamente para atacar e prender manifestantes.

Alfa. Adaptação de um trabalho do Expresso, por Daniel Ribeiro

É o escândalo que faz tremer o Eliseu e mergulhou o Presidente Emmanuel Macron na pior crise desde que foi eleito, em maio de 2017.

Em questão está o chamado “caso Alexandre Benalla”, que era responsável da segurança de Emmanuel Macron e da sua mulher, Brigitte, no Palácio do Eliseu.

O conselheiro da Presidência, de 26 anos, que já anteriormente tinha trabalhado com altos dirigentes socialistas – François Hollande, Martine Aubry e Arnaud Montebourg –, foi filmado a bater em jovens manifestantes de esquerda, em Paris, durante as manifestações do primeiro de maio deste ano. Estava na altura disfarçado de polícia e atacou duas pessoas à frente das forças de choque, que o deixaram atuar sem reagir, como se ele fosse um dos seus superiores hierárquicos.

O caso assumiu proporções enormes porque, soube-se depois, Benalla usava e abusava dos seus poderes e porque a Presidência e o Governo só reagiram depois das imagens das agressões terem sido reveladas, há dias, pela imprensa. No entanto, tanto o Eliseu como o Governo conheciam as filmagens desde a noite de um maio e tentaram esconder o escândalo protegendo o conselheiro do Palácio.

Em sua defesa, o Eliseu indicou que Benalla esteve por esse motivo suspenso, sem salário, durante 15 dias, mas ele apareceu publicamente, a exercer funções de relevo tanto durante as festividades do Dia Nacional francês, a 14 de julho, como posteriormente, junto ao autocarro que transportava os campeões do mundo de futebol durante o seu desfile triunfal nos Campos Elísios.

As explicações do Governo sobre este “affaire” têm disso desastrosas. Cristophe Castaner, porta-voz do executivo explicou esta manhã que Alexandre Benalla era “um simples bagagista” do Eliseu. O problema é que ele tinha um salário de 10 mil euros por mês, casa luxuosa (paga pelo Eliseu) em Paris e carro de funções, usava com frequência uma braçadeira oficial da polícia, e tinha autorização da Prefeitura de Paris para uso e porte de arma.

Benalla foi demitido depois do escândalo ter sido revelado pelo jornal Le Monde e foi acusado pela Justiça de “violência em reunião pública e de ingerência no exercício de uma função do Estado”. Além dele, foram já acusadas neste caso mais quatro pessoas: três agentes de segurança e Vincent Crase, um alto funcionário do partido do Presidente Macron (República em Marcha), que foi igualmente filmado a bater em manifestantes.

Toda a oposição evoca um “watergate francês” e tanto a França Insubmissa (esquerda, de Jean-Luc Mélenchon), como a Frente Nacional (Ultradireita, de Marine le Pen), acusam Emmanuel Macron de ter montado no Eliseu uma força de “polícia política paralela”.

Numerosas imagens, divulgadas nos últimos dias, mostram Benalla lado a lado com o Presidente em diversas reuniões públicas e privadas.

Emmanuel Macron tem recusado pronunciar-se sobre este escândalo que, no entanto, poderá levar a uma remodelação profunda dos seus serviços no Palácio, bem como, provavelmente, à queda de alguns ministros, nomeadamente o do Interior, Gérard Collomb, que é um dos principais apoios do chefe do Estado.

As audições na Comissão parlamentar de inquérito sobre esta polémica prosseguem amanhã, terça-feira, 24.

Benalla alega que a Presidência francesa é que é o alvo da ação legal

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O chefe de segurança do Presidente francês, Alexandre Benalla, detido na semana passada por agredir manifestantes no desfile do 1.º de maio, considerou-se hoje alvo de “uso mediático” que visa prejudicar a Presidência francesa.

“O senhor Benalla está atónito pelo uso mediático e político da sua ação no dia 01 de maio de 2018 contra dois desordeiros que agrediam polícias”, explicaram hoje os seus advogados em comunicado enviado à estação de televisão francesa TF1, em que se queixam de que as incriminações contra o antigo responsável da segurança no Palácio do Eliseu “visam prejudicar a Presidência”.

Os advogados afirmam que Benalla se encontrava no local como observador dos protestos de 01 de maio, num convite da gestão da ordem pública da autarquia parisiense.

Os representantes defendem que o chefe de segurança não tinha intenção de intervir, mas que observou que o comportamento de dois indivíduos “particularmente violentos ultrapassava a capacidade operativa dos polícias”.

Alexandre Benalla “tomou a iniciativa de reforçar o dispositivo policial e ajudou a controlar essas pessoas” com “uma ação vigorosa, mas levada a cabo sem violência e sem causar feridos”, dizem os advogados.

Segundo a defesa do ex-funcionário do Eliseu, a atuação do segurança sustentou-se no artigo 73.º do procedimento penal, que estipula que qualquer cidadão deve dar assistência à polícia em caso de necessidade.

A intervenção “não teve nenhuma consequência para os detidos”, recordam os advogados, antes de repetir que a revelação do caso “serve de forma manifesta para prejudicar a Presidência dentro de condições que não se podem compreender”.

Alexandre Benalla, um dos elementos da segurança próximos do Presidente francês, Emmanuel Macron, foi preso por « violência, usurpação de funções e posse ilegal de insígnias ».

O Ministério Público francês iniciou uma investigação na quinta-feira passada depois de o jornal Le Monde ter publicado imagens registadas em vídeo em que se vê Alexandre Benalla a agredir manifestantes.

Três agentes da polícia foram suspensos por passarem imagens de videovigilância ao arguido, em “violação do segredo profissional”.

Alfa/Lusa

Cirurgia pioneira de remoção de tumores no útero realizada no Porto

O Centro Materno Infantil do Norte realizou hoje, pela primeira vez em Portugal, uma cirurgia transvaginal de remoção de tumores no útero, disse o ginecologista responsável pela intervenção, Hélder Ferreira.

Foto: MANUEL FERNANDO ARAÚJO

Através de um sistema ótico, com recurso a uma câmara endoscópica, a nova técnica, realizada na cidade do Porto, consiste « na visualização do interior do útero » por via transvaginal e permite uma maior precisão na identificação e remoção de lesões intrauterinas, explicou aquele especialista à agência Lusa.

A visualização, designada de histeroscopia, permite identificar patologias e lesões como pólipos, miomas, aderências ou cicatrizes dentro do útero, e – simultaneamente – tratar ou removê-las.

Hélder Ferreira, coordenador da unidade de cirurgia minimamente invasiva do Centro Materno Infantil Norte, afirmou que o novo equipamento faz com que o procedimento seja « mais reprodutível, ao torná-lo também mais rápido e seguro », comparativamente a outras técnicas que têm sido utilizadas, como a raspagem uterina, a remoção do útero ou a histeroscopia com corrente elétrica.

« Se conseguimos encurtar esse tempo, automaticamente conseguimos reduzir a dor e podemos fazer mais procedimentos, desta forma, sem anestesia », frisou.

Segundo o ginecologista, o procedimento é também « mais fácil de realizar », pois não recorre à anestesia, nem à energia elétrica, que na maioria das vezes « provocam dor e lesões às doentes ».

Uma das vantagens desta técnica é também « o regresso precoce a casa das doentes », o que, aliado à redução do tempo que passam no hospital, evita o « elevado risco de infeções ».

Helena Leite, de 69 anos e natural do Porto, foi uma das sete pacientes que hoje foram submetidas a esta técnica.

A doente saiu pelo próprio pé do bloco operatório, depois de uma intervenção que durou cerca de cinco minutos, e admitiu que o tempo de espera a deixou nervosa. Mas que « não custou muito », acrescentou.

« Quando estava no bloco pensei que ia correr mal, porque fiquei assustada, uma vez que todas as intervenções que fiz foram com anestesia. Esta não foi, por isso, estava mais receosa. A princípio doeu um bocadinho, mas depois aguentei perfeitamente », referiu.

Quando teve conhecimento de que a técnica era pioneira em Portugal, Helena ficou amedrontada, mas « as explicações do médico » e a « equipa maravilhosa » que a acompanhou no bloco operatório deixaram a paciente mais confiante.

Segundo o ginecologista obstetra Hélder Ferreira, outra das vantagens da nova técnica é o « aumento da segurança do procedimento » e a facilidade para « a curva da aprendizagem ».

No bloco operatório estavam presentes cerca de seis médicos e estudantes oriundos da Eslováquia, Polónia e Inglaterra.

« A evidência científica neste momento, em estudos comparativos, é clara relativamente às vantagens desta técnica. Vantagens para as doentes, para a instituição e para o próprio sistema de cuidados de saúde », acrescentou Hélder Ferreira.

Alfa/Lusa

‘Príncipe’ francês oferece €159 milhões pela Comporta

‘Príncipe’ francês sobe a parada e oferece €159 milhões pela Comporta. Louis-Albert de Broglie subiu a parada para aquisição da herdade do ex-grupo Espírito Santo, e a sua proposta passou a ser a mais alta entre as três ofertas, que também incluem o consórcio de Paula Amorim com Claude Berda e a da Oakvest com a Portugália.

Alfa/Expresso, por Conceição Antunes

O aristocrata francês Louis-Albert de Broglie enviou uma carta à Gesfimo, sociedade que está a gerir o processo de venda da Herdade da Comporta, elevando a sua proposta de aquisição da propriedade, que inicialmente era de €115 milhões, para €159 milhões. O prazo estipulado pela Gesfimo para votação das propostas é 27 de julho.

A oferta de Louis-Albert de Broglie, que inicialmente era a mais baixa, passa assim a ser a mais alta entre as três ofertas que estão à mesa para comprar a Herdade da Comporta. A proposta apresentada pela Oakvest (do britânico Mark Holyoake) com a Portugália é da ordem dos €155,9 milhões (€36,5 milhões em dinheiro mais €119,4 com a assuncão da dívida da Comporta à CGD), e a oferta apresentada pelo consórcio do milionário francês Claude Berda com Paula Amorim foi de €147,4 milhões, mas segundo o consórcio o valor global da sua proposta ascende a €156,4 milhões, incluindo outros créditos imobiliários.

Na carta enviada esta segunda-feira à Gesfimo, a que o Expresso teve acesso, Louis-Albert de Broglie vem clarificar que a sua proposta inicial enviada a 4 de maio para compra da Comporta tinha também uma « componente variável », envolvendo um acréscimo em torno de €40 milhões. E frisa que além de ter a melhor proposta do ponto de vista financeiro, o projeto de desenvolvimento para a Comporta do seu consórcio (composto pela Victor Brogli, GAC Capital e grupo Bonmont) privilegia, ao contrário dos concorrentes, « a biodiversidade da paisagem, empregos permanentes e bem pagos que vão desenvolver a região » e servir « a economia local », além de se propor a criar uma fundação para apoiar projetos locais.

A corrida à compra da Comporta tem estado nesta altura a ser disputada de forma acesa, e no início do mês a Gesfimo tinha eleito como favorita a proposta da Oakvest com a Portugália, de acordo com o noticiado pelo Expresso, tendo decidido não considerar as outras duas ofertas, o que gerou alguma contestação. E também levou o Novo Banco a avançar com uma alteração relevante relativamente à assembleia que vai decorrer a 27 de julho, no sentido de votar todas as propostas apresentadas para compra da Comporta, e não apenas a selecionada pela Gesfimo.

Ao subir a fasquia para €159 milhões, Louis-Albert de Broglie pretende que a sua proposta, que não estava a ser considerada pela Gesfimo por ter o valor mais baixo, passe a ser a favorita à compra da Comporta.

AGRICULTURA BIOLÓGICA, ECO-QUINTAS, STARTUPS E MUSEUS EM VEZ DE BETÃO

O aristocrata francês – filho do Duque de Broglie, que foi ministro do presidente Carles de Gaulle – está empenhado em desenvolver a Comporta com um projeto assente na agricultura biológica e para « gerar economia e trabalho às pessoas que vivem neste território ». Neste seu plano para a Comporta, tem como parceiros de referência o fundo Global Assets Management (GAC) e o operador internacional Golf & Country Club de Bonmont, e garante poder trazer dezenas de outros parceiros « que partilham o interesse pelo futuro dos territórios » e o acompanham em outros negócios que está a desenvolver a nível internacional.

O plano para a Comporta de Louis-Albert de Broglie só prevê 15% do imobiliário previsto pelo grupo Espírito Santo, as chamadas ADT (Áreas de Desenvolvimento Turístico) 2 e 3, inseridas nos concelhos de Grândola e de Alcácer do Sal. « Não se pode dar a punição do betão à população da Comporta, depois do trauma com os Espírito Santo », frisou em entrevista recente ao Expresso o aristocrata francês, que vai à Comporta há 25 anos, tem lá uma casa onde planeia viver em permanência – e gerir a partir daí o seu grupo empresarial designado de Deyrolle, com sede em França.

A visão de Louis-Albert de Broglie é criar na Comporta sete centros dedicados a produção biológica, incubação de startups de alimentação saudável, conferências, reciclagem ou medicina reconectiva, além de um museu de arte contemporânea em forma de arca de Noé e uma escola Blue School (cujo modelo de ensino assenta na reconexão com a natureza). A parte turística ficaria integrada nestes centros, e por exemplo o de medicina reconectiva teria um hotel com 80 quartos “gerido por uma das maiores marcas internacionais”. O seu projeto de desenvolvimento para a Comporta é designado de « Utopia », que “segundo Victor Hugo significa o futuro do amanhã” – conforme esclarece o aristocrata francês, cuja carreira foi feita na banca, no BNP Paribas, e garante estar a avançar neste projeto com os pés assentes na terra e « para dar dinheiro », prevendo que os sete centros venham a gerar 500 empregos permanentes.

Maior avião comercial do mundo aterrou esta tarde em Beja

Autarquia fala em « momento histórico » e sinal para todo o país.

O presidente da Câmara Municipal de Beja defende que o facto de a primeira aterragem de um avião A380 em Portugal acontecer esta segunda-feira em Beja é um sinal de que o aeroporto do Baixo Alentejo está a ser mal explorado e tem potencial para muito mais.

« Sempre que nos recordarmos que em 2018 aterrou em Portugal, pela primeira vez, o maior avião comercial de passageiros do mundo esse marco histórico ficará associado ao aeroporto de Beja », sublinha o autarca, acrescentando que este é um avião que não pode aterrar noutros aeroportos nacionais.

A aterragem do A380 é assim um sinal que o Alentejo está a « enviar um recado ao país ».

A Câmara Municipal defende que Beja pode ser uma boa alternativa ao lotado aeroporto de Lisboa e até ao aeroporto de Faro em épocas com mais voos e passageiros.

Paulo Arsénio faz mesmo um apelo às empresas de aviação que olhem para Beja como um local que está um pouco mais longe, mas que por estar mais vazio pode tratar das malas dos passageiros de forma mais rápida ou ter um controlo do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) mais célere.

Aquilo que se perde de um lado, defende o presidente do município de Beja, pode ganhar-se do outro.

A380 chega a Portugal mais de 10 anos depois do primeiro voo

Entregue pela primeira vez a uma companhia aérea em 2007, o Airbus A380, maior avião de passageiros do mundo, aterra pela primeira vez em Portugal esta segunda-feira às 17H00 em Beja.

No entanto o avião vem e sairá de Beja vazio pois o aeroporto será apenas usado para estacionamento e manutenção até quinta-feira.

Esta aeronave será o primeiro A380 a ser operado pela companhia aérea portuguesa Hi Fly e segundo a empresa pode levar 471 passageiros distribuídos por três classes ou 800 apenas em classe económica.

O avião foi comprado à Singapore Airlines que o usou nos últimos dez anos e foi pintado com os desenhos de uma campanha pela defesa dos recifes de coral.

 

Alfa/TSF

« Nunca mais ameacem os EUA ou vão sofrer! » Trump responde a presidente do Irão

Depois de Hassan Rouhani ter dito a Trump que « não brinque com a cauda do leão », o presidente norte-americano promete consequências graves se voltar a ser alvo de ameaça.

Donald Trump deixou esta segunda-feira uma ameaça ao presidente iraniano, horas depois de Hassan Rouhani ter dito que as políticas hostis dos EUA podiam levar à « mãe de todas as guerras ».

« Nunca mais ameacem os Estados Unidos ou vão sofrer consequências que poucos na História sofreram. Já não somos um país que acata as vossas lunáticas palavras de violência e morte. Cuidado! », escreveu Trump no Twitter.

https://twitter.com/realDonaldTrump/status/1021234525626609666

Num encontro com diplomatas iranianos no domingo, Hassan Rouhani advertiu Donald Trump que não « brinque com a cauda do leão, porque se o fizer vai arrepender-se ».

« Declaram a guerra e depois falam da vontade de apoiar o povo iraniano », disse Rohani dirigindo-se ao presidente dos Estados Unidos. « Não pode provocar o povo contra a segurança e os seus próprios interesses ».

Rohani voltou a avisar que o Irão poderá fechar o estreito estratégico de Ormuz, que controla o Golfo e por onde passa cerca de 30% do petróleo mundial que é transportado por via marítima.

« A paz com o Irão será a mãe das pazes e a guerra com o Irão representará a mãe das guerras ».

« Sempre que a Europa procurou um acordo connosco a Casa Branca semeou discórdia », disse Rhoani, acrescentando: « Não devemos pensar que a Casa Branca ficará para sempre neste nível de oposição ao direito internacional, contra o mundo muçulmano ».

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, reagiu a estas palavras dizendo que os líderes do Irão se assemelha mais a uma « máfia » do que a um governo e que Washington não tinha medo de impor sanções « ao mais alto nível » ao regime de Teerão.

Num discurso perante a diáspora iraniana na Califórnia, Pompeo confirmou que Washington quer que todos os países reduzam as suas importações de petróleo iraniano até « perto de zero », até 4 de novembro, caso contrário enfrentarão sanções dos Estados Unidos.

Alfa/TSF

Liga Europa: Sporting de Braga defronta Zorya Luhansk

O Sporting de Braga vai defrontar os ucranianos do Zorya Luhansk na terceira pré-eliminatória da Liga Europa em futebol, ditou o sorteio hoje realizado em Nyon, na Suíça.

A primeira mão realiza-se a 09 de agosto, na Ucrânia, e a segunda no Estádio Municipal de Braga, a 16.

Por seu lado, o Rio Ave irá medir forças com os belgas do Gent, com primeira mão em Portugal, caso ultrapasse o Jagiellonia Bialystok na segunda pré-eliminatória, que arranca na Polónia, na quinta-feira, e encerra em Vila do Conde, em 02 de agosto.

Para chegarem à fase de grupos, na qual já está o Sporting, os dois clubes portugueses ainda terão, depois, de ultrapassar o ‘play-off’, a 23 e 30 de agosto.

O Desportivo das Aves ganhou o direito desportivo de entrar diretamente na fase de grupos da Liga Europa, ao vencer o Sporting na final da Taça de Portugal, mas foi excluído pela FPF por não se ter licenciado a tempo de participar nas taças europeias.

Assim, o Sporting passou da terceira pré-eliminatória para a fase de grupos, o Sporting de Braga da segunda para a terceira e o Rio Ave, que ficaria de fora, entrou na segunda.

O Benfica também conheceu esta segunda-feira o seu adversário na Liga dos Campeões e tem pela frente o Fenerbahçe.

Fenerbahçe é o adversário do Benfica na Liga dos Campeões

Alfa/Lusa

Ozil deixa seleção alemã devido a « racismo »

O caso está a virar atenções para a forma como a Alemanha trata os turcos, a maior comunidade imigrante no país.

Foto: Lisi Niesner/Reuters

Mesut Ozil decidiu, este domingo, abandonar a seleção alemã devido ao « racismo e desrespeito » de que foi alvo, devido às suas raízes turcas.

Ozil enfrentou duras críticas da opinião pública alemã, depois de ter sido fotografado com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan. As críticas surgiram também por parte do presidente da Federação Alemã de Futebol, Reinhard Grindel – que, segundo Ozil, o culpou pela eliminação da Alemanha neste Campeonato do Mundo de Futebol, disputado na Rússia.

« Eu não vou mais servir de bode expiatório para a incompetência de Grindel e a sua incapacidade fazer o seu trabalho », declarou o jogador, nas suas redes sociais, acrescentando que só foi defendido pelo treinador da seleção alemã, Joachim Low, e pelo diretor-desportivo Oliver Bierhoff.

« Aos olhos de Grindel e dos seus apoiantes, eu sou alemão quando ganhamos, mas sou imigrante quando perdemos », disse Ozil. « Continuo a não ser aceite na sociedade, a ser tratado como ‘diferente' », lamentou.

Cem Ozdemir, antigo líder dos « Verdes » alemães e o mais destacado político de origem turca na Alemanha, afirmou que será difícil que Grindel possa continuar à frente da Federação Alemã de Futebol, dada a diversidade étnica que existe na Alemanha e na sua seleção de futebol.

« Ele [Grindel] não reflete a amplitude do futebol na Alemanha e, portanto, será difícil para os turcos alemães, ou mesmo para os croatas alemães, sentir que a Federação Alemã de Futebol também é deles », criticou Cem Ozdemir, em entrevista à rádio Deutschlandfunk.

« Erros de comunicação significam que aconteceu algo que nunca deveria acontecer aos imigrantes: eles nunca devem sentir-se como alemães de segunda classe », disse o ex-presidente da Federação Alemã de Futebol, Theo Zwanzige. « A renúncia de Ozil é um grande revés para os esforços de integração além do futebol no nosso país », acrescentou.

Na sequência da polémica, o Governo de Merkel já veio declarar publicamente, esta segunda-feira, que a maioria dos 3 milhões de descendentes turcos que vivem na Turquia estão bem integrados na comunidade e que Ozil é valorizado pela governante alemã.

O debate político intensificou-se, na sequência dos dados que revelam um crescimento da extrema-direita na Alemanha, à custa dos partidos tradicionais, com efeitos na imigração no país.

O anúncio de Ozil nas redes sociais tem sido acusado, pelos media alemães, de « autocomiseração ». Mesmo o político turco que o defendeu, Ozdemir, afirmou que o jogador foi « ingénuo » e que a sua saída da seleção alemã só traz boas notícias para « Erdogan, a AfD [Alternativa para a Alemanha, partido de extrema-direita alemão] e para todos aqueles que são contra a diversidade ».

A saída de Ozil está já a ser usada pela AfD como argumento contra a imigração. « A integração [dos migrantes] não resulta nem sequer com futebolistas milionários », afirmou a líder do partido de extrema-direita, Alice Weidel, que aponta o caso do jogador de futebol como um « típico exemplo de integração falhada ».

Já na Turquia, a decisão de Ozil tem recebidos elogios por parte do Governo turco. « Apoiamos, do fundo do coração, a postura honrosa demonstrada pelo nosso irmão Mesut Ozil », afirmou o ministro do Desporto turco, Mehmet Kasapoglu.

https://twitter.com/kasapoglu/status/1021136231348998144

Também o conselheiro do presidente Erdogan, Gulnur Aybet, afirmou que a forma como Ozil foi tratado é « imperdoável ». « Não há desculpa para o racismo e a discriminação », publicou no Twitter.

 

Alfa/TSF

Fenerbahçe é o adversário do Benfica na Liga dos Campeões

O Benfica, campeão europeu em 1960/61 e 1961/62, vai defrontar os turcos do Fenerbahçe na terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões em futebol, ditou o sorteio hoje realizado em Nyon, na Suíça.

A primeira mão realiza-se a 07 ou 08 de agosto, no Estádio da Luz, em Lisboa, e a segunda a 14, em Istambul.

Os ‘encarnados’ procuram juntar-se ao campeão nacional FC Porto, que tem lugar garantido na fase de grupos, sendo que, além da terceira pré-eliminatória, ainda terá de ultrapassar um ‘play-off’, a 21 ou 22 e 28 ou 29 de agosto.

O PAOK/Basileia enfrenta o Spartak de Moscovo, o Slavia de Praga terá pela frente o Dínamo de Kiev e o Standard de Liège defronta o Ajax/Sturm Graz.

Alfa/TSF/LUSA

José Fonte oficializado no Lille até 2020

Internacional português chega ao campeonato francês depois de uma curta passagem pela I Liga chinesa.

O futebolista internacional português José Fonte assinou pelo Lille até 2020, depois de ter terminado contrato com os chineses do Dalian Yifang, anunciou esta sexta-feira o clube francês em comunicado, no seu site oficial. « Um ‘mundialista’ e campeão da Europa português chegou.

O Lille tem o prazer de anunciar a contratação do internacional português José Fonte, que se juntará ao clubecom um contrato de dois anos », refere em comunicado o emblema da I Liga francesa.

O central português, de 34 anos, chega a França depois de ter terminado contrato com o Dalian Yifang, da I Liga chinesa, clube no qual fez sete jogos.

José Fonte, que conta com 35 internacionalizações por Portugal, esteve no Mundial 2018 a representar a selecção portuguesa, que foi eliminada nos oitavos de final da competição pelo Uruguai (2-1), tendo sido titular em todos os jogos. Pela selecção, o jogador venceu o Campeonato da Europa em 2016, ao bater a actual campeã do Mundo, a França (1-0 no prolongamento, após empate no tempo regulamentar).

Antes de ter rumado ao continente asiático, o atleta, que iniciou carreira de sénior no Felgueiras, passou pelo Vitória de Setúbal, foi emprestado ao Paços de Ferreira e Estrela da Amadora, e depois representou os ingleses do Crystal Palace, West Ham e Southampton, equipa na qual venceu uma Taça da Liga.

 

Alfa/Lusa