O diretor da Volta à França em bicicleta, Christian Prudhomme, apelou hoje ao público que respeite os ciclistas, para não se repetirem os incidentes que marcaram o final da 12.ª etapa em Alpe d’Huez.
« Tivemos uma subida ao Alpe d’Huez muito dolorosa. Os ciclistas do Tour, os seus campeões, devem naturalmente ser respeitados, como o fazem a maioria dos espetadores”, disse Christian Prudhomme em entrevista à agência France-Presse.
O italiano Vincenzo Nibali caiu a quatro quilómetros da meta, alegadamente provocada por um espetador, o que levou ao seu abandono, e os ciclistas da equipe Sky, o britânico Chris Froome e Geraint Thomas (camisola amarela e vencedor da etapa) foram vaiados.
Christian Prudhomme classificou de “inconsciente” o comportamento de uma parte do público e apelou à serenidade das pessoas para que nas próximas etapas não se repitam os incidentes na subida ao Alpe d’Huez.
O diretor do Tour lamentou que tenha ficado pelo caminho um “campeão admirável” (Vincenzo Nibali) e criticou ainda o uso de fumos como forma de apoio na estrada, algo que não “faz sentido” neste tipo de desporto, dado que deixa os ciclistas ‘cegos’.
Foram suspensos três membros da polícia de Paris que passaram a Benalla partes do vídeo que o mostra a agredir manifestantes.
O segurança do Presidente francês que foi filmado a pontapear manifestantes no dia 1º de Maio foi despedido e está em prisão preventiva. Segundo o gabinete presidencial, a decisão foi tomada porque « surgiram dados novos » sobre o caso que gerou polémica pois num primeiro momento Alexandre Benalla foi apenas suspenso sem vencimento durante 15 dias.
O vídeo em que se vê Benella a pontapear os participantes nas manifestações do Dia do Trabalhador em Paris foi divulgado pelo jornal Le Monde. O segurança de Macron usa um capacete da polícia; quando percebe que está a ser filmado, afasta-se.
Três membros da polícia parisiense foram também suspensos por terem removido partes do vídeo de vigilância da Praça da Contrescarpe, em Paris, onde aconteceram as agressões para os entregar a Benalla, avança o Le Monde. Este serão os « dados novos » mencionados pelo Eliseu.
Um comunicado do Ministério do Interior frisa que essas imagens « foram indevidamente passadas a terceiros, na noite de quarta-feira 18 de Julho, por funcionários da polícia ». Foi nesse dia que o Monde divulgou o vídeo da agressão de Benalla.
Macron estava a ser duramente atacado por todo o espectro político por se ter limitado a suspender Benella (o que aconteceu logo a seguir aos acontecimentos) e sobretudo por saber o que se tinha passado e não ter participado o crime às autoridades. Esse silêncio pode constituir crime, violando o artigo 40 do Código Penal francês.
O Parlamento francês decidiu na quinta-feira à noite, após um acalorado debate, dar à Comissão das Leis as prerrogativas de uma comissão de inquérito para investigar o caso de Alexandre Benalla, durante um mês.
O Sistema Nacional de Controlo de Velocidade (SINCRO) registou quase 400.500 infrações desde que a totalidade dos 30 radares móveis entrou em funcionamento, há um ano, revelou à Lusa a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR).
O SINCRO é o sistema para deteção automática da infração de excesso de velocidade, sendo composto por 30 radares móveis que são instalados em 50 locais considerados críticos.
O primeiro dos 30 radares do SINCRO entrou em funcionamento a 06 de julho de 2016 e foi instalado na autoestrada A5, que liga Lisboa e Cascais, mas só em julho de 2017 é que começaram a ser explorados na totalidade.
Numa resposta enviada à agência Lusa, a ANSR avança que, entre julho de 2017 e maio deste ano, foram apanhados pelos radares 400.449 condutores em excesso de velocidade.
Segundo a ANSR, 291.195 infrações foram registadas em sete meses de 2017 e 109.254 entre janeiro e maio deste ano.
A maioria das infrações são leves (204.525), seguido dos graves (189.101) e das muito graves (6.723).
Os 30 radares de controlo de velocidade não são fixos, sendo instalados nas 50 cabines segundo um sistema rotativo previamente definido. Os condutores são informados da presença dos radares através de um sinal de trânsito.
A ANSR faz um balanço “muito positivo” deste sistema de controlo da velocidade devido ao “contributo que tem tido para a segurança rodoviária”.
Questionado se o SINCRO contribuiu para reduzir a sinistralidade nos locais onde foram colocados os radares, a ANSR respondeu que “o estudo estatístico dos acidentes nos locais de controlo de velocidade necessita de séries de dados relativamente longas e metodologias adequadas de ponto de vista científico” e “neste momento ainda não estão reunidas condições que permitam desenvolver um estudo consistente sobre esta matéria”.
A Segurança Rodoviária refere ainda que a expansão do sistema de controlo da velocidade está inscrita no Plano Estratégico Nacional de Segurança Rodoviária até 2020, mas esta medida terá de ser avaliada pela tutela.
Dados da ANSR indicam que 244 pessoas morreram nas estradas portuguesas entre 01 de janeiro e 15 de julho deste ano, menos 14 do que em igual período do ano passado.
No entanto, o número de acidentes subiu ligeiramente, registando-se este ano 68.483 desastres, mais 1.845 do que em período idêntico de 2017.
Também os feridos graves estão a diminuir este ano, tendo 950 pessoas ficado gravemente feridas até 15 de julho deste ano contra as 1.109 no mesmo período de 2017.
Se Lisboa não cumprir, o caso pode acabar no Tribunal de Justiça da UE.
A Comissão Europeia enviou nesta quinta-feira um parecer fundamentando a Portugal reclamando que a taxa do aeroporto de Lisboa passe a ser conforme com as regras da União Europeia (UE) e também aplicável a passageiros residentes.
Bruxelas deu um prazo de dois meses para que a taxa do aeroporto de Lisboa seja aplicável também a residentes em Portugal, considerando que a cobrança apenas a não residentes constitui uma discriminação em razão da nacionalidade, o que viola as leis da UE.
O envio de um parecer fundamentando é a segunda fase do processo de infracção e se a situação não for regularizada, a Comissão Europeia pode levar o caso perante o Tribunal de Justiça da UE.
A criação da Taxa Municipal Turística foi aprovada em 2014. Nessa altura, previa-se que, com a entrada em vigor do orçamento para 2015, houvesse a cobrança de um euro a quem chegasse ao aeroporto ou ao porto da capital e de um euro por noite sobre as dormidas. Durante esse ano, a responsabilidade do pagamento foi assumida pela ANA — Aeroportos de Portugal, na sequência de um acordo entre a gestora de aeroportos e o município.
Depois, a ANA mostrou-se indisponível para o continuar a fazer e, também devido à falta de acordo com operadores do Porto de Lisboa, a entrada em funcionamento da taxa sobre as chegadas foi sendo adiada.
Em Maio deste ano, entra em vigor um novo regulamento de taxas do município de Lisboa em que já está prevista a cobrança de um euro aos passageiros que aterrem na Portela, prevendo-se a isenção para quem tenha domicílio fiscal no país, para quem não tenha bilhete autónomo e para quem esteja em trânsito. Os que chegam por via marítima também pagam mas neste caso não há excepções.
Meio milhão de euros de fundos destinados à reconstrução de casas de primeira habitação terão sido desviados para habitações não prioritárias, isto é, casas de segunda habitação.
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) vai pedir ao Ministério Público que investigue obras de duvidosa legalidade em habitações na zona atingida pelo incêndio de Pedrógão Grande, em 2017, foi anunciado.
« Vamos encaminhar esses casos o mais rapidamente possível para o Ministério Público. Temos todo o interesse que o Ministério Público investigue estas situações », disse à agência Lusa a presidente da CCDRC, Ana Abrunhosa.
No entanto, « em termos documentais, estes processos cumprem a lei », ressalvou Ana Abrunhosa, frisando que a CCDRC « não tem o poder de fiscalizar a veracidade de documentos passados pelas Finanças », por exemplo, nem por autarquias ou outras entidades.
O incêndio que deflagrou em Junho de 2017, em Pedrógão Grande, distrito de Leiria, e que alastrou a concelhos vizinhos, provocou 66 mortos e mais de 250 feridos, sete dos quais graves, e destruiu meio milhar de casas, 261 das quais habitações permanentes, e 50 empresas.
A Visão exemplifica com vários casos de pessoas que mudaram a morada fiscal após o incêndio, de forma a conseguirem o apoio do Fundo Revita ou de outras instituições que entretanto também se mostraram solidárias com aquelas populações, como a Cáritas, a SIC Esperança, a Cruz Vermelha, La Caixa, Fundação Calouste Gulbenkian ou Misericórdias.
De acordo com os últimos dados do Fundo Revita, estão já concluídos os trabalhos de reconstrução de 160 das 261 casas de primeira habitação afectadas pelos incêndios de Junho de 2017, pelo que se encontram ainda em obras 101 habitações.
Criado pelo Governo para apoiar as populações e a revitalização das áreas afectadas pelos incêndios ocorridos em Junho de 2017, o fundo recebeu já o contributo de « 61 entidades, com donativos em dinheiro, em bens e em prestação de serviços », destacando-se nos últimos três meses a adesão do município de Castanheira de Pera, com um apoio de 12.978,63 euros.
Assim, « os donativos em dinheiro ascendem a 4.409.878,69 euros », ao qual se junta uma verba de 2.500.000 euros disponibilizada pelo Ministério da Solidariedade e Segurança Social, apurou o relatório do Fundo Revita.
Presidente do Revita não teve queixas
O Fundo Revita não recebeu qualquer queixa de incumprimento das regras no apoio à reconstrução de casas destruídas nos incêndios de 2017, garantiu nesta quinta-feira o presidente do conselho de gestão, sublinhando já ter pedido uma avaliação dos casos denunciados.
« Não recebi nenhuma queixa que identificasse uma situação concreta [de incumprimento] », afirmou à agência Lusa o presidente do conselho de gestão do Fundo Revita (Fundo de Apoio às Populações e à Revitalização das Áreas Afectadas pelos incêndios ocorridos em Junho de 2017)que é também presidente do Instituto da Segurança Social.
« Já assinei o ofício solicitando de imediato uma avaliação caso a caso para perceber se as declarações foram as correctas ou não foram », disse Rui Fiolhais.
O trabalho desenvolvido pelas equipas que avaliam os pedidos de ajuda « foi, de facto, muito exigente, muito intenso porque obrigou a uma visita ao terreno em diversos concelhos. Estou convencido que agiram da melhor forma e com toda a boa-fé », defendeu o responsável.
Como presidente do conselho de gestão do Fundo Revita « não tinha conhecimento de alguma situação concreta que tenha existido, ou seja, até hoje nunca foi relatado ao conselho de gestão qualquer situação concreta em que houvesse sombra de dúvida », esclareceu Rui Fiolhais.
A fiscalização e a aplicação das regras para atribuição de financiamento à reconstrução das casas através dos donativos recebidos são feitas pela comissão técnica, que verifica se a morada é correcta, se a casa tem vindo a ser habitada, nomeadamente através da análise da conta de electricidade de Maio de 2017, e quando necessário visita os imóveis.
A avaliação « foi feita na altura e, em caso de dúvida, seria feita « uma avaliação posterior para perceber se a avaliação da elegibilidade foi efectivamente bem conduzida », referiu o presidente do Instituto da Segurança Social.
A líder do CDS-PP defendeu nesta quinta-feira que deve ser « escrupulosamente escrutinado » e investigado o alegado desvio de 500 mil euros de donativos para obras que não eram urgentes na recuperação de casas atingidas pelos incêndios em Pedrógão Grande.
« Qualquer euro que tenha sido desviado para uma função que não tenha sido aquela a que estava destinado, no caso para a reconstrução das habitações que ficaram afectadas pelos fogos, tem de ser escrupulosamente escrutinado e, obviamente, investigado », afirmou Assunção Cristas, à margem do lançamento do cartaz de Nuno Melo às eleições europeias de 2019, em Matosinhos, distrito do Porto.
O Presidente francês suspendeu Alexandre Benalla, que agrediu manifestante no 1º de Maio, mas não informou autoridades – o que pode ser um acto ilegal, dizem vários adversários de Macron.
Alexandre Benalla, segurança do Presidente francês Emmanuel Macron, foi suspenso durante duas semanas por ter agredido um manifestante no 1.º de Maio, Dia do Trabalhador, em Paris. Mas a informação só foi divulgada porque o Le Monde divulgou um vídeo do episódio – e despertou uma tempestade política.
A medida está a ser criticada por ser demasiado leve e por o Palácio do Eliseu não ter informado as autoridades na altura. A procuradoria de Paris abriu uma investigação a Benalla e Richard Ferrand, líder do grupo parlamento do República Em Marcha, o partido do Presidente, impôs silêncio absoluto aos deputados.
No vídeo que tem sido largamente partilhado no Facebook, e que foi divulgado pelo Le Monde mais de dois meses depois do sucedido, Benalla aparece com um capacete de polícia com viseira ao lado de outros agentes a pontapear um manifestante que está no chão. Depois de perceber que está a ser filmado, o segurança de Macron afasta-se rapidamente do local.
No Dia do Trabalhador, é comum as grandes manifestações que são organizadas em Paris para assinalar a data acabarem em confrontos entre os participantes e a polícia.
A oposição a Macron critica não só a punição leve atribuída a Benalla como o facto de o Eliseu não ter informado as autoridades. Os Republicanos (direita), a França Insubmissa de Jean-Luc Mélenchon (esquerda) e o Partido Socialista condenaram de forma unânime essa falta.
“Este vídeo é chocante. Hoje, ficamos com o sentimento de que na equipa de Macron há um que está acima da lei. É óbvio que Macron tem de falar sobre isto”, disse Laurent Wauquiez, presidente d’Os Republicanos à rádio Europe 1.
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Alexandre Benalla, à esquerda de Macron, na campanha eleitoral de 2017 CHRISTOPHE PETIT TESSON/EPA
Mas o Presidente tem-se recusado a fazer comentários sobre o tema, para além de uma declaração a dizer que o segurança foi suspenso temporariamente logo que se conheceram os factos.
Em violação do Código Penal
O deputado da direita Eric Ciotti aproveitou o debate em curso no Parlamento sobre a revisão constitucional para frisar que o Presidente devia ter denunciado seu segurança, ao abrigo do artigo 40 do Código Penal francês, que diz que « todas as autoridades constituídas, oficial ou funcionário público que, no exercício das suas funções, tenha conhecimento de um crime ou delito deve avisar sem demoras o procurador da República ».
A Reuters diz ainda que Benalla surge em várias fotografias captadas pela agência depois do período de suspensão a que foi sujeito, o que significa que este regressou às funções normalmente depois de cumprido o castigo.
“O colaborador Alexandre Benalla teve permissão para assistir às manifestações [do 1.º de Maio] apenas como observador”, explicou Bruno Roger-Petit, porta-voz do Palácio do Eliseu. “Claramente, ele foi além disso. E foi imediatamente convocado pelo chefe de gabinete do Presidente; foi-lhe dada uma suspensão de 15 dias. Isto é uma punição por um comportamento inaceitável.”
Presidente da Câmara de Lisboa falou ao Expresso e à Alfa durante um concerto em Paris para assinalar os 20 anos do Pacto de Amizade que une as duas cidades
Alfa/Expresso, por Daniel Ribeiro
No concerto gratuito “Paris-Lisboa”, nesta quarta-feira, 18 de julho, na praça do município da capital parisiense, atuaram Sara Tavares, Capicua e Mariza e os portugueses residentes na capital francesa compareceram em força.
A fadista fechou o espetáculo que reuniu alguns milhares de pessoas desde o fim da tarde até às 23h30, no largo do “Hotel de Ville”.
Fernando Medina, que foi um dos convidados para assistir ao espetáculo, confirmou a excelência “da relação de grande amizade” entre as duas capitais, os respetivos ‘maires’ e as populações residentes em ambas as cidades.
“A presidente Anne Hidalgo é uma grande amiga de Portugal, de Lisboa e dos portugueses, designadamente da comunidade portuguesa em França, que muito tem contribuído para o desenvolvimento deste país e de Paris”, salientou.
O autarca português realçou ainda a « cooperação exemplar » entre as duas capitais designadamente nas políticas urbanas e ecológicas.
Sobre a presença de cada vez mais franceses em Lisboa, Medina afirmou: “Fala-se muito na comunidade portuguesa em Paris, mas agora também já se pode falar na existência de uma forte comunidade francesa em Lisboa”.
“Há cada vez mais franceses na nossa cidade, com turistas, residentes e muitas empresas que aí se instalam. É uma comunidade muito ativa, que gosta muito de Lisboa e tem uma grande importância para a vida na nossa capital”, concluiu.
O concerto das três portuguesas e ainda da banda francesa, “Paris Combo”, assinalou os 20 anos do Pacto de Amizade que une as duas cidades e integrou o cartaz do Festival Paris L’ Été.
O organizador de uma viagem de bicicleta de Paris até Lisboa, que começa na quinta-feira e deverá durar 10 dias, disse hoje que « está tudo a postos » para o percurso de 2.000 quilómetros.
Artur de Faria, ciclista português de 58 anos, contou à Lusa que, no total, o grupo vai percorrer 11 etapas que vão ligar Villejust, nos arredores de Paris, à capital portuguesa, por estradas secundárias e sem dia de descanso.
Artur de Faria
« Está tudo a postos, estão todos preparados. Fizemos uma preparação desde o princípio do ano com bastantes quilómetros efetuados. Há algumas diferenças de nível de uns para os outros, mas iremos adaptar-nos ao nível do mais fraco », afirmou Artur de Faria, sublinhando que « está tudo com a intenção de ir até ao final ».
Há 15 dias, o grupo foi « reconhecer a primeira etapa » de 180 quilómetros, que liga Villejuste a Montoire-sur-le-Loir, para fazer as « afinações finais » e agora « já só falta pedalar », ter « bom tempo » e conseguir chegar ao destino sem percalços.
A viagem, que começa em Villejuste, vai ter 11 etapas que passam por Montoire-sur-le-Loir, Vivonne, Carbon-Blanc, Saubusse, Tolosa, Briviesca, Valladolid, Sancti-Spíritus, Castelo Branco, Leiria, Fátima e Lisboa.
A sexta etapa, a 24 de julho, que vai ligar Tolosa a Briviesca, em Espanha, deverá ser a mais difícil porque tem « à volta de 200 quilómetros », um « desnível de perto de 2.000 metros » e o percurso é « só por pequenas estradas » e com « bastante serra ».
A nona etapa, a 27 de julho, de 155 quilómetros, entre Sancti-Spíritus e Castelo Branco, também poderá ser complicada devido a « um desnível também importante », assim como a décima etapa, a 28 de julho, de Castelo Branco para Leiria, que « também é feita só de altos e baixos » ao longo de 144 quilómetros.
« O resto deverá passar-se corretamente », acrescentou o responsável técnico em máquinas de impressão, que chegou a França com sete anos, anda em provas de ciclismo desde os 13 anos e tem 19 títulos de campeão de França nas provas da ‘Fédération Sportive et Gymnique du Travail’ (FSGT) em estrada, Cyclo-Cross e VTT.
A corrida vai contar com nove atletas que pretendem cumprir todas as etapas e mais dois que vão realizar apenas as partes francesa e portuguesa. Todos « fizeram muitas horas de selim » desde o início do ano e estão preparados.
A viagem é uma homenagem aos emigrantes portugueses, nomeadamente ao avô de Artur de Faria que emigrou antes da segunda guerra mundial e que chegou a fugir « aos alemães no princípio da guerra e passou uma noite, em Bordéus, debaixo de uma ponte com os alemães em cima e ele com medo e a tentar voltar para Portugal ».
« É um reconhecimento pelos esforços que foram feitos pelos nossos pais, pelos nossos avós, fizeram esforços por necessidade de emigrarem para França. Fizeram-no com grande dificuldade, um pouco forçados pela vida. É só uma maneira de ter um reconhecimento e uma recordação pelos esforços feitos », acrescentou o promotor da iniciativa.
O grupo vai ser precedido por três veículos de assistência que deverão tirar fotografias e filmar para colocar na conta ‘parislisbonne_vcv’, na rede social ‘online’ Instagram.
Nas aprendizagens essenciais para Português do ensino secundário, que irão substituir as metas curriculares, refere-se apenas que os alunos devem ler um romance de Eça de Queirós, à escolha do professor. Também na disciplina de História há conteúdos que vão desaparecer das aulas.
As obras de Eça de Queirós Os Maias e A Ilustre Casa de Ramires vão deixar de ser de leitura obrigatória no ensino secundário. É esta a proposta contida nas chamadas aprendizagens essenciais para a disciplina de Português do 10.º, 11.º e 12.º ano.
Estes documentos estão em consulta pública até 27 de Julho na página da Direcção-Geral da Educação. A partir do próximo ano lectivo, as aprendizagens essenciais vão substituir as metas curriculares aprovadas por Nuno Crato. A sua aplicação, que já foi estreada nas 230 escolas integradas no projecto-piloto da flexibilidade curricular, começará pelos anos iniciais de ciclo (1.º, 5.º, 7.º e 10.º).
Apesar de insistir que os programas das disciplinas continuam em vigor, o Ministério da Educação indicou ao PÚBLICO que os exames vão passar a avaliar “o que está disposto nas aprendizagens essenciais”. O que acontecerá já em 2019/2020 para os alunos do 11.º ano.
Segundo o ministério, as aprendizagens essenciais, que foram elaboradas pelas associações de professores, visam colmatar as dificuldades colocadas pela “extensão” dos programas curriculares em vigor e como esse objectivo “procurou-se identificar, disciplina a disciplina e ano a ano, o conjunto essencial de conteúdos, capacidades e atitudes” que os alunos devem dominar.
“Há uma diminuição das obras propostas para leitura, que coexiste com o alargamento das opções que podem ser tomadas pelos professores”, confirma a presidente da Associação de Professores de Português (APP), Filomena Viegas. No caso do 11.º ano, por exemplo, em vez de se referir, como até agora, que a obra de Eça de Queirós deve ser escolhida entre Os Maias ou A Ilustre Casa de Ramires aponta-se apenas que os alunos têm de ler uma obra deste autor.
O mesmo se passa, no que toca a obras narrativas, com Almeida Garrett, Alexandre Herculano ou Camilo Castelo Branco. E na poesia com Antero de Quental ou Cesário Verde. Em todos casos deixam de ser mencionadas obras específicas para se ficar apenas com a referência “escolher um romance” ou “escolher três poemas”.
“O que interessa é conhecer a obra do autor, pois qualquer leitura feita deve permitir fazer outras”, justifica a presidente da APP, adiantando que também nos exames nacionais “cada vez mais se está a deixar de privilegiar uma obra específica de um autor”. Também o ministério sustenta que “a avaliação da educação literária terá em conta o conhecimento da cultura literária e o conhecimento dos autores e movimentos literários, o que pode ser aferido com base em leituras diferenciadas”.
Dos géneros literários abordados no secundário desaparecem ainda os contos.
O « puzzle » de História A
Esta redução de conteúdos, também verificada nas aprendizagens essenciais proposta para o ensino básico do qual, por exemplo, desapareceu a herança muçulmana na Península Ibérica, volta a ser patente na disciplina de História A do secundário. O programa desta disciplina data de 2001 e não chegaram a ser elaboradas metas curriculares.
A professora de História e autora de livros e recursos educativos, Elisabete Jesus, recorda contudo ao PÚBLICO que no programa já está seleccionado “um conjunto de aprendizagens e conceitos estruturantes” que facilitaram a elaboração das aprendizagens essenciais. “Nalguns casos houve alguma da desejada simplificação, mas noutros temas fizeram-se ora acrescentos ora apagões, que podem comprometer a compreensão histórica”, frisa.
Por exemplo, refere, no 10.º ano desaparece o conceito de direitos humanos, que era até aqui abordado no módulo da “abertura europeia ao mundo” nos séculos XV e XVI onde se propunha, entre outros temas o do encontro de culturas e as dificuldades de aceitação da unidade do género humano”. Também no 10.º ano, no que respeita ao período da Idade Média, “eliminou-se toda a dimensão cultural (arte gótica, religiosidade, ordens mendicantes e confrarias, escolas, universidades…)”, apesar de posteriormente se propor aos alunos que problematizem a produção artística em Portugal, partindo do gótico-manuelino, aponta Elisabete Jesus.
“A imagem que me ocorre das aprendizagens essenciais é a de um friso cronológico em forma de puzzle. Um puzzle com algumas peças encaixadas à força, sem sentido, e um puzzle inacabado. Faltam-lhe peças”, conclui esta professora.
Um mal menor ou um recuo?
E quanto à Matemática? “Como acontece com todos os documentos que têm saído deste ministério, também as aprendizagens essenciais são extremamente pobres e vagas quanto aos conteúdos matemáticos”, comenta o presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática, Jorge Buescu.
Este responsável aponta ainda para o facto de as referências programáticas existentes apontarem para o antigo programa da disciplina, aprovado em 2002, quando aquele que se encontra em vigor, e que foi sempre contestado pela Associação de Professores de Matemática, data de 2015. “Esta situação é de duvidosa legalidade e o Ministério da Educação terá de esclarecer qual o enquadramento legal destas referências”, aponta.
Em suma, conclui Jorge Buescu, as aprendizagens essenciais para Matemática A representam “um grande recuo ».
“Entendemos que, dadas as dificuldades que o actual programa de Matemática A está a trazer a alunos, professores e escolas, estas aprendizagens essenciais, estando longe do que consideramos uma proposta global coerente e articulada, é o menor mal que neste momento é possível termos”, afirma, por seu lado, a presidente da Associação de Professores de Matemática, Lurdes Figueiral, frisando que é “urgente avaliar as dificuldades e os problemas existentes e preparar as alterações necessárias e inadiáveis”. O Ministério da Educação já constituiu um grupo de trabalho para analisar o programa em vigor e propor um novo.
Estudo pede pequenas obras que podem travar muitos acidentes com vítimas no Algarve.
Foto: André Vidigal/Global Imagens
Pouca e má sinalização vertical e horizontal nas estradas. O problema, que parece simples e barato de resolver, é um dos principais detetados por um estudo do Observatório do Automóvel Clube de Portugal (ACP) à segurança das estradas do Algarve.
Só na Estradas Nacional 125, onde, como sublinha o presidente do ACP, existem 54 rotundas entre Faro e Portimão (em 65 quilómetros), contaram-se 84 mortos nos últimos 8 anos.
Os problemas detetados
O estudo agora concluído e a que a TSF teve acesso, detetou deficientes condições de segurança rodoviária em zonas com muito tráfego automóvel e pedonal, além um sistema viário que « estimula a adoção de velocidades de circulação pouco moderadas », com inúmeras zonas a serem propícias a « conflitos » entre carros e pessoas em atravessamentos pedonais.
Condutores e peões têm um « elevado grau de exposição dos utentes ao risco, como resultado quer do volume elevado do tráfego de atravessamento, aliado à percentagem significativa de tráfego pesado de mercadorias, agravado muitas vezes pela indisponibilidade de espaço para a circulação formal de peões ».
O Algarve está ainda marcado por um « grave problema ao nível do estado de conservação da sinalização rodoviária, nomeadamente sinalização horizontal, ao nível das guias e linhas de separação de vias ».
Finalmente, o pavimento tem « muitos troços e em extensões consideráveis fendilhado sofrendo também de graves depressões e abatimentos em zonas de curva », além « da falta de limpeza das vias de um modo geral e da vegetação nas bermas em especial », numa vegetação que cresce e acaba por tapar a visão da sinalização rodoviária vertical.
Soluções são baratas
Em resposta às falhas anteriores, o ACP garante que bastam pequenas obras em seis zonas consideradas críticas, sobretudo situadas na EN125 mas também na EN2, EN295, EN396 e IC1, para resolver a maioria dos problemas. Intervenções que custariam, ao todo, perto de 150 mil euros.
O presidente do ACP, Carlos Barbosa, defende que a EN125 é uma estrada perigosíssima e não tem condições de segurança para o tráfego que tem.
A maioria das obras, de pequena monta mas que segundo o estudo podem fazer toda a diferença, pretendem resolver as falhas detetadas, por exemplo em cruzamentos mal sinalizados, com sinalização horizontal e vertical mal feita.
O trabalho do ACP foi enviado aos municípios do Algarve pois muitas das intervenções podem ser feitas pelas autarquias.
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