636 mordomas com 30 milhões em ouro desfilam em Viana do Castelo

Polícia e segurança privada vigiam 30 milhões em ouro nas Festas d’Agonia (Viana do Castelo), esta sexta-feira, 17, à tarde. A não perder, se andar pela região.

Uma cifra calculada a partir do preço actual de mercado (28 euros o grama) e do peso médio carregado pelas cada vez mais mordomas. O desfile será vigiado por um « exército » de polícias fardados e à paisana, seguranças privados e também familiares e amigos, zelosos dos valiosos dotes das « raparigas ».

(Uma reportagem que pode continuar a ler no JN desta quinta-feira)

Mil crianças abusadas. 300 padres acusados nos EUA de pedofilia

301 padres da Pensilvânia acusados de pedofilia. Investigação oficial contem confissões secretas de muitos dos padres que irão a tribunal por terem abusado sexualmente mais de mil crianças.

Escândalo que envolve mais de três centenas de sacerdotes católicos do estado da Pensilvânia referem-se a abusos sexuais de mais de mil crianças durante cerca de 70 anos.

Relatório do Supremo Tribunal da Pensilvânia indica que estes predadores da Igreja católica  terão sido encobertos pelos bispos.

A investigação da Procuradoria da Pensilvânia durou dois anos e inclui documentos secretos das dioceses que estavam guardados a sete chaves.

 

Ponto final. Marine le Pen já não fala na Web Summit de Lisboa.

Web Summit. Governo não solicitou mas Paddy Cosgrave retirou o nome de Marine Le Pen da lista dos oradores da Web Summit. É o ponto final na polémica sobre o convite à líder nacionalista francesa para discursar na cimeira tecnológica mundial.

“É claro para mim que a decisão correcta para a Web Summit é prescindir do convite a Marine Le Pen”, escreveu no Twitter Paddy Cosgrave esta quarta-feira.

Na terça-feira à noite, Paddy Cosgrave, o fundador da Web Summit, disse que estava disponível para retirar Marine Le Pen da lista de oradores caso o Governo português o solicitasse.

O Executivo, numa nota enviada à TSF esta quarta-feira, recusou esse cenário, informando que não intervém “na seleção de oradores”. Ainda assim, Cosgrave, poucas horas depois, tomou a iniciativa de apagar o nome da líder da Frente Nacional de França do evento.

Tentou desta forma por fim a uma polémica que estava a subir de tom em Portugal.

Rúben e Brahimi. Lyon e Mónaco aceleram contactos

O jovem futebolista português Rúben Dias (Benfica) porderá estar muito perto de assinar pelo Olympique de Lyon, segundo fontes múltiplas citadas pela imprensa francesa e portuguesa.

Também o internacional argelino Yacine Brahimi, jogador fundamental do FC Porto, poderá estar a caminho do ASMónaco, treinado pelo português Leonardo Jardim. Neste caso, as fontes também são as mesmas e múltiplas, citadas pela imprensa.

Ambos os negócios poderão ficar concluídos nos próximos dias, ou mesmo nas próximas horas,  segundo algumas fontes. Rúben Dias poderá ser o primeiro a assinar porque dirigentes do Lyon são esperados esta quarta-feira em Lisboa.

 

 

« Batata quente » Marine le Pen nas mãos de António Costa

Paddy Cosgrave: « Se o Governo português pedir, cancelamos o convite a Le Pen »

Fundador da Web Summit publicou uma nota sobre a polémica dos últimos dias

O fundador da Web Summit reagiu esta terça-feira à polémica sobre o convite feito a Marine Le Pen para estar presente no evento que decorre em novembro em Lisboa.

Numa nota escrita, Paddy Cosgrave afirma que a Web Summit é um « espaço aberto ao debate entre vários pontos de vista » e garante que « se os nossos anfitriões, o Governo português, nos pedirem para cancelar o convite a Marine Le Pen, nós vamos respeitar esse pedido e vamos fazê-lo imediatamente ».

O irlandês afirma que as opiniões de Marine Le Pen são, na sua opinião, « erradas », e que nem o facto de ter reunido mais de 30% dos votos na segunda ronda das presidenciais francesas legitima o seu pensamento. E sublinha que deixar « ideias extremas » de fora da conferência é o « caminho fácil ».

Explica depois por que escolheu não o fazer. « Acreditamos que banir ou tentar ignorar essas ideias, que têm sido difundidas pela tecnologia, não ajuda à compreensão. Mais importante, talvez, banir ou ignorar essas ideias não ajuda a perceber os motivos pelos quais essas ideias têm cada vez mais apoiantes em várias partes da Europa », escreve o irlandês.

Paddy Cosgrave destaca que há uma « necessidade palpável de debater e discutir este fenómeno, as suas causas e o papel que a tecnologia tem nele ». E acrescenta que a Web Summit é um lugar « onde as pessoas devem estar preparadas para mudar de opinião e desafiar as opiniões dos outros ».

Marine Le Pen não irá, no entanto, discursar no palco principal do evento, na Altice Arena, nem num dos outros 20 palcos secundários espalhados pelo Pavilhão de Portugal. Paddy Cosgrave revela que os oradores cujas ideias « podem ser consideradas ofensivas » não são convidados para estes palcos, ficando antes pelo Forum, um espaço reservado a convidados (políticos, CEO »s ou académicos). Foi o que aconteceu no ano passado, por exemplo, com Nigel Farage.

Petição internacional contra presença de Marine Le Pen na Web Summit

A participação da dirigente da extrema-direita francesa no grande evento tecnológico que se realiza em Lisboa tem gerado grande polémica. E agora já corre um abaixo-assinado contra a sua presença.

« A Web Summit é uma plataforma para criar um futuro melhor: não a Marine Le Pen como oradora » é o título do abaixo-assinado internacional contra a presença da líder do partido francês Reunião Nacional (antiga Frente Nacional) disponível na plataforma Change.org.

Deixem os emigrantes portugueses em paz – Opinião

Deixem os emigrantes em paz

Os emigrantes são das pessoas mais corajosas, autónomas e resilientes de Portugal. No entanto, são muitos os comentários e os posts maldosos nas redes sociais sobre os que nos visitam em Agosto. Vamos calçar os sapatos do outro.

Chegou Agosto, o calor e as férias. Chegaram, também, os emigrantes portugueses e os comentários e posts maldosos nas redes sociais sobre os mesmos.

Antes de mais, penso que é importante elucidar: o que é a migração humana? A migração humana é o movimento (temporário ou definitivo) de pessoas dentro de um país ou entre países. E por que é que as pessoas se movem? Porque compreendem a migração como uma melhor oportunidade procedente de factores ambientais, económicos e políticos para o seu bem-estar. E é isto mesmo que acontece com os nossos portugueses que emigram: vão para um outro país procurar o que acham que são melhores condições para viver.

Ao longo do meu trabalho de investigação com emigrantes portugueses e as suas famílias, tive a oportunidade de conhecer muitos destes percursos de resiliência e adaptação. Estamos a falar de pessoas que, como muitos de nós que vivem em Portugal, planeiam a sua vida profissional, familiar, social e amorosa com as pessoas que estão à volta. No entanto, o contexto pregou-lhes uma partida: ou não tinham empregos decentes (ou nenhuns mesmo), ou a formação académica e o respectivo financiamento não eram suficientes para os seus projectos de crescimento profissional ou, genericamente, a sociedade portuguesa não estava lado a lado com o que precisavam para crescimento e estabilidade ao longo da vida.

Assim, estas pessoas decidiram ultrapassar fronteiras, línguas e culturas diferentes com uma finalidade: tentar ser feliz. Parece um acto isolado e de uma espécie de narcisismo, por ir e deixar tudo? Não, de todo! Muitos destes emigrantes fazem-no não só para o seu bem-estar, mas em muitos dos casos para ajudar quem cá fica: as suas famílias e os seus amigos.

Estes emigrantes, que muitos satirizam pelos seus carros XPTO ou pronúncias que bailam entre o português e os inúmeros estrangeirismos, são pessoas que têm a abnegação de deixar o seu ninho de conforto e explorar o mundo com a intenção de crescer conjuntamente com quem cá fica. E veja-se que não falo apenas da ajuda financeira que prestam, falo também do enorme contributo que é tornar a sociedade portuguesa mais intercultural.

Por isto, é importante relembrar que os emigrantes são cidadãos portugueses com os mesmos direitos e deveres, com a particularidade de que se autonomizaram de tal forma que atravessaram sozinhos muitas das linhas do conforto, estão a investir dinheiro privado, fruto de trabalho árduo ao longo do ano, e voltam nas férias ao país que nem lhes conseguiu (muitas vezes) dar condições suficientes para serem felizes. Porque o que lhes importa, na verdade, são os bons momentos que vivem cá com as pessoas e os sítios de que gostam.

Vejamos os emigrantes, não de uma perspectiva de exibicionismo de carros, de bens, mas de uma perspectiva de pessoas extremamente resilientes que estavam no lado de cá, como nós, até que um dia tudo mudou e precisaram de explorar novas formas de ser feliz. Estas são pessoas que nos podem ajudar a viajar sem sair de Portugal, já que as experiências de inter e transculturalidade se tornam, sem dúvida, nas melhores aprendizagens que podemos ter para ver o mundo com a noção de que temos sempre muito mais a aprender e viver.

Boas férias a todos/as.

“Tragédia imensa”. O que já se sabe sobre a queda da ponte Morandi, em Génova

Ao final da manhã de terça-feira, a ponte de Morandi colapsou. O dia estava nublado e chuvoso, a visibilidade era reduzida e os condutores e passageiros que atravessavam a estrutura foram apanhados de surpresa pela queda de uma parte do tabuleiro. As causas da derrocada são ainda desconhecidas. Esta manhã de quarta-feira, um novo balanço oficial, ainda provisório, apontava para 35 mortos e diversos feridos graves.

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Alfa/Expresso, por Marta Gonçalves. (adaptado e atualizado)

O QUE ACONTECEU?

Faltavam dez minutos para o meio-dia desta terça-feira (menos uma hora em Portugal) quando a ponte Morandi, na cidade de Génova, no noroeste de Itália, quebrou. No tabuleiro da ponte estavam dezenas de carros. Por baixo, uma série de casas, empresas e fábricas. Nesteminuto-a-minuto pode recordar ao pormenor o que sucedeu ao longo do dia.

HÁ VÍTIMAS?

Às 00h00 desta quarta-feira, o número oficial de vítimas mortais estava fixado em 26, estando já 19 cadáveres identificados.  Mas na manhã de quarta-feira o balanço ainda provisório era mais pesado: 35 mortos.Ao longo do dia de terça, gerou-se a confusão com o governo da região de Ligúria, cuja capital é Génova, a dar como certos 35 mortos através de uma publicação nas redes sociais. No entanto, pouco depois a publicação foi apagada. Ao final da tarde, em conferência de imprensa, as autoridades esclareceram a situação e não deixaram margens para dúvidas: 23 pessoas morreram no local, duas foram resgatas sem vida dos escombros e outra não resistiu a uma cirurgia e morreu já no hospital.

Há ainda 15 pessoas feridas, estando nove em estado considerado muito grave. Foram transportadas para quatro hospitais. Mas repete-se que o balanço oficial , na manhã de quarta-feira, é de 35 moortos.

Fonte da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas assegurou que, “até ao momento”, não há portugueses entre as vítimas da queda de parte da ponte em Génova.

Onze edifícios foram evacuados, o que obrigou à retirada de 432 pessoas. Os trabalhos de limpeza vão continuar e estima-se que sejam necessários entre dez a 15 dias – trabalhando 24 horas sobre 24 horas – para que sejam concluídos.

QUE PONTE É ESTA? E QUEM CONSTRUIU?

A ponte Morandi atravessa o rio Polcevera, em Génova, e liga os dois lados da cidade. Foi construída em 1969 e o seu nome é uma homenagem ao seu arquiteto, Riccardo Morandi, celebrado em Itália como um dos mais visionários arquitetos do século XX e que ficou famoso precisamente pelas suas pontes de betão.

Há dois anos, já o engenheiro Antonio Brencich, da Universidade de Génova, garantia que existiam motivos de preocupação. “Pouco após a sua construção, o viaduto Morandi já apresentava problemas. Não foram tidos em consideração, por exemplo, os efeitos da deterioração do betão, que acabaram por resultar num plano de estrada não-horizontal”, explicou à página de notícias da comunidade de engenheiros civis Ingegneri. “Mesmo nos anos 80, aqueles que passassem na ponte teriam que conduzir sobre altos e baixos dado o deslocamento da placa de circulação. Só as repetidas correções de elevação permitiram ter o atual aspeto [em julho de 2016] semi-horizontal”, acrescentou.

QUAL A CAUSA?

Até ao momento, não foi avançada uma explicação oficial por parte das autoridades italianas. O diretor em Génova da concessionária responsável pela manutenção da ponte, Stefano Marigliani, assegurou à imprensa que estavam a ser feitas “obras de reforço”.

Na altura do acidente, a base da ponte Morandi estava a ser alvo de “obras de reforço”. “O colapso foi inesperado e imprevisível. A ponte era constantemente monitorizada, até mais vezes do que o previsto na lei”, disse.

No entanto, a Proteção Civil, através do seu líder, Angelo Borrelli, disse não ter qualquer informação sobre essa intervenção.

QUEM REAGIU?

“Uma imensa tragédia”. Foram estas as palavras escolhidas pelo primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, que ao final da tarde desta terça-feira viajou para a cidade portuária e visitou o local. “É chocante ver o metal retorcido e a ponte desmoronada, com as vítimas a serem de lá retiradas”, disse, citado pela televisão pública RAI.

Matteo Salvini, ministro do Interior, foi um dos primeiros a dar como certa a morte de pelo menos três dezenas de pessoas, apesar de este número não correponder ao que estava a ser oficialmente divulgado pelas autoridades de Proteção Civil. Já o ministro italiano das Infraestruturas e Transportes, Danilo Toninelli, denunciou a falta de manutenção da ponte. “Os responsáveis vão ter de pagar por isto até às últimas consequências”, disse. “Como cidadão italiano, lamento muito que os trabalhos de manutenção não tenham sido feitos.”

O Presidente da República telefonou ao homólogo italiano, Sergio Mattarella, e deixou as condolências pela morte das 26 pessoas. “Neste momento difícil, quero enviar sentidas condolências aos familiares das vítimas e também expressar a vossa excelência, em meu nome e no do povo português, toda a solidariedade para com o povo italiano e, em particular, para com todos os que foram afetados, a quem envio os votos de rápida recuperação”, lê-se na nota enviada por Marcelo Rebelo de Sousa e que foi divulgada na página da Presidência da República.

De Bruxelas, também se pronunciou o presidente da Comissão Europeia. Jean-Claude Juncker manifestou-se “profundamente consternado com o colapso do viaduto” em Génova, “que custou tantas vidas”. “Em nome da Comissão Europeia, expresso as minhas mais profundas e sinceras condolências aos familiares e próximos daqueles que morreram e ao povo italiano”, lê-se numa mensagem de Juncker, divulgada esta tarde em Bruxelas e citada pela agência Lusa

Benfica empata e continua na luta pelos milhões da Liga dos Campeões

O Benfica elimina o Fenerbahçe e vai jogar o play-off de acesso à Liga dos Campeões com os gregos do PAOK.

Comentário do jornal público ao Fenerbahçe-Benfica (1-1):

« Benfica continua na luta pelos milhões após empate na Turquia

Gedson abriu o marcador, o Fenerbahçe empatou antes do intervalo, mas o triunfo na Luz, mais o golo marcado fora, deram uma boa folga aos « encarnados ». »

Pizzi, médio do Benfica, na flash interview à Sport TV:

« Estávamos preparados para o ambiente e, a verdade, é que controlámos a eliminatória. Sentimos que o jogo estava para nós. Marcámos, eles melhoraram nos últimos cinco minutos, mas nós voltámos a controlar. A equipa tem vindo a crescer, há sempre coisas para melhorar, mas foi um excelente jogo da nossa parte. Tivemos pela frente um adversário difícil, mas mostrámos muita personalidade »

Título do Sapo-Desporto, sobre o jogo:

« ‘MOTOR’ GEDSON CARREGA O BENFICA PARA O « PLAY-OFF » DA CHAMPIONS »

Se o Benfica ganhar ao PAOK  arrecadará mais 40 milhões de euros de prémio da UEFA.

Não há vítimas portuguesas em Londres, Génova e Quito

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Não há vítimas portuguesas em alegado atentado em Londres e desastres de Génova e Quito. “Até ao momento  (início da tarde), não há qualquer indicação de portugueses envolvidos, referiu fonte da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas

 

Alfa/Lusa/Expresso

 

O Governo de Portugal afirmou hoje que não há vítimas portuguesas « até ao momento » (início da tarde) no atentado de Londres, na queda de ponte em Génova e no acidente de autocarro a leste da capital do Equador.

« Até ao momento, não há qualquer indicação de portugueses envolvidos », referiu à agência Lusa fonte da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas.

Aquele departamento governamental vai continuar a acompanhar as situações no Reino Unido, em Itália e no Equador.

Descrito pelas autoridades como aparente ato intencional e que está a ser investigado como terrorismo, o ocorrido da manhã de hoje em Westminster, na capital britânica, foi perpetrado por um homem de 20 anos, detido no local.

Da ação resultaram três feridos, dos quais apenas uma mulher se encontra hospitalizada.

De acordo com a autoridades, as vítimas não correm perigo de vida.

Cerca das 07:37 locais (mesma hora em Lisboa), um Ford Fiesta, de cor prateada, avançou contra as barreiras de segurança frente ao parlamento britânico, atropelando peões e ciclistas.

Em Génova, pelo menos 30 pessoas morreram (balanço provisório ao início da tarde) no colapso parcial da Ponte Morandi, continuando em curso as operações de socorro.

As autoridades italianas avançaram que estiveram envolvidas no desastre mais de uma dezena de veículos.

O acidente de viação de hoje no Quito, no Equador, provocou a morte de pelo menos 23 pessoas e outras 20 ficaram feridas, com os serviços de socorro a assinalarem que vários cidadãos estrangeiros se encontram entre as vítimas.

O serviço integrado de segurança ECU911 indica que o autocarro chocou com outro veículo, numa estrada entre as localidades de Pifo e Papallacta, a cerca de 30 quilómetros a leste da capital do Equador.

Benfica: jogo decisivo na Turquia. Lyon quer Rúben

Rui Vitória fala sobre  o jogo e O ASSÉDIO DO OLYMPIQUE DE LYON A RÚBEN DIAS

« Eu gosto disto e quero isto. Risco têm os bombeiros que andam a apagar fogos »

O Benfica joga na terça-feira (20h em Paris), em Istambul, a segunda mão da 3ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões contra o Fenerbahce, após vencer (1-0) em casa, na semana passada. Rui Vitória garantiu não sentir qualquer pressão, desvalorizando, na conferência de antevisão à partida, uma pergunta sobre se o jogo afetará o seu futuro no clube da Luz

Alfa/EXPRESSO

« Passou um jogo e ficámos em vantagem no marcador. Amanhã é um jogo de história diferente. Vamos encontrar uma equipa difícil, a jogar no seu reduto, mas vamos à procura do golo. Sabemos que temos um adversário que nos vai querer ganhar e encostar atrás, mas temos de ser corajosos e determinados. As dinâmicas estão instaladas, a minha equipa tem uma forma muito característica de jogar e vamos defender e atacar como queremos. »

SLIMANI E JONAS

« Conhecemos o Slimani muito bem, é um belíssimo jogador. Mas não vivemos com as questões dos ‘ses’. Acho que é um belíssimo reforço para o Fenerbahce.

Em relação ao Jonas, não está presente. Não tem feito uma pré-temporada como queríamos, fruto de uma série de circunstâncias e, fundamentalmente, fruto de lesões. Agora que se resolveram as questões contratuais, lesionou-se no treino antes de seguirmos [para Istambul]. Todos os jogadores estão prontos para dar uma resposta. Assim tem sido e assim vai ser.

Até ao dia 31 de agosto é possível haver entradas e saídas, aqui no Benfica e em qualquer equipa. As pessoas com responsabilidade no clube sabem das minhas ideias, que estão perfeitamente definidas. O mercado nunca está fechado. »

ESTE JOGO É IMPORTANTE PARA A CONTINUIDADE DE RUI VITÓRIA NO BENFICA?

« [Ri-se] Importante para o Benfica são todos os jogos. Depois, este é um jogo que queremos vencer, ainda falta um play-off para se entrar na fase de grupos, mas queremos continuar

Sou um treinador que quer trabalhar ao mais alto nível, estou a trabalhar num grande clube e quem o representa está sempre com o risco de querer sempre ganhar, o que dá muito trabalho.

Eu gosto é disto, quero isto e faço isto com muita paixão. Se quisesse jogos de trazer para casa, talvez escolhesse outra modalidade, ou outro país. Dá-me um grande prazer, um grande orgulho e um grande prazer. Risco têm os bombeiros que andam a apagar fogos e as pessoas que têm grandes dificuldades. Isto é só um jogo, como muitos que já fiz, e como muitos que ainda irei fazer. »

ERA BOM PARA O BENFICA QUE O FENERBAHCE MANTIVESSE A POSTURA QUE TEVE NA LUZ?

« Essa questão do fechados e a jogar em contra-ataque não me parece que seja o que o treinador do Fenerbahce quererá. Esperamos uma equipa com postura atacante, porque é uma equipa de qualidade e, quando passo aqui nos corredores, vejo os títulos e a história que tem.

Nós temos uma série de princípios de jogo que temos aplicado na pré-época e que vamos continuar a aplicar neste jogo. Iremos ter que defender quando houver essa necessidade e vamos atacar quando tivermos a bola. O foco e o pormenor fazem a diferença quando as equipas são assim, de equilíbrio permanente. »

O ASSÉDIO DO OLYMPIQUE DE LYON A RÚBEN DIAS

« Os nossos jogadores têm sido muito cobiçados ao longo destes ano. O jogador do Benfica atual está habituado a lidar com essas situações. O Rúben, e todos os jogadores, têm tido um comportamento e um rendimento que nada têm afetado a equipa.

Todo o foco tem de estar na Liga dos Campeões e nada mais. É um jogo em que toda a gente tem de estar centralizada com este espírito e direcionada para este jogo. Eles sabem isso perfeitamente. »