Sporting e Benfica ganham antes do dérbi. Crise afeta jogo dos leões

Benfica e Sporting ganharam na segunda jornada da Liga portuguesa, respetivamente frente ao Boavista e ao Setúbal. Os leões, em crise, tiveram mais dificuldades para bater,  em casa, os sadinos. Os dois rivais de Lisboa defrontam-se na próxima jornada.

O capitão do Sporting, Nani, bisou e o seu clube ganhou (2-1) ao V. Setúbal, Os leões ficaram com os mesmos pontos e golos marcados e sofridos que o Benfica, que defrontarão na próxima jornada.

O Sporting venceu com dificuldade e continua em crise ao nível da direção do clube e da SAD. Depois do jogo, Nani declarou: « Ainda temos muito para evoluir, todos como equipa, devido aos eventos que marcaram o arranque desta pré-temporada ».

Já o Benfica ganhou (2-0) em casa do Boavista, com uma boa exibição e golos de Ferreyra e de Pizzi.

O primeiro golo do avançado argentino ao serviço dos encarnados e o quarto tento em dois jogos para o campeonato do médio português deram a vitória ao Benfica.

Depois do jogo, o treinador das águias, Rui Vitória, disse: « Não diria que foi uma exibição perfeita, mas quase ».

Casa de Ferreyra & Pizzi, espeto de pau para o Boavista

“Porque os pais emigraram, há aqui na aldeia muitos doutores”

“Porque os pais emigraram, há aqui na aldeia muitos doutores”. “Aqui tratam-nos por emigrante. Lá também”

 

A miséria empurrou Luís Esteves e António Martins para França. Era só dar o salto e persistir na dedicação a um trabalho árduo. De uma outra geração, António Pedro teria escolhido ficar em Vilar Formoso, a vila dos tempos áureos da sua infância. Foi em busca de um emprego bem pago e de uma vida melhor. Segunda de uma série de quatro reportagens sobre emigração.

Grande reportagem. Jornal Público, por Ana Dias Cordeiro (texto) e Miguel Manso (fotos)

Quando Manuel Luís Esteves reuniu as necessárias poupanças, a casa que construiu na Aldeia do Bispo era uma das maiores e mais bonitas. Como a sua, há agora muitas, que não destoam da paisagem de granito das outras habitações, ainda de portadas fechadas no mês de Julho. É sobretudo em Agosto que vem passar as férias quem ainda não regressou de vez.

Manuel Luís Esteves, de 79 anos, tem além da casa que construiu quando já vivia em França, um pomar e um pequeno terreno onde cultiva hortaliças. Gosta de dedicar tempo à terra e à sua terra, embora 40 anos passados a trabalhar no estrangeiro lhe dêem outras perspectivas do lugar a que pertence.

Conta a história de um amigo de uma aldeia vizinha, tomado de um grave problema de saúde súbito, levado para a Covilhã, a uma hora e meia de carro pela estrada nacional, por não poder ser tratado na cidade mais próxima, Sabugal. “As pessoas que vivem nas aldeias em França estão melhor do que nós aqui. » Por isso, vai aguardando. « Regressar mesmo, só para a morte.”

…. (continue a ler em publico.pt)

Morreu Kofi Annan. Foi um prestigiado líder da ONU

Morreu Kofi Annan, antigo secretário-geral das Nações Unidas. Foi no seu mandato que teve início o processo que levou à independência de Timor-Leste.

« O filho do Gana » morreu este sábado. Tinha 80 anos. Foi secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) entre 1997 e 2006, ano em que ganhou o prémio Nobel da Paz. Kofi Annan foi o primeiro africano a desempenhar opapel mais prestigiado na diplomacia mundial. António Guterres diz que ele foi « uma força orientadora para o bem ». Foi com o diplomata que se deu início à independência de Timor.

Adaptação Alfa/Expresso, por MIGUEL SANTOS CARRAPATOSO

Kofi Annan, antigo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) e prémio Nobel da Paz de 2001, morreu este sábado, aos 80 anos.

A informação foi avançada este sábado pela família e pela fundação criada por Kofi Annan. “É com imensa tristeza que a família Annan e a Fundação Kofi Annan anunciam que Kofi Annan, antigo secretário-geral das Nações Unidas e Prémio Nobel da Paz, morreu pacificamente no sábado 18 de agosto após uma curta doença”, diz o comunicado partilhado na conta do próprio Kofi Annan no Twitter.

O mesmo comunicado também que o diplomata esteve acompanhado pela sua mulher e pelos três filhos nos últimos dias de vida. « Kofi Annan era um estadista global e um internacionalista profundamente empenhado que lutou ao longo da sua vida por um mundo mais justo e mais pacífico. Durante a sua distinta carreira e liderança das Nações Unidas foi um defensor da paz, do desenvolvimento sustentável, dos direitos humanos e da justiça », pode ler-se.

Nascido em Kumasi, no atual Gana, a 8 de Abril de 1938, Kofi Annan foi o primeiro negro a assumir a liderança da ONU, tendo ocupado vários cargos no interior da organização. O « filho do Gana », como agora é recordado, cumpriu dois mandatos à frente das Nações Unidas, entre 1997 e 2006.

Kofi Annan encontrava-se hospitalizado em Berna, na Suíça, na companhia de Nane, a sua mulher, e os filhos: Ama, Kojo e Nina.

Kofi Annan foi o primeiro africano a desempenhar opapel mais prestigiado na diplomacia mundial. António Guterres diz que ele foi « uma força orientadora para o bem ». Foi com o diplomata que se deu o início à independência de Timor.

Santana Lopes lança novo partido ALIANÇA

 

 

Este é o símbolo do novo partido de Santana. Chega para construir alianças. “Unir respeitando a diferença e as diferenças” é um dos slogans

ESTE É O SÍMBOLO DO NOVO PARTIDO DE PEDRO SANTANA LOPES.  A ALIANÇA APARECE PARA CONSTRUIR ALIANÇAS. “UNIR RESPEITANDO A DIFERENÇA E AS DIFERENÇAS” É UM DOS SLOGANS.

O novo partido do ex-primeiro-ministro e ex-dirigente do PSD, Pedro Santana Lopes, vai chamar-se Aliança e a recolha de assinaturas para se constituir formalmente arranca na próxima semana, escreve o semanário Expresso na sua edição deste sábado.

De acordo com declarações de Pedro Santana ao Expresso, o futuro partido será « personalista, liberalista e solidário. Europeísta, mas sem dogmas, sem seguir qualquer cartilha e que contesta a receita macroeconómica de Bruxelas ».

O antigo militante do PSD que concorreu este ano à liderança dos sociais-democratas, em eleições que perdeu com 46% dos votos para Rui Rio, diz agora que a Aliança quer « garantir representação política » para poder « participar no processo de decisão, seja no Governo seja na oposição ».

Eis um extrato do programa do novo partido da direita portuguesa, divulgado no Expresso:

« LIBERALIZAÇÃO DA SEGURANÇA SOCIAL E DA SAÚDE

O ADN do novo partido confunde-se com o de Santana Lopes e é bastante programático. Nos excertos da declaração de princípios, a que o Expresso teve acesso, está lá o europeísmo mais cético: “A União Europeia precisa de ser reformada e Portugal precisa de reforçar a sua atitude face à União” (…)

É nas áreas da Segurança Social e da Saúde que a Aliança vai mais longe na sua declaração de princípios. O novo partido de Santana Lopes considera que a perda de capacidade do Estado para fazer face ao envelhecimento da população deve ser compensada por “esquemas de previdência alternativas e individualizados”. O mesmo para o Sistema Nacional de Saúde: “[Devemos estimular] o investimento em seguros de saúde eficazes”, com o Estado a acompanhar esse esforço dos portugueses “com deduções fiscais efetivas” e sem esquecer o papel do “terceiro sector”, nomeadamente a intervenção da Santa Casa da Misericórdia e de outras instituições que fazem parte da economia social. »

 

 

 

Crise no Sporting. A « palhaçada » de Bruno de Carvalho

Sousa Cintra para Bruno de Carvalho: « Já chega de palhaçada »

Sousa Cintra apelou à união leonina e diz que « alguém procura destabilizar » o Sporting.

Treinador Peseiro diz estar focado no jogo com o Vitória de Setúbal e não numa « coisa anormal ».

O presidente da SAD do Sporting, José Sousa Cintra, apelou sexta-feira à união dos sportinguistas e classificou como uma “palhaçada” a visita de Bruno de Carvalho a Alvalade. No mesmo dia, o ex-líder reafirmara a sua legitimidade como presidente do clube e da SAD e a ilegalidade da assembleia geral que o destituiu.

O anterior presidente do clube entrou nesta sexta-feira em Alvalade e disse: “O presidente do clube chama-se Bruno de Carvalho e o presidente da SAD chama-se Bruno de Carvalho”.  Garantiu ter em sua posse uma providência cautelar, que lhe dá legitimidade para continuar a ser presidente.

É a crise, que continua no Sporting. A comissão de gestão acusou-o de mentir:  “O ex-presidente veio a Alvalade mentir e desestabilizar”.

Sobre estes acontecimentos, que voltaram a colocar o Sporting em foco por más razões, o jornal Expresso escreve:

« Bruno de Carvalho foi expulso das instalações de Alvalade pelos atuais dirigentes leoninos, já que a Comissão de Gestão considerou que o documento apresentado pelo ex-presidente do Sporting não tinha qualquer validade. Tratava-se de um documento jurídico sobre a providência cautelar que a comissão já conhecia e que tem até dia 21 para responder, já que a justiça entendeu que a providência só poderia ser decidida depois do Sporting se defender ».

« Quer apenas desestabilizar. Quer quer o Sporting perca », disse à Tribuna Expresso fonte da Comissão de Gestão, que admitiu ainda que vários jogadores já telefonaram aos dirigentes, preocupados com a situação, tendo sido tranquilizados pelos membros da comissão.

« Queremos ligação mais forte e permanente com os emigrantes » – Presidente da Câmara de Murça

Dia do Emigrante em Murça, Vila Real, assinalado com um debate sobre as Comunidades e o seu papel no desenvolvimento local em Portugal. O debabe é nesta sexta-feira às 15h com o tema: “As Comunidades Portuguesas de ontem e de hoje”.

O Secretário de Estado das Comunidades, José Luís Carneiro está presente no evento.

Em entrevista à Rádio Alfa, Mário Artur Correia Lopes,  presidente da Câmara de Murça, que organiza o « Dia do Emigrante », sublinha a importäncia de criar dinämicas e ligações fortes e permanentes entre as Comunidades emigrantes e as locais:

(Leia mais em artigo relacionado nesta página)

Mesão Frio e Murça homenageiam emigrantes. Secretário de Estado vai a Murça

O Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, confirmou a sua presença no dia 17 de agosto no Dia do Emigrante no município de Murça. Segundo o seu gabinete, « o evento é promovido pela Câmara Municipal de Murça e incluirá uma homenagem a emigrantes naturais daquele concelho, bem como um debate sobre as comunidades portuguesas. As iniciativas terão lugar no Centro Cultural de Murça. »

Programa

10h30 – Homenagem aos Emigrantes do concelho de Murça

15h00 – Debate: “As Comunidades Portuguesas de ontem e de hoje”

A sua voz conquistou a eternidade. Morreu Aretha Franklin

“A história dignifica-se quando ela canta”: Aretha Franklin 1942-2018

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Uma canção que era um grito de luta pela igualdade de género e um hino pelo respeito e pela liberdade granjeou-lhe em meados dos anos 60 o respeito que a tornaria na rainha da música soul. Depois de 48 álbuns, milhares de espetáculos, vários filmes e uma extensa lista de prémios e distinções, despediu-se dos palcos e da carreira no ano passado. Depois de notícias que a davam como gravemente doente, morreu esta quinta-feira, aos 76 anos. Mas fica uma certeza sobre Aretha: o silêncio não se vai instalar.

Texto de Nuno Galopim

Ao contrário das monarquias, em que os títulos são hereditários, os reis e rainhas na música surgem como fruto de talento e muito trabalho. Aretha Franklin é reconhecida como a “rainha da soul” desde finais da década de 60. Mas curiosamente podemos reconhecer um episódio ao jeito do velho ditado “rei morto, rei posto” no momento em que Aretha deu voz a um original de 1965 de Otis Redding, editando a canção no formato de single em abril de 1967, meses antes da morte do seu autor.

Foi como se lhe tomasse o cetro: a força e o rasgo interpretativo transformaram a canção num grito de luta pela igualdade de género, num hino pelo respeito e pela liberdade. “Respect” deu-lhe o primeiro número um na mais importante tabela de R&B e tornou-se a canção-assinatura de Aretha Franklin, elevando o seu estatuto a um patamar de reconhecimento internacional que, apesar das sucessivas novas gerações de vozes, em nada beliscou o título então conquistado.

NO PRINCÍPIO ERA O GOSPEL

Como muitas outras figuras da geração que deu voz à música soul, Aretha Franklin deu os primeiros passos profissionais em terreno gospel. Nascida em Memphis, no Tennessee, em 1942, Aretha é filha de um pastor itinerante e de uma cantora que também tocava piano. Cresceu entre hinos e, depois da morte da mãe, entre as figuras presentes no espaço de vida familiar estiveram Mahalia Jackson, Marion Williams ou Carla Ward, grandes vozes do gospel que dividiram, com a avó e outras amigas, a tarefa de zelar pela pequena Aretha e suas irmãs.

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Não foi por isso surpreendente que, depois de notada e elogiada, a sua estreia em disco (em 1956) se tenha feito no espaço do gospel. Esse não era contudo o seu sonho. E cedo confessara ao pai que, com Sam Cooke como referência, o seu grande desejo era o de poder cantar canções mais… pop.

A transição não foi imediata. Tanto que, em 1957, seria Ruth Brown a primeira voz a gravar um álbum R&B já capaz de expressar mudanças que traduziam os efeitos de uma revolução em curso na cultura juvenil de então. Em 1961, Aretha Franklin grava “Aretha” (com o Ray Bryant Combo), o seu primeiro álbum de música não religiosa. Ano após ano foi lançando singles e álbuns que a levaram a experimentar várias formas e géneros, das mutações que se viviam no R&B a terrenos mais próximos do jazz.

A escola gospel e uma rara amplitude vocal permitiam-lhe expressar personalidade no canto. E disco após disco, atuação após atuação, o reconhecimento e popularidade foram-se cimentando. Em meados da década, Aretha aprofundou a desejada relação com o formato da canção pop e, em 1967, “Respect” assinalou finalmente a definitiva conquista do velho sonho.

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Datam da reta final dos anos 60 e da década de 70 os seus discos de maior impacto. A sobrevivência do título “rainha da soul” é assegurada depois, já em plena década de 80, quando sente que é chegada a hora de cativar uma nova geração de ouvintes. Colaborações com os Eurythmics (no hino “Sisters Are Doing it For Themselves”) ou George Michael (com quem partilha o single “I Knew You Were Waiting For Me”), uma versão do clássico dos Rolling Stones “Jumpin’ Jack Flash” (para a banda sonora do filme com o mesmo título protagonizado por Whoopi Goldberg) e ainda o impacto do álbum com sonoridade mais contemporânea que apresenta em “Who’s Zomin’ Who” (1985) garantem o efeito desejado. Veterana, respeitada entre músicos, admirada por diversos públicos, Aretha manteve desde então o estatuto, mesmo não tendo voltado a criar um disco de dimensão icónica.

Aretha Franklin em dezembro de 2015

Aretha Franklin em dezembro de 2015

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A fragilidade da saúde obrigou-a nos últimos anos a reduzir a agenda de trabalhos. Em 2014 gravou “Aretha Sings The Diva Classics”, o seu 41º álbum de estúdio, no qual abordou alguns clássicos a que grandes cantoras deram voz. Depois deste disco, a sua obra somou em 2017 mais um título, “A Brand New Me”, que na verdade não é mais do que um trabalho de estúdio criado sobre gravações de arquivo. Nesse mesmo ano anunciou que iria retirar-se. E assim foi, tendo pisado pela última vez o palco em Filadélfia em agosto do ano passado.

ELOGIO DE OBAMA

“A história americana dignifica-se quando Aretha canta”, disse uma vez Barack Obama, em cuja cerimónia de tomada de posse a rainha da soul cantou. As palavras do ex-presidente soaram quando, em 2015, Aretha Franklin foi homenageada no Kennedy Center. Homenagem que, como tantas outras, destacaram não apenas a grande figura da música soul, mas também a lutadora pelos direitos civis, a voz da América negra (como chegou a ser descrita).

Quarenta e dois álbuns de estúdio, seis outros gravados ao vivo, mais de 130 singles (dos quais 20 ocuparam o número um da tabela de R&B da Billboard), uma lista extensa de nomeações e de prémios obtidos, são alguns números a ter em conta numa história que continuará a ser contada agora que nos deixou.

Há um biopic a caminho, que tem o mítico editor Clive Davis como produtor. Um megaconcerto de homenagem está agendado para 14 de novembro no Madison Square Garden, no qual estarão em palco nomes como os de Paul McCartney, Stevie Wonder, Paul Simon ou Elton John. Na agenda de trabalhos, Aretha tinha ainda um último disco em vista, com Stevie Wonder como produtor… Terá chegado a ser gravado?

O certo é que entre discos, filmes e concertos, o silêncio não se vai instalar. Aretha ainda está entre nós. Mas a sua voz já  conquistou a eternidade.

 

TAP acaba com viagens gratuitas para governantes

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TAP acaba com viagens gratuitas para membros do Governo. A TAP está a negociar com o Governo uma solução que poderá vir a envolver tarifas especiais ou pacotes de descontos para membros do Executivo, revela o “Jornal de Negócios” esta quinta-feira.

Alfa/Expresso

As borlas, as viagens em classe executiva gratuitas, para membros do Governo na Transportadora Aérea Portuguesa (TAP) estão prestes a acabar. Segundo avança o “Jornal de Negócios” esta quinta-feira, a administração da companhia aérea já comunicou ao Governo o fim das viagens oferecidas a membros do Executivo.

“A TAP está a trabalhar com o Governo no estabelecimento de novas regras sobre as condições a aplicar nas viagens de servidores públicos, a adoptar proximamente”, confirmou fonte oficial da transportadora aérea ao matutino.

No entender da administração da TAP, liderada por Antonoaldo Neves, não faz sentido que a TAP, sendo uma empresa gerida de forma privada, ofereça “borlas” ao Estado.

O “Negócios” revela ainda que a TAP – detida em 50% pelo Estado e em 45% pela Atlantic Gateway de Humberto Pedrosa e David Neeleman – está a negociar com o Governo uma solução que poderá vir a envolver tarifas especiais ou pacotes de descontos.

De acordo com o jornal, as negociações estão a decorrer com o Ministério das Infraestruturas, dirigido por Pedro Marques, e visam encontrar um critério que seja justo para ambas as partes. A TAP, ao que tudo indica, poderá vir a oferecer tarifas preferenciais para as viagens de membros do Governo e pacotes de desconto para todos os destinos servidos pela companhia aérea portuguesa.

“Vamos importar energia nuclear francesa” – Agostinho Lopes

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Agostinho Lopes: “Vamos importar energia nuclear francesa”

Dirigente histórico dos comunistas portugueses, Agostinho Lopes, engenheiro químico de formação, deputado durante 24 anos e membro do comité central do PCP deu uma longa entrevista ao jornal Público na qual aborda as questões da energia em Portugal.

Nesta entrevista de fundo previne designadamente que o recente acordo de Portugal, Espanha e França para o aumento da capacidade das ligações eléctricas entre a Península Ibérica e o resto da Europa vai servir os interesses gauleses.

“Vamos importar energia nuclear francesa”, diz.

Pequeno extrato da entrevista:

« Vamos exportar energia subsidiada pelos portugueses e vamos importar energia nuclear francesa provavelmente para fazer as cascatas do Tâmega para depois se fazer renovável, uma falsificação de energia renovável.

Acusa o Governo de criar uma situação para importarmos energia nuclear francesa?
Sobretudo sem nenhum estudo feito sobre as possibilidades da nossa exportação de renováveis. Devem ser criadas interligações, mas transformar isso na solução para termos energia mais barata é, mais uma vez, estar a vender a fraude daquilo que levou à privatização e segmentação dos mercados de electricidade no nosso país com as consequências que hoje adivinhamos.

António Costa não disse que era uma oportunidade de Portugal exportar energia excedentária para o resto da Europa?
O nosso país continua a ter gravíssimas carências energéticas, continuamos a ter um défice energético que, apesar deste movimento das renováveis, teve uma ligeira redução nestes últimos anos, e não temos grandes perspectivas de nos transformar em grandes exportadores de energia. É uma ilusão e não está feito sequer nenhum estudo.

Para os três países há um estudo…
Sim, de possibilidades. A rede de energia é uma das novidades deste sistema criado nos processos de privatização, liberalização e desmembramento da EDP. Criou-se esta coisa espantosa – serem os consumidores a pagarem os investimentos da rede -, a questão é saber se pagamos uma rede que corresponde aos interesses nacionais ou uma rede que interessa à EDP e à REN. É bastante diferente do nosso ponto de vista. »

Leia a entrevista em publico.pt