Conceição renova até 2020 e diz que a prioridade era manter-se no Dragão

O treinador do FC Porto, Sérgio Conceição, chegou a acordo para a renovação do contrato com os ‘dragões’ por mais uma temporada, passando o vínculo a ser válido até 30 de junho 2020.

Um ano depois de ter chegado ao Dragão, o técnico vê agora o contrato prolongado por mais uma época, tendo afirmado, em declarações ao Porto Canal, que, apesar de « uma ou outra abordagem », a prioridade foi sempre manter-se no comando técnico dos ‘azuis e brancos’.

Sérgio Conceição, de 43 anos, depois de ter levado o FC Porto à conquista do 28º título de campeão nacional, colocando um ponto final a uma série de quatro temporadas sem títulos, prepara-se agora para começar a segunda temporada no comando dos ‘dragões’.

O técnico afirmou, ao Porto Canal, que a formalização do acordo não vai alterar em nada todo o empenho e dedicação ao clube.

« Essa motivação e essa confiança do presidente não precisam de papel nem de caneta, a confiança e a motivação para treinar não precisam de contratos. Até hoje, nunca discuti um contrato com o nosso presidente. É importante, não é fundamental meter no papel, mas o FC Porto achou que era importante fechar mais um ano. Estou contente por ficar ligado ao clube até 2020. É importante frisar que mesmo que partisse para a nova época a acabar o contrato no final da mesma não ia mexer com a minha dedicação para com o clube. Não vinha preparado, vinha entregar o relatório ao presidente e fui brindado com esta bela surpresa », disse.

Sérgio Conceição revelou-se um homem feliz, lembrando a « grande paixão » que nutre pelo clube.

« Representei um clube de topo do mundo, em termos daqueles que são os grandes clubes na Europa. O FC Porto está incluído nesse lote pelas vitórias que obteve nos últimos anos. Ao representar um clube desta dimensão, obrigando também a ter esse fator emocional, no sentido de existir uma grande paixão pelo clube, que conheço desde os meus 16 anos, juntou-se o útil ao agradável. Estou extremamente feliz, principalmente por este sinal de confiança », acrescentou o técnico.

O presidente dos ‘azuis e brancos’, Pinto da Costa, explicou que esta decisão « já estava pensada há muito tempo » e que a continuidade de Sérgio Conceição no comando da equipa principal « é algo natural ».

« Agora que terminou a época, e antes de ir de férias, entendemos que era importante firmar no papel o que tínhamos pensado e alinhavado. Ninguém estranha que um homem da casa, que tem uma paixão grande pelo clube, que teve tanto sucesso, renovasse. É sinal que estamos contentes e que ele também está. É normal quando se está bem não mudar. É tudo natural e estou muito satisfeito », disse o dirigente.

Alfa/Lusa.

Tiago Salazar representa Portugal no Festival do Primeiro Romance de Chambéry, em França

 O escritor Tiago Salazar representa Portugal no 31.º Festival do Primeiro Romance de Chambéry, no sudeste de França, que abriu hoje e se prolonga até domingo, anunciou a sua editora.

Tiago Salazar, autor de “A Escada de Istambul” (2016), participa na sexta-feira no painel de debate “Um Fresco Histórico”, com o escritor congolês Wilfried N’Sondé, moderado pelo crítico literário Yann Nicol, programador da festa do Livro, em Bron, nos arredores de Lyon.

Este debate em Chambéry, capital da região da Saboia, está agendado para o Hotel de Cordon, às 17:00 locais (16:00 de Lisboa).

No dia seguinte, às 16:30 locais, Tiago Salazar participa noutra mesa redonda, “As Personagens que Habitam nas Páginas dos Livros”, com Sébastien Spitzer, autor francês de 48 anos, que este ano publicou o seu primeiro romance, “Ces rêves qu’on piétine”, e Manuel Benguigui, nascido há 42 anos em Paris, que publicou o seu primeiro romance em 2016, “Un Collectionneur Allemand”, moderada por Albert Fachler.

Em nota enviada à agência Lusa, a Oficina do Livro, que publicou o romance de Tiago Salazar, salienta que “este festival deu a conhecer ao mundo, entre outros, o escritor francês Michel Houellebecq”, e “é a única manifestação literária, em França, que tem como principal objetivo a descoberta e promoção de primeiros romances francófonos e europeus através da leitura”.

Segundo o mesmo documento, “3.200 leitores exigentes e apaixonados selecionam, após um ano de leituras e debates, os autores estreantes no romance que, posteriormente, são convidados a participar no evento”.

Tiago Salazar nasceu em Lisboa em 1972 e é licenciado em Relações Internacionais, tendo estudado Guionismo e Dramaturgia, em Londres. Doutorando em Turismo, no Instituto de Geografia e Ordenamento do Território, o autor está a preparar uma tese sobre “A Volta ao Mundo”, de Ferreira de Castro.

É jornalista ‘freelancer’ desde 2001. Em 2010, foi Bolseiro da Fundação Luso-Americana, em Washington.

“A Escada de Istambul” é uma história sobre uma família judia, endinheirada, que fugiu à Inquisição, viajando pela Europa até se instalar em Istambul, na Turquia, onde fundou um dos primeiros bancos da cidade, ficando conhecida como os “Rothschild do Oriente”.

O Festival do Primeiro Romance de Chambery é organizado pela Association Plural Readings, e visa a revelação e promoção dos primeiros romances franceses e europeus.

Segundo nota do certame literário, participam 22 autores franceses e estrangeiros, entre eles, italianos, alemães, espanhóis, ingleses, romenos, um congolês e um português, que durante quatro dias dialogam com o público, em diferentes iniciativas, como mesas redondas, debates, ‘workshops’, leituras e exposições.

Alfa/Lusa.

COM SOM. Bruno Alves descarta ‘reforma’ e quer estar « sempre disponível » para a seleção

Bruno Alves afirmou hoje que, apesar dos seus 36 anos, vai continuar disponível para representar Portugal após o Mundial2018 de futebol e desvalorizou a possibilidade de se tornar no defesa mais internacional de sempre.

« Não tenho esse objetivo. O objetivo é ajudar a seleção, trabalhar e ajudar os meus companheiros dentro de campo. O que me motiva é estar presente na seleção, ajudar, jogar e fazer melhor », afirmou Bruno Alves, que conta com 95 jogos pela formação das 0quinas’, menos 16 que o reformado Fernando Couto, que é o defesa mais internacional de sempre.

Apesar dos seus 36 anos, Bruno Alves descartou a possibilidade de deixar de representar Portugal após o Campeonato do Mundo e negou que o torneio que vai decorrer na Rússia possa ser a sua última fase final de uma grande competição.

« Só penso em ajudar a seleção. Não penso em terminar carreira, nem terminar com a seleção. Estou sempre disponível para ajudar. A seleção proporcionou-me momentos inesquecíveis », disse o central do Rangers, que falava em conferência de imprensa, na Cidade do Futebol, em Oeiras, minutos antes que mais um treino da seleção nacional.

Questionado sobre os incidentes que ocorreram na semana passada na Academia do Sporting, Bruno Alves considerou que isso « já é passado » e garantiu que Rui Patrício, William Carvalho, Bruno Fernandes e Gelson Martins vão ser « ajudados ao máximo » pelos colegas de seleção.

« O selecionador Fernando Santos pediu-nos para não comentarmos esse episódio. Isso é passado. O nosso foco é a seleção », contou o antigo jogador do FC Porto.

Sobre a ausência de Cristiano Ronaldo, que ainda vai disputar a final da Liga dos Campeões com o Real Madrid, Bruno Alves assumiu que a presença do capitão « aumenta a competitividade » nos treinos.

« Estou a torcer por ele na final. Com Cristiano, os treinos são ainda melhores. A sua presença, competitividade e exigência obriga que todos sejam ainda melhores », explicou.

Para Bruno Alves, no Mundial2018, o primeiro objetivo de Portugal é « passar a fase de grupos » e só depois os jogadores poderão ter outras ambições.

« No Campeonato do Mundo estão os melhores jogadores e as melhores seleções. Toda as equipas vão preparar-se muito bem e nós também. Marrocos é das melhores seleções africanas e o Irão uma das melhores da Ásia. São ser dois jogos muito táticos em que ninguém vai querer errar », considerou.

No Grupo B, Portugal vai ainda defrontar a Espanha, naquele que será o jogo de estreia, a 15 de junho, em Sochi. O duelo com Marrocos será a 20, em Moscovo, e com o Irão, de Carlos Queiroz, a 25, em Saransk.

Portugal, ainda com muitas baixas, incluindo Cristiano Ronaldo, volta hoje a treinar na Cidade do Futebol e no dia 28 de maio, defronta a Tunísia, em Braga, no primeiro particular que serve de teste para o próximo Campeonato do Mundo.

Em 09 de junho, após os particulares com a Bélgica (dia 02 em Bruxelas) e com a Argélia (dia 07 em Lisboa), a equipa lusa viaja para a Rússia.

O Mundial2018 arranca no dia 14 de junho e termina a 15 de julho.

Alfa/Lusa.

Trump cancela cimeira com Kim Jong-un por « raiva tremenda » da Coreia do Norte

 O Presidente norte-americano, Donald Trump, cancelou hoje a cimeira com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, prevista para 12 de junho em Singapura, invocando uma “raiva tremenda e hostilidade aberta” da Coreia do Norte.

Numa carta dirigida a Kim Jong-un, Trump informa que o encontro não terá lugar.

“Eu estava muito ansioso por me encontrar lá consigo. Infelizmente, tendo em conta a raiva tremenda e hostilidade aberta demonstrada na sua declaração mais recente, eu considero ser inapropriado, neste momento, realizar este encontro, há muito planeado”, diz o Presidente dos EUA, na missiva.

Alfa/Lusa.

SOM. Jovino dos Santos fala do novo disco em entrevista à Rádio Alfa

O disco chama-se « Nesse mesma luta » e mostra-nos um trabalho fiel ao já longo percurso do músico cabo-verdiano.

 

 

Neste álbum há crítica social mas também há esperança e há, acima de tudo, uma vontade recorrente e inabalável de divulgar a música tradicional de Cabo Verde.

Entrevista completa no próximo sábado (26/05) às 15H (FR) no programa Back Stage com Ester de Sousa.

Dois ‘brilharetes’ e quatro deceções, com duas ‘poucas vergonhas’

A seleção portuguesa de futebol conta dois ‘brilharetes’, com presenças nas meias-finais, duas ‘poucas vergonhas’, num misto de resultados desastrosos e indisciplina, e duas deceções, no balanço de seis presenças sem ‘meio termo’.

Depois de uma estreia brilhante, em 1966, com o ‘rei’ Eusébio a levar a equipa ao ‘bronze’, como nove golos, Portugal só voltou a destacar-se 40 anos volvidos, em 2006, com um quarto lugar, sob o comando de Figo, então único sobrevivente da ‘geração de ouro’.

Estas duas presenças são, porém, exceções, já que as outras quatro acabaram mal, em 1986 e 2002 agravadas por comportamentos pouco edificantes, e em 2010 e 2014, nas duas últimas, com Cristiano Ronaldo como ‘estrela’, sem os registos aguardados.

No total, Portugal conta um terceiro lugar, um quarto, uma eliminação nos oitavos de final e três quedas na fase de grupos, o que significa que metade das qualificações só valeram, depois, três jogos na fase final.

Em termos individuais, o nome de Portugal nos Mundiais ‘confunde-se’ com o do ‘rei’ Eusébio, o único que, até agora, conseguiu entrar na ‘lenda’ da prova, sendo que só precisou de uma fase final, que acabou como melhor marcador.

Com o ‘13’ nas costas, o ‘Pantera Negra’ apontou um golo à Bulgária e dois ao Brasil, de Pelé, na fase de grupos, quatro à Coreia do Norte, para virar o jogo de 0-3 para 4-3, nos ‘quartos’, um à Inglaterra, nas meias-finais, e um à União Soviética, no jogo que valeu aos ‘Magriços’ o último lugar do pódio.

Em Inglaterra, na primeira presença em Mundiais, o ‘onze’ de Manuel da Luz Afonso começou imparável, ao bater sucessivamente Hungria (3-1), Bulgária (3-0) e o bicampeão Mundial em título Brasil (3-1), o que lhe valeu a vitória no Grupo 3.

Nos quartos de final, o ‘sonho’ parecia terminado ao fim de 25 minutos, com a Coreia do Norte a vencer por 3-0, mas Eusébio respondeu com quatro golos consecutivos, dois de penálti, antes de José Augusto rematar a incrível reviravolta (5-3).

Depois, e num jogo que os ingleses trocaram, à última hora, de Liverpool para Wembley, Eusébio voltou a marcar, mas um ‘bis’ de Bobby Charlton deixou o ‘rei’ em lágrimas. Ainda recuperou o ânimo e contribuiu com um tento para o 2-1 à União Soviética, no jogo de ‘consolação’, decidido por José Torres.

Após estreia tão prometedora, Portugal só voltou ao Mundial 20 anos depois, em 1986, e mais valia nem ter ido, algo que também se aplica à terceira participação, em 2002.

Foi, assim, preciso esperar 40 anos para ver Portugal voltar a ‘brilhar’ num Mundial: em 2006, na Alemanha, a equipa do brasileiro Luiz Felipe Scolari não teve tanto encanto, mas foi capaz de vencer duas batalhas épicas, para a história.

A fase inicial foi um ‘passeio’, com as primeiras duas vitórias, sobre Angola (1-0) e Irão (2-0), a garantirem desde logo um prematuro apuramento para os ‘oitavos’ e uma terceira, com poupanças, face ao México (2-1), a selar o triunfo no Grupo D.

O Mundial começou, verdadeiramente, em Nuremberga, numa ‘batalha’ de cartões (16 amarelos e quatro vermelhos) com a Holanda, que Maniche resolveu (1-0), com Portugal muito tempo em inferioridade numérica (10 contra 11 e nove contra 10) e quase sempre sem bola (38 por cento, contra 62).

As grandes emoções prosseguiram nos ‘quartos’, com Portugal a desperdiçar quase uma hora em vantagem numérica (expulsão de Wayne Rooney), mas a acabar por vencer a Inglaterra na ‘lotaria’, com Ricardo (três defesas) como ‘herói’, a exemplo do Euro2004, e Cristiano Ronaldo a selar o apuramento.

A equipa lusa estava entre os quatro melhores do Mundo – todos europeus -, mas não conseguiu mais: caiu nas ‘meias’, perante a França, como nos Europeus de 1984 e 2000, vergado a uma grande penalidade de Zinedine Zidane (0-1) e, já sem ‘alma’, deixou o ‘bronze’ para uns anfitriões bem mais fortes (1-3).

Antes, em 1986, Carlos Manuel logrou o ‘milagre’ da qualificação em Estugarda (1-0) e abriu a fase final com novo golo para marcante (1-0 à Inglaterra), mas quase tudo o resto foi muito triste, traduzindo-se no ‘caso Saltillo’, um confronto entre jogadores e FPF devido a divergências com os prémios de jogo.

Desportivamente, o ‘onze’ de José Torres, também azarado devido à lesão sofrida pelo guarda-redes Bento, perdeu, depois, com a Polónia (0-1) e foi humilhado por Marrocos (1-3), acabando no quarto posto do Grupo F, que qualificou os três primeiros.

Em 2002, e após uma sensacional fase de qualificação, em que eliminou a Holanda, a seleção lusa, com Figo, então o melhor do Mundo, limitado fisicamente, começou de forma desastrosa (2-3 com os Estados Unidos) e pagou caro o facilitismo.

O ‘onze’ de António Oliveira, com a base da ‘geração de ouro », os campeões mundiais de juniores de 1989 e 1991, ainda goleou a Polónia (4-0, com três de Pauleta), mas caiu parente a anfitriã Coreia do Sul (0-1), num jogo em que Beto e João Vieira Pinto acabaram expulsos. E o avançado ainda ‘atacou’ o árbitro.

Portugal iniciou, porém, em 2002 uma série de cinco presenças consecutivas, a última por concretizar, na Rússia, entre 14 de junho e 15 de julho de 2018, mas, depois do quarto posto de 2006, falhou claramente em 2010 e 2014.

Na África do Sul, o ‘onze’ de Carlos Queiroz só conseguiu marcar à Coreia do Norte, brindada com uma goleada histórica (7-0), tendo ficando em branco nos outros dois jogos da fase de grupos, que, ainda assim, não perdeu – 0-0 com costa do Marfim e Brasil.

Apurado no segundo posto, atrás dos ‘canarinhos’, Portugal teve pela frente a Espanha e foi eliminado com um desaire por 1-0, por um tento de David Villa. Os espanhóis viriam a conquistar o seu primeiro título, com um golo de Iniesta à Holanda.

Quatro anos depois, em 2014, no Brasil, Portugal fez bem pior, pois, como em 1986 e 2002, não conseguiu, sequer, ultrapassar a fase de grupos, numa participação que começou a ficar comprometida logo a abrir, com um pesado 0-4 com a Alemanha.

No jogo seguinte, Portugal esteve quase a ficar pelo caminho, num duelo com os Estados Unidos que acabou por empatar (2-2) sobre o final, com um tento de Silvestre Varela. Ficou, porém, a ser preciso golear o Gana e, com Cristiano Ronaldo muito desinspirado, só foi possível vencer por 2-1.

Em termos numéricos, e em seis participações, a formação das ‘quinas’ contabiliza 50 por cento de vitórias, com um total de 13, em 26 jogos, mais quatro empates e nove derrotas, com 43 golos marcados, nove por Eusébio, e 29 sofridos.

Alfa/Lusa.

Dragão escolhido para a final da Supertaça europeia em 2020

 O Estádio do Dragão, recinto do FC Porto, vai ser o palco da final da Supertaça europeia em 2020, anunciou hoje a UEFA, na sequência da reunião do Comité Executivo do organismo regulador do futebol europeu.

O Estádio da Luz, reduto do Benfica, em Lisboa, era candidato a receber a final da Liga dos Campeões da época 2019/2020, mas foi derrotado pelo Estádio Olímpico Ataturk, em Istambul.

A final da Liga Europa de 2019/2020 vai realizar-se na Arena Gdansk, na Polónia, e a final da Liga dos Campeões feminina da mesma temporada vai disputar-se na Áustria Arena, em Viena.

Alfa/Lusa.

Saúde: Novos casos de cancro devem ser mais 58% em 2035

O cancro representa a segunda causa de morte e morbilidade na Europa.

 

O número de novos casos de cancro deve aumentar 58% em 2035, à medida que mais países adotam estilos de vida « ocidentais », indica um relatório do Fundo Mundial para a Pesquisa do Cancro, hoje divulgado.

O documento junta recomendações sobre a prevenção do cancro baseadas em evidências, muitas delas relacionadas com o excesso de peso e os hábitos alimentares.

Segundo o documento, o excesso de peso ou a obesidade estão na origem de pelo menos 12 tipos de cancro, mais cinco do que o Fundo referia há uma década. Ao cancro do fígado, ovários, próstata, estômago, boca e garganta (boca, faringe e laringe) junta-se o cancro do intestino, mama, vesícula biliar, rins, esófago, pâncreas e útero.

Beber regularmente bebidas com açúcar aumenta o risco de cancro, mas ser fisicamente ativo pode ajudar a proteger contra três tipos de cancro (intestino, mama e útero) e ajuda a manter um peso saudável, refere-se no relatório, no qual se salienta a importância de uma dieta rica em legumes e frutas e pobre em carnes vermelhas e processadas.

E nele alerta-se ainda para que o consumo de álcool está fortemente ligado ao risco de contrair seis tipos de cancro (estômago, intestino, mama, fígado, boca e garganta e esófago).

Os autores do trabalho notam que estilos de vida sedentários e com uma alimentação rápida e processada estão a levar a « aumentos dramáticos » de casos de cancro em todo o mundo, e salientam que uma em cada seis mortes no mundo se deve ao cancro.

« À medida que mais países adotam estilos de vida ocidentais o número de novos casos de cancro deverá aumentar 58% para 24 milhões de pessoas no mundo em 2035 », diz-se no relatório.

Com o título « Dieta, Nutrição, Atividade Física e Cancro, uma Perspetiva Global », o documento providencia um pacote de comportamentos que sendo seguidos podem permitir uma vida mais saudável e menos probabilidade de cancro.

Com mais de 3,7 milhões de casos e 1,9 milhões de mortes por ano, o cancro representa a segunda causa de morte e morbilidade na Europa.

Alfa/Lusa

Investigadores estudam efeito do aquecimento global na produção e sabor do vinho

A Universidade Portucalense, do Porto, e a Universidade de Nova Iorque estão a estudar os efeitos negativos do aquecimento global na produção e no sabor dos vinhos da região Norte do país, que podem trazer consequências ao enoturismo.

« São conhecidos os efeitos das mudanças climáticas sobre o território, em particular com a diminuição da água no solo e o aumento da temperatura, que vão mudando as características das regiões », disse à Lusa a professora Isabel Freitas, da Universidade Portucalense, uma das responsáveis pelo projeto.

Associadas às alterações climáticas estão algumas catástrofes, como os incêndios, « que causam anualmente grande impacto no território, levando a que as condições das regiões se estejam a alterar significativamente », indicou.

O objetivo deste projeto passa então por estudar o impacto das alterações climáticas no enoturismo e na paisagem cultural do vinho, de forma a prever e alertar os decisores locais e a comunidade para os efeitos negativos que as mesmas podem ter sobre o território e, consequentemente, sobre o turismo, a curto ou médio prazo.

Para a obtenção dos dados, a equipa tem recolhido amostras e realizado entrevistas, questionários, recolha de arquivo fotográfico, medições de temperatura e humidade e contabilizado o número de incêndios, nas regiões do Douro, do Porto e nas zonas de produção de vinho verde, como Braga, Guimarães e Ponte de Lima.

« As previsões indicam que, daqui a dez anos, os países nórdicos terão um clima excecional para o turismo e que, em Portugal, o clima já se estará mais quente e mais seco, como o de Marrocos, por exemplo », indicou Isabel Freitas.

De acordo com a docente, isso poderá levar ao desaparecimento da paisagem da vinha tradicional, « um dos elementos mais atrativos que Portugal tem, com imenso potencial turístico ».

« Quando o enoturista procura uma região, procura pelo vinho, pela experiência e pelas emoções e grande parte dessas emoções estão centradas na paisagem, na cultura e na diversidade da intervenção humana sobre um território », frisou.

A professora defende que as minhas, os ribeiros, os riachos e os rios devem ser salvaguardados, visto serem recursos « extremamente importantes » para manter a biodiversidade e a paisagem.

« É preciso ter cuidado porque se a água continua a desaparecer deixamos de ter uma paisagem atrativa, trabalhada pelo homem, como acontece no Douro, para termos apenas floresta », notou.

De acordo com o investigador Gregory Gardner, da Universidade Estadual de Nova Iorque, outro dos responsáveis pelo projeto, na maior parte da Europa, « as alterações climáticas começaram a afetar a produção de vinho e o sabor do vinho. Em Espanha, por exemplo, já existem problemas a esse nível porque está muito quente para produzir ».

Segundo o especialista, no futuro será necessário « ensinar a uma nova geração de pessoas o que é o vinho do Porto, por exemplo, porque não será o mesmo dos tempos dos seus pais e dos seus avós ».

Alfa/Lusa

 

Bragança espera 400 atletas pelos trilhos da serra da Nogueira em agosto

Os trilhos de uma das mais emblemáticas serras de Bragança, a da Nogueira, são os escolhidos para o segundo “Zoelae Trail” em que se esperam cerca de 400 atletas, em agosto, divulgou hoje a organização.

A iniciativa nasceu de um projeto vencedor do Orçamento Participativo Jovem que o município aposta em manter, como vincou hoje o vereador Miguel Abrunhosa, apontando-a como “muito relevante na área do desporto”.

Na primeira edição, em 2017, marcaram presença 320 pessoas, a maioria de fora do concelho, e para este ano, a 12 de agosto, são esperadas cerca de 400, com a comparência dos vizinhos espanhóis, para a aventura que arranca junto ao histórico Castro de Avelãs, atravessa a Serra da Nogueira, com a maior mancha de carvalhal negral da Europa, e termina no Castelo de Bragança, com a Festa da História, que ocorre na mesma ocasião.

O evento tem várias opções com o “trail” mais longo e mais difícil de 25 quilómetros e outro mais curto de 17 quilómetros. A organização em parceria com o Ginásio Clube de Bragança incluiu também caminhadas com passeios de 17 e 10 quilómetros.

As inscrições são feitas via Internet, na página oficial do evento.

O nome atribuído ao evento “Zoelae” é inspirado nu povo pré-romano que habituou o território conhecido pela sua coragem.

Com um orçamento de 18 mil euros, Carlos Fernandes do Ginásio Clube de Bragança encara a iniciativa como “uma forma d elevar a região além-fronteiras”, tendo em conta as participações de outras zonas do país, de Espanha e França.

Que este “trail” venha a fazer parte do circuito nacional da modalidade é uma ambição expressa hoje, na apresentação do programa, por Sandra Cabral, do Ginásio Clube de Bragança, que há três anos se dedica a este desporto.

Sandra vai levar a camisola de Bragança à “mais importante prova a nível internacional” de “Trail”, encontrando-se entre os selecionados para o evento de 121 quilómetros a 2.500 metros de altitude, em Mont Blanc, no final de julho.

Alfa/Lusa