SOM/CRÓNICA. PORTUGAL VOTA SIM OU NÃO À EUTANÁSIA

EUTANÁSIA E MORTE ASSISTIDA. DEBATE SOBE AO PARLAMENTO PORTUGUÊS E DIVIDE O PAÍS. Votação é nesta terça-feira, 29.

Presidente Marcelo tem dito que só falará depois de ver o diploma, mas no PS já se admite o veto. Votação desta tarde é uma incógnita.

Volte a ouvir aqui a última crónica de Luísa Semedo, presidente da secção europa do Conselho das Comunidades Portuguesas.

Festival da Eurovisão em Israel pode estar em risco

Organizador do concurso publicou mensagem no Facebook para que os fãs não reservem já viagens para Israel. Politização do concurso é um dos receios.

 

Israel venceu a Eurovisão no passado dia 12 de maio, em Lisboa. O que lhe garantiu o direito de receber a edição do próximo ano. Desde a vencedora, Netta, até ao primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, todos apontaram logo Jerusalém como a cidade anfitriã em 2019. Mas agora a União Europeia de Radiotelevisão (EBU, na sigla em inglês) veio apelar aos fãs que não comprem já os bilhetes para Israel.

Uma chamada de atenção feita no Facebook oficial da entidade organizadora do eurofestival da canção que alerta aos seguidores do concurso para esperarem por mais informação, a ser divulgada nos canais oficiais. Dando a entender que a realização do evento em 2019 pode não ser em Israel.

Segundo o jornal israelita Haaretz, a EBU tem receio da politização de que o concurso pode ser alvo, devido ao conflito israelo-palestiniano. Recorde-se que os EUA transferiram, a 14 de maio, a sua embaixada para Jerusalém, reconhecendo esta cidade como a capital de Israel. O que tem motivado uma escalada na violência entre israelitas e palestinianos.

Antes deste alerta, já os membros do governo israelita tinham levantado questões sobre a realização do concurso ao sábado (desde que há semifinais, que a competição se realiza às terças e quintas-feiras e a final ao sábado), uma vez que na religião judia este é o dia de descanso. A cerimónia está, no entanto, prevista para as 22.00, ou seja, duas horas depois do fim do Sabat. Enquanto os membros do governo pedem que a cerimónia não ponha em causa as tradições israelitas, o presidente executivo da EBU, Frank-Dieter Freiling, respondeu ao jornal Haaretz que o Sabat não deve ser uma condicionante.

Israel já acolheu a Eurovisão duas vezes – em 1979 e 1999. Da última vez já tinha havido alguma controvérsia, com os grupos ultraortodoxos a pedir para que não se realizasse em Israel, mas no Reino Unido ou Malta (os países que tinham ficado em segundo e terceiro lugar). Israel ganhou o concurso quatro vezes (1978, 1979, 1998 e 2018, mas nas primeiras vitórias não estava definido que o vencedor acolhia a edição do ano seguinte). Netta Barzilai foi a vencedora este ano com a música « Toy », cuja letra apoia o movimento feminista #MeToo.

Alfa/DN

Comissão Europeia quer que Governo português gaste menos do que o previsto

A Comissão Europeia exige que a despesa primária em Portugal cresça menos de metade do que o Governo prevê em 2019.

 

A Comissão Europeia apresentou, esta quarta-feira, o pacote de recomendações específicas aos Estados-membros, no âmbito do semestre europeu. Em relação a Portugal, o Comissário dos Assuntos Económicos e Financeiros, Pierre Moscovici afirma que continua a enfrentar « fontes de desequilíbrio » que precisam de ser corrigidas.

« Isto inclui elevados níveis de dívida externa privada e pública, vulnerabilidades no setor bancário e segmentação do mercado de trabalho », afirmou, recomendando que a despesa primária em Portugal cresça abaixo daquilo que prevê o governo, no próximo ano.

« Portugal deve consolidar as recentes tendências positivas na redução do défice e dívida, e é recomendável que o país garanta que a taxa de crescimento nominal da despesa pública primária líquida não ultrapasse 0,7% em 2018, o que corresponderá a um ajustamento estrutural anual de 0,6% do PIB », defendeu, contrariando aquilo que o Governo calcula no Programa de Estabilidade, ou seja, que a despesa primária 1,7% em termos nominais.

Pierre Moscovici considera, porém, que o Governo deve concentrar-se, em particular, no setor da Saúde, acreditando que « isto pode alcançar-se através do reforço do controlo da despesa da saúde, acautelando a relação custo benefício e a orçamentação adequada ».

Perante um quadro com sinais positivos sem precedentes na última década, mas que em alguns aspetos ainda divergem da média europeia, a comissária do emprego, Marian Thyssen deixa outra recomendação, esperando que « em primeiro que tudo, se trabalhe no nível de competências dos portugueses ».

« Se olharmos para o nível de competências da população adulta, verificamos que está entre as mais baixas da União Europeia », afirmou, lamentando que « apenas 48% da população tenha alcançado um nível elevado de competências. A média europeia é de 77% ». Por isso, « o que também recomendamos é um maior estímulo à participação de adultos na aprendizagem ao longo da vida ».

Alfa/TSF/LUSA

O QUE DISSERAM OS JOGADORES DO SPORTING à GNR sobre o ATAQUE a ALCOCHETE

19 jogadores do Sporting contam tudo sobre o ataque a Alcochete (e como Palhinha protegeu Montero)

Alfa/Expresso por HUGO FRANCOPEDRO CANDEIAS E RUI GUSTAVO 

Expresso teve acesso aos autos da GNR. Trata-se de testemunhos que relatam o momento mais negro da história do Sporting – o dia em que um grupo de homens invadiu a Academia e agrediu e insultou jogadores e staff

nota: este artigo contém linguagem que pode ofender a sensibilidade dos leitores, mas é mantida no artigo tal como surge nos autos da GNR de forma a que se entenda na plenitude a violência a que foram sujeitos os elementos do Sporting Clube de Portugal alvo de ameaças e agressões

A Tribuna Expresso teve acesso a mais de 20 testemunhos de elementos do Sporting prestados no Comando Territorial de Setúbal na noite de 15 maio, horas depois do ataque do grupo de encapuzados a Alcochete. Jogadores, fisioterapeutas, um scout e um preparador físico traçam um cenário de terror que começou pouco antes das 17h e terminou minutos depois – mas que deixou um rasto de violência física e de abusos verbais que levaram os « depoentes » a estados de « choque » e a « temer pela vida ».

Este é um relato de socos, pontapés, estaladas, um garrafão de 25 litros de água, cintos, empurrões, tochas, queimaduras , ameaças, cacifos, caras tapadas e descobertas, algum sangue, alvos definidos – e de uma ideia comum: a de que aquele grupo sabia por onde entrar e aonde se dirigir e atuou « em bloco », « com alguma organização », agiu « premeditadamente » e bloqueou a saída enquanto espalhou o medo.

BAS DOST (JOGADOR)

O holandês refere que primeiro passaram dois grupos de homens por ele (um composto por dois, outro por seis indivíduos) sem que nada acontecesse. Posteriormente, um homem encapuzado deu-lhe com um cinto na cabeça que « o fez cair no chão », onde continuou a ser agredido pelo mesmo agressor e por outro que lhe fez companhia. Bas Dost confessou ter « ficado em estado de choque ».

ACUÑA (JOGADOR)

O argentino refere que o grupo tentou fechar a porta do balneário aos invasores, mas que tal não foi possível dado o número destes últimos, « cerca de 50 elementos que trajavam roupas escuras e alusivas ao Sporting Clube de Portugal, todos de cara tapada, que rapidamente forçaram a entrada no balneário ». Acuña confessou que « sobre ele caíram cerca de 5/6 meliantes que o agrediram fisicamente com murros na zona da cabeça e corpo ». O sul-americano disse também que os « meliantes o ameaçaram », dizendo que sabiam onde morava e que devia ter cuidado.

WILLIAM (JOGADOR)

O médio, tal como todos os outros futebolistas, encontrava-se no balneário a trocar de equipamento para o treino no relvado quando os invasores irromperam nas instalações. « Foram lançadas várias tochas de fumo, ouviu gritos. » William garante ter sido « agredido por três indivíduos com socos na zona do peito ». No final do testemunho, William afirma que « teve conhecimento pelo seu colega de nome Rui Patrício que já existiram situações passadas de ameaças de adeptos aos jogadores da equipa ».

BATTAGLIA (JOGADOR)

O argentino declarou ter visto os « indivíduos irromperem pelo balneário […] a perguntar onde estava o Battaglia ». « Quando o visualizaram, dirigiram-se à sua pessoa cerca de cinco a seis indivíduos que o ofenderam verbalmente, ameaçaram-no de morte ». Enquanto era insultado, Battaglia foi agredido com « murros na face, ombro direito e tronco e ainda, enquanto estava a tentar proteger-se, foi atingido na cintura e costas com um garrafão de 25 litros de água que lhe provocou fortes dores ».

MISIC (JOGADOR)

O médio foi agredido com um cinto na cabeça por um indivíduo corpulento de 1,80 metros.

BRUNO CÉSAR (JOGADOR)

O brasileiro subiu a uma maqueira e, ao espreitar pela janela do balneário, viu um grupo de indivíduos de cara tapada e com cores do Sporting. Não foi agredido, mas viu William e Battaglia a serem agredidos com socos e bofetadas; quando tentou socorrer os colegas, foi ameaçado de morte. Segundo Bruno César, « o grupo atuou sempre em bloco, com alguma organização, presumindo que tais atos foram premeditados, barrando claramente a tentativa de fuga dos atletas para o exterior ».

FREDDY MONTERO (JOGADOR)

O colombiano diz que « os indivúdos forçaram a entrada no balneário ao mesmo tempo, dispersaram-se do mesmo, arremessaram vários artigos pirotécnicos, entre os quais bombas de fumo e tochas ». Montero recorda-se de ouvir « onde está o Acuña e o Battaglia? », entre insultos. Depois, Montero foi agredido com duas estaladas e garantiu que teria sido « mais agredido » se Palhinha não se tivesse agarrado a ele, para o proteger.

FÁBIO COENTRÃO (JOGADOR)

O defesa garantiu que não foi agredido mas viu os seus colegas serem alvo de agressões. Temeu pela vida perante o grupo de agressores, que atuou sempre « em bloco, com uma certa orientação e organização, presumindo que tais atos foram premeditados ». Fábio diz ainda temer « pela continuação de tais atos ou até de maior grau de violência ».

PALHINHA (JOGADOR)

O jovem médio descreve os acontecimentos de forma semelhante aos seus colegas: espreitou pela janela e « viu um grupo de cerca de 20 a 30 indivíduos invasores entrarem a atirar tochas a arder, a revoltar o balneário, a ameaçar e a agredir alguns colegas, nomeadamente Battaglia, William, Acuña e Montero ».

RISTOVSKI (JOGADOR)

O defesa viu Acuña e outros colegas a serem agredidos violentamente e sentiu-se aterrorizado e impotente para reagir perante o que se estava a passar. Ristovski disse ainda « sentir receio que esta situação se volte a repetir, quer no seu local de trabalho quer na sua vida particular, sentindo-se assim condicionado na sua vida por este medo ».

RÚBEN RIBEIRO (JOGADOR)

O médio contratado em janeiro ao Rio Ave disse ter sido avisado por André Pinto que vinham ali « uns mascarilhas ». Rúben « viu então o segurança da Academia de nome Ricardo tentar fechar a porta, tentando ainda opor-se à entrada dos suspeitos, não conseguindo em virtude de ser empurrado ». O português assistiu às agressões a Acuña e ouviu ameaças como esta: « Se não ganham a Taça estão fodidos ». Disse também ter ouvido alguém a dizer no exterior « vamos embora, vamos embora », tendo os agressores saído do local, não sem antes alguém arremessar uma tocha para dentro do balneário.

PICCINI (JOGADOR)

O defesa estava em tratamento no departamento médico quando ouviu « bastante barulho » junto ao balneário. Viu as agressões a Battaglia e a William Carvalho, sentiu medo e pânico, mas não foi agredido

SALIN (JOGADOR)

O guarda-redes diz que o grupo de invasores entrou agressivamente no balneário (vestiam de preto, cara tapada) lançando tochas de fumo, gritando e ameaçando William e Rui Patrício: « Tira essa camisola, vamos foder-te! Há tempo que queres ir embora, tira essa camisola, não te queremos mais aqui ». Salin não foi agredido e tentou evitar « agressões a William e a Rui Patrício ». Salin temeu « pela sua própria vida ».

DOUMBIA (JOGADOR)

O avançado da Costa do Marfim garante que os invasores procuravam William Carvalho e Rodrigo Battaglia, que o ameaçaram e que lançaram vários engenhos pirotécnicos, « provocando um intenso cheiro a queimado e uma insuportável nuvem de fumo no edifício, deflagrando o alarme de incêndio no balneário, provocando o pânico entre os presentes ». Sentiu-se aterrorizado e impotente.

GELSON (JOGADOR)

O extremo português estava a conversar com Acuña quando ouviu gritos vindos do exterior. Pouco depois, os invasores entraram e agrediram Acuña « com as palmas das mãos abertas ». « Foi perceptível verificar um indivíduo com um cinto na mão direita, sendo que a parte da fivela se encontrava em efeito de pêndulo, para aquando de um movimento brusco a mesma efetuar um efeito de chicote ». Gelson temeu pela vida e diz que os agressores estavam « direcionados para os atletas Acuña, Rui Patrício, William e Battaglia ».

BRUNO FERNANDES (JOGADOR)

O médio ofensivo estava ao lado de William e foi empurrado pelos invasores, tendo sido « cercado por vários indivíduos » e depois « agredido com chapadas ». « Seguidamente, viu Battaglia, Acuña e Rui Patrício a serem também cercados e agredidos por vários indivíduos. »

PETROVIC (JOGADOR)

O sérvio foi agredido com um « murro nas costelas ».

PODENCE (JOGADOR)

O português descreve que o segurança da Academia tentou suster o avanço dos invasores com outros elementos do Sporting. Depois, uma vez lá dentro, os agressores começaram a agredir quem apareceu pela frente, sendo que William se levantou para tentar acalmar os ânimos. « Nesse mesmo instante, William foi rodeado por três ou quatro indivíduos. Viu ainda Misic ser agredido com um cinto na face. » Podence garante que Acuña e Battaglia estavam sinalizados pelo grupo que invadiu Alcochete – foram socados e pontapeados.

LUMOR (JOGADOR)

O futebolista ouviu gritos vindos do exterior e « apercebeu-se que começaram a entrar vários indivíduos com o rosto coberto por máscaras e camisolas impedindo assim que fossem reconhecidos » . Lumor não foi agredido, viu « alguns dos seus companheiros a serem agredidos pelos indivíduos que se encontravam no interior do balneário, tendo inclusivé implorado para que os mesmos parassem, mas sem sucesso ».

MANUEL FERNANDES (FUNCIONÁRIO DO SPORTING, EX-JOGADOR)

Manuel Fernandes, um dos símbolos do Sporting, refere ter visto « 30 indivíduos a dirigirem-se em corrida em direção ao balneário onde se encontrava a equipa de futebol do Sporting ». Viu « vidros e portas partidas », objetos nas mãos dos invasores e no « interior do balneário » olhou para Bas Dost « a sangrar da cabeça, ostentando diversas marcas ».

JOSÉ ANTÓNIO LARANJEIRA (SCOUT)

O scout do Sporting viu « cintos » e « um objeto cilíndrico » nas mãos dos invasores, que traziam máscaras de esqui, cachecóis e refere que Jorge Jesus foi agredido por trás com um « murro na cara ». Mais tarde, Laranjeira assistiu a uma conversa entre Jorge Jesus e William Carvalho com cinco dos invasores de cara descoberta, que terão dito: « Não era isto que pretendíamos, o nosso objetivo era falar com os atletas ». O scout avança a hipótese de William conhecer os indivíduos « membros da claque Juve Leo ». Além disso, os invasores « conheciam as instalações, bem como do interior do edifício que invadiram, pois estes dirigiram-se diretamente ao balneário ».

GONÇALO JOSÉ FONTES AVEIRO (FISIOTERAPEUTA)

O fisioterapeuta viu um « indivíduo a atirar uma tocha acesa para o interior do balneário », embora não o tenha conseguido « reconhecer por estar de costas ». Gonçalo diz ter « conhecimento de que vários jogadores sofreram lesões provenientes dos ataques de que foram vítimas ».

LUDOVICO MARQUES (MASSAGISTA)

O massagista Ludovico Marques, que serviria também de tradutor para Doumbia, ouviu rumores de que havia « adeptos encapuzados » na Academia, tendo ouvido depois insultos como « filhos da puta, joguem à bola ». Segundo Ludovico, « 20 ou 30 indivíduos de cara tapada » entraram no balneário, quatro deles a « dirigirem-se a Acuña, agredindo-o com socos e pontapés ». Mais: disse que viu Acuña « encolher-se em posição de defesa, encostado ao cacifo ». William Carvalho também foi « cercado no meio do balneário por cerca de cinco indivíduos que o agrediram com vários socos, pontapés e a ser agarrado na cabeça e nos braços ». O « enfermeiro Carlos Mota [foi] agredido por um indivíduo com um murro nas costas ». Por outro lado, Ludovico viu « dois indivíduos a arremessarem duas tochas acesas, tendo uma delas sido enviada contra os jogadores e outra foi colocada no caixote do lixe ». Por fim, o massagista também alude aos insultos e às ameaças: « Vocês são uns filhos da puta. Cabrões. Montes de de merda. Estão fodidos! Vamos rebentar-vos a boca toda ».

MÁRIO MONTEIRO (PREPARADOR FÍSICO)

O preparador físico levou com uma tocha que lhe queimou o braço e a barriga. Depois, em conversa com Fernando Mendes, líder da Juve Leo que lhe confessou não se rever no que se tinha passado, mostrou-lhe as queimaduras.

MORREU O PINTOR JÚLIO POMAR. VIVEU EM PARIS ONDE FOI EXILADO ANTIFASCISTA. ERA UM AMIGO DA RÁDIO ALFA.

Júlio Pomar, aqui nesta foto com Miguel Magalhães, diretor da Gulbenkian em Paris e cronista regular da Rádio Alfa.

Júlio Pomar tinha 92 anos, viveu dezenas de anos em Paris e é um dos maiores pintores portugueses de todos os tempos.

SOM/CRÓNICA. Não vale a pena fazer reformas em França. Reformar fica caro. Por Pascal de Lima

Volte a ouvir a última crónica do economista e professor de SciencesPo, Pascal de Lima

O custo das reformas em França. O economista Pascal de Lima pergunta se vale a pena avançar com as reformas na economia francesa.

FPF confirma ausência do Aves da Liga Europa e inclusão do Rio Ave

A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) confirmou que o Desportivo das Aves, vencedor da Taça de Portugal, vai falhar a edição 2018/19 da Liga Europa e certificou a entrada do Rio Ave, quinto classificado da I Liga.

Numa nota publicada no seu site oficial, o organismo revelou que indicou à UEFA os clubes que vão representar Portugal nas competições europeias da próxima temporada, com FC Porto e Benfica na Liga dos Campeões e Sporting, Sporting de Braga e Rio Ave na Liga Europa.

“O Clube Desportivo das Aves, vencedor da Taça de Portugal, não reúne condições para ser indicado à UEFA por não ter participado no processo de licenciamento”, explicou a FPF.

O FPF acrescentou ainda que 13 clubes portugueses participaram no licenciamento.

Alfa/Lusa.

Filme de aventuras vai contar viagem de circum-navegação de Fernão de Magalhães

A primeira viagem de circum-navegação ao globo, há 500 anos, comandada por Fernão de Magalhães e concluída por Juan Sebastián Elcano, vai ser transposta para cinema numa produção espanhola intitulada « Sin Límites ».

 

Segundo a agência de notícias espanhola Efe, o filme « épico de aventuras » será rodado pelo realizador britânico Simon West e o orçamento rondará os 25 milhões de euros, com produção da Mono Films e da Kilima Media.

A rodagem, agendada para o começo de 2019, decorrerá em vários locais de Espanha, como o País Basco, Sevilha e ilhas Canárias – onde se pretende recriar a Patagónia e o estreito de Magalhães -, e também na República Dominicana.

Além de Simon West, que assinou filmes de ação como « Con Air: Fortaleza Voadora » (1997) e « Lara Croft: Tomb Rider » (2001), o filme conta na equipa técnica com Dan Hennan, que trabalhou em « O Hobbit » e « Thor: Ragnarok », e Félix Bergés, supervisor de efeitos especiais de uma das temporadas da série « Guerra dos Tronos ».

« Sin Límites » é « um filme clássico de aventuras, uma história única e universal », afirmou o produtor Miguel Menéndez de Zubillaga, citado pela Efe.

A viagem aconteceu há 500 anos, quando o navegador português Fernão de Magalhães organizou e comandou, ao serviço do rei de Espanha, a primeira viagem de circum-navegação ao globo, alcançando o extremo sul do continente americano e atravessando o estreito que veio a ser batizado com o seu nome.

A expedição começou a 20 de setembro de 1519, com mais de 200 homens a partirem de Sanlúcar de Barrameda (sul de Espanha) e terminou três anos depois com apenas 18 tripulantes a regressarem ao porto de Sanlúcar.

Fernão de Magalhães morreu nas Filipinas, em 1521, aos 41 anos, pelo que a viagem foi concluída pelo navegador espanhol Juan Sebastián Elcano.

Em Portugal, as comemorações dos 500 anos da viagem de circum-navegação de Fernão de Magalhães estão a ser preparadas por uma estrutura de missão liderada por José Manuel Marques.

O programa, que decorrerá até 2022, contará com mais de 60 iniciativas e ações, entre as quais uma candidatura da Rota de Magalhães a Património Cultural da Humanidade da UNESCO e a criação de um Centro de Interpretação sobre a viagem de circum-navegação.

Um festival multicultural e gastronómico, uma grande exposição internacional e a divulgação de estudos e investigações são exemplos de outras iniciativas que vão assinalar os 500 anos da viagem.

Alfa/Lusa

SOM/ENTREVISTA. MAIO de 68. Um retrato da emigração portuguesa em França nessa época. Por Marie-Christine Volovitch-Tavares.

Volte a ouvir aqui a entrevista exclusiva à Rádio Alfa da historiadora Marie-Christine Volovitch-Tavares.

Como reagiram os portugueses à revolta francesa de há 50 anos? A 22 de maio de 1968 militantes políticos antifascistas ocuparam a Casa de Portugal na Cidade Universitária de Paris. Mas, nas bidonvilles (bairros de lata), os emigrantes tiveram medo de uma revolução comunista e milhares fugiram de França e regressaram a Portugal.

SOM/CRÓNICA. Escravos em Portugal, o que foi feito deles? É este o tema da próxima conferência da Gulbenkian, em Paris

Ouça aqui a última crónica de Miguel Magalhães, diretor da delegação parisiense da Fundação Calouste Gulbenkian,

Conferência na próxima quinta-feira, na Gulbenkian, em Paris, com o tema « Esclaves au Portugal, que sont-ils devenus? ». Por Miguel Magalhães, diretor da delegação parisiense da Fundação.