Tribuna Desportiva – 25 Novembro 2024

Um programa de Manuel Alexandre com Armindo Faria, Marco Martins e Eric Mendes. Atualidade Desportiva, Entrevistas, Comentários, Crónicas e Reportagens.

Tribuna Desportiva é um programa desportivo da Rádio Alfa às Segundas-feiras, entre as 21h e as 23h. Redifusão às zero horas, na noite de quarta para quinta-feira (seguinte).

Primeira hora:

 

Segunda hora:

 

 

Tribuna Desportiva de 25 Novembro 2024 -- em estúdio Glaçon – Artista, Grafitis, Street Art e Atila Fontinha – US LUSITANOS de SAINT-MAUR (Foto. Glaçon).
Tribuna Desportiva de 25 Novembro 2024 — em estúdio Glaçon – Artista, Grafitis, Street Art e Atila Fontinha – US LUSITANOS de SAINT-MAUR (Foto. Glaçon).

Dois portugueses mortos em Espanha num acidente com um comboio

Pelo menos duas pessoas de nacionalidade portuguesa morreram hoje em Espanha, na região de Valladolid, quando um comboio chocou com o carro em que seguiam numa passagem de nível, disseram as autoridades locais.

Segundo a força policial Guarda Civil, os dois mortos trabalhavam em obras na linha ferroviária de alta velocidade (AVE) na região.

A nacionalidade portuguesa das duas vítimas mortais foi confirmada pela Delegação do Governo espanhol na região de Castela e Leão.

A Guarda Civil « continua a inspecionar o local por poder haver mais ocupantes [do automóvel] no momento da colisão », disse a proteção civil de Castela e Leão.

O acidente ocorreu pouco antes das 10:00, na passagem de nível de Husillos, Palencia, Valladolid, numa linha ferroviária convencional, segundo a proteção civil local, que não especificou as circunstâncias do acidente.

O acidente ocorreu numa passagem de nível provisória por causa, precisamente, das obras da linha de alta velocidade, disse a Delegação do Governo.

Segundo o autarca de Husillos, Juan Jesús Nevares, citado pela agência de notícias EFE, a passagem de nível está sinalizada, mas há na zona « pouca visibilidade e os comboios passam cada vez mais depressa ».

O automóvel foi arrastado e ficou preso debaixo do comboio, onde seguiam cerca de 90 pessoas que não sofreram qualquer ferimento, segundo a proteção civil local.

 

Com Agência Lusa.

World Travel Awards reconhecem Lisboa pelo património

Lisboa foi reconhecida, pela primeira vez, como Melhor Cidade Património Mundial e, pela segunda vez, como melhor destino para ‘escapadinhas’ nos World Travel Awards 2024, conhecidos como os ‘Óscares do Turismo’, anunciou hoje a Associação Turismo de Lisboa (ATL).

Segundo a ATL, as ações de reabilitação e preservação dos equipamentos culturais da cidade desenvolvidas nos últimos anos foram “um esforço que é agora reconhecido, pela primeira vez, com o prémio de Melhor Cidade Património Mundial”.

“A rica herança histórica e cultural da cidade é indiscutível, reflexo de diferentes civilizações e momentos marcantes na história de Portugal. De destacar o Mosteiro dos Jerónimos, a Torre de Belém, a Paisagem Cultural de Sintra e o Real Edifício de Mafra, classificados como Património Mundial da UNESCO. A alma da cidade, o Fado, é também reconhecido como Património Imaterial da Humanidade”, destacou o Turismo de Lisboa, em comunicado.

A capital portuguesa conquistou também, pela segunda vez, o prémio Melhor Destino City Break do Mundo, tendo assim fortalecido “o seu potencial enquanto destino para escapadinhas”.

A cerimónia de entrega dos prémios decorreu no domingo no Funchal, na Madeira.

Os World Travel Awards, apelidados de ‘Óscares do Turismo’, distinguem anualmente destinos turísticos, empresas hoteleiras, companhias aéreas e outras entidades relacionadas com a indústria do turismo.

 

Com Agência Lusa.

Ministério Público acusa José Castelo Branco de violência doméstica

O Ministério Público (MP) acusou José Castelo Branco de violência doméstica, considerando que o arguido “agredia física e verbalmente” a mulher, Betty Grafstein, desde o início do casamento, celebrado em 1996.

Em nota publicada hoje na página da internet, o Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa refere que “o arguido forçava a vítima a vestir roupa que escolhia, a ser maquilhada por si e a calçar sapatos que lhe provocavam dores”.

Arguido e vítima eram casados desde novembro de 1996 e o arguido está indiciado por, “desde o início do casamento”, agredir “física e verbalmente a vítima”, indica o DIAP de Lisboa.

Sem mencionar os nomes de arguido e da vítima, o DIAP de Lisboa acrescenta que “os factos se prolongaram no tempo até maio de 2024, data em que a vítima foi internada num hospital, na sequência de um empurrão alegadamente desferido pelo arguido”.

“Com as condutas descritas, o arguido, de 61 anos, atuou com o propósito concretizado de maltratar a vítima, de 95 anos, molestando-a no seu corpo e saúde psíquica, injuriando-a e atemorizando-a, bem sabendo que era a sua mulher e estando ciente da idade desta”, sustenta o MP.

José Castelo-Branco está acusado de um crime de violência doméstica.

O inquérito foi dirigido pela Secção Especialização Integrada de Violência Doméstica (SEIVD) de Sintra do DIAP Regional de Lisboa.

A acusação do MP foi deduzida em 04 de novembro.

Em maio deste ano, após ser detido pela GNR, por decisão do Tribunal de Sintra, José Castelo Branco ficou impedido de contactar a vítima e de permanecer no hospital onde, à data, se encontrava a mulher internada.

Ficou igualmente proibido de permanecer na residência que Betty Grafstein viesse a ocupar quando tivesse alta hospitalar.

José Castelo Branco não se pode aproximar da mulher, a menos de um quilómetro, estando sujeito a meios técnicos de controlo à distância (pulseira eletrónica), segundo o despacho do juiz de instrução criminal.

O Ministério Público indicou, em maio deste ano, ter aberto uma investigação sobre alegados crimes de violência doméstica contra a figura do “jet-set” Betty Grafstein por parte do marido, José Castelo Branco.

De acordo com várias notícias, a denúncia deste crime público foi enviada ao MP por profissionais médicos do Hospital CUF de Cascais, onde Betty Grafstein, esteve internada com uma fratura no fémur e ferimentos no braço esquerdo, tendo sido a própria a contar os incidentes aos profissionais de saúde, alegando que o marido a teria empurrado.

José Castelo Branco negou qualquer agressão e disse que as denúncias de violência doméstica contra a mulher, com quem está casado há quase 30 anos, “são ridículas”.

 

Com Agência Lusa.

Mais de 75.000 crimes de violência doméstica registados pela PSP em quatro anos

Mais de 75.000 crimes de violência doméstica foram registados em quatro anos pela PSP, que propôs quase 60.000 medidas de coação a agressores e sinalizou cerca de 46.000 crianças junto das comissões de proteção.

Dados divulgados por ocasião do Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres, que hoje se assinala, a Polícia de Segurança Pública contabiliza 75.380 ocorrências de violência doméstica entre 2019 e 2023, um crime que tem vindo a aumentar.

A PSP avança que, naquele período, efetuou 322.528 contactos pós-vitimação, elaborou 171.275 planos de segurança para vítimas, reforçou 73.230 patrulhamentos junto de residências ou locais de trabalho das vítimas, propôs 59.855 medidas de coação a agressores e fez 46.012 sinalizações às Comissões de Proteção de Crianças e Jovens.

Aquela polícia indica também que, em 2023, registou 15.499 denúncias de violência doméstica, e fez 971 detenções, 612 das quais em flagrante delito e 359 fora de flagrante delito.

No primeiro semestre deste ano, a PSP registou 7.706 queixas pelo crime de violência doméstica, um aumento de 1,8% em relação ao período homólogo de 2023.

Desde 04 de novembro está a decorrer o sétimo curso de especialização em violência doméstica na PSP, com o objetivo de reforçar a proteção “destas vítimas especialmente vulneráveis e ainda capacitar os polícias com ferramentas para uma resposta cada vez mais especializada”, indica a PSP.

Após o encerramento do curso, a PSP passa a contar, a partir de 29 de novembro, com mais 292 polícias especializados no atendimento e acompanhamento destas vítimas.

A PSP apela ainda à denúncia de qualquer tipo de violência, tanto na qualidade de vítima como de testemunha, e salienta que “quanto mais precoce for esta denúncia mais célere será a resposta no sentido de proteger e zelar pela segurança das vítimas”.

Estas denúncias podem ocorrer de forma presencial em qualquer esquadra ou através de violenciadomestica@psp.pt.

 

Com Agência Lusa.

Marcelo defende que « não existe contradição » em evocar o 25 de Novembro e o 25 de Abril

O Presidente da República enquadrou hoje o 25 de Novembro como um « passo muito importante » no caminho para a liberdade e a democracia aberto pelo 25 de Abril, defendendo que « não existe contradição » na evocação das duas datas.

Marcelo Rebelo de Sousa discursava numa sessão solene evocativa do 25 de Novembro de 1975 na Assembleia da República, que se realizou hoje pela primeira vez, no 49.º aniversário desta data.

No seu discurso, de cerca de vinte minutos, que encerrou a sessão, o chefe de Estado questionou se se pode afirmar que « em 25 de Abril de 1974 começa a liberdade e em 25 de Novembro de 1975 a democracia » em Portugal.

« É mais rigoroso dizer que a 25 de Abril de 1974 se abre um caminho, complexo e demorado, porque atravessou a revolução e depois a transição constitucional de sete anos, para a liberdade e a democracia. E que a 25 de Novembro de 1975 se dá um passo muito importante no caminho dessas liberdade e democracia », contrapôs.

Segundo o Presidente da República, o 25 de Abril de 1974 é « a data maior », porque « foi não só o primeiro, como o mais marcante em termos históricos, em termos de fim do ciclo imperial de cinco séculos, em termos de fim da ditadura de meio século, em termos de configuração primeira do sistema de partidos, definição do sistema eleitoral e dos parceiros sociais ».

« Sem ele, no momento em que ocorreu, não haveria 25 de Novembro de 1975, nem o que este significou de cenário vencedor dos vários cenários que cabiam na unidade feita de diversidades que foi o 25 de Abril », acrescentou.

No seu entender, « o segundo, o 25 de novembro de 1975, foi muito significativo, porque sem ele no tempo em que existiu e tal como se processou, o refluxo revolucionário teria sido mais demorado, mais agitado e mais conflitual, e para alguns poderia mesmo provocar uma guerra civil ».

Marcelo Rebelo de Sousa realçou que « assim não aconteceu, não houve guerra civil ».

« Eis por que razão não existe contradição entre o 25 de Abril, como há décadas é assinalado – enquanto data maior, porque representou um virar de página historicamente mais profundo, no império, na ditadura e como primeiro passo de abertura para a liberdade e a democracia – e o evocar o 25 de novembro de 1975 », sustentou.

O chefe de Estado referiu que esta é uma data que « as Forças Armadas celebraram ininterruptamente até 1988, sendo presidentes António Ramalho de Andes e Mário Soares, e depois sucessivos presidentes da República várias vezes evocaram, inclusive o atual ».

« Junta-se hoje o assento parlamentar », apontou.

O Presidente da República lembrou que nem todos desejavam « o mesmo epílogo do 25 de Novembro », que foi « o termo da revolução », salientando que « a direita civil e militar, mais marcada ou radical, perderia a sua reivindicação da ilegalização do Partido Comunista Português (PCP), afastada perentoriamente por Ernesto Melo Antunes ».

Entre os vitoriosos militares do 25 de Novembro, destacou « estrategicamente Ernesto Melo Antunes, operacionalmente António Ramalho Eanes e na execução Jaime Neves », e no plano civil Mário Soares.

« A democracia política e eleitoral plena » só ficou definitivamente consagrada « sete anos depois, com a primeira revisão da Constituição », em 1982.

Os acontecimentos do 25 de Novembro, em que forças militares antagónicas se defrontaram no terreno e venceu a chamada ala moderada do Movimento das Forças Armadas (MFA), marcaram o fim do chamado Período Revolucionário em Curso (PREC).

Na sua intervenção, Marcelo Rebelo de Sousa recordou outros acontecimentos do PREC, como o 11 de março de 1975, que marcou « o efetivo desaparecimento de António de Spínola » e fez intensificar o « fluxo revolucionário » e a « dominância militar » do MFA.

Sobre as divergências quanto ao 25 de Novembro, o chefe de Estado observou que « as conjunturas vão reinventando leituras » e que « não há fim da História, ela reescreve-se dia após dia, tal como se constrói dia após dia ».

« Assim, a construção e a sua reescrita correspondam ao efetivamente vivido e queiram dizer mais liberdade, mais democracia, mais democracia política, económica, social e cultural, mais portugalidade », concluiu, exclamando « viva a liberdade, viva a democracia, viva Portugal ».

 

Com Agência Lusa.

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