Portugueses no Canadá financiam projeto para preservar história e criar cátedra sobre comunidade

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A Universidade de York, no norte de Toronto, no Canadá, assegurou um financiamento de 500 mil dólares (338 mil euros) doados pela comunidade portuguesa para o Projeto de História Luso-Canadiana (PCHP), disse à Lusa o responsável daquela iniciativa.

Este montante permitirá apoiar as atividades do projeto durante cinco anos (desde abril de 2024) e fortalecer os esforços para criar uma cátedra permanente de estudos da comunidade portuguesa na mesma universidade.

Em declarações à Lusa, Gilberto Fernandes, investigador da Universidade de York e responsável do projeto, explicou que o objetivo central da iniciativa é garantir uma estrutura permanente para o estudo e valorização das comunidades portuguesas no Canadá e em toda a diáspora.

O investigador destacou que o apoio da comunidade foi essencial para alcançar o montante inicial de 500 mil dólares, mas sublinhou que o objetivo final é mais ambicioso.

“Para garantir a sustentabilidade de uma cátedra permanente, precisamos de reunir entre 3 a 5 milhões de dólares (2 a 3,4 milhões de euros). Este fundo permitirá que a posição seja autossustentada e mantida indefinidamente, financiando o salário do professor responsável, bem como outros custos associados à posição”.

Fundado em 2008, o PCHP é uma organização sem fins lucrativos que colabora com a Universidade de York e o instituto Camões. O projeto visa preservar, digitalizar e divulgar material material arquivístico que documente a história dos imigrantes portugueses e seus descendentes no Canadá.

Fernandes destacou a importância desta missão: “O nosso trabalho tem sido crucial para preservar histórias e arquivos que poderiam perder-se, e para garantir que as futuras gerações compreendam o papel vital que os luso-canadianos desempenharam na construção deste país. Este é um projeto feito pela comunidade e para a comunidade”.

Segundo o investigador, o financiamento agora angariado permitirá dar continuidade ao trabalho de recolha de novas coleções, de investigação e produção académica, e a realização de novas atividades e recursos que visam envolver o público e promover a história da diáspora portuguesa.

“Além de preservar a memória histórica, estas iniciativas fortalecem os laços entre investigadores, estudantes e a comunidade, criando um espaço para a partilha de conhecimento e colaboração”, afirmou.

Em 16 de outubro de 2024, o PCHP celebrou o seu 15.º aniversário na Biblioteca Scott, no campus Keele da Universidade de York, com uma receção que marcou o anúncio oficial dos 500 mil dólares angariados.

“Foi uma oportunidade não só para celebrar o nosso percurso, mas também para agradecer à comunidade portuguesa pelo apoio financeiro e moral que tem dado ao projeto. Foi um momento para reafirmar o compromisso de continuar a expandir este trabalho e garantir que a nossa história seja preservada e reconhecida”, disse Fernandes.

O investigador também destacou o papel de parceiros institucionais como o instituto Camões, a Embaixada de Portugal e o Consulado-Geral em Toronto: “Sem o apoio destas entidades, seria impossível alcançar o progresso que temos feito”.

Com a criação da cátedra permamente, espera-se beneficiar diretamente cerca de 3.000 estudantes, especialmente os da Universidade de York e dos programas do instituto Camões no Ontário. Além disso, a cátedra terá um impacto mais amplo, ao posicionar a Universidade de York como um centro de excelência nos estudos da diáspora portuguesa.

“Queremos que esta cátedra seja um marco nos estudos da diáspora portuguesa, à semelhança do que já existe para outras comunidades, como as italianas, gregas e judaicas. É um reconhecimento da importância da nossa história e um legado para as futuras gerações,” concluiu Gilberto Fernandes.

O financiamento de 500 mil dólares é apenas o começo de uma campanha de angariação de fundos que continuará nos próximos anos.

“Estamos confiantes de que, com o apoio da comunidade e de parceiros institucionais, conseguiremos atingir a meta de criar uma cátedra que reflita a importância e o contributo dos portugueses no Canadá e no mundo,” afirmou Fernandes.

Rádio Alfa com Lusa

Ronaldo prepara-se para assinar o contrato mais caro da história

O internacional português, Cristiano Ronaldo, continua a deixar a sua marca tanto dentro como fora dos relvados, mantendo-se como uma das maiores figuras do futebol mundial.

De acordo com informações avançadas pelo jornal saudita Al Khabar, o avançado português, que está a poucas semanas de completar 40 anos, está prestes a renovar o seu contrato com o Al Nassr por mais um ano, com um aumento significativo no valor da sua remuneração.

Este novo acordo fará com que Cristiano Ronaldo receba aproximadamente 200 milhões de euros anuais, englobando o seu salário fixo e as receitas provenientes dos seus direitos de imagem.

O jogador passará a ganhar cerca de 3,8 milhões de euros por semana, o que corresponde a quase 550 mil euros por dia, consolidando-se como o atleta mais bem pago da história do futebol.

 

Com Agências.

Papa condena populismos e defende divorciados e homossexuais na sua autobiografia

O Papa Francisco lamenta o crescimento dos populismos, defende os homossexuais e divorciados, e critica os tradicionalistas católicos ao mesmo tempo que pede um novo papel da Igreja num tempo de conflitos e incertezas, comparável ao primeiro milénio.

Na sua autobiografia Esperança, que sai hoje para as livrarias, Francisco avisa para o risco do populismo em que vários países estão mergulhados: “as promessas que se baseiam no medo, acima de tudo, o medo do outro são a censura habitual dos populismos e o início das ditaduras e das guerras. Pois para o outro, o outro és tu”.

No seu livro de mais de 350 páginas, o Papa recordou também a declaração que assinou sobre as “bênçãos aos irregulares”, numa referência aos divorciados ou católicos que não cumpram as exigências da doutrina, publicada pelo Dicastério para a Doutrina da Fé, em dezembro de 2023.

“Abençoam‑se as pessoas, não as relações”, porque “na Igreja, são todos convidados, mesmo as pessoas divorciadas, mesmo as pessoas homossexuais, mesmo as pessoas transexuais”, escreve Francisco, comentando a polémica.

A “primeira vez que um grupo de transexuais veio ao Vaticano, saíram a chorar, comovidas porque lhes tinha dado a mão, um beijo… Com se tivesse feito algo de excecional para elas. Mas são filhas de Deus! Podem receber o batismo nas mesmas condições dos outros fiéis e nas mesmas condições dos outros, podem ser aceites na função de padrinho ou madrinha, bem como ser testemunhas de um casamento”, acrescentou o Papa, que condenou as leis contra a homossexualidade.

“São mais de 60 os países no mundo que criminalizam homossexuais e transexuais, uma dezena até com a pena de morte, que por vezes é efetivamente aplicada”, mas “a homossexualidade não é um crime, é um facto humano e a Igreja e os cristãos não podem, por isso, permanecer indolentes diante desta injustiça criminosa”, defende.

Sobre as reformas que imprimiu na Igreja, Francisco considera que nunca esteve sozinho no processo de decisão, minimizando a resistência em setores da Igreja, “na maioria das vezes ligadas a um escasso conhecimento ou a alguma forma de hipocrisia”.

“Os pecados sexuais são aqueles que a alguns causam mais rebuliço”, mas “não são, de facto, os mais graves”, ao contrário de outros como “a soberba, o ódio, a mentira, a fraude ou a prepotência”.

“É estranho que ninguém se preocupe com a bênção de um empresário que explora as pessoas, e esse é um pecado gravíssimo, ou com quem polui a casa comum, enquanto se escandaliza quando o Papa abençoa uma mulher divorciada ou um homossexual”, comenta no livro editado pela Nascente, da editora Penguin Random House.

Já sobre as tendências para um regresso ao tradicionalismo, como as missas em latim, pré-Concílio Vaticano II, Francisco recorda que essa possibilidade só será concedida em “casos particulares”, porque “não é saudável que a liturgia se torne ideologia”.

No que respeita à guerra na Ucrânia, Francisco recorda que, no dia a seguir à invasão da Rússia, cancelou todas as audiências e dirigiu-se pessoalmente à embaixada russa na Santa Sé.

“Era a primeira vez que um Papa o fazia” e “foi um Papa claudicante que se apresentou ao embaixador Avdeev para exprimir toda a preocupação”, recorda, acrescentando: “implorei o fim dos bombardeamentos, augurei o diálogo, propus uma mediação do Vaticano entre as partes, dizendo estar disposto a ir a Moscovo o mais depressa possível”, mas o ministro dos Negócios Estrangeiros iria responder depois que este “não era o momento”.

“O povo ucraniano não é apenas um povo invadido, é um povo mártir, perseguido já nos tempos de Estaline com um genocídio por fome, o Holodomor, que causou milhões de vítimas” e, nestes conflitos, “os interesses imperiais, de todos os impérios, não podem, uma vez mais, ser postos à frente das vidas de centenas de milhares de pessoas”, acrescentou.

“Atualmente, existem 59 guerras em curso no mundo: conflitos declarados entre nações ou grupos organizados, étnicos, sociais”, entre outros, envolvendo quase um terço das nações, elencou o Papa.

Isto “deveria bastar para desmascarar a insensatez da guerra como instrumento de resolução dos problemas: é apenas uma loucura que enriquece os mercadores de morte e que os inocentes pagam”, escreveu Francisco, que se mostra preocupado com o peso crescente das redes sociais e dos processos de desinformação.

“Aquela democracia pela qual os nossos avós lutaram em tantas partes do mundo, não parece gozar de ótima saúde, exposta também ela ao risco de uma virtualização que substitui a participação ou o vazio de significado”, com um “sistema informativo baseado nas redes sociais, nas mãos de poderosíssimas oligarquias”.

Quanto ao futuro, escreve, “a Igreja seguirá em frente, na sua história”.

“Eu sou apenas um passo” e “também o papado amadurecerá; eu espero que amadureça, olhando também para trás, que assuma cada vez mais o papel do primeiro milénio”, resumiu.

Para o dirigente religioso, a Igreja deve “sair da rigidez, o que não significa cair no relativismo, mas seguir em frente” e “escapar à tentação de controlar a fé, pois o Senhor Jesus não deve ser controlado, não precisa de cuidadores nem de tutores”.

“O Espírito é liberdade” e “a liberdade é também risco”, avisou.

O livro Esperança, escrito na primeira pessoa em colaboração com Carlos Musso, chega hoje às livrarias para assinalar o Jubileu da Igreja Católica, dedicado ao mesmo tema.

Na obra, Francisco conta as suas origens como Jorge Bergoglio, nascido em 1936, filho de imigrantes italianos e o seu percurso individual, parte dele durante a “longa e terrível noite” da ditadura argentina.

 

Com Agência Lusa.

Ucrânia: Zelensky discute com Macron destacamento de forças estrangeiras no país

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou hoje que discutiu com o homólogo francês, Emmanuel Macron, o apoio de Paris a Kiev e o possível destacamento de contingentes militares estrangeiros no seu país.

« A conversa foi bastante longa e detalhada. Discutimos o apoio à defesa, as diferentes formas de defesa, os pacotes de armas para a Ucrânia », descreveu Zelensky no seu discurso diário, assinalando que foi também abordada a « implantação de contingentes parceiros” no seu país.

No seu discurso divulgado nas redes sociais, o Presidente ucraniano indicou que os dois líderes discutiram também « investimentos na compra de projéteis para a Ucrânia ».

A ideia de envio de tropas europeias para a Ucrânia foi levantada várias vezes nos últimos meses, entre especulações sobre possíveis negociações de paz entre Moscovo e Kiev, ao fim de quase três anos desde o início da invasão russa.

Este contingente seria mobilizado para garantir a manutenção de um hipotético cessar-fogo, pedido pelo Presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, que tomará posse em 20 de janeiro.

Volodymyr Zelensky afirmou na semana passada que um contingente internacional seria « um dos melhores instrumentos » para « forçar a Rússia à paz ».

Esta hipótese, levantada sobretudo em meados de dezembro pelo Presidente francês e pelo primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, foi entretanto rejeitada pela Rússia, que a considerou prematura.

Na conversa de hoje, Zelensky e Macron discutiram ainda o treino de soldados ucranianos em França, após um escândalo ter abalado a brigada « Ana de Kiev » desde o seu regresso à Ucrânia no mês passado.

Esta brigada, parcialmente treinada em França, está a enfrentar deserções em massa e suspeitas de abuso de poder por parte dos seus comandantes, que autoridades ucranianos estão a investigar.

Zelensky anunciou em dezembro que uma segunda brigada seria formada em França em breve.

 

Com Agência Lusa.

Taxa de inflação fixa-se nos 3% em dezembro e 2,4% no conjunto de 2024

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A taxa de inflação homóloga foi de 3,0% em dezembro passado, 0,5 pontos percentuais acima de novembro, fixando-se a variação média de 2024 nos 2,4%, contra 4,3% em 2023, informou hoje o INE.

Com arredondamento a uma casa decimal, a taxa de variação do Índice de Preços no Consumidor (IPC) de dezembro hoje avançada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) confirma o valor da estimativa rápida divulgada em 30 de dezembro de 2024.

Já o indicador de inflação subjacente, que exclui produtos mais voláteis, como alimentos e energia, registou uma variação homóloga de 2,8% em dezembro (2,6% no mês anterior) e uma taxa de variação média em 2024 de 2,5% (5,0% no ano anterior).

Rádio Alfa com Lusa

Trabalhadores da Shein trabalham 12 horas por dia e têm só uma folga por mês

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A marca de roupa chinesa Shein vende vestidos a 10 euros, e tornou-se um sucesso no comércio online de roupa. Mas os trabalhadores nas fábricas cumprem horários semanais de 75 horas.

Vários trabalhos jornalísticos e organizações não-governamentais têm denunciado o ritmo de trabalho nas fábricas chinesas. A televisão britânica BBC deu a conhecer esta realidade e revela que os trabalhadores trabalham em média 12 horas, muito acima das 44 horas semanais das leis chinesas, com um salario base de 320 euros.
Rádio Alfa com RTP

Duas famílias portuguesas perdem casas nos incêndios de Los Angeles

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Pelo menos, duas famílias portuguesas perderam casas nos incêndios de Los Angeles.

O cônsul-geral de Portugal em São Francisco, Filipe Ramalheira, afirmou à RTP que tem mantido o contacto com a comunidade portuguesa e que o número de cidadãos lusos afetados pode vir a ser superior. O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, diz também que está a acompanhar a situação.

Relembre-se, há 25 mil a 50 mil portugueses a viver em Los Angeles.

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