Estados Unidos, França e Reino Unido bombardeiam a Síria

Retaliação concertada entre forças aliadas pretende punir Bashar al-Assad por ataques químicos mortíferos. « Isto não são ações de um homem », disse Donald Trump, « mas crimes de um monstro ». Também o Presidente francês, Emmanuel Macron, veio confirmar ter ordenado as forças armadas a intervir na Síria. « Não podemos tolerar a banalização do uso das armas químicas », salientou em comunicado.

 

Bombardeamentos:

Retaliação concertada entre forças aliadas pretende punir Bashar al-Assad por ataques químicos mortíferos. « Isto não são ações de um homem », disse Donald Trump, « mas crimes de um monstro »
Os Estados Unidos, o Reino Unido e a França iniciaram esta sexta feira ataques contra alvos na Síria. A informação foi revelada pelo próprio Presidente norte-americano, Donald Trump, que justificou os bombardeamentos como sendo retaliações contra Bashar al-Assad, depois dos ataques com armas químicas em Damasco que, no fim de semana passada, mataram mais de 40 pessoas.

« Meus companheiros americanos, há pouco ordenei as forças armadas norte-americanas para que lançassem ataques de precisão a alvos associados às capacidades de armamento químico do ditador sírio Bashar al-Assad ».

Assim iniciou Trump um discurso televisivo feito a partir da Casa Branca, em que o Presidente americano qualificou os ataques químicos como sendo ações não de um homem, « mas de um monstro ». Os Estados Unidos responsabilizam diretamente Assad pelos ataques.

O presidente americano garantiu que estão a ser usadas « armas de precisão », com o objetivo de impedir a produção, dispersão e utilização de armas químicas. « Estamos preparados para manter esta resposta até que o regime sírio pare de usar agentes químicos proibidos », afirmou.

Ao mesmo tempo que Trump falava eram ouvidas explosões em Damasco, segundo um correspondente da France Press no local.

Donald Trump exortou Moscovo a abandonar o apoio a Assad e afirmou que a Rússia « traiu as suas promessas » sobre a eliminação de armas químicas.

Reino Unido aliado contra Assad
« Esta noite, autorizei as forças armadas britânicas a conduzir ataques direcionados e coordenados para degradar a capacidade de armas químicas do regime sírio e travar a sua utilização », comunicou a primeira-ministra britânica, Theresa May, já depois da declaração de Donald Trump. « Estamos a actuar em conjunto com os nossos aliados americanos e franceses ».

« O regime sírio tem uma história de utilização de armas químicas contra o seu próprio povo da forma mais cruel e abominável », acrescentou May. O ataque químico de sábado passado, « em circunstâncias de terror », não pois deve surpreender ninguém. « Este padrão de comportamente deve ser parado ».

May argumenta que todos canais diplomáticos foram utilizados, sem sucesso. « Ainda esta semana os russos vetaram uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que teria estabelecido uma investigação independente ao ataque de Douma ».

« Por isso não há uma alternativa praticável ao uso de força para degradar e travar a utilização de armas químicas pelo regime sírio », justificou. « Isto não é uma intervenção na guerra civil », clarificou, « não é sobre uma mudança de regime. É sobre um ataque direcionado e limitado que não fará escalar as tensões na região e que fará tudo o possível para evitar vítimas civis ».

No comunicado, May salienta que a velocidade com que esta ação está a ser implementada é essencial para aliviar sofrimento humano subsequente e para manter a segurança das operações.

Na sua primeira decisão como primeira-ministra que envolve forças armadas britânicas em combate, May justifica tê-lo feito por interesse nacional do seu país. « Não podemos permitir que a utilização de armas químicas seja normalizada – na Síria, nas ruas do Reino Unido ou em qualquer outra parte do mundo ». A história mostra « que a comunidade internacional tem de defender as regras e principios globais que nos mantêm todos a salvo. Foi isso que o nosso país sempre fez. E que continuará a fazer ».

Macron contra a banalização do mal
Também o Presidente francês, Emmanuel Macron, veio confirmar ter ordenado as forças armadas a intervir na Síria. « Não podemos tolerar a banalização do uso das armas químicas », salientou em comunicado.

No documento, Macron assinala que o ataque « está circunscrito às operações do regime sírio que permitem a produção e utilização de armas químicas ». O líder francês explicou que o parlamento do seu país será informado da ofensiva e será aberto um debate parlamentar, como estipula a Constituição francesa.

A agência estatal síria SANA assegurou hoje que as forças de defesa aérea do país « estão a fazer frente » ao ataque dos EUA, França e Reino Unido contra a Síria.

Real Madrid vai defrontar Bayern Munique

O Real Madrid, bicampeão europeu de futebol, vai defrontar o já hexacampeão alemão Bayern Munique, nas meias-finais da Liga dos Campeões, ditou o sorteio hoje realizado, que colocou ainda frente a frente Liverpool a Roma.

Sorteios UEFA:

Os ‘merengues’, de Cristiano Ronaldo, procuram a 16ª presença na final da principal prova de clubes europeia, frente aos bávaros, que já estiveram 10 vezes no encontro decisivo.

Na outra meia-final vão defrontar-se Liverpool e Roma, cujas últimas presenças nesta fase remontavam, respetivamente, a 2007/08 e 1983/84.

A primeira mão das meias-finais vai ser disputada em 24 e 25 de abril, enquanto a segunda está marcada para 01 e 02 de maio, sendo que a final está marcada para 28 de maio, em Kiev.

Na Liga Europa, o Atlético de Madrid, ‘carrasco’ do Sporting, vai defrontar o Arsenal nas meias-finais da prova, num confronto que poderá ser qualificado como uma final antecipada.

Espanhóis e ingleses são os dois favoritos a vencer a segunda competição europeia de clubes, em especial depois das eliminações da Lazio e do Leipzig, que não resistiram às recuperações sensacionais de Salzburgo e Marselha, adversários na outra meia-final.

 

Alfa/Lusa.

Sporting vence Atlético de Madrid mas falha ‘meias’

Liga Europa:

O Sporting falhou o apuramento para as meias-finais da Liga Europa de futebol, apesar de ter vencido o Atlético de Madrid por 1-0, em jogo da segunda mão dos quartos de final da prova, disputado em Lisboa.

O sonho da equipa lisboeta em dar a volta ao 2-0 da primeira mão ficou mais perto de acontecer aos 28 minutos, quando Montero inaugurou o marcador, mas a equipa ‘leonina’ já não conseguiu voltar a marcar, ficando assim pelos quartos de final da competição.

Além de Atlético de Madrid, seguem em frente Arsenal (Inglaterra), Salzburgo (Áustria) e Marselha (França).

Alfa/Lusa.

Portugal desalojado pela Bélgica do terceiro lugar

A seleção portuguesa de futebol foi desalojada pela Bélgica do terceiro lugar – a melhor classificação de sempre – no ‘ranking’ da FIFA, que foi hoje divulgado e que continua a ser liderado pela campeã mundial Alemanha.

 

 

Ranking FIFA:

A Bélgica saltou da quinta para a terceira posição, ultrapassando, além de Portugal (que fechava o pódio da hierarquia da FIFA desde 14 de setembro de 2017 e caiu para o quarto posto), a Argentina, vice-campeã mundial, atual quinta posicionada.

A Espanha, adversária de equipa lusa na fase final do Mundial2018, protagonizou outra das quedas entre os 10 primeiros colocados, do sexto para o oitavo lugar, tendo sido ultrapassada pela Suíça (quinta) e a França (sexta).

A Polónia teve uma queda ainda mais pronunciada, da sexta para a 10ª posição, imediatamente atrás do Chile (nono), enquanto o Brasil manteve-se no segundo lugar do « ranking », mesmo tendo vencido a Alemanha em jogo particular, por 1-0.

O Irão, treinado pelo português Carlos Queiroz e último adversário de Portugal no Grupo B do Campeonato do Mundo, desceu três lugares, para 36º, ao passo que Marrocos, que a equipa das quinas também vai defrontar no torneio mundial, permaneceu na 42ª posição, enquanto o Burkina Faso, orientado por Paulo Duarte, subiu três posições, para o 53º.

Cabo Verde continua a assumir-se como o melhor dos países de expressão portuguesa, depois do Brasil, tendo subido do 61º para o 58º posto, em contraponto com a Guiné-Bissau, que tombou oito lugares, para 104º, à frente de Moçambique (106º), Angola (138ª), São Tomé e Príncipe (187º) e Timor-Leste (190º). Alfa/Lusa.

Roma elimina FC Barcelona nos quatos de final

A Roma eliminou hoje surpreendentemente o FC Barcelona nos quartos de final da Liga dos Campeões em futebol, ao vencer em casa por 3-0, em encontro da segunda mão, depois do desaire em Espanha por 4-1.

Liga dos Campeões:

O bósnio Edin Dzeko, aos seis minutos, Daniele De Rossi, aos 58, de grande penalidade, e o grego Manolas, aos 82, apontaram os tentos da formação transalpina.

Na ‘era Champions’, a Roma nunca tinha atingido as meias-finais da consecutiva.

Entretanto em Inglaterra, o Liverpool venceu em casa do Manchester City por 2-1 e assegurou a passagem às meias-finais, depois de já ter vencido na primeira mão por 3-0.

O City começou bem o jogo e o brasileiro Gabriel Jesus, logo aos dois minutos, deu esperanças aos `citizens` de anularem a desvantagem da primeira mão, mas o conjunto de Manchester permitiu a reviravolta, num encontro em que contestou muito a arbitragem do espanhol Mateu Lahoz na primeira parte, tendo o treinador Pep Guardiola sido expulso ao intervalo.

Na etapa complementar, um golo do egípcio Mohamed Salah, aos 56 minutos, praticamente sentenciou a eliminatória, tendo o brasileiro Roberto Firmino fixado o resultado final, aos 77, assegurando aos `reds`, cinco vezes campeões europeus, o regresso às meias-finais da prova 10 temporadas depois. Alfa/Lusa/RTP.

Marcelo lembrou mortos em La Lys como o maior luto militar

O Presidente da República lembrou hoje, em França, os mortos da Batalha de La Lys como « o maior luto militar » português desde Alcácer Quibir, e disse que não foi em vão mas a favor dos valores europeus.

 

Batalha de La Lys:

Marcelo Rebelo de Sousa disse que foi há 100 anos que a 2.ª divisão do Corpo Expedicionário Português « foi dizimada em oito horas » pelo ataque do exército alemão e que se viveu « o maior luto militar” desde Alcácer Quibir, em 1578.

Falando na presença do Presidente francês, Emmanuel Macron, e do primeiro ministro António Costa, no cemitério militar de Richebourg, norte de França, o chefe de Estado português disse que os soldados lusos lutaram por Portugal mas também pela França e por valores como « a democracia, a justiça na Europa e no mundo ».

Marcelo Rebelo de Sousa lembrou os ataques terroristas sofridos em França e disse que Portugal está unido aos franceses nessa « luta contra o terrorismo ».

O chefe de Estado lembrou também o jovem português baleado nos ataques que ocorreram a 23 de março em Carcassonne e Trèbes, no sul de França, provocaram cinco mortos, incluindo o atacante, e 15 feridos.

Marcelo Rebelo de Sousa apelou à defesa de uma Europa « sem fronteiras, sem exclusões ou intolerâncias e afirmemo-nos num mundo com valores humanistas mas verdadeiramente reformistas e progressistas ».

Os Presidentes de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, e de França, Emmanuel Macron, presidiram hoje, no cemitério militar de Richebourg, ao ponto alto das celebrações do centenário da Batalha de La Lys, que foi uma das mais mortíferas da história militar portuguesa.

Marcelo Rebelo de Sousa e Emmanuel Macron, bem como o primeiro-ministro, António Costa, chegaram diretamente de Paris após um pequeno-almoço de trabalho no Palácio do Eliseu, em Paris.

Antes dos discursos, tiveram lugar as honras militares, ouviram-se os hinos francês e português cantados por um grupo de 80 crianças e foi descerrada uma placa evocativa do centenário da Batalha de “La Lys” pelos dois chefes de Estado.

A Batalha de La Lys iniciou-se na madrugada do dia 09 de abril de 1918, sob nevoeiro intenso que se misturava com os gases tóxicos e o ribombar da artilharia alemã contra as forças aliadas, nas quais os portugueses estavam integrados, e que destruiu as comunicações dos portugueses.

Esta batalha fez mais de 7.000 baixas portuguesas.

Marcelo Rebelo de Sousa, perante o silêncio dos que o escutavam, afirmou que o “cemitério é uma “testemunha silenciosa, mas impressionante” e lembrou um dos heróis da batalha.

“Um de tantos outros heróis permaneceu qual lenda de modo particular na nossa memória. Aníbal Augusto Milhais ficou conhecido como o soldado ‘Milhões’, “o único soldado raso a receber até hoje a mais elevada condecoração portuguesa”, a Ordem Militar da Torre e Espada do valor lealdade e mérito entregue em pleno campo de batalha pelo chefe militar e futuro Presidente da República Portuguesa, o marechal Manuel Gomes da Costa.

No final, os chefes de Estado e o primeiro-ministro demoraram-se a falar com os convidados da cerimónia que os iam interpelando e acabaram por aceder a tirar ‘selfies’. Alfa/Lusa.

Bruno de Carvalho fala em traição de Marta Soares

O presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, anunciou hoje o seu afastamento da rede social Facebook, seguindo a vontade “erradíssima” da maioria, numa publicação em que assinala a traição do presidente da Mesa da Assembleia Geral (AG).

Bruno de Carvalho/Sporting:

“A vida tem coisas engraçadas! Ontem [no domingo], o Jaime Soares dava-me palmadinhas nas costas, e desejava-me as melhoras e que hoje fosse um dia muito bom para mim e para a ‘Joaninha’. De repente, o poder caiu na rua e já veio atraiçoar quem sempre o defendeu. E colocou em perigo coisas importantíssimas da SAD. Os males do mundo, para os sportinguistas, são os meus facebooks…”, lê-se na mensagem de Bruno de Carvalho.

Nesta comunicação, o presidente ‘leonino’ dá conta da sua atuação na rede social, nomeadamente “situações gravíssimas que se vivem dentro e fora do clube”.

“Não cedo um milímetro no meu amor a este clube, à sua defesa, mas para mim terminou de vez esta guerra surda de vos querer manter informados pelo meu único canal de informação próprio, o meu Facebook. E estou ansioso por ver esse exército pronto para a luta, essa militância inquestionável, onde desde rivais, políticos, comunicação social, Ministério Público, Clubes, Liga, Federação, entre tantos, vão estar-se nas tintas, como sempre estiveram, até chegar esta direção”, escreveu Bruno de Carvalho.

O presidente do Sporting diz esperar que o seu afastamento da rede social satisfaça os adeptos, ironizando: “E eu que sempre julguei que seria o sermos campeões em tudo. Ingénuo! Quinta-Feira lá nos veremos, com assobios mas sem insultos. Eu quero é que o Sporting ganhe o resto… O resto é isso mesmo, efémero…”.

“Eu não quero mais enxovalhos em prol de quem não merece. Querem viver na ignorância e sem defesa à altura das necessidades do nosso clube? Se o Sporting fica mais forte desta forma, seja feita a vontade da maioria. Para mim ficará a missão de gerir o clube da forma que acham melhor. Erradíssima, mas o clube é vosso”, prosseguiu.

Bruno de Carvalho antevê que o Sporting volte a ser “um clube submisso, calado, sem expressão e sem voz”.

“A voz incómoda. A voz que se opõe, com frontalidade, contra tudo e contra todos. Que nunca terá o amor dos jogadores, pois como disse Adrien, ‘defendo o Sporting sempre’. Vamos novamente perder todo o respeito que, aos poucos, estávamos a ganhar em alguma comunicação social e em muitos stakeholders [acionistas]. Isso vai morrer. Os jogadores e treinadores hoje estão aqui e amanhã ali. Não podem nunca, com a conivência de adeptos, ‘ganharem’ ao seu presidente. Agora, quando quiserem sair é fácil, fazem um Instagram e recebem uma ovação de pé”, refere.

O presidente da AG do clube, Jaime Marta Soares, considerou hoje “esgotadas as hipóteses de manutenção” de Bruno de Carvalho na presidência do Sporting, em declarações à rádio TSF, admitindo convocar uma reunião magna “para fazer regressar a paz ao Sporting”.

Em resposta, Bruno de Carvalho disse que a direção vai pedir a marcação de uma AG, acrescentando que o líder deste órgão social do clube é um “foco de problemas”, que “criou a maior confusão vista na história do Sporting ao conduzir de forma infantil e incompetente uma AG”, levando-o a “defender um homem que não tem defesa possível”.

No domingo, igualmente no Facebook, Bruno de Carvalho tinha salientado a “total solidariedade”, por telefone, de Jaime Marta Soares, assim como dos presidentes do Conselho Fiscal e Disciplinar do clube, Nuno Silvério Marques, e do Conselho Fiscal e Disciplinar da SAD, Rui Moreira Carvalho.

Mais tarde, após a vitória da equipa de futebol do Sporting frente ao Paços de Ferreira, por 2-0, num jogo em que os jogadores ‘leoninos’ foram aplaudidos e o presidente assobiado, Bruno de Carvalho acusou os adeptos ‘verde e brancos’ de serem “ingratos e de memória curta”, remetendo os pedidos de demissão para as reuniões magna do clube.

Bruno de Carvalho criticou na quinta-feira as exibições de alguns jogadores do Sporting, a seguir à derrota em casa do Atlético de Madrid (2-0), na Liga Europa.

Na sexta-feira, 19 jogadores do plantel, entre os quais Rui Patrício, William Carvalho, Fábio Coentrão, Coates, Gelson Martins e Bruno Fernandes, divulgaram um comunicado em que manifestaram « desagrado » com as críticas do presidente do clube.

Em resposta, Bruno de Carvalho partilhou um texto no Facebook, visível para os seus amigos na rede social, em suspendia os jogadores que subscreveram o comunicado e fazia saber que teriam de enfrentar a disciplina do clube.

No sábado, o treinador da equipa, Jorge Jesus, afirmou que os futebolistas não receberam qualquer nota de suspensão por parte do clube e garantiu que Bruno de Carvalho lhe deu « liberdade para convocar os jogadores » que entendesse para o jogo de domingo com o Paços de Ferreira, da 29.ª jornada da I Liga de futebol, o que aconteceu, com os ‘leões’ a vencerem por 2-0. Alfa/Lusa.

Macron destaca amizade entre Portugal e França

O Presidente francês, Emmanuel Macron, destacou hoje, no Cemitério Militar Português de Richebourg, « a amizade entre Portugal e França » numa intervenção na cerimónia evocativa do centenário da Batalha de La Lys.


 

Batalha de La Lys:
Emmanuel Macron discursou depois do Presidente português e recordou que no cemitério de Richebourg que “estão perto de 2.000 soldados portugueses” que lutaram numa “guerra absurda” que, aos “olhos europeus” de hoje se apresenta como uma “guerra dolorosamente fratricida”.

“Temos esta amizade entre Portugal e França, esta amizade profunda e sólida, cimentada por milhares de portugueses e franceses de origem portuguesa cuja energia e trabalho fortificam a nossa nação diariamente, cimentada por este sangue vertido, por estes jovens que aqui vieram defender a nossa liberdade e a nossa Europa”, acentuou.

O Presidente francês sublinhou que a cerimónia evoca a “memória de todos os soldados portugueses”, desde os que “combateram com as forças aliadas em França, mas também em Angola e Moçambique”, e acrescentou que a Batalha de La Lys, em 09 de abril de 1918 – na qual os portugueses foram destroçados pelas tropas alemãs – é simbolicamente “o equivalente para os portugueses da batalha de Verdun para os franceses”.

“Centenas de soldados portugueses morreram nesse dia, ao realizarem corajosamente uma batalha desigual que opôs 20.000 dos seus a mais de 50.000 alemães que aí agarravam a sua última oportunidade para ganhar a guerra antes da chegada dos esforços dos Estados Unidos. Foram, no total, 7.000 soldados portugueses que foram mortos, feridos e capturados num só dia negro, o mais mortífero da Grande Guerra para o vosso povo”, afirmou.

Emmanuel Macron apontou o cemitério militar português em França como “um símbolo de amizade e de solidariedade europeia e não de rancor nacionalista”, manifestando o desejo de que “nunca mais um europeu seja obrigado a tomar as armas e a matar o seu vizinho, que nunca mais os povos e as nações da Europa não tenham que se afrontar em guerras intestinais”.

O chefe de Estado francês declarou ainda que se deve “continuar a fazer da Europa o sonho de um continente que viveu um pesadelo”, que o “passado comum confirma que é preciso um futuro partilhado”, algo que é um dever para “a história, os mortos e a juventude”.

“Cem anos depois, o contraste entre a Europa de 1918, traumatizada por quatro anos de uma guerra até então incomparável e amputada da sua juventude, e a Europa de 2018, democrática, em paz há mais de 70 anos, deve exaltar as nossas convicções, as nossas ambições europeias. Não podemos habituar-nos a esta Europa em que vivemos como se não fosse o fruto do que construímos no tempo e o fruto do sangue vertido”, defendeu.

Macron advertiu que essas lições devem ser recordadas “num momento em que a Europa duvida de si mesma” e em que “os seus povos exprimem o medo do futuro colocando-se nas mãos de dirigentes que se alimentam da angústia”, considerando que “o nacionalismo tem uma triste memória do sangue vertido”.

“A Europa pode ser aperfeiçoada, nós sabemo-lo. A Europa deve ser objeto de reformas, trabalhamos nisso e trabalhamos em estreita colaboração com Portugal em muitos projetos da maior importância. Trabalhamos com o conjunto dos nossos aliados”, acrescentou, terminando o discurso com um “Viva Portugal, viva a França e viva a amizade entre Portugal e a França”.

Hoje, as comemorações do centenário da batalha de La Lys incluem também a inauguração da exposição “Racines” sobre descendentes de soldados portugueses, em Richebourg, uma cerimónia militar junto ao Monumento aos Mortos, em La Couture, o descerrar de placas em Arras e Lille e visitas a exposições nessas cidades.

Este domingo, Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa estiveram em Paris para descerrar uma placa, na Avenue des Portugais, em “homenagem aos combatentes da Grande Guerra” e participaram numa cerimónia militar de homenagem ao Soldado Desconhecido no Arco do Triunfo, perante largas dezenas de portugueses. Alfa/Lusa.

Porto regressa às vitórias e continua a um ponto do Benfica

Porto regressa às vitórias e continua a um ponto do Benfica

O FC Porto manteve-se a um ponto do líder e tetracampeão em título Benfica, ao receber e bater o Desportivo das Aves por 2-0, em encontro da 29ª jornada da I Liga portuguesa de futebol.

Em vésperas da deslocação à Luz e depois do desaire por 2-0 com o Belenenses, no Restelo, a formação de Sérgio Conceição venceu com tentos madrugadores dos brasileiros Alex Telles, aos oito minutos, de grande penalidade, e Otávio, aos 11.

Na classificação, os ‘dragões’ seguem no segundo posto, com 73 pontos, contra 74 do Benfica, que no sábado venceu por 2-1 em Setúbal.

O Sporting reforçou o terceiro lugar da I Liga portuguesa de futebol, ao vencer em casa o Paços de Ferreira por 2-0, num encontro disputado sob um ambiente tenso, no Estádio José Alvalade.

Em plena ‘guerra’ entre o presidente, assobiado por grande parte dos adeptos, e os jogadores, maioritariamente aplaudidos, os ‘leões’ lograram o triunfo, com tentos do holandês Bas Dost, aos 20 minutos, e do costa-riquenho Bryan Ruiz, aos 65.

Na tabela, o Sporting passou a contar 68 pontos, seguindo a seis do líder Benfica, cinco do FC Porto e com mais três do que o Sporting de Braga, enquanto o Paços de Ferreira, com o central Rui Correia na baliza a partir dos 82 minutos, por lesão de Mário Felgueiras, manteve-se no 14º lugar, com 28, quatro acima da ‘linha de água’. Alfa/Lusa.

Resultados da 29ª jornada da I Liga:

– Sexta-feira, 06 abr:

Vitória de Guimarães – Rio Ave, 3-0

– Sábado, 07 abr:

Tondela – Portimonense, 2-2

Estoril Praia – Marítimo, 1-1

Feirense – Sporting de Braga, 2-2

Vitória de Setúbal – Benfica, 1-2

– Domingo, 08 abr:

Desportivo de Chaves – Belenenses, 1-1

FC Porto – Desportivo das Aves, 2-0

Sporting – Paços de Ferreira, 2-0

– Segunda-feira, 09 abr:

Moreirense – Boavista, 1-0.

Marcelo e Costa recebidos pelo Presidente francês

Marcelo e Costa recebidos pelo Presidente francês

O chefe de Estado português, Marcelo Rebelo de Sousa, e o primeiro-ministro, António Costa, vão ser recebidos pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, em Paris, na segunda-feira, informou o Palácio do Eliseu.

O encontro foi já confirmado pelo Presidente da República português, numa nota colocada no ‘site’ da instituição na Internet.

Numa nota enviada à agência Lusa, o Palácio do Eliseu refere ainda que o Presidente francês vai também estar na segunda-feira no cemitério militar português de Richebourg, no norte de França, ao lado de Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa por ocasião do centenário da Batalha de La Lys, travada em 09 de abril de 1918, em plena I Guerra Mundial.

A Presidência portuguesa indica também que Marcelo e Costa terão na segunda-feira um “pequeno-almoço de trabalho” com Emmanuel Macron no Palácio do Eliseu, em Paris, às 08:00.

Os dois chefes de Estado e o primeiro-ministro português seguem depois para o norte de França, onde vão decorrer as celebrações do centenário da participação portuguesa na Batalha de La Lys, na I Guerra Mundial.

“O Presidente da República [francesa] e o Presidente da República portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, vão deslocar-se a Richebourg (Pas-de-Calais), segunda-feira, 09 de abril, no âmbito do centenário da Batalha de La Lys”, lê-se na nota de imprensa do Palácio do Eliseu.

Às 10:20 está prevista a chegada dos dois Presidentes à entrada do cemitério de Richebourg e às 10:25 têm lugar as honras militares.

Segundo a mesma nota, às 10:30 tem lugar a cerimónia com hinos nacionais cantados por crianças de quatro classes de escolas primárias das localidades de Richebourg e de Vieille-Chapelle, será descerrada uma placa comemorativa do centenário e serão proferidos os discursos dos Presidentes da Repúblicas portuguesa e francesa.

Depois serão ainda colocadas coroas de flores, homenageados os mortos e assinado o livro de ouro, estando o fim da cerimónia programado para as 11:15 com a partida de Emmanuel Macron, que já não vai participar no resto da agenda portuguesa de comemorações do centenário da Batalha de La Lys.

Alfa/Lusa.