Não há portugueses entre os mortos no ataque em França

Não há portugueses entre os mortos no ataque em França

Governo corrige informação: não há portugueses entre os mortos no ataque em França:. Única vítima portuguesa do ataque em França encontra-se “gravemente ferida e hospitalizada em Perpignan”, confirmou ao Expresso o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.
Alfa/Expresso

Ao contrário do que foi inicialmente anunciado pelo Governo, o cidadão português envolvido no ataque desta sexta-feira em França não morreu, encontrando-se “gravemente ferido e hospitalizado em Perpignan”, na zona dos Pirinéus Orientais, no sudoeste de França.

Ao Expresso, o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, lamentou “o transtorno causado pela incorreção na informação prestada” e explicou que “devido a erros na comunicação entre as entidades envolvidas na gestão da crise no local onde ocorreu o atentado, inicialmente foi transmitido à Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas e à embaixada de Portugal em Paris a informação da existência de uma vítima mortal”. Depois da “realização de diligências junto de várias entidades tendo em vista a certificação da identidade da vítima”, continua o secretário de Estado, “verifica-se haver registo de um cidadão português gravemente ferido e hospitalizado em Perpignan”.

José Luís Carneiro disse ainda já ter falado com a família do português, com a qual se irá encontrar no sábado, no hospital onde está internado o cidadão. “À família será prestado todo o apoio consular por parte do Estado português”. Entretanto, a nota que a Presidência da República publicara no seu site, onde apresentava condolências à família do português, foi retirada.

O último balanço oficial do atentado desta sexta-feira em Carcassonne, no sudoeste de França, feito pelo presidente francês Emmanuel Macron, dava conta de três mortos e 16 feridos, dois deles em estado considerado crítico. O atirador, identificado como Redouane Lakdim, 26 anos e nacionalidade marroquina, residente em Carcassone, foi abatido no interior do supermercado em Trèbes onde se barricou com pelo menos oito pessoas (duas delas foram mortas), já depois de ter roubado um carro e assassinado um dos passageiros, deixando ainda o condutor ferido.

Redouane Lakdim, explicou em conferência de imprensa o procurador-geral francês, François Molins, já seria conhecido das autoridades e entre 2016 e 2017 foi vigiado pelos serviços de informação franceses por suspeita de radicalização e ligações ao movimento salafista. Antes de entrar no supermercado, o atirador afirmou ser um “soldado do Daesh” e gritou “Allahu Akbar”, referiu ainda o procurador. O Daesh reivindicou o ataque através de um comunicado divulgado na agência de propaganda da organização terrorista, a Amaq.

Portugal bate Egito com ‘bis’ de Ronaldo nos descontos

Portugal bate Egito com ‘bis’ de Ronaldo nos descontos

Um ‘bis’ de Cristiano Ronaldo nos descontos permitiu a Portugal derrotar o Egito, por 2-1, em jogo de preparação para o Mundial de futebol de 2018, disputado em Zurique, na Suíça.

No Estádio Letzigrund, o avançado Mohamed Salah inaugurou o marcador para os vice-campeões africanos, aos 56 minutos, mas o capitão da seleção portuguesa, com golos aos 90+2 e aos 90+4 minutos, transformou uma derrota iminente em vitória.

Na próxima segunda-feira, Portugal defronta a Holanda, em Genebra, no último encontro dos campeões europeus antes de o selecionador Fernando Santos dar a conhecer os 23 convocados para o Mundial, que se disputa na Rússia de 14 de junho a 15 de julho.

Depois destes particulares, Portugal já tem agendados mais três, em 28 de maio, com a Tunísia, em Braga, em 02 de junho, na Bélgica, e em 07 de junho, com a Argélia, em solo luso. Alfa/Lusa.

Vitória gorda de Portugal na rota do Europeu de sub-21

Vitória gorda de Portugal na rota do Europeu de sub-21

Portugal somou hoje a sua terceira vitória na qualificação para o Europeu de futebol de sub-21, ao golear o Liechtenstein, por 7-0, em Tondela, e reforçou a sua posição no Grupo 8.

Com um ‘hat-trick’ de Diogo Gonçalves, um ‘bis’ de João Teixeira e golos de João Félix e Bruno Xadas, Portugal alcançou uma vitória tranquila frente a uma seleção do Liechtenstein que praticamente não rematou à baliza de Joel Pereira em todo o jogo.

Num jogo disputado debaixo de chuva intensa, os comandados de Rui Jorge mantiveram uma atitude séria ao longo de toda a partida, com o resultado a avolumar-se com naturalidade.

Portugal marcou muito cedo, aos 07 minutos, por Diogo Gonçalves a fazer o primeiro dos seus três golos. Aos 09, de grande penalidade, João Carvalho ampliou a diferença e deixou a equipa lusa tranquila no jogo.

Com um futebol rápido, perante uma frágil equipa do Liechtenstein, Portugal deu sentido único à partida, cuja história se conta pelo avolumar do resultado.

Bruno Xadas, aos 26, marcou após assistência na direita de Heriberto Tavares, e Diogot Dalot, aos 30, cruzou na direita para Diogo Gonçalves ‘bisar’, antes de João Carvalho, a fechar a primeira parte, fazer o 5-0.

No segundo tempo, Rafael Leão fez a assistência para o ‘hat-trick’ de Diogo Gonçalves, com João Félix, aos 67, a fechar as contas do triunfo português, em 7-0.

Apesar das oportunidades criadas até ao final do jogo, a seleção portuguesa não conseguiu alcançar um oitavo golo.

Com este triunfo, Portugal isolou-se no terceiro lugar do Grupo 8, com 10 pontos, menos dois do que a Bósnia-Herzegovina e a Roménia, mas com apenas cinco jogos disputados, contra seis dos adversários.

Em caso de vitória no próximo jogo, em Neuchatel, na Suíça, dia 27 de março, Portugal sobe pelo menos ao segundo lugar, uma vez que a Roménia não joga, enquanto a Bósnia se desloca ao Liechtenstein. Alfa/Lusa.

Escândalo de Estado em França

Escândalo de Estado em França

Antigo Presidente francês, Nicolas Sarkozy, foi detido na manhã desta terça-feira para ser interrogado sobre o eventual financiamento líbio da sua campanha eleitoral vitoriosa de 2007. O caso é complicado: ele contesta, mas um dos seus mais próximos amigos já foi acusado neste processo.
Alfa/Expresso por Daniel Ribeiro e Helena Bento

As primeiras alegações surgiram em 2012 mas foram as declarações a vários jornais do empresário franco-libanês Ziad Takieddine, em novembro de 2016, que aceleraram a investigação. Ziad Takieddine, um homem de negócios e intermediário em contratos de venda de armamento entre a França e a Líbia, contou ter recebido cinco milhões de euros entre os finais de 2006 e o início de 2007. O dinheiro terá sido entregue pessoalmente a Sarkozy e a Claude Guéant, amigo íntimo do ex-presidente, que viria a ser seu ministro do Interior. Esta terça-feira, o antigo presidente francês foi detido em Nanterre, nos arredores de Paris, para ser interrogado a propósito do financiamento líbio da sua campanha eleitoral de 2007, noticiou o jornal francês “Le Monde”, segundo o qual Sarkozy poderá ficar detido até 48 horas, durante as quais deverá ser desafiado a explicar a origem dos fundos. Foi a primeira vez que o ex-chefe de Estado foi interrogado pela polícia judiciária sobre este caso.

O filho mais velho do ex-líder líbio Muhammar Kadhafi, Saïf Al-Islam Kadhafi, foi quem lançou as primeiras suspeitas sobre Sarkozy. Numa entrevista exclusiva à “Euronews”, em 2011, Saïf Al-Islam acusou o antigo presidente francês de receber dinheiro líbio para financiar a sua campanha presidencial de 2007. “Sarkozy tem de devolver todo o dinheiro que aceitou da Líbia. Fomos nós que financiámos essa campanha. Temos todos os detalhes e estamos preparados para revelar tudo. Sarkozy tem de devolver o dinheiro ao povo líbio. Ajudámo-lo porque achámos que isso iria ajudar o povo. Mas ele desapontou-nos”.

Em 2012, um documento publicado no jornal online “Mediapart” confirmava as alegações do filho de Muhammar Kadhafi, ao revelar que Sarkozy teria recebido 50 milhões de euros do antigo líder líbio, que ele próprio recebera em Paris como visita e que, em 2011, viria a ajudar a derrubar durante a Primavera Árabe. A quantia era mais do dobro do financiamento legal que era permitido à época (21 milhões de euros), além de que representa uma violação das regras francesas sobre o financiamento externo e sobre a forma como são declarados os fundos de campanha, explica o site “Politico”. A notícia teve na altura o efeito de uma bomba, mas pouca gente acreditou nela. Sarkozy fez desmentidos e a Justiça lançou investigações.

O caso esteve em banho-maria durante algum tempo. No entanto, Ziad Takieddine garantiu que o documento era verdadeiro. Sarkozy contestou, levou Ziad e o “Mediapart” a tribunal, mas perdeu: quatro anos depois, a Justiça considerou que o documento não era falso. Mais do que isso, logo a seguir à decisão do tribunal sobre a queixa do ex-presidente, Ziad Takieddinne foi a um canal de televisão e afirmou ter entregue pessoalmente uma mala com cinco milhões de euros a Sarkozy e a Claude Guéant.

Acusações e suspeitas no mesmo sentido teriam sido registadas em interrogatórios, na Líbia, depois da morte de Khadafi, a agentes dos serviços secretos deste país. Também uma agenda do antigo ministro líbio do petróleo, Choukri Ghanem, morto em circunstancias estranhas em 2012, mencionaria esse financiamento da campanha eleitoral de Sarkozy. Todos estes documentos estarão agora na posse dos investigadores franceses, bem como relatórios de interrogatórios a outras personalidades muito influentes do antigo regime líbio, uma delas presa atualmente em Londres.

Nicolas Sarkozy tem negado todas as acusações, classificando-as de “manipulação e crueldade” e alegando que as denúncias contra si encobrem uma tentativa de vingança por parte dos líbios, descontentes com a intervenção da NATO – e, dos países que a formam, sobretudo da França – na Líbia. Não é este o único caso em que o antigo presidente francês está envolvidos. Em fevereiro de 2016, Sarkozy apresentou-se num tribunal de Paris para ser ouvido pelos juízes de instrução por ter excedido os limites de despesa na sua campanha para as presidenciais de 2012, que viria a perder para o socialista François Hollande. O caso ficou conhecido como “Bygmalion”, nome da empresa de comunicação que emitiu faturas falsas no valor de 18,5 milhões de euros para que a União por um Movimento Popular (UMP, partido criado por Sarkozy) assumisse gastos da campanha eleitoral. O objetivo era evitar ultrapassar o tecto estabelecido pela legislação quanto às despesas de campanha, fixado em 16,8 milhões de euros para as candidaturas da primeira volta e 21,5 milhões para as da segunda.

O antigo presidente francês é ainda suspeito dos crimes de corrupção, tráfico de influência e violação do segredo de justiça por ter alegadamente promovido um alto magistrado, Gilbert Azibert, em troca de informações sobre outro caso em que era também suspeito de financiamento ilegal de uma campanha eleitoral, através de Liliane Bettencourt, herdeira do grupo L’ Oreal falecida em 2017.

Segundo o jornal “Le Monde”, a detenção esta terça-feira significa que os magistrados consideram ter provas suficientes para incriminar Nicolas Sarkozy. A detenção para interrogatório do antigo presidente francês acontece também depois de o seu amigo Claude Guéant ter sido acusado, em 2015, de fraude e branqueamento de capitais pela Justiça do seu país. O antigo ministro do Interior de Sarkozy teria comprado uma soberba residência, com financiamento “provavelmente líbio”, segundo fontes citadas pela imprensa francesa.

Claude Guéant alugou, em fim de março de 2007, um cofre numa agência do banco BNP, em Paris, e recebeu numa das suas contas, em 2008, uma transferência de 500 mil euros. Disse que este último depósito, bem como o dinheiro em notas encontrado no seu cofre, provinham da venda de duas obras de arte da família. Os investigadores não acreditaram nas suas explicações e acusaram-no.

Nicolas Sarkozy continuava a ser interrogado ao fim do dia desta terça-feira. O intermediário, Ziad Takieddine, já foi acusado de “cumplicidade de corrupção, tráfico de influências e desvio de fundos públicos”. Se as acusações atuais contra o antigo presidente francês se confirmarem, este “affaire” será um dos maiores escândalos políticos e de Estado da História de França.

Sarkozy detido por suspeitas de financiamento ilícito de campanha

Sarkozy detido por suspeitas de financiamento ilícito de campanha

O ex-Presidente francês Nicolas Sarkozy está a ser ouvido em Nanterre, nos arredores de Paris, onde foi detido no âmbito de um inquérito a financiamentos ilícitos líbios da sua campanha em 2007, por parte do então líder, Muammar Khadafi.

A investigação do Centro francês de luta contra a corrupção e as infrações financeiras e fiscais (OCLCIFF) decorre desde 2013, e esta é a primeira vez que Sarkozy é interrogado. A sua detenção pode durar 48 horas, depois do que poderá ser presente a magistrado.

A informação foi primeiro avançada pelo jornal francês Le Monde e confirmada depois pela Agência France Press, AFP, que cita uma fonte próxima do inquérito. Sarkozy tinha sido convocado para prestar declarações esta manhã na sede do OCLCIFF em Nanterre.

Nicolas Sarkozy é também acusado de obter fundos ilicitamente para a sua campanha de reeleição de 2012, que viria a perder para François Hollande.

Um dos juízes que dirigiu esta investigação aos financiamentos líbios é o mesmo que o acusou no caso dos fundos para a campanha de 2012.

Justiça aperta o cerco:

Um antigo ministro e aliado de Sarkozy, Brice Hortefeux, está igualmente a ser interrogado pela polícia, de acordo com uma fonte próxima da investigação.

Em janeiro, um empresário francês, Alexandre Djouhri, foi detido em Heathrow, à chegada a Londres, devido a um mandado de prisão francês e acabou presente em tribunal.

Figura-chave na investigação, por canalizar alegadamente os financiamentos de Khadafi para Sarkozy, o empresário foi libertado sob caução, mas um segundo mandato internacional de prisão emitido de novo pela França, determinou nova detenção em finais de fevereiro.

Esta foi mantida no início de março, depois de um pedido de libertação por razões médicas. Djouhri deverá ser ouvido de novo em julho, no âmbito de um pedido de extradição.

A teia:

A investigação aos financiamentos de Sarkozy foi despoletada pela publicação em 2012, no site Mediapart, de um documento líbio sobre dinheiro entregue por Khadafi para financiar a campanha do político francês.

De acordo com o Le Monde, as investigações realizadas desde então vieram comprovar e reforçar as suspeitas de ilicitude.

Em novembro de 2016, em plenas primárias do partido Les Republicains, surgiu Ziad Takieddine, um alegado intermediário.

Takieddine afirmou ter transportado cinco milhões de euros em dinheiro vivo de Tripoli para Paris em finais de 2006 e início de 2007. Entregou o dinheito, diz, a Claude Guéant e depois a Nicolas Sarkozy, então ministro da Administração Interna.

Ziad Takieddine foi investigado, por « cumplicidade de corrupção de agente público estrangeiro » e por « cumplicidade de desvio de fundos públicos na Líbia ».

As suas alegações, diz ainda o Le Monde, confirmaram informações prestadas a 20 de setembro de 2012 por Abdallah Senoussi, o ex-diretor dos serviços militares de informação líbios, ao procurador-geral do Conselho Nacional de Transição da Líbia.

Muammar Khadafi, no poder há décadas, foi morto em 2011 quando procurava fugir de grupos armados após ter sido deposto durante a Primavera Árabe.

Sarkozy foi um dos mais veementes apoiantes de uma intervenção da NATO na Líbia que acabou por resultar na deposição e fuga de Kahdafi. A Líbia mergulhou desde então numa semi anarquia, apesar do Governo eleito apoiado pelo Ocidente.

Bechir Saleh, ex-homem de negócios de Khadafi e das relações com a França, disse por seu lado ao Le Monde que, « Khadafi disse que tinha financiado Sarkozy. Sarkozy disse que não tinha sido financiado. Acredito mais em Khadafi do que em Sarkozy ».

Novos testemunhos:

Os agentes do OCLCIFF remeteram já aos magistrados encarregues do inquérito a Sarkozy, um relatório no qual detalham, com base em numerosos testemunhos, como o dinheiro líquido circulava no seio da equipa de campanha de Sarkozy.

O jornal francês refere que os investigadores acreditam ter encontrado o fio à meada, através de Alexandre Djouhri, na altura próximo de Bechir, e de Claude Guéant, interrogado por « branqueamento de fraude fiscal » e acusado de ter adquirido o seu apartamento em Paris por via de fundos financeiros obscuros e talvez líbios.

A Justiça francesa recuperou entretanto os diários do antigo ministro do petróleo da Líbia, Choukri Ghanem, morto em 2012 em circunstâncias ainda por esclarecer.

Nos documentos de Choukri são mencionadas igualmente entregas de dinheiro destinadas a Sarkozy.

O Le Monde afirma ter informações sobre numerosos homens poderosos da era Khadafi dispostos agora a testemunhar sobre o circuito do dinheiro que incrimina Sarkozy. O jornal especula que os investigadores poderão ter obtido provas recentes que implicarão a detenção, hoje, do ex-Presidente francês.

Alfa/RTP.

Gelson Martins poupado no arranque dos trabalhos da seleção nacional

Gelson Martins poupado no arranque dos trabalhos da seleção nacional

A seleção portuguesa de futebol realizou hoje o primeiro treino de preparação para os particulares com o Egito e Holanda, num apronto no qual Fernando Santos não contou com Gelson Martins e Luís Neto.

O extremo do Sporting foi poupado por precaução, enquanto o central do Fenerbahçe, que na véspera foi chamado a substituir Rúben Dias, não viajou a tempo de participar nos 15 minutos de sessão abertos aos jornalistas.

Contudo, há a possibilidade de o defesa treinar ainda hoje com os restantes companheiros na Cidade do Futebol, em Oeiras, mas já longe dos olhares da comunicação social.

Desta forma, no período a que os jornalistas puderam assistir, o selecionador nacional, Fernando Santos, contou com 23 jogadores, entre os quais o estreante Mário Rui, que rendeu Fábio Coentrão nos eleitos.

Os atletas realizaram trabalho com bola, não apresentando quaisquer limitações de ordem física.

Portugal defronta o Egito na sexta-feira, em Zurique, e a Holanda três dias depois, em Genebra, naqueles que serão os últimos particulares antes de Fernando Santos divulgar os convocados para o Mundial2018.

Depois destes, Portugal já tem agendados mais três jogos de preparação para o Mundial, a 28 de maio, com a Tunísia, em Braga, a 02 de junho, na Bélgica, e a 07 de junho, com a Argélia, em solo luso.

A comitiva lusa parte para a Rússia a 09 junho e estreia-se no Mundial2018 no dia 15, frente à Espanha. Cinco dias depois, mede forças com Marrocos e a 25 com o Irão, de Carlos Queiroz, em encontros do Grupo B. Alfa/Lusa.

Art Paris Art Fair vai contar com uma galeria portuguesa

Art Paris Art Fair vai contar com uma galeria portuguesa

A galeria Carlos Carvalho Arte Contemporânea é a única representante portuguesa na feira Art Paris Art Fair, que vai decorrer de 05 a 08 de abril, no Grand Palais, na capital francesa.

O evento, que « cruza a exploração regional da arte europeia – do pós-guerra até aos dias de hoje – com um olhar cosmopolita sobre a criação contemporânea emergente », vai reunir 142 galerias de 23 países, de acordo com a página internet da feira.

A galeria portuguesa vai participar na Art Paris Art Fair pela primeira vez e vai levar obras fotográficas do espanhol Manuel Vilariño e do alemão Roland Fischer e pinturas do brasileiro José Bechara e do português Manuel Caeiro.

« Para não ficarmos só presos à fotografia – visto que participamos na Paris Photo, na Photo London e na Photo Basel – apresentaremos fotografia mas também pintura nesta feira que é generalista. Levamos nomes consagrados e fazemos uma aposta forte no lado internacional da galeria », disse à Lusa o galerista Carlos Carvalho.

Desde 2013, a Carlos Carvalho Arte Contemporânea tem participado no salão internacional de fotografia Paris Photo, no Grand Palais, e foi na última edição que recebeu o convite para participar na Art Paris Art Fair.

« Começamos a criar um corpo de clientes interessantes em Paris e também gente que vem a Paris. Sendo assim, e tendo em conta que nós queremos marcar uma posição em Paris não só na área da fotografia, mas também na área da pintura, entendemos por bem aceitar o convite e participar nesta feira generalista », acrescentou.

Ainda que seja « um grande investimento e um grande esforço », Carlos Carvalho sublinhou que a galeria « tem que aparecer » e destacou o prestígio do « espaço onde a feira decorre », o Grand Palais.

No ‘stand’, a galeria vai expor « uma grande peça do Manuel Vilariño, duas fachadas de Roland Fischer, duas ou três pinturas do José Bechara e cinco pinturas de formatos médios de Manuel Caeiro ».

« Haverá uma ligação entre o Fischer e o Caeiro porque trabalham as formas que têm a ver com a arquitetura. O Manuel Vilariño é mais a paisagem e o Bechara é uma pintura mais abstrata, mais matéria. As ligações que eu faço ali são ligações a partir da qualidade e de serem artistas consagrados de vários países », concluiu Carlos Carvalho.

Manuel Vilariño, nascido em 1952, foi Prémio Nacional de Fotografia em Espanha, em 2007, ano em que representou Espanha na 52.ª Bienal de Veneza.

José Bechara, nascido em 1957, tem obras presentes nas coleções da Culturgest, em Lisboa, do Centro Pompidou, em Paris, do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e do Museu de Arte Contemporânea de Niterói, entre outros.

Roland Fischer, nascido em 1958, é uma das figuras da fotografia contemporânea alemã, e em França expôs, por exemplo, no Musée d’Art Moderne de la Ville de Paris e no festival francês de fotografia de Arles.

Manuel Caeiro, nascido em 1975, tem exposto em vários países, como Estados Unidos, Alemanha, Espanha, Brasil e Bélgica, e está presente na coleção da Culturgest, em Lisboa, entre outras. Alfa/Lusa.

Próximas eleições europeias decorrerão entre 23 e 26 de maio de 2019

0

As eleições de 2019 servirão para escolher 705 deputados ao Parlamento Europeu.

As próximas eleições para o Parlamento Europeu decorrerão entre 23 e 26 de maio de 2019, anunciou esta terça-feira o Conselho da União Europeia, depois de consultar a assembleia, que havia proposto essas datas.

Em 11 de janeiro passado, a conferência de presidentes do Parlamento Europeu (que reúne os líderes das diversas bancadas) havia proposto o período entre 23 e 26 de maio de 2019 para a realização das próximas eleições europeias nos 27 Estados-membros — o Reino Unido, com « divórcio » agendado para 29 de março do próximo ano, já não participará -, tendo hoje o Conselho (Estados-membros) concordado com as datas.

Realizadas de cinco em cinco anos, as anteriores eleições europeias, em 2014, tiveram também lugar em maio, entre os dias 22 e 25 (em Portugal foram no último dia, 25).

As eleições de 2019 servirão para escolher 705 deputados ao Parlamento Europeu, mantendo Portugal os 21 assentos que tem na atual legislatura, e, à partida, eleger o futuro presidente da Comissão Europeia.

Em fevereiro passado, o Parlamento Europeu decidiu que o processo de eleição do presidente da Comissão Europeia através da designação de candidatos por cada partido político europeu, o chamado « Spitzenkandidaten », utilizado pela primeira vez nas eleições europeias de 2014, é para manter, uma questão que, no entanto, não reúne o consenso no Conselho.

A assembleia garante que rejeitará qualquer nome proposto pelos líderes europeus para o cargo de presidente da Comissão que não tenha sido designado candidato principal (« Spitzenkandidat ») pelos partidos políticos europeus antes das eleições de 2019, exigindo que seja seguido o modelo de 2014.

Na altura, cada família política escolheu antes das eleições o seu candidato para a sucessão de José Manuel Durão Barroso, com vista a « dar aos cidadãos europeus a possibilidade de se pronunciarem, no contexto das eleições europeias, sobre quem querem eleger como presidente da Comissão ».

Este processo, sustenta a assembleia, « reforça a legitimidade política, tanto do Parlamento, como da Comissão, associando de forma mais direta as respetivas eleições às escolhas dos eleitores ».

O presidente da Comissão é eleito pelo PE sob proposta do Conselho Europeu – chefes de Estado e de Governo da União Europeia -, tendo em conta os resultados das eleições europeias, o que já sucedeu em 2014, quando o Partido Popular Europeu (PPE), que apresentou com seu candidato Jean-Claude Juncker, foi o partido mais votado a nível europeu.

Antes, o Parlamento já tinha que dar o seu aval ao nome proposto pelo Conselho Europeu, mas este era escolhido pelos líderes europeus, tendo Durão Barroso sido o último presidente do executivo comunitário (2004-2014) a ser designado sem recurso ao método do « Spitzenkandidaten ».

Esta questão poderá, no entanto, não ser pacífica, já que na última cimeira de chefes de Estado e de Governo da UE, em 23 de fevereiro, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, salientou que a escolha do próximo presidente da Comissão Europeia não tem que se restringir ao cabeça-de-lista do partido europeu mais votado, como defende o Parlamento Europeu.

« O Conselho Europeu não pode garantir » que o próximo presidente da Comissão Europeia seja escolhido entre os cabeças-de-lista (« Spitzenkandidaten ») dos partidos europeus, salientou Tusk, apontando que « não há automaticidade » no processo.

Também o primeiro-ministro português, António Costa, sublinhou na ocasião que será o Conselho Europeu a indicar o novo presidente da Comissão Europeia, que poderá ou não ser um « Spitzenkandidat », lembrando que « o que ficou estabelecido é que os partidos europeus são livres de designar candidatos », mas « o Tratado [de Lisboa] é muito claro: o presidente é eleito por proposta do Conselho, em função dos resultados eleitorais ».

 

Alfa/DN/Lusa

Portugal é o segundo país do mundo com mais órgãos de dadores falecidos

0

No ano passado foram colhidos 1.011 órgãos e realizados 895 transplantes.

Portugal atingiu, no último ano, o segundo lugar na lista mundial de países com mais órgãos de dadores falecidos, anunciou o presidente do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST).

João Paulo Almeida e Sousa, que falava aos jornalistas à margem de um simpósio internacional sobre transplantação e doação de órgãos, que decorre em Lisboa, considera que esta subida é « uma excelente notícia ».

« Mais do que a nossa posição no ‘ranking’, significa que houve mais oportunidade de doação e portugueses que precisaram de mais um órgão para viver, e para viver com qualidade, e que tiveram acesso a esse órgão », adiantou.

Portugal alcançou este segundo lugar num universo de 50 países, entre os quais estão representados « todos os países ocidentais ».

Em 2016, Portugal ocupava a terceira posição e, em 2015, o quarto lugar.

Presente na inauguração, o ministro da Saúde sublinhou a importância deste lugar alcançado por Portugal e aproveitou para prestar o seu reconhecimento ao IPST e « a qualidade dos profissionais de saúde ».

« É este o reconhecimento que tem de ser feito ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), ao sistema de saúde, num país que, não tendo os mesmos recursos que outros, tem feito tudo o que pode », disse.

De acordo com o relatório da Coordenação Nacional da Transplantação sobre a atividade de doação e transplantação de órgãos entre 2012 e 2017, no ano passado foram colhidos 1.011 órgãos e realizados 895 transplantes.

Ao nível dos transplantes realizados em 2017, assinalou-se um aumento de 3,5% em relação ao ano anterior (864).

Também os dadores aumentaram, atingindo os 351 em 2017, mais 14 do que no ano anterior.

A maioria dos dadores estava em morte cerebral (330), 79 eram dadores vivos, 21 encontravam-se em paragem cardiocirculatória e dez eram dadores sequenciais.

A principal causa de morte dos dadores foi clínica (80%), seguindo-se a traumática (20%).

O maior número de dadores é oriundo do sul (137), seguido do norte (110) e do centro (104).

Em relação aos órgãos, o aumento foi de 8% em relação ao ano anterior, registando-se a colheita de 1.011 em 2017. A idade média do dador foi de 53,8% (55,1% em 2016).

Em dador vivo, registaram-se 77 doações de rins e dois de fígado.

 

Alfa/LUSA

Rúben Dias e Coentrão substituídos por Luís Neto e Mário Rui

Rúben Dias e Coentrão substituídos por Luís Neto e Mário Rui

Rúben Dias e Fábio Coentrão foram hoje excluídos da convocatória da seleção portuguesa para os particulares com Egito e Holanda e substituídos por Luís Neto e Mário Rui, anunciou a Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

De acordo com a FPF, o central benfiquista Rúben Dias, chamado pela primeira vez, “foi considerado fisicamente inapto pela Unidade de Saúde e Performance (USP) da FPF, após avaliação médica baseada nos sintomas que o jogador apresenta num tornozelo e nos resultados dos exames realizados”.

Por seu lado, o lateral esquerdo ‘leonino’ foi também “observado pela USP da FPF, tendo realizado exames” e “apesar de os mesmos não terem revelado uma situação impeditiva, na avaliação médica o jogador revelou estar muito queixoso e limitado numa das coxas”.

Face a estas duas baixas, Fernando Santos “chamou aos trabalhos” Luís Neto, central que joga no Fenerbahçe, por empréstimo do Zenit, e o lateral esquerdo Mário Rui, do Nápoles, que nunca havia sido chamado à seleção ‘AA’.

A formação das ‘quinas’ inicia na terça-feira os trabalhos para os dois encontros na Suíça, com um treino pelas 11:00 na Cidade do Futebol, em Oeiras, que será aberto aos órgãos de comunicação social nos primeiros 15 minutos.

O ‘duelo’ com o Egito está agendado para 23 de março, às 19:45, em Zurique, na Suíça, e o embate com a Holanda será três dias depois, às 19:30, em Genebra.

Depois destes dos particulares, Portugal já tem agendados mais três, a 28 de maio, com a Tunísia, em Braga, a 02 de junho, na Bélgica, e a 07 de junho, com a Argélia, em solo luso.

A 09 de junho, a comitiva lusa parte para a Rússia, onde se estreia no Mundial2018 a 15 de junho, frente à Espanha. A 20, mede forças com Marrocos e a 25 com o Irão, de Carlos Queiroz, em encontros do Grupo B. Alfa/Lusa.

Lista dos 25 convocados.

– Guarda-redes: Rui Patrício (Sporting), Beto (Göztepe, Tur) e Anthony Lopes (Lyon, Fra).

– Defesas: Cédric Soares (Southampton, Ing), José Fonte (Dalian Yifang, Chn), Bruno Alves (Glasgow Rangers, Esc), João Cancelo (Inter de Milão, Ita), Rolando (Marselha, Fra), Raphaël Guerreiro (Borussia Dortmund, Ale), Luís Neto (Fenerbahçe, Tur) e Mário Rui (Nápoles, Ita).

– Médios: William Carvalho (Sporting), João Moutinho (Mónaco, Fra), André Gomes (FC Barcelona, Esp), João Mário (West Ham, Ing), Bruno Fernandes (Sporting), Rúben Neves (Wolverhampton, Ing), Adrien Silva (Leicester, Ing) e Manuel Fernandes (Lokomotiv Moscovo, Rus).

– Avançados: Bernardo Silva (Manchester City, Ing), Gelson Martins (Sporting), André Silva (AC Milan, Ita), Cristiano Ronaldo (Real Madrid, Esp), Ricardo Quaresma (Besiktas, Tur) e Gonçalo Guedes (Valência, Esp).