Passagem de Nível, magazine de informação da Rádio Alfa com coordenação e apresentação de Artur Silva, aos domingos entre as 12h-14h.
Redifusão na noite de terça para quarta-feira (seguinte) às 00h.
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Numa conferência de imprensa no final de uma cimeira que decorreu hoje em Londres, Keir Starmer afirmou que a comunidade internacional encontra-se « numa encruzilhada da história ».
« Este não é um momento para mais conversa. É tempo de agir, de assumir a liderança e de nos unirmos em torno de um novo plano para uma paz justa e duradoura », vincou.
Starmer confirmou que o Reino Unido, França, Ucrânia, juntamente com outros países que não especificou, estão a desenvolver um plano para um cessar-fogo que depois será apresentado aos Estados Unidos.
« O objetivo da reunião de hoje era unir os nossos parceiros em torno deste esforço para fortalecer a Ucrânia e apoiar uma paz justa e duradoura para o bem de todos nós. O nosso ponto de partida deve ser colocar a Ucrânia na posição mais forte possível, para que possa negociar a partir de uma posição de força, e estamos a reforçar o nosso apoio », salientou.
Starmer enumerou quatro conclusões, nomeadamente a manutenção do fluxo de ajuda militar e o aumento da pressão económica sobre a Rússia, além da posição de que a Ucrânia deve estar envolvida em quaisquer negociações para a paz.
« Em terceiro lugar, na eventualidade de um acordo de paz, continuaremos a reforçar as capacidades defensivas da própria Ucrânia para dissuadir qualquer invasão futura », continuou.
Por fim, adiantou que vão continuar as discussões para desenvolver uma « coligação de [países] voluntários » [coalition of the willing] para defender um acordo de paz na Ucrânia.
« Nem todas as nações se sentirão capazes de contribuir, mas isso não pode significar que fiquemos de braços cruzados. Os que estiverem dispostos a contribuir intensificarão o planeamento agora, e o Reino Unido está preparado para apoiar esta iniciativa com botas no terreno (soldados) e aviões no ar », enfatizou.
Starmer recusou-se a revelar quais são os outros países que vão fazer parte desta « coligação », mas adiantou que « vários indicaram que querem fazer parte ».
« A Europa deve fazer o trabalho pesado, mas, para apoiar a paz no nosso continente e para ser bem-sucedido, este esforço deve ter um forte apoio dos EUA. Estamos a trabalhar com os EUA neste ponto », disse.
Organizada pelo Reino Unido, a cimeira sobre a segurança europeia reuniu líderes da Ucrânia, França, Alemanha, Itália, Países Baixos, Espanha, Noruega, Canadá, Finlândia, Suécia, Dinamarca, República Checa, Polónia, Roménia.
O ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Hakan Fidan, também participou, bem como o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, e a Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, considerou a cimeira internacional de Londres sobre a defesa europeia « útil e importante » e afirmou que a União Europeia (UE) quer continuar a trabalhar com outros parceiros e aliados.
« Esta consulta foi muito útil e importante », disse aos jornalistas à saída do evento, agradecendo ao primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, pela organização.
Costa disse que vai agora trabalhar com todos os líderes dos Estados-Membros da UE para preparar o Conselho Europeu especial na próxima quinta-feira em Bruxelas.
« A União Europeia está pronta para trabalhar com todos os nossos parceiros europeus e outros aliados no plano de paz para a Ucrânia que garanta uma paz justa e duradoura para o povo ucraniano », vincou.
No entanto, Costa também alertou que é necessário « aprender com o passado » e evitar « repetir a experiência de Minsk », uma referência aos acordos de paz fracassados de 2014 e 2015 sobre os territórios ucranianos, e também a retirada dos países ocidentais do Afeganistão, deixando os Talibã assumirem o poder.
« Para isso, necessitamos de fortes garantias de segurança. A paz é um processo que anda de mãos dadas com a manutenção da paz », salientou.
Organizada pelo Reino Unido, a cimeira sobre a segurança europeia reuniu líderes da Ucrânia, França, Alemanha, Itália, Países Baixos, Espanha, Noruega, Canadá, Finlândia, Suécia, Dinamarca, República Checa, Polónia, Roménia.
O ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Hakan Fidan, também participou, bem como o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
Com Agência Lusa.
“Em termos políticos e governativos, insto daqui os partidos políticos, representados na Assembleia da República, a declarar sem tibiezas se consideram, depois de tudo o que já foi dito e conhecido, que o Governo dispõe de condições para continuar a executar o programa do Governo, como resultou há uma semana da votação da moção de censura”, declarou Luís Montenegro, na residência oficial do primeiro-ministro, em São Bento.
O primeiro-ministro afirmou que, “sem essa resposta, a clarificação política exigirá a confirmação dessas condições no parlamento, o que, por iniciativa do Governo, só pode acontecer com a apresentação de uma moção de confiança”.
O anúncio de Luís Montenegro foi feito numa comunicação ao país, após uma reunião do Conselho de Ministros Extraordinário, na residência oficial do primeiro-ministro, em São Bento (Lisboa).
Com Agência Lusa.
O espanhol Samu, aos 13 minutos, de grande penalidade, e Fábio Vieira, aos 77, marcaram os tentos dos ‘dragões’, que somaram apenas o segundo triunfo nos últimos oito jogos na prova.
A formação de Martín Anselmi passou a somar 50 pontos, contra 53 de Sporting e Benfica, que ainda não aturaram na ronda, enquanto o Arouca falhou o nono jogo consecutivo a pontuar e manteve-se com 25, caindo para o 13º posto.
Resultados da 24ª jornada da I Liga portuguesa de futebol:
– Sábado, 01 mar:
Nacional – Famalicão, 2-1 (1-0)
Arouca – FC Porto, 0-2 (0-1)
Vitória de Guimarães – Casa Pia, 1-0 (0-0)
– Domingo, 02 mar:
Moreirense – Estrela da Amadora, 1-1 (0-0)
Boavista – Santa Clara, 1-0 (0-0)
Farense – AVS, 0-1 (0-0)
Rio Ave – Sporting de Braga, 2-1 (1-1)
– Segunda-feira, 03 mar:
Sporting – Estoril Praia, 21:15
– Sexta-feira, 28 mar:
Gil Vicente – Benfica, 21:15
Com Agência Lusa.
No Estádio Nacional, a seleção portuguesa conseguiu quatro ensaios, mais um do que os ‘leones’, por Diogo Rodrigues (13 e 66), Raffaele Storti (34) e António Rebelo de Andrade (75), mas foi penalizada pela eficácia de Gonzalo Lopez, que, a atirar aos postes, somou 27 dos 42 pontos dos visitantes.
A seleção portuguesa, de resto, esteve em desvantagem no marcador desde os cinco minutos e jogou durante 30 dos 80 reduzida a 14 elementos, devido a cartões amarelos vistos por Diego Pinheiro (21), Raffaele Storti (40) e José Rebelo de Andrade (51).
À indisciplina juntou-se a desinspiração, que fez com que os ‘lobos’ raramente conseguissem encadear o seu habitual jogo à mão, a partir das fases estáticas conquistadas, e fossem deixando os espanhóis cada vez mais confortáveis no encontro.
As exceções foram os dois primeiros ensaios portugueses, de Diogo Rodrigues (13 minutos) e, particularmente, o de Raffaele Storti (34), no qual um alinhamento conquistado no lado esquerdo terminou em toque de meta no lado contrário, depois de a bola percorrer toda a linha de três quartos à mão.
Esse lance ainda permitiu que Portugal fosse para o intervalo perfeitamente dentro do resultado (17-23), à distância de apenas um ensaio transformado de liderar o marcador.
Mas, a Espanha, que tinha feito o primeiro ensaio do jogo, por Raphaël Nieto (cinco minutos), regressou dos balneários praticamente com o ‘bis’ de Gauthier Minguillon (19 e 44), para repor as distâncias.
E, o pé certeiro de Gonzalo López, com sete penalidades (nove, 22, 40+1, 50, 59, 71 e 73 minutos) a castigarem a indisciplina da seleção lusa com 21 pontos, para além dos seis resultantes das três transformações, foi cavando uma distância que os toques de meta de Diogo Rodrigues (66) e António Rebelo de Andrade (75) apenas conseguiram ‘disfarçar’.
Desta forma, a seleção portuguesa não conseguiu apurar-se pelo terceiro ano consecutivo para a final do Europeu e vai defrontar, em 16 de março, a equipa que sair derrotada, no domingo, do confronto entre Geórgia e Roménia.
Jogo no Estádio Nacional, em Oeiras.
Portugal – Espanha, 31-42.
Ao intervalo: 17-23.
Sob arbitragem do galês Adam Jones, as equipas alinharam:
– Portugal: David Costa, Pedro Santiago Lopes, Diogo Hasse Ferreira, José Madeira, José Rebelo de Andrade, Diego Pinheiro, Nicolas Martins, João Granate, Hugo Camacho, Manuel Vareiro, Diogo Rodrigues, Tomás Appleton, José Lima, Raffaele Storti e Simão Bento.
Jogaram ainda: Abel Cunha, Nuno Mascarenhas, José Lavos, António Rebelo de Andrade, Vasco Baptista, Francisco Pinto Magalhães, Hugo Aubry e Gabriel Aviragnet.
Ensaios (4): Diogo Rodrigues (13, 66), Raffaele Storti (34), António Rebelo de Andrade (75).
Conversões (4): Manuel Vareiro (14, 35, 66, 75).
Penalidades (1): Manuel Vareiro (27).
Selecionador: Simon Mannix.
– Espanha: Thierry Nyami, Álvaro Albó, Joaquín Dominguez, Manex Maestro, Metthew Foulds, Mário García, Matheo Triki, Raphaël Nieto, Estanislao Gatti, Gonzalo García, Gauthier Minguillon, Gonzalo López, Martin Spuches, Martiniano García e Sílvio Alzorriz.
Jogaram ainda: Pablo Liguero, Raúl Reguera, Lucas Polkowska, Vicente Cuenca, Facundo Lo Duca, Nicolas Simon e Alberto Molina.
Ensaios (3): Raphaël Nieto (05), Gauthier Minguillon (19, 44).
Conversões (3): Gonzalo López (06, 20, 45).
Penalidades (7): Gonzalo López (09, 22, 40+1, 50, 59, 71, 73).
Selecionador: Pablo Bouza.
Ação disciplinar: Cartão amarelo para Diego Pinheiro (21), Manex Maestro (28), Raffaele Storti (40) e José Rebelo de Andrade (51).
Assistência: cerca de 5.000 espetadores.
Com Agência Lusa
« É crucial para nós termos o apoio do Presidente Trump. Ele quer acabar com a guerra, mas ninguém quer a paz mais do que nós », afirma Zelensky numa mensagem na rede social X.
Volodymyr Zelensky chegou, entretanto, hoje, a Londres para conversações com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, o rei Carlos III e os aliados europeus de Kiev.
« Estamos em Londres », disse o porta-voz de Zelensky, Sergei Nykyforov, aos jornalistas, acrescentando que o encontro com Keir Starmer está marcado para o início da noite, antes do encontro, no domingo, com o rei, e da cimeira com os líderes europeus.
Com Agência Lusa.
« Estou convencido de que a União Europeia, tal como os Estados Unidos, deve iniciar conversações diretas com a Rússia sobre um cessar-fogo e paz duradoura na Ucrânia », escreveu Orbán na carta, cuja autenticidade foi confirmada por diplomatas europeus à AFP.
Também a Europa Press salienta que na carta enviada ao presidente do Conselho Europeu, Orbán destaca a dificuldade de se encontrar um consenso sobre a Ucrânia entre os membros da União Europeia.
Orbán salienta as « diferenças estratégicas na abordagem [europeia] à Ucrânia que não podem ser ultrapassadas por rascunhos ou comunicados ».
A Hungria tem sido um obstáculo à unidade da União Europeia relativamente à guerra na Ucrânia, tendo Orbán desafiado, no ano passado, Bruxelas a visitar o Presidente russo, Vladimir Putin, em Moscovo.
Os líderes europeus vão reunir-se no domingo em Londres com vista a reforçar o apoio à Ucrânia.
A Rússia que invadiu a Ucrânia há três anos, exige ficar com quatro regiões no leste e no sul do país, além da Crimeia anexada em 2014, e que o Kiev não adira à NATO, o que já foi recusado pelos ucranianos.
A visita de Volodymyr Zelensky à Casa Branca na sexta-feira transformou-se num confronto verbal quando Donald Trump e o seu vice-presidente, JD Vance, acusaram o líder ucraniano de não estar grato pela ajuda norte-americana e de recusar conversações de paz.
O confronto levou o Presidente ucraniano a abandonar prematuramente a Casa Branca, sem assinar o previsto acordo sobre minerais.
Com Agência Lusa.
A Casa Branca confirmou que os Estados Unidos e a Ucrânia suspenderam as negociações em torno do acordo que previa que Washington continuaria a fornecer ajuda a Kiev em troca de acesso às « terras raras » do país.
O cancelamento surge na sequência de uma reunião extremamente tensa entre os dois líderes.
Trump recebeu hoje Zelensky na Casa Branca para assinarem um acordo para a exploração conjunta de minerais ucranianos, tal como exigido pelo Presidente norte-americano como compensação pela ajuda militar e financeira prestada nos últimos três anos, desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022.
A Ucrânia tem no seu solo minerais essenciais que os Estados Unidos cobiçam. Segundo o Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC), o país possui aproximadamente 5% de todas as “matérias-primas críticas” do mundo, estimando o Gabinete Francês de Investigação Geológica e Mineira que a Ucrânia possua designadamente “20% dos recursos mundiais estimados” de grafite, além de ser “um dos principais países da Europa em termos de potencial” para a extração de lítio.
Contudo, após 30 minutos de declarações à imprensa no Salão Oval da Casa Branca, a conversa ficou extremamente tensa, quando o Presidente norte-americano disse que Zelensky não estava em posição de ditar condições relacionadas com a guerra.
Donald Trump e o seu vice-Presidente, JD Vance, acusaram o líder ucraniano de ser « desrespeitoso », enquanto Volodymyr Zelensky pedia compromissos de segurança de Washington.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou hoje que não continuará as negociações com o seu homólogo ucraniano após uma tensa conversa na Casa Branca e disse que Volodymyr Zelensky poderá regressar a Washington quando « estiver pronto para a paz ».
« Tivemos uma reunião muito significativa na Casa Branca hoje. […] É incrível o que sai através da emoção, e eu determinei que o Presidente Zelensky não está pronto para a paz se a América estiver envolvida, porque ele sente que o nosso envolvimento lhe dá uma grande vantagem nas negociações », escreveu Trump na rede social Truth Social.
« Eu não quero vantagem, eu quero paz. Ele desrespeitou os Estados Unidos da América no seu querido Salão Oval. Ele pode voltar quando estiver pronto para a paz », concluiu.
Com Agência Lusa.
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Entrevista conduzida pelo jornalista Ricardo José.
