Cerejas do Fundão: um ingrediente de excelência nos chocolates Mon Chéri

As cerejas do Fundão, conhecidas pelo seu sabor doce e textura suculenta, são amplamente apreciadas tanto em Portugal como no estrangeiro. Um dos exemplos mais notáveis da sua utilização na indústria alimentar é a produção dos chocolates Mon Chéri.

As cerejas do Fundão são utilizadas para a preparação do licor de cereja que compõe o recheio do icónico bombom.

O Mon Chéri é composto por uma fina camada de chocolate negro, que envolve uma cereja mergulhada em licor de cereja proveniente de Fundão, em Portugal. O bombom contém 13% de licor e apresenta uma graduação alcoólica de 8 ml por 100 g.

A presença das cerejas do Fundão nesta prestigiada confeção sublinha a excelência dos produtos portugueses e reforça a reputação internacional desta fruta emblemática da região da Cova da Beira.

Rádio Alfa

« Lino deve ser lembrado como um bom português e um bom pai de família » sugere Armindo Mendes

Armindo Mendes, presidente da Associação dos Portugueses de Mulhouse e amigo próximo de Lino Sousa Loureiro, falou hoje à Rádio Alfa sobre a amizade que os unia e sobre a pessoa que Lino era em vida.

Entrevista conduzida por Didier Caramalho no ALFA 10/13 do dia 25 de fevereiro de 2025:

 

Profundamente abalado pela perda, Armindo Mendes ressaltou a energia e a alegria de viver de Lino, brutalmente assassinado no último sábado.

Lino Sousa Loureiro, natural de Ermesinde, nos arredores do Porto, tinha 69 anos. Residente em França desde 1992, morava a menos de 500 metros do local do ataque. Conhecido pelo seu temperamento tranquilo e pacífico, estava bem integrado na comunidade portuguesa local. Frequentador assíduo da Associação dos Portugueses de Mulhouse, apreciava jogar cartas e bilhar com amigos. Entre os mais próximos, era apelidado de « Artur Jorge », em referência ao seu bigode, semelhante ao do célebre treinador de futebol.

Lino Sousa Loureiro era casado com uma mulher argelina e pai de um filho residente no Dubai.

A sua morte gerou profunda consternação entre os portugueses em França. A Rádio Alfa expressa o seu pesar pela perda de Lino Sousa Loureiro.

Didier Caramalho

NASA conclui que o asteroide 2024 YR4 não representa ameaça para a Terra

A NASA anunciou nesta segunda-feira que o asteroide 2024 YR4 não constituirá uma « ameaça significativa » para a Terra em 2032 ou nos anos seguintes, após os cálculos mais recentes terem reduzido a probabilidade de impacto para apenas 0,004%.

« A probabilidade de impacto do asteroide 2024 YR4 desceu para 0,004%. Espera-se que passe em segurança pela Terra em 2032 », informou a agência espacial norte-americana na sua conta na plataforma X.

Em comunicado, a NASA explicou que as observações mais recentes permitiram que os especialistas do seu Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra (CNEOS) gerassem modelos mais precisos sobre a trajetória do asteroide, confirmando que este não tem « potencial significativo » de colidir com a Terra no próximo século.

« As últimas observações reduziram ainda mais a incerteza sobre a sua trajetória futura, e a área de possíveis locais onde o asteroide poderia estar a 22 de dezembro de 2032 afastou-se ainda mais da Terra », afirmou a nota.

A Agência Espacial Europeia (ESA) também reduziu a probabilidade de impacto para 0,002%.

No entanto, a agência manteve a probabilidade de impacto na Lua em 1,7% para esse dia específico de 2032, o que continua a ser considerado « muito baixo ».

A NASA adiantou que continuará a monitorizar o asteroide, nomeadamente para obter dados sobre o seu tamanho para fins científicos.

FC Porto e Vitória SC empatam no encerramento da jornada 23

O FC Porto perdeu hoje a oportunidade de se colocar a quatro pontos da liderança da I Liga portuguesa de futebol, ao empatar 1-1 na receção ao Vitória de Guimarães, no encontro de encerramento da 23ª jornada.

Fábio Vieira adiantou, aos 67 minutos, os ‘dragões’, que só ganharam um dos últimos sete jogos na prova, mas, aos 86, o suplente Umaro Embaló restabeleceu a igualdade.

O ‘onze’ de Martín Anselmi é terceiro, com os mesmos 47 pontos do Sporting de Braga, quarto, e a seis de Sporting (2-2 fora com o AVS) e Benfica (3-0 ao Boavista), enquanto o Vitória, que só ganhou um dos últimos 11 jogos, é oitavo, com 32.

 

Resultados da 23ª jornada da I Liga portuguesa de futebol:

 

– Sexta-feira, 21 fev:

Sporting de Braga – Nacional, 1-0 (1-0 ao intervalo)

 

– Sábado, 22 fev:

Casa Pia – Gil Vicente, 1-0 (0-0)

Benfica – Boavista, 3-0 (1-0)

Estoril Praia – Rio Ave, 2-1 (0-0)

 

– Domingo, 23 fev:

Estrela da Amadora – Santa Clara, 0-0

Arouca – Farense, 2-2 (0-1)

AVS – Sporting, 2-2 (0-2)

Famalicão – Moreirense, 2-0 (0-0)

 

– Segunda-feira, 24 fev:

FC Porto – Vitória de Guimarães, 1-1 (0-0)

 

Com Agência Lusa.

Macron sublinha necessidade de garantias para paz estável e duradoura para a Ucrânia

O Presidente francês, Emmanuel Macron, sublinhou hoje perante o homólogo norte-americano, Donald Trump, a necessidade de « garantias » para a Ucrânia alcançar uma paz « estável e duradoura » com a Rússia.

Macron falava à margem de um encontro com Trump na Casa Branca, no dia em que se assinalam três anos sobre o início da invasão russa, e enquanto decorrem contactos diretos entre Washington e Moscovo sobre um acordo de paz na Ucrânia, dos quais foram excluídos o bloco europeu e Kiev.

Em declarações à imprensa na Sala Oval da Casa Branca, Macron definiu como « objetivo comum, claramente, construir a paz, uma paz sólida e duradoura », com « grande respeito pela coragem e resiliência do povo ucraniano ».

« Partilhamos o objetivo da paz, mas estamos muito conscientes da necessidade de garantias para alcançar uma paz estável que permita que a situação estabilize », acrescentou.

Na última semana, Trump adotou uma postura conciliatória em relação à Rússia e crítica em relação à Ucrânia e em particular ao seu Presidente, Volodymyr Zelesnsky.

Horas antes do encontro, os Estados Unidos votaram ao lado da Rússia e de aliados deste país como a Bielorrússia, contra uma resolução não vinculativa da Assembleia-Geral das Nações Unidas (ONU) exigindo o fim das hostilidades na Ucrânia e reafirmando a soberania, independência, unidade e integridade territorial ucraniana.

A resolução em causa, apresentada pela Ucrânia e pela União Europeia, foi ainda assim aprovada com 93 votos a favor, 18 contra e 65 abstenções.

O texto europeu, que contou com o voto a favor de Portugal, reitera a exigência para que a Rússia retire imediata, completa e incondicionalmente todas as suas forças militares da Ucrânia e pede uma resolução pacífica para a guerra na Ucrânia.

Na Casa Branca, onde Trump monopolizou quase por completo as respostas à imprensa durante meia hora, o Presidente francês disse estar a participar no encontro como « amigo », sublinhando que os dois países são aliados há séculos e que também tem uma relação de « amizade pessoal » com Trump, com quem trabalhou « muito bem » no passado, incluindo durante o seu primeiro mandato (2017-2021).

Falando em nome da Europa, Macron disse que o continente estava pronto para « dar um passo em frente para ser um parceiro mais forte » na defesa e na segurança, em linha com o pedido de Trump.

Apesar do tom cordial do encontro, com sorrisos, apertos de mão e um Trump que disse « adorar » a língua francesa, ambos os líderes tiveram um pequeno desentendimento no final do encontro quando Trump disse que a Europa dá à Ucrânia a sua ajuda sob a forma de « empréstimos » que são depois recuperados.

Macron, depois de lhe tocar levemente no braço, ressalvou: « Na verdade, para ser franco, pagámos 60%. Pagámos 60% da dívida total ».

Explicou ainda que parte dos fundos europeus destinados à Ucrânia provêm dos 30 mil milhões de euros de ativos russos congelados na Europa, ao que Trump respondeu: « Se acredita nisso, para mim está tudo bem ».

Embora Trump tenha afirmado que os Estados Unidos prestaram mais ajuda à Ucrânia do que a Europa, os dados mostram o contrário.

Os países europeus, incluindo a União Europeia, atribuíram um total de 132 mil milhões de euros, enquanto Washington atribuiu 114 mil milhões de dólares em assistência total, abrangendo a ajuda humanitária e militar. No entanto, os Estados Unidos superaram a Europa no fornecimento de ajuda militar, de acordo com dados oficiais.

O Presidente norte-americano mostrou-se confiante de que o conflito na Ucrânia pode terminar « dentro de semanas » e disse estar convencido de que Putin aceitará a presença de forças militares europeias na Ucrânia, no âmbito de um eventual acordo de paz.

« Acho que a guerra pode acabar em breve. Dentro de semanas. Acho que sim. Acho que podemos acabar com ela em semanas se formos inteligentes. Se não formos inteligentes, ela vai continuar e continuaremos a perder pessoas jovens e bonitas que não deveriam estar a morrer. E não queremos isso », disse Trump.

Trump anunciou que Zelensky deverá visitar a Casa Branca ainda esta semana ou na próxima semana.

« Gostaria de me encontrar com ele na Sala Oval. Estamos a trabalhar no acordo, estamos muito perto de um acordo final, que incluirá terras raras (minérios) e outras coisas. Gostaria que ele viesse aqui para o assinar », disse Trump.

O anúncio da visita de Zelensky à Casa Branca surge no meio de escalada de tensão entre Kiev e Washington e depois de o Presidente norte-americano ter chamado Zelensky de « ditador não eleito ».

Questionado sobre se também chamaria ao Presidente russo, Vladimir Putin, de ditador, Trump respondeu que não usa essas palavras com ligeireza.

Com Agência Lusa.

Putin aceita europeus em acordo de paz e investimento dos EUA em territórios ocupados

O Presidente russo, Vladimir Putin, mostrou-se hoje favorável à participação dos europeus na resolução do conflito na Ucrânia e a investimento norte-americano para explorar minerais estratégicos nos territórios ucranianos ocupados pelo exército russo.

« Estamos prontos para atrair parceiros estrangeiros para os nossos novos territórios históricos que foram devolvidos à Rússia. Há aqui certas reservas. Estamos prontos para trabalhar com os nossos parceiros, incluindo os americanos, nas novas regiões », disse Putin numa entrevista televisiva.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e « desnazificar » o país vizinho; anunciou em setembro desse ano a anexação das províncias de Donetsk e Lugansk (leste) e de duas outras – Kherson e Zaporijia – cujo território é em parte controlado por forças ucranianas.

A entrevista foi divulgada no dia em que se assinalam três anos sobre o início da invasão russa e enquanto decorrem contactos diretos entre Washington e Moscovo sobre um acordo de paz na Ucrânia, excluindo o bloco europeu e Kiev.

Putin afirmou que os europeus « podem participar » na resolução do conflito na Ucrânia.

Em relação ao Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que hoje recebeu líderes europeus em Kiev, o líder russo sustentou que está a tornar-se uma « figura tóxica » na Ucrânia.

 

Com Agência Lusa.

« O nosso único objetivo é ajudar quem precisa » refere Ilda Nunes

Ilda Nunes, provedora da Santa Casa da Misericórdia de Paris, apelou hoje à solidariedade dos ouvintes da Rádio Alfa. A associação, fundada em 1994, enfrenta o risco de ficar sem sede a partir do final de março de 2025.

Entrevista conduzida por Didier Caramalho no ALFA 10/13 do dia 24 de fevereiro de 2025:

 

A Santa Casa da Misericórdia de Paris ocupa atualmente o segundo andar de um edifício em Porte de Vanves (Paris 14). No entanto, a renda risca de triplicar… A SCM precisa então urgentemente da sua ajuda!

Faça um donativo: https://scmp.assoconnect.com/collect/description/219380-i-santa-casa-da-misericordia-de-paris-en-ligne.

Relembre-se, a Santa Casa da Misericórdia de Paris foi fundada a 13 de junho de 1994 por um grupo de militantes do meio associativo e social que já então estavam preocupados com as dificuldades com às quais se confrontavam alguns compatriotas, conscientes de que a precariedade iria agravar-se num futuro próximo. Por isso, uniram-se esforços e aproveitaram as competências respetivas para proporcionar melhores condições de vida, dedicando parte do seu tempo a suprir as necessidades mais básicas de pessoas em dificuldade.

Didier Caramalho