Papa Francisco: « Não irei a Paris » para a reabertura da Catedral de Notre-Dame-de-Paris
Alfa
A visita a Paris estava anunciada e o convite era oficial da parte das mais altas autoridades do Estado e da Igreja de França.
Mas o Papa Francisco foi hoje categórico sobre uma eventual viagem a Paris que estava a ser dada como certa para a reabertura da Catedral de Notre-Dame-de-Paris, que esteve em obras durante quatro anos depois do grande incêndio que destruiu boa parte da sua estrutura.
« Não irei a Paris », « Não irei a Paris », repetiu duas vezes o chefe da Igreja católica no avião que o transportava hoje de Singapura para Roma, depois de uma visita à Ásia.
O Papa Francisco confirmou deste modo aos jornalistas que o acompanhavam no avião que não assistirá às cerimónias de reabertura ao público do templo parisiense, previstas para 7 e 8 de dezembro deste ano.
Até ao início da noite desta sexta-feira, 13, não foram fornecidas razões para esta posição algo surpreendente do Papa Francisco.
“Olivença é portuguesa”. Amigos de Olivença louvam ministro da Defesa por afirmar soberania
Amigos de Olivença louvam ministro da Defesa por afirmar soberania portuguesa
O presidente do Grupo dos Amigos de Olivença (GAO) louvou hoje as palavras do ministro da Defesa, Nuno Melo, que afirmou publicamente a soberania do Estado português sobre esse território fronteiriço que está sob administração espanhola.
“Estamos muito agradados, satisfeitos, e o Grupo dos Amigos de Olivença louva as palavras do ministro da Defesa, que vão ao encontro da posição do Estado português”, que reclama o cumprimento dos tratados em que os dois países reconhecem a soberania de Portugal sobre esse território, afirmou Rui Carrilho.
Em declarações à agência Lusa, o presidente do GAO disse saber que Nuno Melo “é um irredentista e um apaixonado pela causa” e destacou “o retorno” causado pelas declarações do ministro.
O ministro da Defesa Nacional disse hoje aos jornalistas, em Estremoz, no distrito de Évora, após presidir à cerimónia comemorativa do Dia do Regimento de Cavalaria N.º 3 (RC3) do Exército, que “Olivença é portuguesa”.
“Estamos supercontentes e supersatisfeitos. O retorno que temos tido dos associados e das pessoas em geral é ótimo, aqui nas redes sociais, toda a gente está a enviar ‘Whatsapp’ a mim e ao secretário-geral, porque não é uma pessoa qualquer, é o ministro da Defesa, numa cerimónia oficial, e ele basicamente vem afirmar aquilo que nós defendemos, que é que a soberania do território de Olivença é portuguesa”, sustentou.
Olivença é uma cidade na zona raiana reivindicada por direito por Portugal, desde o tratado de Alcanizes, em 1297, mas que Espanha anexou e mantém integrada na província de Badajoz, na comunidade autónoma da Estremadura, apesar de ter reconhecido a soberania portuguesa sobre a cidade quando subscreveu o Congresso de Viena, em 1817.
Rui Carrilho recordou que a posição do Estado português tem sido “sempre a mesma”, embora possa, “em determinadas alturas, em função das suscetibilidades políticas, reafirmar a posição” e os direitos do Estado português sobre esse território.
“Não está em causa a opinião dos oliventinos, porque a opinião dos oliventinos conta tanto como a minha ou como a sua. Nós não podemos acordar hoje de manhã com os vizinhos e definir a soberania da nossa rua ou da nossa vila”, considerou.
O presidente do GAO argumentou que, embora cada pessoa possa ter a sua posição, e “possam ser espanhóis, franceses ou de outras nacionalidades, o que está em causa é o território, é a soberania sobre o território”.
“E aquele território é tão português como é Peniche, como é Fafe, como é Vila Real de Santo António, como é outro território”, exemplificou.
O que o GAO exige é que o “Estado português se sente à mesa com o Estado espanhol para reivindicar aquilo que é seu e que inclusivamente o Estado espanhol se comprometeu a entregar”, afirmou Rui Carrilho.
Segundo o presidente do Grupo dos Amigos de Olivença, “o Estado espanhol tem perfeita noção de que não tem o direito à soberania daquele território”.
Alfa/ com Lusa (adaptação Alfa)
Crimes de ódio/Portugal. PJ deteve suspeito de tentativa de homicídio de dois imigrantes no Porto
PJ deteve suspeito de tentativa de homicídio de dois imigrantes no Porto
A Polícia Judiciária (PJ) deteve ontem o suspeito de dois crimes de tentativa de homicídio e dois crimes de discriminação e incitamento ao ódio e à violência, ocorridos na madrugada de segunda-feira, no Porto, contra dois imigrantes.
Em comunicado divulgado ontem, a PJ esclarece que o homem, de 26 anos, é também suspeito de um crime de roubo.
Os factos em investigação pela Diretoria do Norte ocorreram em dois momentos distintos, porém de modo sucessivo, na via pública, na cidade do Porto.
A primeira situação ocorreu na zona do Campo 24 de Agosto, onde “após abordar aleatoriamente alguns cidadãos estrangeiros, com insultos de índole racista, o arguido, munido de uma arma branca, atacou as vítimas com violência e apoderou-se de alguns dos seus pertences”.
Segundo a PJ, um dos visados acabou por ser ferido com gravidade no tórax, encontrando-se internado na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital de São João.
Passados 15 minutos, desta vez na zona de São Roque da Lameira, o arguido “abordou outro cidadão estrangeiro, proferindo novamente insultos de índole racista, e atacando-o com uma faca”.
“Após estas ações, e por forma a evitar a sua identificação e detenção, o suspeito alterou a sua aparência física e rotinas”, sublinha a PJ.
Não obstante esta ação, as diligências desenvolvidas de « forma ininterrupta » pela PJ permitiram a sua localização e detenção, “em menos de 48 horas após os crimes”.
O detido vai ser presente à autoridade judiciária para primeiro interrogatório judicial e aplicação de medidas de coação.
Nos últimos meses, a baixa da cidade do Porto tem sido palco de vários distúrbios e crimes de ódio, o que, segundo fonte da PSP ouvida pela Lusa, levou a um « reforço » de vigilância policial nas zonas consideradas mais críticas.
Em maio, um grupo de seis homens armados com paus e facas invadiram a casa onde vivia uma dezena de imigrantes, na zona do Bonfim, e horas depois registavam-se outros dois ataques alegadamente racistas a cidadãos marroquinos no centro da cidade, sendo um dos agressores detido e colocado em prisão preventiva.
Alfa/ com Lusa
PSG foi condenado a pagar 55 milhões a Mbappé, mas recusa-se a fazê-lo
O Paris Saint-Germain foi hoje condenado a pagar 55 milhões de euros ao seu ex-futebolista Kylian Mbappé, por salários e prémios em atraso, mas já anunciou que não o fará e manifestou-se disponível para ir a tribunal.
« Não vamos pagar. Será um prazer apresentar todos os factos nos próximos meses e anos » nos tribunais, reagiu o clube parisiense, em comunicado, contestando a decisão da Liga Profissional de Futebol gaulesa.
A comissão jurídica da Liga Profissional de Futebol (LPF) tentou que as partes chegassem a um acordo, sob mediação, contudo isso foi recusado pelos representantes do futebolista que agora representa o Real Madrid, alegando que era fácil provar o incumprimento da entidade presidida pelo qatari Nasser Al-Khelaifi.
« Tendo em conta os limites da competência legal da comissão da LFP para tomar uma decisão completa sobre esta matéria, esta deve agora ser submetida a outra jurisdição », reagiu o PSG, acrescentado que o clube « não vai pagar » nada até lá.
Em causa está o pagamento dos salários de abril, maio e junho deste ano, bem como parte do bónus de renovação do contrato, assinado em 29 de fevereiro: entretanto, em julho o atleta mudou-se para os ‘merengues’, saindo a custo zero.
Se o PSG não pagar no prazo de oito dias, o processo vai para os tribunais civis: em teoria, caso não regularize a situação, o clube arrisca-se a não poder contratar novos futebolistas e, eventualmente, pode ser proibido de disputar as provas da UEFA.
O PSG entende que o avançado « assumiu compromissos claros, repetidos tanto pública como privadamente » e que os mesmos devem ser « respeitados pelo jogador ».
Já o órgão dirigente da Liga entende que não ficou provado que houvesse um acordo que isentasse o campeão francês de pagar aqueles valores caso Mbappé saísse no final do seu contrato, em 30 de junho, como aconteceu.
Com Agência Lusa.
Canal YouTube de Cristiano Ronaldo está a tornar-se um fenómeno global
O internacional português Cristiano Ronaldo ultrapassou os 60 milhões de subscritores no seu canal YouTube em menos de um mês.
Com 37 vídeos publicados, desde 21 de Agosto, ultrapassa 443 milhões de visualizações.
Desde o lançamento, a 21 de agosto, que o novo canal de YouTube de Cristiano Ronaldo tem sido um enorme sucesso. O avançado português já tem mais subscritores na plataforma do que algumas das maiores estrelas da música.
Um verdadeiro turbilhão. O novo canal de YouTube de Cristiano Ronaldo está a tornar-se um fenómeno global. Três semanas após o seu lançamento, a 21 de agosto, obteve um sucesso incrível.
Apresentado oficialmente sob o nome “UR.Cristiano”, a conta do avançado português registou 60,3 milhões de assinantes em vinte e dois dias de existência.
O suficiente para o tornar um dos canais mais populares do mundo na plataforma.
Para comparação, Cristiano Ronaldo já tem mais seguidores no YouTube do que a maioria das grandes estrelas da música.
O goleador, de 39 anos, que joga no Al-Nassr da Arábia Saudita, encontra-se hoje à frente de Taylor Swift (59,9 milhões), Ed Sheeran (55,1), Ariana Grande (54,6), Billie Eilish (52,8), Bad Bunny (48,1), Shakira (46,7), Katy Perry, (45,3), Rihanna (43,6) ou Beyoncé (27,3).
Com no visor: Justin Bieber (73,5), Eminem (61,8) ou os grupos sul-coreanos Black Pink (94,7) e BTS (75,7).
Abertura aos imigrantes faz justiça à identidade portuguesa – Patriarca de Lisboa
Abertura aos imigrantes faz justiça à identidade portuguesa – Patriarca de Lisboa
Entrevista de João Luís Gomes (Lusa)
O patriarca de Lisboa defendeu hoje, “para fazer justiça” à identidade do povo português, a abertura da sociedade aos imigrantes, que hoje fazem aquilo que muitos portugueses fizeram no passado.
“Eu acho, até para fazer justiça àquilo que é a nossa identidade, sob todos os pontos de vista, esta abertura a quem nos procura, que não vem para nos tirar nada”, disse Rui Valério em entrevista à Lusa, quando passa um ano desde que está no cargo.
Acrescentando que “ninguém deixa o seu lar, a sua casa, a sua família, a sua pátria, de ânimo leve, é sempre movido por uma urgência”, o bispo recordou que, muitas vezes, esta urgência nem sequer é ditada por um critério individual.
“A maior parte das vezes, [os imigrantes] vêm porque há outros que dependem da vinda e da vida deles”, disse.
Recusando comentar as clivagens que o tema das migrações provoca a nível europeu, Portugal incluído, o prelado avisou que o caminho passa por “uma abordagem não local, não nacional, mas comunitária do ponto de vista da União Europeia”.
“Se houvesse aqui uma definição política da própria União Europeia, conjunta, para abordar esta temática dos migrantes, seria uma grande ajuda, desde logo a dois níveis”.
Em primeiro lugar, a um nível prático: “sabemos que os migrantes vêm em busca de uma vida melhor, para eles e para os seus. E, por isso, são pessoas que vêm em demanda daquilo onde o ser humano se realiza mais eficazmente, que é no trabalho”.
Tendo em conta que há “países que, neste momento no Ocidente, e concretamente na Europa, têm necessidade de mão-de-obra”, Rui Valério disse que era preciso que “todos os responsáveis dialogassem e se pusessem de acordo sobre perspetivas e alinhamentos”.
“Em segundo lugar, um outro ponto que não é de somenos importância tem a ver muito com a identidade, até cultural e humanista, do próprio Ocidente, da própria Europa”, acrescentou.
Segundo Rui Valério, “a Europa tornou-se no que é hoje, uma referência, não só no campo da ciência, da tecnologia, mas até no campo dos valores, da ética, das grandes consagrações de princípio do humanismo, precisamente porque, a um certo ponto, (…) esses valores eram imediatamente irradiados, nunca foram exclusivos de uma só nação para os afirmar e para os aplicar no concreto”.
Neste contexto, e “até para a afirmação dos grandes valores éticos civilizacionalmente determinantes e construtivos, que são apanágio da Europa, era importante que houvesse uma decisão que envolvesse todos, [que houvesse] caminhos que fossem estabelecidos pela própria União Europeia”, advogou o bispo.
“Fundamental, nesta hora decisiva sob tantos pontos de vista, seria que a realidade da migração se tornasse uma oportunidade e não num problema. E para ser oportunidade, julgo que tem necessidade deste élan global da União Europeia”, acrescentou.
Governo quer « fazer crescer acima de 20% » as verbas para Jogos Los Angeles2028
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, prestou hoje “a merecida homenagem” aos atletas olímpicos e paralímpicos que representaram Portugal em Paris2024, expressando orgulho por aquilo que alcançaram nos Jogos da capital francesa.
“[Agradecer] às atletas e aos atletas paralímpicos e olímpicos que, neste ano de 2024, ergueram bem alto esta sensação única que é ser português. Sentir as cores da nossa bandeira, sentir um arrepio da espinha, um saltitar no coração sempre que algum subiu ao terreno de jogo, ao terreno da competição para representar todo um povo”, salientou o chefe de Governo.
Luís Montenegro, que discursava nos jardins de São Bento perante os atletas olímpicos e paralímpicos que representaram Portugal em Paris2024, recordou que teve o privilégio de estar nos Jogos Olímpicos – falhou os Paralímpicos por questões de agenda – e ver ao vivo a conquista do ouro por Iúri Leitão e Rui Oliveira no Madison e o salto que valeu a Pedro Pichardo a prata no triplo salto.
“Quero dizer-vos que tenho bem presente que no fim há sempre esta distinção, que é merecida, para aqueles que atingem um patamar mais elevado, mas acreditem que o respeito que nós temos, e que eu tenho pessoalmente, é igual para cada uma e para cada um dos atletas que disputaram estas duas enormes, das maiores competições desportivas do mundo”, declarou, já depois de ter condecorado os medalhados lusos em Paris.
Com Rui Oliveira ausente, os medalhados de ouro Iúri Leitão, Miguel Monteiro (lançamento do peso F40) e Cristina Gonçalves (boccia BC2) receberam das mãos do primeiro-ministro o Colar de Honra ao Mérito Desportivo, com os restantes a receberem a Medalha de Mérito Desportivo
“Em nome do Governo, nós prestamos aqui hoje uma mais do que merecida homenagem, reconhecimento, tributo ao vosso trabalho, ao vosso desempenho nestes Jogos, mas a tudo aquilo que esteve na génese, primeiro da vossa presença e, depois, dos vossos resultados”, disse.
Luís Montenegro considerou que o valor que o executivo atribui ao desempenho dos atletas olímpicos e paralímpicos “é um valor que se expressa na vibração, que se expressa na alegria, que se expressa no sentimento de identidade nacional e que a própria representação do país encerra”.
“Mas vai muito mais longe do que isso. Nós sabemos, temos bem consciência, que esta vossa demonstração de capacidade de fazer bem, de capacidade de fazer melhor do que os outros, de superarem muitas vezes cada um a si próprio, àquilo que já fez antes, são mensagens de inspiração para toda a sociedade e em particular para aqueles que têm apetência para a prática desportiva”, destacou, considerando que os exemplos destes atletas pode ajudar a “estimular a prática desportiva” no país.
O primeiro-ministro expressou ainda o “muito orgulho” por aquilo que os desportistas lusos fizeram em Paris2024, enaltecendo o reconhecimento “pelo sofrimento e sacrifício que está por trás” dos resultados destes.
Montenegro manifestou ainda a esperança de conseguir “fazer melhor” em Los Angeles2028, já depois de ter revelado querer “fazer crescer acima de 20%” o valor alocado aos contratos-programas para os próximos Jogos Olímpicos e Paralímpicos.
Antes, já o ministro dos Assuntos Parlamentares, Pedro Duarte, tinha declarado que “o sentimento de reconhecimento” do Governo era para todos os atletas olímpicos e paralímpicos que estiveram em Paris2024, considerando que “todos foram embaixadores do desporto português”.
Presidente do CPP e secretário-geral do COP coincidem no apelo a reforço de verbas
O presidente do Comité Paralímpico de Portugal e o secretário-geral do Comité Olímpico de Portugal coincidiram hoje na necessidade de um reforço financeiro para o ciclo de Los Angeles2028, durante a receção dos participantes em Paris2024 pelo primeiro-ministro.
“Viemos de Paris muito satisfeitos, com sentimento de dever cumprido, em que os atletas, todos eles, tiveram um desempenho notável e em que o nosso objetivo foi concretizado. Foi uma missão mais pequena, mas ainda assim conseguimos o melhor resultado desde Pequim, sete medalhas, duas delas de ouro”, começou por realçar José Manuel Lourenço.
O presidente do Comité Paralímpico de Portugal defendeu que este é o momento de começar a pensar em Los Angeles2028, revelando que o organismo foi hoje contactado pelo secretário de Estado do Desporto, Pedro Dias, para agendar uma reunião de trabalho para “delinear as condições” para os próximos Jogos Olímpicos.
“E por isso, penso que também é um bom sinal, é algo que nos satisfaz muito perceber que já estamos a trabalhar para Los Angeles. […] Importa agora que consigamos todos trabalhar para que em Los Angeles possamos ter mais atletas. Sei que é uma tarefa difícil, porque os atletas não nascem de um momento para o outro, existe uma grande dificuldade no recrutamento de novos atletas, e eu diria que também estes eventos podem potenciar o aparecimento de novos atletas”, estimou.
José Manuel Lourenço acredita mesmo que momentos como a receção do primeiro-ministro, Luís Montenegro, aos atletas paralímpicos e olímpicos de Paris2024, nos jardins da Residência Oficial, pode atrair “mais pessoas com deficiência para a prática desportiva”.
Já o secretário-geral do COP quis agradecer “a presença significativa do Governo durante os Jogos Olímpicos”. “É algo que apreciámos muito. Para nós, é importante que o Governo de Portugal sinta diretamente o empenho, o esforço da equipa olímpica”, completou.
José Manuel Araújo destacou que a Missão olímpica portuguesa a Paris2024 foi a primeira paritária e teve 50% de atletas estreantes, um sinal de que estão a ser dados passos certos para que “esta dimensão desportiva tenha futuro”.
“E por isso mesmo, para olhar para o futuro, o Sr. Primeiro-Ministro esteve em Paris, acompanhei muito a sua presença e ouvi muito atentamente – todos nós ouvimos atentamente -, e naturalmente que o reforço das políticas públicas na área do desporto é obviamente uma expectativa que todos temos como positiva, um reforço obviamente que tem uma dimensão política, mas também há de ter uma dimensão financeira”, vincou.
O secretário-geral do COP, que evocou José Manuel Constantino, o presidente do organismo que faleceu exatamente há um mês, lembrou que o reforço financeiro para os atletas “não é verdadeiramente um objetivo de terem eles mais para eles, é poderem dar mais”.
“Se temos a felicidade de ter tido, nestes últimos ciclos olímpicos, uma consistência nos resultados, olhamos para a frente com o objetivo de elevar o patamar. E para elevar o patamar é preciso também ter, da parte do Governo, o sinal que todos esperamos”, concluiu.
Os dois dirigentes discursaram ainda antes de Luís Montenegro ter manifestado a intenção de “fazer crescer acima de 20%” o valor alocado aos contratos-programas para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Los Angeles2028.
Portugal esteve representado por 73 atletas nos Jogos Olímpicos Paris2024, tendo conquistado quatro medalhas: o ouro no madison de Rui Oliveira e Iúri Leitão, que também se sagrou vice-campeão no omnium, a prata de Pedro Pichardo no triplo salto e o bronze de Patrícia Sampaio nos -78 kg.
Nos Jogos Paralímpicos, a missão portuguesa de 27 atletas saiu de Paris com sete medalhas: duas de ouro, de Miguel Monteiro, no lançamento do peso F40, e de Cristina Gonçalves, boccia BC2, uma de prata, do atleta Sandro Baessa, nos 1500 metros T20, e quatro de bronze, da atleta Carolina Duarte, nos 400 metros T13, do nadador Diogo Cancela, nos 200 metros estilos SM8, do judoca Djibrilo Iafa (-73kg J1) e ainda do ciclista Luís Costa (no contrarrelógio H5), que teve um controlo positivo na capital francesa e se encontra suspenso preventivamente.
« Je ne me nourris que de petits rêves, que de petits accomplissements » – Glaçon
Glaçon est un artiste graffeur portugais, résidant en France, dont l’atelier est à Corbeil-Essonnes. Fier de sa double nationalité, Bryan Diegues (de son vrai nom) insuffle dans chacune de ses œuvres une part de son héritage culturel lusophone, offrant au public une réflexion sur ses deux pays.
Entretien avec Didier Caramalho dans l’ALFA 10/13 du 11 septembre 2024 :
Son aventure artistique commence sur les bancs du lycée, armé d’un simple « posca bleu », en dessinant sur les rebords des « tables, des chaises et des murs ».
C’est après avoir visionné la version portugaise de Faites le mur ! de Banksy (2010) que Bryan découvre véritablement la culture du street art. Ce documentaire, véritable révélation, le pousse à concrétiser ses envies : fabriquer ses propres pochoirs, sortir et s’engager définitivement dans l’art urbain. En hommage au rappeur américain Ice Cube, le jeune artiste adopte le nom de Glaçon. Son parcours débute avec un portrait de son père, réalisé après son décès en 2014, et son activité se professionnalise en 2018-2019.
Glaçon « recherche l’émotion, pas la beauté », il court après la spontanéité. Son geste artistique vise à rendre hommage et à sceller – de façon éphémère comme ses œuvres – une affection. C’est ce que nous avons tenté de faire aujourd’hui dans l’ALFA 10/13 : rendre hommage à cet artiste graffeur prometteur, qui ne nous laisse pas de glace.
Didier Caramalho
Didier Roustan morreu esta quarta-feira, aos 66 anos
O jornalista Didier Roustan morreu esta quarta-feira, aos 66 anos, na sequência de um cancro recentemente detetado.
Esta é uma notícia triste para os adeptos de futebol. Jornalista especialista conhecido do público há mais de 40 anos.
“inventor duma nova linguagem televisiva em torno do futebol” Antigo apresentador do Téléfoot na TF1, trabalhou também na Antenne 2 (atual França 2) e no Canal+.
Nos últimos anos, apareceu regularmente na L’Equipe TV no programa « L’Equipe du Soir », no papel de « presidente vitalício », sendo um amante do jogo Bonito.
Didier Roustan criou em 1995, com Eric Cantona e Diego Maradona, a Associação Internacional de Jogadores Profissionais (AIFP), o primeiro sindicato global de jogadores de futebol.
Em 2003, fundou a associação Foot Citoyen com Arsène Wenger, com o objetivo de lutar contra a violência e o racismo no futebol.