Nuno Borges eliminado por Carlos Alcaraz na terceira ronda do Open da Austrália

O tenista português Nuno Borges foi hoje eliminado na terceira ronda do Open da Austrália, o primeiro torneio do Grand Slam da temporada, pelo número três do mundo, o espanhol Carlos Alcaraz, em quatro parciais.

Alcaraz começou melhor a partida na Rod Laver Arena, o principal court de Melbourne Park, quebrando o serviço de Borges, 33.º classificado do ranking ATP, logo no primeiro jogo, para conquistar o primeiro ‘set’ por 6-2.

O segundo parcial foi mais equilibrado, mas no final voltou a impor-se, por 6-4, o espanhol de 21 anos, que procura em Melbourne tornar-se no mais jovem tenista a conquistar todos os quatro torneios do Grand Slam.

Borges, que em 2024 foi o primeiro tenista português a alcançar os oitavos de final no Open da Austrália, tornou a vida ainda mais difícil para Alcaraz no terceiro ‘set’, que venceu no tie-break, por 7-6 (7-3).

Mas o espanhol não deu hipótese no quarto e último parcial, começando logo a quebrar o serviço do maiato de 27 anos e fechando, por 6-2, um encontro que durou duas horas e 55 minutos.

Na quarta ronda, Alcaraz vai defrontar o vencedor do encontro entre o britânico Jack Draper, o 15.º cabeça-de-série, e o australiano Aleksandar Vukic.

Quanto a Nuno Borges, depois de ser semifinalista em Auckland no arranque do ano, o número um nacional continua em prova no quadro de pares ao lado de Francisco Cabral.

No sábado, os dois portugueses vão enfrentar, na segunda ronda, o duo composto pelo indiano N. Sriram Balaji e o mexicano Miguel Reyes-Varela.

Isto depois de, na primeira ronda, terem contrariado o favoritismo dos quintos cabeças-de-série, o croata Nikola Mektic e o neozelandês Michael Venus, e vencido em dois parciais, por 7-6 (7-3) e 6-3.

 

Com Agência Lusa.

Parlamento aprova reposição de 302 freguesias

O parlamento aprovou hoje a reposição de 302 freguesias por desagregação de uniões de freguesias criadas pela reforma administrativa de 2013.

O projeto de lei teve os votos a favor dos proponentes PSD, PS, BE, PCP, Livre e PAN, e ainda do CDS-PP, o voto contra da Iniciativa Liberal (IL) e a abstenção do Chega na generalidade, na especialidade e em votação final global.

O parlamento aprovou ainda um recurso apresentado pela IL para retirar da votação na especialidade uma proposta do PCP para reconsiderar mais de meia centena de pedidos de desagregação de freguesias, muitos dos quais rejeitados por terem entrado na Assembleia da República além do prazo limite.

O recurso apresentado pela IL, que argumentou que a proposta comunista não cumpria com os critérios legais, foi aprovado com votos a favor de PSD, PS, Chega, IL e CDS-PP, votos contra de PCP, BE e Livre e abstenção do PAN.

Estas freguesias que agora vão ser repostas foram agregadas em 135 uniões de freguesia ou extintas e os seus territórios distribuídos por outras autarquias durante a reforma administrativa que em 2013 reduziu 1.168 freguesias do continente, de 4.260 para as atuais 3.092, por imposição da ‘troika’.

Nas galerias do parlamento e na Sala do Senado assistiram à votação cerca de duas centenas de autarcas de freguesias.

Tal como tinha anunciado, a IL votou contra a reposição por considerar que “mais freguesias significa mais cargos, mais despesa pública”.

O Chega decidiu pela abstenção na votação final, salientando que, no grupo de trabalho, votou a favor dos processos bem instruídos, absteve-se quando os técnicos tinham dúvidas e votou contra os que não cumpriam as condições, ao contrário de quem atendia “os telefonemas dos amigalhaços e já cedia às pressões”.

O CDS-PP, que foi a favor da agregação de freguesias em 2013 porque entendeu “que um dos critérios é a escala e a eficiência”, foi o único partido que se manifestou contra a lei de reposição de freguesias, mas hoje votou a favor porque “não pode ir contra a vontade das populações”.

O projeto de lei aprovado, subscrito por PSD, PS, BE, PCP, Livre e PAN, tem em conta 135 processos de pedidos de reversão, quase todos de uniões de freguesias de Portugal continental, mas também repõe freguesias que tinham sido extintas, como a de Brenha, na Figueira da Foz, e a de Bicos, em Odemira.

A desagregação vai repor 302 freguesias.

 

Com Agência Lusa.

Luzes com geolocalização no carro obrigatórias em Espanha a partir de 2026

A partir de janeiro de 2026, o tradicional triângulo de emergência deixa de servir em Espanha e as luzes ‘V16’ (imagem) alternativas vão ter de incorporar sistema de conectividade incluído.

Este dispositivo luminoso, sempre que ativado, vai comunicar a posição do veículo acidentado ou imobilizado na estrada a cada 100 segundos.

A localização automática de obstáculos na via fica assim disponível na plataforma global rodoviária, que faz chegar a informação aos sistemas de informação nas estradas, bem como às plataformas de navegação e, claro, aos demais veículos na rota.

Luzes V16
Em caso de acidente ou avaria, é obrigatório sair do automóvel, abrir a bagageira, vestir o colete refletor e retirar da mala o triângulo de emergência. Este item é equipamento de segurança obrigatório, apesar de, na prática, ser difícil de ver mesmo com faróis a incindir nele.

Em Espanha, onde este tipo de dispositivos luminosos está já homologado como sinalização de emergência, podem substituir completamente os pouco práticos triângulos.

A luz V16 permite sinalizar um acidente ou uma avaria sem que o condutor precise de sair do carro e expor-se aos elementos, sendo também mais fácil de utilizar por pessoas com mobilidade reduzida. Este é também o primeiro sinal de emergência que pode ser usado em motos.

 

***artigo de motor24.pt***

 

Morreu David Lynch, o realizador de « Um coração selvagem », criador de « Twin Peaks »

O cineasta norte-americano David Lynch, realizador de « Um coração selvagem » e « Veludo Azul », morreu hoje, aos 78 anos, anunciou a família na rede social Facebook, na página oficial do vencedor da Palma de Ouro de Cannes em 1990.

« É com profundo pesar que nós, a sua família, anunciamos a morte do homem e do artista David Lynch », lê-se na mensagem publicada pelas 18:00 de Lisboa, que apela a « alguma privacidade nesta altura ».

« Há um grande vazio no mundo agora que ele já não está entre nós. Mas, como ele diria, ‘mantém os olhos no donut e não no buraco' », prossegue a mensagem, que conclui: « Está um dia lindo, com sol dourado e céu azul por todo o lado' ».

O criador da série « Twin Peaks » nasceu a 20 de janeiro de 1946, no estado de Montana, nos Estados Unidos.

De acordo com a revista Variety, Lynch revelou no ano passado que lhe tinha sido diagnosticado um enfisema após uma vida inteira de tabagismo o que o impediria de continuar a sair de casa para realizar filmes.

Em Cannes, David Lynch conquistou a Palma de Ouro em 1990, com « Um coração selvagem », e o prémio de melhor realizador em 2001, com « Mulholland Drive ».

O Festival de Veneza deu-lhe o Leão de Ouro de carreira em 2006.

 

Com Agência Lusa.

Primeira moção de censura a François Bayrou rejeitada

A primeira moção de censura ao governo minoritário de François Bayrou, primeiro-ministro francês, foi hoje rejeitada, dias depois de ter apresentado o seu programa.

A moção foi rejeitada, com 131 votos a favor, bem aquém dos 288 necessários para derrubar o executivo, como anunciou o presidente da Assembleia Nacional, Yaël Braun-Pivet.

O partido de extrema-direita, Rassemblement National (RN), optou por não se associar à moção, o que impediu a obtenção da maioria necessária para a sua aprovação. Contudo, o distanciamento do Partido Socialista (PS) fortaleceu ainda mais o resultado negativo.

A moção de censura foi proposta pelo partido França Insubmissa, de orientação radical à esquerda, e contou com o apoio dos deputados comunistas e ecologistas, aliados na Nova Frente Popular, vencedora das últimas eleições.

No entanto, nesta ocasião, o PS decidiu não apoiar a censura, deixando em aberto a possibilidade de o fazer no futuro, especialmente quando o Orçamento do Estado for apresentado.

 

Com Agência Lusa, RTP e BFMTV.

França e Angola assinam contratos de investimento no valor de 430M euros

França e Angola assinaram hoje em Paris contratos de cooperação e investimento no valor global de 430 milhões de euros, no primeiro dia da visita de Estado de dois dias do Presidente angolano, João Lourenço.

O grupo empresarial francês Suez, já presente em Angola, assinou uma declaração de intenções para melhorar o acesso à água potável na capital, Luanda, beneficiando 300 mil pessoas.

Outra empresa francesa, a Société Générale assinou um contrato de financiamento para a aquisição por Angola de um satélite de observação da terra e para o reforço da cooperação entre a Météo France International e o Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica, de Angola.

A Agence Française de Développement assinou uma declaração de intenções para a realização de um projeto de irrigação, estando em causa um empréstimo de 100 milhões de euros.

No domínio da saúde, França vai construir um hospital de oftalmologia e uma nova maternidade na capital angolana.

Durante a visita a Luanda do Presidente francês, Emmanuel Macron, em março de 2023, os dois países assinaram um acordo de parceria destinado a desenvolver os setores agrícola e agroalimentar em Angola, um grande produtor de petróleo com ambições de diversificar a sua economia.

O Presidente angolano, João Lourenço, manifestou o interesse do seu país em reforçar a cooperação com a França nos setores da agricultura, turismo, saúde, ensino superior, recursos minerais, petróleo e gás.

Os dois países comprometeram-se igualmente a reforçar a sua cooperação na luta contra a imigração clandestina e o terrorismo, bem como a sua parceria no domínio da investigação, da mobilidade dos estudantes e do ensino do francês em Angola.

A visita de Estado de Joao Lourenço ocorre numa altura em que França está a perder influência na região africana do Sahel.

Ambos os chefes de Estado apelaram hoje em Paris ao reatamento das conversações “ao mais alto nível” entre Kinshasa e Kigali, no âmbito do conflito em curso no leste da República Democrática do Congo (RDCongo).

Emmanuel Macron está a apoiar os esforços de mediação de João Lourenço na crise dos Grandes Lagos, falando também com os dois protagonistas do conflito.

“A prioridade deve ser o diálogo e a procura de uma paz duradoura. Juntos, apelamos solenemente ao reatamento das conversações ao mais alto nível”, declarou o Presidente francês, Emmanuel Macron.

“Angola está a assumir o seu papel de mediador na tentativa de pôr fim a este conflito”, acrescentou João Lourenço, que está fortemente envolvido na procura de uma saída para o conflito e que assumirá a presidência rotativa da União Africana (UA) em fevereiro.

Desde novembro de 2021, o grupo armado rebelde M23, movimento armado apoiado pelo Ruanda, apoderou-se de vastas extensões de território no leste da RDCongo, rico em recursos naturais e dilacerado pelo conflito há 30 anos.

Em dezembro, o Presidente democrático-congolês, Félix Tshisekedi, e o homólogo ruandês, Paul Kagame, deveriam ter-se reunido em Luanda para conversações de paz, mas as duas partes não chegaram a acordo sobre os termos, o que levou ao cancelamento à última hora da cimeira, mediada por Angola.

Rádio Alfa com Lusa

Passagem de Nível de domingo, 19/01. Os destaques

« Passagem de nível » na Rádio Alfa. Domingo 19 de janeiro de 2025.

Entre as 12h00 e as 14h00

 

O destaque:

-Ensino da Língua Portuguesa em França: Abrem as inscrições nas Secções Internacionais Portuguesas. Um ensino PÚBLICO, GRATUITO E DE EXCELÊNCIA
Convidados:
Isabel Sebastião, Coordenadora Geral do Ensino Português em França.
-Luís Pedrosa, Director da Secção do Lycée International de Saint Germain en Laye (78)
-Maria Cristina Martini, Directora da Secção International Portuguesa de Saint-Cloud (92)
Carlos Abreu, Director da Secção do Collège/Lycée Montaigne (Paris 6)
-Maria Piedade Favero, Directora da Secção do Collège-Lycée Honoré de Balzac (Paris 17)
-Sofia Gomes, da APESIP Balzac International Collège/Lycée Section Portugaise Paris 17e Association des Parents d’Elèves Section Internationale Portugaise du Collège/Lycée H Balzac.
-Livro: Les Horizonts perdus, de Jean Pichard, Éditions du Canoë.
Apresentação quinta-feira dia 23 de janeiro a partir das 19h30, na LIBRALIRE, 116 rue Saint-Maur (Paris 11) com a presença do autor.
-Concerto narrativo para jovens, dia 25 de janeiro às 16h00, na Maison de France Cité international universitaire de Paris (75014), com música clássica e leitura de textos de contos de Hans Christian Andersen.
Convidado: Bruno Belthoise, pianista, um dos músicos que participam no espectáculo.
-Concerto ROCK & BAROQUE de Sou Alam acompanhado por Patrick Pernet, sábado 25 de janeiro às 20h00, no Lavoir Moderne Parisien, 35 rue Léon – 75018 Paris, métros: Château Rouge (linha 2) e Barbés-Rochechouart (linhas 2 e 4).
-No âmbito da geminação de Valpaços com La Garenne-Colombes (92), realiza-se nesta cidade francesa, nos dias 24, 25 e 26 de janeiro, o 25° Salão de vinhos e produtos regionais no Théâtre Municipal de La Garenne-Colombes, 22 avenue de Verdun. De Portugal vêm produtos de Santa Marta de Penaguião e de Bragança.
Convidado: José Fernando Vara Rodrigues, membro do comité de geminação
Apresentação e Coordenação: Artur Silva
Nota:
-Emissão com redifusão na noite de terça para quarta-feira, entre as 0h00 e as 2h00 e no podcast www.radioalfa.net
Difusão da Rádio Alfa
FM (98.6): Paris et région parisienne
Dab+ : Paris, Lille, Lyon, Strasbourg, Monaco et Côte d’Azur

Presidenciais: Mário Centeno não vai ser candidato a Belém

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O governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, disse hoje que não vai ser candidato à Presidência da República nas próximas eleições, explicando que esta foi uma « decisão pessoal e muito amadurecida ».

Na Grande Entrevista, transmitida esta noite na RTP3, Mário Centeno foi questionado sobre uma eventual candidatura às eleições presidenciais do próximo ano, que vão escolher o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa no cargo de Presidente da República.

« Hoje o momento está mais amadurecido. Não vou ser candidato à Presidência da República », respondeu, deixando claro que « é uma decisão pessoal » e que foi « muito amadurecida ».

Rádio Alfa com Lusa

Israel adia aprovação do acordo de cessar-fogo até esclarecimento do Hamas

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O gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamim Netanyahu, diz que o Conselho de Ministros só se vai reunir para aprovar o acordo de cessar-fogo quando o Hamas esclarecer « crise de última hora ».

O gabinete do primeiro-ministro acusou hoje de manhã o Hamas de criar uma « crise de última hora », depois de alegadamente ter tentado alterar pormenores do projeto de cessar-fogo anunciado na quinta-feira pelo Qatar.

Segundo fontes governamentais israelitas citadas pela agência norte-americana Associated Press, o Executivo israelita não vai aprovar a aplicação do acordo até que as divergências sejam esclarecidas.

« O Hamas está a renegar partes do acordo alcançado com os mediadores e Israel, numa tentativa de extorquir concessões de última hora”, afirmou hoje o gabinete do líder israelita.

As fontes acrescentaram que o Conselho de Ministros não se vai reunir até que os mediadores notifiquem Israel de que o Hamas, que governa Gaza, aceitou todos os elementos do acordo.

O acordo alcançado entre Israel e o Hamas prevê um cessar-fogo completo durante 42 dias a partir de domingo, após 15 meses de uma guerra devastadora, e a troca de 33 reféns israelitas por centenas de prisioneiros palestinianos.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, saudou hoje o acordo de cessar-fogo que « abre a porta ao regresso dos reféns na posse do Hamas » e « ao fim do sofrimento imenso da população palestina » em Gaza.

« Portugal apoiará todos os esforços para fazer deste acordo uma realidade e estabilizar a situação na Faixa de Gaza e na região », afirma Marcelo Rebelo de Sousa, numa nota publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet.

Nessa nota « o Presidente da República saúda o acordo de cessar-fogo em Gaza, anunciado esta tarde pelos mediadores » referindo que « esta decisão abre a porta ao regresso dos reféns na posse do Hamas desde o fatídico ataque de 07 de outubro de 2023, assim como ao fim do sofrimento imenso da população palestina na Faixa de Gaza ».

Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, primeiro-ministro do Qatar, país mediador e que tem acolhido as negociações indiretas, confirmou hoje um acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza entre Israel e o movimento islamita palestiniano Hamas, que deverá entrar em vigor no domingo.

Rádio Alfa com Lusa

FC Porto perdeu 50 ME em comissões e cinco ME em bilhética – auditoria forense

O FC Porto perdeu 50 milhões de euros (ME) em comissões acima dos referenciais da FIFA ou dos padrões de mercado associadas a transferências de futebolistas na última década, segundo a auditoria forense publicada hoje pelo clube.

Na análise feita pela consultora Deloitte às 879 transações dos ‘dragões’ nas 10 épocas anteriores, entre 2014/15 e 2023/24, foi contabilizado um montante total de 158 ME em comissões acordadas, havendo maior contribuição das saídas (46%), entradas (37%) e renovações (16%), contra uma representação ínfima dos empréstimos e das rescisões.

A existência de 27% de saídas e 61% de entradas com valores de comissões acima dos referenciais levou a 38,4 ME de comissões em excesso, enquanto 95% das renovações analisadas superaram o limite de 3% do salário bruto, totalizando 11,5 ME de excessos.

O documento enviado à agência Lusa com as sínteses das conclusões da auditoria diz ainda que metade das comissões (80 ME) foram atribuídas a apenas oito agentes, com 35% concentrado nos três principais intermediários – a Gestifute, de Jorge Mendes, a PP Sports e a N1 Carreiras Desportivas, ambas de Pedro Pinho, e a Bertolucci Assessoria.

Houve também 16 mandatos de exclusividade concedidos a cinco agentes, alguns dos quais sobre os atletas mais valiosos do plantel, restringindo a liberdade de negociação.

Aprofundando a análise de 55 transferências auditadas, 51 não tinham documentação de suporte, tais como relatórios de prospeção ou justificações para contratação, e 41 apresentaram comissões acima dos referenciais, sendo ainda identificados pagamentos de comissões pendentes relativos a 23 atletas, num total de 15,8 ME em incumprimentos.

Além das transações de futebolistas, a auditoria forense revelou irregularidades na venda de bilhetes para jogos do FC Porto aos Super Dragões, uma das claques, e às casas do clube, estimando perdas de 5,1 ME em 2017/18, 2018/19, 2021/22, 2022/23 e 2023/24.

Os Super Dragões averbaram dívidas de 2 ME em relação a ingressos não restituídos ao FC Porto e uma perda de 1,45 ME em faturas não elegíveis à luz do protocolo, tendo utilizado de forma indevida recursos do clube para pagarem viagens pessoais a membros e familiares da direção da claque rumo a destinos onde não existiam jogos dos ‘dragões’.

Ainda sob a esfera daquele grupo organizado de adeptos, que deixou de ser liderado em 2024 por Fernando Madureira, um dos arguidos na Operação Pretoriano, eram atribuídos com regularidade descontos não autorizados aplicados sobre o valor facial dos bilhetes vendidos para os jogos do Estádio do Dragão, resultando numa perda de 850 mil euros.

Já o impacto financeiro da oferta indevida de ingressos consumada pelos Super Dragões aquando de partidas com grande relevância comercial de bilheteira cifrou-se nos 340 mil euros.

Diversas casas do FC Porto também atuaram na venda de bilhetes sem fornecer dados legais obrigatórios, causando perdas de 81 mil euros, abaixo dos 110 mil resultantes do excesso de ingressos comercializados face à bolsa média permitida, restringida a 2.500.

A última área de gestão analisada denunciou 3,6 ME de despesas de representação não elegíveis em consonância com o regulamento interno da SAD, mas que foram usufruídas por anteriores administrações da sociedade gestora do futebol profissional dos ‘dragões’.

As 10 temporadas investigadas pela Deloitte reportam ao período em que Pinto da Costa liderou o clube e a SAD, cargos que deixou de exercer em 2024 ao fim de 42 e 27 anos depois, respetivamente, após ter sido derrotado por André Villas-Boas nas eleições mais participadas da história portista, com o antigo treinador a prometer uma auditoria forense.

“A auditoria forense revelou fragilidades e irregularidades sérias na gestão do clube nos últimos anos, com decisões e comportamentos que causaram impactos financeiros e reputacionais muito significativos”, lamentou o FC Porto, num dia em que os associados tiveram acesso prioritário ao documento através do portal da transparência dos ‘dragões’.

O processo iniciou-se em maio de 2024, aquando da tomada de posse dos novos corpos sociais da SAD, e começou por atentar nas “principais irregularidades” decorrentes das últimas duas épocas, antes de a “relevância das evidências encontradas e a necessidade de avaliar tendências históricas” levar ao aprofundamento da análise a partir de 2014/15.

“As atuais administração e equipa de gestão têm o compromisso de adotar as medidas necessárias para minimizar ou mitigar os impactos negativos, procurar o ressarcimento sempre que tal for possível, e prosseguir a colaboração com a justiça nos processos em curso”, finalizou.

 

Com Agência Lusa.