Portugal. Registado hoje um sismo de magnitude 3,1 com epicentro a 30 km a sul de Sesimbra

Foto de Daniel Ribeiro

Sismo de magnitude 3,1 com epicentro a 30 quilómetros registado às 3h26 locais a sul de Sesimbra. 

Um sismo de magnitude 3,1 na escala de Richter foi hoje registado em Portugal, com epicentro a cerca de 30 quilómetros a sul de Sesimbra, anunciou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O abalo foi registado às 03:26, referiu o IPMA, em comunicado.

“Até à elaboração deste comunicado não foi recebida nenhuma informação confirmando que este sismo tenha sido sentido”, indicou.

A 26 de agosto, um sismo de magnitude 5,3 na escala de Richter foi registado às 05:11 nas estações da Rede Sísmica do continente, com epicentro a cerca de 60 quilómetros a oeste de Sines.

O abalo foi sentido em várias zonas de Portugal e com maior intensidade nas regiões de Setúbal e Lisboa.

Em termos de magnitude, foi o 10.º maior sismo desde o século XVI, de acordo com o IPMA.

De acordo com a escala de Richter, os sismos são classificados segundo a sua magnitude como micro (menos de 2,0), muito pequenos (2,0-2,9), pequenos (3,0-3,9), ligeiros (4,0-4,9), moderados (5,0-5,9), forte (6,0-6,9), grandes (7,0-7,9), importantes (8,0-8,9), excecionais (9,0-9,9) e extremos (quando superior a 10).

Imprensa. Bruno Lage regressa ao Benfica, depois de ter sido campeão nacional pelo clube em 2018/19

O treinador foi convocado para uma reunião com Rui Costa e seus pares, na qual serão discutidas questões contratuais. Naturalmente, vencimento e duração da ligação estarão no topo da lista, mas também o plantel será, naturalmente, discutido.

 

Em Actualização

 

Com Jornal aBola, Record e SicNotícias

Paralímpicos: Ciclista Luís Costa conquista bronze no contrarrelógio da classe H5

O português Luís Costa conquistou hoje a medalha de bronze na prova de contrarrelógio de ciclismo de estrada da classe H5 dos Jogos Paralímpicos Paris2024.

Luís Costa, que conseguiu a quarta medalha para Portugal em Paris, percorreu os 28,3 quilómetros da prova, disputada em Clichy-Sous-Bois, em 44.26,32 minutos, ficando a 3.34,73 do vencedor, o neerlandês Mitch Valize (41.01,59).

A medalha de prata da prova, na qual os ciclistas competem numa ‘handbike’, foi conquistada pelo francês Loic Vergnaud (43.20,40).

O bronze de Luis Costa junta-se ao do nadador Diogo Cancela nos 200 metros estilos SM8, e aos ouros de Miguel Monteiro, no lançamento do peso, e de Cristina Gonçalves no torneio individual de boccia BC2.

 

Com Agência Lusa.

 

 

Caso TAP. Montenegro defende o seu ministro Pinto Luz

TAP: PM diz que Pinto Luz está “fortalecido pelo excelente trabalho” e que relatório « não tem novidade ».

 O primeiro-ministro elogiou ontem o ministro das Infraestruturas Miguel Pinto Luz, que disse estar “fortalecido pelo excelente trabalho” que tem feito, e considerou que o relatório da Inspeção-Geral das Finanças sobre a TAP “não tem nenhuma novidade”.

À entrada para um encontro com militantes do PSD/Lisboa, no âmbito da recandidatura à liderança da presidência do partido, Luís Montenegro foi questionado pela comunicação social se mantinha a confiança política no ministro das Infraestruturas.

“Nós estamos a governar o país com o intuito de cumprir toda a legislatura e, portanto, para levar este governo até agosto, setembro ou outubro de 2028, com a expectativa de levar a bordo todos os membros do governo”, afirmou.

Perante a insistência se o ministro não fica enfraquecido, como defendeu a oposição, para prosseguir com o processo de privatização da TAP, Montenegro respondeu: ”O dr. Miguel Pinto Luz está fortalecido pelo excelente trabalho que tem feito como Ministro das Infraestruturas e da Habitação”.

Já sobre o relatório da IGF, considerou que “não traz nenhuma novidade face a outros relatórios” e salientou que já foi enviado pelo governo “quer para a Assembleia da República, quer para o Ministério Público”.

Segundo a auditoria, avançada na segunda-feira pela SIC e à qual a Lusa teve acesso, o negócio de compra da TAP pela Atlantic Gateway, consórcio de David Neeleman e Humberto Pedrosa, foi financiado com um empréstimo de 226 milhões de dólares feito pela Airbus, em troca da compra pela companhia aérea nacional de 53 aviões à construtora aeronáutica europeia.

Vários partidos, incluindo o PSD, entregaram pedidos de audição do ministro das Infraestruturas Miguel Pinto Luz, à data secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações no segundo governo liderado Pedro Passos Coelho, que caiu após ter sido chumbado o seu programa no parlamento, mas que concluiu o processo de privatização da TAP, em 2015.

O PS desafiou o primeiro-ministro a esclarecer se mantém a confiança política no ministro Miguel Pinto Luz para dirigir a privatização da TAP, alegando que já que participou num processo semelhante “envolto em suspeitas”.

Alfa/ com Lusa

Governo de Montenegro com problemas importantes por causa do caso TAP

Alfa

Revelações sobre anterior privatização da companhia aérea portuguesa, no tempo do Governo de Pedro Passos Coelho, estão no centro de todos os debates em Portugal. Foram já pedidas audições e debates no Parlamento incómodos para o Governo de Luís Montenegro.

Devido a este caso – no âmbito de um polémico relatório da Inspeção-Geral das Finanças (IGF) sobre a TAP – por exemplo o Bloco de Esquerda pede audição parlamentar de ministro das Infraestruturas e Habitação, Pinto Luz e da candidata a Comissária europeia e  antiga ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque. O Chega quer também ouvir a ex-ministra e o PS exige esclarecimento de Montenegro sobre o ministro Pinto Luz. 

 

“Temos um ministro responsável pela pasta da TAP, que foi o secretário de Estado responsável por uma privatização ruinosa, um contrato que pode ser nulo, que permitiu que a TAP se pagasse a si mesma 227 milhões de dólares (…), é este o ministro que neste momento está a gerir o processo da TAP e da sua privatização. E por isso é muito importante que vá ao parlamento, assumir as responsabilidades do passado”, disse Mariana Mortágua, líder do BE.

Questionada sobre se a antiga ministra, agora escolhida pelo Governo para comissária europeia, tem condições para prosseguir a sua candidatura ao executivo europeu, Mariana Mortágua disse que “já não tinha” condições de avançar mesmo antes de serem conhecidos os dados do relatório da IGF sobre a companhia aérea portuguesa.

“Maria Luís Albuquerque é a maior representante da porta giratória entre interesses financeiros e empresas públicas. Posso repetir o currículo que tão bem conhecem: fez os contratos de swap na REFER, negociou os contratos na Morgan Stanley quando era ministra e depois consegue um lugar na Morgan Stanley. Fez a austeridade, levou milhares de empresas à falência, geriu a falência do Banif…”, enumerou a coordenadora do BE, segundo relata a agência Lusa.

“Envergonha o país que seja Maria Luís Albuquerque a candidata à Comissão Europeia e é óbvio que este relatório vem só acrescentar mais um elemento a uma conclusão e a uma avaliação que estava feita”, realça Mortágua.

Pelo seu lado, a líder parlamentar do PS desafiou hoje o primeiro-ministro a esclarecer se mantém a confiança política no ministro Miguel Pinto Luz para dirigir a privatização da TAP, alegando que já que participou num processo semelhante “envolto em suspeitas”.

Alexandra Leitão respondeu aos jornalistas no parlamento depois de se conhecer o relatório da Inspeção-Geral das Finanças (IGF) que conclui que o negócio de compra da TAP por David Neelman foi financiado com um empréstimo de 226 milhões de dólares feito pela Airbus, em troca da compra pela companhia aérea de 53 aviões à construtora aeronáutica europeia.

O Governo já enviou o relatório da Inspeção-Geral das Finanças (IGF) sobre a TAP ao Ministério Público (MP) após o ter recebido na semana passada, disse hoje o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz.

O ministro das Infraestruturas, que foi secretário de Estado aquando da privatização da TAP em 2015, disse também, após ser conhecido o relatório da Inspeção-Geral das Finanças, que a legitimidade das suas funções atuais pertence ao primeiro-ministro.

Mia Couto vence prémio da Feira Internacional do Livro de Guadalajara

0

O escritor moçambicano Mia Couto é o vencedor do Prémio FIL (Feira Internacional do Livro de Guadalajara) de Literatura em Línguas Românicas 2024, anunciou hoje o júri, numa conferência de imprensa no México.

O júri decidiu atribuir o prémio por unanimidade, algo que « diz tudo quanto ao reconhecimento da obra [de Mia Couto], do que significa literariamente, para a língua portuguesa e para quem escreve literatura nesse subúrbio da língua portuguesa que é Moçambique », referiu o ensaísta e professor português Carlos Reis, que integrou o júri e a quem coube anunciar o nome do vencedor.O vencedor, que recebe um prémio de 150 mil dólares, foi escolhido entre 49 autores de 20 países, que escrevem em seis línguas: catalão, castelhano, francês, italiano, português e romeno.

Rádio Alfa com RTP Notícias

Ventura pressiona Montenegro a não ceder ao PS e avançar com descida do IRC e IRS Jovem

0

André Ventura pressionou Luís Montenegro a não ceder ao PS no IRC e no IRS Jovem. Numa carta enviada ao primeiro-ministro, a que a RTP teve acesso, o líder do Chega confirmou o fim das negociações para o Orçamento, mas questionou o que o Governo fará face à nova proposta de Pedro Nuno Santos.

Ontem, o líder do PS deixou como condição para negociar que o Governo abandonasse o IRC e o IRS Jovem. O Chega pede que Montenegro não ceda nessas medidas, que deverão ser discutidas à margem do orçamento.

Seguem excertos da carta enviada pelo André Ventura a Luís Montenegro.

« Como o Sr. Primeiro-Ministro bem sabe, tínhamos o compromisso de uma negociação séria e bilateral, construtiva à direita, que o seu Governo colocou irrevogavelmente em causa ao preferir a negociação secreta com os socialistas ».

« Vai mesmo ceder em matérias fundamentais como a descida do IRS ou do IRC? Só para fazer a vontade aos socialistas? Que espécie de Governo é este, um executivo de mudança ou uma espécie de continuação dos falhanços socialistas? Assim não há negociação que funcione… ».
Rádio Alfa com RTP Notícias

Portugal precisa de 1,3 milhões de árvores para capturar gases dos inaladores

0

Um artigo divulgado esta terça-feira estima que seria necessário plantar anualmente em Portugal mais de 1,3 milhões de árvores para capturar os gases libertados na atmosfera pelos inaladores pressurizados, usados no tratamento de doenças respiratórias como a asma.

O artigo, com coassinatura do Conselho Português para a Saúde e Ambiente, é divulgado na Acta Médica Portuguesa, publicação da Ordem dos Médicos, e refere que « com o aumento do volume de vendas dos inaladores pressurizados tradicionais », que utilizam gases fluorados com efeito de estufa, responsáveis pelo aquecimento global, « aumenta também o seu impacto ambiental ».

Segundo o artigo, que tem como referência dados de 2022, a pegada carbónica dos inaladores pressurizados tradicionais prescritos em Portugal foi estimada em 30.236 toneladas de dióxido de carbono (CO2), o equivalente a cerca de 0,84% das emissões totais do setor da saúde no país e a aproximadamente 95% do total de emissões dos inaladores.

« O impacto carbónico destes dispositivos equivale à pegada de 150 viagens transatlânticas entre Londres e Nova Iorque, e seria necessário plantar anualmente mais de 1,3 milhões de árvores para capturar estes gases da atmosfera », salienta o texto.

Por definição, a pegada carbónica corresponde ao volume total de gases com efeito estufa gerado pelas atividades económicas e quotidianas, sendo expressa em toneladas de CO2 emitidas para a atmosfera.

No artigo, o Conselho Português para a Saúde e Ambiente e várias sociedades médicas listam uma série de recomendações para reduzir o impacto ambiental dos inaladores em Portugal, incluindo a prescrição de inaladores de pó seco, a aplicação de estratégias de incentivo à devolução de dispositivos usados nas farmácias e ao seu reaproveitamento e a introdução nas plataformas de prescrição de um mecanismo de alerta sobre a pegada ecológica de cada inalador, com um sistema de cores.

A lista de recomendações engloba também a promoção da literacia ecológica de doentes e público em geral, a divulgação de boas práticas de sustentabilidade ambiental na saúde e a aplicação de critérios de emissões líquidas de gases com efeito de estufa tendencialmente nulas nas compras, contratações e adjudicações públicas.

Um inquérito realizado para este artigo a 348 médicos revelou que mais de 70% não têm em conta os aspetos ambientais no ato da prescrição de inaladores, embora metade assuma conhecer a pegada ambiental dos dispositivos.

O texto sublinha, a este propósito, que « os profissionais de saúde têm o dever ético de participar ativamente na luta contra as alterações climáticas e a degradação ambiental, e pela redução da pegada ecológica do setor da saúde, não só como cuidadores, mas também como ‘defensores’ dos doentes ».

O artigo teve o contributo da Sociedade Portuguesa de Pneumologia, da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica, da Sociedade Portuguesa de Pediatria, da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna, da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar e da associação de doentes Respira.

Rádio Alfa com RTP Notícias 

Contas da TAP: IGF critica participação na manutenção no Brasil e sugere envio de relatório ao MP

TAP: IGF critica participação na manutenção no Brasil e sugere envio de relatório ao MP

 

A auditoria da Inspeção-Geral de Finanças (IGF) às contas da TAP critica a participação no negócio de manutenção no Brasil, afirmando que a racionalidade económica não foi demonstrada e que se perspetivam “perdas muito significativas”.

No documento, a que a Lusa teve acesso e que foi avançado à noite noite pela SIC, a IGF sugere o envio do relatório, “após homologação, ao Ministério Público”.

“Não se encontra demonstrada a racionalidade económica da decisão da administração da TAP, SGPS, de participar no negócio da VEM/TAP ME Brasil e, posteriormente, de não aceitar uma proposta da GEOCAPITAL, de 23/01/2007, de renegociar a parceria no sentido, designadamente, de partilhar riscos e encargos, tendo, ao invés, optado pelo reforço da sua posição na VEM, sem orientações das tutelas ou da acionista Parpública nesse sentido, ficando acionista única da Reaching Force e detentora de 90% do capital da VEM”, lê-se no documento.

“Perspetivam-se perdas muito significativas com aquele negócio pela não recuperabilidade dos valores envolvidos, que, até 2023, ascendiam a 906 milhões de euros”, segundo o relatório.

Leia mais sobre este tema – Exclusivo SIC Notícias:

TAP foi comprada com o seu próprio dinheiro: relatório revela suspeitas de crime na privatização

O documento, a que a SIC teve acesso, diz que a TAP foi comprada com uma garantia da própria empresa e recomenda o envio das conclusões ao Ministério Público.

A IGF concluiu o relatório às contas da TAP com suspeitas de crime na privatização da companhia aérea, em 2015, e na gestão de David Neelman e Humberto Pedrosa.

O relatório da Inspeção-Geral de Finanças conclui que o negócio de compra da TAP por David Neelman foi financiado com um empréstimo de 226 milhões de dólares feito pela Airbus, em troca da compra pela companhia aérea de 53 aviões à construtora aeronáutica europeia.

E a garantia foi dada pela TAP, que ficou ela própria obrigada a pagar os 226 milhões de dólares americanos emprestados a Neelman, se não comprasse os aviões.

Ou seja, fica assim provado que a TAP foi comprada com o próprio dinheiro da TAP mas de forma legal, usando um esquema que permitiu contornar o Código das Sociedades Comerciais que impede a cedência de empréstimos ou fundos a um terceiro para que este adquira ações próprias.

A auditoria também dá como provado que a estratégia era do conhecimento da Parpública e do Governo da altura de que Passos Coelho era primeiro-ministro e Maria Luís Albuquerque, a ministra das Finanças.

A Inspeção-Geral de Finanças conclui que este ponto das conclusões deve ser comunicado ao Ministério Público para investigação.

Também pede para ser comunicada à Justiça uma outra conclusão: a TAP, já privatizada, fez um contrato de prestação de serviços com uma empresa de David Neelman.

Para pagar quatro milhões e 300 mil euros em prémios e remunerações ao próprio Neelman, a Humberto Pedrosa e a David Pedrosa, e que assim não ficaram registados como tal e não pagaram os impostos a que estavam obrigados.

Os auditores dizem que não puderam ter acesso aos documentos do negócio de 2020 no Governo de António Costa, em que o Estado ficou com a posição de David Neelman por 55 milhões milhões.

A auditoria às contas da TAP e da TAP SGPS entre 2005 e 2023 considera ainda que não está demonstrada a racionalidade económica do negócio de entrada no capital da VEM Brasil, a empresa de manutenção da Varig, e de que resultou a contrapartida da passagem para a TAP das rotas portuguesas da companhia aérea brasileira que foi à falência.

O relatório antecipa a perda total de 906 milhões de euros aplicados pela TAP SGPS na empresa de manutenção VEM.

O relatório da Inspeção-Geral de Finanças a que a SIC teve acesso foi solicitado pelo anterior ministro-ministro Fernando Medina, por recomendação da Comissão Parlamentar de Inquérito à tutela política da gestão da TAP.

Para já, a TAP é detida a 100 por cento pelo Estado português, mas o Governo de Luís Montenegro já disse que quer acelerar a privatização.

Ronaldo continua na equipa das ‘quinas’ para conquistar a Liga das Nações

O capitão da seleção portuguesa, Cristiano Ronaldo, afirmou hoje que as expectativas colocadas pelos adeptos em Portugal no Euro2024 de futebol foram “demasiado altas” e considerou mesmo que a participação lusa na Alemanha foi uma “vitória”.

“No Europeu, a expectativa que as pessoas colocaram na seleção foi demasiado alta e acabaram por se perder nisso. A meu ver, não foi uma desilusão, foi parte do crescimento de uma seleção que tem de ter o seu tempo, em que o selecionador tem de ter tempo para meter a equipa a jogar à sua maneira. A meu ver foi positivo. Ninguém gosta de perder, mas para mim não foi fracasso, acho que foi uma vitória », afirmou Cristiano Ronaldo.

O capitão da seleção nacional falava aos jornalistas em conferência de imprensa na Cidade do Futebol, em Oeiras, minutos antes do primeiro treino de Portugal, que começa a preparar a estreia na Liga das Nações, agendada para quinta-feira frente à Croácia, no Estádio da Luz.

“Se tivéssemos vencido a França nos penáltis, estaríamos nas meias-finais e já ficariam todos contentes. Depois logo se veria com Espanha. Por isso, no meu ver, não houve qualquer desilusão”, disse o avançado de 39 anos.

Questionado sobre se, após o Europeu da Alemanha, em que ficou em ‘branco’, ponderou fechar o seu ciclo na seleção portuguesa, Ronaldo frisou que tal hipótese nunca esteve em cima da mesa.

“Nunca me passou pela cabeça. Antes pelo contrário, o Europeu ainda me deu mais motivação para continuar”, explicou.

Ronaldo continua na equipa das ‘quinas’ para conquistar a Liga das Nações e para vencer já na quinta-feira a Croácia, um “adversário muito difícil”.

“A confiança está intacta. Vejo a equipa bem depois de um bom Europeu. Não foi excelente, mas foi bom. O passado é passado e há que viver o presente. Estamos confiantes de que as coisas vão correr bem”, disse o jogador do Al Nassr, da Arábia Saudita.

Sobre uma possível participação no Mundial2026, altura em que terá 41 anos, Ronaldo assumiu que é “impossível responder a essa pergunta”.

“Quero viver neste momento que é muito positivo. Daqui a três dias jogamos já contra uma excelente equipa e até 2026 haverá muita história no meio. Não sei o que vai acontecer”, concluiu.

 

“Quando sentir que não sou uma mais-valia, sou o primeiro a ir embora” – Ronaldo

 

Portugal national soccer team player Cristiano Ronaldo during todays press conference at the Cidade do Futebol (Soccer City) sport complex outskirts of Lisbon, 02 September 2024. Portugal will play against Croatia (Sept05th) and Scotland (Sept8th) for UEFA Nations League. MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

 

O avançado Cristiano Ronaldo afirmou hoje que continua a sentir-se uma mais-valia na seleção portuguesa de futebol e que será o primeiro a sair quando não se sentir relevante, numa decisão de consciência tranquila.

“O que sinto é que, neste momento, ainda continuo a ser uma mais-valia na seleção. Quando sentir que não sou uma mais-valia, sou o primeiro a ir-me embora e vou com a consciência tranquila, como sempre. Sei o que sou, o que faço e o que continuarei a fazer”, frisou, em conferência de imprensa realizada na Cidade do Futebol, em Oeiras.

A equipa das ‘quinas’ concentrou-se hoje para iniciar a preparação para o duplo duelo que inicia a Liga das Nações, nas receções a Croácia e Escócia, no primeiro estágio após o Europeu, no qual Portugal terminou eliminado nos quartos de final, diante da França.

“Quando chegar esse momento, mais cedo ou mais tarde, serei o primeiro a dar esse passo em frente. Será uma decisão muito própria de mim e que não será muito difícil de tomar. Será uma decisão normal como outros jogadores a tomaram, como o Pepe, que fez uma carreira excelente, é um exemplo para todos nós e saiu pela porta grande. É essa a maneira de ver, sair pela porta grande e com alegria, não com tristeza”, atirou.

Após ficar em ‘branco’ pela primeira vez numa fase final, sem golos marcados em cinco encontros disputados, Cristiano Ronaldo recebeu várias críticas, que considera “ótimo” ter, uma vez que “sem crítica, não há evolução” e é algo com que lidou toda a carreira.

“Eu sempre terei, até ao final da minha carreira, o pensamento de que serei titular. Eu respeitei sempre as decisões dos selecionadores e treinadores… Nem sempre, mas isso é porque também se portaram mal comigo. Sempre que houver uma ética profissional, sempre respeitarei os treinadores”, assegurou ainda, quando questionado se se sente preparado para poder eventualmente perder o estatuto de titular na seleção nacional.

Aos 39 anos, Cristiano Ronaldo abordou a possibilidade de ainda chegar ao golo 1.000 na carreira, embora o ‘astro’ luso realce que os tentos já não são uma preocupação.

“Nos últimos anos, o que me move é a alegria que ainda continuo a ter em ir para os treinos e ter competição. Para mim, é o mais importante. Às vezes vais marcar, outras não, faz parte da vida. Se fizermos esses números, parece fácil, mas não é, tudo tem o seu preço e trabalho. Temos de encarar essas metas como uma brincadeira séria, levar com naturalidade e leveza e não viver obcecado com o golo, porque isso vai acontecer naturalmente. Se me sentir motivado, tentarei chegar à marca dos 1.000 golos”, disse.

Cristiano Ronaldo revelou ainda um episódio com o jovem Geovany Quenda – chamado pela primeira vez à seleção com apenas 17 anos – na chegada à Cidade do Futebol, com o futebolista do Sporting “envergonhado”, numa perspetiva de que “seleção é família”.

“Muitos deles têm vergonha de falar comigo. Ainda há bocado eu estava a subir para o quarto, vi o Quenda, fui ter com ele, mas vi que ficou um bocado envergonhado. Quem me conhece sabe que na seleção sou sempre um irmão mais velho, ou pai para alguns. Ajudar na integração deles é fundamental, também já passei pelo mesmo. A seleção é uma família e quando alguém vem é sempre uma mais-valia para o futuro”, sublinhou.

No arranque da quarta edição da Liga das Nações, a seleção lusa recebe na quinta-feira a Croácia, no Estádio da Luz, em Lisboa, e, três dias depois, defronta a Escócia, no mesmo recinto, com ambos os jogos a terem início às 19:45.

A seleção nacional está inserida no grupo A1, em que também está a Polónia, além de croatas e escoceses.

Portugal conquistou a primeira edição da Liga das Nações, em 2019, tendo depois falhado a qualificação para a ‘final four’ em 2020/21 e 2022/23.

 

Com Agência Lusa.

Flash Info

Flash INFO

0:00
0:00
Advertising will end in 

Journal Desporto

0:00
0:00
Advertising will end in 

x