Eleições invertem mapa autárquico para maioria PAICV em Cabo Verde

O Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição parlamentar) venceu na maioria dos 22 municípios, nas eleições de domingo, invertendo o mapa autárquico do arquipélago e derrotando o Movimento pela Democracia (MpD, no Governo).

Nas declarações ao longo da noite de apuramento eleitoral, o MpD reconheceu a derrota, enquanto o PAICV celebrou a reviravolta no panorama da política municipal.

O principal partido da oposição ao Governo manteve as oito câmaras onde já governava: Praia, capital e maior município, Ribeira Grande Santiago, Santa Cruz, São Domingos e Tarrafal (todas na ilha de Santiago), ilha da Boa Vista e ainda São Filipe e Mosteiros (ilha do Fogo).

Àquelas autarquias, o PAICV juntou mais seis: conquistou ao MpD o segundo maior município do país, Santa Catarina (ilha de Santiago), assim como a ilha do Maio, a ilha Brava, Ribeira Brava (ilha de São Nicolau), Santa Catarina do Fogo (na ilha com o mesmo nome), Porto Novo (ilha de Santo Antão) e, com diferença de um voto, São Lourenço dos Órgãos (ilha de Santiago).

No mapa autárquico do MpD, o partido manteve a ilha de São Vicente, terceiro maior município do país, mas novamente em minoria, tal como no último mandato.

O partido do Governo venceu em Paul e Ribeira Grande (ilha de Santo Antão), na ilha do Sal, em Tarrafal da ilha de São Nicolau e em dois municípios da ilha de Santiago: São Miguel e São Salvador do Mundo.

No que respeita à composição dos executivos municipais, outras duas forças além dos dois principais partidos do arquipélago conseguiram eleger vereadores.

A União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID), terceira força parlamentar, elegeu dois vereadores em São Vicente e o Movimento Independente de Tarrafal de São Nicolau terá um vereador no município.

A UCID consegue também entrar nas assembleias municipais de São Vicente (cinco membros), Sal (dois), Ribeira Grande e Paul (um eleito em cada).

O movimento Santa Catarina Sempre e Acima de Tudo terá um representante na assembleia daquela autarquia da ilha de Santiago, enquanto o Movimento Independente de Tarrafal de São Nicolau terá três eleitos na respetiva assembleia.

A abstenção geral deverá subir em relação às últimas autárquicas, de 41,6% para cerca de 50%.

A percentagem de eleitores que não votaram deverá subir em todos os municípios, com exceção da capital, Praia, onde os resultados apontam para um recuo de algumas décimas.

Em 2020, a capital tinha sido o único município onde a abstenção tinha sido superior a 50%, mas, este ano, além da cidade da Praia, houve mais seis em que a maioria dos eleitores não votou.

Para as eleições de domingo havia cerca de 352 mil eleitores inscritos, sensivelmente mais 15 mil que há quatro anos.

As próximas eleições em Cabo Verde, presidenciais e legislativas, deverão acontecer em 2026.

 

Com Agência Lusa.

Benfica vence na visita a Arouca e aproxima-se do líder Sporting

O Benfica venceu hoje por 0-2 na visita ao Arouca, em jogo da 12ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, e somou o sétimo triunfo seguido na prova, aproximando-se do líder Sporting.

Em Arouca, os ‘encarnados’ adiantaram-se no marcador através de um autogolo do defesa espanhol Fontán, aos 12 minutos, ampliando a vantagem pelo argentino Di Maria, aos 71, de penálti.

Com este resultado, o Benfica sobe à condição a segundo, com 28 pontos, a cinco líder Sporting e com mais um do que o FC Porto, que apenas joga segunda-feira, apesar de os ‘encarnados’ ainda terem um jogo em atraso, frente ao Nacional, referente à oitava jornada.

Já o Arouca, que não contou com o técnico Vasco Seabra no banco devido a castigo, vai em seis jogos sem vencer na I Liga e é 17º, em lugar de despromoção direta, com oito.

Resultados da 12ª jornada da I Liga portuguesa de futebol:

– Sexta-feira, 29 nov:

Farense – Estrela da Amadora, 1-0 (1-0 ao intervalo)

 

– Sábado, 30 nov:

Rio Ave – Moreirense, 3-2 (1-0)

Nacional – Boavista, 0-0

Sporting – Santa Clara, 0-1 (0-1)

 

– Domingo, 01 dez:

Estoril Praia – Famalicão, 2-1 (2-1)

Arouca – Benfica, 0-2 (0-1)

AVS – Sporting de Braga, 0-1 (0-0)

 

– Segunda-feira, 02 dez:

Vitória de Guimarães – Gil Vicente, 19:45

FC Porto – Casa Pia, 21:45

 

Com Agência Lusa.

Ator Niels Arestrup morre aos 75 anos

O ator « d’Au revoir là-haut » morreu este domingo, 1 de dezembro, aos 75 anos, conforme anunciou o seu secretário de imprensa à AFP.

O ator francês Niels Arestrup morreu este domingo, 1 de dezembro, aos 75 anos, na sua casa em Ville-d’Avray (Hauts-de-Seine), anunciaram à AFP o seu secretário de imprensa e a sua mulher.

“é com uma profunda e extrema dor que anuncio a morte do meu marido, o imenso ator Niels Arestrup, no final de uma corajosa luta contra a doença. Pode ler-se num comunicado publicado pela esposa do ator, Isabelle Le Nouvel.

Nascido a 8 de fevereiro de 1949 em Montreuil, Seine-Saint-Denis, Niels Arestrup é uma das figuras mais emblemáticas do cinema francês. Durante uma carreira de cinquenta anos, apareceu em dezenas de filmes e peças de teatro.

 

 

 

Com BFMTV e Figaro.

Ucrânia: Costa destaca coragem de povo ucraniano e promete “futuro comum” na UE

O presidente do Conselho Europeu visitou hoje a Praça da Independência de Kiev, 11 anos após a onda de protestos para pedir a adesão da Ucrânia à União Europeia, salientando a coragem do povo ucraniano e o “futuro comum”.

“Este monumento [na Praça da Independência] é uma clara prova de que, quando falamos da guerra, não estamos apenas a falar de armas, mas acima de tudo de pessoas, de famílias, de pessoas que morreram, que sofreram a lutar pelo seu país e pelo direito a ter uma paz justa e duradoura”, disse António Costa, dirigindo-se a responsáveis da sociedade civil de associações que apoiam veteranos da guerra da Ucrânia, com quem se encontrou nesta que é a principal praça de Kiev.

No dia em que chega à capital ucraniana para passar o seu primeiro dia do mandato na liderança do Conselho Europeu, o antigo primeiro-ministro português sublinhou: “O trabalho da vice-presidente da Comissão Europeia e da comissária europeia do Alargamento vai assegurar para a Ucrânia e para o povo ucraniano um futuro comum na nossa União Europeia [UE]”.

“Presto tributo e é muito duro ver tantas pessoas jovens como veteranos”, adiantou.

António Costa chegou esta manhã a Kiev para passar o primeiro dia do seu mandato, acompanhado pela chefe da diplomacia da UE, para garantir apoio à Ucrânia face à invasão russa.

Cerca das 08:00 (hora local, menos duas em Lisboa), como constatou a Lusa no local, António Costa chegou a Kiev, numa comitiva composta pela Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Kaja Kallas, e a comissária europeia do Alargamento, Marta Kos, que também iniciam hoje funções no executivo comunitário.

Nesta principal praça da capital da Ucrânia visitada esta manhã por António Costa, irrompia, há 11 anos, aquela que ficou conhecida como a “Euromaidan” (junção entre os termos euro e maidan, nome ucraniano para praça), uma onda de agitação civil na qual os manifestantes exigiam a integração na UE, num contexto de corrupção generalizada, de abuso de poder e de violação dos direitos humanos.

A deslocação de alto nível de hoje à Ucrânia acontece após dias de intensos ataques russos contra infraestruturas energéticas críticas do país e no arranque da estação fria no país, que se teme que seja crítica, razão pela qual a UE já mobilizou ajuda, além do apoio (político, humanitário, militar e financeiro) disponibilizado ao país desde a invasão russa em fevereiro de 2022.

O antigo primeiro-ministro, António Costa, inicia hoje funções como presidente do Conselho Europeu, num mandato que se estende até 31 de maio de 2027 e no qual pretende tornar a instituição mais eficaz e promover a unidade europeia.

Este é o primeiro português e o primeiro socialista à frente da instituição.

António Costa, que fez parte do Conselho Europeu em representação de Portugal durante oito anos (período em que foi primeiro-ministro), conhece já alguns dos líderes da UE, mas pretende, no seu mandato de dois anos e meio, encontrar pontos de convergência para compromissos entre os 27.

Sucede no cargo ao belga Charles Michel, que esteve em funções entre 2019 e até este sábado, num período marcado por crises como a invasão russa da Ucrânia.

 

Com Agência Lusa.

Santa Clara impõe primeira derrota ao Sporting na estreia de João Pereira na I Liga

O Santa Clara impôs hoje ao líder Sporting a primeira derrota da época na I Liga de futebol, por 0-1, na 12ª jornada, que marcou a estreia de João Pereira no comando técnico dos ‘leões’ em partidas do campeonato.

No Estádio José Alvalade, o brasileiro Vinícius marcou o único golo da partida para a equipa açoriana, aos 33 minutos, perante um Sporting que venceu os 11 primeiros jogos do campeonato, igualando o recorde do clube conseguido em 1990/91, mas que hoje acabou por ser derrotado.

Apesar deste desaire, o primeiro em casa para o campeonato desde o dia 12 de fevereiro de 2023, o Sporting continua na frente do campeonato, com 33 pontos, mas pode ver os rivais aproximarem-se, enquanto o Santa Clara, que somou a oitava vitória na prova, é quarto, com 24.

 

Resultados da 12ª jornada da I Liga portuguesa de futebol:

– Sexta-feira, 29 nov:

Farense – Estrela da Amadora, 1-0 (1-0 ao intervalo)

 

– Sábado, 30 nov:

Rio Ave – Moreirense, 3-2 (1-0)

Nacional – Boavista, 0-0

Sporting – Santa Clara, 0-1 (0-1)

 

– Domingo, 01 dez:

Estoril Praia – Famalicão, 16:30

Arouca – Benfica, 19:00

AVS – Sporting de Braga, 21:30

 

– Segunda-feira, 02 dez:

Vitória de Guimarães – Gil Vicente, 19:45

FC Porto – Casa Pia, 21:45

 

Com Agência Lusa.

Artur Jorge conduz Botafogo à conquista da primeira Taça Libertadores

O Botafogo, treinado pelo português Artur Jorge, conquistou hoje pela primeira vez a Taça Libertadores de futebol, ao vencer o Atlético  Mineiro, por 3-1, numa final disputada em Buenos Aires.

A jogar em inferioridade desde os dois minutos, após a expulsão de Gregore, o Botafogo marcou por intermédio de Luiz Henrique (35), Alex Telles (44), de grande penalidade, e Júnior Santos (90+8), enquanto Eduardo Vargas (47) reduziu para o Atlético Mineiro, que tinha vencido a mais importante prova de clubes sul-americana em 2013.

Na sua primeira final, o Botafogo deu o sexto título consecutivo a equipas brasileiras, e Artur Jorge tornou-se o terceiro treinador português a conquistar a Libertadores, repetindo o que Jorge Jesus conseguiu ao serviço do Flamengo, em 2019, e Abel Ferreira pelo Palmeiras, em 2020 e 2021.

 

Com Agência Lusa.

Desporto Associativo – 30 Novembro 2024

O desporto amador e as equipas das Associações portuguesas de França em destaque. Um programa de Sousa Gomes.

Desporto Associativo, todos os Sábados, entre as 17h e as 18h (redifusão às 2h, na noite de segunda para terça-feira).

Ouça aqui:

António Costa já iniciou mandato no Conselho Europeu

António Costa começou sexta-feira o seu mandato à frente do Conselho Europeu. A simbólica transferência de poder ocorreu com a entrega do sino usado pelo presidente nas reuniões de chefes de Estado e governo.

António Costa, recordou o seu passado político no município de Lisboa e no Governo português para defender uma “Europa comum” com vista à segurança, crescimento económico e maior presença diplomática.

“Fui presidente da Câmara de Lisboa e orgulho-me de ter servido a minha cidade, fui primeiro-ministro de Portugal e orgulho-me de ter servido o meu país. Assumo agora o cargo de presidente do Conselho Europeu e orgulho-me de servir a União Europeia (UE). Lisboa é a minha cidade, Portugal é o meu país e a Europa é a nossa casa comum, não há qualquer contradição entre estes três níveis”, declarou António Costa.

Falando na cerimónia de passagem de testemunho do atual presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, em Bruxelas, o ex-primeiro-ministro português vincou: “Hoje em dia, num mundo globalizado – a única forma de sermos verdadeiramente patrióticos, de assegurarmos a soberania, é construir uma Europa comum”.

“Só juntos poderemos defender a segurança, a estabilidade e a paz no nosso continente, só juntos poderemos alcançar uma prosperidade partilhada, crescimento económico e a transição climática e só juntos poderemos fazer com que a voz da Europa seja ouvida na cena internacional – a unidade é a força vital da União Europeia”, salientou.

No domingo, António Costa inicia funções como presidente do Conselho Europeu, a instituição composta pelos chefes de Governo e de Estado da UE, que define as orientações e prioridades políticas comunitárias.

É o primeiro português e o primeiro socialista a assumir a liderança da instituição.

António Costa, que fez parte do Conselho Europeu em representação de Portugal durante oito anos (período em que foi primeiro-ministro), conhece já alguns dos líderes da UE, mas pretende, no seu mandato de dois anos e meio, encontrar pontos de convergência para compromissos entre os 27 e tornar a instituição mais eficaz.

Sucede no cargo ao belga Charles Michel, em funções desde 2019 e que termina o mandato a 30 de novembro, num período marcado por crises como a saída do Reino Unido da União Europeia (processo conhecido como ‘Brexit’), a pandemia de covid-19, a invasão russa da Ucrânia e, mais recentemente, o reacender das tensões no Médio Oriente.

Costa pede esforço para autonomizar UE em matéria de defesa e segurança

António Costa, considerou hoje que a paz na Ucrânia “não pode ser a dos cemitérios” e apelou a um esforço para autonomizar a União Europeia (UE) em matéria de defesa e segurança.

“A paz não pode ser a paz dos cemitérios, a paz não pode ser capitulação. A paz não pode recompensar o agressor, a paz na Ucrânia tem de ser justa”, disse António Costa, durante uma cerimónia para assinalar a ‘passagem do testemunho’ entre Charles Michel e o presidente eleito do Conselho Europeu, em Bruxelas.

Perante a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, António Costa advertiu que apesar de a guerra ser no território ucraniano, “estão em causa dos princípios universais consagrados na Carta das Nações Unidas”.

O presidente eleito do Conselho Europeu, que vai iniciar funções no domingo, 01 de dezembro, por um período de dois anos e meio, acrescentou que é necessário “escrever um novo capítulo da UE enquanto projeto de paz”.

Alargamento da UE é de « urgência geopolítica » mas sem « prazos artificiais »

António Costa, declarou hoje que há uma “urgência geopolítica” em cumprir o alargamento da União Europeia (UE) e pediu que seja concretizado “sem prazos artificiais” e “obstáculos indevidos”.

“O alargamento é um poderoso instrumento de paz, de segurança e de prosperidade. Usemos, portanto esse instrumento! Tanto a UE como os países candidatos têm de trabalhar mais e mais depressa. Sem prazos artificiais, mas também sem obstáculos indevidos”, completou o presidente eleito do Conselho Europeu.

O ex-primeiro-ministro de Portugal considerou que o alargamento “reforçará indubitavelmente” a União Europeia.

No entanto, “a paz, segurança e a resiliência” não são apenas questões do bloco comunitário e a UE tem de olhar para todo o planeta, excluindo conceitos que para António Costa estão desatualizados.

 

Com Agência Lusa.

OE2025: Proposta aprovada na votação final global por PSD e CDS-PP com abstenção do PS

A proposta de lei do Orçamento do Estado para 2025 foi hoje aprovada na votação final global com votos a favor dos dois partidos que apoiam o Governo, PSD e CDS-PP, e a abstenção do PS.

Os restantes partidos da oposição – Chega, IL, BE, PCP, Livre e PAN – votaram contra.

Este foi o primeiro Orçamento do Estado apresentado pelo XXIV Governo Constitucional, liderado por Luís Montenegro, e a sua aprovação na votação final global foi aplaudida de pé no parlamento pelas bancadas do PSD e do CDS-PP, enquanto o primeiro-ministro deu um abraço ao ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento.

No mesmo instante, os deputados do Chega levantaram-se para mostrar uns cartazes em que se lia “este parlamento perdeu a vergonha”. Já alguns deputados da esquerda levantaram-se para começar a sair do plenário ainda antes de o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, dar como encerrada a sessão.

Neste período de votações, foi também aprovada, na votação final global, a proposta de lei que aprova as Grandes Opções do Plano para 2024-2028 com votos a favor de PSD e CDS-PP e abstenções de PS e IL, enquanto Chega, BE, PCP, Livre e PAN votaram contra.

Durante o período de debate e votação na especialidade do Orçamento do Estado para 2025, que começou em 22 de novembro, foram aprovadas medidas como o aumento extraordinário e permanente das pensões em 1,25% – proposto pelo PS contra a vontade do Governo -, a redução do IRC em 1 ponto percentual e o fim do corte de 5% nos vencimentos dos políticos.

No total, na soma de quatro dias de votações na especialidade, foram aprovadas 243 propostas de alteração, neste Orçamento do Estado que foi marcado por um número recorde de propostas entregues, superando as 2.100.

Os partidos que viram mais propostas aprovadas na especialidade foram precisamente os que suportam o Governo: PSD e CDS-PP, com 57 medidas viabilizadas.

Entre os partidos da oposição, foi o PAN que conseguiu aprovar mais propostas de alteração (46), seguindo-se o PCP, Livre e o BE. O Chega foi o 6.º partido com mais propostas aprovadas, com PS e Iniciativa Liberal (IL) a fecharem a contagem.

A proposta de Orçamento do Governo foi entregue na Assembleia da República a 10 de outubro e debatida e aprovada na generalidade a 30 e 31, precisamente com a mesma votação que garantiu hoje a sua aprovação na votação final global.

No cenário macroeconómico em que assenta a proposta de Orçamento para 2025, o Governo PSD/CDS-PP prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça 1,8% em 2024 e 2,1% em 2025 e que a taxa de inflação diminua para 2,6% neste ano e 2,3% no próximo.

O executivo pretende alcançar excedentes orçamentais de 0,4% neste ano e de 0,3% no próximo ano. Quanto ao rácio da dívida pública, estima a sua redução para 95,9% do PIB em 2024 e para 93,3% em 2025.

Este foi o primeiro Orçamento apresentado pelo XXIV Governo Constitucional, chefiado por Luís Montenegro, que tomou posse em 02 de abril, na sequência das legislativas antecipadas de 10 de março.

 

Com Agência Lusa.

Ucrânia: Zelensky aceitaria terminar guerra em troca de adesão à NATO mesmo sem devolução imediata russa de territórios

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que está preparado para terminar a guerra na Ucrânia em troca da adesão à NATO, mesmo que a Rússia não devolva imediatamente os territórios apreendidos.

Em entrevista à estação televisiva britânica Sky News, o Presidente ucraniano explicou que a adesão à NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental) teria de ser oferecida às partes não-ocupadas do país para pôr fim à “fase quente da guerra”, desde que o próprio convite da NATO reconhecesse as fronteiras internacionalmente reconhecidas da Ucrânia.

Zelensky sugeriu que seria possível alcançar um acordo de cessar-fogo se o território ucraniano que Kiev controla fosse colocado “sob a alçada da NATO”, o que lhe permitiria negociar a devolução do restante território posteriormente, “de forma diplomática”, parecendo aceitar que as zonas ocupadas do leste da Ucrânia ficassem, por enquanto, fora desse acordo.

Foi esta a resposta do chefe de Estado ucraniano quando inquirido sobre notícias divulgadas pela comunicação social de que um dos planos do Presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, para pôr fim à guerra poderá ser a cedência, por parte de Kiev, à Rússia dos territórios que Moscovo lhe tomou, em troca da adesão da Ucrânia à NATO.

“Se quisermos pôr fim à fase quente da guerra, temos de colocar sob a alçada da NATO o território da Ucrânia que temos sob o nosso controlo”, afirmou.

“Temos de o fazer rapidamente. E depois, quanto aos territórios [ocupados] da Ucrânia, a Ucrânia pode recuperá-los de forma diplomática”, acrescentou.

Segundo Zelensky, é necessário um cessar-fogo para “garantir que [o Presidente russo, Vladimir] Putin não voltará” para tomar mais território ucraniano, e a NATO deve proteger “imediatamente” a parte da Ucrânia que continua sob o controlo de Kiev, algo de que a Ucrânia “necessita muito”.

“Caso contrário, ele [Putin] voltará”, sustentou.

Inquirido sobre o que pensa sobre o Presidente eleito dos Estados Unidos, que tomará posse em janeiro, Zelensky declarou: “Temos de trabalhar com o novo Presidente” para “obter o maior apoio”.

“Quero trabalhar diretamente com ele, porque existem diversas vozes de pessoas à sua volta. E é por isso que precisamos de não permitir que ninguém em volta destrua a nossa comunicação [porque] isso não seria útil, seria destrutivo”, sublinhou.

“Temos de tentar encontrar um novo modelo. Quero partilhar ideias com ele e quero ouvi-lo”, insistiu.

Questionado sobre se já tinha falado com Trump, Zelensky disse que os dois falaram em setembro, quando esteve em Nova Iorque: “Tivemos uma conversa. Foi muito calorosa, boa, construtiva. Foi uma reunião muito boa e foi um primeiro passo importante – agora temos de preparar algumas reuniões”.

Esta é a primeira vez que o Presidente da Ucrânia menciona um acordo de cessar-fogo que incluiria controlo russo de parte do território ucraniano.

Durante todo o conflito, Zelensky nunca disse que cederia qualquer território ucraniano ocupado à Rússia – incluindo a Crimeia, que a Rússia ocupou em fevereiro de 2014 e anexou formalmente no mês seguinte.

Segundo explicou, tal medida não é permitida pela Constituição ucraniana, e a única forma de o fazer seria se a população dessas zonas concordasse com a secessão.

Anteriormente, o mais longe que tinha ido numa entrevista foi ao diário francês Le Monde, em julho deste ano, quando sugeriu que alguns territórios poderiam juntar-se à Rússia se votassem nesse sentido numa referendo livre e justo.

Mas disse que Kiev teria de voltar a ter o território sob o seu controlo para poder realizar tal votação.

Cerca de um quinto do território ucraniano continua sob controlo russo.

Em setembro de 2022, a Rússia declarou unilateralmente a anexação de áreas nas regiões ucranianas de Donetsk, Kherson, Lugansk e Zaporijia, na sequência de referendos que não foram internacionalmente reconhecidos como válidos.

A posição de Zelensky há muito que é a de que o território continua a ser ucraniano, que a ocupação russa do território é ilegal e que Kiev não cederá qualquer parte do seu território para obter um acordo de paz.

No início deste ano, apresentou um “plano de vitória” ao parlamento ucraniano, que incluía a recusa de ceder território e soberania da Ucrânia.

No entanto, Moscovo sugeriu que não desistirá de nenhum dos territórios que as suas forças ocupam em qualquer acordo de paz e argumentou que a cedência de território por parte de Kiev é uma condição prévia para se sentar à mesa de negociações.

Apesar da firme defesa ucraniana do seu território e das tentativas de contra-ataque desde o início da guerra, há mais de mil dias, as forças de Kiev têm estado em desvantagem nos últimos meses e a Rússia tem vindo a ganhar lentamente terreno no leste do país.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e “desnazificar” o país vizinho, independente desde 1991 – após o desmoronamento da União Soviética – e que tem vindo a afastar-se da esfera de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.

A guerra na Ucrânia já provocou dezenas de milhares de mortos de ambos os lados, e os últimos meses foram marcados por ataques aéreos em grande escala da Rússia contra cidades e infraestruturas ucranianas, ao passo que as forças de Kiev têm visado alvos em território russo próximos da fronteira e na península da Crimeia, ilegalmente anexada em 2014.

No terceiro ano de guerra, as Forças Armadas ucranianas confrontaram-se com falta de soldados e de armamento e munições, apesar das reiteradas promessas de ajuda dos aliados ocidentais, que começaram entretanto a concretizar-se.

As tropas russas, mais numerosas e mais bem equipadas, prosseguem o seu avanço na frente oriental, apesar da ofensiva ucraniana na Rússia, na região de Kursk, e da recente autorização do Presidente norte-americano, Joe Biden, à Ucrânia para utilizar mísseis de longo alcance fornecidos pelos Estados Unidos para atacar a Rússia.

As negociações entre as duas partes estão completamente bloqueadas desde a primavera de 2022, com Moscovo a continuar a exigir que a Ucrânia aceite a anexação de uma parte do seu território.

 

Com Agência Lusa.