Eleições/Madeira: PSD e PS procuram aliados após vitória laranja sem maioria absoluta

SÍNTESE da Lusa: Eleições/Madeira: PSD e PS procuram aliados após vitória laranja sem maioria absoluta

 

O PSD/Madeira voltou a vencer no domingo as legislativas regionais sem conseguir, pela terceira vez consecutiva, a maioria absoluta, mas afirmou-se disponível para assegurar um “governo de estabilidade”, enquanto o PS considerou haver margem para construir uma alternativa.

Segundo os resultados oficiais provisórios da noite eleitoral divulgados pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, o PSD elegeu 19 deputados (36,13%, 49.103 votos) e o CDS dois (3,96%, 5.384 votos), quando no ano passado, em coligação, conseguiram, respetivamente, 20 e três.

Os dois partidos, que fizeram um acordo após as eleições de 2019 – ano em que o PSD perdeu pela primeira vez a maioria absoluta – governaram juntos o arquipélago desde então, mas em 2023 os sociais-democratas assinaram um entendimento de incidência parlamentar com a única eleita do PAN para que a coligação pudesse contar com o apoio de 24 dos 47 deputados da Assembleia Legislativa.

O PAN manteve o lugar nas eleições de domingo (com 1,86%, 2.531 votos), e também o PS (21,32%, 28.981 votos), o Chega (9,23%, 12.541 votos) e a IL (2,56%, 3.482 votos) ficaram com o mesmo número de assentos – 11 , quatro e um.

O JPP, partido nascido na região e com origem num movimento autárquico independente, aumentou o número de eleitos de cinco para nove, com 22.958 votos (16,89%).

O BE e o PCP (neste caso, através da coligação CDU, que inclui também o PEV) perderam a representação parlamentar, mas prometeram continuar as suas lutas e a trabalhar com a população. Na corrida estavam ainda mais cinco forças políticas, que não conseguiram eleger: PTP, Livre, ADN, MPT e RIR.

As eleições antecipadas ocorreram oito meses após o mais recente sufrágio, depois de o Presidente da República ter dissolvido o parlamento madeirense, na sequência da crise política desencadeada em janeiro, quando o líder do Governo Regional, Miguel Albuquerque, foi constituído arguido num processo sobre alegada corrupção e pediu a demissão, deixando o executivo em gestão.

Depois de uma votação com 46,60% de abstenção (de entre 254.522 eleitores inscritos), o social-democrata diz-se agora disponível para negociar com “todos os partidos com assento parlamentar”, excluindo o PS, e assegurar um “governo com estabilidade”.

“Os resultados são fáceis de interpretar. Nós somos o partido que foi escolhido pelo povo madeirense para governar”, afirmou, reforçando ser necessário aprovar o Orçamento deste ano e um Programa do Governo até julho.

Contudo, não mencionou um partido em concreto, nem indicou se pretende governar em minoria, negociar um acordo de governo ou um acordo parlamentar.

Do lado do PS, Paulo Cafôfo tem outra interpretação dos resultados: apesar de a direita ter conseguido a maioria dos assentos (PSD, Chega, CDS e IL somam 26, a que se poderá juntar o do PAN), é possível, na sua leitura, “uma mudança de governo” na região.

O PS e o JPP, juntos, têm 20 deputados, ficando a quatro da maioria absoluta do parlamento, mas o líder regional socialista tem como objetivo “construir um novo governo com estabilidade” e vai “encetar contactos” com os partidos com representação parlamentar, excluindo dessas conversas PSD e Chega.

“Fora da equação”, para o JPP, estão também o PSD e Albuquerque, conforme assegurou o cabeça de lista do partido, Élvio Sousa, que remeteu quaisquer outras conversas para segunda-feira.

Um Governo Regional sem Miguel Albuquerque é também uma das condições impostas pelo Chega para apoiar o executivo social-democrata. Se o presidente do PSD/Madeira ficar terá de “ter a coragem” para governar sem maioria, segundo o líder regional do Chega, Miguel Castro.

O CDS-PP já admitiu estar disponível para dialogar com todos os partidos, mas avisou que não voltará a integrar o executivo.

Também a IL reafirmou que não vai fazer acordos com ninguém, embora tenha disponibilidade para negociar caso a caso, enquanto o PAN, manifestando-se como “um partido de abertura, de diálogo, de construção”, assegurou que não deixará “ninguém de parte” e pensará “sempre naquilo que é o melhor” para a região.

FC Porto conquista 20ª Taça de Portugal ao bater Sporting no prolongamento

O FC Porto conquistou hoje a sua 20ª Taça de Portugal em futebol, terceira consecutiva, ao bater na final o Sporting por 2-1, após prolongamento, em jogo disputado no Estádio Nacional, no Jamor.

O Sporting adiantou-se no marcador aos 20 minutos, através do defesa-central St. Juste, mas o FC Porto respondeu cinco minutos depois, por Ivanilson, resultado que se manteve até ao final dos 90 minutos regulamentares, mesmo depois de os ‘leões’ terem sofrido um revés ainda na primeira parte, quando ficaram reduzidos a 10, por expulsão de St. Juste com vermelho direto, aos 29.

Já no prolongamento, Taremi adiantou os portistas, aos 100 minutos, na conversão de uma grande penalidade cometida pelo guarda-redes ‘leonino’ Diogo Pinto sobre Evanilson.

Os ‘dragões’ destacaram-se assim no segundo posto do palmarés, com 20 troféus, menos seis do que o Benfica, que lidera com 26, enquanto o Sporting é terceiro no ranking, com 17.

 

– Ranking:

1. Benfica – 26 títulos

2. FC Porto – 20

3. Sporting – 17

4. Boavista – 5

5. Belenenses – 3

. Vitória de Setúbal – 3

. Sporting de Braga – 3

8. Académica – 2

9. Leixões – 1

. Estrela da Amadora – 1

. Beira-Mar – 1

. Vitória de Guimarães – 1

. Desportivo das Aves – 1

 

Com Agência Lusa.

PASSAGE À NIVEAU – 26 Maio 2024

Apresentação e Coordenação: Artur Silva

Domingo 26 de Maio 2024
Entre as 12h00 e as 14h00

Aqui fica a emissão:

 

Olivier Capitanio, Presidente do ‘Conseil Départemental’ do ‘Val-de-Marne’ (Foto Manuel Alexandre).

Desporto Associativo – 25 Maio 2024

Um programa de Sousa Gomes. O desporto amador e as equipas das Associações portuguesas de França em destaque.

Desporto Associativo, todos os Sábados, entre as 17h e as 18h (redifusão à 1h, na noite de segunda para terça-feira).

Ouça aqui:

 

 

Tricampeões Port. Vélizy (FpjvVelizy FpjvVelizy). Presidente António Abreu e os jogadores Rafa e Gaby (Foto Manuel Alexandre).

 

 

 

PSG ergue Taça de França e conquista ‘dobradinha’ na despedida de Mbappé

O Paris Saint-Germain conquistou a ‘dobradinha’ no futebol francês, juntando a Taça de França ao título de campeão, ao vencer o Lyon, por 2-1, numa despedida pouco cintilante de Kylian Mbappé.

O Paris Saint-Germain conquistou este sábado a ‘dobradinha’ no futebol francês, juntando a Taça de França ao título de campeão, ao vencer na final o Lyon, por 2-1, numa despedida pouco cintilante do estelar Kylian Mbappé.

O PSG chegou ao intervalo a vencer por 2-0, na sequência dos golos marcados por Ousmane Dembélé, aos 22 minutos, e pelo espanhol Fabian Ruiz, aos 34, e, apesar de o tento do irlandês Jake O’Brien, aos 55, ter devolvido alguma incerteza à partida, segurou a vantagem com relativo à-vontade.

A equipa treinada pelo espanhol Luis Enrique reforçou o estatuto de recordista de títulos na competição, com 15 troféus (sete conquistados na última década), aos quais juntou oito de campeão, no mesmo período, mas continua a suspirar pela primeira Liga dos Campeões, que parece mais distante com a saída de Mbappé.

Os internacionais portugueses Nuno Mendes e Vitinha foram titulares na defesa e no meio-campo dos parisienses, respetivamente, enquanto o defesa Danilo e o avançado Gonçalo Ramos não saíram do banco de suplentes, tal como aconteceu com o guarda-redes Anthony Lopes do lado do Lyon.

O PSG instalou-se rapidamente no meio-campo do Lyon e, após três sérias ‘ameaças’ na fase inicial, inaugurou o marcador aos 22 minutos, na sequência de um remate de cabeça de Dembélé, que nem precisou de saltar em plena área adversária, graças ao cruzamento teleguiado de Nuno Mendes.

A equipa parisiense aumentou a vantagem pouco depois, aos 34 minutos, por intermédio de Fabian Ruiz, que viu o primeiro remate ser retirado em cima da linha de golo por Jake O’Brien, mas não falhou na recarga, estabelecendo o 2-0 ao intervalo.

O Lyon reentrou na discussão da final da única forma possível, através de um canto, com O’Brien a sobressair entre a defesa da equipa da capital francesa e a reduzir, aos 55 minutos, e poderia ter empatado pouco depois, da mesma forma, na sequência de um desvio de Nicolas Tagliafico, que o guarda-redes italiano Gianluigi Donnarumma defendeu a muito custo.

Na outra baliza, sobressaia o guardião brasileiro Lucas Perri, evitando que o marroquino Achraf Hakimi e Dembélé aumentassem a vantagem, e foi já em serviços mínimos e com Mbappé resignado a despedir-se em ‘branco’ que o PSG assegurou a conquista de mais um troféu no futebol francês.

 

Com Agência Lusa.

 

Miguel Gomes vence prémio de melhor realização no festival de Cannes com « Grand Tour » 

O realizador português Miguel Gomes venceu o prémio de melhor realização do Festival de Cinema de Cannes, em França, pelo filme « Grand Tour », foi hoje anunciado na cerimónia de encerramento.

É a primeira vez que Miguel Gomes é distinguido na competição oficial do festival de Cannes.

Miguel Gomes recebeu o prémio das mãos do cineasta alemão Wim Wenders e num curto discurso agradeceu ao cinema português, sublinhando a raridade que é haver filmes portugueses na competição oficial, e estendeu o agradecimento a “grandes cineastas” como Manoel de Oliveira, que o inspiraram a fazer cinema.

Há 18 anos, em 2006, na competição de longas-metragens esteve “Juventude em Marcha”, de Pedro Costa.

A história de « Grand Tour » segue um romance de início do século XX, com Edward (Gonçalo Waddington), um funcionário público do império britânico que foge da noiva Molly (Crista Alfaiate) no dia em que ela chega para o casamento.

“Contemplando o vazio da sua existência, o cobarde Edward interroga-se sobre o que terá acontecido a Molly… Desafiada pelo impulso de Edward e decidida a casar-se com ele, Molly segue o rasto do noivo em fuga através deste ‘Grand Tour’ asiático”, refere a sinopse.

Esta semana, em conferência de imprensa em Cannes, Miguel Gomes, 52 anos, explicou que “Grand Tour” é um filme “sobre a determinação das mulheres e a cobardia dos homens” e tem ainda como ponto de referência um livro de viagens, “Um gentleman na Ásia”, de Sommerset Maugham.

Na preparação deste filme, ainda antes da pandemia da covid-19, Miguel Gomes fez um arquivo de viagem pela Ásia – por exemplo, Myanmar (antiga Birmânia), Vietname, Tailândia, Japão -, para traçar o trajeto das personagens, recolhendo imagens e sons contemporâneos para uma longa-metragem de época de 1918.

Só depois desse périplo, Miguel Gomes rodou as cenas com os atores em estúdio, em Roma. O argumento é coassinado pelo cineasta com Mariana Ricardo, Telmo Churro e Maureen Fazendeiro.

“O que é interessante no cinema é que se pode viajar para um mundo alternativo, um mundo ficcional que contém todos os tempos; as memórias do tempo passado, o tempo atual em que vivemos, o presente”, disse Miguel Gomes na mesma conferência de imprensa.

“Grand Tour” foi produzido por Uma Pedra no Sapato, de Filipa Reis, em coprodução com Itália, França, Alemanha, China e Japão.

Miguel Gomes já tinha estado anteriormente em Cannes, na Quinzena de Cineastas onde apresentou “Aquele querido mês de agosto” (2008), “As mil e uma noites” (2015) e “Diários de Otsoga” (2021), correalizado com Maureen Fazendeiro.

Miguel Gomes soma vários prémios em festivais internacionais, nomeadamente o prémio da crítica do festival de Berlim com “Tabu” (2012), o prémio de melhor realizador (repartido com Maureen Fazendeiro) no Festival Mar del Plata (Argentina) com “Diários de otsoga” (2021) e o prémio especial do júri em Guadalajara (México) com “Aquele querido mês de agosto” (2009).

A 77ª edição do Festival de Cinema de Cannes começou no dia 14 e termina hoje.

 

Filme « Anora » do norte-americano Sean Baker vence Palma d’Ouro no Festival de Cannes

 

O filme “Anora”, do norte-americano Sean Baker, venceu a Palma de Ouro do 77.º Festival de Cinema de Cannes (França), numa edição que termina hoje e que também distinguiu Miguel Gomes e Daniel Soares.

O júri da competição oficial, presidido por Greta Gerwig, atribuiu a Palma de Ouro de melhor longa-metragem a “Anora”, de Sean Baker, uma “história de Cinderela” sobre uma jovem prostituta de Nova Iorque que se casa com o filho de um oligarca russo, que lhe trará problemas.

Nos agradecimentos, Sean Baker dedicou o prémio « a todas as trabalhadoras do sexo » e afirmou que continuará a fazer filmes para que sejam exibidos nas salas de cinema.

Na competição de longas-metragens, o Prémio de Melhor Realização distinguiu pela primeira vez um filme português, com “Grand Tour”, de Miguel Gomes, protagonizado por Crista Alfaiate e Gonçalo Waddington e cuja produção, de Filipa Reis, da produtora Uma Pedra no Sapato, incluiu um périplo pela Ásia, meses antes da pandemia da covid-19.

Há 18 anos que Portugal não tinha um filme na competição oficial de Cannes, desde que, em 2006, foi selecionado « Juventude em Marcha », de Pedro Costa.

Na cerimónia de hoje, destaque ainda para a atribuição de um Prémio Especial para “Les graines du figuier sauvage” (“As sementes da figueira selvagem”), filme do iraniano Mohammad Rasoulof, que fugiu do Irão e se apresentou em Cannes, onde também recebeu o prémio FIPRESCI, da crítica internacional, e o prémio do Júri Ecuménico.

Na competição oficial, o Grande Prémio foi para “All We Imagine as Light”, de Payal Kapadia, e o Prémio do Júri foi para “Emilia Pérez”, de Jacques Audiard, um filme que mereceu ainda um prémio coletivo de Melhor Atriz para as interpretações de Adriana Paz, Zoe Saldaña, Karla Gascón e Selena Gomez.

Na competição oficial de curtas-metragens, o realizador português Daniel Soares venceu uma menção especial com o filme « Bad for a moment – Mau por um momento », sobre um arquiteto que, fruto de um incidente, tem de encarar a realidade de um bairro popular que o seu atelier está “a gentrificar”.

Nas curtas-metragens, Cannes atribuiu a Palma d’Ouro, em 2009, a “Arena”, de João Salaviza.

Este ano, o prémio máximo de melhor curta-metragem foi para o filme « The man who could not remain silent », de Neboljsa Slijepcevic.

O 77.º Festival de Cannes, um dos mais importantes e antigos da indústria cinematográfica, começou no dia 14 e terminou hoje com uma cerimónia em que foi ainda atribuído um prémio de carreira ao realizador e produtor norte-americano George Lucas.

O prémio foi-lhe entregue pelo cineasta norte-americano Francis Ford Coppola.

 

Com Agência Lusa.

Entrevista: Lucasfilm confirma Madeira como “lugar mágico” da nova série Star Wars

ENTREVISTA à agência Lusa: Lucasfilm confirma Madeira como “lugar mágico” da nova série Star Wars

 

A ilha da Madeira foi o “lugar mágico” onde a Lucasfilm filmou parte da nova série Star Wars “A Acólita”, confirmou em entrevista à agência Lusa o produtor Damian Anderson, responsável pela escolha da região portuguesa para a produção.

“A Madeira é um lugar incrível em muitos aspetos, não apenas para locais [de filmagens]”, afirmou o produtor. “As pessoas, o ambiente, a ilha, [tudo] é espetacular”, elogiou Damian Anderson.

“A Acólita” tem estreia marcada para 05 de junho na plataforma de ‘streaming’ Disney+, e marca uma direção nova para as séries Star Wars, recuando no tempo e mostrando cenários e mundos nunca vistos na saga.

“Percebemos rapidamente que a Madeira era o único local que nos oferecia a maioria dos locais que precisávamos de encontrar, numa única ilha”, explicou Anderson. “Oferecia ambientes que nunca tínhamos visto antes e deu-nos a oportunidade de expandir a nossa criatividade para criar novos mundos”.

Concebida por Leslye Headland e protagonizada por Amanda Stenberg, Carrie-Anne Moss, Dafne Keen e Lee Jung-jae, a série produzida em Londres situa-se cerca de 100 anos antes dos eventos do Episódio I – “A Ameaça Fantasma” -, entre a era da Alta República e a trilogia de prequelas.

“É algo que a audiência não experimentou antes, por causa do período em que se passa e por nos terem dado ferramentas para explorar algo novo e que outros produtores e séries da Lucasfilm não tiveram”, salientou Damian Anderson.

Por ser uma história inovadora com mundos nunca vistos, a equipa precisava de um local que nunca tinha sido cenário de uma grande produção. “Essa foi outra razão que tornou a Madeira tão atrativa, porque nos deu locais que as pessoas nunca tinham visto para pôr no ecrã”.

Anderson disse que a logística foi um desafio e que a produção não teria sido possível sem a colaboração do governo regional, da Portugal Film Commission e das estruturas locais. “Foram todos absolutamente fantásticos”, elogiou Anderson, referindo que a equipa contratou talento local sempre que possível, tentando ao mesmo tempo manter sigilo sobre a produção.

“Tivemos imenso apoio de toda a gente nesse equilíbrio. Daria garantias sobre a Madeira a qualquer momento, foi honestamente um paraíso”, reforçou.

Com filmagens em locais como o Fanal, a Ribeira da Janela e o Caniçal, até o clima imprevisível da ilha contribuiu para a forma como a equipa contou a história de “A Acólita”, disse o responsável.

“Permitimos à narrativa abraçar essas possíveis mudanças. Tínhamos dias incríveis, acordávamos no dia seguinte com o céu todo nublado e depois as nuvens desapareciam”, descreveu. “Integrámos isso na história. Não foi só uma localização padrão, deu-nos a capacidade de nos adaptarmos com a natureza em vez de ter a natureza a adaptar-se a nós”.

O produtor calcula que a Madeira tenha sido palco de um quarto das filmagens. Os seus cenários serão espalhados ao longo dos episódios e não representam apenas um planeta específico.

O mar, que não é algo a que os fãs de Star Wars estejam habituados, dá uma ideia do quão remotos são os sítios onde a ação decorre. “O oceano e o estilo dos locais que escolhemos retratam a solidão e afastamento de certos personagens”, disse Damian Anderson.

Há também outros elementos que separam “A Acólita” de outras séries Star Wars, como “O Mandaloriano” e “Andor”. Aproxima-se do género suspense de mistério, que começa com uma investigação sobre uma série de crimes, e tem muita ação, incluindo uma nova técnica de luta inédita no cânone.

“Espero que isto lance uma nova era no ‘franchise’ Star Wars, que todos estamos entusiasmados para ver continuar”, frisou o produtor.

Anderson disse ser um fã pessoal de Star Wars desde criança, com a trilogia original a ter um impacto emocional profundo na sua vida. Trabalhar neste projeto, que oferece à audiência algo diferente e emotivo sendo fiel ao universo criado por George Lucas, deu-lhe uma nova visão sobre o que é possível fazer como cineasta.

“Sinto que nos deu a capacidade de abrir as asas em termos narrativos e sermos mais audaciosos na forma como imaginamos aspetos que nunca foram feitos”.

“A Acólita” tem oito episódios e os dois primeiros estreiam-se a 05 de junho, em Portugal, um dia depois de ficar disponível nos Estados Unidos, seguindo-se um por semana.

« On n’écoute plus la musique de la même façon aujourd’hui, je tente de m’adapter » – Étienne Détré

Étienne Détré est un musicien-interprète de pop française. Il a publié deux EP : en 2021, Chute Libre et plus récemment La Fugue qui contient notamment le superbe « La Folia ».

Entretien avec Didier Caramalho dans l’ALFA 10/13 du 24 mai 2024 :

 

Étienne Détré est un homme en fuite. Tout au moins, son existence se positionne dans ce mouvement, la course en avant. La fugue. « Vers l’amour, la liberté » dit-il.

Pendant le confinement de 2020, l’artiste émergent a produit son premier EP, Chute Libre. Un album-concept qui raconte le désespoir d’un homme fuyant la Terre pour se réinventer sur une autre planète. Le 29 mars 2024, il revient avec La Fugue. Un second EP organique et romantique dont certains titres racontent son intime. Il y a quelque chose qui relève de l’autobiographie dans « Un peu de toi », des membres de sa famille dans « La Folia ». La pochette-même de La Fugue – photographie atemporelle et onirique, au grain impossible – donne à voir un lieu dont seul Étienne Détré connaît le nom.

Étienne Détré - La Fugue (EP, 2024)
Étienne Détré – La Fugue (EP, 2024)

À la première écoute, Étienne Détré sonne comme Étienne Daho, mais l’oreille attentive y entendra plus assurément Alain Baschung ou Hubert Mounier. Il est vrai que sa mère écoutait beaucoup Daho quand il était jeune ; il a peut-être hérité d’un grain de voix « inconsciemment ou par hasard » confie-t-il. Dans tous les cas, ce dont il a profondément conscience c’est l’influence que Massive Attack a eu sur lui. L’ambiance trip hop de Bristol, dérivé de la post-acid house, et l’utilisation des samples ont nourri en lui l’envie de musique.

Étienne Détré mobilise une autre influence étonnante : Stanley Kubrick. Il cite son film historique Barry Lyndon (1975 ; Oscar de la meilleure direction artistique, Oscar de la meilleure photographie, Oscar de la meilleure création de costumes, Oscar de la meilleure adaptation musicale pour film) comme une référence. D’ailleurs, la bande-originale de Barry Lyndon est inspirée de la sarabande de Händel, influencée elle-même… par la folia.

La « Folia » (en portugais), communément connue comme Folies d’Espagne, est une danse populaire apparue au XVe siècle au Portugal. Il s’agissait d’un rite chorégraphique, au rythme rapide, lié à la fertilité lors duquel les hommes s’habillaient en femmes. Le rythme saccadé et la mise en scène l’accompagnant laissaient penser à la folie, d’où son nom. Parmi un certain nombre de thèmes de la folia, émergea avec le temps une mélodie qui était répétible à l’infini. Et c’est un jour d’étude sur la basse continue – Étienne Détré a été professeur de musique pendant neuf ans à l’Education Nationale – que le titre « La Folia » a surgi. Une chanson construite en deux parties : une première calme et mélodique, et une seconde bien plus explosive. Une chanson qu’Étienne Détré dédie à sa sœur, comme il l’a annoncé en exclusivité dans l’entretien ci-dessus.

 

À noter qu’Etienne Détré est également l’un des 10 candidats sélectionnés pour la deuxième édition de « Hauts les Talents 2024 » – concours annuel de la nouvelle scène française des Hauts-de-France, organisé par France Bleu Picardie et France Bleu Nord. À vous de le soutenir (jusqu’au 26 mai, minuit) pour qu’il fasse parti des quatre finalistes qui seront sur la scène de Mégacité Amiens, le 11 juin prochain. Votez pour lui ! Nous… c’est déjà fait !

Didier Caramalho

O Festival do Emigrante 2024, é já nos dias 1 & 2 de junho, em Herblay

Depois do sucesso da primeira edição, em 2023, o Festival do Emigrante está de regresso ao Stade des Beauregards de Herblay-sur-Seine (95220), nos dias 1 e 2 de junho de 2024!

Dois dias de festa, animação, convívio, churrasco e muita música !

Quer adquirir o seu bilhete e obter mais informações ? Veja aqui: festivaldoemigrante.fr

Será que o seu artista preferido vai lá estar este ano ? Confira o elenco, e não perca a oportunidade de o ver ao vivo!

Sábado (1 de junho) a partir das 16H

• Tony Carreira
• Mickael Carreira
• Lisandro Cuxi
• Mike da Gaita
• Papa London

Domingo (2 de junho) a partir das 11H30

• Calema
• Zé Amaro
• Sons do Minho
• Sylvie
• Bombocas
• Miss Cindy

A Rádio Alfa apoia o Festival do Emigrante e vai, também, estar presente, no domingo!

Paris2024: Mundiais ‘apuram’ seis judocas portugueses, masTelma Monteiro de fora

Portugal deve contar nos Jogos Olímpicos de Paris2024 com seis judocas, numa lista em que Catarina Costa (-48 kg), Rochele Nunes (+78 kg) e Jorge Fonseca (+100 kg) têm estatuto de cabeça de série.

O final hoje da competição individual dos Mundiais da modalidade deixa os judocas de ‘máquina calculadora’ na mão, mas o cenário deve manter os mesmos cinco em classificação direta nas respetivas categorias e João Fernando na quota continental.

Ao grupo restrito de cabeças de série juntou-se hoje Jorge Fonseca em oitavo, em virtude do seu quinto lugar em -100 kg nos Mundiais.

A seleção portuguesa em Paris deve ficar completa com Bárbara Timo (-63 kg) e Patrícia Sampaio (-78 kg), mas já fora do top-8 nos respetivos pesos, bem como João Fernando (-81 kg), que entra com a sexta quota entre as 13 atribuídas aos masculinos europeus.

Na ‘matemática’, os Mundiais foram ingratos para Taís Pina (-70 kg), que entrava virtualmente apurada, ocupando uma das três vagas em sobra da Oceânia, na realocação de quota, mas os pontos somados, ao atingir os 16/avos de final, foram insuficientes.

Além de Taís Pina, também a polaca Aleksandra Kaleta (-52 kg) perdeu a quota de realocação, com as vagas a serem entregues à alemã Katharina Menz (-48 kg) e à croata Ana Viktorija Puljiz (-52 kg), enquanto a brasileira Natasha Ferreira (sétima nos Mundiais) manteve a posição.

Fora de um cenário matemático de apuramento ficou também Telma Monteiro (-57 kg), a judoca portuguesa mais medalhada de sempre.

A competição em Abu Dhabi não foi favorável a Telma, que perdeu logo na estreia – o que lhe deu apenas 20 pontos – e quando precisava urgentemente de pontos que a fizessem subir, tendo em conta que desde novembro, quando se lesionou com gravidade, estava em ‘perda’.

Telma Monteiro, que esteve até ao início de maio em zona de apuramento, na quota continental, chegou a ter a qualificação direta na sua categoria de peso, mas a paragem competitiva, após uma rotura de ligamentos no joelho esquerdo, complicou tudo.

A judoca do Benfica, medalha de bronze no Rio216, quatro vezes vice-campeã mundial e seis vezes campeã europeia, além de muitas outras subidas ao pódio, procurava, aos 38 anos, bater mais um recorde na carreira.

O objetivo era o de participar nos seus sextos Jogos Olímpicos, depois de Atenas2004, Pequim2008, Londres2012, Rio2016 e Tóquio2020, e tornar-se a primeira desportista feminina portuguesa, e a primeira judoca a nível mundial, a conseguir o ‘hexa’ em participações.

 

Com Agência Lusa.

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