Mort de Lionel Jospin : Jean-Numa Ducange revient sur les moments forts de sa vie politique

L’architecte de la gauche plurielle, Lionel Jospin, est décédé ce dimanche 22 mars. Considéré comme l’une des figures éminentes de la gauche socialiste, il a occupé de nombreuses fonctions : premier secrétaire du PS, député, ministre de François Mitterrand et premier ministre de cohabitation sous Jacques Chirac. L’historien et spécialiste des gauches, Jean-Numa Ducange, nous en parle.

Entretien avec Didier Caramalho dans l’ALFA 10/13 du 24 mars 2026 :

 

Lionel Jospin est décédé le 22 mars à l’âge de 88 ans. Il avait indiqué, en janvier dernier, avoir subi « une opération sérieuse », sans en divulguer les détails. Figure majeure du Parti socialiste, il laisse derrière lui l’image d’un dirigeant réformateur.

Dans sa jeunesse, Lionel Jospin milite d’abord chez les trotskistes, allant jusqu’à s’engager au sein du courant lambertiste de l’Organisation communiste internationaliste. Un passé d’extrême gauche qu’il a tenté de dissimuler, mais révélé par une enquête du Monde en 2001.

Remarqué par François Mitterrand, il prend sa suite au Parti socialiste et devient secrétaire national (1973-1981), puis premier secrétaire (1981-1988). Parallèlement, il mène une carrière de député à Paris, puis en Haute-Garonne, de 1981 à 1997, et siège également au Parlement européen de 1984 à 1988.

Après la réélection de François Mitterrand en 1988, il occupe des fonctions ministérielles dans deux gouvernements successifs : d’abord ministre de l’Éducation nationale, de la Recherche et des Sports dans le gouvernement de Michel Rocard jusqu’en 1991, puis dans celui de Édith Cresson jusqu’en avril 1992.

Sa carrière connaît un tournant à l’approche de l’élection présidentielle de 1995 lorsque Jacques Delors renonce à se présenter. Lionel Jospin devient alors le candidat du Parti socialiste. Jacques Chirac est finalement élu avec 52,64 % des voix, et Jospin redevient premier secrétaire du PS.

Deux ans plus tard, la dissolution de l’Assemblée nationale lui ouvre une nouvelle opportunité. Grâce au rassemblement de la gauche plurielle, celle-ci remporte les élections législatives de 1997. Reçu à l’Élysée dans la foulée, Lionel Jospin annonce lui-même sur le perron de l’Elysée sa nomination comme premier ministre par Jacques Chirac. Débute alors la plus longue cohabitation et le plus long gouvernement de la Ve République. Cette cohabitation, d’abord apaisée, devient plus conflictuelle à l’approche de l’élection présidentielle de 2002. Après un second échec dès le premier tour (il est doublé par Jean-Marie Le Pen du Front National), Lionel Jospin se retire définitivement de la vie publique : « J’en tire les conclusions en me retirant de la vie politique. »

Depuis la disparition de celui qui se définissait comme « un rigide qui évolue, un austère qui se marre et un protestant athée », les hommages pleuvent. « Lionel Jospin, c’était une orientation : le réalisme de gauche. Conjuguer les réalités économiques avec la réalité sociale », a déclaré François Hollande au journal de 20 heures de France 2. Rendant hommage à l’« incarnation » d’« une certaine idée de la gauche », il a également salué « une rigueur morale », ajoutant que « la gauche a besoin d’une éthique, toujours plus peut-être que d’autres formations politiques ».

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Jean-Numa Ducange est historien, spécialiste de l’historiographie de la Révolution française, de l’histoire des gauches françaises et de l’histoire des marxismes. Il est professeur en histoire contemporaine à l’université de Rouen et l’auteur d’une biographie de Jean Jaurès aux éditions Perrin, de Jules Guesde, l’inventeur du marxisme en France chez Dunod ou encore de Les Marxismes aux PUF.

Didier Caramalho

« Mon réinvestissement dans la vie parlementaire peut contribuer à rehausser la gauche de gouvernement » affirme François Hollande

Morreu o antigo primeiro-ministro francês Lionel Jospin aos 88 anos

O antigo primeiro-ministro francês Lionel Jospin, chefe de executivo entre 1997 e 2002, morreu aos 88 anos de idade, informou a família do socialista à agência de noticias francesa AFP.

Lionel Jospin faleceu a 22 de março, aos 88 anos. Tinha indicado, em janeiro passado, ter sido submetido a « uma operação séria », sem divulgar pormenores. Figura maior do Parti socialiste, deixa a imagem de um dirigente reformista.

Na juventude, Lionel Jospin militou inicialmente entre os trotskistas, chegando a integrar a corrente lambertista da Organização Comunista Internacionalista. Um passado de extrema-esquerda que tentou ocultar, mas que foi revelado por uma investigação do Le Monde em 2001.

Notado por François Mitterrand, sucedeu-lhe no Partido Socialista e tornou-se secretário nacional (1973-1981) e depois primeiro secretário (1981-1988). Em paralelo, foi deputado por Paris e, posteriormente, pela Haute-Garonne entre 1981 e 1997, tendo também exercido funções no Parlamento Europeu entre 1984 e 1988.

Após a reeleição de François Mitterrand em 1988, desempenhou funções ministeriais em dois governos sucessivos: primeiro como ministro da Educação Nacional, da Investigação e dos Desportos no governo de Michel Rocard até 1991, e depois no de Édith Cresson até abril de 1992.

A sua carreira conhece um ponto de viragem na aproximação das eleições presidenciais de 1995, quando Jacques Delors renuncia à candidatura. Lionel Jospin torna-se então o candidato do Partido Socialista. Jacques Chirac é eleito com 52,64 % dos votos, e Jospin volta a assumir a liderança do PS.

Dois anos mais tarde, a dissolução da Assembleia Nacional abre-lhe uma nova oportunidade. Graças à união da esquerda plural, esta vence as eleições legislativas de 1997. Recebido no Eliseu logo após os resultados, Lionel Jospin anuncia, no próprio perron do palácio, a sua nomeação como primeiro-ministro por Jacques Chirac. Inicia-se assim a mais longa coabitação e o mais longo governo da V República. Inicialmente pacífica, esta coabitação torna-se mais tensa à medida que se aproxima a eleição presidencial de 2002. Após um segundo fracasso, eliminado logo na primeira volta (ultrapassado por Jean-Marie Le Pen, da Frente Nacional), Lionel Jospin retira-se definitivamente da vida pública: « Tiro daí as conclusões, retirando-me da vida política. »

Desde o desaparecimento daquele que se definia como « um rígido que evolui, um austero que se diverte e um protestante ateu », multiplicam-se as homenagens. François Hollande declarou no jornal das 20h da France 2: « Lionel Jospin era uma orientação: o realismo de esquerda. Conciliar as realidades económicas com a realidade social ». Prestando homenagem à « encarnação » de « uma certa ideia da esquerda », saudou também « um rigor moral », acrescentando que « a esquerda precisa de uma ética, talvez ainda mais do que outras formações políticas ».

Didier Caramalho

Mort de Lionel Jospin : Jean-Numa Ducange revient sur les moments forts de sa vie politique

Líder FC Porto ‘vira’ resultado e vence Sporting de Braga por 1-2

O FC Porto venceu hoje o Sporting de Braga por 1-2, depois de ter estado a perder, na 27ª jornada, e mantém-se, com sete pontos de vantagem sobre Sporting e Benfica, na liderança da I Liga de futebol.

Em Braga, uma grande penalidade convertida por Zalazar, aos 54 minutos, colocou a equipa da casa em vantagem, mas os ‘dragões’ ‘viraram’ o resultado com golos de William Gomes e Fofana, aos 69 e 80, respetivamente.

O FC Porto lidera a I Liga, com 72 pontos, mais sete do que o Sporting, segundo e com menos um jogo, e do que o Benfica, terceiro em igualdade pontual com os ‘leões’, enquanto o Sporting de Braga é quarto classificado, com 46.

 

 Resultados da 27ª jornada da I Liga portuguesa de futebol:

– Sexta-feira, 20 mar:

Estrela da Amadora – Casa Pia, 4-0 (3-0 ao intervalo)

– Sábado, 21 mar:

Moreirense – Arouca, 0-1 (0-0)

Famalicão – Nacional, 1-0 (0-0)

Santa Clara – Gil Vicente, 1-0 (0-0)

Benfica – Vitória de Guimarães, 3-0 (1-0)

– Domingo, 22 mar:

Estoril Praia – Rio Ave, 1-2 (1-0)

Alverca – Sporting, 1-4 (0-1)

Sporting de Braga – FC Porto, 1-2 (0-0)

 

Com Agência Lusa.

 

Sporting volta a assumir o segundo lugar com triunfo em Alverca por 1-4

Resultados das autárquicas: o ex-Primeiro-Ministro François Bayrou derrotado em Pau, esquerda vence em Paris, Lyon e Marselha

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Os primeiros resultados começaram a chegar a partir das 20h: o ex-Primeiro-Ministro Édouard Philippe foi reeleito em Le Havre, assim como o socialista Stéphane Le Foll em Le Mans. Por outro lado, a candidata da RN, Laure Lavalette, ficou atrás em Toulon….

O ESSENCIAL:

  • O ex-Primeiro-Ministro Édouard Philippe conseguiu a reeleição em Le Havre.
  • Emmanuel Grégoire, candidato do PS à Câmara de Paris, aparece largamente à frente de Rachida Dati (LR) e Sophia Chikirou (LFI).
  • Em Marselha, Benoît Payan (PS) é apontado como vencedor, à frente de Franck Allisio (RN).

Municipais em França: PS vence nas grandes cidades, RN contido e macronistas surpreendem

As eleições municipais em França terminaram com um claro reforço do Partido Socialista (PS) nas grandes cidades, uma progressão limitada da direita radical e resultados mistos para a esquerda e a direita tradicional. A votação surge como um teste político importante antes das presidenciais de 2027.

O PS foi o grande vencedor da noite, conquistando vitórias significativas em Paris e Marselha.

Em Paris, Emmanuel Grégoire venceu confortavelmente Rachida Dati, contrariando sondagens que apontavam para uma disputa renhida.

Em Marselha, Benoît Payan também foi reeleito com uma margem confortável. Os socialistas mantiveram ainda várias cidades importantes, como Rennes, Montpellier e Estrasburgo, consolidando o seu peso local. Em alguns casos, alianças com a esquerda radical e os ecologistas foram decisivas.

A França Insubmissa (LFI) registou um resultado ‘agridoce’. Conquistou cidades como Roubaix e confirmou progressos em bastiões urbanos, mas falhou objetivos em centros maiores como Toulouse e Limoges. O partido mantém presença local reforçada, mas sem a expansão esperada.

À direita, o balanço é contrastado. Apesar de algumas vitórias simbólicas, como Brest ou Clermont-Ferrand, houve derrotas importantes em cidades estratégicas como Paris e Lyon. Estes resultados fragilizam a narrativa de uma forte dinâmica eleitoral do campo conservador.

Os ecologistas mantiveram alguns dos seus bastiões, nomeadamente Lyon e Grenoble, mas perderam várias cidades-chave conquistadas em 2020. O partido sai enfraquecido, longe do entusiasmo registado há seis anos.

O Rassemblement National conseguiu travar perdas e conquistar algumas cidades, incluindo Nice através da aliança com Éric Ciotti, mas não alcançou grandes avanços. A progressão ficou aquém das expectativas criadas após a primeira volta.

Já o campo presidencial teve motivos para satisfação. A ‘macronie’ venceu em cidades como Bordéus e Annecy, mostrando uma implantação local superior à registada em eleições anteriores.

Entre os derrotados da noite destacam-se François Bayrou, derrotado por margem curta, e Christian Estrosi, que perdeu em Nice e anunciou a saída das suas funções municipais.

No conjunto, o escrutínio confirma um PS forte a nível local, uma direita dividida, uma esquerda fragmentada e um campo presidencial que resiste. O cenário político permanece aberto e sem um vencedor claro para a corrida presidencial de 2027. 

Com Agências.

Eleições Municipais 2026: Emmanuel Grégoire é o novo « maire » de Paris

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O socialista Emmanuel Grégoire ganhou a câmara de Paris, sucedendo à colega de partido Anne Hidalgo, na segunda volta das autárquicas francesas, com claros ganhos para a esquerda e a direita tradicionais, e vitória importante da extrema-direita em Nice.

Os resultados definitivos ainda estão pendentes em grandes cidades, incluindo Paris, mas Grégoire reivindicou a vitória depois de estimativas baseadas em resultados parciais o colocarem bem à frente da rival conservadora Rachida Dati, que reconheceu já a derrota.

Esta eleição é vista como um teste ao equilíbrio de poder no mapa político local da França antes da corrida presidencial de 2027 começar a tomar forma.

Paris « será o coração da resistência » à união da direita e da extrema-direita, a um ano das eleições presidenciais de 2027 em França, afirmou Grégoire, depois de conhecidas as projeções que lhe dão 50% a 53% dos votos, contra 37% a 40% para a sua rival, de direita, Rachida Dati.

“Esta noite é a vitória de uma certa visão de Paris: uma Paris vibrante, uma Paris progressista”, disse Grégoire antes de percorrer as ruas da cidade até à Câmara Municipal de bicicleta.

Os eleitores franceses tinham já eleito, há uma semana, a maioria dos autarcas na primeira volta, mas voltaram às urnas hoje para a última volta destas eleições em 1.500 comunas, incluindo algumas grandes cidades.

 

Com Agência Lusa.

Sporting volta a assumir o segundo lugar com triunfo em Alverca por 1-4

O Sporting voltou hoje ao segundo lugar da I Liga de futebol, em igualdade pontual com o Benfica, mas com menos um jogo, ao vencer por 1-4 no terreno do Alverca, na 27.ª jornada da prova.

Em Alverca, Pedro Gonçalves, ‘bisou’ aos 22 e 86 minutos, Luis Suárez (50), que reforçou a liderança dos melhores marcadores, com 24 golos, e Geny Catamo (68), marcaram os golos dos ‘leões’, tendo Marezi ‘faturado’ para o Alverca, aos 83.

O Sporting, que tem menos um jogo disputado, da 26ª jornada com o Tondela, segue na segunda posição, com 65 pontos, em igualdade pontual com o Benfica, terceiro, a quatro do líder, o FC Porto, que ainda hoje visita o Sporting de Braga.

 

 Resultados da 27ª jornada da I Liga portuguesa de futebol:

– Sexta-feira, 20 mar:

Estrela da Amadora – Casa Pia, 4-0 (3-0 ao intervalo)

– Sábado, 21 mar:

Moreirense – Arouca, 0-1 (0-0)

Famalicão – Nacional, 1-0 (0-0)

Santa Clara – Gil Vicente, 1-0 (0-0)

Benfica – Vitória de Guimarães, 3-0 (1-0)

– Domingo, 22 mar:

Estoril Praia – Rio Ave, 1-2 (1-0)

Alverca – Sporting, 1-4 (0-1)

Sporting de Braga – FC Porto, 21:30

 

Com Agência Lusa.