Realiza-se hoje o sorteio para a edição 24/25 da Liga dos Campeões que vai ter um novo formato, com o fim da ‘fase de grupos’ e o início da ‘fase de liga’ que promete revolucionar o futebol europeu.
36 clubes, classificação única, os primeiros oito apuram-se diretamente para os oitavos de final, os classificados entre o 9º e o 24º jogam um play-off para preencher as outras oito vagas nos oitavos,
Vamos lá… Os 36 clubes serão divididos em quatro potes, com nove equipas cada, em função do ranking da UEFA. A relevância do pote a que se pertence desapareceu, porque cada clube fará dois jogos com equipas de cada pote (um em casa e um fora), totalizando os oito jogos da fase de liga.
A fase de grupos, deixa de ter 32 equipas, como acontecia desde a época 1999/2000, e passa a 36 clubes.
Na verdade deixa de ser uma fase de grupos – a UEFA chama-lhe fase de liga. Os 36 clubes farão oito jogos cada um, quatro em casa e quatro fora, sempre com adversários diferentes.
Haverá uma classificação única, com os oito primeiros a apurarem-se diretamente para os oitavos de final e os que ficarem entre o 9º e o 24º a disputarem um play-off a duas mãos para encontrar os outros oito qualificados para os oitavos.
A partir daí volta-se ao formato tradicional, com oitavos, quartos e meias-finais a duas mãos antes da final.
As limitações são: não podem defrontar-se equipas do mesmo país e cada clube pode defrontar no máximo dois adversários de cada país (ou seja, se o Sporting jogar com Inter e Milan, já não poderá defrontar Atalanta, Juventus ou Bolonha).
O sorteio é feito por computador. Vai haver taças com bolas em palco, mas apenas para definir a ordem pela qual cada clube conhecerá os seus adversários.
A Liga Europa é exatamente igual à Champions, a fase de grupos é substituída por uma fase de liga, com classificação única. E sempre com 36 clubes e com play-off para os clubes classificados entre o 9º e o 24º lugar antes dos oitavos de final.
Na Liga Conferência é que haverá uma ‘nuance’ – na fase de liga, cada clube fará apenas seis jogos (três em casa e três fora), e não oito.
Artigo baseado nas explicações da UEFA e do jornal aBola.
Paris deu hoje, “à grande e à francesa”, início aos Jogos Paralímpicos2024, numa ousada cerimónia no coração da cidade, na qual pediu ao mundo que, através de uma inclusão sem preconceitos, caminhe da “discórdia à concórdia”.
Na festa que trouxe os Jogos à Praça da Concórdia e aos Campos Elíseos, com calor e sem a chuva que há cerca de um mês teimou em “abençoar” a abertura dos Jogos Olímpicos, a delegação portuguesa foi a 127.ª das 168 presentes a desfilar desde o Arco do Triunfo, com Diogo Cancela e Margarida Lapa como porta-estandartes.
O coração de Paris, que fez jus ao epíteto de cidade Luz, viveu um “Paradoxo, da Discórdia à Concórdia”, o título escolhido para a cerimónia de abertura dos Jogos Paralímpicos realizados em França, com direção artística de Thomas Joly, que também idealizou a abertura dos Olímpicos.
Em segmentos diferentes, dois grupos distintos – o “strict society” [sociedade fechada] e o “gang creative” [gang criativo] – aproximaram-se e conseguiram passar discórdia à concórdia, usando a criatividade para ultrapassar a distância que os separava.
Com diversas performances de música e dança, os franceses aproveitaram para fazer um convite para que todos pensem no seu papel na construção de uma sociedade mais inclusiva, lembrando que 15% da população mundial tem algum tipo de deficiência, e apelar « à revolução da inclusão ».
Separados no início, os grupos começaram a “olhar um para o outro” ainda antes do desfile das 168 delegações presentes, ao som de uma nova versão de “Non, je no regret pas”, de Edith Piaf.
Com uma narrativa que deu voz às dificuldades diárias que se colocam no caminho das pessoas com deficiência, os dois grupos mostraram a importância da reflexão sobre o tema, da adaptação, da criatividade e do apoio.
Depois de mais de uma hora e meia de desfile das delegações, ao som das escolhas do DJ Myd, que “fez” dançar a Praça da Concórdia, que “explodiu” com a entrada da comitiva francesa, ao som de “Les Champs Elysées”
O espetáculo, com audiodescrição em várias línguas disponível na aplicação oficial do evento, a cerimónia entrou depois numa nova fase, com várias pessoas com deficiência a mostrarem-se “esperançadas num futuro mais inclusivo”.
Os dois grupos voltaram ao centro da ação, já com quase todas as diferenças superadas, dando uma visão de unidade e igualdade de oportunidades, numa celebração de diversidade e criatividade compartilhada.
Depois do presidente do Comité Paralímpico Internacional (IPC), Andrew Parsons, ter pedido no palco da revolução francesa que Paris seja palco de uma “revolução de inclusão”, o líder da República Francesa, declarou aberto o evento, no qual Portugal soma a sua 11.ª participação.
A bandeira paralímpica chegou ao centro da festa pelas mãos do antigo atleta paralímpico John McFall, medalhado em Pequim2008, e o primeiro astronauta com deficiência a ingressar na Agência Espacial Europeia, imediatamente antes de o hino paralímpico ecoar na Concórdia.
Embalada pelo Bolero, de Maurice Ravel, a Praça da Concórdia “apagou-se” para receber a chama paralímpica, acesa na cidade inglesa de Stoke Mandeville, o ‘berço’ da competição, a chama passou por quatro atletas paralímpicos medalhados, junto ao obelisco de Luxor.
A chama saiu depois da Praça da Concórida, na mão do velocista Marcus Rehm, passando por vários atletas ao longo dos Campos Elíseos, rumo à pira paralímpica, em forma de balão de ar quente, situada no Jardim de Tuileries.
Acesa por cinco campeões paralímpicos franceses, a pira iluminará Paris até 08 de setembro, dia em que a capital gaulesa passará o testemunho a Los Angeles.
Com Agência Lusa.
Cerimónia de abertura dos Jogos Paralímpicos Paris2024, na Praça da Concórdia, em Paris, França, 28 de agosto de 2024. Os Jogos Paralímpicos Paris2024 decorrem até ao dia 08 de setembro. ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA
Cerimónia de abertura dos Jogos Paralímpicos Paris2024, na Praça da Concórdia, em Paris, França, 28 de agosto de 2024. Os Jogos Paralímpicos Paris2024 decorrem até ao dia 08 de setembro. ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA
Cerimónia de abertura dos Jogos Paralímpicos Paris2024, na Praça da Concórdia, em Paris, França, 28 de agosto de 2024. Os Jogos Paralímpicos Paris2024 decorrem até ao dia 08 de setembro. ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA
A comitiva dos atletas portugueses que irão participar nos Jogos Paralímpicos 2024, durante a cerimónia de abertura dos Jogos Paralímpicos Paris2024, na Praça da Concórdia, em Paris, França, 28 de agosto de 2024. Os Jogos Paralímpicos Paris2024 decorrem até ao dia 08 de setembro. ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA
Cerimónia de abertura dos Jogos Paralímpicos Paris2024, na Praça da Concórdia, em Paris, França, 28 de agosto de 2024. Os Jogos Paralímpicos Paris2024 decorrem até ao dia 08 de setembro. ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA
(Foto de Augusto Barreiro na hora da partida, ladeado pelo « maire » de Saint-Maur des Fossés e pelo diretor-geral da Rádio Alfa)
A audaciosa aventura de três mil quilómetros, que inclui a travessia dos Pirenéus, começou no dia 27 de agosto, às 9h30, e destina-se a ligar Saint-Maur des Fossés (na região parisiense) e Leiria.
Residente naquela localidade francesa, partiu da praça da Câmara apadrinhado pelo « maire » local, Pierre-Michel Delecroix e pelo diretor-geral da Rádio Alfa, comendador Fernando Lopes.
Augusto Barreiro é conhecido na região de Saint-Maur de Fossés, que acolheu a sua família, por GU – jogou futebol como juvenil e júnior no clube Lusitanos de Saint-Maur.
Prevê chegar a Leiria a 19 de outubro, dia do seu aniversário (61 anos). Em princípio deverá ser recebido então com todas as honras, designadamente pelo presidente da Câmara local, Gonçalo Lopes.
No trajeto, seguirá o célebre « caminho » de Santiago de Compostela e conta correr 100kms por dia em terreno plano e 50kms, igualmente por dia, para atravessar os Pirenéus.
Gu é natural da região de Leiria, tal como seus pais e conta fazer o périplo em autonomia, isto é sem assistência externa.
Sismo em Portugal já teve nove réplicas e foi o 10.º maior desde o século XVI – IPMA
O sismo que ocorreu na madrugada de segunda-feira em Portugal foi o 10.º maior desde o século XVI e já teve nove réplicas, não sentidas e de pequena magnitude, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
O abalo, de magnitude de 5,3 na escala de Richter, foi registado às 05:11 de segunda-feira nas estações da Rede Sísmica do continente, com epicentro a cerca de 60 quilómetros a Oeste de Sines.
“Em termos de magnitude, e considerando uma área com um raio de 100 quilómetros em torno do epicentro, trata-se do 10.º maior sismo ocorrido desde o séc. XVI, sendo esta zona muito marcada pela ocorrência, em 1858, de um terramoto histórico particularmente importante, conhecido como o sismo de Setúbal e que teve uma magnitude de M7.1”, pode ler-se.
O IPMA frisou ainda que na “estação acelerométrica mais próxima do epicentro do sismo do dia 26 de agosto, foram medidos os maiores valores de aceleração do movimento do solo alguma vez registados com instrumentação moderna em Portugal continental”.
Desde as 05:47 de segunda-feira que se registaram nove réplicas de pequena magnitude, as mais recentes às 00:14 e 00:30 de terça-feira, indicou também o IPMA, em comunicado.
“Através do questionário macrossísmico online, foram já rececionados no IPMA mais de 19.000 testemunhos referenciando os efeitos deste sismo”, acrescentou.
O sismo teve uma intensidade máxima de IV/V na escala de Mercalli, classificada como moderada a forte, sendo seguido de pelo menos quatro réplicas, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera IPMA).
Com intensidade V, considerada forte, os efeitos podem sentir-se fora de casa, caso ocorra durante a noite pode acordar as pessoas, “os líquidos oscilam e alguns extravasam”, explica o IPMA.
“Pequenos objetos em equilíbrio instável deslocam-se ou são derrubados. As portas oscilam, fecham-se ou abrem-se. Os estores e os quadros movem-se. Os pêndulos dos relógios param ou iniciam ou alteram o seu estado de oscilação” quando de regista uma intensidade de V.
O abalo foi sentido em várias zonas de Portugal e com maior intensidade nas regiões de Setúbal e Lisboa.
O presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar Branco, enalteceu o “exemplo excecional” dado pelos atletas paralímpicos portugueses, numa receção que decorreu na embaixada de Portugal em França.
Aguiar Branco destacou a importância da proximidade do « governo português e da Assembleia da República com comitiva lusa que vai participar nos Jogos Paralímpicos Paris 2024 ».
Para além do presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar Branco e de vários atletas que vão competir nos jogos paralímpicos, Paris 2024, marcaram presença o secretário de Estado do Desporto, Pedro Dias, o embaixador de Portugal em França, José Augusto Duarte que falou das suas expectativas para esta competição:
Também o presidente do Comité Paralímpico de Portugal, José Manuel Lourenço, esteve presente e destacou a capacidade de superação dos atletas portugueses:
O vice-presidente do Comité Paralímpico de Portugal e da Federação Portuguesa de Atletismo, Luís Figueiredo, é o chefe de missão aos Jogos Paralímpicos Paris 2024 e falou daquilo que se pode esperar da participação portuguesa.
Entre os vários atltetas presentes, Beatriz Monteiro, vai participar no torneio de badminton:
A missão lusa integra 27 atletas, que vão competir em 10 das 22 modalidades do programa paralímpico entre quarta-feira (28 Agosto) e 08 de setembro. Portugal soma em Jogos Paralímpicos a sua 11ª participação. A cerimónia de abertura terá lugar esta quarta-feira em plena ‘Place de la Concorde’.
Atletas paralímpicos portugueses numa receção na embaixada de Portugal em França. (Foto Ilustração – Manuel Alexandre)
Aguiar Branco enaltece « exemplo excecional » dos atletas portugueses (Foto. Manuel Alexandre).
Francisco Conceição emprestado pelo FC Porto à Juventus até ao final da época
O futebolista internacional português Francisco Conceição foi emprestado pelo FC Porto à Juventus, do escalão principal italiano, num negócio válido até ao final da temporada, mas sem cláusula de opção de compra, anunciaram hoje os dois clubes.
Em comunicado publicado no seu sítio oficial na Internet, os ‘dragões’ detalharam que vão receber sete milhões de euros (ME) fixos pela cedência do extremo, aos quais se podem juntar mais três ME em variáveis, caso os ‘bianconeri’ se qualifiquem para a edição 2025/26 da Liga dos Campeões.
« A Juventus não detém direito de opção de compra, pelo que o jogador regressará ao FC Porto no fim do empréstimo. O FC Porto assumirá a responsabilidade com o mecanismo de solidariedade e declara que terá encargos com serviços de intermediação de 10% sobre o valor total », explicaram.
Francisco Conceição, de 21 anos, será o 10.º português a representar a Juventus, recordista de títulos de campeão em Itália (36) e atual líder isolado da Serie A, com seis pontos, em duas jornadas, juntando-se no atual plantel ao defesa central Tiago Djaló, contratado em janeiro aos franceses do Lille.
Filho de Sérgio Conceição, ex-treinador ‘azul e branco’, o extremo estava a cumprir a segunda passagem pelo FC Porto, ao qual tinha voltado no verão passado por empréstimo dos neerlandeses do Ajax para somar oito golos e seis assistências em 43 jogos, convencendo os ‘dragões’ a exercerem uma opção de compra de 10,5 ME, verba superior aos cinco ME investidos pelo clube de Amesterdão dois anos antes na sua aquisição definitiva.
Francisco Conceição integrou os trabalhos de pré-época do conjunto orientado por Vítor Bruno em finais de julho, após alinhar pela seleção de Portugal na fase final do Campeonato da Europa, na Alemanha, mas esteve lesionado durante cerca de três semanas e falhou os primeiros quatro jogos oficiais em 2024/25.
Vencedor de um campeonato e duas Taças de Portugal, o extremo está vinculado ao FC Porto por cinco temporadas, até junho de 2029, com uma cláusula de rescisão de 45 ME, sendo que essa renovação foi oficializada em 23 de abril, a quatro dias das eleições mais concorridas da história do clube, nas quais o atual presidente André Villas-Boas destronou Pinto da Costa, líder há 42 anos e 15 mandatos.
Francisco Conceição é a nona saída dos ‘dragões’ na janela de transferências de verão, e terceira no ataque, que também ficou sem o iraniano Mehdi Taremi, reforço do campeão italiano Inter Milão a custo zero, e o brasileiro Evanilson, adquirido pelos ingleses do Bournemouth por 37 ME fixos, mais 10 ME em variáveis.
O futebolista Toni Martínez foi contratado pelo Alavés ao FC Porto, da I Liga portuguesa, tendo assinado por quatro temporadas, até junho de 2028, anunciou hoje o 16.º classificado da Liga espanhola.
Os moldes do negócio não foram detalhados pelo clube basco, mas, horas depois, os ‘dragões’ informaram que a transferência « rende dois milhões de euros (ME) fixos, incluindo um variável que poderá atingir os 2,025 ME ».
« A FC Porto SAD assumirá a responsabilidade com o mecanismo de solidariedade devida a terceiros e declara que esta transferência não contou com qualquer intervenção de intermediação », acrescentaram, em comunicado publicado no sítio oficial do emblema ‘azul e branco’ na Internet.
Toni Martínez fez 32 golos e sete assistências em 140 jogos pelo FC Porto, ao qual tinha chegado em 2020/21, oriundo do Famalicão, por 3,2 ME, mas nunca se impôs nas opções iniciais e foi afastado dos trabalhos da equipa principal na reta final da época passada pelo então treinador ‘azul e branco’ Sérgio Conceição.
Apesar de ter sido reintegrado pelo novo técnico, Vítor Bruno, no arranque da preparação para 2024/25, o ponta de lança, de 27 anos, continuou sem espaço e cumpriu apenas quatro minutos como suplente utilizado na vitória nos Açores perante o Santa Clara (2-0), na segunda jornada da I Liga.
Vencedor de um campeonato, três Taças de Portugal, uma Taça da Liga e duas Supertaças Cândido de Oliveira pelo FC Porto, Toni Martínez está de regresso ao seu país, no qual completou um percurso formativo dividido entre Real Murcia e Valência, sendo que, mais tarde, representou Valladolid (2017/18), Rayo Majadahonda e Lugo (ambos em 2018/19), sempre por empréstimo dos ingleses do West Ham.
O avançado é a 10.ª saída dos ‘dragões’ na janela de transferências de verão, e terceira no eixo ofensivo, que também ficou sem o iraniano Mehdi Taremi, reforço do campeão italiano Inter Milão a custo zero, e o brasileiro Evanilson, adquirido pelos ingleses do Bournemouth por 37 ME fixos, mais 10 ME em variáveis, mas já viu chegar Samu Omorodion e Deniz Gül, provenientes dos espanhóis do Atlético de Madrid e dos suecos do Hammarby por 15 ME e 4,5 ME, respetivamente.
Em comunicado, o Presidente Macron rejeitou na 2ª feira à noite a candidatura de Lucie Castets, proposta para chefe do Governo pela aliança de esquerda Nova Frente Popular, alegando a necessidade de “estabilidade institucional” do país.
Na mesma altura, o chefe de Estado anunciou novas consultas a partir desta 3ª feira.
Leia mais aqui, sobre o mesmo assunto:
PR Macron sem solução para formar Governo – um « pequeno teatro ». Opinião
Política francesa – opinião, por Daniel Ribeiro
Alguns comentadores franceses já chamam à situação e à « valsa » de consultas de Emmanuel Macron no Eliseu um « pequeno teatro ».
Facto é que depois dos Jogos Olímpicos e de uma série de reuniões no Palácio presidencial, o PR Macron continua sem solução viável para formar o seu novo Governo – ele continua a recusar a constituição de um executivo de esquerda, com o movimento França Insubmissa, de Jean-Luc Mélenchon.
Depois das eleições antecipadas, decididas por Macron, a « intriga » da peça de teatro continua e a França permanece com um Governo de gestão.
As « consultas » do Presidente com os partidos não deram nada e o Presidente poderá falar aos franceses no início desta semana.
Facto é que, por falta de maioria absoluta, o « país político » continua bloqueado desde 7 de julho e a decisão contestada de Macron de dissolver o Parlamento, em junho, depois da vitória da extrema-direita nas eleições europeias.
As eleições deram a vitória, sem maioria absoluta, a uma coligação de esquerda – Nova Frente Popular.
Carlos Paião morreu há exatamente 36 anos, 26 de agosto de 1988, na sequência de um acidente de viação.
O artista Carlos Paião, intérprete de temas como “Playback” ou “Pó de arroz”, morreu há 36 anos, no dia 26 de agosto de 1988.
A morte ocorreu na sequência de um acidente de viação.
“Hoje, dia 26 de agosto de 2024, passam 36 anos sobre a trágica partida do nosso Carlos Paião. Querido amigo, continuas bem vivo e sempre presente nos nossos corações. Nunca te esqueceremos“, referiu António Sala.
Na altura, Carlos Paião ia para um concerto em Penalva do Castelo, no distrito de Viseu, para atuar nas Festas em Honra de S. Genésio.
Porém, despistou-se na antiga Estrada Nacional 1, perto de Rio Maior. À data da sua morte, tinha 30 anos.
O sueco Sven-Goran Eriksson morreu hoje em casa, aos 76 anos, depois de uma luta contra um cancro no pâncreas, informou a família do antigo treinador do Benfica e da seleção inglesa de futebol.
“Após longa doença, SGE [Sven-Goran Eriksson] faleceu durante a manhã, em casa, rodeado pela família”, pode ler-se em nota publicada na página oficial do treinador, num comunicado também replicado pelo empresário do técnico, Bo Gustavsson.
Na mesma nota, pede-se reserva para a família no momento de luto e informa-se que as condolências podem ser endereçadas na página oficial (www.svengoraneriksson.com).
Eriksson notabilizou-se enquanto treinador ao serviço do Gotemburgo, o que o conduziu ao Benfica em 1982/83, mantendo-se por duas épocas na Luz, antes de regressar em 1989, para mais três temporadas pelas ‘águias’.
No Benfica, o treinador, trazido pelo empresário Borge Lantz, após a conquista da Taça UEFA com o Gotemburgo, revolucionou o futebol dos ‘encarnados’, com ideias inovadoras à época, e conduziu a equipa a três campeonatos (1982/83, 1983/84 e 1990/91), a uma Supertaça (1989/90) e a uma Taça de Portugal (1982/83).
Eriksson liderou também as ‘águias’ na final da Taça UEFA de 1982/83, perdida para o Anderlecht, em eliminatória a duas mãos, e na final da Liga dos Campeões de 1989/90, em que perdeu com o AC Milan (1-0), em Viena.
Os resultados na primeira passagem pelo Benfica levaram o treinador a ser cobiçado na Europa, levando-o em períodos distintos à Série A, como treinador da Roma, Fiorentina, Sampdoria e Lazio.
Mais tarde, desempenhou funções de selecionador de Inglaterra, México, Costa do Marfim e Filipinas, mas também foi treinador do Manchester City, Notts County, Leicester, Shanghai SIPG, Guangzhou, entre outros.
No início do ano, o treinador revelou ter sido diagnosticado com um cancro do pâncreas em fase terminal e que teria, de acordo com parecer clínico, menos de um ano de vida.
A informação mereceu uma onda de solidariedade e lembrança ao treinador, que chegou a ser homenageado presencialmente por alguns dos clubes pelos quais passou, desde o Gotemburgo à Sampdoria, mas também o Benfica.
Os ‘encarnados’ receberam o treinador no Estádio da Luz em abril, antes de um jogo europeu com o Marselha, para a Liga Europa, e Eriksson foi ovacionado de pé pelos adeptos, mas também por muitos jogadores que treinou e que estiveram nesse dia ao seu lado.
Toni, que foi seu adjunto, e futebolistas como Maniche, Rui Águas, César Brito, Humberto Coelho, Shéu Han, Filipovic, Valido, Veloso, João Alves, Vítor Paneira, Bastos Lopes, Valdo, Diamantino, Carlos Manuel ou Álvaro Magalhães foram alguns dos seus antigos jogadores que o ladearam, depois de lhe prestaram um corredor de honra, entre aplausos e cumprimentos.
“Eriksson: desde de 1982, até ao fim”, escreveram os adeptos.
“Só 10%” dos edifícios em Lisboa precisam de reforço antissísmico – câmara
O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, disse hoje que “só 10%” dos edifícios da capital precisam de reforço antissísmico, sublinhando que o município está a fazer uma avaliação há dois anos.
“Lisboa desde há dois anos que se está a preparar”, disse Carlos Moedas, em declarações à estação de televisão SIC, à margem de uma conferência europeia sobre mecânica dos solos e geotecnia, que decorre hoje na capital.
Esta madrugada Portugal foi abalado por um sismo de magnitude 5,3 na escala de Richter, registado às 05:11 e com epicentro a 58 quilómetros a oeste de Sines, no distrito de Setúbal.
A Câmara Municipal de Lisboa (CML) está a “avaliar sismicamente mais de 1.500 edifícios municipais”, informou Carlos Moedas, sublinhando que “só 10% precisam de reforço” contra terramotos.
“Estamos a avaliar sismicamente todos os edifícios, porque é importante sabermos onde estão os perigos”, frisou Carlos Moedas, recordando que “mais de 50% [dos edifícios] foram construídos antes de haver regras antissísmicas”.
O autarca acrescentou que também já foram identificados os viadutos em maior risco e que as 28 escolas que passaram do Estado para a CML “vão ter reforço do ponto de vista sísmico”.
O autarca adiantou que não houve “nenhuma ocorrência significativa” na cidade em resultado do sismo, mas relatou que existiram “muitos telefonemas” de pessoas “com preocupação” e procurando informação.
“Estamos a preparar-nos todos os dias, a medir os vários riscos”, assegurou Carlos Moedas, considerando que “as equipas estão muito bem preparadas” e referindo que já foi dada formação nesta área a “mais de 700 engenheiros”.
Lisboa tem-se preparado sobretudo nos alertas de tsunami, no reforços dos edifícios e na informação à população sobre o que fazer nestes casos, no âmbito da qual entregou “2.500 kits” a estudantes, acrescentou.
Apelando à “calma e serenidade”, Carlos Moedas disse ainda que o sismo desta madrugada foi sentido, mas teve uma intensidade “longe do acionar de um plano”.
Constatando o que há muito se sabe que “Lisboa está numa zona sísmica”, onde, portanto, situações como a desta madrugada podem voltar a acontecer, o autarca partilhou que ouviu dos técnicos reunidos na conferência em geotecnia que até “é bom” que estes abalos vão acontecendo, porque libertam as placas tectónicas.
“Sabemos que os sismos vão acontecer, não sabemos é quando nem com que intensidade”, disse, realçando a importância da autoproteção e dos planos de evacuação.
“Desde há dois anos que trabalhamos com todas as freguesias sobre planos de evacuação com pontos seguros”, destacou.
Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o sismo sentido esta madrugada (que também abalou Espanha) não causou, até ao momento, danos pessoais ou materiais.
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