Anda um cheiro a fascismo pelo ar- Opinião. Por Ricardo Figueira

A separação forçada de crianças das familias emigrantes, refugiados à deriva no mar e recenseamento de ciganos: a arrogancia de alguns poderosos com ‘pose’ fascista. Ouça aqui a última crónica do jornalista da Euronews. Ricardo Figueira:

 

Penhas da Saúde regressam e dois últimos dias decisivos na 80ª edição

A chegada da quarta etapa às Penhas da Saúde será a grande novidade da 80ª edição da Volta a Portugal em bicicleta, que pelo terceiro ano consecutivo não terá uma chegada à Torre.

A etapa rainha, disputada ao quinto dia da prova, que se disputa de 01 a 12 de agosto, num total de 1.578,9 quilómetros, vai surgir ainda cedo, mas poderá marcar diferenças entre os principais candidatos.

Em 05 de agosto, os ciclistas terão de percorrer 171,4 quilómetros, entre a Guarda e as Penhas da Saúde, também em plena Serra da Estrela, uma contagem de categoria especial, já depois de terem passado pela Torre, o ponto mais alto de Portugal continental, também da máxima dificuldade.

Além desta chegada às Penhas da Saúde, que já não acontecia há 22 anos, as grandes decisões da 80.ª edição da ‘grandíssima’ devem ficar guardadas para os dois últimos dias.

A nona e penúltima etapa vai trazer a sempre aguardada chegada à Senhora da Graça, em Mondim de Bastos, 155,2 quilómetros depois da partida de Felgueiras.

Antes da chegada ao Monte Farinha, os ciclistas terão de passar outras duas contagens de primeira categoria, em Alto da Barra e Barreiro.

Em 12 de agosto, o sucessor do espanhol Raul Alarcón (W52-FC Porto) subirá ao pódio final em Fafe, após um contrarrelógio de 17,3 quilómetros, menor do que o de 2017 (20,1).

A 80.ª edição da Volta a Portugal vai começar em 01 de agosto, com um prólogo de 1,8 quilómetros na Avenida Luísa Todi, em Setúbal, que substitui Lisboa, que desde 2008 não ficava fora do mapa da prova.

A primeira etapa em linha marca o regresso do Algarve à Volta a Portugal, com uma ligação entre Alcácer do Sal e Albufeira, numa oportunidade para os ‘sprinters’, após 191,8 quilómetros.

Depois de o Alentejo litoral dar a partida para a primeira etapa, será o Alentejo interior a marcar a segunda tirada, a maior da 80.ª edição, com 195,8 quilómetros, entre Beja e Portalegre, que se prevê muito quente em pleno verão.

A zona afetada pelos grandes incêndios de 2017 será homenageada na terceira etapa, com os 175,9 quilómetros entre a Sertã e Oliveira do Hospital a deverem ser observados no local pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Já após a passagem pela Serra da Estrela, o pelotão, com certeza já mais reduzido do que na partida, cumprirá a quinta etapa, última antes do dia de descanso – este ano uma etapa mais cedo -, entre o Sabugal e Viseu, nuns 191,7 quilómetros muito acidentados.

O descanso em Viseu será importante para os ciclistas atacarem a segunda metade da Volta a Portugal, que começa com a única estreia da 80.ª edição.

Sernancelhe receberá pela primeira vez um início de uma etapa, que vai ligar aquela vila do distrito de Viseu à transmontana Boticas, num total de 165,4 quilómetros, de constante sobe e desce, com uma contagem de primeira categoria a menos de 20 quilómetros da meta.

A segunda chegada em alto acontece à sétima etapa, na chegada ao Santuário de Santa Luzia, em Viana do Castelo, uma contagem de terceira categoria, colocada 165,5 quilómetros após a partida de Montalegre.

Antes das duas etapas finais haverá uma etapa de transição, a mais curta em linha (147,6 quilómetros), entre Barcelos e Braga (quilómetros), mas com duas passagens pelo Sameiro já nos quilómetros finais a poderem surpreender.

Entre as equipas inscritas, há cinco do escalão continental profissional, as espanholas Caja Rural, de Rafael Reis e Joaquim Silva, Burgos-BH, de José Mendes, e Euskadi-Murias, a Israel Cycling Academy e a belga WB Aqua Protect Veranclassic, que deixou boas indicações na Volta ao Alentejo.

As três equipas espanholas poderão apresentar segundas linhas, porque na mesma altura se disputa a Volta a Burgos.

No total serão 21 equipas, entre as quais as nove continentais portuguesas e outras sete estrangeiras do mesmo escalão.

Alfa/Lusa.

Rui Costa falha participação na Volta a França

O ciclista português não participará na Volta a França, em bicicleta.

O corredor anunciou esta sexta-feira nas redes sociais que ainda não recuperou da lesão ao joelho direito que o impediu também de correr a Volta à Suíça.

« Depois de renunciar à Volta à Suíça para recuperar da lesão no joelho direito, trabalhei para estar pronto para o Tour, mas a dor voltou. A vontade e o querer de estar na Volta à França eram tal, que o esforço dos treinos voltou a agravar a lesão.

Em conversa com a equipa médica decidimos que o joelho não está em condições para enfrentar uma prova tão exigente como como esta. Lamentavelmente fui forçado a renunciar ao Tour », escreveu o ciclista na sua conta de Facebook.

A concluir o corredor luso revelou: « O meu regresso à estrada, se tudo correr bem, está apontado para o Tour de Wallonie ».

Alfa/RTP.

Migrações/UE. ACORDO arrancado a ferros em Bruxelas

Acordo em Bruxelas. UE prevê criar centros para migrantes num documento arrancado a ferros.

O texto final, assinado já a madrugada ia alta, prevê ainda restringir os movimentos de migrantes dentro do espaço comunitário e o endurecimento do controlo das fronteiras externas da União, bem como o fim das quotas migratórias e o aumento do financiamento destinado à Turquia, Marrocos e outros países do norte de África para impedir a migração para a Europa. “A Itália já não está sozinha”, disse o primeiro-ministro italiano. Há ainda “muito trabalho a fazer”, contrapôs Merkel.

Por Hélder Gomes, EXPRESSO

Foi só perto das cinco da manhã de Bruxelas (quatro da manhã em Lisboa) que os líderes europeus conseguiram esta sexta-feira assinar um acordo de mínimos sobre as migrações. Os dirigentes reunidos concordaram estabelecer centros de processamento de requerentes de asilo e restringir os movimentos de migrantes dentro da União Europeia. No entanto, ficou claro que praticamente todas as promessas acordadas seriam assumidas numa “base voluntária” pelos Estados-membros.

A declaração final prevê também o endurecimento do controlo das fronteiras externas da União, bem como o fim das quotas migratórias e o aumento do financiamento destinado à Turquia, Marrocos e outros países do norte de África para impedir a migração para a Europa.

“MUITO TRABALHO A FAZER”, DIZ MERKEL

A chanceler alemã, Angela Merkel, tentou dar uma visão positiva do acordo, sublinhando que era um bom sinal que os líderes tivessem conseguido chegar a um texto comum sobre a controversa questão migratória. Merkel reconheceu, contudo, que havia ainda “muito trabalho a fazer para ultrapassar as visões diferentes”. Não é ainda claro se o acordo será suficiente para apaziguar o parceiro de coligação de Merkel, a CSU, que ameaçou fechar a fronteira da Baviera aos migrantes, uma medida que poria em risco simultaneamente o frágil Governo alemão, que tem apenas três meses e meio, e a livre circulação prevista no Espaço Schengen.

Outro obstáculo ao sucesso da cimeira foi protagonizado pelo novo Executivo italiano, liderado pelo primeiro-ministro, Giuseppe Conte, que, à chegada a Bruxelas, ameaçou usar o seu poder de veto. “Esperamos atos. Esta cimeira será uma escolha e estou disposto a tirar da reunião todas as consequências”, advertiu. No final, Conte acabaria a dizer que “a Itália já não está sozinha”. No início da noite, a chancelar alemã e o primeiro-ministro italiano reservaram 45 minutos para uma conversa a dois, que acabaria ao fim de 20 minutos com a rejeição por Conte das propostas de Merkel, de acordo com diplomatas citados pela agência Reuters.

REUNIÃO TENSA NUM AMBIENTE “TÓXICO” E DE “POLÍTICA PURA”

A maratona negocial foi ainda descrita com tensa e tortuosa, com pequenos grupos de líderes reunidos numa tentativa desesperada de romper o impasse e evitar a humilhação de voltar para casa sem um acordo. De resto, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, e o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, acabariam por cancelar a conferência de imprensa conjunta que estava programada.

Se uns descreviam o ambiente como “tóxico”, outros diziam tratar-se de “política pura”, com as emoções à flor da pele como em 2015, o ano em que muitos milhares de migrantes entravam diariamente no espaço da União Europeia. Segundo dados das Nações Unidas, esse número caiu consideravelmente com menos de 45 mil migrantes a chegarem este ano.

Apesar do texto comum, os países do leste, liderados pela Polónia e pela Hungria, ainda se recusam a aceitar uma parte dos recém-chegados para aliviar o peso que essa pressão migratória representa para países como a Itália e a Grécia. E apesar de tudo isto, o Presidente francês, Emmanuel Macron, ainda conseguiu dizer que a cooperação europeia “ganhou o dia”.

Consulados honorários não aquecem nem arrefecem. Opinião. Por Carlos Pereira

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Governo português quer mais Consulados Honoràrios. Mas eles não aquecem nem arrefecem e alguns até são casos bem estranhos.  Ouça aqui a última crónica de Carlos Pereira, jornalista e diretor do Lusojornal:

 

Sinal dos tempos. DIÁRIO DE NOTÍCIAS passa a jornal online. Em papel só ao domingo

Sinal dos tempos e das dificuldades da imprensa. O DN, o mais antigo diário português passa, a partir de um de julho, a edição quotidiana online. Em papel haverá apenas um semanário, ao domingo.

 

Fundado em 1864, o Diário de Notícias foi durante longos anos a maior referência da imprensa portuguesa.

A decisão de acabar com a edição diária em papel e passar a ter uma digital atualizada « minuto a minuto » (direção) é um acontecimento de relevo no panorama dos media portugueses.

Em graves dificuldades, o DN integra o grupo Global Media, que também possui o Jornal de Notícias e a rádio TSF.

O DN estava a vender abaixo da barra dos 10 mil exemplares diários, ou seja dez vezes menos do que há cerca de 100 anos. Foto – capa da edição em papel de hoje, 29/06:

 

 

Colômbia e Japão completam ‘oitavos’, Senegal eliminado por cartões

A Colômbia, vencedora por 1-0 face ao Senegal, e o Japão, apesar do desaire por 1-0 com a Polónia, conquistaram hoje as duas últimas vagas nos oitavos de final do Mundial de futebol de 2018.

A formação sul-americana venceu o Grupo H, com seis pontos, contra quatro de asiáticos e africanos, que também empataram nos golos (4-4) e no confronto direto (2-2), acabando os nipónicos por ficar à frente por terem menos amarelos (quatro contra seis).

Em Samara, os colombianos venceram com um golo do central Yerry Mina, aos 74 minutos, de cabeça, na sequência de um canto marcado por Quintero, enquanto em Volgograd, os polacos, já eliminados, ganharam com um tento de Jan Bednarek, aos 59.

Nos oitavos de final, a Colômbia jogará com o segundo classificado do Grupo G (Inglaterra ou Bélgica), na terça-feira, em Moscovo, enquanto o Japão medira forças com o primeiro do mesmo agrupamento, na segunda-feira, em Rostov Do Don.

Alfa/Lusa.

Esta é a nova bandeira para as praias portuguesas

As praias nacionais ganharam mais uma bandeira. Agora além da verde, amarela e vermelha, há a listada com as cores amarelo e vermelho: indica onde é seguro tomar banho.

 

 

Esta época balnear há uma nova indicação a ter em conta quando for à praia: ver onde estão duas bandeiras listadas de cor amarelo e vermelho. Será entre essas bandeiras a zona segura para ir água. Os nadadores salvadores colocam essa indicação em zonas onde não há, por exemplo, agueiros. E podem mudar a localização durante o dia de acordo com as marés, por exemplo.

A indicação faz parte do edital de praia – onde estão explicadas as regras de segurança, o significado das bandeiras, as coimas em que incorre quem não respeitar as indicações dos nadadores salvadores, os dispositivos de segurança existentes – e significa « zona recomendável para os banhistas entrarem na água ».

Ao DN, fonte oficial da Autoridade Marítima Nacional explicou que com esta indicação os banhistas ficam a conhecer « as zonas mais seguras para tomar banho » e que são « sugeridas pelos nadadores salvadores ».

Assim, além de ter atenção à cor da bandeira que indica se pode tomar banho – vermelha, amarela e verde -, o banhista tem de ter atenção à localização destas « balizas » que mostram as zonas onde se pode entrar na água.

O nome exato da sinalização é, segundo o Instituto de Socorros a Náufragos, « zona recomendável para os banhistas entrarem na água » e, segundo explicaram ao DN, a localização das duas bandeiras pode ser alterada de acordo, por exemplo, com as marés.

Eucaliptos dominam 86% das plantações de árvores em Portugal

Último ano bateu novo recorde de arborizações e rearborizações com eucaliptos, espécie que domina completamente, a larguíssima distância, as árvores plantadas em Portugal.

 

Desde a entrada em vigor da chamada lei do eucalipto, que em 2013, durante o anterior governo, simplificou as plantações desta espécie, 2017 foi o ano com mais arborizações e rearborizações de eucaliptos.

Os números são do último relatório do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) sobre ações de arborização e rearborização, a que a TSF teve acesso, e mostram que no ano passado foram plantados 18.497 hectares de eucaliptos, mais mil que em 2016 e bem mais que em 2014 e 2015.

Em 2017, 86% dos hectares de arborizações e rearborizações feitas no país envolveram esta espécie muito contestada por alguns especialistas pelos alegados riscos extra de incêndio. Com apenas 3,9% (825 hectares) seguem-se os pinheiros mansos e com 1,9% (402 hectares) os sobreiros.

O eucalipto, árvore originária da Austrália, é a campeã da floresta portuguesa. O relatório afirma que, ao todo, entre 2014 e 2017, 69% das arborizações e rearborizações foram feitas com eucaliptos, num total de 61 mil hectares.

O presidente da Associação de Promoção ao Investimento Florestal (Acréscimo), que já consultou os números do ICNF, admite que no que se refere apenas às novas plantações (descontando as replantações) os números de eucaliptos em 2017 até desceram um pouco no ano passado, numa descida que se acentuou no segundo semestre.

No entanto, mesmo assim, o eucalipto foi a espécie claramente líder em 2017 (cerca de 65% das novas plantações) e os valores acumulados nos últimos anos preocupam bastante Paulo Pimenta de Castro, que acrescenta que os apoios do Estado favorecem a plantação de eucaliptos em detrimento das árvores autóctones.

Do lado da associação ambientalista Quercus, João Branco também fala em números preocupantes e sublinha que o eucalipto, naturalmente, já se desenvolve mais que outras árvores, sem ajuda.

Recorde-se que em agosto do ano passado o Parlamento aprovou uma lei, depois dos fogos de Pedrógão Grande, proibindo as novas plantações de eucaliptos em áreas onde estes não existiam, a partir de janeiro de 2018.

A Associação de Promoção ao Investimento Florestal fala numa boa notícia que poderá mitigar aquilo que considera os erros do passado, mas sublinha que é preciso fiscalização que com frequência é muito deficiente.

Alfa/TSF

Rui Rio garante que relações Angola/Portugal têm agora « estrada aberta »

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O presidente do PSD, Rui Rio, disse que as relações entre Angola e Portugal têm agora uma « estrada aberta » pela frente, destacando o « simbolismo » de ter sido recebido pelo chefe de Estado angolano.

Foto: Ambre Rogério/Lusa

O líder do maior partido da oposição portuguesa falava aos jornalistas, no Palácio Presidencial, em Luanda, depois de uma audiência, pouco habitual enquanto dirigente partidário, de cerca de 30 minutos, com o Presidente angolano.

À saída, Rui Rio admitiu que as dificuldades provocadas pelo processo judicial em Lisboa, contra o ex-vice-presidente da República, Manuel Vicente, estão ultrapassadas entre os dois países e o relacionamento entra numa nova fase de cooperação.

« Penso que isso é aquilo que todos nós desejamos. Estão criadas, neste momento, as condições, está uma estrada aberta para essa cooperação que tem já muitos anos, como todos sabemos. Pronto, tem os seus acidentes de percurso, teve um acidente de percurso como todos sabemos e não vale a pena naturalmente escondê-lo, mas uma vez ultrapassado temos é que trabalhar e estreitar ainda mais os laços », disse Rui Rio, questionado pelos jornalistas.

O líder do PSD, que ainda hoje, ao final da manhã, é recebido em Luanda pelo presidente do Movimento Popular para a Libertação de Angola (MPLA) e ex-chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, insistiu que Portugal não pode deixar de olhar para os parceiros históricos, em detrimento das alianças na Europa.

« Como eu costumo dizer, na Europa temos aliados e temos amigos. Mas aqui [Angola], é mais do que amigos, aqui até família temos », sublinhou.

« Esta aproximação cada vez maior entre Portugal e Angola é muito importante e naquilo que possa ser o meu contributo para que isso possa acontecer a disponibilidade é total e foi isso que eu também tive oportunidade de referir ao senhor Presidente da República », disse ainda.

Com o processo judicial em torno das suspeitas sobre Manuel Vicente, que durante meses ameaçou as relações entre os dois países, transferido para julgamento em Luanda, e numa altura em que a prevista visita a Luanda do primeiro-ministro português António Costa ainda não está confirmada, Rui Rio aponta a importância de ter sido recebido pelo Presidente angolano na retoma dos níveis de relacionamento: « O próprio ato de me receber é já um ato simbólico nesse sentido. Acho que é extraordinariamente positivo para ambos os países ».

Da economia, à educação ou à saúde, e também « naquilo que, de parte a parte, possa ser interessante », o líder do PSD destaca que Portugal tem várias « complementaridades » com Angola.

« E há muitos aspetos onde nós nos podemos complementar. E acho que isso é bom, é bom para ambos os países », sublinhou.

 

Alfa/Lusa/TSF