João Sousa perde com Djokovic nos oitavos de final

O tenista português João Sousa foi hoje eliminado pelo sérvio Novak Djokovic, número seis mundial, nos oitavos de final do US Open, último torneio do Grand Slam, que está a decorrer em Flushing Meadows.

O vimaranense, de 29 anos, não resistiu a Djokovic, bicampeão do US Open (2011 e 2015) e antigo líder do ‘ranking’ ATP, e acabou por ceder a qualificação para os quartos de final, pelos parciais de 6-3, 6-4 e 6-3, em pouco mais de duas horas de encontro.

O sérvio, que está à procura do 14.º ‘major’ da carreira, vai agora defrontar o australiano John Millman.

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Ronaldo entre finalistas ao prémio ‘The Best’ juntamente com Modric e Salah

O português Cristiano Ronaldo foi hoje nomeado pela FIFA para o prémio ‘The Best’, através do qual é distinguido o melhor futebolista da época 2017/2018 e que o avançado já conquistou cinco vezes.

Os outros dois finalistas nomeados pela FIFA, hoje em Londres, são o médio croata Luka Modric, designado melhor jogador do Campeonato do Mundo, e o egípcio Mohamed Salah.

Os três jogadores foram também os finalistas candidatos ao prémio Melhor Jogador do Ano na Europa, atribuído pela UEFA, que na semana passada foi entregue a Luka Modric.

A cerimónia de entrega dos prémios está marcada para 24 de setembro, em Londres.

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“Paraíso fiscal ». BE contra IRS especial para emigrantes e estrangeiros

Bloco de Esquerda quer acabar com IRS especial para estrangeiros já em 2019 e também é contra IRS especial para emigrantes que regressem ao país.

 

Foto: © Aurore Alifanti

 

A dirigente bloquista, Mariana Mortágua, está contra o que diz ser um “paraíso fiscal” e aponta problemas ao IRS especial para os emigrantes. As suas propostas são hoje divulgadas em Portugal pelo jornal Público.

Além da isenção de impostos para estrangeiros, Mortágua deixa também críticas à recente proposta de António Costa, primeiro-ministro, para favorecer o regresso de emigrantes a Portugal.

Esta medida, segundo diz Mortágua, assume que as pessoas “são atraídas por questões fiscais, quando na verdade aquilo que atrai as pessoas é o próprio valor dos salários e as condições de trabalho. E em segundo lugar cria uma desigualdade e uma potencial injustiça com os trabalhadores a residir em Portugal que, auferindo os mesmos rendimentos ou até rendimentos inferiores, pagam todos os seus impostos”.

A deputada bloquista defende um ponto final ao regime em vigor também para os estrangeiros.

Diz que está por provar a eficácia de um instrumento que “dá a alguém o direito de não pagar os impostos que o resto da população paga”, seja quando os pensionistas ficam isentos de IRS, seja quando os trabalhadores dependentes ou independentes que vieram à boleia deste incentivo (estrangeiros ou portugueses) beneficiam de uma taxa especial de IRS de 20%, independentemente dos rendimentos que auferem.

“Temos de medir, enquanto sociedade, se faz sentido haver pessoas a pagar IRS de 20% quando o resto dos trabalhadores paga o seu IRS de acordo com a tabela geral. Temos as maiores dúvidas sobre a eficácia deste regime – as maiores – e até agora o Governo não foi capaz de as esclarecer”, explicou a bloquista, em declarações ao “Público”.

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Enorme perda. Ardeu o palácio de D. João VI no Rio de Janeiro, Museu Nacional

Memória, História e Cultura destruídas no Rio de Janeiro. Incêndio de grandes proporções destrói acervo histórico e cultural. Hoje Museu Nacional, o antigo Palácio de São Cristóvão foi casa dos Bragança no Brasil. Destruição do acervo foi devastadora, segundo primeiras estimativas.

Alfa/DN

Um incêndio de grandes proporções destruiu o Museu Nacional no Rio de Janeiro. Situado na Quinta da Boa Vista, o edifício alberga uma vasta coleção museológica, desde arte indígena a meteoritos e a um importante espólio de egiptologia, mas destaca-se também por ter sido residência dos Bragança no Brasil, tanto no período colonial até 1822, como depois já da independência até à proclamação da república em 1889. Na Sala do Trono havia mobiliário e objetos vários que pertenceram à família real, depois imperial.

Oferecido por um rico comerciante à família real portuguesa quando esta chegou em 1808 ao Rio de Janeiro para escapar às tropas napoleónicas, o Palácio de São Cristóvão foi residência de D. Maria I até à morte em 1816 e de D. João VI até regressar a Lisboa em 1821. Lá viveu D. Pedro I do Brasil (IV de Portugal) e lá nasceu a nossa D. Maria II, além de D. Pedro II do Brasil, ambos filhos da imperatriz Leopoldina, uma Habsburgo.

Segundo o jornal A Folha de São Paulo, 80 bombeiros de vários quartéis tentaram controlar as chamas, que perduraram noite dentro. O ministro português da Cultura, Luís Castro Mendes, foi um dos primeiros em Portugal a alertar para o incêndio via Facebook, falando de « um mau momento para o Brasil ». O presidente brasileiro Michael Temer já falou de « perda incalculável para o Brasil », embora não se saiba que parte dos 20 milhões de itens foi destruída. Entre o acervo do museu está o mais antigo fóssil humano encontrado no Brasil.

O Museu Nacional era gerido atualmente pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Desde há muito havia críticas ao estado de conservação do palácio e estavam prometido investimentos no museu, que este ano fez dois séculos e nasceu da iniciativa de D. João VI, que viveu 13 anos no Rio de Janeiro e deixou outros legados à cidade, como o Jardim Botânico.

Tenor português Luís Gomes vence dois prémios no concurso Operalia

O tenor português Luís Gomes venceu na categoria de zarzuela e recebeu o prémio do público para melhor voz masculina, no concurso internacional de canto lírico Operalia, que decorreu no Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa

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« Luís Gomes vence o Prémio zarzuela (‘ex-aequo’ com Pavel Petrov) e o prémio do público para melhor voz masculina », anunciou este domingo a organização, em comunicado. O prémio zarzuela tem um valor de 10 mil dólares (cerca de 9 mil euros) e o de melhor voz masculina de 30 mil dólares (cerca de 26 mil euros).

Emily D’Angelo, representante do Canadá/Itália, e o bielorrusso Pavel Petrov são os vencedores do prémio do Operalia 2018, concurso internacional de canto lírico fundado por Plácido Domingo, que se realizou este ano pela primeira vez em Portugal. D’Angelo venceu ainda o prémio do público para melhor voz feminina, o prémio zarzuela e o prémio Birgit Nilsson.

O tenor português Luís Gomes estudou no Conservatório Nacional de Lisboa, na Escola Superior de Música de Lisboa e na Guildhall School of Music and Drama em Londres, onde se licenciou em Canto e fez mestrado em Ópera.

Passou pela Royal Opera House e, em junho, estreou-se no palco do Teatro Nacional de São Carlos, em « La Traviata », com um papel que vai voltar a interpretar em outubro no Coliseu do Porto.

Além de Luís Gomes, na final de Ópera estavam qualificados Migran Agadzhanyan (Rússia), Rihab Chaieb (Canadá), Emily D’Angelo (Canadá/Itália), Samantha Hankey (EUA), Johannes Kammler (Alemanha), Long Long (China), Pavel Petrov (Bielorússia), Sean Michael Plumb (EUA), Simon Shibambu (África do Sul), Marina Viotti (Suíça/França) e Arseny Yakovlev (Rússia). Na final de Zarzuela estiveram Emily D’Angelo, Luís Gomes, Pavel Petrov, Josy Santos (Brasil) e Vanessa Vasquez (Colômbia/EUA).

O Concurso Mundial de Ópera Operalia, que já vai na 26.ª edição, é uma iniciativa criada pelo tenor e maestro espanhol Plácido Domingo, atual diretor-geral da Ópera de Los Angeles (Califórnia).

O júri do concurso integra, sobretudo, diretores-gerais de teatros de ópera internacionais, entre os quais Patrick Dickie (diretor artístico do S. Carlos), Anthony Freud (da Ópera Lírica de Chicago), Joan Marabosch (do Teatro Real de Madrid) e a soprano Marta Domingo, mulher de Plácido Domingo.

A primeira edição do Operalia realizou-se em 1993, em Paris, tendo já acontecido em cidades como Tóquio, Hamburgo, Budapeste, Milão, Moscovo, Pequim, Verona, Los Angeles, Cidade do México, Londres, Madrid e Guadalajara.

Hoje. João Sousa defronta Djokovic no US Open

Novak Djokovic, 6º do « ranking » mundial, diz estar preparado para defrontar João Sousa nos oitavos de final do US Open, esta segunda feira, ao fim do dia (hora da Europa).

Português vai tentar contrariar historial diante do sérvio.

Sobre a sua histórica participação na edição deste Open dos EUA, João Sousa disse: “Tenho estado a jogar melhor a cada ronda”.

“Ele não tem nada a perder, é um lutador, faz-nos correr (adora correr), gosta de fugir à esquerda e bater direitas. Não me vai oferecer a vitória, vou ter de a merecer”, afirmou por seu lado Novak Djokovic.

O encontro entre os dois tenistas decorre esta segunda-feira (previsivelmente a partir das 18h, hora de Paris).

Novak Djokovic nunca perdeu um set em quatro duelos com o português natural de Guimarães. Mas, mesmo assim, o actual campeão de Wimbledon e 6º do « ranking » mundial encara a partida com grande seriedade.

Recorde-se que o tenista João Sousa qualificou-se, pela primeira vez, para os oitavos de final do Open dos Estados Unidos, um torneio do chamado Grande Slam.

Com efeito, o tenista português, 68.º do « ranking' »mundial, apurou-se no sábado passado, pela primeira vez,  para uns oitavos de final de um Grand Slam, ao vencer o francês Lucas Pouille, 17.º do mundo.

Este bom resultado em Nova Iorque deverá fazê-lo subir diversos lugares no « ranking » mundial.

FC Porto vence tranquilamente na receção ao Moreirense

O FC Porto venceu hoje na receção ao Moreirense por 3-0, em jogo da quarta jornada da I Liga de futebol, resultado que deixa os ‘dragões’ no quarto posto da classificação.

Herrera, aos 15 minutos, Aboubakar, aos 28, e Marega, aos 90+4, foram os autores dos golos do triunfo portista, num encontro marcado pelo regresso aos relvados de Danilo, que entrou a render Brahimi, aos 82 minutos.

Com esta vitória, o FC Porto fechou a quarta jornada no quarto posto com nove pontos, menos um do que o trio de comandantes – Benfica, Sporting de Braga e Sporting -, enquanto o Moreirense é 13.º com quatro.

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Benfica goleia Nacional na Madeira e assume liderança

O Benfica goleou hoje na Madeira o Nacional por 4-0, em jogo da quarta jornada da I Liga de futebol, assumindo assim a liderança da prova.

Golos de Seferovic, aos 28 minutos, e de Salvio, aos 45, permitiram aos ‘encarnados’ chegar ao intervalo já com uma vantagem de dois golos, tendo Grimaldo, aos 76, tranquilizado definitivamente os vice-campeões nacionais, ao anotar o terceiro tento, com Rafa, no fecho da partida (90+3) estabelecido o resultado final.

Com a vitória, o Benfica chega ao primeiro lugar do campeonato com 10 pontos, os mesmos de Sporting de Braga e Sporting, mas com melhor diferença de golos, enquanto os nacionalistas baixaram ao 15.º lugar com três pontos.

Alfa/Lusa.

Jovens emigrantes em França não regressarão a Portugal só com desconto no IRS

Desconto no IRS não seduz jovens emigrantes em França para o regresso a Portugal. A proposta de redução de 50% no IRS, avançada pelo primeiro-ministro português, não é suficiente para cativar a atenção de jovens emigrantes que partiram para França nos últimos anos, como os próprios admitem, preferindo falar em salários e estabilidade

 

Alfa/LUSA. Foto: © Aurore Alifanti

 

Uma cientista, uma dentista, um engenheiro e um operador de atrações na Eurodisney, emigrantes portugueses em França, consideram a redução proposta por António Costa, igualmente líder do PS, para o Orçamento Geral do Estado de 2019 como insuficiente para os fazer regressar, confessaram à agência Lusa.

A cientista Marta Lourenço chegou a França em outubro de 2015, trabalha no Institut Pasteur, em Paris, e gostava de regressar a Portugal, mas afirma que não é a redução de 50% no IRS que a vai convencer a voltar. « Eu gostava muito de voltar a Portugal mas não é esta nova proposta de pagar menos IRS que me faria voltar. O que me faria voltar era arranjar uma posição, um trabalho que me desse alguma estabilidade. Em Portugal faz-se muito boa ciência, o problema é não haver uma política que faça com que os cientistas não sejam trabalhadores precários mas que sejam considerados trabalhadores como toda a gente », explicou.

A jovem, de 27 anos, deverá concluir o seu doutoramento em microbiologia no Institut Pasteur no final de 2019 e por agora pensa ficar por França, onde, mesmo que não encontre logo trabalho, terá acesso ao subsídio de desemprego. « Não devo precisar, mas se precisar tenho alguma segurança. Aqui em França há contratos permanentes para cientistas, até aqui no Instituto, mesmo não sendo professor, coisa que em Portugal não há. Em Portugal, quando acaba a bolsa, acabou. O ser tão precário é o que faz com que as pessoas não voltem para Portugal », considerou, reiterando que o que a faria regressar é que « em Portugal os cientistas não tivessem um estatuto tão precário ».

Já Adriana Gonçalves, de 27 anos, chegou a França apenas há um ano e vê a proposta de redução de 50% do IRS como « insignificativa » e « uma forma de deitar areia aos olhos das pessoas ». « A medida não me faria voltar. De todo. Como médica-dentista não é suficiente porque não irá resolver a base do problema. É uma medida miserável e não vai resolver nunca o problema da emigração ao nível dos jovens, quer dentistas, quer enfermeiros. Não vai resolver o cerne da questão que é criar estruturas para impedir que se emigre e isso é olhando para os problemas de cada profissão », considerou.

A jovem disse que no ramo da medicina-dentária há muitos problemas em Portugal, onde o que se ganha « nunca é um salário digno », onde a medicina dentária não está integrada no Sistema Nacional de Saúde e onde a ausência de regras faz prosperar a « publicidade enganosa » e « muita exploração de jovens dentistas ». A solução é olhar para fora. « Tem que haver uma gestão da medicina dentária no país é é preciso olhar para os países que funcionam bem, como a Suécia, Suíça, Dinamarca, França, para resolver o que está mal », afirmou a dentista, alertando que só assim se corta o problema pela raiz.

Nos quatro anos que antecederam a sua saída de Portugal para Rouen – « quatro anos de luta, esperança, persistência que as coisas fossem melhorar » -, Adriana Gonçalves não teve falta de trabalho, mas acabou por saturar das condições laborais, do salário e do « feedback negativo » da profissão. Partiu e só regressa quando se puder « realizar profissionalmente em Portugal », apesar das saudades da família e dos amigos.

O engenheiro José Constantino Sousa, que trabalha na empresa de operação e manutenção de infraestruturas Egis Projects, admite que a redução de 50% de IRS é apelativa, mas « não é suficiente por si só » para o fazer regressar. « O que me faria regressar era ter uma oportunidade de emprego que, pelo menos, se possa equiparar à qualidade de vida de Portugal, que permitisse viver sem dificuldades. Claro que a redução do IRS ajudaria, mas não seria a única coisa que me faria retornar », explicou este portuense, de 40 anos.

José Constantino Sousa foi para Versalhes, na região de Paris, em 2014, quando surgiu uma oportunidade de evoluir no grupo em que trabalhava em Portugal. Em França, rapidamente se apercebeu das diferenças no mercado de trabalho. « É muito diferente. A França tem melhores condições, os valores salariais são altos e tem melhores condições ao nível da segurança social, e também há bónus. Aqui consegue-se ter um salário que permite viver para as condições de vida que são mais altas do que em Portugal. No nosso país, relativamente àquilo que se paga, os salários são mesmo muito baixos », concluiu.

Formado em Turismo, Luís Lopes chegou em 2014 à região de Paris e até tem « medo de ir para Portugal outra vez », pelo que as medidas propostas por António Costa há uma semana também são insuficientes para o fazerem regressar. « Isso é muito bonito, mas era preciso haver trabalho lá. Agora, sair daqui de um trabalho, ir para lá à procura, não encontrar. Para que servem algumas benesses nos impostos se a gente não tem trabalho lá? O problema principal é o mercado de trabalho. Eu estive lá muito tempo e não arranjava nada », explicou o português de 38 anos.

A trabalhar na Eurodisney como operador de atrações, Luís Lopes admite: « claro que gostava de voltar para Portugal ». Ainda assim, em França conseguiu um contrato de trabalho sem termo e em Portugal só foi tendo « contratos temporários ». « Pouco a pouco, Portugal fica condenado. Está tudo a ir para o estrangeiro. Vamos ver se melhora. Eu gostava de voltar porque é o nosso país, mas não sei », desabafou, pouco confiante, o português de Chaves.

Foto: © Aurore Alifanti

 

Gentilly, França. Padre madeirense suspenso por suspeita de abusos sexuais

Padre exercia sacerdócio na Paróquia portuguesa de Gentilly, junto a Paris. Foi suspenso por suspeita de abusos sexuais.  Suspeito de ter abusado de um menor, o padre madeirense Anastácio Alves foi suspenso pelo bispo do Funchal que diz estar neste campo « em comunhão com o Papa Francisco » e condenar a pedofilia, informa o Diário de Notícias da Madeira. Foto: D. António Carrilho, bispo do Funchal (Por Roberto Ferreira/Madeira).

Alfa, com Diário de Notícias da Madeira, Expresso e outras fontes.

A Diocese do Funchal interpôs uma medida cautelar para suspender o padre madeirense Anastácio Alves por suspeita de abusos sexuais, informa o Diário de Notícias da Madeira.

Anastácio Alves exercia há vários anos funções de padre em França, mas o facto de ser suspeito de abuso sexual de um menor levou na Madeira o bispo do Funchal, D. António Carrilho, a decicir o seu afastamento da ação pastoral.

O padre agora suspenso exercia sacerdócio na Paróquia portuguesa de Gentilly, ao lado de Paris, na Igreja do Sacré Coeur junto ao « Periférico » que envolve a capital francesa. A igreja foi cedida aos católicos portugueses  em 1979.

O caso de alegado abuso de um menor, na Madeira, remonta a 2005,  Foi nesse ano constituído arguido num processo investigado e arquivado pelo Ministério Público.

Depois, em 2008, o sacerdote manifestou a vontade de assumir uma experiência pastoral na Suíça e em França e a hierarquia da Igreja madeirense acedeu ao seu pedido.

Segundo o Diário de Notícias da Madeira, a medida cautelar decidida pelo bispo do Funchal representa « uma importante viragem na forma como a Igreja Católica madeirense aborda este tipo de situações ».

D. António Carrilho, bispo do Funchal, assume-se neste campo “em profunda comunhão com o Papa Francisco”, no sentido em que publicamente “repudia e condena a pedofilia e é solidária com as vítimas e com as suas famílias”.

Anastácio Alves, de 56 anos foi ordenado padre em julho de 1990 e começou a sua missão junto das Comunidades portuguesas em 2008. Estava em França desde outubro de 2012. Antes, esteve 4 anos em Lausanne, na Suíça.

O bispo António Carrilho segue deste modo a « tolerância zero »  sobre crimes sexuais pedida pelo Papa. A Justiça volta a investigar o caso.

Foto: D. António Carrilho, bispo do Funchal. Por Roberto Ferreira/Madeira