Presidente recusa demissão de primeiro-ministro do país

O Presidente francês, Emmanuel Macron, recusou hoje a renúncia do primeiro-ministro do país, pedindo-lhe que permaneça temporariamente como chefe do Governo, após a reviravolta nas eleições legislativas de domingo.

O primeiro-ministro francês, Gabriel Attal, foi hoje ao palácio presidencial para apresentar sua renúncia, mas garantiu que poderia permanecer no cargo durante os Jogos Olímpicos de Paris ou por mais tempo, se fosse necessário.

Os resultados da votação de domingo aumentaram o risco de paralisia governamental da segunda maior economia da União Europeia (UE).

 

Com Agência Lusa.

 

França: Ausência de maiorias deixa em aberto formação do novo governo

Foto de abertura divulgada pela Assemblée Nationale

 

SÍNTESE: França: Ausência de maiorias deixa em aberto formação do novo governo

 

A vitória da aliança de esquerda Nova Frente Popular (NFP) mantém em aberto a formação do novo governo em França, uma vez que nenhum dos blocos concorrentes nas eleições legislativas antecipadas alcançou maioria absoluta.

Eis os resultados tais como foram divulgados já na 2ªfeira pelo ministério do Interior: 

NFP
182 lugares
Ensemble
168 lugares
RN (dont LR-RN)
143 lugares
LR
45 lugares
Droite
15 lugares
Gauche
13 lugares

Com estes resultados nenhum dos partidos concorrentes às eleições obterá os 289 lugares necessários para uma maioria absoluta na assembleia de 577 lugares.

Depois de encerradas as urnas e conhecidas as projeções, Jean-Luc Mélenchon, líder do França Insubmissa que integra a aliança de esquerda, exigiu a Macron que nomeie um primeiro-ministro da NFP.

« O nosso povo rejeitou claramente a pior solução possível », afirmou Mélenchon, acrescentando que o primeiro-ministro, Gabriel Attal, deve sair e a NFP deve governar, o que foi recebido com muitos aplausos e gritos de apoio por parte dos apoiantes.

Desde a residência oficial, o ainda chefe do executivo anunciou que na segunda-feira de manhã vai apresentar a demissão ao Presidente da República, afirmando, porém, que poderá permanecer no cargo « enquanto o dever o exigir », nomeadamente no contexto dos Jogos Olímpicos que o país se prepara para acolher.

O líder da União Nacional (RN na sigla em francês), Jordan Bardella, salientou que o partido registou o seu “maior avanço na história”, duplicando o número de deputados, e criticou “os arranjos eleitorais” que “atiraram a França para os braços da extrema-esquerda”.

“A aliança da desonra e os arranjos eleitorais perigosos negociados por Emmanuel Macron e Gabriel Attal com as formações de extrema-esquerda impedem os franceses de terem uma política de recuperação nacional”, criticou Bardella, enquanto Marine Le Pen, figura de proa do partido da extrema-direita, garantiu que a vitória ficou “apenas adiada”.

O Partido Socialista francês, integrado na NFP, avisou que não aceitará qualquer « coligação de opostos que traia o voto dos franceses e prolongue as políticas macronistas ».

« França merecia mais do que a alternativa entre neoliberalismo e fascismo », declarou o líder do PS francês, Olivier Faure.

Stéphane Séjourné, secretário-geral do partido do Presidente francês, o Renascimento, afirmou ser óbvio que a NFP « não pode governar a França », uma vez que nenhuma coligação tem maioria na Assembleia Nacional.

Logo ao início da noite, a equipa de Macron tinha feito saber que o Presidente vai esperar que a nova Assembleia Nacional esteja « estruturada » para « tomar as decisões necessárias » e apelou para « prudência » na análise das projeções.

Na primeira volta, em 30 de junho, o partido de extrema-direita conseguiu vencer pela primeira vez as eleições legislativas, ao obter 33,1% dos votos e quase duplicar o seu apoio desde que a França elegeu a sua Assembleia Nacional pela última vez, em 2022.

Seguiu-se a NFP (que junta socialistas, ecologistas e comunistas e é liderada pela França Insubmissa (LFI), partido de esquerda radical de Jean-Luc Mélenchon), com 28%. O Ensemble (Juntos) de Macron obteve 20%.

As legislativas francesas foram convocadas por Macron, após a derrota do seu partido e a acentuada subida da União Nacional nas eleições para o Parlamento Europeu de 09 de junho.

Alfa/ com Lusa e fontes oficiais francesas

Sporting e FC Porto jogam primeiro ‘clássico’ na quarta jornada da I Liga

Sporting, campeão em título, e FC Porto, terceiro classificado em 2023/24, disputam o primeiro clássico da 91ª edição da I Liga portuguesa de futebol na quarta jornada, no Estádio José Alvalade, em Lisboa, ditou o sorteio hoje realizado.

Em Lisboa, no Convento do Beato, ficou definido que o primeiro jogo entre ‘grandes’ vai opor ‘leões’ a ‘dragões’ no fim de semana de 31 de agosto e 01 de setembro.

Os campeões nacionais vão ser anfitriões dos dois principais rivais na primeira volta do campeonato, já que também recebem o Benfica na 16.ª jornada, marcada para 28 e 29 de dezembro.

Antes, o Benfica, vice-campeão, recebe o FC Porto, na 11.ª ronda, prevista para 09 e 10 de novembro de 2024, na mesma jornada em que o Sporting de Braga recebe o Sporting.

Como habitualmente, a segunda volta da competição é um ‘espelho’ da primeira metade, pelo que a 28.ª jornada repete estes embates, com os ‘dragões’ a receberem as ‘águias’, no fim de semana de 05 e 06 de abril de 2025.

Na segunda volta, o FC Porto é anfitrião dos dois rivais, recebendo ainda o Sporting, na 21.ª jornada, em 08 e 09 de fevereiro de 2025, enquanto os ‘leões’ visitam os eternos rivais lisboetas, na 33.ª e penúltima jornada, em 10 e 11 de maio de 2025.

O Sporting de Braga, além dos embates com os campeões nacionais, na 11.ª jornada em casa e na 28.ª em Lisboa, recebe FC Porto e Benfica na primeira volta, na oitava (05 e 06 de outubro) e 17.ª jornadas (04 e 05 de janeiro de 2025), respetivamente, visitando-os na 25.ª (09 de março de 2025) e 34.ª e última (17 de maio de 2025).

Os bracarenses enfrentam o rival minhoto Vitória de Guimarães em casa na quinta jornada (14 e 15 de setembro) e fora na 22.ª (15 e 16 de fevereiro de 2025).

As duas edições do dérbi portuense da I Liga 2024/25 estão guardadas para uma fase adiantada do campeonato, com a receção do FC Porto ao rival Boavista na 16.ª jornada (28 e 29 de dezembro), retribuindo a visita, no Estádio do Bessa, na 33.ª e penúltima ronda (10 e 11 de maio).

A 91.ª edição do principal campeonato nacional de futebol arranca no fim de semana de 10 e 11 de agosto, após a disputa da Supertaça Cândido de Oliveira entre Sporting e FC Porto, vencedor da Taça de Portugal, em 03 de agosto, no Estádio Municipal de Aveiro, e vai terminar em 18 de maio, após 34 jornadas.

Na última temporada, o Sporting sagrou-se campeão nacional pela 20.ª vez, terminando a I Liga com 90 pontos, à frente do antecessor Benfica, segundo colocado, com 80, e do FC Porto, terceiro, com 72, enquanto o Sporting de Braga ficou no quarto posto, com 68.

 

Confira calendário da Primeira Liga e da Segunda Liga

 

Com Agência Lusa.

 

 

França/Legislativas2024. Surpresa e voto histórico. Coligação de esquerda ganha sem maioria absoluta

 

França/Legislativas2024. Enorme surpresa e voto histórico. Coligação das esquerdas ganha sem maioria absoluta, segundo as primeiras projeções.

De acordo com estas estimativas, a « Nova Frente Popular » (NFP) estará à frente, seguida do movimento de Emmanuel Macron e da União Nacional. Os Republicanos chegam em 4º lugar.

Não haverá maioria absoluta na nova AN francesa e a formação de um novo Governo será complicada.

Depois da vitória da União Nacional na primeira volta, há uma semana, os franceses voltaram às urnas este domingo com uma nova configuração do sistema eleitoral nominal e  maioritáio a duas voltas: mais de 200 candidatos desistiram na 2ª volta numa tentativa de travar a extrema-direita, o que pelos vistos aconteceu.

Num discurso, Jean-Luc Mélenchon, líder da França Insubmissa e da NPF, já reivindicou a vitória e disse que o PR Macron deverá convidar este movimento a formar o Governo.

Segundo as estimativas, o Nouveau Front populaire (NFP) terá entre 180 a 215 lugares na AN, à frente de Ensemble (Macron), com 150 a 180 e da União Nacional com entre 120 a 150 lugares – dados do instituto Ifop.

No seu discurso, Mélenchon defendeu a demissão do PM Gabriel Attal: “o primeiro-ministro deve ir-se embora”, acrescentando que o Presidente Emmanuel Macron deve “curvar-se e admitir esta derrota sem tentar, de forma alguma, contorná-la”.

Para Mélenchon, o povo francês “excluiu claramente a pior das soluções”, sublinhando que a União Nacional “está longe de ter uma maioria absoluta”.

Já Jordan Bardella, da UN, fustigou o que chamou uma « aliança da desonra » (na 2ªvolta) que segundo ele lança a França nos « braços da extrema-erquerda ».

Legislativas/França. Participação eleitoral em alta às 17h locais

A afluência às urnas às 17h de Paris era de 59,71%, a mais elevada das últimas quatro décadas, segundo os dados avançados pelo Ministério do Interior francês.

O valor representa também um ligeiro aumento face à afluência na primeira volta de domingo passado que, às 17h locais, era de 59,39%.

França começou a votar para a 2ª volta decisiva das eleições legislativas

Imagem de abertura publicada por FranceTvPro.fr

Perto de 50 milhões de eleitores franceses começaram a votar esta manhã, às 08h, para elegerem os 577 deputados que compõem a Assembleia Nacional.

Depois de uma 1ª volta, há uma semana, vencida pelos nacionalistas da União Nacional (UN), esta enfrenta uma espécie de « Frente Republicana » (« Nova Frente Popular », que une « macronistas », esquerdistas, socialistas, ecologistas e outros) para a impedir de chegar ao Governo.

As últimas sondagens apontavam para a UN conseguir chegar neste domingo a uma maioria relativa no Parlamento e não uma maioria absoluta.

Leia mais aqui (opinião):

França avança para o desconhecido com uma nova geração à beira do poder – Opinião

 

 

Montenegro diz que seleção no europeu foi um orgulho para o país

Montenegro diz que seleção no europeu foi um orgulho para o país

 

O primeiro-ministro considerou que o desempenho da seleção nacional de futebol no Campeonato da Europa foi um orgulho para o país e um exemplo para os portugueses.

“Tivemos a infelicidade de não ultrapassar o último obstáculo que foi a marcação dos penáltis. Mas fizemos um grande jogo, fizemos uma grande campanha e não há dúvida que todos os jogadores, selecionador e equipa diretiva da federação são um orgulho para todos nós”, afirmou Luís Montenegro.

Falando aos jornalistas em Castelo de Paiva, no distrito de Aveiro, onde visitou uma feira de vinho verde, o chefe do Governo acrescentou a propósito da seleção de futebol: “[O desempenho no europeu] foi uma forma, também, de inspirar o país a estar entre os melhores e saber posicionar-se entre os melhores”.

A seleção foi eliminada na sexta-feira da competição, nos quartos-de-final, no desempate por grandes penalidades, com a França, após um empate sem golos no tempo regulamentar e prolongamento.

Euro2024: Portugal eliminado pela França nos penáltis nos quartos de final

Portugal foi hoje afastado nos quartos de final do Campeonato da Europa de futebol de 2024, ao perder com a França por 5-3, no desempate por penáltis, após 120 minutos sem golos, em Hamburgo, na Alemanha.

No desempate do segundo jogo dos ‘quartos’, apenas João Félix falhou, enquanto os gauleses marcaram todos, pelo que estão pela sexta vez, em 11 presenças, no ‘top 4’, em busca do terceiro título, depois das vitórias de 1984 e 2000.

Nas meias-finais, em encontro marcado para terça-feira, pelas 21:00 locais (20:00 em Lisboa), no Allianz Arena, em Munique, a França defronta a Espanhha, que hoje bateu a anfitriã Alemanha por 2-1, após prolongamento.

 

QUARTOS DE FINAL

– Sexta-feira, 05 jul:

Jogo 45: (+) Espanha – Alemanha, 1-1, 2-1 ap (Dani Olmo 51, Mikel Merino 119/ Florian Wirtz 89)

Jogo 46: Portugal – (+) França, 0-0, 0-0 ap, 3-5 gp

– Sábado, 06 jul:

Jogo 48: Inglaterra – Suíça, Dusseldorf, 18:00

Jogo 47: Países Baixos – Turquia, Berlim, 21:00

(+) – Apurado para a fase seguinte.

MEIAS-FINAIS

– Terça-feira, 09 jul:

Jogo 49: Espanha – França, Munique, 21:00

– Quarta-feira, 10 jul:

Jogo 50: Vencedor Jogo 47 – Vencedor Jogo 48, Dortmund, 21:00

FINAL

– Domingo, 14 jul:

Vencedor Jogo 49 – Vencedor Jogo 50, Berlim, 21:00

 

Com Agência Lusa.

França avança para o desconhecido com uma nova geração à beira do poder – Opinião

Alfa/ Daniel Ribeiro (Opinião)

 

Em vésperas de eleições, é neste estado que as coisas estão em França: talvez à beira de uma tragédia ou de, pelo menos, de resultados inconclusivos e possivelmente conflituosos. Será certamente uma nova geração que se afirma e que vai decidir o futuro da França.

De qualquer modo, seja qual for o resultado do escrutínio da segunda volta de domingo, 07, será uma eleição que marcará uma radical mudança de época.

A última vez que o país mudou desta forma tão profunda foi em 1981, com o socialista François Mitterrand.

Agora, a França, país fundador da União Europeia, marco fundamental da História política europeia e do seu pensamento filosófico está prestes a avançar para algo desconhecido.

Num trabalho de assinalável qualidade, o ensaísta Pierre Vermeren, define o que vai acontecer no domingo:  é o contrário de 10 de maio de 1981 – a geração de Mitterrand vai deixar de designar a representação política em França.

Porque as élites que se desenvolveram e enriqueceram sob a proteção do Estado não souberam nem quiseram ler o sofrimento e o radicalismo que as classses populares manifestaram durante manifestações e revoltas sucessivas que desde há alguns anos se desenrolaram a França. 

O que virá a seguir – veremos.  

Reino Unido: Partido Trabalhista ganha eleições com maioria absoluta

Reino Unido: Partido Trabalhista garante vitória nas legislativas

 

O Partido Trabalhista assegurou hoje uma vitória com maioria absoluta nas legislativas britânicas ao eleger 332 deputados para um total de 650 lugares, faltando ainda apurar 176, indicam os resultados oficiais provisórios divulgados pela cadeia britânica BBC.

Os trabalhistas precisavam de 326 deputados para conseguir governar com uma maioria absoluta, mas as projeções apontam para uma margem mais confortável.

Esta vitória coloca Keir Starmer enquanto líder do partido mais votado no caminho para ser indigitado primeiro-ministro pelo rei Carlos III, depois dos resultados finais.

Até agora, foram declarados os resultados de 474 dos 650 assentos na Câmara dos Comuns que foram votos, tendo 332 sido conquistados pelo Partido Trabalhista, 70 pelo Partido Conservador, 45 pelos Liberais Democratas e os restantes por outros partidos ou candidatos independentes, de acordo com a BBC.

Alfa/ com Lusa