Portugal já tem mais de um milhão de imigrantes, 10% da população

Já há mais de um milhão de imigrantes em Portugal, ou seja são hoje cerca de 10 por cento da população nacional – informa o jornal Expresso no seu site.

« O número oficial, confirmado pela Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) ao Expresso, ainda não está explanado em nenhum relatório mas é já certo que os cidadãos estrangeiros com autorização de residência em Portugal são atualmente cerca de 10% da população nacional- fazendo fé arredondada que entre entradas e saídas, nascimentos e mortes, o país mantém-se com os dez milhões de moradores », acrescenta o jornal.

Este número de imigrantes, o mais elevado de sempre, foi atingido no fim de 2023, e « desde então só cresceu, sendo as nacionalidades mais representativas, por ordem de importância, o Brasil, a Ucrânia, o Reino Unido, Angola e Cabo Verde. Em matéria de entradas anuais – cerca de 300 mil no ano passado – crescem em representatividade o Nepal, o Bangladesh e a Índia. Por dia há cerca de mil novos pedidos de legalização ».

No artigo lê-se ainda que « a ideia de que Portugal precisa dos estrangeiros – e todos, até o Chega, o colocam por escrito (nos seus programas eleitorais) -, em áreas como a agricultura, a restauração ou os lares », é comum aos partidos da direita à esquerda.

O Expresso realça ainda que todos os partidos concordam em que os imigrantes contribuem com milhões para a Segurança Social e que eles são importantes « pelos bebés que rejuvenescem a natalidade em perda » em Portugal.

Portugal. Remessas dos emigrantes sobem 2,4% para 3.985 ME em 2023 e batem novo recorde

Remessas dos emigrantes sobem 2,4% para 3.985 ME em 2023 e batem novo recorde

 

As remessas dos emigrantes subiram 2,4% no ano passado, para 3.985 milhões de euros, batendo novamente o recorde, enquanto as verbas enviadas pelos estrangeiros a trabalhar em Portugal cresceram 7,39%, para 570 milhões.

De acordo com os dados do Banco de Portugal, consultados hoje pela Lusa, os portugueses a trabalhar no estrangeiro enviaram 3.985,57 milhões de euros no ano passado, o que representa uma subida de 2,4% face aos 3.892,26 enviados em 2022.

Como é habitual nos últimos anos, as remessas de emigrantes bateram novamente o recorde no ano passado, já que em 2021 o valor enviado pelos trabalhadores portugueses no estrangeiro foi de 3.707,77 milhões de euros.

Em relação aos estrangeiros a trabalhar em Portugal, o valor enviado para os seus países de origem no ano passado foi de 570,19 milhões de euros, o que representa uma subida de 7,39% face aos 530,96 milhões enviados em 2022 e acima dos 504,17 milhões enviados em 2021, confirmando a tendência de aumento da mão de obra estrangeira em Portugal.

Entre eles, destaque para os trabalhadores brasileiros em Portugal, que enviaram praticamente metade do total das remessas, com 281,35 milhões de euros, o que mostra um aumento de 8,42% face aos 259,49 milhões enviados em 2022 e dos 239,34 milhões de euros enviados em 2021 para o Brasil.

Os emigrantes nacionais a trabalhar nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) enviaram no ano passado 312,76 milhões de euros, o que representa uma redução de 1,36% face aos 317,06 milhões enviados em 2022, mas ainda assim bem acima dos 260,55 milhões enviados em 2021.

Como é hábito, os portugueses a trabalhar em Angola representam a quase totalidade destas verbas, tendo enviado 303,55 milhões de euros, o que representa uma queda de 1,65% face aos 308,4 milhões enviados em 2022 para Portugal.

Alfa/ com Lusa

Portugal vence Omã e está nos ‘quartos’ do Mundial de futebol de praia

Portugal garantiu hoje o apuramento para o quartos de final do Mundial de futebol de praia, no Dubai, depois de vencer Omã por 3-2, na terceira jornada do Grupo D, com um golo a nove segundos do fim.

Na partida decisiva, e depois de primeiro período sem golos, Léo Martins (16 minutos) e Jordan Santos (20) adiantaram a seleção lusa no segundo, com Omã a chegar ao empate no terceiro e último período, com tentos de Addullah (25) e Khalid, este a 24 segundos do fim, mas Léo Martins ‘bisou’ quando faltavam nove segundos e garantiu o triunfo.

A seleção comandada por Mário Narciso, campeã mundial em 2001 (sem ‘chancela’ FIFA), 2015 e 2019, aguarda agora pelo resultado do jogo entre o Brasil, também apurado, e o México para saber se termina a ‘poule’ no primeiro ou no segundo lugar do agrupamento.

Portugal e Brasil já sabem que vão cruzar nos quartos de final com os primeiros do Grupo C, que já tem a Bielorrússia como vencedora, enquanto Senegal e Japão disputam o segundo posto.

 

Com Agência Lusa.

TEMPESTADE 2.1 PODCAST – 17 FEVEREIRO – Cidália e Johanna

O programa dos luso-descendentes e dos luso-dependentes com a Cap Magellan.
Todos os Sábados, entre as 14h e as 16h, só… na Rádio Alfa.

A Léa, Julie, Toni e o Édouard agitaram mais uma tarde com quizzs, música e atualidades.
Esta semana em estúdio esteve Cidália e Johanna, mãe e filha, as duas criadoras de CIDALIA, uma marca que se inspira da tradição e da cultura portuguesa.

Aqui fica a emissão

PASSAGE À NIVEAU – 18 DE FEVEREIRO 2024

Apresentação e Coordenação: Artur Silva

Domingo 18 de Fevereiro 2024
Entre as 12h00 e as 14h00

Aqui fica a emissão:

Portugal/Eleições. Nós, Cidadãos! sem expectativa de eleger quer emigrantes a escolher mais deputados

Entrevista à agência Lusa. Portugal/Eleições: Nós, Cidadãos! sem expectativa de eleger quer emigrantes a escolher mais deputados

 

O presidente do Nós, Cidadãos! admite não ter expectativa de eleger um deputado nas eleições de 10 de março e aponta como prioridades do partido dar mais representatividade aos eleitores no estrangeiro e o investimento na defesa.

Em entrevista à agência Lusa, no âmbito das eleições legislativas antecipadas de março, Joaquim Afonso, líder do partido que concorre apenas nos círculos eleitorais de Braga, Porto, Madeira, Europa e Fora da Europa, disse que a “prioridade das prioridades” é “acabar com a completa injustiça” de os emigrantes terem menos representatividade nas eleições do que os cidadãos que vivem em território nacional.

“Nós temos eleitores inscritos pelos círculos da Europa e de Fora da Europa, cerca de 1,5 milhões de eleitores e que elegem no total quatro deputados, enquanto, por exemplo, o círculo do Porto, que tem o mesmo número de eleitores, cerca de 1,5 milhões, elege 40”, apontou Joaquim Afonso, considerando que este sistema diferencia “portugueses de primeira” e “de segunda”.

Esta é a razão pela qual o presidente do partido admitiu não ter a expectativa de conseguir eleger um deputado. “Não, não acredito” que é desta, afirmou.

Lembrando que, em 2015, o partido esteve perto de eleger um deputado pelo círculo de Fora da Europa, com um candidato em Macau, o líder do Nós, Cidadãos! disse que ponderam mesmo apresentar uma queixa ao Tribunal Constitucional contra o que consideram ser uma desigualdade de direitos dos cidadãos no processo eleitoral.

Em segundo lugar no topo das prioridades está o investimento na defesa, um tema sobre o qual, segundo Joaquim Afonso, “ninguém se atreve a falar” na campanha, mas que o partido considera “fundamental nos tempos que correm”.

Para o militar que pertenceu à Marinha Portuguesa, agora na reserva, um país que “não tem estratégia nem política de defesa” está vulnerável às estratégias dos outros, e disse estar preocupado com o crescimento da Rússia e da China, liderados por “dois malucos”.

Questionado sobre os problemas na saúde, habitação e educação, Joaquim Afonso considerou que o debate sobre estes temas que tem sido feito pelos principais partidos nos últimos dias “é treta”.

Para o Nós, Cidadãos! as questões na saúde resumem-se a um problema de gestão e ao grande número de administradores que “não percebem nada de saúde” e “todos eles com um chapéu de um partido qualquer”.

Já na educação, o partido concorda com a reposição do tempo de serviço aos professores, “mas também a todos os outros funcionários e agentes do Estado que foram igualmente envolvidos na mesma vaga de limitações” impostas na altura da ‘troika’, como os militares, polícias e funcionários da justiça.

O líder do Nós, Cidadãos! considerou também legítima a reivindicação dos profissionais da Polícia de Segurança Pública (PSP) e da Guarda Nacional Republicana (GNR) pela atribuição de um subsídio de risco, tal como foi atribuído à Polícia Judiciária (PJ), e disse não acreditar que possa haver um boicote às eleições por parte daqueles agentes da autoridade, cuja atividade é pautada pelo « interesse patriótico”.

No que toca à habitação, o partido defende o crédito com juros bonificados pelo Estado como forma de apoiar os jovens na compra de casa e também a criação de medidas para potenciar as cooperativas de habitação.

“Uma cooperativa de habitação consegue, transversalmente, abordar uma questão de construção a preços equilibrados e sustentáveis, que não se coaduna com a apologia geral do mercado que é perfeitamente especulativa e só funciona para os ricos”, realçou Joaquim Afonso.

Assumindo-se como um partido que defende “políticas de bem comum em rutura com o neoliberalismo e o socialismo”, o presidente do partido lamentou o que considera ser a perda de soberania para as entidades decisoras da União Europeia. “Não se justifica estarmos a falar de ‘ismos’, já não há ‘ismos’, quem manda é Bruxelas”, apontou.

Questionado ainda sobre onde se sentaria na Assembleia da República um deputado eleito pelo Nós, Cidadãos!, Joaquim Afonso respondeu que seria “perfeitamente no centro” e rejeitou a possibilidade de estabelecer pontes com qualquer dos outros atuais partidos com assento parlamentar, exceto o Livre, cujo líder, Rui Tavares, lhe parece ser “uma pessoa séria e com bons princípios”.

Quanto aos restantes partidos, o ex-militar acusou-os de representarem uma “pandemia de politiqueiros de polichinelo que andam há 50 anos a querer ser ricos à conta do erário público”.

Portugal/Eleições. Debate entre Pedro Nuno e Montenegro decorreu com polícias a manifestarem à porta

Alfa

Era o debate televisivo mais aguardado entre candidatos a liderar o Governo português que sairá das eleições legislativas antecipadas de 10 de março.

O frentre a frente desta segunda-feira, 19, à noite, entre Pedro Nuno Santos (PS) e Luís Montenegro (AD) acabou por corresponder às expetativas – foi vivo e animado mas, no fim, acabou por resultar num certo equilíbrio entre ambos. Isto é: não houve um vencedor claro do debate.

Os dois principais favoritos das sondagens passaram em revista os principais aspetos dos seus programas mas, a grande novidade do debate foi que ele se desenrolou no Capitólio (Parque Mayer, Lisboa), sob forte contestação de polícias em luta por melhores condições salariais e equiparação, nos subsídios, a outras forças de segurança.

Polícias em protesto no Capitólio onde decorre o debate entre o secretário-geral do Partido Socilaista (PS), Pedro Nuno Santos e o presidente do Partido Social Democrata (PSD), Luis Montenegro, no Capitólio, em Lisboa, 19 de fevereiro de 2024. JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

No que respeita ao debate, a maior novidade foi que o líder do PS admitiu que poderá, depois das eleições, vianilizar um Governo minoritário da AD.

Leia aqui um despacho da agência Lusa sobre este frente a frente:

« Eleições: PS deixa passar governo minoritário da AD se perder, Montenegro não esclarece

O secretário-geral do PS anunciou hoje que, se perder as eleições, não apresentará nem viabilizará moções de rejeição do programa de um Governo liderado pelo PSD, sem se comprometer da mesma forma com um eventual primeiro Orçamento.

Já o presidente do PSD e líder da Aliança Democrática, Luís Montenegro, não esclareceu se, em caso de derrota, aceitará viabilizar um governo minoritário do PS, o que levou Pedro Nuno Santos a acusá-lo de “manter um tabu”.

Estas posições foram transmitidas no único frente a frente entre os dois antes das legislativas antecipadas de 10 de março, transmitido em simultâneo por RTP, SIC e TVI, e que decorre no cineteatro Capitólio, em Lisboa.

“O PS, se não ganhar, não apresentará uma moção de rejeição nem viabilizará nenhuma moção de rejeição se houver vitória da AD”, anunciou Pedro Nuno Santos.

À pergunta se estaria disponível para viabilizar o primeiro Orçamento do Estado de um governo minoritário liderado pelo PSD, o líder socialista considerou que essa garantia seria “o pior serviço” que poderia prestar, ao comprometer-se com um documento não conhecido, e que deverá ter opções contrárias às que defende o PS.

“Haveria alguém a abrir champanhe em casa”, avisou, considerando que também o líder do PSD não pode dar essa garantia quanto a um orçamento socialista.

Já Luís Montenegro apenas repetiu que irá lutar por uma maioria estável, considerando ser “muito alcançável” a possibilidade de ter maioria com a IL, e que se não o conseguir governará em maioria relativa.

Quanto ao orçamento, disse que fará o que é “saudável e normal” em democracia, negociando-o “com todos os partidos com representação parlamentar”, em particular com o maior partido da oposição, o PS.

Perante a acusação de Pedro Nuno Santos de que está a “manter um tabu” ao não responder se viabilizaria um executivo minoritário liderado pelo PS, respondeu: “Não há tabu nenhum, estou concentrado em ganhar eleições”.

“O PSD quer exigir ao PS o que não está disponível para garantir ao PS”, criticou o secretário-geral do socialista.

Nesta fase do debate, Montenegro anunciou que, se for primeiro-ministro, juntará à realização semanal do Conselho Ministros “três Conselhos de Ministros temáticos”, que reunirão mensalmente, sobre as áreas que considerou mais transversais dos assuntos económicos, transição climática e transição digital.

Questionado se há alguma possibilidade de consenso entre os dois partidos quanto à localização do futuro aeroporto, Luís Montenegro respondeu que foi ele próprio e o PSD que “salvaram o PS e Pedro Nuno Santos da trapalhada em que se envolveram”, referindo-se ao despacho do então ministro das Infraestruturas, depois revogado.

“Não teve respeito pelo funcionamento do Governo, agiu à revelia do primeiro-ministro, não sei se é com este espírito que se propõe liderar o Governo”, criticou.

Pedro Nuno Santos acusou o líder do PSD de não responder às questões e de “não querer decidir, mas adiar”, dizendo que Luís Montenegro “não sabe o que é governar”, uma vez que nunca teve funções executivas.

“Nós queremos tentar um consenso com o PSD, e com os todos outros partidos, mas com certeza que se não existir não vamos ficar à espera, vamos avançar”, afirmou.

Numa fase truculenta do debate, com interrupções constantes, Montenegro insistiu que Pedro Nuno Santos “decidiu mal contra a vontade do primeiro-ministro e dos colegas de Governo”, com o líder do PS a responder que “não foi nada disso” e que o líder do PSD “não consegue decidir nada”.

No dia 29 de junho, o Ministério das Infraestruturas publicou um despacho que dava conta de que o Governo tinha decidido avançar com uma nova solução aeroportuária para Lisboa, que passava por avançar com o Montijo para estar em atividade no final de 2026 e Alcochete e, quando este estiver operacional, fechar o Aeroporto Humberto Delgado.

No entanto, no dia seguinte à sua publicação, o despacho foi revogado por ordem do primeiro-ministro, António Costa. »

 

Sporting vence Moreirense e continua ‘colado’ ao Benfica no topo

O Sporting mantém-se em igualdade com o Benfica no topo da I Liga portuguesa de futebol, depois de hoje ter vencido por 2-0 na visita ao Moreirense, no jogo que encerrou a 22ª jornada.

A oitava vitória seguida dos ‘leões’ no campeonato foi construída com golos de Morita (03 minutos) e Pedro Gonçalves (23), permitindo que a formação comandada por Rúben Amorim se mantenha no segundo lugar, com os mesmos 55 pontos dos ‘encarnados’ e com menos um jogo realizado.

Já o Moreirense continua na sexta posição, com 35 pontos, a seis do quinto colocado, o Vitória de Guimarães, que no sábado empatou no reduto do Portimonense.

 

 Resultados da 22ª jornada da I Liga portuguesa de futebol:

– Sexta-feira, 16 fev:

Famalicão – Rio Ave, 2-1 (1-1 ao intervalo)

 

– Sábado, 17 fev:

Desportivo de Chaves – Boavista, 2-1 (1-1)

Portimonense – Vitória de Guimarães, 1-1 (0-1)

FC Porto – Estrela da Amadora, 2-0 (1-0)

 

– Domingo, 18 fev:

Casa Pia – Arouca, 1-1 (0-0)

Benfica – Vizela, 6-1 (5-0)

Estoril Praia – Gil Vicente, 1-3 (0-0)

Sporting de Braga – Farense, 2-1 (0-0)

 

– Segunda-feira, 19 fev:

Moreirense – Sporting, 0-2 (0-2)

Programa da 23ª jornada:

– Sexta-feira, 23 fev:

Arouca – Famalicão, 21:15

 

– Sábado, 24 fev:

Farense – Moreirense, 16:30

Estrela da Amadora – Desportivo de Chaves, 19:00

Vitória de Guimarães – Casa Pia, 21:30

 

– Domingo, 25 fev:

Vizela – Estoril Praia, 16:30

Benfica – Portimonense, 19:00

Gil Vicente – FC Porto, 19:00

Rio Ave – Sporting, 21:30

 

– Segunda-feira, 26 fev:

Boavista – Sporting de Braga, 21:15

 

Com Agência Lusa.

Operação Influencer. Juiz considera « vagas » e « contraditórias » suspeitas do Ministério Público

O juiz de Instrução Criminal da Operação Influencer considera « vagas » e até « contraditórias » as suspeitas do Ministério Público contra António Costa. Desfaz também a teoria de que João Galamba foi o « mentor » do plano de tráfico de influências para beneficiar a Start Campus.

 

De acordo com o Expresso, o juiz de instrução da Operação Influencer decidiu rebater ponto por ponto o recurso do Ministério Público contra as medidas de coação decretadas aos arguidos do caso.

O magistrado lembra que a investigação em causa considera que os arguidos « recorreram aos serviços de Lacerda Machado » no sentido de « contactar o primeiro-ministro » para pressionar, por sua vez, « a secretária de Estado, Ana Fontoura Gouveia ».

Numa reunião entre os suspeitos, António Costa ou Vítor Escária teriam colocado « pressões » sobre a referida secretária de Estado, isto « necessariamente com o conhecimento e concordância do primeiro » [António Costa].

Na argumentação do MP, destaca o juiz, « os contactos encetados por Lacerda Machado junto de Vítor Escária e do primeiro-ministro visaram – e lograram – que um decreto-lei fosse aprovado e publicado o mais rapidamente possível e com o conteúdo normativo favorável aos interesses da Start Campus ».

No documento a que o semanário teve acesso, o juiz Nuno Dias Costa, que recusou a aplicar as medidas de coação propostas pelo Ministério Público, considera que « o alegado pelo Ministério Público revela-se vago quanto a qual seria a entidade pública junto de quem iria ser exercida a influência ».

Considera também que a « descrição factual » é « contraditória » porque alega, ao mesmo tempo, que « a atuação dos arguidos teve em vista pressionar a referida secretária de Estado » mas também que os contactos de Lacerda Machado « junto de Vítor Escária e do primeiro-ministro visaram – e lograram – que o referido decreto-lei fosse aprovado e publicado o mais rapidamente possível ».
Destaca ainda que a alegada pressão sobre a secretária de Estado ocorreu mesmo « sabendo-se que a competência para elaborar decretos-lei cabe ao Governo e não a uma secretária de Estado ».

Em relação a João Galamba, o juiz criticou o que diz ser uma « tese inovadora » de que seria o ex-ministro das Infraestruturas « o autor e verdadeiro mentor » do plano para beneficiar a empresa responsável pele construção do Data Center de Sines.

O magistrado considera que os factos descritos pelo Ministério Público apenas permitem concluir que o ex-ministro « pretendeu » que a Start Campus fosse « abrangida por um determinado regime legal em preparação ».

O MP « nunca » alega que João Galamba « sabia ou combinou » com Rui Neves e Tiago Silveira « no sentido de ser feito o que estes combinaram entre os dois ».

Juiz critica MP por recorrer de medidas de coação com novos factos 

O juiz de instrução da Operação Influencer criticou que, no recurso das medidas de coação aplicadas ao cinco arguidos, o Ministério Público invoque novos factos que não apresentou no primeiro interrogatório judicial.

Na resposta do juiz Nuno Dias Costa, a que a agência Lusa teve hoje acesso, ao recurso do MP para o tribunal da Relação a contestar as medidas de coação aplicadas aos arguidos, nenhuma privativa da liberdade, o magistrado alega que “o Ministério Público teve necessidade, para sustentar a sua posição, de invocar novos factos que não alegou na promoção de aplicação aos arguidos” de medida de coação diferente do termo de Identidade e Residência (TIR).

A operação levou à detenção do chefe de gabinete de António Costa, Vítor Escária, do advogado Diogo Lacerda Machado, dos administradores da empresa Start Campus Afonso Salema e Rui Oliveira Neves, e do presidente da Câmara de Sines, Nuno Mascarenhas, que o juiz colocou em liberdade após o primeiro interrogatório judicial.

Além destes, há outros quatro arguidos no processo, incluindo o agora ex-ministro das Infraestruturas João Galamba, o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, Nuno Lacasta, o advogado, antigo secretário de Estado da Justiça e ex-porta-voz do PS João Tiago Silveira e a empresa Start Campus.

O processo está relacionado com a exploração de lítio em Montalegre e de Boticas (ambos distrito de Vila Real), com a produção de energia a partir de hidrogénio em Sines, Setúbal, e com o projeto de construção de um centro de dados (Data Center) na zona industrial e logística de Sines pela sociedade Start Campus.

O primeiro-ministro, António Costa surgiu associado a este caso e foi alvo da abertura de um inquérito no MP junto do Supremo Tribunal de Justiça, situação que o levou a pedir a demissão e o Presidente da República marcou eleições para 10 de março.

 

Com Agência Lusa, RTP e Jornal Expresso.

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