Movimento associativo nas comunidades portuguesas atrai poucos jovens – secretário de Estado

Movimento associativo nas comunidades portuguesas atrai poucos jovens – secretário de Estado

 

O secretário de Estado José Cesário lamentou hoje, em Macau, o fraco envolvimento de jovens no movimento associativo das várias comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, defendendo a importância da atuação dos mais novos.

« Também senti [em Macau] que é muito importante encontrarmos forma de despertar, de mobilizar alguns novos quadros, particularmente lusodescendentes e mais jovens, que se possam envolver na vida comunitária », disse o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, que finalizou hoje uma visita de três dias à região semiautónoma chinesa.

A dificuldade em atrair as camadas mais jovens para participarem na vida da comunidade, explicou o secretário de Estado, prende-se com « uma diferença de postura, em termos culturais, das novas gerações em relação ao associativismo ».

« Por exemplo, nós temos fluxos migratórios por muitos países hoje onde não há uma única estrutura associativa. São comunidades que primam pelo individualismo e por outras formas de aproximação uns com os outros, que não são as tradicionais », indicou.

Em países como a Noruega, Dinamarca, Emirados Árabes Unidos ou muitas zonas do Reino Unido, exemplificou o responsável, « não há associações » e « muitas pessoas nem sequer contactam, o que as torna mais frágeis, no caso de haver um problema ».

Em consequência, também é mais difícil por parte das autoridades chegarem a estes grupos.

« Como é que nós conseguimos definir um plano, por exemplo, de permanências consulares num local destes, se nós não temos pontos de encontro com a comunidade? Se nós não sabemos onde é que ela está? Isto é um problema seríssimo », considerou.

No caso de Macau, o responsável, que ocupa pela quarta vez o cargo de secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, traça um cenário otimista, com « mais gente, mais nova », nas instituições que contactou durante a visita.

No entanto, há que repensar o futuro das estruturas da comunidade, declarou, considerando este um « problema de fundo » transversal a todas as geografias onde está estabelecida a emigração portuguesa.

José Cesário termina hoje uma visita de cinco dias à região, que incluiu ainda uma passagem por Cantão, na província chinesa de Guangdong, e Hong Kong.

Faro é a terceira cidade europeia com ar mais limpo e Funchal a oitava

Faro é a terceira cidade europeia com ar mais limpo e Funchal a oitava

 

Faro é a terceira cidade da Europa onde o ar é mais limpo, depois de Uppsala e Umea, na Suécia, com o Funchal no oitavo lugar, segundo um relatório da Agência Europeia do Ambiente hoje divulgado.

Com 3,6 microgramas de partículas finas por metro cúbico, Faro está na terceira posição da tabela, o mesmo valor que Umea mas com cerca de metade da população da cidade sueca.

Também na Suécia, Uppsala é a cidade europeia com o ar mais limpo: 3,5 microgramas por metro cúbico.

O Funchal, na região autónoma da Madeira, ocupa o oitavo lugar numa lista de 372 cidades, com 4,4 microgramas de partículas finas por metro cúbico e Lisboa o 38.º, com sete microgramas.

No último lugar – a cidade com o ar mais poluído – está Slavonski Brod, na Croácia, com 26,5 microgramas de partículas finas por metro cúbico.

Segundo a agência, três em cada quatro europeus vivem em zonas urbanas e a maioria deles está exposta a níveis inseguros de poluição atmosférica.

As partículas finas são o poluente atmosférico com maior impacto na saúde em termos de morte prematura e doença e a exposição a longo prazo à poluição atmosférica causa os efeitos mais graves para a saúde.

Alfa/ com Lusa

Portugal tem falhado na relação com comunidades de lusodescendentes na Ásia – Governo

Portugal tem falhado na relação com comunidades de lusodescendentes na Ásia – Governo

 

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas declarou hoje que Portugal não tem feito « praticamente nada » na relação com algumas comunidades de lusodescendentes da Ásia e defendeu que Macau pode ajudar a estabelecer esses contactos.

Malaca (Malásia), Sri Lanka, Goa, Damão e Diu (Índia), Myanmar (antiga Birmânia), Japão ou Tailândia são alguns dos exemplos de países ou regiões com comunidades de lusodescendentes que Portugal, de acordo com José Cesário, não tem conseguido alcançar.

Pela Ásia, « há diversíssimas comunidades e com as quais Portugal, verdadeiramente, tem feito muito, muito, muito pouco », disse o responsável aos jornalistas em Macau, onde se encontra até hoje numa visita de três dias.

« Em termos institucionais, praticamente nada. Há um estudioso ou outro, um académico ou outro, um investigador ou outro, um jornalista ou outro, que de vez em quando e tal faz um artigo, um trabalho, uma coisa. Agora, não há uma continuidade de trabalho », reforçou.

José Cesário recorreu a Malaca, para exemplificar como algumas destas « comunidades isoladas » preservam tradições antiquíssimas « sem a mínima atenção e incentivo ».

« Eu visito o bairro português, o ‘settlement’, como se diz, encontro lá o [lusodescendente] Papa Joe a tocar, a cantar o Malhão em português, e eles dançam, e têm os trajes folclóricos, e têm o galo de Barcelos (…). Ninguém fala português, mas isso é normal, aqui [em Macau] também. Mas fazem aquilo tudo de acordo com a tradição de há centenas de anos, sem o mínimo acompanhamento », reforçou.

Para chegar a estas comunidades e colocá-las em rede, com Portugal e entre elas, Cesário defendeu que, do lado do Estado, é necessário « encontrar uma entidade » que consiga estabelecer uma « relação desejavelmente continuada » e fazer « um trabalho a prazo ».

Depois, do lado da sociedade civil, sugeriu o secretário de Estado, o trabalho pode partir de entidades « disponíveis para trabalhar com o Estado na realização de alguns projetos em concreto ».

Neste sentido, Macau pode ser o « melhor local » para realizar este projeto, considerou, referindo ter abordado « este facto que preocupa » com algumas pessoas, nomeadamente responsáveis do Instituto Internacional de Macau, da Associação Promotora da Instrução dos Macaenses e da Fundação Oriente.

« O que eu disse a algumas pessoas foi para pensarem em algumas atividades que possamos fazer com eles, e ver se conseguimos agora, nestes próximos meses, no contexto dos apoios que nós normalmente concedemos ao movimento associativo (…), se conseguimos encontrar algumas atividades que se dirijam especificamente a esta comunidade », indicou.

José Cesário notou também que há comunidades com as quais é mais complicado trabalhar, notando, por exemplo, ser « muito mais difícil identificar » a comunidade lusodescendente em Myanmar, país que é palco de um conflito armado.

A Associação Internacional dos Lusodescendentes (AILD) tem denunciado, nos últimos anos, « o genocídio” em curso de milhares de lusodescendentes católicos (bayingyis) em Myanmar, que se tem traduzido em destruição, mortes e refugiados.

De acordo com o diretor-geral para a Ásia/Pacífico da AILD, Joaquim Magalhães de Castro, a comunidade de lusodescendentes em Myanmar existe há mais de 400 anos, resultando de casamentos feitos entre locais e portugueses, muitos deles mercenários.

Alfa/ com Lusa

Maria Luis Albuquerque « é a candidata de Portugal » a comissária europeia – PR Marcelo

Maria Luis Albuquerque « é a candidata de Portugal » a comissária europeia – PR

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu ontem que Maria Luís Albuquerque passou a ser a candidata de Portugal a comissária europeia a partir do momento em que foi escolhida pelo Governo.

“A competência nesta matéria é do Governo. Foi o Governo a decidir. Hoje, o senhor primeiro-ministro informou-me, de manhã, da proposta que iria apresentar ao Governo e que depois apresentaria aos portugueses. A partir do momento em que é apresentada [Maria Luís Albuquerque] é a candidata de Portugal”, disse o chefe de Estado.

Marcelo Rebelo de Sousa acrescentou ainda que nesta escolha do Governo, apenas foi “informado e não consultado”.

O Presente da Republica disse ainda não que não comenta as posições dos partidos, justificando que, “como em tudo na vida, há quem concorde e quem discorde », mas não tem de se pronunciar.

O chefe de Estado falava aos jornalistas Miranda do Douro, no distrito da Bragança, à margem do “Summer CEmp”, a escola de verão da Representação da Comissão Europeia em Portugal, que decorre nesta cidade transmontana até sábado.

Maria Luís Albuquerque, 56 anos, foi ministra de Estado e das Finanças durante o período em que Portugal estava sob assistência financeira da ‘troika’, sucedendo a Vítor Gaspar em julho de 2013 e mantendo-se até final do executivo liderado por Pedro Passos Coelho.

No PSD, foi vice-presidente durante a liderança de Passos Coelho e cabeça de lista dos candidatos a deputados pelo PSD em Setúbal em 2011 e 2015.

Atualmente é membro do Conselho Nacional do PSD – segundo nome da lista da direção de Luís Montenegro, logo a seguir a Carlos Moedas -, e membro do Conselho de Supervisão da subsidiária europeia da empresa norte-americana Morgan Stanley.

Alfa/ com Lusa

Competições da UEFA com novo formato ‘fase de Liga’

Realiza-se hoje o sorteio para a edição 24/25 da Liga dos Campeões que vai ter um novo formato, com o fim da ‘fase de grupos’ e o início da ‘fase de liga’ que promete revolucionar o futebol europeu.

36 clubes, classificação única, os primeiros oito apuram-se diretamente para os oitavos de final, os classificados entre o 9º e o 24º jogam um play-off para preencher as outras oito vagas nos oitavos,

Vamos lá… Os 36 clubes serão divididos em quatro potes, com nove equipas cada, em função do ranking da UEFA. A relevância do pote a que se pertence desapareceu, porque cada clube fará dois jogos com equipas de cada pote (um em casa e um fora), totalizando os oito jogos da fase de liga.

A fase de grupos, deixa de ter 32 equipas, como acontecia desde a época 1999/2000, e passa a 36 clubes.

Na verdade deixa de ser uma fase de grupos – a UEFA chama-lhe fase de liga. Os 36 clubes farão oito jogos cada um, quatro em casa e quatro fora, sempre com adversários diferentes.

Haverá uma classificação única, com os oito primeiros a apurarem-se diretamente para os oitavos de final e os que ficarem entre o 9º e o 24º a disputarem um play-off a duas mãos para encontrar os outros oito qualificados para os oitavos.

A partir daí volta-se ao formato tradicional, com oitavos, quartos e meias-finais a duas mãos antes da final.

As limitações são: não podem defrontar-se equipas do mesmo país e cada clube pode defrontar no máximo dois adversários de cada país (ou seja, se o Sporting jogar com Inter e Milan, já não poderá defrontar Atalanta, Juventus ou Bolonha).

O sorteio é feito por computador. Vai haver taças com bolas em palco, mas apenas para definir a ordem pela qual cada clube conhecerá os seus adversários.

A Liga Europa é exatamente igual à Champions, a fase de grupos é substituída por uma fase de liga, com classificação única. E sempre com 36 clubes e com play-off para os clubes classificados entre o 9º e o 24º lugar antes dos oitavos de final.

Na Liga Conferência é que haverá uma ‘nuance’ – na fase de liga, cada clube fará apenas seis jogos (três em casa e três fora), e não oito.

 

Artigo baseado nas explicações da UEFA e do jornal aBola.

 

Caso tenha algumas dúvidas veja o vídeo oficial da UEFA aqui.

 

Paris abre Jogos Paralímpicos2024 com apelo “à concórdia”e a uma « revolução de inclusão »

Paris deu hoje, “à grande e à francesa”, início aos Jogos Paralímpicos2024, numa ousada cerimónia no coração da cidade, na qual pediu ao mundo que, através de uma inclusão sem preconceitos, caminhe da “discórdia à concórdia”.

Na festa que trouxe os Jogos à Praça da Concórdia e aos Campos Elíseos, com calor e sem a chuva que há cerca de um mês teimou em “abençoar” a abertura dos Jogos Olímpicos, a delegação portuguesa foi a 127.ª das 168 presentes a desfilar desde o Arco do Triunfo, com Diogo Cancela e Margarida Lapa como porta-estandartes.

O coração de Paris, que fez jus ao epíteto de cidade Luz, viveu um “Paradoxo, da Discórdia à Concórdia”, o título escolhido para a cerimónia de abertura dos Jogos Paralímpicos realizados em França, com direção artística de Thomas Joly, que também idealizou a abertura dos Olímpicos.

Em segmentos diferentes, dois grupos distintos – o “strict society” [sociedade fechada] e o “gang creative” [gang criativo] – aproximaram-se e conseguiram passar discórdia à concórdia, usando a criatividade para ultrapassar a distância que os separava.

Com diversas performances de música e dança, os franceses aproveitaram para fazer um convite para que todos pensem no seu papel na construção de uma sociedade mais inclusiva, lembrando que 15% da população mundial tem algum tipo de deficiência, e apelar « à revolução da inclusão ».

Separados no início, os grupos começaram a “olhar um para o outro” ainda antes do desfile das 168 delegações presentes, ao som de uma nova versão de “Non, je no regret pas”, de Edith Piaf.

Com uma narrativa que deu voz às dificuldades diárias que se colocam no caminho das pessoas com deficiência, os dois grupos mostraram a importância da reflexão sobre o tema, da adaptação, da criatividade e do apoio.

Depois de mais de uma hora e meia de desfile das delegações, ao som das escolhas do DJ Myd, que “fez” dançar a Praça da Concórdia, que “explodiu” com a entrada da comitiva francesa, ao som de “Les Champs Elysées”

O espetáculo, com audiodescrição em várias línguas disponível na aplicação oficial do evento, a cerimónia entrou depois numa nova fase, com várias pessoas com deficiência a mostrarem-se “esperançadas num futuro mais inclusivo”.

Os dois grupos voltaram ao centro da ação, já com quase todas as diferenças superadas, dando uma visão de unidade e igualdade de oportunidades, numa celebração de diversidade e criatividade compartilhada.

Depois do presidente do Comité Paralímpico Internacional (IPC), Andrew Parsons, ter pedido no palco da revolução francesa que Paris seja palco de uma “revolução de inclusão”, o líder da República Francesa, declarou aberto o evento, no qual Portugal soma a sua 11.ª participação.

A bandeira paralímpica chegou ao centro da festa pelas mãos do antigo atleta paralímpico John McFall, medalhado em Pequim2008, e o primeiro astronauta com deficiência a ingressar na Agência Espacial Europeia, imediatamente antes de o hino paralímpico ecoar na Concórdia.

Embalada pelo Bolero, de Maurice Ravel, a Praça da Concórdia “apagou-se” para receber a chama paralímpica, acesa na cidade inglesa de Stoke Mandeville, o ‘berço’ da competição, a chama passou por quatro atletas paralímpicos medalhados, junto ao obelisco de Luxor.

A chama saiu depois da Praça da Concórida, na mão do velocista Marcus Rehm, passando por vários atletas ao longo dos Campos Elíseos, rumo à pira paralímpica, em forma de balão de ar quente, situada no Jardim de Tuileries.

Acesa por cinco campeões paralímpicos franceses, a pira iluminará Paris até 08 de setembro, dia em que a capital gaulesa passará o testemunho a Los Angeles.

 

Com Agência Lusa.

 

Augusto Barreiro, « jovem » emigrante nascido em 1963, faz 3 mil km de bicicleta entre França e Portugal

(Foto de Augusto Barreiro na hora da partida, ladeado pelo « maire » de Saint-Maur des Fossés e pelo diretor-geral da Rádio Alfa)
A audaciosa aventura de três mil quilómetros, que inclui a travessia dos Pirenéus, começou no dia 27 de agosto, às 9h30, e destina-se a ligar Saint-Maur des Fossés (na região parisiense) e Leiria.
Residente naquela localidade francesa, partiu da praça da Câmara apadrinhado pelo « maire » local, Pierre-Michel Delecroix e pelo diretor-geral da Rádio Alfa, comendador Fernando Lopes.
Augusto Barreiro é conhecido na região de Saint-Maur de Fossés, que acolheu a sua família, por GU – jogou futebol como juvenil e júnior no clube Lusitanos de Saint-Maur.
Prevê chegar a Leiria a 19 de outubro, dia do seu aniversário (61 anos). Em princípio deverá ser recebido então com todas as honras, designadamente pelo presidente da Câmara local, Gonçalo Lopes.
No trajeto, seguirá o célebre « caminho » de Santiago de Compostela e conta correr 100kms por dia em terreno plano e 50kms, igualmente por dia, para atravessar os Pirenéus.
Gu é natural da região de Leiria, tal como seus pais e conta fazer o périplo em autonomia, isto é sem assistência externa.
Boa viagem e coragem, Augusto Barreiro!

 

Sismo em Portugal já teve nove réplicas e foi o 10.º maior desde o século XVI – IPMA

Sismo em Portugal já teve nove réplicas e foi o 10.º maior desde o século XVI – IPMA

 

O sismo que ocorreu na madrugada de segunda-feira em Portugal foi o 10.º maior desde o século XVI e já teve nove réplicas, não sentidas e de pequena magnitude, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O abalo, de magnitude de 5,3 na escala de Richter, foi registado às 05:11 de segunda-feira nas estações da Rede Sísmica do continente, com epicentro a cerca de 60 quilómetros a Oeste de Sines.

“Em termos de magnitude, e considerando uma área com um raio de 100 quilómetros em torno do epicentro, trata-se do 10.º maior sismo ocorrido desde o séc. XVI, sendo esta zona muito marcada pela ocorrência, em 1858, de um terramoto histórico particularmente importante, conhecido como o sismo de Setúbal e que teve uma magnitude de M7.1”, pode ler-se.

O IPMA frisou ainda que na “estação acelerométrica mais próxima do epicentro do sismo do dia 26 de agosto, foram medidos os maiores valores de aceleração do movimento do solo alguma vez registados com instrumentação moderna em Portugal continental”.

Desde as 05:47 de segunda-feira que se registaram nove réplicas de pequena magnitude, as mais recentes às 00:14 e 00:30 de terça-feira, indicou também o IPMA, em comunicado.

“Através do questionário macrossísmico online, foram já rececionados no IPMA mais de 19.000 testemunhos referenciando os efeitos deste sismo”, acrescentou.

O sismo teve uma intensidade máxima de IV/V na escala de Mercalli, classificada como moderada a forte, sendo seguido de pelo menos quatro réplicas, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera IPMA).

Com intensidade V, considerada forte, os efeitos podem sentir-se fora de casa, caso ocorra durante a noite pode acordar as pessoas, “os líquidos oscilam e alguns extravasam”, explica o IPMA.

“Pequenos objetos em equilíbrio instável deslocam-se ou são derrubados. As portas oscilam, fecham-se ou abrem-se. Os estores e os quadros movem-se. Os pêndulos dos relógios param ou iniciam ou alteram o seu estado de oscilação” quando de regista uma intensidade de V.

O abalo foi sentido em várias zonas de Portugal e com maior intensidade nas regiões de Setúbal e Lisboa.

Alfa/Lusa

Reportagem. Aguiar Branco considera que a « superação será sempre a primeira das medalhas”

O presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar Branco, enalteceu o “exemplo excecional” dado pelos atletas paralímpicos portugueses, numa receção que decorreu na embaixada de Portugal em França.

 

 

Aguiar Branco destacou a importância da proximidade do « governo português e da Assembleia da República com comitiva lusa que vai participar nos Jogos Paralímpicos Paris 2024 ».

 

Para além do presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar Branco e de vários atletas que vão competir nos jogos paralímpicos, Paris 2024, marcaram presença o secretário de Estado do Desporto, Pedro Dias, o embaixador de Portugal em França, José Augusto Duarte que falou das suas expectativas para esta competição:

 

Também o presidente do Comité Paralímpico de Portugal, José Manuel Lourenço, esteve presente e destacou a capacidade de superação dos atletas portugueses:

 

O vice-presidente do Comité Paralímpico de Portugal e da Federação Portuguesa de Atletismo, Luís Figueiredo, é o chefe de missão aos Jogos Paralímpicos Paris 2024 e falou daquilo que se pode esperar da participação portuguesa.

 

Entre os vários atltetas presentes, Beatriz Monteiro, vai participar no torneio de badminton:

 

A missão lusa integra 27 atletas, que vão competir em 10 das 22 modalidades do programa paralímpico entre quarta-feira (28 Agosto) e 08 de setembro. Portugal soma em Jogos Paralímpicos a sua 11ª participação. A cerimónia de abertura terá lugar esta quarta-feira em plena ‘Place de la Concorde’.

 

 

 

 

Oficial. Francisco Conceição reforça Juventus

Francisco Conceição emprestado pelo FC Porto à Juventus até ao final da época

O futebolista internacional português Francisco Conceição foi emprestado pelo FC Porto à Juventus, do escalão principal italiano, num negócio válido até ao final da temporada, mas sem cláusula de opção de compra, anunciaram hoje os dois clubes.

Em comunicado publicado no seu sítio oficial na Internet, os ‘dragões’ detalharam que vão receber sete milhões de euros (ME) fixos pela cedência do extremo, aos quais se podem juntar mais três ME em variáveis, caso os ‘bianconeri’ se qualifiquem para a edição 2025/26 da Liga dos Campeões.

« A Juventus não detém direito de opção de compra, pelo que o jogador regressará ao FC Porto no fim do empréstimo. O FC Porto assumirá a responsabilidade com o mecanismo de solidariedade e declara que terá encargos com serviços de intermediação de 10% sobre o valor total », explicaram.

Francisco Conceição, de 21 anos, será o 10.º português a representar a Juventus, recordista de títulos de campeão em Itália (36) e atual líder isolado da Serie A, com seis pontos, em duas jornadas, juntando-se no atual plantel ao defesa central Tiago Djaló, contratado em janeiro aos franceses do Lille.

Filho de Sérgio Conceição, ex-treinador ‘azul e branco’, o extremo estava a cumprir a segunda passagem pelo FC Porto, ao qual tinha voltado no verão passado por empréstimo dos neerlandeses do Ajax para somar oito golos e seis assistências em 43 jogos, convencendo os ‘dragões’ a exercerem uma opção de compra de 10,5 ME, verba superior aos cinco ME investidos pelo clube de Amesterdão dois anos antes na sua aquisição definitiva.

Francisco Conceição integrou os trabalhos de pré-época do conjunto orientado por Vítor Bruno em finais de julho, após alinhar pela seleção de Portugal na fase final do Campeonato da Europa, na Alemanha, mas esteve lesionado durante cerca de três semanas e falhou os primeiros quatro jogos oficiais em 2024/25.

Vencedor de um campeonato e duas Taças de Portugal, o extremo está vinculado ao FC Porto por cinco temporadas, até junho de 2029, com uma cláusula de rescisão de 45 ME, sendo que essa renovação foi oficializada em 23 de abril, a quatro dias das eleições mais concorridas da história do clube, nas quais o atual presidente André Villas-Boas destronou Pinto da Costa, líder há 42 anos e 15 mandatos.

Francisco Conceição é a nona saída dos ‘dragões’ na janela de transferências de verão, e terceira no ataque, que também ficou sem o iraniano Mehdi Taremi, reforço do campeão italiano Inter Milão a custo zero, e o brasileiro Evanilson, adquirido pelos ingleses do Bournemouth por 37 ME fixos, mais 10 ME em variáveis.

 

https://twitter.com/juventusfc/status/1828386982982263183

Avançado Toni Martínez troca FC Porto pelo Alavés

O futebolista Toni Martínez foi contratado pelo Alavés ao FC Porto, da I Liga portuguesa, tendo assinado por quatro temporadas, até junho de 2028, anunciou hoje o 16.º classificado da Liga espanhola.

Os moldes do negócio não foram detalhados pelo clube basco, mas, horas depois, os ‘dragões’ informaram que a transferência « rende dois milhões de euros (ME) fixos, incluindo um variável que poderá atingir os 2,025 ME ».

« A FC Porto SAD assumirá a responsabilidade com o mecanismo de solidariedade devida a terceiros e declara que esta transferência não contou com qualquer intervenção de intermediação », acrescentaram, em comunicado publicado no sítio oficial do emblema ‘azul e branco’ na Internet.

Toni Martínez fez 32 golos e sete assistências em 140 jogos pelo FC Porto, ao qual tinha chegado em 2020/21, oriundo do Famalicão, por 3,2 ME, mas nunca se impôs nas opções iniciais e foi afastado dos trabalhos da equipa principal na reta final da época passada pelo então treinador ‘azul e branco’ Sérgio Conceição.

Apesar de ter sido reintegrado pelo novo técnico, Vítor Bruno, no arranque da preparação para 2024/25, o ponta de lança, de 27 anos, continuou sem espaço e cumpriu apenas quatro minutos como suplente utilizado na vitória nos Açores perante o Santa Clara (2-0), na segunda jornada da I Liga.

Vencedor de um campeonato, três Taças de Portugal, uma Taça da Liga e duas Supertaças Cândido de Oliveira pelo FC Porto, Toni Martínez está de regresso ao seu país, no qual completou um percurso formativo dividido entre Real Murcia e Valência, sendo que, mais tarde, representou Valladolid (2017/18), Rayo Majadahonda e Lugo (ambos em 2018/19), sempre por empréstimo dos ingleses do West Ham.

O avançado é a 10.ª saída dos ‘dragões’ na janela de transferências de verão, e terceira no eixo ofensivo, que também ficou sem o iraniano Mehdi Taremi, reforço do campeão italiano Inter Milão a custo zero, e o brasileiro Evanilson, adquirido pelos ingleses do Bournemouth por 37 ME fixos, mais 10 ME em variáveis, mas já viu chegar Samu Omorodion e Deniz Gül, provenientes dos espanhóis do Atlético de Madrid e dos suecos do Hammarby por 15 ME e 4,5 ME, respetivamente.

 

Com Agência Lusa.