Navalny: UE exige investigação internacional e independente à morte de opositor russo

A União Europeia (UE) exigiu hoje à Rússia que permita uma investigação internacional independente às circunstâncias da “morte súbita” de Alexei Navalny, líder da oposição russa, anunciada na sexta-feira.

“A Rússia deve permitir uma investigação internacional independente e transparente sobre as circunstâncias desta morte súbita. A UE, em estreita coordenação com os parceiros, não poupará esforços para responsabilizar a liderança política e as autoridades russas, e para impor consequências pelos seus atos, nomeadamente através de sanções”, disse o alto representante para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Josep Borrell, citado em comunicado.

O chefe da diplomacia europeia disse que a UE “está indignada com a morte do político da oposição russa Alexei Navalny, cuja responsabilidade recai, em última instância, sobre o Presidente [da Rússia] Vladimir Putin e as autoridades russas”.

“Alexei Navalny teve a coragem de regressar à Rússia após uma tentativa de assassinato com recurso ao agente neurotóxico ‘Novichok’, que está proibido pela Convenção sobre as Armas Químicas e da qual a Federação da Rússia é um Estado-parte”, acrescentou Borrell.

O opositor ao regime de Putin estava “a cumprir várias penas com motivações políticas numa colónia penal na Sibéria com condições rigorosas” e a UE considerou que foi transferido para este estabelecimento prisional para ficar isolado do resto do mundo.

“O acesso a Alexei Navalny por parte da família estava restringido. Os seus advogados têm sido assediados e três deles encontram-se em prisão preventiva desde outubro de 2023”, referiu.

Para os 27, a “morte inesperada e chocante de Alexei Navalny é mais um sinal da intensificação da repressão sistemática na Rússia”.

Borrell apelou à libertação “imediata e incondicional” de todos os “presos políticos, incluindo Yuri Dmitriev, Vladimir Kara-Murza, Ilya Yashin, Alexei Gorinov, Lilia Chanysheva, Ksenia Fadeeva, Alexandra Skochilenko e Ivan Safronov”.

Alexei Navalny, um dos principais opositores de Vladimir Putin, morreu a 16 de fevereiro, aos 47 anos, numa prisão do Ártico, onde cumpria uma pena de 19 anos.

Os serviços penitenciários da Rússia indicaram que Navalny se sentiu mal depois de uma caminhada e perdeu a consciência.

Destacados dirigentes ocidentais, a família e apoiantes do opositor responsabilizam o presidente russo, Vladimir Putin, pela sua morte.

 

Com Agência Lusa.

Portugal recupera uma posição no ranking mundial de râguebi

Portugal recuperou um lugar no ranking mundial de râguebi após o triunfo conseguido na Roménia (49-24) no sábado, na terceira jornada do Rugby Europe Championship 2024 (REC24), e ocupa agora o 15º posto, anunciou a World Rugby.

 

A vitória por mais de 15 pontos de diferença sobre o 20.º classificado permitiu à seleção portuguesa ultrapassar Tonga e situar-se agora imediatamente atrás de Samoa (14.º) e Geórgia (13.º).

A subida dos lobos na tabela foi a única alteração registada no top-20, após um fim de semana onde se disputaram quatro encontros do REC24, mas onde as principais seleções europeias ‘gozaram’ uma pausa no torneio das Seis Nações.

Assim, a África do Sul continua a liderar o ranking, seguida da Irlanda e da Nova Zelândia, enquanto a França e a Inglaterra encerram o top 5.

Portugal ocupava o 13.º lugar do ranking após a participação no Mundial França2023, a sua melhor posição de sempre, mas a derrota na Bélgica (10-6), na primeira jornada do REC24, provocou uma queda de três lugares na atualização de 5 de fevereiro.

A seleção portuguesa venceu a Roménia por 49-24 no sábado, em Bucareste, resultado que garantiu o primeiro lugar no Grupo B do REC24 e o apuramento para as meias-finais, em 02 ou 03 de março, em casa, contra a Espanha.

As finais estão previstas para 17 de março, em Paris, no Estádio Jean Bouin.

Com Agência Lusa.

Diogo Ribeiro. “Enquanto não chegar a medalha olímpica, não vou parar”

O nadador Diogo Ribeiro voltou hoje a Lisboa com as duas primeiras medalhas de ouro da história nacional em Mundiais de natação, aos 19 anos, salientando que, até alcançar uma medalha olímpica, não vai parar de trabalhar.

“Sempre foi um sonho chegar lá [aos Jogos Olímpicos], agora pode é ser cada vez mais um objetivo e é isso que está a começar a ser. Não são só estas medalhas que vão ditar o futuro. Tenho de continuar a trabalhar e a ser humilde. Sempre que ganho medalhas, continuo a trabalhar, eu quero sempre mais. Enquanto não chegar a medalha olímpica, eu não vou parar de trabalhar”, afirmou, no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.

Diogo Ribeiro sagrou-se campeão mundial nas vertentes de 50 e 100 metros mariposa, nos Mundiais aquáticos que decorreram em Doha, no Qatar, depois de já ter sido vice-campeão do mundo nos 50 metros mariposa na última edição, em Fukuoka, no Japão.

“Se há um ano, quando ganhei a medalha de prata em Fukuoka, me dissessem que ia ser duas vezes campeão do mundo na próxima edição, eu diria que estava a sonhar. É incrível. Ter 19 anos e saber que ainda posso melhorar só me deixa mais felicidade e garra para trabalhar mais e atingir melhores coisas”, expressou o nadador do Benfica.

Com as duas medalhas de ouro ao peito e uma bandeira de Portugal nas costas, Diogo Ribeiro considera que ainda não tem noção do feito histórico que alcançou, dedicando os triunfos maioritariamente ao seu pai, falecido quando tinha apenas quatro anos, e com quem fala bastante, o que lhe dá força para se ‘transformar’ e vencer nas provas.

“Continua tudo a mesma coisa. Gosto que cada vez mais digam que sou um ídolo e que as pessoas me vejam a nadar. Não me cabe na cabeça o que sou e que tenho medalhas de ouro num campeonato do mundo. Para mim, é como se fosse um ouro no regional. Realmente ainda não compreendi o que isto quer dizer mesmo”, frisou, entre sorrisos.

Diogo Ribeiro revelou ainda uma peripécia com a medalha de 50 metros mariposa, que encontrou partida, “eventualmente porque as empregadas de limpeza deixaram cair”, mas conseguiu trocá-la e receber outra medalha, que a emoldurará por cima da cama, apelando ainda a mais apoios governamentais e patrocínios para promover a natação.

 

O atleta Diogo Ribeiro, ouro nos 50 e 100 metros mariposa, da seleção portuguesa de natação que participou nos Mundiais de Doha fala aos jornalistas à chegada ao aeroporto Humberto Delgado, Lisboa, 19 de fevereiro de 2024. TIAGO PETINGA/LUSA

 

“Não há muitos apoios. Antes ainda era pior, desde o ano passado que já se vê ligeiras mudanças, mas acho que é preciso investir mais nesta modalidade, que é a mais vista nos Jogos Olímpicos. É uma tristeza não receber ajuda pela medalha dos 50 metros mariposa por não ser uma prova olímpica, mas estamos a falar de um Campeonato do Mundo. O prémio dos 100 metros mariposa vai ser o primeiro prémio governamental que vou receber. Isso deixa-me triste, mas continuo a lutar e a ser quem sou”, realçou.

O treinador Alberto Silva apontou “uma carreira muito grande pela frente”, mas com a preocupação de “sempre cobrar mais e ter um bom ambiente”, uma vez que precisará de sacrificar algumas coisas para poder continuar a estar na elite da natação mundial.

“Já sabemos que talento ele tem, mas, num momento, só o talento não vai chegar. Vai doer, será um sacrifício, vai ter de fazer coisas que não gosta, mas no fim do dia, tem de chegar a casa cansado, mas feliz e motivado para voltar no dia seguinte. Se ele fizer isso, com o talento que tem, vai ter uma carreira longa na elite”, assumiu Alberto Silva.

 

O atleta Diogo Ribeiro, ouro nos 50 e 100 metros mariposa, da seleção portuguesa de natação que participou nos Mundiais de Doha à chegada ao aeroporto Humberto Delgado, Lisboa, 19 de fevereiro de 2024. TIAGO PETINGA/LUSA

 

Aos 19 anos, Diogo Ribeiro é o maior ‘fenómeno’ da história das piscinas portuguesas, ficando ‘apenas’ a faltar uma final olímpica, que só Alexandre Yokochi conseguiu, mas tendo já presença garantida em Paris2024, a que chegará com esperança de medalha.

Recordista mundial júnior dos 50 metros mariposa, o nadador soma ainda três ‘ouros’ em Mundiais júnior, um bronze em Europeus sénior, nos 50 mariposa em Roma2022, e títulos em Jogos do Mediterrâneo e outras provas, além de quatro recordes nacionais.

 

Com Agência Lusa.

Benfica. João Neves e António Silva de Luto

Os jogadores do Benfica, João Neves e António Silva, estão de luto pela morte da mãe e do avô materno, respectivamente.

Sara Gonçalves, a mãe de Neves, de 19 anos, faleceu na madrugada desta segunda-feira, aos 50 anos, em Tavira.

O médio foi, segundo o Jornal a Bola, substituído ontem ao minuto 66 por causa do agravamento do estado de saúde da mãe e seguiu depois para o hospital.

João Neves foi ainda dispensado do treino desta segunda-feira, tal como António Silva.

O central, suplente com o Vizela, foi dispensado do treino para estar com a família depois de o funeral do avô materno ter decorrido domingo.

O Benfica emitiu uma pequena nota em que declara solidariedade para com os seus dois jogadores.

«A família Benfiquista está convosco. Muita força», pode ler-se.

 

Israel/Gaza: Netanyahu diz que Lula cruzou “linha vermelha” após comparações com Holocausto

Foto de arquivo – Lula da Silva durante uma visita a Portugal

Israel: Netanyahu diz que Lula cruzou “linha vermelha” após comparações com Holocausto

 

O primeiro-ministro israelita considerou ontem que “comparar Israel ao Holocausto nazi e a Hitler é cruzar uma linha vermelha”, após o Presidente brasileiro ter comparado as ações de Israel em Gaza com o extermínio de judeus no século XX.

“Israel luta pela sua defesa e para garantir o seu futuro até à vitória, e fá-lo respeitando o direito internacional”, afirmou Benjamin Netanyahu, citado em comunicado.

O governante descreveu as palavras de Lula da Silva como “vergonhosas e sérias” e argumentou que procuram “banalizar o Holocausto” e “o direito de Israel de se defender”.

O chefe de Estado do Brasil comparou também ontem, em Adis Abeba, na cimeira da União Africana (UA), as operações militares israelitas com o Holocausto, acusando Israel de genocídio.

“O que está a acontecer na Faixa de Gaza não é uma guerra, é um genocídio. O que está a acontecer na Faixa de Gaza com o povo palestiniano (…) já aconteceu quando Hitler decidiu matar os judeus”, afirmou Lula da Silva.

O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Israel Katz, também convocou hoje o embaixador do Brasil no país, Frederico Meyer, para uma reunião na segunda-feira.

“Os comentários do Presidente brasileiro são vergonhosos e graves”, escreveu na rede social X (antigo Twitter) Israel Katz.

Por seu turno, o ministro da Defesa israelita, Yoav Gallant, criticou Lula da Silva, na rede social X, por apoiar “uma organização terrorista – o Hamas, e, ao fazê-lo, envergonhar o seu povo”.

As duas maiores entidades israelitas no Brasil juntaram-se à condenação de Lula pelo Governo de Benjamin Netanyahu, considerando « extrema e desequilibrada » a posição expressa pelo Presidente brasileiro.

“O Governo brasileiro está a adotar uma posição extrema e desequilibrada em relação ao trágico conflito no Médio Oriente, abandonando a tradição de equilíbrio e procura de diálogo na política externa”, afirmou a Confederação Israelita do Brasil, em comunicado emitido hoje.

A Federação Israelita do Estado de São Paulo, que reúne a maior parte da comunidade judaica no Brasil, também emitiu uma declaração, na qual afirma que « comparar a defesa legítima do Estado de Israel contra um grupo terrorista […] com a indústria da morte de Hitler é de uma maldade infinita”.

A guerra foi desencadeada por um ataque do Hamas, em 07 de outubro, contra o sul de Israel, que causou a morte a mais de 1.160 pessoas, a maioria civis, de acordo com uma contagem da agência France-Presse (AFP), a partir de dados oficiais israelitas.

Em represália, Israel lançou uma ofensiva na Faixa de Gaza que fez 28.775 mortos, na grande maioria civis, segundo o mais recente balanço, divulgado na sexta-feira pelo Ministério da Saúde do Hamas.

Alfa/ com Lusa

Volta ao Algarve: Remco Evenepoel conquista prova pela terceira vez

Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step) conquistou hoje a Volta ao Algarve em bicicleta pela terceira vez, repetindo os êxitos de 2020 e 2022, após ter sido segundo no alto do Malhão, em Loulé, atrás do antecessor Daniel Martínez (BORA-hansgrohe).

O belga Remco Evenepoel segurou a liderança, conquistada no contrarrelógio de sábado, com o segundo lugar na quinta e última etapa, que partiu de Faro, com o mesmo tempo do vencedor, o colombiano Daniel Martínez, que defendia o título conquistado em 2023.

Evenepoel, de 24 anos, concluiu a corrida com 43 segundos de vantagem sobre Martínez, igualando o feito do português Belmiro Silva que venceu as edições de 1977, 1981 e 1984.

 

Com Agência Lusa.

Benfica goleia Vizela e isola-se provisoriamente na liderança da I Liga

O Benfica isolou-se hoje, provisoriamente, na liderança da I Liga portuguesa de futebol, ao golear por 6-1 na receção ao Vizela, que caiu no último lugar, em encontro da 22ª jornada.

David Neres (16 e 45+1 minutos), Otamendi (25), Tiago Gouveia (30), Rafa (45+4) e Marcos Leonardo (88) marcaram os golos dos ‘encarnados’, enquanto Essende (48) faturou para os minhotos e ainda viu Trubin defender-lhe um penálti (71).

A formação do alemão Roger Schmidt passou a somar 55 pontos, contra 52 do Sporting, que tem menos dois jogos, um deles o que cumpre na segunda-feira no reduto do Moreirense, enquanto o Vizela é o novo lanterna-vermelha, com 16.

 

Sporting de Braga bate Farense e isola-se no quarto lugar da I Liga

SC Braga Cher Ndour celebrates after scoring the 2-1 lead goal during the Portuguese First League soccer match between SC Braga and SC Farense at Municipal de Braga Stadium in Braga, Portugal, 18 February 2024. HUGO DELGADO/LUSA

O Sporting de Braga, que vinha de duas derrotas pesadas, venceu hoje em casa o Farense por 2-1 e isolou-se no quarto lugar.

Depois de João Moutinho falhar um penálti, aos 41 minutos, Simon Banza, aos 62, para o seu 15º golo na prova, e o suplente Cher Ndour, aos 85, marcaram para o conjunto de Artur Jorge, enquanto, pelo meio, Belloumi faturou para os algarvios, aos 74.

Os ‘arsenalistas’, que tinham perdido por 5-0 com o Sporting e por 4-2 com o Qarabag, somam 43 pontos, mais dois do que o Vitória de Guimarães, que empatou no sábado em Portimão (1-1), enquanto o ‘onze’ de José Mota manteve-se com 26, caindo para o nono lugar.

 

 Resultados da 22ª jornada da I Liga portuguesa de futebol:

– Sexta-feira, 16 fev:

Famalicão – Rio Ave, 2-1 (1-1 ao intervalo)

 

– Sábado, 17 fev:

Desportivo de Chaves – Boavista, 2-1 (1-1)

Portimonense – Vitória de Guimarães, 1-1 (0-1)

FC Porto – Estrela da Amadora, 2-0 (1-0)

 

– Domingo, 18 fev:

Casa Pia – Arouca, 1-1 (0-0)

Benfica – Vizela, 6-1 (5-0)

Estoril Praia – Gil Vicente, 1-3 (0-0)

Sporting de Braga – Farense, 2-1 (0-0)

 

– Segunda-feira, 19 fev:

Moreirense – Sporting, 21:15

 

Com Agência Lusa.

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