Médio Oriente. Estrangeiros aconselhados a saírem imediatamente do Irão e do Líbano

Aumenta a ameaça de guerra no Médio Oriente. 

Diversos países, entre eles Portugal, pedem aos seus cidadãos que partam imediatamente do Líbano e do Irão.

No que respeita a Portugal, o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) e a embaixada em Teerão aconselham a saída imediata dos cidadãos portugueses do Irão.

A França e diversos outros pasíses aconselham os seus cidadãos a abandonar o Líbano enquanto ainda há voos comerciais disponíveis.

Pelo menos 17 países manifestaram grande preocupação com a crescente tensão regional, a ameaça de uma guerra regional intensa e o perigo de segurança na região.

Paris2024: Pugilista David Pina fica com o bronze para Cabo Verde, primeira medalha de sempre para o país

Foto Lusa

Paris2024: Pugilista David Pina fica com o bronze para Cabo Verde

 

O pugilista David Pina ficou hoje com a medalha de bronze de -51 kg nos Jogos Olímpicos Paris2024, a primeira de sempre de Cabo Verde, depois de ser derrotado nas meias-finais da competição de boxe pelo uzbeque Hasanboy Dusmatov.

O pugilista natural de Santa Cruz, de 27 anos, já tinha garantido a primeira medalha de sempre para Cabo Verde em Jogos Olímpicos com o apuramento para as meias-finais, depois de vencer o zambiano Patrick Chinyemba, mas a derrota de hoje frente a Dusmatov, numa decisão por pontos unânime, atribui-lhe o bronze.

O porta-estandarte de Cabo Verde na Cerimónia de Abertura de Paris2024 vai receber a terceira medalha da África lusófona, depois dos dois ‘metais’ da moçambicana Maria Mutola, campeã nos 800 metros em Sydney2000 e bronze em Atlanta1996.

Alfa/ com Lusa

Patrícia Sampaio de bronze, história na ginástica e desilusão na natação

A judoca Patrícia Sampaio foi a grande figura da primeira semana de Portugal nos Jogos Olímpicos Paris2024, com a conquista do bronze em -78 kg, com a ginástica a fazer história e a natação a ser a desilusão.

 

*** Nuno Filipe Ortega, da agência Lusa ***

Após oito dias de competição, Portugal tem uma medalha, mais cinco diplomas, além de 10 lugares até ao 16.º lugar.

À entrada para os Jogos, a tomarense não deveria integrar a lista de potenciais medalhados de quase nenhum português, mas um percurso praticamente perfeito, apenas travado pela nova campeã olímpica, a italiana Alice Bellandi, levou-a ao bronze na capital francesa.

Pelo caminho, Patrícia Sampaio ‘calou’ a Arena Bercy, quando, logo na segunda ronda, afastou, em menos de um minuto, a francesa Madeleine Malonga, que tinha sido medalha de prata em Tóquio2020.

Menos conseguida foi a participação dos restantes elementos da seleção de judo, com Jorge Fonseca (-100 kg), bronze em Tóquio2020, a cair no seu primeiro combate, depois de ter ficado isento da primeira ronda, e Catarina Costa (-48 kg) e Rochele Nunes (+78 kg) a também ficarem pelos oitavos de final.

Os estreantes Taís Pina (-70 kg) e João Fernando (-81 kg) ficaram na primeira ronda, tal como Bárbara Timo (-63 kg).

Histórica foi a participação dos ginastas portugueses na capital francesa, com Filipa Martins, na artística, e Gabriel Albuquerque, nos trampolins, a conseguirem os melhores resultados de sempre.

A portuense, que já tinha os melhores resultados de sempre de Portugal na ginástica artística em edições anteriores e também em Mundiais, chegou a uma histórica final ‘all around’, com a 18.ª melhor pontuação. Na final, ganha pela inevitável norte-americana Simone Biles, Filipa Martins foi 20.ª.

Aos 18 anos, Gabriel Albuquerque, o mais novo elemento da Missão portuguesa, conseguiu a melhor prestação de sempre nos trampolins, com o quinto lugar, superando, 20 anos depois, o sexto posto de Nuno Merino em Atenas2004.

Na piscina de La Défense Arena, num dos anos com mais expectativas, a natação portuguesa desiludiu, com Diogo Ribeiro, que chegava a Paris como campeão mundial dos 50 e 100 metros mariposa – a primeira distância não é olímpica -, a conseguir apenas a meia-final dos 50 livres, mas a cair prematuramente nos 100 livres e na sua distância de eleição.

Após a eliminação nos 100 mariposa, Diogo Ribeiro criticou as condições na Aldeia Olímpica e da piscina, embora reconhecendo que não chegou aos Jogos na melhor forma física.

Camila Rebelo, campeã europeia dos 200 metros costas, João Costa (100 costas) e Miguel Nascimento (50 livres) ficaram pelas eliminatórias.

Outra das desilusões da primeira semana foi o skater Gustavo Ribeiro, oitavo em Tóquio2020, que tinha assumido a vontade de lutar pelas medalhas, mas acabou por ficar fora da final e num modesto 17.º lugar.

A Missão portuguesa até arrancou bem, com o ciclista Nelson Oliveira a dar o primeiro diploma, com o sétimo lugar no contrarrelógio, logo no primeiro dia, antes de uma sucessão de resultados dececionantes, só interrompidos na quinta jornada de Paris2024.

No triatlo, depois de Maria Tomé ter sido 11.ª na prova feminina – Melanie Santos foi 45.ª –, Vasco Vilaça igualou a melhor prestação de sempre de um homem português em Jogos Olímpicos, com o quinto lugar, o mesmo que João Pereira alcançou no Rio2016.

Numa grande recuperação, feita ao lado do seu compatriota, Ricardo Batista foi sexto, com a imagem dos dois abraçados junto à meta a ser uma das mais fortes até ao momento.

No mesmo dia, na distante Châteauroux, Maria Inês Barros tornou-se a primeira mulher portuguesa a disputar o fosso olímpico, sendo apenas afastada da final no ‘shoot-off’, terminando na oitava posição, um diploma coroado com um novo recorde pessoal de 121 pontos na disciplina de tiro com armas de caça.

A disputar os seus quintos Jogos Olímpicos, Marcos Freitas e Tiago Apolónia foram afastados na estreia na prova singular de ténis de mesa, com Fu Yu e Jieni Shao a passarem ainda a primeira ronda.

Também nos seus quintos Jogos Olímpicos, Ana Cabecinha despediu-se, nos 20 km marcha, prova com que arrancou o atletismo, modalidade em que Irina Rodrigues, que se qualificou para a final do disco, Liliana Cá, quinta em Tóquio2020, mas que ficou em 14.ª na qualificação da mesma prova, e Tsanko Arnaudov, 16.º no apuramento do peso, já garantiram posto no top 16.

 

 

Supertaça: Portistas voltam a liderar isolados ranking português de títulos

Supertaça: Portistas voltam a liderar isolados ranking português de títulos

 

O FC Porto conquistou ontem o 86.º troféu futebolístico da sua história, ao vencer a Supertaça Cândido de Oliveira, e recolocou-se na liderança isolado do ranking de títulos entre clubes portugueses, deixando para trás o Benfica.

Com o triunfo por 4-3, após prolongamento, sobre o campeão nacional Sporting, face ao qual estiveram a perder por 3-0, os ‘dragões’ ficam com mais um troféu do que os ‘encarnados’, numa tabela em que os ‘leões’ são distantes terceiros, com 55.

Numa contagem ‘cega’, que coloca no mesmo patamar uma Taça dos Campeões e uma Supertaça ou um campeonato e uma Taça da Liga, o FC Porto chega ao título 86 de forma idêntica á que tinha chegado ao 85.ª, a fechar a época 2023/24.

Então, em 26 de maio, no Jamor, o Sporting também começou a ganhar, mas o FC Porto acabou por prevalecer igualmente no tempo extra, com um triunfo por 2-1.

No encontro que marcou a despedida do treinador Sérgio Conceição, os comandados de Rúben Amorim adiantaram-se aos 20 minutos, por St. Juste – que seria expulso aos 30 -, mas Evanilson empatou, aos 25, e, já no prolongamento, aos 100, Taremi, no adeus aos ‘dragões’, decidiu de grande penalidade.

Com esta vitória, os ‘dragões’ igualaram os 85 troféus do Benfica, que se tinham isolado na frente do ranking ao vencerem precisamente os ‘azuis e brancos’, a abrir a época passada, por 2-0, em Aveiro, na 45.ª Supertaça.

O argentino Ángel Di María, aos 62 minutos, e o croata Petar Musa, aos 68, selaram o triunfo dos ‘encarnados’, que disputaram a prova por terem vencido, meses antes, o seu 84.º troféu, a edição 2022/23 da I Liga.

Por seu lado, o FC Porto também chegou à Supertaça após o título número 84, arrebatado com um triunfo por 2-0 sobre o Sporting de Braga na final da Taça de Portugal de 2023.

Os ‘dragões’ somam, internamente, 30 vitórias no campeonato, 24 na Supertaça, 20 na Taça de Portugal e uma na Taça da Liga, mais quatro no extinto Campeonato de Portugal.

No plano internacional, os portistas arrebataram mais sete troféus, dois de campeão europeu (Taça dos Campeões de 1986/87 e ‘Champions’ de 2003/04), uma Taça UEFA, uma Liga Europa, duas edições da Taça Intercontinental e uma Supertaça Europeia.

Quanto ao Benfica, venceu por duas vezes a Taça dos Campeões e soma ainda 38 vitórias no campeonato, 26 na Taça de Portugal, nove na Supertaça, sete na Taça da Liga, três no Campeonato de Portugal. Ainda venceu a Taça Latina, que a FIFA não conta.

O triunfo de hoje selou o 86.º ‘caneco’ portista e o regresso à liderança isolada da tabela, sendo que, há 11 anos, após a vitória na Supertaça de 2013, o avançado era de seis troféus em relação às ‘águias’ (74-68).

Os ‘encarnados’ responderam, porém, com um ‘inacreditável’ parcial de 13-0 – quatro campeonatos, o ‘tetra’, três edições da Taça da Liga, duas da Taça de Portugal e quatro da Supertaça – e reassumiram o comando (81-74).

O FC Porto voltou aos títulos com a vitória na I Liga 2017/18, negando, sob o comando de Sérgio Conceição, o ‘penta’ às ‘águias’, que ripostaram com a ‘reconquista’ de 2018/19, época em que os ‘dragões’ venceram a Supertaça.

Em 2019/20, o Benfica começou por vencer a Supertaça, mas o FC Porto fez a ‘dobradinha’ nessa época e repetiu-a em 2021/22, depois de, pelo meio, em 2020/21, ter arrebatado a Supertaça, encurtando a diferença para dois (83-81).

Os ‘dragões’ voltaram a superiorizar-se, numericamente, em 2022/23 e, com três troféus (Taça de Portugal, Taça da Liga e Supertaça), contra um (o campeonato do Benfica, de Roger Schmidt), igualaram a contenda a 84.

A época passada não alterou a tabela, já que o Benfica venceu a Supertaça e o FC Porto a Taça de Portugal, passando ambos a somar 85 títulos, contra 55 do Sporting, vencedor do campeonato nacional pela 20.ª vez.

Mas, a abrir 2024/25, os ‘dragões’ venceram a Supertaça e voltam a comandar a solo a tabela dos títulos.

Alfa/ com Lusa

Venezuela: Sete países europeus, Portugal incluído, pedem transparência do processo eleitoral

Venezuela: Sete países europeus, Portugal incluído, pedem transparência do processo eleitoral

 

Os líderes de sete países europeus, Portugal incluído, apelaram às autoridades venezuelanas para que divulguem rapidamente todas as atas da votação de domingo, para garantir “a total transparência e integridade do processo eleitoral”.

Numa declaração conjunta, os líderes dos sete países – Portugal, Itália, França, Alemanha, Espanha, Países Baixos e Polónia – manifestam grande preocupação com a situação na Venezuela após as eleições presidenciais de domingo passado.

Além de pedirem a divulgação das atas eleitorais, acrescentam que « a oposição indicou que recolheu e publicou mais de 80% dos boletins de voto que foram produzidos em cada mesa de voto ».

« Esta verificação é essencial para o reconhecimento da vontade do povo venezuelano”, salientam.

Os dirigentes políticos escrevem ainda, na declaração divulgada hoje, que os direitos dos venezuelanos, nomeadamente dos seus líderes políticos, devem ser respeitados neste processo.

“Condenamos veementemente qualquer detenção ou ameaça contra eles”, afirmam.

“A vontade do povo venezuelano, bem como o seu direito a protestar pacificamente, e a liberdade de reunião, também têm de ser respeitados”, acrescentam os governantes, que concluem dizendo que, com os seus parceiros, continuarão a acompanhar de perto a situação e a apoiar o apelo à democracia e à paz do povo venezuelano.

Além do primeiro-ministro de Portugal a declaração é assinada pelos líderes políticos de Itália, França, Alemanha, Espanha, Países Baixos e Polónia.

Na passada segunda-feira a Comissão Nacional de Eleições da Venezuela proclamou Nicolás Maduro vencedor das eleições presidenciais realizadas no domingo, com 51,2% dos votos.

Por sua vez, o bloco maioritário da oposição publicou os resultados no seu portal na Internet, que alegadamente deram uma vitória esmagadora ao seu candidato, Edmundo González Urrutia, que conta com o apoio da líder da oposição María Corina Machado, impedida pelo regime ‘chavista’ de participar nas eleições.

Desde então têm-se sucedido manifestações, especialmente contra o regime de Nicolás Maduro, algumas violentamente reprimidas.

Já morreram pelo menos 13 pessoas e foram detidas mais de 1.200.

Alfa/ com Lusa

SÍNTESE: Paris2024 – França delira com tetralogia olímpica de Riner e Marchand

Foto de abertura do site oficial do judoca francês

SÍNTESE: Paris2024 – França delira com tetralogia olímpica de Riner e Marchand

 

Por Ricardo Tavares Ferreira, da agência Lusa

O judoca Teddy Riner e o nadador Léon Marchand deixaram na sexta-feira a anfitriã França em delírio no sétimo dia de Paris2024, ao chegarem em diferentes alturas das suas carreiras desportivas à quarta conquista em Jogos Olímpicos.

Campeão individual em Londres2012 e no Rio2016 e por equipas em Tóquio2020, Riner, sétimo do ranking mundial, resgatou o título a solo dos +100kg com um triunfo por ‘ippon’ frente ao sul-coreano Kim Min-jong, líder da categoria, para reescrever a história no judo.

O gaulês, de 35 anos, tornou-se o mais laureado dos ‘tatamis’ em Jogos Olímpicos, com seis medalhas – incluindo os bronzes individuais em Pequim2008 e Tóquio2020 -, contra cinco da japonesa Ryoko Tani (-48kg), e alcançou o recorde de êxitos a solo do nipónico Tadahiro Nomura (-60kg), num trajeto marcado por 11 cetros mundiais e cinco europeus.

‘Teddy Bear’ colocou a França em ebulição no último combate individual do programa de judo, tal como fez, horas depois, o nadador Léon Marchand, ao prosseguir uma semana perfeita nos 200 metros estilos, após vitórias nos 200 bruços, 200 mariposa e 400 estilos.

Com 1.54,06 minutos, a seis centésimos do recorde mundial detido pelo norte-americano Ryan Lochte desde 2011, o gaulês quebrou marcas olímpicas pela quarta vez em outras tantas finais, tendo suplantado por 1,25 segundos o britânico Duncan Scott, que voltou a lograr a prata, com o chinês Wang Shun a falhar a revalidação do cetro olímpico, a 1,94.

Marchand, de 22 anos, baixou em 17 centésimos o anterior máximo, que persistia desde Pequim2008 com assinatura do norte-americano Michael Phelps, tetracampeão dos 200 estilos de Atenas2004 ao Rio2016 e ex-pupilo de Bob Bowman, atual técnico do francês.

Dois dias depois de ter assinado uma inédita ‘dobradinha’ na mesma sessão, ao dominar nos 200 bruços e 200 mariposa em menos de duas horas, reassumiu o estatuto de atleta mais laureado em Paris2024, mas não foi o único anfitrião a notabilizar-se na La Défense Arena, onde surgiu em êxtase nas bancadas o presidente de França, Emmanuel Macron.

Florent Manaudou subiu pela quarta vez seguida ao pódio dos 50 livres, desta vez como terceiro colocado – após ter triunfado em Londres2012 e ‘bisado’ em pratas nas edições seguintes -, numa prova em que cronometrou 21,56 segundos, ficando a 26 do britânico Benjamin Proud, ‘vice’, e a 31 do australiano Cameron McEvoy, novo campeão olímpico.

De fora dos ‘metais’ ficou o norte-americano Caeleb Dressel, sexto, a 36 centésimos de McEvoy, três anos depois de somar em Tóquio2020 cinco dos seus oito ouros em Jogos.

Destino mais feliz teve a australiana Kaylee McKeown, recém-bicampeã dos 100 metros costas, pois logrou a ‘dobradinha’ no duplo hectómetro – cujo recorde mundial possui -, e renovou a marca olímpica para 2.03,73 minutos, enquanto a americana Regan Smith foi segunda, a 53 centésimos, e a canadiana Kylie Masse fechou o pódio, a 1,84 segundos.

Se a natação pura caminha para o fim, o atletismo fixou residência no Stade de France e assistiu ao domínio do ugandês Joshua Cheptegei, recordista e tricampeão mundial, nos 10.000 metros, com um novo máximo olímpico (26.43,14 minutos), que relegou o etíope Berihu Aregawi, a 30 centésimos, e o americano Grant Fisher, a 32, para outros ‘metais’.

A China segue na liderança isolada do medalheiro e soma agora 13 títulos, contra 11 de França e Austrália, tendo acumulado vitórias no torneio de pares mistos de badminton e nos saltos para a água, com a disputa masculina de prancha sincronizada a três metros.

Os anfitriões preencheram o pódio no ciclismo BMX masculino e qualificaram-se para as ‘meias’ do torneio de futebol masculino, ao vencerem a Argentina (1-0), capitaneada por Nicolás Otamendi, do Benfica, da I Liga portuguesa, num jogo terminado com desacatos.

Com as finais de vela em windsurf adiadas para sábado, devido à insuficiência de vento forte em Marselha, o sétimo dia dos Jogos Olímpicos Paris2024 atribuiu 23 campeões e trouxe o quinto diploma de Portugal, cuja melhor participação de sempre na ginástica de trampolins foi protagonizada por Gabriel Albuquerque, ao ser quinto classificado na final.

O bielorrusso Ivan Litvinovich revalidou o cetro nessa competição e ladeou a compatriota Viyaleta Bardzilouskaya, prata nos trampolins feminino, entre os primeiros medalhados a competir sob bandeira neutra na capital francesa, face às sanções impostas pelo Comité Olímpico Internacional a Rússia e Bielorrússia, na sequência da invasão russa à Ucrânia.

A lusofonia sorriu também com o primeiro ouro do Brasil na XXXIII Olimpíada, mercê da vitória da judoca Beatriz Souza em +78kg, enquanto David Pina já assegurou o primeiro pódio de sempre de Cabo Verde, ao aceder às meias-finais da classe de -51kg de boxe.

Os ‘quartos’ dos -57kg incluirão a taiwanesa Lin Yu-ting, uma das pugilistas no centro da controvérsia sobre questões de género, após ter afastado a uzbeque Sitora Turdibekova com um triunfo mais pacífico do que o êxito somado na quinta-feira pela argelina Imane Khelif, por abandono da italiana Angela Carini, que, entretanto, disse adeus aos ringues.

A norte-americana Carissa Moore, pentacampeã mundial e primeira titulada olímpica em Tóquio2020, também abandonou o surf em Teahupo’o, na Polinésia Francesa, a mais de 15 mil quilómetros de Paris, face ao desaire nos ‘quartos’ com a gaulesa Johanne Defay.

Primeiro basquetebolista com seis participações olímpicas, Rudy Fernández despediu-se aos 39 anos com uma derrota ante o Canadá (88-85), na última jornada do Grupo A, que eliminou a Espanha da fase a eliminar da prova masculina pela primeira vez em 24 anos.

No ténis, a polaca Iga Swiatek, líder do ranking mundial e detentora de quatro troféus em Roland Garros, bateu por 6-2 e 6-1 a eslovaca Anna Karolina Schmiedlova, 67.ª WTA, e arrebatou o bronze na competição de singulares femininos, cuja decisão disputa-se hoje.

O novo campeão individual masculino será conhecido no domingo, após Novak Djokovic, segundo tenista mundial e recordista de Grand Slams (24) no circuito ATP, ter agendado encontro com Carlos Alcaraz, terceiro e o mais novo de sempre a comandar a hierarquia.

Nas meias-finais, o sérvio, bronze em Pequim2008, impôs-se ao italiano Lorenzo Musetti, 16.º, por 6-4 e 6-2, enquanto o espanhol, campeão em título de Roland Garros, segundo Grand Slam da temporada, bateu o canadiano Félix Auger-Aliassime, 19.º, por duplo 6-1.

Paris2024: Gabriel Albuquerque quinto na final de trampolins

O ginasta Gabriel Albuquerque terminou hoje na quinta posição a final masculina de trampolins dos Jogos Olímpicos Paris2024, garantindo o melhor resultado português de sempre na disciplina.

Na única rotina na final, o português, de 18 anos, teve uma nota de 59.740 pontos, alcançando o quinto posto e superando o sexto lugar de Nuno Merino, em Atenas2004.

A prova foi vencida pelo bielorrusso Ivan Litvinovich (63.090), a competir sob bandeira neutra e que já tinha sido campeão em Tóquio2020, seguido dos chineses Wang Zisai (61.890) e Yan Langyu (60.950), prata e bronze, respetivamente.

 

Com Agência Lusa.

Bancos e grandes empresas portuguesas batem recordes de lucros (€5.600 milhões no total)

Alfa

Os cinco maiores bancos que operam em Portugal – Caixa Geral de Depósitos (CGD), Santander, Millennium BCP, Novo Banco e BPI registaram lucros num total de 2.619,4 milhões de euros nos primeiros seis meses deste ano, o que representa uma subida de 31,4% face ao mesmo período do ano passado.

A notícia é destacada esta sexta-feira pela generalidade da imprensa portuguesa.

Mas o semanário Expresso acrescenta que não são apenas os bancos a registarem neste ano lucros muito elevados.

« Pelo terceiro ano consecutivo, as empresas da Bolsa nacional voltaram a bater recordes com os lucros obtidos nos primeiros seis meses do ano. No total, as empresas que já apresentaram números atingiram um resultado líquido conjunto de €3015 milhões entre janeiro e junho, o que representa uma subida de cerca de 27,5% face ao perío­do homólogo. Significa isto que estas 13 cotadas do PSI lucraram perto de €17 milhões por dia nestes seis meses », escreve o semanário.

No caso da banca, para atingir resultados tão altos, continuou a contribuir a valorização da margem financeira (a diferença entre os juros cobrados nos empréstimos e os juros pagos nos depósitos). A CGD foi o banco que apresentou lucros mais elevados, com 889,3 milhões de euros, numa subida de 46,3% em termos homólogos.

 

Portugal. Governo diz estar empenhado em que emigrantes regressem ao país

Governo diz estar empenhado em que emigrantes regressem ao país

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, disse aos emigrantes portugueses que “vale a pena a acreditar em Portugal” e garantiu que o Governo está empenhado em que regressem ao país.

“Espero sinceramente que todos olhem para o nosso país e, mesmo do lado de fora, sintam vontade de cá vir nas férias, mas, se possível, sintam vontade de retornar”, afirmou Luís Montenegro na quinta-feira à noite, durante o discurso de abertura da 632.ª edição da Feira de São Mateus, em Viseu.

Quanto àqueles que pensam ir para o estrangeiro, o governante fez votos de que essa vontade esmoreça: “que possam encontrar aqui uma oportunidade e não tenham muitas vezes de quebrar aquilo que é o mais importante das suas vidas”, como as ligações à família e aos amigos.

“Vale a pena a acreditar em Portugal. Nós somos capazes de fazer em Portugal aquilo que muitas vezes também somos capazes de fazer lá fora”, realçou.

Dirigindo-se aos muitos emigrantes que quiseram estar presentes no primeiro dos 39 dias da Feira de São Mateus, o primeiro-ministro explicou que na quinta-feira “entraram em vigor instrumentos de apoio aos jovens portugueses para poderem ter menos impostos naquele que é um dos momentos mais cruciais das suas vidas, a compra da primeira habitação”.

“Hoje entrou em vigor a isenção do Imposto Municipal sobre as Transações Onerosas (IMT), o Imposto de Selo e todos os emolumentos que muitas as vezes impedem os jovens portugueses de poderem adquirir a sua habitação”, frisou.

Luís Montenegro acrescentou que, em setembro, também “vão entrar em vigor as descidas no Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares [IRS], que é uma pedra de toque” da política do seu Governo.

O objetivo é “premiar mais quem trabalha, não ir ao esforço de cada um buscar tanto daquilo que é a sua capacidade produtiva, libertar mais para quem trabalha o fruto do seu esforço”, explicou.

Alfa/ com Lusa

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