Sporting derrota Vitória SC e está mais perto do título na I Liga
O Sporting ficou hoje mais perto do título da I Liga de futebol, ao derrotar por 3-0 o ‘europeu’ Vitória de Guimarães, na 30ª jornada, ampliando para 10 pontos a vantagem para o Benfica, que joga na segunda-feira.
Pedro Gonçalves marcou o primeiro em Alvalade, aos 30 minutos, e Viktor Gyökeres ‘bisou’ (45+3 e 49), distanciando-se na liderança da lista de melhores marcadores, com 24 golos.
Após a oitava vitória consecutiva para o campeonato, e quando faltam disputar apenas quatro jornadas, o Sporting tem 80 pontos, mais 10 do que o Benfica, que na segunda-feira fecha a jornada 30 na visita ao Farense.
O Vitória de Guimarães, que já tinha garantido um lugar europeu antes de entrar em campo e não perdia há seis jogos, segue em quinto, com 57.
Com Agência Lusa.
Desporto Associativo – 20 Abril 2024
Um programa de Sousa Gomes. O desporto amador e as equipas das Associações portuguesas de França em destaque.
Desporto Associativo, todos os Sábados, entre as 17h e as 18h (redifusão à 1h, na noite de segunda para terça-feira).
Ouça aqui:
FC Porto volta às vitórias na I Liga frente ao Casa Pia
O FC Porto regressou hoje aos triunfos na I Liga de futebol, ao vencer o Casa Pia (1-2), em jogo da 30ª jornada, realizado em Rio Maior, e voltou a igualar o Sporting de Braga, segurando o terceiro lugar.
‘Pressionados’ pelos bracarenses, que no sábado ascenderam provisoriamente à terceira posição do campeonato, os ‘dragões’ deram uma boa resposta, ganhando com golos de Galeno, aos 31 minutos, e Nico González (56), depois de os casapianos ainda terem empatado por Nuno Moreira (37).
O FC Porto, que não ganhava há três jornadas, passou a contar 62 pontos, os mesmos do Sporting de Braga, enquanto o Casa Pia soma o terceiro encontro consecutivo sem vencer e continua em nono, com 32.
Resultados da 30ª jornada da I Liga portuguesa de futebol:
– Sexta-feira, 19 abr:
Rio Ave – Arouca, 1-1 (1-0 ao intervalo)
– Sábado, 20 abr:
Moreirense – Gil Vicente, 0-1 (0-1)
Boavista – Estrela da Amadora, 1-1 (0-0)
Sporting de Braga – Vizela, 2-1 (0-0)
– Domingo, 21 abr:
Desportivo de Chaves – Estoril Praia, 2-2 (1-0)
Famalicão – Portimonense, 2-2 (0-1)
Casa Pia – FC Porto, 1-2 (1-1)
Sporting – Vitória de Guimarães, 21:30
– Segunda-feira, 22 abr:
Farense – Benfica, 21:15
Com Agência Lusa.
PASSAGE À NIVEAU – 21 Abril 2024
Apresentação e Coordenação: Artur Silva
Domingo 21 de Abril 2024
Entre as 12h00 e as 14h00
Aqui fica a emissão:

Ucrânia: Câmara dos Representantes dos EUA aprova pacote de ajuda militar de 61 mil milhões a Kiev
(Foto – canal Arte)
Ucrânia: Câmara dos Representantes dos EUA aprova pacote de ajuda militar a Kiev
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou hoje em Washington o esperado pacote de ajuda à Ucrânia, no valor de 61 mil milhões de dólares (57 mil milhões de euros), para fazer face à invasão russa.
Esta assistência militar e económica, que resulta de meses de negociações tensas, acabou por receber apoio das duas bancadas parlamentares e deve agora ser aprovada no Senado, onde uma primeira votação poderá ocorrer já na terça-feira.
O pacote de ajuda à Ucrânia é o mais significativo de um conjunto de três leis em votação numa rara sessão ao sábado, que inclui o apoio a Israel e a Taiwan, num volume total de 95 mil milhões de dólares (89 mil milhões de euros).
Alfa/ com Lusa
PM Montenegro em Cabo Verde na primeira visita fora da Europa
Primeiro-ministro hoje e amanhã em Cabo Verde na primeira visita fora da Europa
O primeiro-ministro inicia hoje, dia 20, uma visita a Cabo Verde, a primeira fora da Europa, tendo prevista a assinatura de um memorando de entendimento com o seu homólogo cabo-verdiano para criar uma linha especial de microcrédito para empreendedores.
O memorando, que visa especialmente jovens e mulheres, será assinado no arranque da visita de dois dias de Luís Montenegro a Cabo Verde, anunciou o Governo cabo-verdiano.
O primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, recebe Montenegro no Palácio do Governo às 12:00 (14:00 em Lisboa) para um encontro privado, seguido de uma reunião entre as delegações dos dois países, havendo, no final, uma declaração conjunta dos dois chefes de Governo.
Durante a tarde, o programa inclui visitas a um centro de energias renováveis que funciona nas imediações da capital e ao parque tecnológico que está a ser construído na cidade da Praia.
A transição energética e a aposta na economia digital têm sido dois dos temas na lista de prioridades apresentada pelo Governo cabo-verdiano.
Ao final da tarde, Luís Montenegro será recebido na Assembleia Nacional pelo presidente do órgão, Austelino Correia, seguindo-se um encontro com o chefe de Estado, José Maria Neves, no palácio presidencial.
No domingo, a agenda prevê uma visita ao sítio histórico da Cidade Velha, onde decorrerá um encontro com representantes da comunidade portuguesa, que encerra o programa.
A VII Cimeira Portugal-Cabo Verde está prevista para o segundo semestre deste ano, em Portugal, mas ainda sem data marcada.
No final do mês, será o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, a deslocar-se a Cabo Verde, entre 30 de abril e 02 de maio, para as comemorações do 50.º aniversário da libertação do campo de concentração do Tarrafal, a convite do seu homólogo, José Maria Neves.
Alfa/ com Lusa
Especial 50 anos do 25 de abril – o programa Passagem de Nível de domingo, 21/04
« Passagem de nível » na Rádio Alfa. Domingo, 21 de abril 2024. Entre as 12h00 e as 14h00
Emissão especial: Comemorações do 50° Aniversário da Revolução dos Cravos
-Dia 4 de Maio inauguração da “Place 25 avril 1974” em Nanterre (92)
Convidados:
Raphaël Adam, maire de Nanterre
Patrick Jarry, conseiller municipal et maire honoraire de Nanterre
Manuel Brito, presidente da associação ARCOP – Nanterre
-Dia 22 de abril, conferência “Mário Soares: l’exil d’un démocrate pro-européen” às 18h00, na Fondation Maison des Sciences de l’Homme, 54 Boulevard Raspail 75006 Paris
Convidado: Christophe Araújo, da Université Paris Nanterre, um dos conferencistas
-Dia 27 de abril, Festa da Liberdade – Defender a Democracia, em Frankfurt – Alemanha, país onde o Partido Socialista Português foi fundado em 19 de abril de 1973
Convidado: Alfredo Stoffel, presidente do GRI-DPA, que foi candidato-suplente do PS, pelo Círculo Eleitoral da Europa, nas legislativas de 10 de Março 2024
-Dia 27 de Abril, às 15h30 na salle du Conseil de Paris à l’Hôtel de Ville, realiza-se uma
conferência subordinada ao tema “Histoire et mémoire de la Révolution des Oeillets”,organizada pela Maire de Paris em parceria com a CCPF, seguida por uma soirée comemorativa do 50° Aniversário da Revolução dos Cravos
Convidada: Marie-Hélène Euvrard, presidente da CCPF
-Livro « Portugal: La Révolution des Œillets », éditions Syllepse, apresentação sexta-feira, dia 26 de abril às 18h00, na FNAC Saint-Lazare, em parceria com a Rádio Alfa
Convidado: Patrick Silberstein, um dos coordenadores da publicação
-De 25 a 28 de abril, a Associação Portuguesa Cultural e Social de Pontault-Combault (APCS) organiza uma série de iniciativas alusivas à Revolução dos Cravos. Dia 27 de abril às 20h00, no Conservatoire Nina Simone, concerto com SOU ALAM e Tereza Carvalho
Apresentação e Coordenação: Artur Silva

Emissão com redifusão na noite de 3ª para 4ª feira, entre as 0h00 e as 2h00
25 Abril: Estado Novo controlava emigração enquanto piscava o olho às remessas – Yvette Santos
25 Abril: Estado Novo controlava emigração enquanto piscava o olho às remessas
A investigadora Yvette Santos considera que o Estado Novo condicionava a emigração portuguesa, enquanto piscava o olho às remessas dos emigrantes, legais ou ilegais, o que justificou que o controlo andasse lado a lado com o “salto”.
Nascida em França, Yvette dos Santos é investigadora contratada do Instituto de História Contemporânea na universidade NOVA-FCSH e publicou recentemente o livro “Ditadura Portuguesa e Política Emigratória”, que parte da história institucional da Junta da Emigração, a agência governamental criada em 1947 para ordenar as saídas da população.
Em entrevista à agência Lusa, Yvette dos Santos disse que, tal como ainda hoje, antes do 25 de Abril de 1974 os portugueses emigravam para ter uma vida melhor, o que passava por um emprego e melhores vencimentos.
Mas existiam outras razões relacionadas com a ditadura, como a guerra colonial, de que muitos tentavam fugir ao emigrar.
Segundo Yvette dos Santos, “durante a ditadura conviveu-se com as duas realidades: uma emigração irregular e uma emigração legal”.
Ao criar a Junta de Emigração, em 1947, “o Governo tenta organizar as saídas legais, fazer com que as pessoas saíssem de maneira legal, de maneira a evitar uma saída descontrolada e evitar a emigração clandestina”.
“A emigração clandestina não era vista como boa para os interesses sócio económicos do país, porque a partir do momento em que se sai de forma clandestina não se tem controlo sobre ela e não se pode rentabilizar essa emigração”, disse.
E prosseguiu: “Havia uma necessidade de evitar que ela [esta emigração] saísse, impondo um sistema legal que permitisse garantir uma saída, desde que não fosse muito numerosa, mas que permitisse aliviar algumas situações de tensão sociais e económicas em Portugal”.
Por um lado, explicou, o regime defende uma emigração legal e organizada, que proteja os emigrantes, porque “quando saem de forma clandestina não são protegidos e podem ser mais facilmente exploradas, enganados”.
“Mas também é uma vontade oficial de mostrar que o Estado, que o Governo português atua contra a emigração clandestina e evita que esses emigrantes se coloquem numa posição de explorados”, referiu.
A investigadora atenta para a “hipocrisia” do discurso, pois enquanto se tenta “controlar a emigração clandestina, ao mesmo tempo deixava-se sair”.
Prova disso foram os meios organizados para controlar as saídas, nomeadamente ao nível da fronteira, e que “ficaram muito aquém daquilo que se poderia fazer, porque na realidade também se percebeu, e sobretudo com a França, que havia interesse no dinheiro e nas remessas dos emigrantes”.
Emigrantes que saíam clandestinos, a “salto”, mas que encontravam emprego em França, resolviam a sua situação, mais tarde também com as autoridades portuguesas, e enviavam as tão bem-vindas remessas.
E, ao mesmo tempo, explicou, o Governo passava uma mensagem às elites económicas portuguesas de que estava a defender os seus interesses, ao controlar as saídas e assim assegurar “uma mão-de-obra que fosse abundante e barata”.
O pico da emigração portuguesa registou-se entre 1969 e 1973, tendo sido interrompida em 1974, em parte devido às expetativas das mudanças oriundas da queda do regime, mas também porque algumas portas de países de destino deixaram de estar tão abertas.
“Em termos institucionais e em termos administrativos houve uma grande mudança porque, até 1974, a emigração era condicionada a certas regras impostas pelo país, por Portugal”, observou.
Outras mudanças passaram pela possibilidade de os emigrantes votarem e o fim da guerra colonial, da qual já não era preciso fugir.
Portugal tem, de acordo com os dados das Nações Unidas citados no último relatório do Observatório da Emigração, “um pouco mais de 2,1 milhões de portugueses emigrados, isto é, de pessoas nascidas em Portugal a viver no estrangeiro”.
França é o país do mundo com maior número de imigrantes residentes nascidos em Portugal (573.000), seguindo-se a Suíça (204.000), os Estados Unidos (184.000), o Reino Unido (156.000), o Brasil (138.000), o Canadá (134.000) e a Alemanha (115.000).
Alfa/ com Lusa
Emmanuel Macron escreveu prefácio de livro de Carlos Moedas. Escolha comentada pelo PR Marcelo
PR Marcelo afirma que Carlos Moedas é um dos políticos “mais sofisticados da cena nacional”. Na apresentação do livro do « maire » de Lisboa, « Liderar com as Pessoas », o Presidente Marcelo deu a entender que ele tem ambições políticas elevadas e comentou deste modo a escolha de Emmanuel Macron para prefaciador: « … onde para o poeta é o firmamento, para o engenheiro Carlos Moedas é Emmanuel Macron »
O Presidente da República considerou ontem que o autarca social-democrata que lidera da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, é « um dos políticos mais sofisticados da cena nacional » e disse esperar « viver o suficiente » para ver o seu futuro.
O chefe de Estado falava na cerimónia de apresentação do livro de Carlos Moedas intitulado « Liderar com as Pessoas », na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.
Marcelo defendeu que no país existem « duas tradições muito diferentes: uma tradição de ligação às raízes e uma tradição muito forte de estrangeirados », considerando que « uns e outros foram importantes para saltos da História de Portugal ».
« O que eu penso que é uma característica muito específica do engenheiro Carlos Moedas é que faz a fusão entre as duas tradições. Começou na ligação às raízes, depois transformou-se num estrangeirado, e regressou às raízes. E funde as duas realidades, o que é muito raro na política portuguesa », considerou o Presidente da República sobre o antigo comissário europeu.
Marcelo continuou, dizendo que Carlos Moedas faz « uma síntese muito rara na cena política atual entre estas duas linhagens » e concluiu: « Isso torna-o um político dos mais sofisticados da cena nacional ».
O chefe de Estado elogiou « a rapidez » com que Moedas « conheceu ou aprendeu Lisboa » sem esquecer « o mundo e a Europa ».
« Dará certo em todos os planos da sua atividade no presente e no futuro? Eu espero viver o suficiente para ver como é que se desdobra essa proficiência na fusão das duas linhagens », confessou.
Numa sala repleta de figuras da direita nacional, desde o antigo Presidente da República Aníbal Cavaco Silva, a ex-presidente do PSD Manuela Ferreira Leite, o antigo primeiro-ministro e fundador social-democrata Francisco Pinto Balsemão, e vários ministros do atual governo minoritário PSD/CDS-PP, Marcelo lembrou que há poucos dias esteve na mesma sala na apresentação do livro de memórias do histórico socialista Manuel Alegre.
« Estive aqui no lançamento do livro do Manuel Alegre e pensei que isto é o 25 de Abril, é a liberdade e a democracia, porque na altura a sala estava cheia, cheia, cheia de esquerda agora está cheia, cheia, cheia de direita », notou, tendo sido aplaudido pelos presentes.
Marcelo considerou que estão em causa dois livros diferentes.
« O livro de Manuel Alegre era um livro de memórias de toda uma vida. Ainda terá muito para viver, mas é já uma longuíssima vida. E tratava-se de coroar uma carreira », salientou.
No caso do livro de Carlos Moedas, Marcelo afirmou que « certamente não é a coroação de uma carreira ».
« E eu no momento em que estava com Manuel Alegre tinha a exata noção de qual era a meta futura – e Deus queira que longínqua – para um poeta, que é o firmamento. Para o engenheiro Carlos Moedas ainda está longe o firmamento, mas está relativamente próxima uma meta, ainda que longínqua, e isso é visível na escolha do prefaciador Emmanuel Macron [presidente francês] », sublinhou.
Marcelo apontou que o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, « não foi escolher nenhum grande autarca francês, nem nenhuma figura do urbanismo ou dessas realidades mais ou menos sofisticadas, mesmo cosmopolitas » para prefaciar o seu livro, « foi nem mais nem menos escolher um chefe de Estado europeu ».
« Portanto ficamos a saber: onde para o poeta é o firmamento, para o engenheiro Carlos Moedas é Emmanuel Macron », sugeriu.
Momentos antes, na apresentação do livro, o presidente da autarquia da capital, Carlos Moedas, foi entrevistado pelo jornalista e comentador Sebastião Bugalho.
Interrogado sobre se defende que a forma de impedir extremos políticos é integrá-los nas instituições, Moedas rejeitou esta hipótese.
“Penso que historicamente isso nunca funcionou muito bem. Ao incluirmos os extremos os extremos comem-nos”, defendeu.
Moedas afirmou que tem medo “da extrema-esquerda e da extrema-direita” e considerou que “hoje o mais difícil é ser um político moderado”.
Sobre a governação de Pedro Passos Coelho, nomeadamente no período da ‘troika’, no qual assumiu funções como secretário de Estado Adjunto do então primeiro-ministro, Moedas salientou que “foi um momento muito, muito duro”.
Na opinião de Carlos Moedas, “não poderia ter havido outro governo a fazer aquilo naquela altura, nem a ter a capacidade que Passos Coelho teve”.
Anteriormente, Carlos Moedas explicara porque escolheu o presidente francês, Emmanuel Macron, para fazer o prefácio do livro. Disse rever-se em Macron, um político, que trabalha para as pessoas.
Alfa/ com Lusa (adaptação Alfa)







