PASSAGE À NIVEAU – 18 DE FEVEREIRO 2024

Apresentação e Coordenação: Artur Silva

Domingo 18 de Fevereiro 2024
Entre as 12h00 e as 14h00

Aqui fica a emissão:

Portugal/Eleições. Nós, Cidadãos! sem expectativa de eleger quer emigrantes a escolher mais deputados

Entrevista à agência Lusa. Portugal/Eleições: Nós, Cidadãos! sem expectativa de eleger quer emigrantes a escolher mais deputados

 

O presidente do Nós, Cidadãos! admite não ter expectativa de eleger um deputado nas eleições de 10 de março e aponta como prioridades do partido dar mais representatividade aos eleitores no estrangeiro e o investimento na defesa.

Em entrevista à agência Lusa, no âmbito das eleições legislativas antecipadas de março, Joaquim Afonso, líder do partido que concorre apenas nos círculos eleitorais de Braga, Porto, Madeira, Europa e Fora da Europa, disse que a “prioridade das prioridades” é “acabar com a completa injustiça” de os emigrantes terem menos representatividade nas eleições do que os cidadãos que vivem em território nacional.

“Nós temos eleitores inscritos pelos círculos da Europa e de Fora da Europa, cerca de 1,5 milhões de eleitores e que elegem no total quatro deputados, enquanto, por exemplo, o círculo do Porto, que tem o mesmo número de eleitores, cerca de 1,5 milhões, elege 40”, apontou Joaquim Afonso, considerando que este sistema diferencia “portugueses de primeira” e “de segunda”.

Esta é a razão pela qual o presidente do partido admitiu não ter a expectativa de conseguir eleger um deputado. “Não, não acredito” que é desta, afirmou.

Lembrando que, em 2015, o partido esteve perto de eleger um deputado pelo círculo de Fora da Europa, com um candidato em Macau, o líder do Nós, Cidadãos! disse que ponderam mesmo apresentar uma queixa ao Tribunal Constitucional contra o que consideram ser uma desigualdade de direitos dos cidadãos no processo eleitoral.

Em segundo lugar no topo das prioridades está o investimento na defesa, um tema sobre o qual, segundo Joaquim Afonso, “ninguém se atreve a falar” na campanha, mas que o partido considera “fundamental nos tempos que correm”.

Para o militar que pertenceu à Marinha Portuguesa, agora na reserva, um país que “não tem estratégia nem política de defesa” está vulnerável às estratégias dos outros, e disse estar preocupado com o crescimento da Rússia e da China, liderados por “dois malucos”.

Questionado sobre os problemas na saúde, habitação e educação, Joaquim Afonso considerou que o debate sobre estes temas que tem sido feito pelos principais partidos nos últimos dias “é treta”.

Para o Nós, Cidadãos! as questões na saúde resumem-se a um problema de gestão e ao grande número de administradores que “não percebem nada de saúde” e “todos eles com um chapéu de um partido qualquer”.

Já na educação, o partido concorda com a reposição do tempo de serviço aos professores, “mas também a todos os outros funcionários e agentes do Estado que foram igualmente envolvidos na mesma vaga de limitações” impostas na altura da ‘troika’, como os militares, polícias e funcionários da justiça.

O líder do Nós, Cidadãos! considerou também legítima a reivindicação dos profissionais da Polícia de Segurança Pública (PSP) e da Guarda Nacional Republicana (GNR) pela atribuição de um subsídio de risco, tal como foi atribuído à Polícia Judiciária (PJ), e disse não acreditar que possa haver um boicote às eleições por parte daqueles agentes da autoridade, cuja atividade é pautada pelo « interesse patriótico”.

No que toca à habitação, o partido defende o crédito com juros bonificados pelo Estado como forma de apoiar os jovens na compra de casa e também a criação de medidas para potenciar as cooperativas de habitação.

“Uma cooperativa de habitação consegue, transversalmente, abordar uma questão de construção a preços equilibrados e sustentáveis, que não se coaduna com a apologia geral do mercado que é perfeitamente especulativa e só funciona para os ricos”, realçou Joaquim Afonso.

Assumindo-se como um partido que defende “políticas de bem comum em rutura com o neoliberalismo e o socialismo”, o presidente do partido lamentou o que considera ser a perda de soberania para as entidades decisoras da União Europeia. “Não se justifica estarmos a falar de ‘ismos’, já não há ‘ismos’, quem manda é Bruxelas”, apontou.

Questionado ainda sobre onde se sentaria na Assembleia da República um deputado eleito pelo Nós, Cidadãos!, Joaquim Afonso respondeu que seria “perfeitamente no centro” e rejeitou a possibilidade de estabelecer pontes com qualquer dos outros atuais partidos com assento parlamentar, exceto o Livre, cujo líder, Rui Tavares, lhe parece ser “uma pessoa séria e com bons princípios”.

Quanto aos restantes partidos, o ex-militar acusou-os de representarem uma “pandemia de politiqueiros de polichinelo que andam há 50 anos a querer ser ricos à conta do erário público”.

Portugal/Eleições. Debate entre Pedro Nuno e Montenegro decorreu com polícias a manifestarem à porta

Alfa

Era o debate televisivo mais aguardado entre candidatos a liderar o Governo português que sairá das eleições legislativas antecipadas de 10 de março.

O frentre a frente desta segunda-feira, 19, à noite, entre Pedro Nuno Santos (PS) e Luís Montenegro (AD) acabou por corresponder às expetativas – foi vivo e animado mas, no fim, acabou por resultar num certo equilíbrio entre ambos. Isto é: não houve um vencedor claro do debate.

Os dois principais favoritos das sondagens passaram em revista os principais aspetos dos seus programas mas, a grande novidade do debate foi que ele se desenrolou no Capitólio (Parque Mayer, Lisboa), sob forte contestação de polícias em luta por melhores condições salariais e equiparação, nos subsídios, a outras forças de segurança.

Polícias em protesto no Capitólio onde decorre o debate entre o secretário-geral do Partido Socilaista (PS), Pedro Nuno Santos e o presidente do Partido Social Democrata (PSD), Luis Montenegro, no Capitólio, em Lisboa, 19 de fevereiro de 2024. JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

No que respeita ao debate, a maior novidade foi que o líder do PS admitiu que poderá, depois das eleições, vianilizar um Governo minoritário da AD.

Leia aqui um despacho da agência Lusa sobre este frente a frente:

« Eleições: PS deixa passar governo minoritário da AD se perder, Montenegro não esclarece

O secretário-geral do PS anunciou hoje que, se perder as eleições, não apresentará nem viabilizará moções de rejeição do programa de um Governo liderado pelo PSD, sem se comprometer da mesma forma com um eventual primeiro Orçamento.

Já o presidente do PSD e líder da Aliança Democrática, Luís Montenegro, não esclareceu se, em caso de derrota, aceitará viabilizar um governo minoritário do PS, o que levou Pedro Nuno Santos a acusá-lo de “manter um tabu”.

Estas posições foram transmitidas no único frente a frente entre os dois antes das legislativas antecipadas de 10 de março, transmitido em simultâneo por RTP, SIC e TVI, e que decorre no cineteatro Capitólio, em Lisboa.

“O PS, se não ganhar, não apresentará uma moção de rejeição nem viabilizará nenhuma moção de rejeição se houver vitória da AD”, anunciou Pedro Nuno Santos.

À pergunta se estaria disponível para viabilizar o primeiro Orçamento do Estado de um governo minoritário liderado pelo PSD, o líder socialista considerou que essa garantia seria “o pior serviço” que poderia prestar, ao comprometer-se com um documento não conhecido, e que deverá ter opções contrárias às que defende o PS.

“Haveria alguém a abrir champanhe em casa”, avisou, considerando que também o líder do PSD não pode dar essa garantia quanto a um orçamento socialista.

Já Luís Montenegro apenas repetiu que irá lutar por uma maioria estável, considerando ser “muito alcançável” a possibilidade de ter maioria com a IL, e que se não o conseguir governará em maioria relativa.

Quanto ao orçamento, disse que fará o que é “saudável e normal” em democracia, negociando-o “com todos os partidos com representação parlamentar”, em particular com o maior partido da oposição, o PS.

Perante a acusação de Pedro Nuno Santos de que está a “manter um tabu” ao não responder se viabilizaria um executivo minoritário liderado pelo PS, respondeu: “Não há tabu nenhum, estou concentrado em ganhar eleições”.

“O PSD quer exigir ao PS o que não está disponível para garantir ao PS”, criticou o secretário-geral do socialista.

Nesta fase do debate, Montenegro anunciou que, se for primeiro-ministro, juntará à realização semanal do Conselho Ministros “três Conselhos de Ministros temáticos”, que reunirão mensalmente, sobre as áreas que considerou mais transversais dos assuntos económicos, transição climática e transição digital.

Questionado se há alguma possibilidade de consenso entre os dois partidos quanto à localização do futuro aeroporto, Luís Montenegro respondeu que foi ele próprio e o PSD que “salvaram o PS e Pedro Nuno Santos da trapalhada em que se envolveram”, referindo-se ao despacho do então ministro das Infraestruturas, depois revogado.

“Não teve respeito pelo funcionamento do Governo, agiu à revelia do primeiro-ministro, não sei se é com este espírito que se propõe liderar o Governo”, criticou.

Pedro Nuno Santos acusou o líder do PSD de não responder às questões e de “não querer decidir, mas adiar”, dizendo que Luís Montenegro “não sabe o que é governar”, uma vez que nunca teve funções executivas.

“Nós queremos tentar um consenso com o PSD, e com os todos outros partidos, mas com certeza que se não existir não vamos ficar à espera, vamos avançar”, afirmou.

Numa fase truculenta do debate, com interrupções constantes, Montenegro insistiu que Pedro Nuno Santos “decidiu mal contra a vontade do primeiro-ministro e dos colegas de Governo”, com o líder do PS a responder que “não foi nada disso” e que o líder do PSD “não consegue decidir nada”.

No dia 29 de junho, o Ministério das Infraestruturas publicou um despacho que dava conta de que o Governo tinha decidido avançar com uma nova solução aeroportuária para Lisboa, que passava por avançar com o Montijo para estar em atividade no final de 2026 e Alcochete e, quando este estiver operacional, fechar o Aeroporto Humberto Delgado.

No entanto, no dia seguinte à sua publicação, o despacho foi revogado por ordem do primeiro-ministro, António Costa. »

 

Sporting vence Moreirense e continua ‘colado’ ao Benfica no topo

O Sporting mantém-se em igualdade com o Benfica no topo da I Liga portuguesa de futebol, depois de hoje ter vencido por 2-0 na visita ao Moreirense, no jogo que encerrou a 22ª jornada.

A oitava vitória seguida dos ‘leões’ no campeonato foi construída com golos de Morita (03 minutos) e Pedro Gonçalves (23), permitindo que a formação comandada por Rúben Amorim se mantenha no segundo lugar, com os mesmos 55 pontos dos ‘encarnados’ e com menos um jogo realizado.

Já o Moreirense continua na sexta posição, com 35 pontos, a seis do quinto colocado, o Vitória de Guimarães, que no sábado empatou no reduto do Portimonense.

 

 Resultados da 22ª jornada da I Liga portuguesa de futebol:

– Sexta-feira, 16 fev:

Famalicão – Rio Ave, 2-1 (1-1 ao intervalo)

 

– Sábado, 17 fev:

Desportivo de Chaves – Boavista, 2-1 (1-1)

Portimonense – Vitória de Guimarães, 1-1 (0-1)

FC Porto – Estrela da Amadora, 2-0 (1-0)

 

– Domingo, 18 fev:

Casa Pia – Arouca, 1-1 (0-0)

Benfica – Vizela, 6-1 (5-0)

Estoril Praia – Gil Vicente, 1-3 (0-0)

Sporting de Braga – Farense, 2-1 (0-0)

 

– Segunda-feira, 19 fev:

Moreirense – Sporting, 0-2 (0-2)

Programa da 23ª jornada:

– Sexta-feira, 23 fev:

Arouca – Famalicão, 21:15

 

– Sábado, 24 fev:

Farense – Moreirense, 16:30

Estrela da Amadora – Desportivo de Chaves, 19:00

Vitória de Guimarães – Casa Pia, 21:30

 

– Domingo, 25 fev:

Vizela – Estoril Praia, 16:30

Benfica – Portimonense, 19:00

Gil Vicente – FC Porto, 19:00

Rio Ave – Sporting, 21:30

 

– Segunda-feira, 26 fev:

Boavista – Sporting de Braga, 21:15

 

Com Agência Lusa.

Operação Influencer. Juiz considera « vagas » e « contraditórias » suspeitas do Ministério Público

O juiz de Instrução Criminal da Operação Influencer considera « vagas » e até « contraditórias » as suspeitas do Ministério Público contra António Costa. Desfaz também a teoria de que João Galamba foi o « mentor » do plano de tráfico de influências para beneficiar a Start Campus.

 

De acordo com o Expresso, o juiz de instrução da Operação Influencer decidiu rebater ponto por ponto o recurso do Ministério Público contra as medidas de coação decretadas aos arguidos do caso.

O magistrado lembra que a investigação em causa considera que os arguidos « recorreram aos serviços de Lacerda Machado » no sentido de « contactar o primeiro-ministro » para pressionar, por sua vez, « a secretária de Estado, Ana Fontoura Gouveia ».

Numa reunião entre os suspeitos, António Costa ou Vítor Escária teriam colocado « pressões » sobre a referida secretária de Estado, isto « necessariamente com o conhecimento e concordância do primeiro » [António Costa].

Na argumentação do MP, destaca o juiz, « os contactos encetados por Lacerda Machado junto de Vítor Escária e do primeiro-ministro visaram – e lograram – que um decreto-lei fosse aprovado e publicado o mais rapidamente possível e com o conteúdo normativo favorável aos interesses da Start Campus ».

No documento a que o semanário teve acesso, o juiz Nuno Dias Costa, que recusou a aplicar as medidas de coação propostas pelo Ministério Público, considera que « o alegado pelo Ministério Público revela-se vago quanto a qual seria a entidade pública junto de quem iria ser exercida a influência ».

Considera também que a « descrição factual » é « contraditória » porque alega, ao mesmo tempo, que « a atuação dos arguidos teve em vista pressionar a referida secretária de Estado » mas também que os contactos de Lacerda Machado « junto de Vítor Escária e do primeiro-ministro visaram – e lograram – que o referido decreto-lei fosse aprovado e publicado o mais rapidamente possível ».
Destaca ainda que a alegada pressão sobre a secretária de Estado ocorreu mesmo « sabendo-se que a competência para elaborar decretos-lei cabe ao Governo e não a uma secretária de Estado ».

Em relação a João Galamba, o juiz criticou o que diz ser uma « tese inovadora » de que seria o ex-ministro das Infraestruturas « o autor e verdadeiro mentor » do plano para beneficiar a empresa responsável pele construção do Data Center de Sines.

O magistrado considera que os factos descritos pelo Ministério Público apenas permitem concluir que o ex-ministro « pretendeu » que a Start Campus fosse « abrangida por um determinado regime legal em preparação ».

O MP « nunca » alega que João Galamba « sabia ou combinou » com Rui Neves e Tiago Silveira « no sentido de ser feito o que estes combinaram entre os dois ».

Juiz critica MP por recorrer de medidas de coação com novos factos 

O juiz de instrução da Operação Influencer criticou que, no recurso das medidas de coação aplicadas ao cinco arguidos, o Ministério Público invoque novos factos que não apresentou no primeiro interrogatório judicial.

Na resposta do juiz Nuno Dias Costa, a que a agência Lusa teve hoje acesso, ao recurso do MP para o tribunal da Relação a contestar as medidas de coação aplicadas aos arguidos, nenhuma privativa da liberdade, o magistrado alega que “o Ministério Público teve necessidade, para sustentar a sua posição, de invocar novos factos que não alegou na promoção de aplicação aos arguidos” de medida de coação diferente do termo de Identidade e Residência (TIR).

A operação levou à detenção do chefe de gabinete de António Costa, Vítor Escária, do advogado Diogo Lacerda Machado, dos administradores da empresa Start Campus Afonso Salema e Rui Oliveira Neves, e do presidente da Câmara de Sines, Nuno Mascarenhas, que o juiz colocou em liberdade após o primeiro interrogatório judicial.

Além destes, há outros quatro arguidos no processo, incluindo o agora ex-ministro das Infraestruturas João Galamba, o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, Nuno Lacasta, o advogado, antigo secretário de Estado da Justiça e ex-porta-voz do PS João Tiago Silveira e a empresa Start Campus.

O processo está relacionado com a exploração de lítio em Montalegre e de Boticas (ambos distrito de Vila Real), com a produção de energia a partir de hidrogénio em Sines, Setúbal, e com o projeto de construção de um centro de dados (Data Center) na zona industrial e logística de Sines pela sociedade Start Campus.

O primeiro-ministro, António Costa surgiu associado a este caso e foi alvo da abertura de um inquérito no MP junto do Supremo Tribunal de Justiça, situação que o levou a pedir a demissão e o Presidente da República marcou eleições para 10 de março.

 

Com Agência Lusa, RTP e Jornal Expresso.

Navalny: UE exige investigação internacional e independente à morte de opositor russo

A União Europeia (UE) exigiu hoje à Rússia que permita uma investigação internacional independente às circunstâncias da “morte súbita” de Alexei Navalny, líder da oposição russa, anunciada na sexta-feira.

“A Rússia deve permitir uma investigação internacional independente e transparente sobre as circunstâncias desta morte súbita. A UE, em estreita coordenação com os parceiros, não poupará esforços para responsabilizar a liderança política e as autoridades russas, e para impor consequências pelos seus atos, nomeadamente através de sanções”, disse o alto representante para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Josep Borrell, citado em comunicado.

O chefe da diplomacia europeia disse que a UE “está indignada com a morte do político da oposição russa Alexei Navalny, cuja responsabilidade recai, em última instância, sobre o Presidente [da Rússia] Vladimir Putin e as autoridades russas”.

“Alexei Navalny teve a coragem de regressar à Rússia após uma tentativa de assassinato com recurso ao agente neurotóxico ‘Novichok’, que está proibido pela Convenção sobre as Armas Químicas e da qual a Federação da Rússia é um Estado-parte”, acrescentou Borrell.

O opositor ao regime de Putin estava “a cumprir várias penas com motivações políticas numa colónia penal na Sibéria com condições rigorosas” e a UE considerou que foi transferido para este estabelecimento prisional para ficar isolado do resto do mundo.

“O acesso a Alexei Navalny por parte da família estava restringido. Os seus advogados têm sido assediados e três deles encontram-se em prisão preventiva desde outubro de 2023”, referiu.

Para os 27, a “morte inesperada e chocante de Alexei Navalny é mais um sinal da intensificação da repressão sistemática na Rússia”.

Borrell apelou à libertação “imediata e incondicional” de todos os “presos políticos, incluindo Yuri Dmitriev, Vladimir Kara-Murza, Ilya Yashin, Alexei Gorinov, Lilia Chanysheva, Ksenia Fadeeva, Alexandra Skochilenko e Ivan Safronov”.

Alexei Navalny, um dos principais opositores de Vladimir Putin, morreu a 16 de fevereiro, aos 47 anos, numa prisão do Ártico, onde cumpria uma pena de 19 anos.

Os serviços penitenciários da Rússia indicaram que Navalny se sentiu mal depois de uma caminhada e perdeu a consciência.

Destacados dirigentes ocidentais, a família e apoiantes do opositor responsabilizam o presidente russo, Vladimir Putin, pela sua morte.

 

Com Agência Lusa.

Portugal recupera uma posição no ranking mundial de râguebi

Portugal recuperou um lugar no ranking mundial de râguebi após o triunfo conseguido na Roménia (49-24) no sábado, na terceira jornada do Rugby Europe Championship 2024 (REC24), e ocupa agora o 15º posto, anunciou a World Rugby.

 

A vitória por mais de 15 pontos de diferença sobre o 20.º classificado permitiu à seleção portuguesa ultrapassar Tonga e situar-se agora imediatamente atrás de Samoa (14.º) e Geórgia (13.º).

A subida dos lobos na tabela foi a única alteração registada no top-20, após um fim de semana onde se disputaram quatro encontros do REC24, mas onde as principais seleções europeias ‘gozaram’ uma pausa no torneio das Seis Nações.

Assim, a África do Sul continua a liderar o ranking, seguida da Irlanda e da Nova Zelândia, enquanto a França e a Inglaterra encerram o top 5.

Portugal ocupava o 13.º lugar do ranking após a participação no Mundial França2023, a sua melhor posição de sempre, mas a derrota na Bélgica (10-6), na primeira jornada do REC24, provocou uma queda de três lugares na atualização de 5 de fevereiro.

A seleção portuguesa venceu a Roménia por 49-24 no sábado, em Bucareste, resultado que garantiu o primeiro lugar no Grupo B do REC24 e o apuramento para as meias-finais, em 02 ou 03 de março, em casa, contra a Espanha.

As finais estão previstas para 17 de março, em Paris, no Estádio Jean Bouin.

Com Agência Lusa.

Diogo Ribeiro. “Enquanto não chegar a medalha olímpica, não vou parar”

O nadador Diogo Ribeiro voltou hoje a Lisboa com as duas primeiras medalhas de ouro da história nacional em Mundiais de natação, aos 19 anos, salientando que, até alcançar uma medalha olímpica, não vai parar de trabalhar.

“Sempre foi um sonho chegar lá [aos Jogos Olímpicos], agora pode é ser cada vez mais um objetivo e é isso que está a começar a ser. Não são só estas medalhas que vão ditar o futuro. Tenho de continuar a trabalhar e a ser humilde. Sempre que ganho medalhas, continuo a trabalhar, eu quero sempre mais. Enquanto não chegar a medalha olímpica, eu não vou parar de trabalhar”, afirmou, no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.

Diogo Ribeiro sagrou-se campeão mundial nas vertentes de 50 e 100 metros mariposa, nos Mundiais aquáticos que decorreram em Doha, no Qatar, depois de já ter sido vice-campeão do mundo nos 50 metros mariposa na última edição, em Fukuoka, no Japão.

“Se há um ano, quando ganhei a medalha de prata em Fukuoka, me dissessem que ia ser duas vezes campeão do mundo na próxima edição, eu diria que estava a sonhar. É incrível. Ter 19 anos e saber que ainda posso melhorar só me deixa mais felicidade e garra para trabalhar mais e atingir melhores coisas”, expressou o nadador do Benfica.

Com as duas medalhas de ouro ao peito e uma bandeira de Portugal nas costas, Diogo Ribeiro considera que ainda não tem noção do feito histórico que alcançou, dedicando os triunfos maioritariamente ao seu pai, falecido quando tinha apenas quatro anos, e com quem fala bastante, o que lhe dá força para se ‘transformar’ e vencer nas provas.

“Continua tudo a mesma coisa. Gosto que cada vez mais digam que sou um ídolo e que as pessoas me vejam a nadar. Não me cabe na cabeça o que sou e que tenho medalhas de ouro num campeonato do mundo. Para mim, é como se fosse um ouro no regional. Realmente ainda não compreendi o que isto quer dizer mesmo”, frisou, entre sorrisos.

Diogo Ribeiro revelou ainda uma peripécia com a medalha de 50 metros mariposa, que encontrou partida, “eventualmente porque as empregadas de limpeza deixaram cair”, mas conseguiu trocá-la e receber outra medalha, que a emoldurará por cima da cama, apelando ainda a mais apoios governamentais e patrocínios para promover a natação.

 

O atleta Diogo Ribeiro, ouro nos 50 e 100 metros mariposa, da seleção portuguesa de natação que participou nos Mundiais de Doha fala aos jornalistas à chegada ao aeroporto Humberto Delgado, Lisboa, 19 de fevereiro de 2024. TIAGO PETINGA/LUSA

 

“Não há muitos apoios. Antes ainda era pior, desde o ano passado que já se vê ligeiras mudanças, mas acho que é preciso investir mais nesta modalidade, que é a mais vista nos Jogos Olímpicos. É uma tristeza não receber ajuda pela medalha dos 50 metros mariposa por não ser uma prova olímpica, mas estamos a falar de um Campeonato do Mundo. O prémio dos 100 metros mariposa vai ser o primeiro prémio governamental que vou receber. Isso deixa-me triste, mas continuo a lutar e a ser quem sou”, realçou.

O treinador Alberto Silva apontou “uma carreira muito grande pela frente”, mas com a preocupação de “sempre cobrar mais e ter um bom ambiente”, uma vez que precisará de sacrificar algumas coisas para poder continuar a estar na elite da natação mundial.

“Já sabemos que talento ele tem, mas, num momento, só o talento não vai chegar. Vai doer, será um sacrifício, vai ter de fazer coisas que não gosta, mas no fim do dia, tem de chegar a casa cansado, mas feliz e motivado para voltar no dia seguinte. Se ele fizer isso, com o talento que tem, vai ter uma carreira longa na elite”, assumiu Alberto Silva.

 

O atleta Diogo Ribeiro, ouro nos 50 e 100 metros mariposa, da seleção portuguesa de natação que participou nos Mundiais de Doha à chegada ao aeroporto Humberto Delgado, Lisboa, 19 de fevereiro de 2024. TIAGO PETINGA/LUSA

 

Aos 19 anos, Diogo Ribeiro é o maior ‘fenómeno’ da história das piscinas portuguesas, ficando ‘apenas’ a faltar uma final olímpica, que só Alexandre Yokochi conseguiu, mas tendo já presença garantida em Paris2024, a que chegará com esperança de medalha.

Recordista mundial júnior dos 50 metros mariposa, o nadador soma ainda três ‘ouros’ em Mundiais júnior, um bronze em Europeus sénior, nos 50 mariposa em Roma2022, e títulos em Jogos do Mediterrâneo e outras provas, além de quatro recordes nacionais.

 

Com Agência Lusa.

Benfica. João Neves e António Silva de Luto

Os jogadores do Benfica, João Neves e António Silva, estão de luto pela morte da mãe e do avô materno, respectivamente.

Sara Gonçalves, a mãe de Neves, de 19 anos, faleceu na madrugada desta segunda-feira, aos 50 anos, em Tavira.

O médio foi, segundo o Jornal a Bola, substituído ontem ao minuto 66 por causa do agravamento do estado de saúde da mãe e seguiu depois para o hospital.

João Neves foi ainda dispensado do treino desta segunda-feira, tal como António Silva.

O central, suplente com o Vizela, foi dispensado do treino para estar com a família depois de o funeral do avô materno ter decorrido domingo.

O Benfica emitiu uma pequena nota em que declara solidariedade para com os seus dois jogadores.

«A família Benfiquista está convosco. Muita força», pode ler-se.