Governo retira Mário Centeno da ‘corrida’ à vice-presidência do BCE

0

O Governo português retirou hoje a candidatura do ex-governador do Banco de Portugal e antigo ministro Mário Centeno à vice-presidência do Banco Central Europeu (BCE), numa segunda ronda de votações na reunião do Eurogrupo em Bruxelas.

A informação foi avançada à agência Lusa por fontes europeias conhecedoras das votações, que decorrem hoje à porta fechada na reunião dos ministros das Finanças do euro, em Bruxelas, indicando que Portugal e Letónia retiraram, respetivamente, as candidaturas de Mário Centeno e do governador do banco central letão, Mārtiņš Kazāks, num esforço para consenso e que tem levado à retirada dos menos votados.

Na ronda anterior – a primeira, que durou cerca de uma hora – haviam sido retiradas as candidaturas do antigo ministro das Finanças da Lituânia, Rimantas Šadžius, e do governador do banco central da Estónia, Madis Müller.

Continuam agora, na terceira ronda, a ser disputadas as candidaturas do banco central da Finlândia e ex-comissário europeu para Assuntos Económicos e Monetários, Olli Rehn, e do governador do banco central da Croácia, Boris Vujčić.

O Eurogrupo vota hoje, na capital belga, a sucessão na vice-presidência do BCE, para substituir Luis de Guindos, que sai no final de maio.

Radio Alfa com LUSA

Presidenciais: Líder do Chega/Açores pede que “toda a direita” apoie Ventura na segunda volta

0

O líder do Chega/Açores, José Pacheco, apelou hoje para que “toda a direita açoriana” se una no apoio a André Ventura na segunda volta das eleições presidenciais que vai disputar com António José Seguro.

“Eu penso que, independentemente dos partidos, a direita deve-se unir, a população deve-se unir”, defendeu hoje José Pacheco, numa reação aos resultados eleitorais divulgada pelo partido.

Na opinião de Pacheco, “se os dirigentes da suposta direita não se quiserem unir e quiserem apoiar o [António José] Seguro”, a população “deve mostrar esse cartão vermelho e apoiar André Ventura”.

“A oportunidade é esta, se calhar não vamos ter outra tão boa quanto esta de mudar. Se as pessoas constantemente percebem que aquilo que nós dizemos é aquilo que sentem, talvez seja a hora de pormos isto em prática através do voto democrático, ao contrário de outros que preferem ter uma democracia que é só para eles”, afirmou.

Para o líder do Chega nos Açores, no dia 08 de fevereiro, o grande desafio é saber se os portugueses e os açorianos querem “mais socialismo” ou a direita “no mais alto cargo de influência do país”.

“Nós vamos fazer este apelo constante até ao dia 08 de fevereiro, no sentido de toda a direita açoriana se unir à volta de André Ventura, independentemente das suas cortes partidárias, que havemos de respeitar sempre”, concluiu.

José Pacheco mostrou-se, ainda, bastante satisfeito com os resultados alcançados nos Açores, mas acredita que é possível fazer mais e, para isso, “basta votar em André Ventura no próximo dia 08 de fevereiro”.

O presidente do Governo Regional dos Açores e líder do PSD açoriano, José Manuel Bolieiro, disse hoje que na segunda volta não vai apoiar nenhum dos candidatos.

“Por ser democrata e uma vez que o candidato que eu apoiei não passa à segunda volta, agora é livre a decisão dos eleitores e bem, porque isso é a democracia a funcionar na sua plenitude”, justificou.

Bolieiro, que apoiava Luís Marques Mendes, que não passou à segunda volta, disse que “o povo decidiu” e que respeita essa decisão.

António José Seguro e André Ventura vão disputar a segunda volta das eleições presidenciais, em 08 de fevereiro, depois de, no domingo, o candidato apoiado pelo PS ter conquistado 31% dos votos e Ventura, líder do Chega, obtido 23%.

Em terceiro lugar ficou Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal, com 16,%, à frente de Gouveia e Melo, com 12%, e de Marques Mendes, apoiado pelo PSD e CDS, com 11%.

António José Seguro foi o candidato mais votado nas eleições presidenciais nos Açores com 30,79% dos votos e o segundo candidato mais votado foi André Ventura com 26,74%, tendo Luís Marques Mendes ficado em terceiro lugar, com 13,81% dos votos, segundo os dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna – Administração Eleitoral.

Radio Alfa com LUSA

Espanha /Acidente: 40 mortos e 41 feridos ainda internados – novo balanço

0

O número de mortos no acidente ferroviário em Córdova, no sul de Espanha, no domingo, subiu para 40, disseram hoje as autoridades locais.

Por outro lado, 41 pessoas continuam internadas em diversos hospitais da região, 12 delas em unidades de cuidados intensivos, incluindo uma menor de idade, indicou o governo regional da Andaluzia.

Até agora, tiveram alta 81 pessoas que foram assistidas nos hospitais na sequência do acidente.

As autoridades cifraram em cerca de 150 o número total de feridos, com diversa gravidade, no acidente de domingo, que envolveu dois comboios da rede de alta velocidade de Espanha em que viajavam perto de 500 pessoas.

Nenhum dos feridos corre risco de vida, disse o presidente do governo andaluz, Juanma Moreno.

Quanto às vítimas mortais, o ministro dos Transportes de Espanha, Óscar Puente, disse que o número confirmado até agora ainda não é definitivo.

Fontes policiais citadas pela agência de notícias EFE disseram que ainda decorrem trabalhos para localizar cadáveres de pessoas que viajavam no comboio que ficou mais danificado no acidente, que fazia a ligação entre Madrid e Huelva, perto da fronteira com Portugal, com o Algarve.

Pelo menos dois cidadãos portugueses estavam no acidente, disse fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros à Lusa.

Uma dessas pessoas « já se encontra bem e em casa » e, no outro caso, « que foi sinalizado pelas autoridades espanholas », não se sabem ainda detalhes relativamente ao estado de saúde, acrescentou.

O acidente ocorreu pelas 19:45 de domingo (18:45 em Lisboa), no município de Adamuzm, na província de Córdova, e envolveu dois comboios de alta velocidade, um da empresa privada Iryo (que tinha saído de Málaga e tinha como destino Madrid), e outro da empresa pública Renfe (que seguia em sentido contrário, de Madrid para Huelva.

Os três últimos vagões do comboio Iryo descarrilaram e invadiram outra via onde circulava o comboio da Renfe, num local conhecido como o apeadeiro de Adamuz, onde existe uma subestação de manutenção da linha e um ponto de mudança de agulhas.

Os dois primeiros vagões do comboio da Renfe foram projetados e caíram por um aterro de cerca de quatro metros.

O Governo espanhol decretou três dias de luto nacional, de terça-feira a quinta-feira.

O primeiro-ministro, Pedro Sánchez, prometeu tornar públicas, « com transparência e claridade », as conclusões da investigação do acidente, que qualificou como « uma tragédia » que deixa « dor em toda a Espanha ».

Radio Alfa com LUSA

Desporto Associativo – 17 Janeiro 2026

O desporto amador e as equipas das Associações portuguesas de França em destaque. Um programa de Sousa Gomes.

Desporto Associativo, todos os Sábados, entre as 17h e as 18h (redifusão às 2h, na noite de segunda para terça-feira).

Ouça aqui:

 Espanha/Acidente: Governo decreta três dias de luto nacional

O Governo espanhol decretou três dias de luto nacional, de terça a quinta-feira, por causa do acidente ferroviário de domingo, no sul do país, em que morreram pelo menos 39 pessoas, disse hoje o primeiro-ministro, Pedro Sánchez.

O líder do governo, que falava na localidade onde ocorreu o acidente (Adamuz, em Córdova, na Andaluzia), prometeu também tornar públicas, « com transparência e claridade », as conclusões da investigação do acidente, que qualificou como « uma tragédia » que deixa « dor em toda a Espanha ».

O acidente envolveu dois comboios de alta velocidade e fez também mais de 100 feridos, 48 dos quais permanecem hospitalizados, avançou o presidente do governo regional da Andaluzia, Juanma Moreno, em declarações em Adamuz, ao lado de Sánchez.

 

Dois cidadãos portugueses sinalizados no local do acidente

Pelo menos dois cidadãos portugueses estavam no acidente que envolveu o descarrilamento de dois comboios no sul de Espanha e matou, até ao momento, 39 pessoas, anunciou hoje fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros à Lusa.

De acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) português, os dois cidadãos tratam-se de uma portuguesa que « já se encontra bem e em casa » e de um « outro caso, que foi sinalizado pelas autoridades espanholas », mas de que não se sabem ainda detalhes relativamente ao estado de saúde.

O acidente ocorreu por volta das 19:45 de domingo, no município de Adamuz e envolveu dois comboios de alta velocidade, um da empresa privada Iryo (que tinha saído de Málaga e tinha como destino Madrid), e outro da empresa pública Renfe (que seguia em sentido contrário, desde Madrid para Huelva, perto da fronteira com Portugal, no Algarve).

Os três últimos vagões do comboio Iryo descarrilaram e invadiram outra via onde circulava o comboio da Renfe, num local conhecido como o apeadeiro de Adamuz, onde existe uma « subestação » de manutenção da linha e onde há um ponto de mudança de agulhas.

O comboio da companhia Iryo, que tinha partido de Málaga às 18:40 de domingo com destino a Puerta de Atocha (Madrid) com perto de 70 pessoas a bordo, descarrilou e três vagões invadiram a via contígua, pela qual circulava, nesse mesmo momento, outro comboio da Renfe com destino a Huelva, que também descarrilou.

Os vagões do comboio da Iryo colidiram com os dois primeiros vagões do comboio da Renfe, que foram projetados e caíram por um aterro de cerca de quatro metros.

O líder do Governo, que falava na localidade onde ocorreu o acidente (Adamuz, em Córdova, na Andaluzia), prometeu também tornar públicas, « com transparência e claridade », as conclusões da investigação do acidente, que qualificou como « uma tragédia » que deixa « dor em toda a Espanha ».

O acidente fez também mais de 100 feridos, 48 dos quais permanecem hospitalizados, avançou o presidente do governo regional da Andaluzia, Juanma Moreno, em declarações em Adamuz, ao lado de Sánchez.

Também hoje o primeiro-ministro português, Luís Montenegro, manifestou ao seu homólogo espanhol a solidariedade de Portugal e disponibilizou o apoio « para o que for necessário ».

O ministro das Infraestruturas de Portugal, Miguel Pinto Luz, tinha igualmente manifestado solidariedade para com Espanha, sublinhando disponibilidade das entidades portuguesas para prestar apoio, no âmbito da cooperação institucional e técnica entre os dois países.

 

Com Agência Lusa.

A Cap Magellan apela ao voto contra o CHEGA de André Ventura na segunda volta da eleição presidencial portuguesa

0

A Cap Magellan apela ao voto contra a extrema-direita na segunda volta da eleição presidencial portuguesa de 8 de fevereiro de 2026

Na sequência dos resultados da primeira volta da eleição presidencial em Portugal, e fiel aos seus compromissos de sempre, a Cap Magellan reafirma o seu apego aos valores fundamentais que sustentam qualquer democracia: a liberdade, a igualdade, a dignidade humana, a solidariedade e o respeito por todas e todos. Estes princípios, que não pertencem a nenhum campo político nem a uma ideologia partidária, constituem o alicerce indispensável da convivência democrática.

Cinquenta anos após o 25 de Abril de 1974, a progressão e a normalização da extrema-direita, hoje presente na segunda volta, fragilizam diretamente estes fundamentos. Perante esta realidade, o silêncio não é uma opção.

Esta tomada de posição é cívica. A extrema-direita não constitui uma alternativa política como qualquer outra: os seus discursos assentam na estigmatização, no medo e na divisão. Banalizam a xenofobia e o racismo, incentivam a homofobia, alimentam o ódio contra as minorias e colocam em causa direitos fundamentais garantidos pela Constituição da República Portuguesa. O ódio e a discriminação não são opiniões; são incompatíveis com a democracia e com os princípios republicanos.

A História de Portugal, marcada por décadas de ditadura, de exílio e de privação de liberdades, impõe uma vigilância particular. O país construiu-se através da emigração, da abertura ao mundo e da diversidade. Fazer da origem, da religião, da orientação sexual ou da diferença um problema é profundamente contrário a essa história.

Nenhuma crise encontrará soluções duradouras no rejeitar do outro, no autoritarismo ou no enfraquecimento das liberdades individuais. A extrema-direita explora os medos, fragiliza a coesão social e coloca em perigo a democracia.

O papel do Presidente da República em Portugal é central. Enquanto garante da Constituição e do equilíbrio institucional, dispõe de poderes significativos. Confiar esta função a um Presidente oriundo da extrema-direita, ou que partilhe as suas ideias, representaria um risco grave para a democracia e para os contrapoderes.

Perante estes desafios, a nossa responsabilidade é clara: permanecer fiéis aos nossos valores e recusar a banalização do ódio.

Assim, apenas uma via é possível nas eleições presidenciais do próximo dia 8 de fevereiro: a responsabilidade democrática impõe-nos que façamos frente à extrema-direita, ao partido Chega e ao seu candidato.

Nunca mais um Portugal algemado.

Texto de Lurdes Abreu, Presidente da Cap Magellan

Presidenciais: Desinformação atinge mais de 8,3 milhões de visualizações

0

A desinformação associada às presidenciais somou, na primeira volta, mais de 8,3 milhões visualizações nas redes sociais e André Ventura concentrou 82,4% dos casos, segundo o LabCom – Laboratório de Comunicação da Universidade da Beira Interior (UBI).

O estudo do LabCom, no âmbito do ODEPOL – Observatório de Desinformação Política, monitorizou a desinformação relacionada com a presença digital dos pré-candidatos e candidatos nas redes com maior expressão em Portugal (Facebook, Instagram, X, TikTok, Threads e Youtube) e começou a ser elaborado em 17 de novembro de 2025, dia do primeiro frente a frente na televisão entre André Ventura e António José Seguro.

Os conteúdos desinformativos atingiram, no total, segundo os investigadores, 8.392.713 visualizações nas redes sociais (todas as vezes que o conteúdo aparece aos utilizadores, incluindo repetições), e geraram 347.228 reações, 64.151 comentários e 27.178 partilhas.

Na pré-camopanha e campanha da primeira volta das presidenciais foram identificados 17 casos de desinformação e André Ventura, segundo candidato mais votado, foi responsável por 82,4% dos casos identificados, enquanto os restantes foram de pré-candidatos que não foram aceites pelo Tribunal Constitucional (TC) e André Pestana (5,9%).

O vídeo foi o formato preferencial para a desinformação, tendo sido utilizado em 70,6% dos casos, comparando com as fotografias, com 29,4%.

Por tipo de desinformação, divide-se entre a descredibilização dos media e dos jornalistas (41,2%), seguida de conteúdo manipulado (23,5%), sondagem de empresa não registada na ERC e sem metodologia tornada pública (17,6%), conteúdo enganoso (5,9%), falsificação de informação (5,9%) e uso de contexto falso (5,9%).

A maioria dos casos foi identificada nas redes sociais da Meta, tendo a partilha de desinformação ocorrido de forma simultânea em 100% dos casos no Facebook e 94,1% no Instagram.

O X concentrou 82,4% das ocorrências, enquanto o Threads registou 29,4% e o TikTok, 17,6%.

Dos 17 casos detetados, quatro (23,5%) envolveram a utilização de Inteligência Artificial (IA), nomeadamente sobre a divulgação de intenções de voto, por André Ventura, geradas por empresas de análise política com recurso a algoritmos de previsão eleitoral.

O único caso de utilização direta envolveu André Pestana, que recorreu à IA para criar imagens hiper-realistas que simulavam André Ventura com expressões de raiva e a fazer uma saudação nazi.

O líder do Chega é o autor de todos os casos de desinformação com maior impacto, tendo a publicação mais visualizada 2.083.040 de visualizações.

Realizada no dia 26 de novembro de 2025, a publicação remetia para um caso documentado em 2018 pela organização PETA (sigla em inglês de People for the Ethical Treatment of Animals), relativa a maus-tratos a animais utilizados no transporte de turistas no Egito.

No vídeo partilhado por André Ventura, o candidato responsabiliza a comunidade cigana pelos maus-tratos, acrescentando uma legenda que questiona se os partidos portugueses à esquerda ficarão “em silêncio por ser esta comunidade”.

António José Seguro e André Ventura vão disputar a segunda volta das eleições presidenciais, em 08 de fevereiro, depois de, no domingo, o candidato apoiado pelo PS ter conquistado 31% dos votos e Ventura, líder do Chega, obtido 23%.

Em terceiro lugar ficou Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal, com 16,%, à frente de Gouveia e Melo, com 12%, e de Marques Mendes, apoiado pelo PSD e CDS, com 11%.

À esquerda, Catarina Martins (BE) teve 2%, António Filipe (PCP) teve, 1,6% e Jorge Pinto (Livre) 0,6%, que ficou abaixo do cantor Manuel João Vieira que conseguiu 1%. O sindicalista André Pestana recolheu 0,2% e Humberto Correia 0,08%.

Rádio Alfa com LUSA

BE alerta para impactos irreversíveis de parque eólico da Galp no litoral alentejano

0

O Bloco de Esquerda (BE) argumentou que o parque eólico promovido pela Galp no litoral alentejano vai causar “impactos irreversíveis” no território e pediu esclarecimentos ao Governo sobre a viabilidade ambiental deste projeto.

Em comunicado, o BE explicou que entregou, no passado dia 14, um requerimento na Assembleia da República a questionar o Ministério do Ambiente e da Energia (MAEN) sobre o projeto da Galp, cuja fase de estudo prévio esteve em consulta pública.

Para o deputado do BE, Fabian Figueiredo, que assina o documento, “o projeto impõe impactos ambientais, sociais, económicos e paisagísticos significativos e irreversíveis ao território”, criando “mais uma zona de sacrifício no litoral alentejano, cofinanciada pelo Estado”.

Em causa está o projeto do Parque Eólico das Cachenas, que abrange os territórios de quatro freguesias nos concelhos de Odemira, no distrito de Beja, de Santiago do Cacém e de Sines, no de Setúbal.

Segundo o estudo prévio, consultado pela agência Lusa, o futuro parque eólico consiste numa unidade de produção para autoconsumo e prevê a instalação de 19 aerogeradores, com uma potência unitária de 6,8 MW (megawatts), correspondendo a uma potência total instalada de 129,2 MW.

No requerimento, o BE aludiu a “denúncias de ativistas ambientais e sociais do litoral alentejano” para alegar que “o projeto comporta riscos ambientais relevantes”.

“Uma vez que as áreas de implantação abrangem territórios da Rede Natura 2000, do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (PNSACV) e Áreas Prioritárias para a Conservação”, alertou.

O projeto, de acordo com o mesmo partido, “não apresenta salvaguardas à saúde e qualidade de vida das populações” e envolve “impactos socioeconómicos negativos que incluem a perda de postos de trabalho permanente, a diminuição da qualidade de vida e da atratividade do território”.

O deputado ‘bloquista’ considerou ainda que “não existem benefícios energéticos diretos ou estruturantes para o território, enquadrando-se o projeto numa lógica extrativista que prejudica as populações locais e não contribui em nada para o desenvolvimento da região”.

Por isso, no requerimento, o BE disse querer saber como justifica o MAEN a viabilidade ambiental deste projeto numa área que abrange a Rede Natura 2000 e o PNSACV e se foi feita uma avaliação de custo-benefício ambiental que compare a degradação permanente do ecossistema com o curto período de produção energética.

O Bloque de Esquerda reclamou ainda explicações do Governo sobre se o Estudo de Impacte Ambiental (EIA) contempla uma avaliação específica sobre os impactos na saúde e qualidade de vida das populações residentes e de que forma o MAEN responde à perda de postos de trabalho permanentes e diminuição da atratividade do território.

Se existem salvaguardas previstas para impedir que o litoral alentejano se transforme numa “zona de sacrifício” para benefício exclusivo de polos industriais externos e porque não foi priorizada a instalação destas infraestruturas em áreas já industrializadas ou com menor impacto ecológico foram outras questões colocadas.

O deputado questionou ainda o Governo sobre o montante exato de cofinanciamento público (nacional e europeu) previsto para este projeto e como foram integradas as conclusões da consulta pública na decisão final.

O parque, que tem um prazo de vida útil de 35 anos, visa o fornecimento de energia elétrica renovável necessária à produção e armazenamento de hidrogénio verde na Unidade de Produção de Hidrogénio da Galp em Sines.

Designada GalpH2Park, a unidade ficará situada numa área adjacente à refinaria na Zona Industrial e Logística de Sines (ZILS).

Rádio Alfa com LUSA

Líder FC Porto garante triunfo ‘suado’ em Guimarães com penálti aos 85 minutos

Uma grande penalidade convertida por Varela, aos 85 minutos, garantiu hoje o triunfo do líder FC Porto na visita ao Vitória de Guimarães, em jogo da 18ª jornada da I Liga portuguesa de futebol.

Depois de terem visto Samu desperdiçar uma grande penalidade aos 27 minutos, os ‘dragões’ marcaram aos 85 minutos, frente à única equipa pela qual foram derrotados esta época para as competições nacionais, em 04 de dezembro passado nos ‘quartos’ da Taça da Liga, troféu que os vimaranenses conquistaram.

O FC Porto segue confortável na liderança da I Liga, com 52 pontos, mais sete do que o Sporting, e mais 10 do que o Benfica, segundo e terceiro, respetivamente, enquanto o Vitória de Guimarães é oitavo classificado, com 25.

 

Resultados da 18ª jornada da I Liga portuguesa de futebol:

– Sexta-feira, 16 jan:

Sporting – Casa Pia, 3-0 (2-0 ao intervalo)

 

– Sábado, 17 jan:

Gil Vicente – Nacional, 2-1 (1-1)

AVS – Arouca, 0-1 (0-1)

Alverca – Moreirense, 2-1 (0-0)

Rio Ave – Benfica, 0-2 (0-2)

 

– Domingo, 18 jan:

Santa Clara – Famalicão, 0-1 (0-0)

Tondela – Sporting de Braga, 0-1 (0-0)

Vitória de Guimarães – FC Porto, 0-1 (0-0)

 

– Segunda-feira, 19 jan:

Estrela da Amadora – Estoril Praia, 21:15

 

Com Agência Lusa.

Presidenciais: António Filipe apela ao voto em Seguro para derrotar “propósitos reacionários” de Ventura

0

O candidato presidencial António Filipe considerou que o seu resultado nas eleições de hoje ficou aquém do que o país precisa e apelou ao voto em António José Seguro na segunda volta para derrotar os “propósitos reacionários” de André Ventura.

“O apelo ao voto no candidato António José Seguro não significa um apoio ao candidato António José Seguro e àquilo que ele defendeu enquanto candidato e o que tem defendido ao longo da sua atividade política, mas significa a vontade imperiosa de derrotar o candidato André Ventura e é isso que estará, fundamentalmente, em causa nestas eleições”, afirmou o candidato apoiado pelo PCP, em declarações aos jornalistas num hotel em Lisboa, frente à sede do partido.

António Filipe considerou que o resultado obtido pela sua candidatura, com cerca de 1,5% dos votos, “ficou aquém do que o país precisa”.

Assim, prosseguiu, “em face do pacote laboral que o Governo PSD/CDS pretende levar por diante, da degradação do Serviço Nacional de Saúde que está em curso, da negação do direito à habitação, dos ataques que se vão intensificar contra os direitos sociais consagrados na Constituição, o povo português terá de encontrar a força necessária para lutar contra esses propósitos reacionários [do candidato apoiado pelo Chega]”.

Questionado pelos jornalistas, António Filipe disse não ter qualquer arrependimento relativamente à sua candidatura.

“Se voltássemos ao princípio, por mim, faríamos exatamente o mesmo por entender que esta candidatura se impunha, era uma candidatura que era necessária perante os candidatos do consenso neoliberal que estavam apresentados”, salientou.

O candidato apoiado pelo PCP considerou que o povo português vai enfrentar tempos exigentes e garantiu que estará “convictamente ao seu lado na luta pelos seus direitos, sem qualquer desânimo ou vacilação, desde já com o seu pronunciamento na segunda volta”.

“A partir de amanhã [segunda-feira], estaremos cá com a mesma determinação e coragem com que fizemos esta campanha”, garantiu.

Radio Alfa com LUSA