Níger: Há portugueses no voo de resgate recém-chegado a Paris – MNE francês

Cidadãos portugueses encontram-se entre as 262 pessoas retiradas do Níger pelo avião francês vindo do país africano, que esta noite aterrou no aeroporto Paris-Roissy Charles de Gaulle, segundo dados da diplomacia francesa.

A ministra francesa dos Negócios Estrangeiros, Catherine Colonna, afirmou que « há 262 pessoas a bordo do avião, um Airbus A330, incluindo uma dúzia de crianças”, sendo “quase todos os passageiros » de nacionalidade francesa, escreve a agência de notícias France Presse (AFP).

O voo transportou igualmente cidadãos portugueses, além de nigerianos, belgas, etíopes e libaneses, segundo a informação prestada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros de França à imprensa presente no aeroporto de Roissy.

O número de pessoas das diferentes nacionalidades não foi especificado.

O voo aterrou no aeroporto Paris-Roissy Charles de Gaulle pouco depois da 01:30 local (00:30 em Lisboa).

Um segundo voo deverá chegar a Paris durante esta a noite, com cidadãos franceses, nigerianos, alemães, belgas, canadianos, norte-americanos, austríacos e indianos, segundo a mesma fonte.

Cerca de 20 membros da Cruz Vermelha Francesa estão presentes no aeroporto para oferecer apoio.

As autoridades francesas têm por objetivo encerrar a operação até o meio-dia de hoje (11:00 em Lisboa), de acordo com o comunicado do ministério francês dos Negócios Estrangeiros, divulgado na terça-feira de manhã.

Até agora, há quatro aviões planeados para o repatriamento de cidadãos.

O Governo francês justificou a operação de repatriamento pela « violência ocorrida contra a embaixada » francesa no domingo, por apoiantes do golpe de estado que derrubou o presidente eleito Mohamed Bazoum, na semana passada, e pelo encerramento do espaço aéreo.

As fronteiras terrestres e aéreas do Níger com cinco países vizinhos foram entretanto reabertas na noite de terça-feira.

O golpe de Estado no Níger, liderado pelo general Abdourahamane Tiani, foi condenado pela comunidade internacional, nomeadamente os Estados Unidos e a União Europeia, que considera o país um baluarte essencial da estabilidade volátil da região do Sahel, tendo suspendido a ajuda orçamental a Niamey e alertado que poderia impor novas sanções.

Os países da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que iniciam hoje uma reunião de três dias, em Abuja, na Nigéria, para discutir a situação nigerina, reunidos numa cimeira extraordinária no domingo passado, também condenaram o golpe e deram uma semana aos responsáveis para restaurar o presidente deposto Mohamed Bazoum, sob pena de recorrerem à força.

LUSA

 

Futebol/Mundial feminino. Portugal, com grande exibição, empata com as campeãs dos EUA e é eliminado

Alfa – Foto de abertura: HANNAH PETERS – FIFA

Empate a zero entre as seleções femininas dos EUA e Portugal.

Portugal empatou hoje 0-0 frente aos Estados Unidos da América, bicampeões do mundo femininos de futebol, em Auckland, na Nova Zelândia, na terceira jornada do Grupo E do Mundial, mas ficou, na estreia, pela primeira fase do Mundial de 2023.

A equipa nacional portuguesa jogou olhos nos olhos ou seja, sem complexos, frente às bicampeãs do mundo.

A seleção portuguesa terminou no terceiro lugar do seu grupo, com quatro pontos, a três de Países Baixos, que hoje golearam o Vietname (7-0), e a um dos Estados Unidos, que avançam para os oitavos de final.

A seleção portuguesa fez um grande Mundial e ficou para a história.

Com efeito, Portugal encerrou a estreia em Mundiais, na nona edição, após um desaire por 1-0 frente às neerlandesas e a primeira vitória de sempre em fases finais, com o triunfo frente às vietnamitas por 2-0, com golos de Telma Encarnação e Kika Nazareth.

O jogo contra a equipa norte-americana também fica para a história do futebol feminino por outro motivo: foi seguido por 42.958 espetadores no estádio na Nova Zelândia.

França prepara retirada dos seus cidadãos do Níger

França prepara retirada dos seus cidadãos do Níger

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linkedin sharing buttonAlfa/ com Lusa
whatsapp sharing buttonOs cidadãos franceses no Níger foram avisados pela embaixada de Paris em Niamey de que « está a ser preparada uma operação de retirada » por via aérea, a realizar em breve.

« Face à degradação da segurança no Niger e aproveitando a calma relativa em Niamey, está em curso a preparação de uma operação de retirada por via aérea », refere a mensagem da embaixada francesa.

A mesma nota dirigida aos cidadãos franceses no Níger indica que a « operação vai realizar-se em breve » e que vai decorrer de forma rápida.

​​​​​​​Um golpe de Estado no Níger, liderado pelo general Abdourahamane Tchiani, derrubou o Presidente eleito, Mohamed Bazoum, na passada quarta-feira.

Tchiani justificou o golpe de Estado com a « deterioração da situação de segurança » num país assolado pela violência dos grupos fundamentalistas islâmicos.

JMJ/Lisboa começa hoje. Papa Francisco chega na 4ª feira. O acontecimento nas capas dos diários portugueses

Veja aqui as primeiras páginas de quatro dos principais jornais portugueses no dia em que arranca o maior acontecimento mundial dos católicos. Evento deverá levar a Portugal (sobretudo a Lisboa e Fátima) mais de um milhão de pessoas.

 

Saiba mais aqui, com a Lusa:

Mais de um milhão de pessoas aguardadas em Lisboa a partir de hoje para a JMJ

email sharing buttonwhatsapp sharing buttonMais de um milhão de pessoas são esperadas a partir de hoje em Lisboa para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), um encontro dos jovens de todo o mundo com o Papa Francisco, que decorrerá até domingo.

A missa de abertura da jornada será celebrada pelo cardeal patriarca de Lisboa às 19:30, no Parque Eduardo VII.

Francisco chegará a Lisboa às 10:00 de quarta-feira e regressará a Roma às 18:15 de domingo.

O Papa participará em cerimónias como a de boas-vindas no Palácio Nacional de Belém e a de acolhimento no Parque Eduardo VII e em encontros com jovens, estudantes, bispos, representantes de centros de assistência sócio-caritativa e de confissões religiosas radicadas em Portugal.

As principais iniciativas da JMJ decorrerão em Lisboa, no Parque Eduardo VII, na zona de Belém e no Parque Tejo (a norte do Parque das Nações e em terrenos dos concelhos de Lisboa e Loures).

O Papa deslocar-se-á também a Fátima, no sábado de manhã, onde ficará cerca de duas horas, para rezar pela paz e contra a guerra na Ucrânia.

Apesar de ser difícil prever, a organização estima que estejam em Lisboa entre um milhão e 1,5 milhões de pessoas.

Segundo os últimos números que divulgou, até ao início de julho, 313 mil peregrinos, de 151 países diferentes, tinham finalizado o processo de inscrição. No total, 663 mil peregrinos iniciaram o processo, tendo 480 mil prosseguido para a segunda fase da inscrição.

Muitos jovens poderão não fazer qualquer inscrição, pois a participação é livre e aberta a todos. Estavam também já inscritos 737 bispos, 29 dos quais cardeais.

Não há números globais nem oficiais, mas as estimativas apontam que, no total, a JMJ vá custar cerca de 160 milhões de euros.

O Governo avançou o número de 36 milhões de euros e a Igreja admitiu que iria gastar cerca de 80 milhões. Há ainda duas câmaras envolvidas, Lisboa, que vai avançar com cerca de 35 milhões, e Loures, com nove a 10 milhões.

Durante a JMJ, estarão destacados 16 mil elementos das forças de segurança, proteção civil e emergência médica, estando prevista ainda a colaboração das Forças Armadas e das polícias espanhola, europeia (Europol) e internacional (Interpol).

A JMJ, que é o maior acontecimento da Igreja Católica, tem cinco línguas oficiais: português, francês, inglês, espanhol e italiano.

Esta jornada nasceu por iniciativa do Papa João Paulo II (1920-2005), após um encontro com jovens em 1985, em Roma, no Ano Internacional da Juventude.

UNESCO vota classificação de Gulbenkian como Património Mundial e alargamento em Guimarães

UNESCO vota classificação de Gulbenkian como Património Mundial e alargamento em Guimarães

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Alfa/com Lusalinkedin sharing button
whatsapp sharing buttonO Comité do Património Mundial da UNESCO vai votar, em setembro, a classificação dos jardins e do edifício da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, e o alargamento da área classificada de Guimarães, anunciou hoje a organização das Nações Unidas.

Em comunicado, a Organização das Nações Unidas para a Ciência, Educação e Cultura (UNESCO, na sigla em inglês), revelou que o Comité do Património Mundial se vai reunir em Riade, na Arábia Saudita, entre 10 e 25 de setembro para analisar 53 candidaturas, algumas das quais não puderam ser votadas no ano passado.

Entre estas inclui-se a proposta de classificação dos jardins e do edifício da Gulbenkian, um conjunto com “um caráter único de valor universal excecional, amplamente reconhecido e apoiado por intelectuais, especialistas e artistas de renome mundial”, como se pode ler na justificação do valor universal da candidatura.

“Desenhado entre 1959 e 1969 pelos arquitetos Alberto Pessoa (1919-1985), Pedro Cid (1925-1983) e Ruy Jervis d’Athouguia (1917-2006), com os arquitetos paisagistas António Vianna Barreto (1924-2013) e Gonçalo Ribeiro Telles (1922-2020), o edifício sede e parque contribuíram para a afirmação da modernidade no mundial, combinando vários aspetos de criatividade e inovação do génio humano”, pode ler-se no texto da lista indicativa, onde a candidatura foi incluída em 2016.

Já em relação a Guimarães, cuja candidatura para ampliação da área classificada passou a integrar a lista indicativa também em 2016, a Câmara Municipal propôs “duplicar a área classificada, inscrevendo a Zona de Couros na lista indicativa para obter o estatuto de Património da Humanidade”, como se podia ler num comunicado da autarquia de 2015.

“No caso de a candidatura ser bem-sucedida, a área de proteção passará a ser cinco vezes superior à atual, criando-se uma zona tampão desde o topo da montanha da Penha, onde nasce a ribeira de Couros, à Veiga de Creixomil, foz de cursos de água”, acrescentava o texto.

O Centro Histórico de Guimarães está classificado como Património Mundial desde 2001.

Jovens portugueses são qualificados mas trabalho precário empurra-os para a emigração

Alfa

 

Um estudo divulgado hoje em Portugal, em vésperas do início da Jornada Mundial da Juventude e da visita ao país do Papa, indica que os jovens portugueses são muito qualificados em termos escolares, mas que enfrentam o risco de pobreza e exclusão social. Continuam por isso a ser empurrados para procurar trabalho no estrangeiro.

 

Trata-se de um estudo da Pordata que indica que boa parte da juventude portuguesa enfrenta dificuldades e tem de viver até tarde – até aos 30 anos –  com os pais por causa do desemprego, da precariedade no mercado de trabalho e dos preços elevados no setor da habitação.

A Pordata indica que 6 em cada 10 jovens portugueses têm vínculos de trabalho precários.

« Têm muita qualificação, mas devido aos trabalhos precários e às dificuldades para entrarem no mercado do trabalho há um incentivo grande a que os jovens saiam do país », comentou Gonçalo Saraiva Matias, presidente do conselho de administração da Fundação Francisco Manuel dos Santos.

Gonçalo Saraiva Matias indica que os atuais dados confirmam os números de outros estudos que a Fundação tem feito.

 

Rússia revela novo ataque de drone ucraniano na região de Rostov. Cidade de Moscovo também atacada

Rússia revela novo ataque de drone ucraniano na região de Rostov

 

Alfa/com Lusalinkedin sharing button
whatsapp sharing buttonAs autoridades da Rússia afirmaram no domingo terem registado um ataque com um drone ucraniano perto da cidade de Taganrog, na região de Rostov, no sul do país, junto ao mar de Azov.

O governador da região, Vasili Golubev, disse no domingo à noite que o veículo aéreo não tripulado caiu numa área rural, onde causou danos ao telhado de uma habitação e a um automóvel.

Golubev indicou na plataforma Telegram que os serviços de emergência se deslocaram ao local do incidente, mas que não foi registada qualquer vítima mortal ou ferido. O governador também revelou que especialistas do Ministério da Defesa russo estiveram presentes.

Horas antes, a Rússia anunciou que tinha repelido dois ataques de drones ucranianos durante a madrugada, um na península ucraniana da Crimeia, anexada por forças russas em 2014, e outro em Moscovo.

Na capital russa, cujo aeroporto internacional foi temporariamente encerrado, foram danificadas duas torres de escritórios no principal distrito comercial da cidade.

O Ministério da Defesa da Rússia informou que o ataque a Moscovo envolveu três drones, um dos quais foi abatido e os outros dois neutralizados por via eletrónica.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, avisou no domingo que a guerra está a chegar “à Rússia e aos seus centros estratégicos e bases militares”.

“Gradualmente, a guerra está a regressar ao território da Rússia, aos seus centros simbólicos e bases militares. E este é um processo inevitável, natural e absolutamente justo”, disse o líder ucraniano, de visita à cidade de Ivano-Frankivsk, no oeste do país.

“A Ucrânia está a ficar mais forte”, acrescentou Zelensky sobre os ataques de drones, acrescentando de seguida que a Ucrânia se deve preparar para novos ataques contra as suas infraestruturas de energia, no próximo inverno.

« É óbvio que neste outono e inverno o inimigo tentará repetir os ataques terroristas contra a indústria energética ucraniana », explicou o Presidente ucraniano.

“Temos de estar preparados para isso, tanto a nível estadual como em cada comunidade”, acrescentou Zelensky, em declarações divulgadas na conta presidencial da rede social Telegram.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro de 2022 pela Rússia na Ucrânia causou, de acordo com os mais recentes dados da ONU, a pior crise de refugiados na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

JMJ/Portugal/Fronteiras: Controladas cerca de 673 mil pessoas e recusada a entrada a 115

JMJ: Controladas cerca de 673 mil pessoas e recusada a entrada a 115

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As autoridades portuguesas controlaram cerca de 673 mil pessoas desde o início de reposição do controlo documental nas fronteiras no âmbito da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), tendo impedido a entrada no país de 115 pessoas, foi hoje anunciado.

Os dados da operação relativa a sábado mostram que, em relação ao dia anterior, foram controladas mais 85 mil pessoas e recusada a entrada a 21.

As fronteiras aéreas são aquelas onde mais cidadãos têm sido controlados no âmbito desta operação – só no sábado foram mais de 79.000 passageiros de 463 voos, a esmagadora maioria com origem fora do Espaço Schengen.

O controlo documental nas fronteiras terrestres, aéreas e marítimas no âmbito da JMJ entrou em vigor no dia 22 e está a ser feito de forma seletiva e direcionado com base em informações e análise de risco.

De acordo com o balanço operacional feito hoje, em comunicado, pelo Sistema de Segurança Interna, nos primeiros oito dias foram fiscalizadas 39.280 pessoas nas fronteiras terrestres, 595.473 passageiros nas fronteiras aéreas e 38.181 nas fronteiras marítimas, num total de 672.934 pessoas.

No âmbito da operação, foi recusada a entrada a 115 pessoas, das quais 76 tentavam chegar a Portugal por via terrestre e 39 por via aérea.

Nas fronteiras aéreas foram controlados desde o início da operação 3.476 voos e detidas quatro pessoas, nas fronteiras terrestres as autoridades controlaram um total de 9.814 viaturas e detiveram oito pessoas, e nas marítimas foram controladas 906 embarcações, sem que tenha havido detidos até ao momento.

Ao todo, foram feitas 12 detenções, desde o início da operação.

A reposição de controlos documentais nas fronteiras permanecerá ativa até às 00:00 horas de 07 de agosto e acontece « a título excecional de forma a acautelar eventuais ameaças à ordem pública e à segurança interna », segundo uma resolução do Governo.

O controlo de fronteiras no âmbito da JMJ, evento que vai decorrer em Lisboa entre 01 e 06 de agosto e contará com a presença do Papa Francisco, está a cargo do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), com a assistência da Polícia de Segurança Pública (PSP) e da Guarda Nacional Republicana (GNR), além da eventual colaboração de autoridades de outros países.

Portugal. Secretário de Estado das Comunidades destaca valor estratégico da diáspora

Secretário de Estado das Comunidades destaca valor estratégico da diáspora

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linkedin sharing buttonAlfa/ com Lusa
whatsapp sharing buttonO secretário de Estado das Comunidades, Paulo Cafôfo, salientou ontem, em declarações à agência Lusa, “o valor estratégico da diáspora” para Portugal a nível cultural, económico, turístico e de promoção da língua portuguesa.

Na fronteira de Vilar Formoso, durante uma campanha de segurança rodoviária onde estiveram presentes quatro secretários de Estado, a acolher os emigrantes que chegam a Portugal para as férias de verão, Paulo Cafôfo sublinhou que os cinco milhões de portugueses espalhados pelo mundo contribuem para a valorização do país.

“A diáspora é um valor estratégico para o nosso país”, disse hoje o governante, que sublinhou a “vontade e o empenho do Governo em manter esta proximidade e uma reciprocidade e um vínculo à nossa diáspora”.

Paulo Cafôfo referiu que “o investimento que existe dos nossos compatriotas é cada vez maior” e acentuou o recorde de remessas batido no ano passado, no valor de 3,9 mil milhões de euros, mais 4,5% do que no ano anterior.

O secretário de Estado da tutela destacou ainda a adesão dos emigrantes ao Programa Nacional de Apoio ao Investimento da Diáspora (PNAID), criado em 2020, com 153 milhões de euros em investimentos e o registo de “mais de 200 estatutos do investidor da diáspora”.

“Este é um programa para incentivar, para acompanhar, dar a oportunidade a quem saiu de Portugal, mas quer continuar com uma ligação através dos negócios e através de investimentos que são fundamentais, porque criam riqueza, geram emprego e são muito mais do que as remessas”, enfatizou Paulo Cafôfo.

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas sublinhou a ligação ao país de quem “tem sempre Portugal no coração e quer deixar a semente do investimento”.

Segundo Paulo Cafôfo, além de os emigrantes fazerem turismo no seu próprio país, contribuindo para “dinamizar a economia local, também nas regiões de baixa densidade”, são embaixadores do país.

“Há estudos que comprovam que um em cada quatro turistas que visitam o nosso país o faz porque teve contacto com portugueses que residem no estrangeiro e que, através desses contactos, tiveram interesse em visitar o nosso país como turistas”, sublinhou o governante.

 O secretário de Estado das Comunidades enalteceu ainda “os contributos trazidos para o nosso país das geografias de onde residem”, o que se traduz “em diversidade” e numa “multiculturalidade” que faz dos portugueses “um povo especial”.

Cafôfo realçou também que o regresso dos emigrantes ao país “representa uma celebração” e é uma parte de Portugal que o Governo “quer receber de braços abertos”.

“São pessoas que nunca esqueceram Portugal, e nós nunca nos podemos esquecer delas”, vincou o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.

Na iniciativa, promovida anualmente pela associação de jovens lusodescendentes Cap Magellan, participaram também a secretária de Estado do Desenvolvimento Regional, Isabel Ferreira – que promoveu o programa Regressar -, a secretária de Estado da Proteção Civil, Patrícia Gaspar, e o secretário de Estado da Segurança Social, Gabriel Bastos.

JMJ/Portugal. Jovens de todo o mundo aproveitam para curtir Lisboa antes de ver o Papa

Jovens de todo o mundo aproveitam para curtir Lisboa antes de ver o Papa – reportagem da agência Lusa

whatsapp sharing buttonCentenas de jovens participantes da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) aproveitam a contagem decrescente para o evento para conhecer Lisboa, visitando os sítios históricos e junto ao rio da capital portuguesa que, por estes dias, é uma cidade poliglota.

Facilmente identificados com t-shirts alusivas à jornada, os jovens aproveitam o sol de Lisboa e distribuem-se nos seus espaços turísticos, tirando fotografias e antevendo dias memoráveis, como Francesco Conto, 20 anos, natural de Perugia, em Itália, que espera levar como recordação “uma fantástica” estadia.

“Espero divertir-me numa fantástica jornada, com amigos, com pessoas do meu país e de outros países e passar uns dias maravilhosos”, disse à Lusa, frente ao miradouro de Santa Luzia, que tem uma ampla vista sobre Alfama e o rio Tejo.

À agência Lusa, e acompanhado de amigos italianos em férias em Lisboa, Francesco disse que neste primeiro dia em Lisboa já aproveitou para visitar vários sítios, como o Castelo de São Jorge.

“Amanhã vamos visitar o Cabo da Roca”, disse Francesco Conto, que espera da presença do papa Francisco uma mensagem forte: “Uma mensagem para a nossa geração que enfrenta vários problemas e que nos ajude a nos libertarmos deste tipo que prisão em que, eu acho, nos encontramos”, referiu.

A alguns metros de Francesco, a brasileira Cleide Victoria e os amigos fazem a festa, vestidos com as t-shirts roxas do Santuário Bom Jesus de Piraporinha (São Paulo), em que se lê o lema da JMJ: “Maria levantou-se e partiu apressadamente”.

À Lusa, disse que está a viver estes dias como “um milagre”.

Com 24 anos, partilhou que ”participar na jornada é uma prioridade” na sua vida e que, para isso, fez muitas restrições, incluindo ao nível da alimentação.

“Tivemos de fazer sacrifícios financeiros, deixar de comer algumas coisas, de comprar algumas coisas, fazer dívidas que não poderia, mas acredito que Deus me trouxe até aqui; fiz uma rifa, o pessoal ajudou-me muito”, disse.

Sobre a sua passagem por Lisboa, disse que “estar em terras europeias é um sinal muito grande para os brasileiros. Estar aqui é um milagre”.

Rodeada de turistas, afirmou que está “a desbravar Lisboa” e que já visitou a Torre de Belém e algumas igrejas de Santo António.

Frente à Sé de Lisboa, Salvatore Tupputi, natural de Barletta, em Itália, disse que tem “elevadas expectativas” para esta jornada e nenhuma dúvida de que contará com uma grande participação dos jovens.

“Acredito que vai haver uma forte participação. Vão chegar jovens de todo o mundo”, disse.

Sobre a mensagem que espera desta presença do Papa Francisco em Lisboa, afirmou esperar que “o espírito santo faça um milagre na vida de toda a gente”.

Contente por estar num país que, pelo menos, não vive as altas temperaturas como as que assolam Itália, Salvatore Tupputi indicou que tem aproveitado estes dias antes da JMJ para visitar alguns pontos do país, como a Torre de Belém, o Oceanário (em Lisboa) e Cascais.

A subir a Rua das Pedras Negras, a inglesa Una Dali, que visita Lisboa pela segunda vez, partilhou com a Lusa as “elevadas expectativas” que tem para esta jornada.

“É a primeira vez que participo. Estou muito entusiasmada”, disse.

E contou: “Já tinha estado em Lisboa antes da pandemia. Esta vez é muito diferente, está muito calor, muito sol. Há pessoas de todo o mundo”.

Una Dali tem visitado as igrejas e considera que esta “tem sido uma experiência muito boa”.

Frente ao Mosteiro dos Jerónimos, e depois de saborear os pastéis de Belém, a filipina Bel Belonio, acompanhada de duas amigas igualmente animadas, disse que desde a JMJ no Panamá, em 2019, que espera conhecer Lisboa.

“A nossa expectativa é muito grande, queremos conhecer muitas pessoas, ver o papa e visitar Portugal”, disse.

Enquanto voluntária, mal pode esperar por ter uma audiência com o papa, em Lisboa, e nem precisa de ir a Fátima, porque já foi.

Sobre o líder da igreja católica, afirmou que espera ouvir ”uma mensagem de amor, de esperança” para que “os jovens continuem a ter razões para ter esperança”.

E enquanto a JMJ não arranca – o que acontecerá terça-feira – vai conhecer Sintra, entre outros tesouros de Portugal, como os que visitou junto ao Tejo.

O Papa participará, no dia 03 de agosto, à tarde, no Parque Eduardo VI, à cerimónia do Acolhimento dos peregrinos. No dia seguinte, presidirá, também no Parque Eduardo VI, à Via Sacra, enquanto no sábado, além da manhã, em Fátima, estará no fim da tarde, início da noite, no Parque Tejo, para o início da Vigília dos jovens.

No domingo, além da missa final, durante a manhã, também no Parque Tejo, à tarde terá um encontro com os milhares de voluntários participantes na JMJ, antes de regressar ao Vaticano.

Saiba mais sobre a visita do Papa a Portugal aqui:

JMJ. Programa Oficial da Visita do Papa a Portugal de 2 a 6 de agosto

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