Lusodescendente Lourenço Cazarré venceu Prémio Imprensa Nacional/Ferreira de Castro
Lusodescendente Lourenço Cazarré venceu Prémio Imprensa Nacional/Ferreira de Castro
O lusodescendente nascido no Brasil Lourenço Cazarré conquistou a 5.ª edição do Prémio Imprensa Nacional/Ferreira de Castro com a obra “Memória de Simeão Boa Morte e Outros Contos Poéticos”, anunciou o Ministério dos Negócios Estrangeiros português através do site https://portaldascomunidades.mne.gov.pt/pt/.
O júri do Prémio, composto por Luís Filipe Castro Mendes (presidente), Martina Matozzi e Paula Mendes, justificou a distinção do trabalho com a “criatividade e capacidade de invenção dos seus contos, que estabelecem diálogos singulares com grandes obras da literatura de língua portuguesa, de modo sempre poético, mas também irreverente”.
Paulo Cazarré é neto de portugueses naturais de Cinfães. Nasceu em 1953, no Estado brasileiro do Rio Grande do Sul, foi jornalista e é autor de mais de 40 livros.
Contam-se, entre as suas obras, coletâneas de contos (Enfeitiçados Todos Nós, A Arte Excêntrica dos Goleiros, Exercícios Espirituais para Insónia e Incerteza e Noturnos do Amor e da Morte), romances (A Longa Migração do Temível Tubarão Branco, Kzar Alexander, o Louco de Pelotas e O Soldado amarelo) e novelas juvenis (A Guerra do Lanche, Nadando contra a Morte, A Fabulosa Morte do Professor de Português e Amor e Guerra em Canudos).
O Prémio Imprensa Nacional/Ferreira de Castro é promovido pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM), em parceria com o Ministério dos Negócios Estrangeiros, sendo dirigido a lusodescendentes e a portugueses a residir no estrangeiro.
Além de homenagear Ferreira de Castro, o prémio pretende “reforçar os vínculos de pertença à língua e cultura portuguesas, estimular a participação de portugueses residentes no estrangeiro e lusodescendentes, prestando, assim, às comunidades portuguesas dispersas pelo mundo o justo reconhecimento pelas atividades que desenvolvem nos seus países de acolhimento”, indica o Portal Diplomático.
A obra vencedora será publicada pela Imprensa Nacional, a chancela editorial da INCM.
França. « Agriculteurs en colère » continuam a bloquear autoestradas em todo o país
Alfa
(foto sindicato FNSEA – FB)
Agricultores franceses continuam nesta terça-feira, 30/01, a bloquear autoestradas em todo o país, designadamente à volta da capital, Paris e outras cidades do hexágono francês.
Camiões portugueses (e de outros países europeus) têm sido retidos nas estradas devido aos bloqueios dos agricutores franceses, que continuam nesta terça-feira a bloquear rotas estratégicas em torno de Paris e de outras partes do país, aumentando a pressão sobre o governo e o Presidente Emmanuel Macron.
Governo de Gabriel Attal promete « novas medidas » nas próximas horas.
Facto é que o movimento « Agriculteurs en colère » continua e por exemplo a cidade de Paris está desde esta manhã sem possibilidades de acesso direto por autoestradas.
« Todos os acessos a Paris estão bloqueados », disse esta manhã Arnaud Quémard, diretor geral da SANEF, Autoestradas de França.
Combate à corrupção continua sem avançar em Portugal – relatório
Combate à corrupção continua sem avançar em Portugal – relatório
O combate à corrupção continua sem avançar em Portugal, dos países da Europa com mais falhas ao nível da integridade na política, alertou a representação nacional da organização Transparência Internacional (TI).
A análise é feita num comunicado a propósito da divulgação, hoje, do Índice de Perceção da Corrupção para 2023, que é publicado anualmente e que este ano coloca Portugal na 34.ª posição entre 180 países, com 61 pontos. Dinamarca e Finlândia estão no topo da lista.
Portugal, que é avaliado no conjunto dos países da Europa Ocidental e União Europeia, volta a igualar a pontuação registada em 2020, a pior desde 2012, e continua abaixo do valor médio da região (65 pontos).
O relatório, nota a secção portuguesa da TI (uma coligação de organizações não governamentais anticorrupção com sede em Berlim), “coloca Portugal como um dos países da Europa em que se registam mais falhas” a nível da integridade na política.
Lembrando o caso que levou à demissão do primeiro-ministro (“Operação Influencer”) como um exemplo “de como os escândalos de integridade política persistem” a TI Portugal diz que é preciso que sejam reforçadas as regras relativas aos conflitos de interesses, às normas éticas e à transparência no exercício de funções públicas e nas atividades de “lobbying”.
A TI insta Portugal a colocar como prioridade na agenda política uma regulamentação mais rigorosa a este nível, após vários anos de atrasos.
Citada no documento, a presidente da TI Portugal, Margarida Mano, afirma que os resultados do Índice “evidenciam que não basta a um país ter uma Estratégia Nacional Anticorrupção, é fundamental que esta seja efetiva no combate à corrupção”.
“Quando os cidadãos em geral e as organizações internacionais não percecionam, ou não encontram evidências (provas), do impacto das leis e dos mecanismos existentes, não conseguem confiar nos governos e nas instituições. Existe um interesse público significativo em garantir a transparência e integridade, bem como a responsabilização dos detentores de cargos públicos e políticos relativamente a políticas e legislação promulgadas. É importante ter uma ação eficaz », adianta Margarida Mano.
A análise da TI sobre os resultados do Índice de Perceção da Corrupção 2023 analisa a forma como a injustiça e a corrupção se afetam mutuamente em todo o mundo.
No comunicado diz-se ainda que « tanto os regimes autoritários como os líderes democráticos que minam a justiça contribuem para aumentar a impunidade da corrupção e, nalguns casos, até a incentivam, ao eliminarem as consequências para os infratores”.
« A corrupção continuará a prosperar enquanto os sistemas judiciais não puderem punir os atos ilícitos e manter os governos sob controlo. Quando a justiça é comprada ou sofre interferências políticas são as pessoas que sofrem. Os líderes devem investir plenamente e garantir a independência das instituições que defendem a lei e combatem a corrupção. É tempo de acabar com a impunidade da corrupção », diz também no comunicado François Valérian, presidente da TI.
Alfa/ com Lusa
Sporting goleia Casa Pia e segura liderança da I Liga
O Sporting manteve hoje a liderança isolada da I Liga portuguesa de futebol, ao golear em casa o Casa Pia, por 8-0, em jogo da 19ª jornada.
Coates, aos 14 e 81 minutos, Gyökeres, aos 23 e 32, o segundo de grande penalidade, Pedro Gonçalves, aos 25, Trincão, aos 43 e 90+4, e Geny Catamo, aos 64, marcaram os golos da sexta vitória seguida dos ‘leões’ no campeonato.
O Sporting passou a somar 49 pontos, mais um do que o Benfica e cinco do que o FC Porto, com o Casa Pia, que somou a terceira derrota consecutiva, a ser 13º, com 19.
Resultados da 19ª jornada da I Liga portuguesa de futebol:
– Domingo, 28 jan:
Moreirense – Famalicão, 1-0 (0-0 ao intervalo)
Boavista – Portimonense, 1-4 (0-3)
Farense – FC Porto, 1-3 (0-2)
Arouca – Vizela, 5-0 (2-0)
Gil Vicente – Vitória de Guimarães, 1-0 (0-0)
– Segunda-feira, 29 jan:
Estrela Amadora – Benfica, 1-4 (1-2)
Sporting – Casa Pia, 8-0 (5-0)
– Quarta-feira, 31 jan:
Rio Ave – Estoril Praia, 19:45
Sporting de Braga – Desportivo de Chaves, 21:45
Com Agência Lusa.
Benfica vence Estrela da Amadora e sobe provisoriamente à liderança
O Benfica subiu hoje provisoriamente à liderança da I Liga portuguesa de futebol, ao ganhar em casa do Estrela da Amadora, por 1-4, em jogo da 19ª jornada.
Leo Jabá deu vantagem aos amadorenses, aos 28 minutos, mas Arthur Cabral (44), Rafa (45+1), Otamendi (52) e Marcos Leonardo (90+3) deram a sexta vitória consecutiva no campeonato aos ‘encarnados’, que jogaram em vantagem numérica desde os 72 minutos, após a expulsão de Regis Ndo.
Com este triunfo, o Benfica passou a somar 48 pontos, mais dois do que o Sporting, que recebe hoje o Casa Pia, e mais quatro do que o FC Porto, enquanto o Estrela da Amadora, sem vencer há seis jogos na I Liga, se mantém na 14ª posição, com 18.
Lei da imigração francesa também toca os portugueses – Opinião, por Paulo Pisco
Lei da imigração francesa também toca os portugueses – artigo publicado no Diário de Notícias
Filme português de terror « A semente do mal » premiado em França onde estreia em 200 salas
Filme de Gabriel Abrantes premiado em França onde vai ter estreia em mais de 200 salas
O filme “A semente do mal”, do realizador português Gabriel Abrantes, foi premiado no festival de cinema fantástico de Gérardmer, em França, e tem estreia comercial esta semana neste país, revelou a distribuidora NOS Audiovisuais.
O filme venceu o prémio do júri naquele festival, cuja 31.ª edição terminou no domingo.
“A semente do mal”, que tem estreia comercial em França na quarta-feira, em mais de 200 salas de cinema, é a primeira incursão do artista visual Gabriel Abrantes no cinema de terror.
Com produção da Artificial Humors, também é a primeira longa-metragem de ficção assinada apenas por Gabriel Abrantes, depois de ter correalizado “Diamantino” (2018) com o norte-americano Daniel Schmidt.
O filme foi rodado em 2020 em Sintra, é protagonizado por Carloto Cotta, num duplo papel de gémeos que se reencontram em Portugal depois de décadas de uma separação forçada, pondo a descoberto um segredo macabro de família, envolvendo a mãe.
O elenco integra ainda a atriz norte-americana Brigette Lundy-Paine e as portuguesas Anabela Moreira, Alba Baptista, Rita Blanco e Beatriz Maia, entre outros atores, em papéis secundários.
“Eu gosto muito de cinema fantástico, bizarro, surreal, e o cinema de terror tem isso tudo no seu ADN. Um filme de terror tem coisas sobrenaturais, tem coisas fantásticas, tem fantasmas, bruxaria, etc.. Isso atraiu-me ao género. Por outro lado, também é um género mais democrático. Filmes de terror com muito poucos meios conseguem ter um alcance bastante maior”, disse Gabriel Abrantes em entrevista este mês à agência Lusa.
“A semente do mal”, que está atualmente em cartaz em Portugal, foi feito inteiramente com produção portuguesa, com apoio financeiro do Instituto do Cinema e do Audiovisual, e junta-se a uma curta cinematografia portuguesa de longas-metragens de terror.
“Em Portugal há pouco investimento nisso, mas muito do cinema que se faz cá é incrível, é um cinema autoral, puro e duro e tem o seu valor. Talvez não haja tanto essa cultura ou pode haver algum desprezo por um género como o cinema de terror. Eu gosto de abraçar essas formas populares mais desprezadas ou ‘esnobadas’”, considerou.
Gabriel Abrantes, que nasceu nos Estado Unidos em 1984, é um artista multidisciplinar que tem trabalhado em cinema e artes visuais. Expõe regularmente desde 2006, em particular instalação e videoarte.
Em 2009, venceu o Prémio EDP Novos Artistas e no ano seguinte foi premiado em Locarno com « A history of mutual respect », partilhando a realização com Daniel Schmidt. Em 2018, « Diamantino » venceu o Grande Prémio da Semana da Crítica do Festival de Cinema de Cannes.
Alfa/ com texto da Lusa
1.387 portugueses estavam detidos no estrangeiro em 2022 – relatório
Quase 1.400 portugueses estavam detidos no estrangeiro em 2022 – relatório
Um total de 1.387 portugueses encontravam-se detidos no estrangeiro no final de 2022, três dos quais por crimes contra o Estado/terrorismo, embora o principal motivo das detenções seja o crime com estupefacientes, de acordo com o Relatório da Emigração.
Elaborado pelo Observatório da Emigração e a Rede Migra, no documento indica-se que, no ano passado, se registaram mais dez detenções de portugueses no estrangeiro do que no ano anterior.
Na Europa, o maior número de detidos está registado no Reino Unido (312), seguindo-se a França (248), Espanha (180), Suíça (179), Alemanha (120) e Luxemburgo (116).
Fora da Europa foram identificados 124 cidadãos nacionais detidos, com o Brasil a continuar a ser o país com o maior número de detenções de cidadãos nacionais fora do espaço europeu (40).
A grande maioria dos detidos são homens e a maior parte das detenções, de que é conhecido o motivo, deve-se a crimes com estupefacientes, seguidos dos crimes contra a pessoa (132), crimes sexuais (54) e homicídio (34).
Os autores do relatório destacam “uma ligeira diminuição do número de detidos em prisão preventiva (menos nove), consolidando-se o número de pessoas em prisão efetiva (mais 397)”.
O mesmo documento refere que em 2022, foram expulsos, afastados ou deportados para Portugal 267 cidadãos portugueses, dos quais 131 provenientes de países da União Europeia, Espaço Económico Europeu e Suíça: Alemanha (nove), Bélgica (seis), Espanha (23), Finlândia (seis), França (54), Islândia (um), Luxemburgo (21), Noruega (três), Países Baixos (quatro), República Checa (um), Suécia (um) e dois da Suíça.
Os restantes 136 cidadãos que foram expulsos, afastados ou deportados encontravam-se em países no resto do mundo: Andorra (três), Angola (dois), Canadá (38), Emirados Árabes Unidos (um), Estados Unidos (19), Filipinas (um), Kuwait (um), México (oito), Moçambique (cinco), Reino Unido (51) e Venezuela (sete).
O Estado português providenciou acolhimento a 11 cidadãos portugueses nestas situações, provenientes da Bélgica (um), Canadá (dois), Estados Unidos (dois), França (um), Reino Unido (dois), Suécia (um) e Suíça (dois).
O Relatório da Emigração 2022 foi elaborado pelo Observatório da Emigração e a Rede Migra, no quadro do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES-IUL) do Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL).
Segundo este relatório, cerca de 60.000 portugueses emigraram em 2022, sendo a Suíça o principal destino destes cidadãos.
Alfa/ com Lusa
Albuquerque oficializou renúncia ao cargo de presidente do Governo da Madeira
O presidente do Governo da Madeira, Miguel Albuquerque (PSD), oficializou hoje a renúncia ao cargo junto do representante da República, mas a demissão não tem efeitos imediatos, apesar de ter sido aceite.
O anúncio foi feito por Miguel Albuquerque em declarações aos jornalistas, após ter sido recebido, a seu pedido, pelo representante da República, Ireneu Barreto, no Palácio de São Lourenço, no Funchal.
Por seu turno, Ireneu Barreto revelou que aceitou a renúncia, mas que esta não tem, para já, efeitos imediatos.
« Estou a ponderar a melhor altura para que produza efeitos. Pode ser que seja ainda esta semana, pode ser que seja só depois do Orçamento aprovado. Neste momento, a data está em aberto », acrescentou.
O presidente do Governo Regional anunciou na sexta-feira que iria renunciar ao cargo, dois dias depois de ter sido constituído arguido no âmbito de um processo em que são investigadas suspeitas de corrupção na Madeira e que levou à detenção do presidente da Câmara do Funchal, Pedro Calado (PSD), e de dois empresários ligados ao setor da construção civil e do turismo.
De acordo com o artigo 62.º do Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma da Madeira, implica a demissão do executivo « a apresentação, pelo presidente do Governo Regional, do pedido de exoneração ».
A Madeira realizou eleições para a Assembleia Legislativa Regional em 24 de setembro, pelo que uma eventual dissolução pelo Presidente da República só poderá ocorrer depois de 24 de março, segundo a lei, que impede os parlamentos de serem dissolvidos durante seis meses após eleições.
“Eu aceitei a demissão do senhor presidente, mas ainda não demiti”, reiterou Ireneu Barreto, realçando que Miguel Albuquerque não lhe indicou nenhum nome para o substituir na liderança do Governo Regional, de coligação PSD/CDS-PP, cuja maioria absoluta na Assembleia Legislativa é suportada pela deputada única do PAN, através de um acordo de incidência parlamentar.
O representante da República esclareceu, por outro lado, que só ouvirá os nove partidos representados no parlamento regional – PSD, PS, JPP, Chega, CDS-PP, PCP, IL, BE e PAN – depois de o executivo estar demitido.
“Vou falar com os partidos, vou ouvir o que eles têm para me dizer. Eu estou aberto a toda a solução que seja aquela que eu considero a maior defesa dos interesses da Madeira”, disse.
Ireneu Barreto reiterou, no entanto, que a demissão de Miguel Albuquerque não tem efeitos imediatos.
“O senhor presidente vai analisar a sua situação, eu vou analisar a minha. Vamos ver os interesses da região e depois vamos tomar a decisão de acordo », explicou.
A discussão do Orçamento da Região Autónoma da Madeira para 2024, no valor global de 2.238 milhões de euros, o maior de sempre, está agendada para o período entre 06 e 09 de fevereiro, mas no dia 07 fevereiro serão também votadas as moções de censura ao Governo Regional apresentadas pelo PS, o maior partido da oposição madeirense, e pelo Chega.
“Estou disponível para tudo aquilo, independentemente dos meus interesses, que seja do interesse da Região Autónoma da Madeira”, afirmou Miguel Albuquerque no final da reunião com o representante da República, sublinhando também a importância de o Orçamento Regional para 2024 ser aprovado, evitando a gestão por duodécimos.
Para o chefe do executivo demissionário, é determinante analisar os “interesses fundamentais da região”, para além da conjuntura e das questões política e mediática.
“Eu estive 30 anos de serviço à Madeira, ao desenvolvimento da Madeira, e neste momento tenho de continuar, aliás como fiz ao longo da minha vida, a olhar para os interesses primaciais, são as famílias, são as empresas”, disse, para logo acrescentar: “Nós não podemos ter aqui uma situação de instabilidade económica e social que traga regressão para o desenvolvimento da região”.
E reforçou: “A minha disponibilidade, o meu desprendimento é total. Quero dizer, neste momento, não estou agarrado de maneira nenhuma ao cargo”.
Miguel Albuquerque disse, por outro lado, que vai manter-se como presidente do PSD/Madeira até à realização de um novo congresso, ainda sem data marcada, mas que não vai ocupar o lugar de deputado na Assembleia Legislativa Regional.
Com Agência Lusa.
