França nos ‘oitavos’ ao bater e eliminar a seleção do Peru

A França juntou-se hoje à anfitriã Rússia e ao Uruguai nos oitavos de final do Mundial de futebol de 2018, ao vencer por 1-0 o Peru, que está fora, em encontro da segunda jornada do Grupo C.

Em Ecaterimburgo, o jovem Kylian Mbappé marcou, aos 34 minutos, o único tento dos vice-campeões europeus em título, que na primeira ronda tinham batido a Austrália por 2-1.

Os franceses somam seis pontos, contra quatro da Dinamarca, um dos australianos e nenhum dos peruanos. Os nórdicos necessitam de somar um ponto na terça-feira, perante a França, enquanto o conjunto da Oceânia precisa de ganhar e do triunfo dos europeus.

No outro encontro da ronda, já hoje disputado, a Dinamarca e a Austrália empataram 1-1.

Alfa/Lusa.

Rock in Rio: Festival regressa ao Parque da Bela Vista em Lisboa a partir de sábado

O Parque da Bela Vista, em Lisboa, volta a ser, a partir de sábado, a ‘cidade do rock’, um “parque temático da música e entretenimento”, com a 8.ª edição do festival Rock in Rio Lisboa.

 

Este ano, o festival acontece durante quatro dias – sábado e domingo e 29 e 30 de junho – e tem como cabeças de cartaz Muse, Bruno Mars, The Killers e Katy Perry.

À semelhança de anos anteriores, o “parque temático da música e entretenimento”, como lhe chamou a vice-presidente executiva do Rock in Rio, Roberta Medina, durante uma visita ao recinto na semana passada, terá uma roda gigante – que “vai ser maior, com mais cadeiras e mais alta” do que a montada em 2016 – e um ‘slide’ – uma das atividades mais concorridas em edições anteriores, que vai poder ser agendada através de uma aplicação móvel, evitando filas.

Além disso, pela primeira vez, haverá um palco dedicado ao “mundo digital”, que “vai reunir mais de 100 influenciadores digitais, em 36 horas de puro entretenimento, promovendo uma interação direta entre o público e os seus ídolos”, por onde passarão, entre outros, Wuant SirKazzio, Windoh, D4rkframe, Bumba na Fofinha e Sea.

Este ano, a ‘cidade do rock’ terá também um espaço dedicado ao cinema, que vai acolher várias ‘performances’ e onde alguns atores poderão dialogar com o público, uma arena de ‘gamming’, onde se disputarão várias finais de campeonatos de jogos de vídeo, um Dino Parque, com dez réplicas de dinossauros, um dos quais com 23 metros de largura e cinco de altura, e uma réplica, em tamanho real de uma das naves da saga “Guerra das Estrelas”, a TIE Advanced X1.

Outras novidades deste ano são um espaço com 14 restaurantes, entre os quais espaços dos ‘chefs’ Vítor Sobral, Marlene Vieira, Alexandre Silva e Henrique Sá Pessoa, com 380 lugares sentados, e um ‘wall of fame’, que conta já com mais de 70 moldes de mãos de artistas que atuaram no Rock in Rio.

Na visita ao recinto, na semana passada, Roberta Medina destacou ainda duas novas áreas – ‘tables’ e ‘rooftops’ -, a primeira descrita como uma “área tipo camarote com mesas para dez pessoas”, e a segunda, à qual se tem acesso através de ‘upgrade’ no preço do bilhete, local “onde se pode beber bebidas destiladas como um gin”, vocacionada “para uma classe média”.

Nesta edição, na qual volta a haver um palco dedicado à dança, por onde passarão 114 bailarinos, a organização propõe três rotas: a gastronómica, a das ‘selfies’ e a dos brindes, “para melhor usufruir do espaço”.

Para que os visitantes tenham tempo para usufruir de tudo, este ano as portas do Parque da Bela Vista vão abrir mais cedo, às 12:00, com os palcos a iniciarem as respetivas programações pelas 12:30, à exceção do Palco Mundo, onde os concertos começam às 18:30.

É pelo Palco Mundo que passam as principais atrações musicais, com a atuação no primeiro dia de Diogo Piçarra, das Haim, de Bastille e dos Muse. Para domingo, dia 24, o único dia com lotação esgotada, estão agendadas as atuações de Agir, Anitta, Demi Lovato e Bruno Mars.

No mesmo palco, no dia 29, atuam os James, Xutos & Pontapés, The Chemical Brothers e The Killers e, no dia 30, Hailee Steinfeld, Ivete Sangalo, Jessie J e Katy Perry.

Pelo palco Music Valley, onde haverá música todos os dias, entre as 12:30 e as 02:00, passarão nomes como Capitão Fausto, Carlão, Carolina Deslandes, HMB, Manel Cruz, Anavitória, Língua Franca com Sara Tavares, Blaya, Culture, Moullinex, Da Chick, DJ Vibe, Mishlawi, Karetus e a festa Revenge of the 90’s.

A programação do palco Rock Street deste ano tem como tema “África no Mundo e o Mundo em África”, estando por isso agendadas atuações de artistas e bandas como Bonga, Tabanka Jaz, Karlon, Ferro Gaita e Nástio Mosquito & Dzzzz Band.

A organização apela aos espectadores para que usem os transportes públicos para chegarem ao recinto, tendo sido estabelecidas parcerias com mais de dez empresas de transporte, na área metropolitana de Lisboa.

Nos dias do festival os comboios nas linhas de Cascais e Sintra vão ser gratuitos para portadores de bilhete, assim como os parques de estacionamento da Fertagus, empresa ferroviária que liga Setúbal a Lisboa. Quanto à Carris, reforçará as carreiras, e o metropolitano manterá abertas, até às 03:00, 30 estações das diferentes linhas.

 

Alfa/Lusa

Fernando Santos diz que Portugal vai estar bem com Irão e passar

O selecionador Fernando Santos disse hoje que Portugal vai estar bem na segunda-feira contra o Irão e garantir o apuramento para os oitavos de final do Mundial2018 de futebol, prometendo uma equipa mais forte na fase a eliminar.

“Há três equipas que ainda podem passar. Só quero ficar nos dois primeiros, o resto não interessa para nada”, sintetizou, defendendo que a qualificação para os oitavos libertará os campeões da Europa.

Apesar de duas exibições aquém do esperado, no 3-3 com a Espanha e no triunfo 1-0 sobre Marrocos, com quatro golos de Cristiano Ronaldo, o técnico envia “uma mensagem de absoluta confiança” de que Portugal vai passar, “perante um adversário muito difícil como o Irão”.

“Sabendo as características do Irão, temos, em primeiro lugar, de procurar a vitória. Não pensarmos em jogar para o empate, pois isso não serve para nada. Pensar na vitória, mas com a consciência de que temos um opositor forte e ainda na disputa do apuramento. Isso é muito importante”, advertiu.

Fernando Santos diz que os seus pupilos “estão bem, com alegria e prazer” e frisou: “Tenho grande confiança neles. A pressão exterior existe e eles também querem sempre mais. A equipa está liberta, vai ser um bom jogo, vamos seguir em frente e nos oitavos de final a gente verá.”

Portugal e o Irão de Carlos Queiroz defrontam-se às 21:00 (20:00 em Paris) de segunda-feira em Saransk, na terceira e última jornada do grupo B do campeonato do mundo.

Alfa/Lusa.

Lesados do papel comercial já receberam primeiras indemnizações

Os lesados do papel comercial vendido pelo BES receberam hoje a primeira parcela da indemnização que os compensa parcialmente pelas perdas sofridas com a queda do banco, disse à Lusa o presidente da associação de lesados.

No total, foram pagos cerca de 120 milhões de euros pelo fundo de recuperação de créditos (gerido pela empresa Patris), o equivalente a 30% da indemnização a que estes clientes têm direito.

O dinheiro foi depositado nas contas dos lesados no Novo Banco.

Este valor serve de indemnização aos 2.000 clientes que compraram mais de 400 milhões de euros em papel comercial antes da queda do banco e do Grupo Espírito Santo (GES), no verão de 2014.

Dos clientes que indicaram que queriam aderir à solução para compensação parcial das perdas, que representavam 99% do capital reclamável, foram aprovados a grande maioria na fase de validação dos processos (equivalente a 96% do capital reclamável), mas alguns ficaram de fora.

A solução encontrada para estes clientes não os compensa totalmente pelas perdas, uma vez que quem fez aplicações até 500 mil euros recebe 75%, num máximo de 250 mil euros, e para aplicações acima de 500 mil euros recupera apenas 50%.

Depois do pagamento hoje da primeira parcela da indemnização pelo fundo de recuperação de créditos (que recorreu para isso a um empréstimo do Estado), as restantes duas parcelas da indemnização serão pagas em 2019 e 2020.

No total, deverão ser pagos cerca de 267 milhões de euros aos lesados do papel comercial.

Em troca de receberem as indemnizações, os lesados passaram para o fundo os créditos que têm sobre o BES e entidades relacionadas com o banco, de modo a que seja este a litigar em tribunal contra o banco pelos danos causados.

Caso os tribunais decidam em favor dos lesados será o fundo de recuperação de créditos a receber as indemnizações.

A solução para os clientes do papel comercial foi uma promessa do primeiro-ministro, António Costa, tendo sido apresentada no final de 2016. Contudo, o processo sofreu vários atrasos.

Alfa/Lusa.

CGD. ANTÓNIO COSTA GARANTE CONTINUIDADE EM FRANÇA. Paulo Pisco pede fim da greve

« O Primeiro-Ministro António Costa garantiu ontem, durante o debate quinzenal, que o Governo apenas intervirá na Caixa Geral de Depósitos naquilo que é estratégico e que as operações da CGD em França são para ser mantidas », afirma,  em comunicado, Paulo Pisco.

O deputado do PS  pelo Circulo da Europa sublinha uma declaração de António Costa, em resposta a a uma questão colocada
pelo BE:  “Não intervimos na gestão do dia a dia da Caixa, mas intervimos naquilo que é estratégico e definimos quais eram as áreas de presença internacional da Caixa que não podíamos prescindir. E uma das áreas que ficou definido para a Caixa manter é a sua presença em França”, afirmou o Primeiro-Ministro.

O parlamentar socialista informa que representantes da comissão de negociação em nome dos funcionários em greve, tendo como porta-voz Cristina Semblano. foram recebidos na quarta-feira em audição na Comissão de Orçamento e Finanças da Assembleia da República.

Em nome do PS, Paulo Pisco, refere que questionou os representantes da comissão de negociação « sobre o sentido de manterem uma greve com base no argumento da eventual alienação da Caixa e a necessidade de salvaguarda dos direitos dos trabalhadores, quando existem garantias de que a atividade da sucursal em França é para manter ».

« Portanto, não estão previstos nem o fecho de balcões nem despedimentos de funcionários, tal como referiu o Primeiro-ministro António Costa », coinclui o deputado socialista pelo Circulo da Europa.

Os serviços da sucursal do banco público em França estão a ser fortemente perturbados desde há dez semanas, devido à greve.

MACRON ERRA SOBRE REFUGIADOS. Opinião. Luísa Semedo

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No dia Mundial dos Refugiados (esta quarta-feira, 20/06), Luísa Semedo defende o humanismo. A Presidente do Conselho das Comunidades Portuguesas para a Europa critica duramente as políticas da França e da União Europeia sobre a tragédia dos recentes casos de refugiados do Mediterrâneo.

Volte a ouvir aqui a última crónica de Luísa Semedo:

Espanha bate Irão, com golo feliz de Diego Costa

A Espanha colocou-se hoje a um ponto dos oitavos de final do Mundial de futebol de 2018, e deixou Portugal em situação idêntica, ao vencer o Irão por 1-0, em encontro do Grupo B, disputado em Kazan.

Um golo feliz de Diego Costa, o seu terceiro na prova, aos 54 minutos, valeu o triunfo aos comandados de Fernando Hierro, que haviam empatado 3-3 com Portugal, na estreia, e fecham o agrupamento face a Marrocos, já eliminado.

Com este triunfo, a Espanha e Portugal, que hoje bateu Marrocos por 1-0, com mais um golo de Cristiano Ronaldo, lideram, com quatro pontos, contra três do Irão, de Carlos Queiroz, o último adversário da seleção lusa, na segunda-feira.

Alfa/Lusa.

“Quanto pior joga Portugal, maior se torna Cristiano” – Imprensa internacional

Má exibição da equipa portuguesa contra Marrocos em destaque na imprensa internacional.

El País (Espanha)
“Futebol fraco e o encontro regular de Cristiano com o golo, contra o descaramento exibicional de Marrocos. Até agora, Portugal não tem outra receita, mas é suficiente para ter ficado a um dedo da qualificação para os oitavos-de-final. Portugal mostrou o mero pragmatismo vencedor, mas sofreu à grande e levou com um turbilhão de futebol. Esta selecção portuguesa tem uma cara sóbria e cinzenta, igual àquela com que conquistou o Euro 2016. Um goleador voraz, um guarda-redes notável e muito sofrimento para poder roubar o triunfo a um atrevido Marrocos, que não mereceu o castigo da derrota pelo que fez com a bola. Quis tê-la e usou-a para ser melhor do que Portugal do princípio ao fim.”

La Gazzetta dello Sport (Itália)
“Fez duas coisas, Ronaldo, que resumem o encontro. Exultou após o seu quarto golo [neste Mundial]. E no fim da primeira parte nem esperou por chegar ao túnel para exprimir o seu desapontamento ao seleccionador Fernando Santos. Teve razão em ambas: Portugal ganhou, soma quatro pontos e pode fazer a festa. Mas o prazer é limitado, pouco convincente, mostra ter dado passos atrás em relação ao jogo com Espanha. Os campeões da Europa por agora seguem a reboque do número 7: Bernardo Silva, designado segundo violino, não se iluminou, Guedes corre e pouco mais, João Mário não está longe do visto em Milão. Os centrais, experientes, às vezes cambaleiam mas permanecem sempre em pé: Pepe e Fonte, dois flibusteiros.”

The Guardian (Inglaterra)
“Fernando Santos queria ver mais dos actores secundários da sua equipa, mas, enfim, enquanto o seleccionador português tiver Cristiano Ronaldo, provavelmente isso não será essencial. Ronaldo fez aquilo que Ronaldo faz. Chegou a zonas perigosas, marcou e foi decisivo. Não interessa que a exibição de Portugal não tenha sido memorável. O objectivo foi alcançado e colocaram um pé nos oitavos-de-final. O golo surgiu cedo e, depois do hat-trick no empate 3-3 contra Espanha, avança na corrida para a Bota de Ouro.”

Olé (Argentina)
“São Cristiano Ronaldo. Quanto pior joga Portugal, maior se torna Cristiano Ronaldo. A equipa não defendeu bem, falhou as transições no meio-campo para chegar ao ataque, sofreu em cada ataque marroquino, mas pôde contar com esse animal chamado CR7 para ganhar um jogo que não merecia ganhar. Marrocos, com o seu bom toque e critério para trocar a bola, acabou penalizado por não ter nem 10% da eficácia do craque rival.”

Marca (Espanha)
“Cristiano Ronaldo está a converter-se no factor mais determinante do Mundial até agora. Portugal gira em torno do avançado do Real Madrid, tanto que os golos que marca, as oportunidades e situações de perigo têm a denominação de origem da Madeira. O avançado tinha conseguido empatar quanto a sua selecção passava pior contra a Espanha e frente a Marrocos chegou e sobrou para que a sua equipa somasse três pontos. Foi dele o golo, as jogadas de perigo e a sensação de que a qualquer momento podia ser decisivo.”

Lance! (Brasil)
“Recordista e decisivo: CR7 garante triunfo de Portugal sobre Marrocos. Cristiano Ronaldo em campo é sinónimo de recorde. Com a corda toda, o camisola 7 de Portugal seguiu com seu apetite alto. Nesta quarta-feira, no Estádio Luzhniki, bastou uma cabeçada certeira no início do jogo para decretar o triunfo português, que jogou mal, por 1-0 diante do Marrocos, na segunda ronda do Grupo B.
Portugal fez uma partida muito abaixo do esperado. Um desempenho que não animaria os seus adeptos num duelo diante de um rival mais qualificado. No entanto, mesmo com muitos erros, pouca criatividade e calor de Marrocos, os portugueses não demonstraram desespero. Isso também foi vital para o triunfo.”

BBC (Inglaterra)
“Ronaldo voltou a mostrar porque Portugal depende dele. Ronaldo foi indubitavelmente a figura da primeira semana deste Mundial e garantiu que vai continuar no topo da actualidade com mais uma contribuição decisiva. Ele esteve no centro das atenções desde o momento em que a sua imagem surgiu nos ecrãs gigantes, incentivado pelos adeptos portugueses e outros que viajaram para Moscovo exclusivamente para vê-lo – e apupado pelos adeptos de Marrocos. A exibição do futebolista de 33 anos não foi tão espectacular quanto a que fez contra Espanha, mas ele voltou a mostrar porque é que a equipa depende tanto dele. Dos oito remates de Portugal, seis foram dele – incluindo o mais importante.”

Folha de S. Paulo (Brasil)
“Com Cristiano Ronaldo decisivo outra vez, o pragmático futebol português ganhou a sua primeira partida no Campeonato do Mundo da Rússia por um simples 1-0. Com a derrota, Marrocos é a primeira selecção eliminada do Mundial. O único golo da partida surgiu aos quatro minutos de jogo. A defesa africana, e ainda mais o defesa Manuel da Costa, filho de pai português e mãe marroquina, sabia que não poderia errar nenhuma vez durante os 90 minutos. Objectivo que naufragou rápido. Após cruzamento da direita, Cristiano Ronaldo percebeu o buraco no meio da área. Praticamente sem saltar, marcou de cabeça o seu quarto golo no Mundial da Rússia.”

L’Équipe (França)
“Não faltou vontade a Marrocos, desde o apito inicial do jogo, embora tenha sido Portugal a fazer a diferença logo no início. Como tem vindo a ser hábito neste Campeonato do Mundo, o marcador foi inaugurado na sequência de um lance de bola parada. Os portugueses aproveitaram uma boa combinação num canto, com Bernardo Silva a tocar para João Moutinho. O centro deste último encontrou Cristiano Ronaldo, marcado por um Manuel da Costa demasiado estático, que pôde concluir com um cabeceamento em mergulho.”

Alfa/Jornal Público.

Remessas dos emigrantes nos PALOP sobem quase 10% em abril – Banco de Portugal

As remessas dos emigrantes portuguese a trabalhar nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) subiram quase 10% em abril, para 23,5 milhões de euros, contrariando a descida de 2,8% no total das remessas, para 289 milhões.

De acordo com os dados do Banco de Portugal, as remessas dos emigrantes nacionais nos PALOP subiram de 21,43 milhões de euros para 23,55 milhões, o que representa uma subida de 9,89%.

Em sentido inverso, as remessas dos africanos lusófonos a trabalhar em Portugal desceram de 3,4 milhões de euros, em abril do ano passado, para 3,2 milhões em abril deste ano, o que revela uma descida de 3,8%.

No total, os estrangeiros a trabalhar em Portugal enviaram para os seus países 42,4 milhões de euros em abril, o que equivale a uma subida de 0,76% face aos 42 milhões que tinham enviado em abril do ano passado.

Alfa/Lusa.

Cristiano Ronaldo resolve o grande sofrimento luso com Marrocos

O quarto golo de Cristiano Ronaldo no Mundial2018 de futebol valeu hoje um muito sofrido triunfo por 1-0 sobre Marrocos, num desafio em que o campeão da Europa foi dominado, mas deu um passo importantíssimo rumo aos ‘oitavos’.

 

Depois do ‘hat-trick’ no empate 3-3 com a Espanha, Cristiano Ronaldo voltou a faturar, logo aos quatro minutos, e foi decisivo numa exibição muito descolorida do conjunto das ‘quinas’, que bem pode celebrar o desacerto contrário na finalização, sobretudo na segunda parte, num jogo em que chegou a ser ‘asfixiado’.

O estatuto antecipava um claro favorito, porém, no relvado, foi a capacidade de sofrimento que ajudou a conquistar os três pontos, lisonjeiros, perante um adversário superior em praticamente todos os dados estatísticos, menos na eficácia.

A má circulação de bola, com muitos passes errados, fez Portugal correr quase sempre atrás da bola, numa solidariedade desgastante que ditou perda de discernimento frente ao 41.º do ranking da FIFA, que foi ‘senhor’ da bola.

Ronaldo marcou na primeira oportunidade, na sequência de um canto na direita: ao primeiro poste, Pepe foi ‘entalado’ pelos dois contrários, que arrastou, e o capitão surgiu na zona central a fugir à marcação de Manuel da Costa, cabeceando fulgurante na pequena área, em resposta a cruzamento de João Moutinho.

O segundo podia ter surgido após cinco minutos, mas o capitão, à meia-volta, atirou cruzado e rasteiro, errando o alvo por muito pouco.

Sem margem de manobra, Marrocos ‘pegou’ no jogo, disputando cada lance como se fosse decisivo, não permitindo a Portugal construir nem servir a frente de ataque.

O conjunto norte-africano ficou a reclamar dois penáltis – e ausência da consulta do videoárbitro -, o primeiro com agarrões mútuos entre o irrequieto Amrabat e Raphael Guerreiro e depois Boutaib a queixar-se de falta pelas costas de José Fonte.

Aos 39 minutos, numa das poucas incursões na área contraria, Cristiano Ronaldo isolou Gonçalo Guedes, mas o avançado não conseguiu bater Monir el Kajoui, no remate e na recarga.

José Fonte (48 minutos), de cabeça após canto, e Gonçalo Guedes e Ronaldo (51), com remates falhados no mesmo lance, ameaçaram um maior pendor ofensivo luso, mas a verdade é que Marrocos foi quem aumentou a pressão e conseguiu um jogo de sentido único, com vários momentos de aflição.

Rui Patrício (57 minutos) garantiu a manutenção da vantagem com uma defesa ‘impossível’, em desvio de cabeça de Belhanda, mas, depois, valeu aos pupilos de Fernando Santos um conjunto de remates desacertados, que ditaram a má sorte dos ‘leões do Atlas’.

Alfa/LUSA