Nelson Évora na equipa da Europa na Taça Continental de atletismo

 O atleta Nelson Évora foi um dos eleitos para integrar a equipa da Europa na Taça Continental de atletismo, que se disputará em Ostrava, na República Checa, nos dias 08 e 09 de setembro.

Esta competição, que se realizou pela primeira vez em 2010, coloca em competição as equipas representativas de África, América, Ásia e Oceania (juntas) e Europa, com dois atletas por prova.

É uma iniciativa que deriva da Taça do Mundo, competição que colocava em confronto as equipas dos diferentes continentes e ainda três das principais nações em cada época (Estados Unidos, como exemplo).

A equipa europeia baseia-se fundamentalmente nos atletas recentemente medalhados nos Campeonatos Europeus de Berlim (apenas o comprimento masculino e os 3.000 metros obstáculos femininos têm atletas que não venceram medalhas).

Nelson Évora é o nono português a integrar a equipa da Europa nestas competições, sucedendo a Aurora Cunha (10.000) em Camberra1985, Fernanda Ribeiro (10.000) em Londres1994, Rui Silva (1.500) e Carla Sacramento (1.500) em Joanesburgo1998, Francis Obikwelu (100 e 200) em Madrid2002, o mesmo Obikwelu (100 e 200) e Naide Gomes (comprimento) em Atenas2006, todos na Taça do Mundo, e depois Sara Moreira (3.000), Jessica Augusto (5.000) e a repetente Naide Gomes (comprimento) em Split2010.

Este ano, Nelson Évora terá a companhia do espanhol Pablo Torrijos, ambos envergando a camisola azul clara e o calção vermelho do conjunto europeu, tendo pela frente o norte-americano Christian Taylor (segundo melhor do mundo este ano) e o cubano Christian Nápoles, pela equipa da América, e ainda o sul-africano Godfrey Mokoena e Hughes Zango, do Burundi, pela equipa de África. A equipa da Ásia e Oceania só será divulgada após os Jogos Asiáticos, que estão a decorrer em Jacarta.

Nelson Évora é um dos atletas mais experientes e com melhor palmarés na equipa masculina europeia, que integra o jovem (17 anos) júnior Jakob Ingebrigtsen (campeão europeu de 1.500 e 5.000 metros), que correrá os 1.500 metros.

A equipa europeia tem outros nomes fortes como Pascal Martinot Lagarde e Sergey Shubenkov (110 barreiras), Renaud Lavillenie (vara), Michal Haratyk (peso), Thomas Roller (dardo), em masculinos, Dina Asher-Smith (100) e Dafne Schipers (100 e 200), Sifan Hassan (3.000), Katerina Stefanidi (vara), Marya Lasitskene (altura) e Sandra Perkovi (disco), em femininos.

Alfa/Lusa.

Nicolas Hulot humilha Emmanuel Macron

Macron humilhado com demissão de ministro do Ambiente. Ecologista Nicolas Hulot anunciou a saída do Governo francês sem avisar previamente o Presidente. Denunciou o poder dos lóbis e só avisou o primeiro-ministro por SMS depois de anunciar a demissão diretamente aos franceses numa entrevista a uma rádio

Alfa/Expresso (adaptação, por Daniel Ribeiro)

Bateu a porta com estrondo, numa surpreendente humilhação para o Presidente “Júpiter”, Emmanuel Macron. O mediático ministro de Estado e do Ambiente, Nicolas Hulot, uma das personalidades francesas mais bem vistas pelos seus compatriotas, demitiu-se na terça-feira em direto durante uma entrevista na rádio pública (France Inter), sem sequer ter avisado previamente nem o chefe do Estado nem o do Governo da sua decisão.

A notícia teve o efeito de uma bomba e é manchete de todos os jornais franceses desta quarta-feira. Uma sondagem publicada pelo matutino “Le Figaro” indica que 55% dos franceses lamentam a demissão e que 65% acham que se trata de uma “má notícia para a Governo”. Ao invés, 84% julgam que a sua saída “é boa” para o ecologista.

Nicolas Hulot era o número três do Executivo de Paris e estava no posto há 15 meses. Entrara para o Governo seduzido por Macron, que lhe prometera tudo o que ele queria. Fora, nessa altura, uma das mais vistosas “contratações” do Presidente, que tinha conseguido convencer o conhecido ecologista depois de três dos seus antecessores terem falhado tentativas idênticas – de Jacques Chirac a François Hollande, passando por Nicolas Sarkozy.

Hulot anunciou a saída com a voz embargada, à beira do sufoco e das lágrimas e com uma confissão de impotência. Denunciou a força dos lóbis, a influência de grupos de pressão, que segundo ele impediram o avanço dos seus grandes projetos para o ambiente. Foi para o Governo para lançar uma “revolução ecológica” no país, mas apenas conseguiu avançar em pequenas coisas. Estava saturado de complicadas reuniões sucessivas para alcançar delicados compromissos. A última gota de água foi uma reunião no Eliseu com associações de caçadores, que resultou em decisões favoráveis a estes últimos.

“Não quero continuar a mentir a mim próprio”, declarou. A forma como anunciou a demissão é terrível para Macron e para o chefe do Governo, Édouard Philippe. O Presidente estava em visita oficial à Dinamarca e Hulot apenas confirmou a demissão por SMS ao primeiro-ministro, já no carro, depois de terminada a entrevista.

Nicolas Hulot comunicou a sua decisão diretamente aos franceses, de forma algo amarga mas sincera, colocando um novo problema para a rentrée de Emmanuel Macron, que já se apresentava muito complicada.

“Depois de um verão poluído pelo caso Benalla (escândalo com o chefe da segurança pessoal do Presidente), a partida do ministro da Transição Ecológica surge como um contratempo pessoal para o Presidente”, escreve esta manhã o “Le Figaro”.

“A sua renúncia demonstra a incompatibilidade entre o modelo liberal de crescimento e a urgência climática”, lê-se no matutino “Libération”.

French Minister for the Ecological and Inclusive Transition Nicolas Hulot leaves the Elysee palace after the weekly cabinet meeting, on August 22, 2018 in Paris. / AFP / Bertrand GUAY

Ministro francês da Transição Ecológica anuncia demissão

O ministro francês da Transição Ecológica, Nicolas Hulot, anunciou hoje a demissão do cargo, uma decisão tomada sem ter sido comunicada ao Presidente, Emmanuel Macron, ou ao primeiro-ministro, Edouard Philippe.

« Eu tomo a decisão de deixar o Governo », disse durante uma entrevista à rádio France Inter, após confidenciar que se sentia « sozinho » e « desiludido » no executivo face à gestão dos dossiês ambientais.

« Vou tomar a decisão mais difícil da minha vida, não quero mais mentir para mim mesmo, não quero dar a ilusão de que a minha presença no Governo significa que estamos à altura do desafio », acrescentou.

Nicolas Hulot, que tomou sua decisão na noite de segunda-feira, não avisou nem o Presidente, Emmanuel Macron, nem o primeiro-ministro, Philippe Édouard.

« Eu sei que não é muito formal », admitiu, explicando que receava que o tentassem dissuadir de renunciar ao cargo, « mais uma vez ».

O porta-voz do Governo, Benjamin Griveaux, lamentou a saída do ministro e elogiou o trabalho realizado por Nicolas Hulot, mas sublinhou a falta de cortesia para com o Presidente Emmanuel Macron.

Alfa/Lusa

Propostas para emigrantes voltarem são bem vindas, “venham de onde vierem” – PR

O Presidente da República afirmou hoje que propostas para criar condições para os emigrantes portugueses regressarem ao seu país são bem-vindas, « venham de onde vierem ».

 

INÁCIO ROSA/LUSA

 

Escusando-se a comentar em concreto o anúncio do secretário-geral do PS e primeiro-ministro António Costa de incentivos para os portugueses que emigraram durante a crise financeira regressarem ao país, Marcelo Rebelo de Sousa sublinhou que esta é « uma preocupação nacional, várias vezes declarada por muitos de todos os quadrantes » político-partidários.

« Tudo o que for feito – venha de onde vier – é bem-vindo » para não se esquecer « os que estão lá fora, mas por outro lado criar condições para os que queiram voltar voltem », afirmou o Presidente da República.

Marcelo Rebelo de Sousa, que falava aos jornalistas em Castanheira de Pera, quis ainda deixar uma palavra de agradecimento aos emigrantes que por esta altura começam a partir para os países onde vivem.

« Quero agradecer o que eles estão a fazer, criando Portugais fora de Portugal. Estão a fazer com alegria, com determinação, muito ligados à pátria comum, mesmo quando a sua vida é uma vida difícil », disse.

Entre segunda-feira e quarta-feira, Marcelo Rebelo de Sousa está de « férias » pelos concelhos mais afetados pelo grande incêndio de Pedrógão Grande, que ocorreu em junho de 2017.

Na segunda-feira, deu um mergulho numa praia fluvial de Penela e provou vários queijos em Rabaçal. Já hoje, experimentou as ondas artificiais da Praia das Rocas, na Castanheira de Pera, sempre rodeado de pessoas a pedir ‘selfies’, beijinhos e abraços.

Alfa/Lusa

‘Pontapé de bicicleta’ de Cristiano Ronaldo eleito o melhor golo da época

O golo com um ‘pontapé de bicicleta’ do futebolista português Cristiano Ronaldo à Juventus, então ao serviço do Real Madrid, foi eleito o melhor golo da época pelos utilizadores do sítio da UEFA na Internet.

A ‘bicicleta’ do internacional português, nos quartos de final da Liga dos Campeões de futebol, recebeu 197.496 votos, superando, largamente, o segundo melhor golo, da autoria do francês Dimitri Payet, do Marsella, frente ao Leipzig, com 35.558 votos.

A espanhola Eva Navarro, com um golo frente à Alemanha, no Europeu de sub-17, ficou no terceiro lugar, com 23.315 votos.

Ronaldo conquistou este título pela primeira vez, sucedendo ao croata e seu companheiro de equipa na Juvetus Mario Mandzukic, depois de o argentino Lionel Messi (FC Barcelona) ter arrebatado este galardão em 2015 e 2016.

Além de Ronaldo, concorriam ao prémio de melhor golo da temporada da UEFA outros três portugueses, caso de Ricardinho, com um remate de ‘letra’ frente à Roménia, no Europeu de futsal, que a seleção lusa acabou por conquistar.

Estavam também nomeados o golo de calcanhar que Gonçalo Ramos marcou à Eslovénia, no Europeu de sub-17, e a excelente jogada coletiva do FC Porto, concretizada por Paulo Estrela perante o Besiktas, na Youth League, aparecem também entre a lista dos nomeados.

Entretanto, Cristiano Ronaldo agradeceu o facto do seu golo em Turim, ter sido distinguido pela UEFA como golo do ano. Nas redes sociais o jogador destacou o momento e, sobretudo, o facto de ter sido aplaudido pelos então adeptos rivais.

«Obrigado a todos os que votaram em mim. Nunca esquecerei aquele momento, especialmente a reação dos adeptos no estádio».

Alfa/Lusa.

Moda portuguesa promovida em Londres e Paris em setembro

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O Portugal Fashion vai cingir-se, na nova temporada, a fazer desfiles internacionais durante as semanas da moda de Londres e Paris em setembro, avançou hoje fonte oficial.

O Portugal Fashion, projeto da responsabilidade da Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE), optou por “concentrar os seus desfiles internacionais em duas grandes capitais da moda, Paris e Londres”, nesta nova temporada de desfiles internacionais que arranca com a semana da moda de Londres, de 14 a 18 de setembro, avançou à Lusa a porta-voz Mónica Neto, referindo que para 2017-2018 o valor aprovado de financiamento foi de « aproximadamente de quatro milhões de euros ».

A temporada primavera/verão 2019, que começou com as semanas de moda masculinas em junho em Milão, Roma e Paris através de uma aposta na internacionalização dos jovens ‘designers’ da plataforma Bloom, regressa em setembro, para as semanas da moda femininas, focando-se em Londres e Paris.

“O Portugal Fashion optou por concentrar os seus desfiles internacionais em duas grandes capitais da moda – Paris e Londres – aumentando o número de marcas e criadores portugueses nas respetivas ‘fashion weeks’. A atual conjuntura económica, os interesses comerciais de criadores e marcas, a necessidade de envolver novos protagonistas e a gestão estratégica dos diferentes ciclos promocionais, entre outros motivos, levaram ao reforço da aposta em Paris e Londres – duas das maiores montras da moda internacional”, explica Mónica Neto.

O Portugal Fashion continua, todavia, a considerar « estratégico » estar noutros eventos internacionais.

“Isto não significa que o Portugal Fashion deixe de considerar estratégica a presença da moda portuguesa noutros eventos internacionais, nomeadamente em Milão (Itália) e Nova Iorque (EUA), onde temos obtido bons resultados em termos comerciais e de visibilidade. Trata-se, tão-só, de gerir as participações de criadores e marcas numa lógica maximização das oportunidades que os mercados apresentam num determinado momento”, acrescenta a mesma responsável.

As grandes apostas que o Portugal Fashion destaca nesta próxima temporada começam no dia 13 de setembro, com a apresentação da coleção primavera/verão 2019 da ‘designer’ portuguesa Ana Teixeira de Sousa, criadora da marca Sophia Kah. O desfile vai acontecer na residência oficial do embaixador de Portugal em Londres, entre as 18:00 e as 20:00.

Ana Teixeira de Sousa, oriunda de uma família com tradição no setor têxtil na zona de Felgueiras, foi para Londres estudar Gestão Internacional, mas a paixão pela moda falou mais alto e em 2010 criou a marca Sophia Kah. Hoje na sua lista de clientes constam, por exemplo, a atriz Keira Knightley ou as cantoras Nelly Furtado e Florence Welch.

No dia 14 de setembro, pelas 10:30, é a vez do desfile da nova coleção da criadora Alexandra Moura no âmbito da semana da moda de Londres, no que é a quinta vez que a ‘designer’ se apresenta naquele evento.

O Portugal Fashion considera que Londres é « uma importante montra para captar os ‘players’ internacionais da moda » que aquela pretende atingir, designadamente os « mercados asiáticos », como Japão, China e Kuwait.

O roteiro internacional do Portugal Fashion segue depois para a semana da moda de Paris, cujo calendário oficial se realiza entre 25 de setembro e 03 de outubro. No dia 25 de setembro, a marca portuguesa Marques’Almeida vai estrear-se naquele evento de moda em França.

Ainda na semana da moda de Paris, os criadores portugueses Luís Buchinho e Diogo Miranda, ambos no dia 26 de setembro, apresentam as suas coleções primavera/verão 2019 na capital francesa.

O português Luís Buchinho tem presença assídua na semana de moda de Paris desde 2009, mas também já realizou no passado desfiles em Nova Iorque (EUA) e São Paulo (Brasil).

O ‘designer’ Diogo Miranda estreou-se nos roteiros internacionais do Portugal Fashion em 2015 na semana da moda de Paris, tendo já apresentado coleções em ‘showrooms’ em Londres, Berlim e Nova Iorque.

O Portugal Fashion é cofinanciado pelo Portugal 2020, no âmbito do Compete 2020 – Programa Operacional da Competitividade e Internacionalização, com fundos provenientes da União Europeia, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

Alfa/Lusa.

Regresso dos emigrantes. Confusão sobre incentivos do Governo

António Costa anunciou num discurso perante militantes do PS um forte desconto fiscal para estimular o regresso ao país de quem emigrou durante a crise, de 2011 a 2015. Mas fontes do seu Governo e o jornal Expresso, que consultou o projeto do Orçamento para 2019, garantem que a medida se destina a todos os emigrantes. É a confusão sobre este assunto polémico.

 

Com efeito, fonte da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas indicou ao jornal editado em França, Lusojornal, que “a medida irá abranger todos os Portugueses que tenham emigrado, independentemente do ano em que a saída tenha ocorrido”.

Esta informação confirma o que a Rádio Alfa aqui publicou no sábado passado, citando o semanário Expresso, onde se garantia que todos os emigrantes que queiram regressar a Portugal, vão passar, “durante três a cinco anos”, a pagar metade da taxa do IRS e que vão poder deduzir integralmente do IRS as despesas com o repatriamento e a reinstalação em Portugal.

A medida fará parte do Orçanento de Estado para 2019, mas está a ser criticada em Portugal por distinguir os portugueses, beneficiando uns e outros não.

Por exemplo, para Jerónimo de Sousa, líder do PCP, os emigrantes não vão regressar “só por uma questão de IRS”, mas por “garantias de emprego, melhores salários e melhores direitos de combate à precariedade”.

O dirigente comunista sublinhou ainda que “aqueles que cá ficaram não podem ser penalizados só porque cá ficaram no seu país”.

 

Produção de pera rocha com quebra até 25% por causa do calor

A colheita da pera rocha, que esta segunda-feira começa para a maioria dos produtores, mobiliza mais de 50 mil trabalhadores.

Foto: Henriques da Cunha / Slideshow / Global Imagens

A produção de pera rocha deste ano, cuja colheita começa esta segunda-feira, arranca com quebras entre 15 e 25% devido ao calor deste mês, devendo ficar entre as 180 a 190 mil toneladas, abaixo 210 mil anteriores, estimou a associação do setor.

« Tínhamos uma previsão de quebra de 9% em relação à colheita anterior », mas o calor mudou tudo, afirmou à agência Lusa Domingos dos Santos, presidente da Associação Nacional dos Produtores de Pera Rocha (ANP), que representa o setor.

O responsável explicou que « o calor queimou a fruta que estava mais exposta ao sol e essa ficou logo incapaz de ser comercializada ». Além disso, o « choque de calor criou um choque térmico tão elevado que veio atrasar o crescimento da fruta », afirmou.

 

 

Os produtores temem que o crescimento da fruta possa ter estagnado e que, por isso, comece a amadurecer mais cedo, ficando em calibres mais pequenos e reduzindo a quantidade da produção, que deverá situar-se entre as 180 e as 190 mil toneladas, abaixo das 210 mil da campanha anterior.

A colheita, que hoje começa para a maioria dos produtores, mobiliza mais de 50 mil trabalhadores.

O setor tem vindo a ter mais dificuldades em conseguir contratar mão-de-obra sazonal, não só pelo atraso no arranque da campanha face ao aproximar do fim das férias dos estudantes, mas também pela « carga burocrática » existente.

A alternativa passa por recrutar trabalhadores estrangeiros, avança o responsável da ANP. « Como a colheita dos frutos vermelhos foi na primavera, alguns desses trabalhadores vêm para a pera rocha e para as vindimas. Temos trabalhadores africanos e asiáticos, nomeadamente da Tailândia, Bangladesh, Nepal e da antiga Birmânia (Myanmar) », disse.

Contudo, explicou o dirigente, o processo junto do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras demora seis ou sete meses.

 

 

Das 210 mil toneladas produzidas na campanha anterior, o setor exportou 92 mil, acima das 54 mil da campanha de 2016/2017, e faturou 80 milhões de euros.

« A valorização ficou muito aquém das expectativas por diversos fatores, entre eles o excesso de frutas nos mercados e falta de organização da produção do setor, que acaba por não conseguir preços mais rentáveis », justificou.

Brasil, Reino Unido, Marrocos, França e Alemanha são os cinco principais mercados de destino desta fruta.

A ANP possui cinco mil produtores associados, com uma área de produção de 11 mil hectares.

A pera rocha é produzida (99%) nos concelhos entre Mafra e Leiria, sendo os de maior produção os do Cadaval e Bombarral.

A pera rocha do Oeste possui Denominação de Origem Protegida, um reconhecimento da qualidade do fruto português por parte da União Europeia.

 

Alfa/Lusa

Produção mundial de carros vai crescer 30% para 123 milhões de unidades até 2030

A produção mundial de carros deverá crescer 30% até 2030 para um total de 123 milhões de unidades, indica um estudo hoje divulgado, que estima também uma mudança de paradigma no setor com o crescimento dos veículos partilhados.

De acordo com o estudo “O futuro da estrutura da indústria automóvel FAST 2030”, feito pela consultora Oliver Wyman e citado pela agência noticiosa Efe, este crescimento ocorre após um aumento de 2,4% em 2017 para 97,3 milhões de unidades.

Segundo o documento, em causa está também um novo paradigma na indústria automóvel, estimando-se que o número de carros partilhados cresça 95% na Europa.

Nos Estados Unidos e na China este acréscimo ronda os 114% e os 358%, respetivamente.

“Apesar de o crescimento da indústria automóvel a nível mundial ser positivo, será acompanhado de mudanças estruturais e de um aumento nos custos para os quais o setor não está preparado”, indica o estudo elaborado por aquela consultora e citado pela Efe.

O documento aponta também que mais de 60% das vendas, entre 2020 e 2025, será de carros elétricos, algo que se deverá relacionar com o “endurecimento da regulação das emissões” poluentes.

Por regiões, o estudo prevê que um em cada três carros vendidos na China até 2030 seja totalmente elétrico, enquanto na Europa esta percentagem se fica pelos 25%.

Já no Japão e nos Estados Unidos projeta-se que 60% dos carros sejam híbridos em 2030, enquanto em África e na América do Sul a utilização de veículos movidos a energias alternativas não deverá ser muito significativa.

O autor do estudo e sócio da consultora Oliver Wyman, Joern Buss, destaca que a indústria automóvel enfrenta, assim, “uma autêntica tempestade entre a nova tecnologia transformadora e a mudança no comportamento dos clientes”.

No que toca à condução autónoma, o estudo revela que, em 2030, cerca de 25% dos novos carros vendidos estarão equipados com sistemas de automação parcial.

Já os veículos totalmente autónomos deverão equivaler a 15% das vendas.

É, assim, “provável” que este tipo de carros altere o setor, ao resultar do fabrico tradicional de veículos e da introdução de bens e serviços inovadores feita pelas empresas tecnológicas e de telecomunicações, adianta o documento.

Alfa/Lusa.

Lille. Cultura portuguesa na « rentrée » de Hauts-de-France

A região de Hauts-de-France, no norte de França, vai ter « uma rentrée portuguesa » preenchida com vários eventos culturais que destacam um país que « está na moda », disse à Lusa o cônsul honorário de Lille, Bruno Cavaco.

Também presidente do Comité France Portugal Hauts-de-France, um grupo criado para promover Portugal na região, Bruno Cavaco explicou que o programa envolve concertos, exposições, conferências, encontros de empresários e até a criação de um « jardim português » no âmbito do centenário da Primeira Guerra Mundial.

« Vai ser uma ‘rentrée’ portuguesa bem preenchida. Portugal está na moda, há um interesse e um entusiasmo da região Hauts-de-France por Portugal que começou com as comemorações do centenário da Primeira Guerra Mundial. Depois houve esta vontade de desenvolver a cooperação entre a nossa região e Portugal », explicou o lusodescendente, recordando a participação dos presidentes português, Marcelo Rebelo de Sousa, e francês, Emmanuel Macron, nas comemorações da batalha de La Lys, a 9 de abril deste ano.

A 13 de setembro, no espaço Euratechnologies, em Lille, vai haver um encontro de « ‘startups’ francesas de origem portuguesa », animado pela LusoTech Community, uma rede de empresas inovadoras com ligações a Portugal.

A 16 de setembro, no aeródromo de Merville, vai realizar-se o encontro aéreo anual, que vai contar com um helicóptero EH-101 Merlin da Força Aérea Portuguesa, « uma ocasião para homenagear também os pilotos portugueses que combateram na Primeira Guerra Mundial ».

A 29 e 30 de setembro, na sala de concertos l’Aéronef, em Lille, vai ser dado o pontapé de saída do ?PRT+’, uma temporada artística com Portugal em destaque, que vai contar com uma conferência sobre « Músicas atuais e emergência artística em Portugal », gastronomia, e concertos de Nádia Leirião, Diron Animal, Moullinex, La Flama Blanca, HHY&The Macumbas e Bateu Matou.

A 20 de outubro, no museu La Piscine, em Roubaix, vai ser inaugurada uma exposição de Hervé Di Rosa, artista francês co-fundador da Arte Modesta que vive em Lisboa e que vai apresentar as suas mais recentes obras em cerâmica, criadas no seio de uma das fábricas históricas de azulejos em Portugal, a Viúva Lamego.

Intitulada, « L’Oeuvre au Monde », a exposição vai decorrer até 20 de janeiro, apresentando as obras que Hervé Di Rosa tem feito ao longo da sua « volta ao mundo das artes », uma viagem que o levou a conhecer artesãos de todo o mundo e em que a 19.ª etapa é Lisboa.

Paralelamente, duas outras exposições de Hervé Di Rosa vão estar patentes no Musée du Touquet-Paris-Plage, em Le Touquet-Paris-Plage, de 20 de outubro a 19 de maio, e na Galerie Art To Be, em Lille, de 14 de dezembro a 31 de janeiro.

A 11 de novembro, ainda no âmbito do centenário do fim da Primeira Guerra Mundial, vai ser inaugurado um « jardim português », intitulado « Théâtre de Verdure », na cidade de Le Quesnoy, da autoria dos arquitetos paisagistas Baldios e da plataforma KWY.studio.

O projeto vai ser concretizado no âmbito da criação de 15 « Jardins da Paz », realizados por arquitetos paisagistas de diferentes países que participaram na guerra de 1914-18.

Alfa/Lusa.