Incêndios na Europa. Pelo menos cinco mortos em tempestades no norte de Itália e incêndios no sul

Foto de abertura: arquivo Alfa

Pelo menos cinco mortos em tempestades no norte de Itália e incêndios no sul. Desde ontem incêndios também atingiram regiões de Portugal (designadamente no concelho de Cascais) e de França (Córsega). Em Portugal, nove bombeiros e quatro civis sofreram ferimentos ligeiros.

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linkedin sharing buttonAlfa/ com Lusa e jornais
whatsapp sharing buttonPelo menos cinco pessoas morreram em Itália na sequência de violentas tempestades no Norte e de incêndios na Sicília, situação que poderá levar o Governo a declarar o estado de emergência nas regiões mais afetadas.

Os corpos de duas pessoas, de cerca de 70 anos, foram encontrados carbonizados numa casa em chamas e uma mulher de 88 anos morreu perto de Palermo, noticiaram os meios de comunicação social na terça-feira à noite.

Os bombeiros sicilianos também combateram vários incêndios na noite de segunda-feira, um dos quais deflagrou muito perto do aeroporto de Palermo, encerrado durante várias horas durante a manhã.

O sul do país tem registado uma vaga de calor, com 47,6°C na segunda-feira na Catânia, na Sicília, de acordo com a proteção civil local.

O presidente da região siciliana, Renato Schifani, indicou que tenciona pedir ao Governo, na reunião de quarta-feira, que declare o estado de emergência na ilha mediterrânica.

O transporte ferroviário também foi afetado pelos incêndios.

« A Itália está a viver um dos dias mais complicados das últimas décadas: inundações, tornados e granizo gigante no Norte, calor abrasador e incêndios devastadores no Sul », escreveu o ministro da Proteção Civil, na terça-feira.

« A perturbação climática que afeta o nosso país significa que todos temos de mudar a nossa atitude, sem qualquer álibi para ninguém », acrescentou Nello Musumeci, na rede social Facebook.

No norte do país, duas pessoas morreram devido ao mau tempo.

« É com grande tristeza que tomo conhecimento da trágica notícia de dois acidentes provocados pelo mau tempo, em que uma rapariga de 16 anos morreu num acampamento de escuteiros em Brescia (norte) e uma mulher em Lissone (norte) devido à queda de árvores », escreveu a chefe do Governo, Giorgia Meloni, numa mensagem na rede social Twitter.

Na madrugada de terça-feira, ventos fortes, até 110 quilómetros por hora (km/h), chuva intensa e granizo atingiram Milão, a capital económica do país, onde ruas ficaram inundadas e árvores foram arrancadas, muitas das quais caíram na estrada.

A empresa de transportes públicos local referiu danos graves na rede eléctrica, enquanto um jornalista da agência de notícias France-Presse constatou um corte temporário de água no centro histórico da cidade.

Buba Espinho leva o cante alentejano ao Papa Francisco

Buba Espinho, um dos embaixadores do Cante Alentejano enquanto género musical património imaterial da humanidade da UNESCO, será um dos artistas mais novos a marcar presença na cerimónia de acolhimento a sua Santidade, o Papa Francisco, no Parque Eduardo VII no da 3 de Agosto, no decurso da Jornada Mundial da Juventude.

Buba subirá ao palco do Parque Eduardo VII acompanhado pelo Rancho de Cantadores da Aldeia Nova de São Bento para dar voz à melodia tradicional do cancioneiro alentejano “Nossa Senhora do Carmo”.

No dia 3 de Agosto, o Parque Eduardo VII encher-se-á dos muitos milhares de jovens que fazem questão de dar as boas vindas Santo Padre e é com a sua voz – e ao som da música de raiz portuguesa – que Buba Espinho dará o seu contributo a este comovente encontro do Papa Francsco com os jovens de todo o mundo.

Buba Espinho fez, recentemente, esta parceria com a banda portuguesa D.A.M.A. no tema « Casa » que já passa na Rádio Alfa há várias semanas.

 

 

Paris2024: Chefe de missão de Portugal elege transportes e segurança como maiores desafios

Paris2024: Chefe de missão elege transportes e segurança como maiores desafios

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whatsapp sharing buttonOs transportes e a segurança serão os grandes desafios dos próximos Jogos Olímpicos, apontou o chefe de missão portuguesa a Paris2024 em entrevista à agência Lusa, notando que até a cerimónia de abertura é motivo de apreensão.

Marco Alves falou à Lusa dias depois de regressar da capital francesa, onde, a um ano do arranque dos Jogos Olímpicos, agendados entre 26 de julho e 11 de agosto de 2024, os chefes de missão de cada país se encontraram num seminário para conhecer o progresso dos preparativos, com a mensagem passada pelo comité organizador e pelo Comité Olímpico Internacional (COI) a ser “de confiança” e de que tudo decorre “a tempo”.

“A cidade de Paris é a cidade de Paris, isso não vai mudar. A magia que a cidade vai trazer para os Jogos não é só magia, vai trazer também alguns desafios. Nomeadamente, o trânsito é o principal tema que aparece em cada uma das discussões. E há aqui algumas estratégias para poder mitigar esses constrangimentos que vão acontecer durante os Jogos, que foram-nos apresentadas, como a utilização da rede de transportes públicos, a própria organização das instalações de uma forma, em termos de ‘clusters’, que possa permitir a utilização de menos transportes, para levar mais atletas”, revelou.

Os meios de deslocação em Paris são, segundo o chefe de missão, a grande dor de cabeça não só da delegação portuguesa, mas da maioria das nações, que, embora partilhem da sensibilidade da organização e do COI para a utilização dos transportes públicos, estão apreensivas.

“Pode ser uma solução para a cidade de Paris – que, efetivamente, está bem fornecida de transportes públicos, nomeadamente a sua rede de metro – para os treinos. […] Para os dias de competições, foi unanimemente declarado que isso não vai acontecer, porque nós próprios andámos de transportes públicos durante a realização do seminário dos chefes de missão, e há sempre paragens no metro, há sempre atrasos, há sempre linhas que estão a funcionar melhor do que outras, e não podemos correr o risco de um atleta não chegar a horas à sua competição”, alertou.

Portanto, nos dias das competições, a utilização de transportes públicos “não vai ser uma realidade”, tendo isso sido “ponto assente por parte dos comités olímpicos nacionais”, garantiu.

Marco Alves, que já foi o chefe de missão a Tóquio2020, não escondeu também alguma preocupação quanto à segurança dos Jogos Olímpicos, depois de, nas últimas semanas, França ter vivido vários episódios de violência, após o jovem Nahel ter sido morto a tiro por um polícia a 27 de junho, perto de Paris, durante um controlo de trânsito.

“Eu creio que [os episódios de violência] se vão repetir, infelizmente. Não posso ser mais transparente do que isto: nós tínhamos, inclusive, durante o seminário, uma visita a Nanterre. Tínhamos recebido um contacto do campus universitário na perspetiva de poder garantir algum apoio em termos de alojamento para a nossa equipa e cancelámos essa visita. Exatamente por algum receio, da minha parte – não escondo isso -, de visitarmos um local onde, efetivamente, as coisas não estão pacificadas. E isso é a realidade de Paris”, contou.

Infelizmente, segundo o responsável olímpico, “os parisienses já se habituaram a viver com isto”. “Os protestos, as greves, já são uma coisa que faz parte do seu dia-a-dia. Portanto, eles estão muito habituados a isto. Da mesma forma como os serviços de segurança pública, polícias e militares também estão muito habituados”, realçou.

“Portanto, por um lado, sim preocupados, mas, por um lado, também, de alguma forma, descansados pela experiência que eles já têm – infelizmente, volto a dizer – destes contextos, destes cenários que recorrentemente acontecem na cidade de Paris”, completou.

Outra das ‘inquietações’ dos comités olímpicos nacionais é a cerimónia de abertura, que, pela primeira vez, sai de um estádio para se abrir à cidade que acolhe os Jogos, decorrendo em pleno rio Sena.

“Será, em si só, um próprio desafio. Sim, eu diria que Paris traz muitas novidades aos Jogos, em termos de organização. E um dos pináculos é, sem dúvida, a cerimónia de abertura. O facto de poderem permitir uma quantidade de espetadores completamente diferente daquilo que acontece num estádio, garante logo um envolvimento da cidade com os Jogos completamente diferente do que aconteceu no passado. E isso é, sem dúvida, um marco que estes Jogos vão deixar”, enalteceu.

No entanto, essas “condições singulares”, de haver “um rio a atravessar a cidade e poder haver este momento para fazer desfilar os atletas”, implicam “um perímetro de segurança muito difícil de garantir”.

“E há muitas preocupações. Portugal é um país pacífico, não nos esqueçamos disso. Não temos grandes confusões, para ser muito simplista, com outros países. Mas há outros países que não têm [a mesma condição] tradicionalmente pela história que os acompanha em edições de Jogos, e que, efetivamente, mostram essa preocupação daquilo que é a garantia do perímetro de segurança para aqueles que vão desfilar na cerimónia de abertura. Fala-se, inclusive, de como é que eles vão ‘segurar’ a água”, detalhou.

Não é só o perímetro onde as pessoas vão estar a assistir à cerimónia de abertura de Paris2024 ao longo do Sena e nas artérias que aí desembocam que preocupa as delegações, mas também como é que os franceses vão garantir “que nada está dentro do rio que possa comprometer a segurança deste evento”.

“Agora, vamos esperar que a magia dos Jogos, a trégua olímpica, traga, efetivamente, alguma paz à cidade e que se possa, em Paris, assistir a uma cerimónia de abertura singular, como nunca aconteceu em contexto de Jogos Olímpicos”, concluiu.

Al Hilal, clube saudita do português Jorge Jesus, propôs 300 milhões a Mbappé, do PSG

 

O Al Hilal, clube saudita treinado pelo português Jorge Jesus, efectuou uma proposta ao Paris-Saint Germain para a contratação do futebolista internacional francês Kylian Mbappé de  24 anos, no valor recorde de 300 milhões de euros, noticia nesta segunda-feira a agência AFP.

De acordo com a agência noticiosa francesa, citando fonte próxima das negociações, o PSG autorizou o Al Hilal a negociar com o avançado os termos da transferência, que, a concretizar-se, se tornará a mais elevada do futebol mundial.

A ausência de Mbappé do estágio de pré-época do plantel do PSG no Japão está a alimentar todas as especulações sobre o seu futuro profissional.

Histórico. Diogo Ribeiro (18 anos) conquista prata nos 50 metros mariposa nos Mundiais de natação, no Japão.

Diogo Ribeiro conquistou a medalha de prata nos 50 metros mariposa nos Mundiais de natação. O nadador português, de 18 anos, conquistou esta segunda-feira a prata nos 50 metros mariposa do Campeonato do Mundo de Fukuoka, no Japão, dando a primeira medalha a Portugal em Mundiais.

O feito histórico de Diogo Ribeiro, recordista mundial júnior da distância, foi conseguido com um tempo de 22,80 segundos, novo recorde nacional, atrás do italiano Thomas Ceccon (22,68) e à frente do francês Maxime Grousset (22,82).

O atleta do Benfica, que se estreou em Mundiais como sénior conseguiu um feito histórico e deu a primeira medalha a Portugal na natação.

Esta é a segunda medalha de Diogo Ribeiro em competições, depois de ter sido terceiro nos Europeus de 2022, em Roma, na mesma distância.

A proeza do jovem nadador está a abrir noticiários em Portugal, onde é aplaudida por políticos, especialistas em natação e dirigentes do Benfica, entre muitos outros.

Título da agência Lusa: Diogo Ribeiro “sem palavras” após prata nos 50 mariposa dos Mundiais de natação

 

 

 

 

Altice: Armando Pereira e Hernâni Vaz Antunes em prisão domiciliária sem pulseira eletrónica

Armando Pereira e Hernâni Vaz Antunes em prisão domiciliária sem pulseira eletrónica.

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whatsapp sharing buttonO juiz Carlos Alexandre decretou prisão domiciliária sem vigilância eletrónica para o cofundador da Altice Armando Pereira e para Hernâni Vaz Antunes, considerado o seu ‘braço direito’, no âmbito da ‘Operação Picoas’, informa a agência Lusa.

 

De acordo com Manuel Magalhães e Silva, advogado de defesa de Armando Pereira, em declarações aos jornalistas à saída do tribunal, os restantes dois arguidos – Jéssica Antunes, filha de Hernâni Antunes, e o contabilista Álvaro Loureiro ficam sujeitos à prestação de cauções.

 

Estas medidas são menos fortes do que as que eram pedidas pelo Ministério Público, como a Alfa realçou em texto sobre o assunto: 

« Caso Altice: MP pede prisão domiciliária para ex-emigrante Armando Pereira (ou que pague €10 milhões de caução), segundo informa nesta segunda-feira, 24, o site do jornal Expresso. 

« Os procuradores querem que o seu braço-direito Hernâni Vaz Antunes fique em prisão preventiva, a medida de coação mais pesada. Em causa está o perigo de fuga do país para os procuradores da Operação Picoas durante a promoção das medidas de coação do caso », acrescenta o jornal.

O Ministério Público pediu ao juiz Carlos Alexandre que o cofundador da Altice fique em prisão domiciliária ou pague uma caução de 10 milhões de euros.

Segundo o Expresso, em causa está, alegadamente, uma “viciação do processo decisório do Grupo Altice, em sede de contratação, com práticas lesivas das próprias empresas daquele grupo e da concorrência”, que apontam para corrupção privada na forma ativa e passiva.

As autoridades destacam ainda que, a nível fiscal, o Estado terá sido defraudado numa verba “superior a 100 milhões de euros”.

O MP indica que terão também sido usadas sociedades offshore, indiciando os crimes de branqueamento e falsificação.

Saiba mais aqui:

Cofundador da Altice indiciado por 11 crimes de corrupção e branqueamento

 

« Alô Consulado » (n°6) – Alguns alertas para as idas a Portugal – ALFA 10/13

Alô Consulado‘ é uma rubrica mensal do ALFA 10/13. Uma vez por mês, a Rádio Alfa recebe Miguel Costa, adido social do Consulado Geral de Portugal em Paris. Este mês, falou-se de alguns alertas em relação as idas a Portugal: um programa transversal que trata de vários temas úteis aos Portugueses emigrantes.

 

Entrevista conduzida por Didier Caramalho no ALFA 10/13 do dia 24 de julho de 2023.

Professores de Português no Estrangeiro queixam-se de abandono da tutela que agenda nova reunião 

Professores de Português no Estrangeiro queixam-se de abandono da tutela que agenda nova reunião 

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Alfa/com Lusaemail sharing button
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whatsapp sharing buttonVários professores do Ensino Português no Estrangeiro (EPE) reivindicaram hoje, em Lisboa, a resolução dos “muitos” problemas que os atingem e a retoma das negociações, tendo recebido da tutela a garantia de um próximo encontro em setembro.

O protesto registou-se na Fundação Calouste Gulbenkian, que acolhe hoje o oitavo encontro da Rede de Ensino Português no Estrangeiro (EPE), e foi promovido pela Federação Nacional dos Professores (Fenprof), para quem o EPE tem estado “abandonado pela tutela”.

Em declarações à agência Lusa, o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, disse que são “muitos” os problemas que afetam os docentes do EPE, “às vezes à margem da sua sobrevivência, porque os seus salários não estão atualizados de acordo com o custo de vida nos países onde estão”.

Um dos motivos que esteve na origem desta iniciativa relaciona-se com a negociação do regime jurídico do EPE, que os sindicatos querem que seja retomada, mas que acusam a tutela de não promover.

“O regime jurídico do EPE está há anos para ser alterado”, disse, considerando que a sua resolução poderá contribuir para a melhoria das condições destes professores.

Apesar de uma inicial discussão com o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Paulo Cafôfo, os sindicatos queixam-se da negociação não ter tido consequências e reclamam, por isso, um novo impulso.

Mário Nogueira recordou uma antiga reivindicação da Fenprof que é a passagem da tutela dos docentes do EPE para o Ministério da Educação.

“O instituto Camões tutela os docentes, mas percebe-se que é uma tutela com pouca competência, porque a secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas é que determina tudo o que acontece ao nível do EPE”, indicou.

E prosseguiu: “Entendemos que, sendo uma resposta do Estado português ao nível da educação, o Ministério da Educação não pode estar ausente, admitindo que o Camões, a secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas e o Ministério dos Negócios Estrangeiros possam ter também aqui algum papel, nomeadamente em questões relacionadas com a rede”.

Presente no protesto – que se caracterizou pela entrega de documentos explicativos aos vários participantes do encontro, incluindo a Paulo Cafôfo – o secretário-geral do Sindicato dos Professores no Estrangeiro, Carlos Pato, reiterou a necessidade de se desbloquear o documento de revisão do regime jurídico do EPE.

Este regime poderá resultar em muitos benefícios para estes docentes, como a criação de quadros interministeriais, observou.

Entre os vários desafios que os docentes do EPE enfrentam está, por exemplo, a impossibilidade de concorrer aos concursos em Portugal e a coleção de contratos, com alguns professores a terem até 20 contratos, o que “leva à precariedade”.

Outra reivindicação passa pela revisão das tabelas salariais, com Carlos Pato a lembrar que “existe um abismo incrível entre o salário de um professor no país de acolhimento e um português a trabalhar lá e que tem de pagar as mesmas coisas, mas com menos dinheiro”.

Antes do início do encontro da rede EPE, os dirigentes sindicais entregaram o mesmo documento ao secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, que deu a sua palavra de que em setembro iria receber estes sindicatos, retomando assim as negociações para a revisão do regime jurídico do EPE, entre outras matérias.

JMJ/Portugal: Recusada a entrada a 65 pessoas desde a reposição do controlo de fronteiras

JMJ: Recusada a entrada a 65 pessoas desde a reposição do controlo de fronteiras

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Alfa/com Lusalinkedin sharing button
whatsapp sharing buttonAs autoridades portuguesas controlaram mais de 163 mil pessoas no primeiro fim de semana de reposição do controlo documental nas fronteiras no âmbito da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), tendo impedido a entrada no país de 65 pessoas.

O controlo documental nas fronteiras aéreas, marítimas e terrestres no âmbito da JMJ entrou em vigor no sábado e está a ser feito de forma seletiva e direcionado com base em informações e análise de risco.

De acordo com o balanço operacional feito hoje, em comunicado, pelo Sistema de Segurança Interna, nos primeiros dois dias foram controladas 13.461 pessoas nas fronteiras terrestres e 149.838 passageiros nas fronteiras aéreas.

No âmbito da operação, foi recusada a entrada a 65 pessoas, das quais 52 tentavam chegar a Portugal por via terrestre e 13 por via aérea.

Nas fronteiras aéreas, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras controlou 885 voos, a esmagadora maioria com origem fora do Espaço Schengen, fez duas detenções, por fraude documental, e aplicou medidas cautelares em 41 casos.

Com 27 ações de fiscalização ao longo do dia, que envolveram um efetivo de 289 agentes, a Guarda Nacional República (GNR) identificou 25 contraordenações no controlo de fronteiras terrestres, dois crimes, fez três apreensões e deteve uma pessoa.

A informação divulgada hoje indica ainda que a GNR controlou no fim de semana 2.380 viaturas, dois comboios e sete embarcações.

Já o SEF, nas fronteiras terrestres, verificou 2.122 viaturas e 7.392 cidadãos, tendo em dois casos aplicado medidas cautelares.

A reposição de controlos documentais nas fronteiras permanecerá ativa até às 00:00 horas de 07 de agosto e acontece « a título excecional de forma a acautelar eventuais ameaças à ordem pública e à segurança interna », segundo uma resolução do Governo.

O controlo de fronteiras no âmbito da JMJ, evento que vai decorrer em Lisboa entre 01 e 06 de agosto e contará com a presença do Papa Francisco, está a cargo do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), com a assistência da Polícia de Segurança Pública (PSP) e GNR, além da eventual colaboração de autoridades de outros países.

PP vence em Espanha sem conseguir maioria absoluta com VOX

Foto de abertura – CNN Portugal

PP vence em Espanha sem conseguir maioria absoluta com VOX

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Os conservadores do Partido Popular (PP) venceram as eleições legislativas em Espanha, mas sem conseguir uma maioria absoluta com o VOX, segundo os resultados provisórios divulgados pelo Governo.

O PP, com 136 deputados, e o VOX, com 33, só conseguiram somar 169 deputados no parlamento, ficando a sete dos 176 necessários para a maioria absoluta.

O PSOE, com 122 deputados, e o Somar, com 31, totalizaram 153 lugares no parlamento e poderão ter mais deputados do que a direita com os aliados da última legislatura.

As sondagens divulgadas pelas televisões espanholas TVE e Telecinco no final da votação apontavam para uma vitória do PP com uma possível maioria absoluta com o VOX.

Segundo os resultados provisórios quando estavam contados mais de 98% dos votos, o PP tinha 32,96%, contra 31,73% dos socialistas do PSOE, de Pedro Sanchez, atualmente no poder.

Relativamente às eleições de 2019, o PP elegeu mais 47 deputados e o PSOE ficou com mais dois.

O VOX manteve-se como a terceira força política, mas perdeu 19 deputados em relação a 2019, ficando com 33, correspondentes a 12,39% dos votos.

O Somar, que integra partidos de extrema-esquerda que faziam parte do Unidas Podemos, elegeu 31 deputados com os 12,30% dos votos contabilizados.

Entre as formações políticas das autonomias regionais, a Esquerda Republicana da Catalunha (ERC) sofreu um revés, caindo de 13 para 7 deputados, o Juntos pela Catalunha perdeu um e ficou com seis, e no País Basco o EH-Bildu superou o Partido Nacionalista Basco pela primeira vez, com seis deputados contra cinco.

O Bloco Nacionalista Galego manteve o seu único lugar, a Coligação das Canárias ganhou um, tal como a União do Povo Navarro, de modo que a nova câmara será composta por onze partidos diferentes.

A taxa de participação foi de 70,32%, correspondente a mais de 23,9 milhões de votos, com a abstenção a atingir 29,67%.

Em 2019, a abstenção tinha sido de 33,76%.

Estas são as XVI eleições gerais em Espanha desde o fim da ditadura, em 1977, e foram chamados a votar 37.469.142 eleitores, para escolherem 350 deputados e 208 senadores.

As eleições estavam previstas para dezembro, no final da legislatura, mas foram antecipadas por Sánchez na sequência da derrota da esquerda nas municipais e regionais de 28 de maio.

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