Antigo presidente da Comissão Europeia Jacques Delors morre aos 98 anos

O antigo presidente da Comissão Europeia, Jacques Delors, morreu hoje em Paris aos 98 anos, informou a sua filha Martine Aubry à agência France Presse (AFP).

« Morreu esta manhã (quarta-feira) na sua casa em Paris, enquanto dormia », afirmou Martine Aubry, presidente socialista da câmara de Lille.

Figura da construção do projeto europeu e considerado o “pai do euro”, Jacques Delors foi presidente da Comissão Europeia entre 1985 e 1995.

Nome incontornável da esquerda francesa, Jacques Delors frustrou as esperanças desta ala partidária ao recusar apresentar-se às eleições presidenciais de 1995 em França. Na altura, era favorito nas sondagens.

 

Com Agência Lusa.

A Liga Portugal defende «o futebol que valoriza as ligas nacionais.

A Liga Portugal está contra a criação de uma SuperLiga. A Liga Portugal defende «o futebol que valoriza as ligas nacionais. O Futebol que não está à venda» – assim expressou em comunicado, esta terça-feira, a sua reprovação à Superliga, através de um vídeo publicado nas redes sociais.

 

https://www.youtube.com/watch?v=Y8wNe6O91-s

 

Lembramos que no passado dia 21 de dezembro, o Tribunal de Justiça da União Europeia  acusou a FIFA e a UEFA de «abuso de poder».

Morreu a antiga deputada e dirigente comunista Odete Santos, aos 82 anos

A antiga deputada e dirigente comunista Odete Santos morreu, aos 82 anos, anunciou hoje o Secretariado do Comité Central do PCP.

« É com profundo pesar que o Secretariado do Comité Central do Partido Comunista Português cumpre o doloroso dever de informar o falecimento de Odete Santos aos 82 anos de idade e transmite à família as suas condolências », refere uma nota hoje divulgada.

Nascida em 26 de Abril de 1941, na freguesia de Pêga, concelho da Guarda, Maria Odete Santos era advogada, aderiu ao PCP em 1974 e foi deputada à Assembleia da República entre 1980 e 2007, tendo exercido também vários cargos a nível partidário e autárquico, em Setúbal.

Na nota divulgada, o Secretariado do Comité Central assinala o percurso partidário da antiga deputada, que foi a principal voz do PCP na defesa da despenalização do aborto, em 1984, quando foi aprovada a primeira lei, em 1998, no primeiro referendo e em 2007, quando ganhou o ‘sim’.

« Odete Santos destacou-se pelo seu compromisso com os trabalhadores e o povo, com uma particular ligação com a juventude, afirmando a sua notável capacidade, profundidade de análise, solidariedade, dedicação, frontalidade, coragem e força de intervenção », enaltece o PCP, recordando também a sua intervenção pela igualdade e a emancipação da mulher.

Odete Santos entrou na Assembleia da República em novembro de 1980, eleita pelo círculo de Setúbal, e renunciou ao mandato em abril de 2007, sendo substituída pelo deputado Bruno Dias, do mesmo círculo eleitoral. Foi deputada da II até à X legislaturas e foi eleita Presidente da Assembleia Municipal de Setúbal em 2002 e em 2005.

Integrou o Comité Central do PCP, a Direção de Organização Regional de Setúbal do PCP e o Movimento Democrático de Mulheres. Foi ainda membro da Associação de Amizade Portugal-Cuba.

O interesse pela atividade política começou antes, quando em 1961 participou nos movimentos associativos estudantis. Foi ainda na faculdade de Direito da Universidade de Lisboa que Odete Santos teve o primeiro contacto com o Partido Comunista Português, ao qual viria a aderir após o 25 de Abril de 1974.

Como dirigente partidária e deputada, destacou-se em áreas dos Direitos, Liberdades e Garantias, na defesa dos direitos dos trabalhadores e dos direitos das mulheres, assuntos que abordou em conferências, debates, entrevistas e artigos publicados, refere a nota, que destaca o « particular significado » da sua intervenção na conquista de novos direitos para as mulheres, nomeadamente o combate ao aborto clandestino e pela despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez ».

No parlamento, dedicou-se às áreas do direito do Trabalho, Assuntos Constitucionais e direitos das mulheres, tendo sido agraciada com a Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.

Foi considerada a deputada mais mediática do PCP e, na altura da sua saída do parlamento, o ex-secretário-geral comunista Jerónimo de Sousa elogiou-a como « uma mulher apaixonada e apaixonante » que « põe o coração nas palavras ».

Escreveu vários livros, entre os quais “Em Maio há cerejas” (Ausência, 2003) e “A Bruxa Hipátia – o cérebro tem sexo?” (Página a Página, 2010), destaca o Secretariado do PCP.

« Sucessivas gerações ouviram e recordam a força que imprimiu ao declamar “Calçada de Carriche” de António Gedeão », assinalou aquele partido.

Odete Santos gozou de uma popularidade que extravasou o âmbito político, com presenças regulares em programas de televisão, desde debates políticos a programas de entretenimento.

Apaixonada pelo teatro amador, a antiga deputada estreou-se nos palcos em 1966. Voltaria a participar numa peça em 1991, e, em 1999, protagonizou « Quem tem medo de Virgínia Woolf » numa encenação do Teatro Animação de Setúbal. Em 2004 aceitou um convite para participar desta vez numa revista, « Arre Potter Qu’É Demais », no teatro Maria Vitória.

 

Com Agência Lusa.

Família assassinada em Meaux. Custódia judicial prolongada para o suspeito

O pai e marido é o principal suspeito de ter matado a mulher e os quatro filhos, na cidade de Meaux (Dep. 77), região de Paris.

Os corpos de uma mulher e dos quatro filhos foram encontrados em casa, na segunda-feira à noite, em Meaux, a cerca de 40 quilómetros de Paris.

Os filhos, tinham 10 anos, 7 anos, 4 anos e nove meses.

O pai, com 33 anos, suspeito dos assassinatos, encontrava-se em fuga. Foi detido em Sevran, a cerca de 30 quilómetros do local do crime, no dia seguinte aos corpos terem sido encontrados.

O alerta às autoridades foi dado por vizinhos, que viram sangue perto da casa da família.

O crime foi descrito pelas autoridades como « muito violento ».

Segundo o jornal Le Parisien  o suspeito tinha atacado a mulher com uma faca quatro anos antes, mas a acusação de violência doméstica acabou por « cair por terra ». O caso acabou arquivado pelos « distúrbios psiquiátricos significativos » do homem, que ficou hospitalizado uns meses em psiquiatria.

Com Imprensa Le Parisien/BfmTV/SicNotícias.

 

Foto. Google Maps

Parece que alguém quer ter um seguro de vida » diz Gouveia e Melo sobre candidatura presidencial

O chefe do Estado-Maior da Armada nem quer ouvir falar de candidaturas a Presidente da República e, quando a questão lhe é colocada pela « milésima » vez, deixa transparecer até alguma irritação.

« Parece que alguém quer ter um seguro de vida fazendo a pergunta mil vezes », desabafa o almirante Henrique Gouveia e Melo, em entrevista à agência Lusa, por ocasião do segundo dos três anos do seu mandato à frente da Marinha, quando lhe é colocada a questão das presidenciais de 2026.

Nem os resultados das sondagens, em que aparece invariavelmente como um dos preferidos para o Palácio de Belém, o demovem o da recusa em abordar o assunto, afirmando que lhe é indiferente.

« Estou concentrado no meu objetivo militar que é conseguir transformar a Marinha num verdadeiro instrumento útil, significativo, abrangente e tecnologicamente avançado ao serviço do Estado português. Esse trabalho é gigantesco. Ocupa 110% do meu cérebro. E, portanto, eu não ando preocupado com outras coisas », assegura.

Com 63 anos e dois no topo da hierarquia da Armada, Gouveia e Melo admite que as pessoas podem gostar de si, pelo papel que desempenhou como coordenador do processo de vacinação da covid-19, mas isso não o obriga a qualquer gesto em direção a uma carreira política.

« As pessoas podem gostar de mim, mas isso não significa que eu tenha de fazer qualquer coisa porque as pessoas gostam de mim, porque houve um período histórico, eu tive um papel, não fui eu sozinho, fui eu e outros. Há esse registo histórico, agora estou preocupado em fazer e cumprir bem a minha função », concluiu o almirante na entrevista à agência Lusa.

 

Com Agência Lusa.

Líder do PCP diz que Costa “desperdiçou dois anos” em que teve “tudo na mão”

Líder do PCP diz que Costa “desperdiçou dois anos” em que teve “tudo na mão”

 

O secretário-geral do PCP considerou insuficiente a mensagem de Natal do primeiro-ministro, lamentando que António Costa não tenha reconhecido que “desperdiçou dois anos” com condições políticas e financeiras para melhorar a vida dos portugueses.

À margem de uma visita ao Conselho Português para os Refugiados (CPR), Paulo Raimundo foi questionado sobre a mensagem de Natal de António Costa, divulgada no domingo, na qual manifestou “confiança redobrada” nos portugueses, defendeu que deixou um país melhor ao fim de oito anos de liderança de governos socialistas, embora reconhecendo que ainda há problemas a resolver.

“Não foi suficiente, o que o primeiro-ministro reconheceu é uma evidência: há que aumentar salários, pensões, reforçar os profissionais do Serviço Nacional de Saúde ou responder aos problemas de acesso à habitação”, considerou o secretário-geral do PCP.

O líder comunista lamentou que o primeiro-ministro “não tenha reconhecido um elemento importante: teve dois anos com tudo na mão, em que poderia ter feito muito mais e responder aos problemas que identificou”.

“A questão central é que o PS, a maioria absoluta do Governo, com condições económicas e financeiras, desperdiçou dois anos das nossas vidas, não abriu nenhum caminho novo e só agravou caminhos velhos”, criticou, considerando que “a palavra confiança, quando é usada muitas vezes, quer dizer o contrário”.

Paulo Raimundo defendeu que as últimas legislativas – em janeiro de 2022, antecipadas devido ao chumbo do Orçamento do Estado também com os votos contra do PCP – só aconteceram porque o Governo e o PS entendiam que “havia três áreas que não precisavam de investimento: a saúde, a habitação e as questões dos aumentos dos salários”.

“O primeiro-ministro fez chantagem, pressão e teve maioria absoluta, recursos, excedentes orçamentais e nenhum dos três problemas ficou resolvido, até se agravaram”, exemplificou.

Por isso, o líder comunista considerou que o Governo “não merece essa confiança” de que falou António Costa, apelando ao reforço eleitoral da CDU nas próximas legislativas de 10 de março.

“Ficou acima de tudo por assumir a responsabilidade do ponto de vista político, não se pode dizer que há muita coisa por fazer como se não houvesse responsáveis”, avisou.

O líder do PCP foi ainda questionado se entende que o Presidente da República se deveria demitir devido a uma alegada interferência no tratamento médico de duas gémeas – opinião da maioria dos inquiridos numa sondagem hoje divulgada pelo Correio da Manhã -, mas considerou que o partido já comentou o caso e não existe “nenhuma novidade”.

“O senhor Presidente da República não precisará de nenhuma sondagem para, se for caso disso, tirar as conclusões que entende”, disse.

Perante a insistência dos jornalistas se considera que Marcelo Rebelo de Sousa deveria ter tirado outras conclusões deste caso, Paulo Raimundo respondeu: “Julgo que não, com os dados que são conhecidos, o Presidente da República tem os dados todos para decidir o que decidiu, neste caso permanecer”.

No entanto, admitiu que, para que todo o caso fique esclarecido politicamente, será necessário aguardar pelos vários inquéritos ainda a decorrer.

Acompanhado pelos ex-deputados Bernardino Soares e João Oliveira – que será cabeça de lista da CDU às eleições europeias de junho -, Paulo Raimundo visitou o Conselho Português para os Refugiados, sem a presença da comunicação social, como é habitual nestes casos.

“Viemos conhecer esta experiência extraordinária e o papel extraordinário do CRP no acolhimento dos que procuram o nosso país”, disse, elogiando o “empenho e dedicação” dos técnicos desta instituição que acolhe cerca de dois mil casos por ano.

Alfa/ com Lusa

PM Costa considera que deixa um país melhor e preparado para enfrentar desafios

António Costa considera que deixa um país melhor e preparado para enfrentar desafios – última mensagem de Natal enquanto primeiro-ministro

 

O primeiro-ministro afirma que deixa um país melhor ao fim de oito anos de liderança de governos socialistas, considerando que Portugal está preparado para enfrentar os desafios com uma população mais qualificada e com menos dívida.

António Costa defendeu esta posição na sua nona e última mensagem de Natal enquanto primeiro-ministro, cerca de um mês e meio depois de se ter demitido da chefia do Governo por causa de uma investigação judicial e quando estão marcadas eleições legislativas antecipadas para 10 de março.

“Nestes oito anos em que tive a oportunidade de conhecer ainda melhor os portugueses e Portugal, só reforcei a minha confiança na nossa pátria. É com esta confiança reforçada em cada um de vós, na nossa capacidade coletiva, em Portugal, que me despeço desejando um feliz Natal, um excelente ano de 2024 e a certeza de que os portugueses continuarão a fazer de cada ano novo um ano ainda melhor”, declarou o líder do executivo no final da sua mensagem.

Na sua mensagem, António Costa disse ter concluído que os últimos oito anos provaram que tinha “boas razões” para confiar no país.

“Juntos vencemos as angústias da pandemia; juntos temos garantido que a tragédia dos incêndios de 2017 não se repete; juntos temos conseguido mais e melhor emprego; diminuímos a pobreza e reduzimos as desigualdades; recuperámos a tranquilidade no dia-a-dia das famílias; juntos temos atraído mais investimento das empresas e conquistado mais exportações; repusemos direitos e equilibrámos as contas públicas; juntos ultrapassámos dificuldades e juntos construímos um país melhor”, advogou.

Na sua perspetiva, há razões para ter confiança que Portugal “está preparado para vencer os grandes desafios” que enfrenta.

“O nosso nível de qualificações aproxima-se dos melhores padrões europeus. Recuperámos um défice que tinha séculos. E esta recuperação deve-se ao extraordinário esforço das famílias, dos jovens e, de forma persistente, das políticas públicas nas últimas duas décadas”, realçou.

No plano ambiental, “o maior desafio”, António Costa assinalou que “Portugal é o país da União Europeia em melhores condições para alcançar a neutralidade carbónica até 2045”.

“Até outubro, 63% da eletricidade que consumimos teve origem em renováveis. Este valor será de 80% até 2026. Para Portugal, o investimento na transição energética, para além do dever de contribuir para salvar a humanidade, é também uma extraordinária oportunidade económica de criação de emprego, valorização de recursos naturais e de substituir importações por exportações”, justificou.

Já no plano financeiro, o primeiro-ministro realçou que Portugal “conseguiu libertar-se de décadas de crónicos défices orçamentais”.

“Mas fizemo-lo com base no crescimento económico, na valorização dos rendimentos daqueles que trabalham e daqueles que vivem das suas pensões. Termos menos dívida significa maior credibilidade externa, mas significa, acima de tudo, maior liberdade para os portugueses”, considerou.

 Por estas razões, de acordo com António Costa, os portugueses, podem “continuar a ter confiança no futuro”.

“A confiança de que vamos continuar a convergir com os países mais desenvolvidos da União Europeia, como voltou a acontecer nos últimos”, referiu.

Nesta sua mensagem, o primeiro-ministro assumiu também que “há problemas” que Portugal tem de ultrapassar e advertiu que “terá de haver sempre força e determinação para os enfrentar”.

“Mas temos muito trabalho em curso que não podemos parar. Perante as adversidades, temos o dever de ser persistentes e de nunca desistir. E é por isso que a mensagem que hoje vos quero deixar é, mais uma vez, uma mensagem de confiança. De confiança, em nós, portugueses; de confiança em Portugal, o nosso país”, acrescentou.

Mensagem do PR Marcelo Rebelo Sousa para os ouvintes da Rádio Alfa

Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa: Mensagem de Natal e de Ano Novo aos portugueses que vivem fora de Portugal, designadamente aos ouvintes da Rádio Alfa:

Ouça Aqui:

Consoada. Portugueses consomem 5 mil toneladas de bacalhau só no Natal e 70 mil por ano

Portugueses consomem 5 mil toneladas de bacalhau só no Natal e 70 mil toneladas por ano.

Feitas as contas o Expresso, que cita a Lusa, afirma que cada português come, em cada ano que passa, sete quilos de bacalhau seco, o correspondente a 20 quilos daquele pescado fresco.

« Os números são impressionantes », comenta o Expresso.

A Lusa garante que  70% de todo o bacalhau consumido em Portugal é proveviente da Noruega.

A Rádio Alfa deseja a todos um bom e feliz Natal

Desporto Associativo – 23 Dezembro 2023

Um programa de Sousa Gomes. O desporto amador e as equipas das Associações portuguesas de França em destaque.

Desporto Associativo, todos os Sábados, entre as 17h e as 18h (redifusão à 1h, na noite de segunda para terça-feira).

Ouça aqui:

 

Foto. Carlos Pinto / Treinador/Comentador – Rádio Alfa