UNESCO vota classificação de Gulbenkian como Património Mundial e alargamento em Guimarães

UNESCO vota classificação de Gulbenkian como Património Mundial e alargamento em Guimarães

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Alfa/com Lusalinkedin sharing button
whatsapp sharing buttonO Comité do Património Mundial da UNESCO vai votar, em setembro, a classificação dos jardins e do edifício da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, e o alargamento da área classificada de Guimarães, anunciou hoje a organização das Nações Unidas.

Em comunicado, a Organização das Nações Unidas para a Ciência, Educação e Cultura (UNESCO, na sigla em inglês), revelou que o Comité do Património Mundial se vai reunir em Riade, na Arábia Saudita, entre 10 e 25 de setembro para analisar 53 candidaturas, algumas das quais não puderam ser votadas no ano passado.

Entre estas inclui-se a proposta de classificação dos jardins e do edifício da Gulbenkian, um conjunto com “um caráter único de valor universal excecional, amplamente reconhecido e apoiado por intelectuais, especialistas e artistas de renome mundial”, como se pode ler na justificação do valor universal da candidatura.

“Desenhado entre 1959 e 1969 pelos arquitetos Alberto Pessoa (1919-1985), Pedro Cid (1925-1983) e Ruy Jervis d’Athouguia (1917-2006), com os arquitetos paisagistas António Vianna Barreto (1924-2013) e Gonçalo Ribeiro Telles (1922-2020), o edifício sede e parque contribuíram para a afirmação da modernidade no mundial, combinando vários aspetos de criatividade e inovação do génio humano”, pode ler-se no texto da lista indicativa, onde a candidatura foi incluída em 2016.

Já em relação a Guimarães, cuja candidatura para ampliação da área classificada passou a integrar a lista indicativa também em 2016, a Câmara Municipal propôs “duplicar a área classificada, inscrevendo a Zona de Couros na lista indicativa para obter o estatuto de Património da Humanidade”, como se podia ler num comunicado da autarquia de 2015.

“No caso de a candidatura ser bem-sucedida, a área de proteção passará a ser cinco vezes superior à atual, criando-se uma zona tampão desde o topo da montanha da Penha, onde nasce a ribeira de Couros, à Veiga de Creixomil, foz de cursos de água”, acrescentava o texto.

O Centro Histórico de Guimarães está classificado como Património Mundial desde 2001.

Jovens portugueses são qualificados mas trabalho precário empurra-os para a emigração

Alfa

 

Um estudo divulgado hoje em Portugal, em vésperas do início da Jornada Mundial da Juventude e da visita ao país do Papa, indica que os jovens portugueses são muito qualificados em termos escolares, mas que enfrentam o risco de pobreza e exclusão social. Continuam por isso a ser empurrados para procurar trabalho no estrangeiro.

 

Trata-se de um estudo da Pordata que indica que boa parte da juventude portuguesa enfrenta dificuldades e tem de viver até tarde – até aos 30 anos –  com os pais por causa do desemprego, da precariedade no mercado de trabalho e dos preços elevados no setor da habitação.

A Pordata indica que 6 em cada 10 jovens portugueses têm vínculos de trabalho precários.

« Têm muita qualificação, mas devido aos trabalhos precários e às dificuldades para entrarem no mercado do trabalho há um incentivo grande a que os jovens saiam do país », comentou Gonçalo Saraiva Matias, presidente do conselho de administração da Fundação Francisco Manuel dos Santos.

Gonçalo Saraiva Matias indica que os atuais dados confirmam os números de outros estudos que a Fundação tem feito.

 

Rússia revela novo ataque de drone ucraniano na região de Rostov. Cidade de Moscovo também atacada

Rússia revela novo ataque de drone ucraniano na região de Rostov

 

Alfa/com Lusalinkedin sharing button
whatsapp sharing buttonAs autoridades da Rússia afirmaram no domingo terem registado um ataque com um drone ucraniano perto da cidade de Taganrog, na região de Rostov, no sul do país, junto ao mar de Azov.

O governador da região, Vasili Golubev, disse no domingo à noite que o veículo aéreo não tripulado caiu numa área rural, onde causou danos ao telhado de uma habitação e a um automóvel.

Golubev indicou na plataforma Telegram que os serviços de emergência se deslocaram ao local do incidente, mas que não foi registada qualquer vítima mortal ou ferido. O governador também revelou que especialistas do Ministério da Defesa russo estiveram presentes.

Horas antes, a Rússia anunciou que tinha repelido dois ataques de drones ucranianos durante a madrugada, um na península ucraniana da Crimeia, anexada por forças russas em 2014, e outro em Moscovo.

Na capital russa, cujo aeroporto internacional foi temporariamente encerrado, foram danificadas duas torres de escritórios no principal distrito comercial da cidade.

O Ministério da Defesa da Rússia informou que o ataque a Moscovo envolveu três drones, um dos quais foi abatido e os outros dois neutralizados por via eletrónica.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, avisou no domingo que a guerra está a chegar “à Rússia e aos seus centros estratégicos e bases militares”.

“Gradualmente, a guerra está a regressar ao território da Rússia, aos seus centros simbólicos e bases militares. E este é um processo inevitável, natural e absolutamente justo”, disse o líder ucraniano, de visita à cidade de Ivano-Frankivsk, no oeste do país.

“A Ucrânia está a ficar mais forte”, acrescentou Zelensky sobre os ataques de drones, acrescentando de seguida que a Ucrânia se deve preparar para novos ataques contra as suas infraestruturas de energia, no próximo inverno.

« É óbvio que neste outono e inverno o inimigo tentará repetir os ataques terroristas contra a indústria energética ucraniana », explicou o Presidente ucraniano.

“Temos de estar preparados para isso, tanto a nível estadual como em cada comunidade”, acrescentou Zelensky, em declarações divulgadas na conta presidencial da rede social Telegram.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro de 2022 pela Rússia na Ucrânia causou, de acordo com os mais recentes dados da ONU, a pior crise de refugiados na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

JMJ/Portugal/Fronteiras: Controladas cerca de 673 mil pessoas e recusada a entrada a 115

JMJ: Controladas cerca de 673 mil pessoas e recusada a entrada a 115

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As autoridades portuguesas controlaram cerca de 673 mil pessoas desde o início de reposição do controlo documental nas fronteiras no âmbito da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), tendo impedido a entrada no país de 115 pessoas, foi hoje anunciado.

Os dados da operação relativa a sábado mostram que, em relação ao dia anterior, foram controladas mais 85 mil pessoas e recusada a entrada a 21.

As fronteiras aéreas são aquelas onde mais cidadãos têm sido controlados no âmbito desta operação – só no sábado foram mais de 79.000 passageiros de 463 voos, a esmagadora maioria com origem fora do Espaço Schengen.

O controlo documental nas fronteiras terrestres, aéreas e marítimas no âmbito da JMJ entrou em vigor no dia 22 e está a ser feito de forma seletiva e direcionado com base em informações e análise de risco.

De acordo com o balanço operacional feito hoje, em comunicado, pelo Sistema de Segurança Interna, nos primeiros oito dias foram fiscalizadas 39.280 pessoas nas fronteiras terrestres, 595.473 passageiros nas fronteiras aéreas e 38.181 nas fronteiras marítimas, num total de 672.934 pessoas.

No âmbito da operação, foi recusada a entrada a 115 pessoas, das quais 76 tentavam chegar a Portugal por via terrestre e 39 por via aérea.

Nas fronteiras aéreas foram controlados desde o início da operação 3.476 voos e detidas quatro pessoas, nas fronteiras terrestres as autoridades controlaram um total de 9.814 viaturas e detiveram oito pessoas, e nas marítimas foram controladas 906 embarcações, sem que tenha havido detidos até ao momento.

Ao todo, foram feitas 12 detenções, desde o início da operação.

A reposição de controlos documentais nas fronteiras permanecerá ativa até às 00:00 horas de 07 de agosto e acontece « a título excecional de forma a acautelar eventuais ameaças à ordem pública e à segurança interna », segundo uma resolução do Governo.

O controlo de fronteiras no âmbito da JMJ, evento que vai decorrer em Lisboa entre 01 e 06 de agosto e contará com a presença do Papa Francisco, está a cargo do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), com a assistência da Polícia de Segurança Pública (PSP) e da Guarda Nacional Republicana (GNR), além da eventual colaboração de autoridades de outros países.

Portugal. Secretário de Estado das Comunidades destaca valor estratégico da diáspora

Secretário de Estado das Comunidades destaca valor estratégico da diáspora

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linkedin sharing buttonAlfa/ com Lusa
whatsapp sharing buttonO secretário de Estado das Comunidades, Paulo Cafôfo, salientou ontem, em declarações à agência Lusa, “o valor estratégico da diáspora” para Portugal a nível cultural, económico, turístico e de promoção da língua portuguesa.

Na fronteira de Vilar Formoso, durante uma campanha de segurança rodoviária onde estiveram presentes quatro secretários de Estado, a acolher os emigrantes que chegam a Portugal para as férias de verão, Paulo Cafôfo sublinhou que os cinco milhões de portugueses espalhados pelo mundo contribuem para a valorização do país.

“A diáspora é um valor estratégico para o nosso país”, disse hoje o governante, que sublinhou a “vontade e o empenho do Governo em manter esta proximidade e uma reciprocidade e um vínculo à nossa diáspora”.

Paulo Cafôfo referiu que “o investimento que existe dos nossos compatriotas é cada vez maior” e acentuou o recorde de remessas batido no ano passado, no valor de 3,9 mil milhões de euros, mais 4,5% do que no ano anterior.

O secretário de Estado da tutela destacou ainda a adesão dos emigrantes ao Programa Nacional de Apoio ao Investimento da Diáspora (PNAID), criado em 2020, com 153 milhões de euros em investimentos e o registo de “mais de 200 estatutos do investidor da diáspora”.

“Este é um programa para incentivar, para acompanhar, dar a oportunidade a quem saiu de Portugal, mas quer continuar com uma ligação através dos negócios e através de investimentos que são fundamentais, porque criam riqueza, geram emprego e são muito mais do que as remessas”, enfatizou Paulo Cafôfo.

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas sublinhou a ligação ao país de quem “tem sempre Portugal no coração e quer deixar a semente do investimento”.

Segundo Paulo Cafôfo, além de os emigrantes fazerem turismo no seu próprio país, contribuindo para “dinamizar a economia local, também nas regiões de baixa densidade”, são embaixadores do país.

“Há estudos que comprovam que um em cada quatro turistas que visitam o nosso país o faz porque teve contacto com portugueses que residem no estrangeiro e que, através desses contactos, tiveram interesse em visitar o nosso país como turistas”, sublinhou o governante.

 O secretário de Estado das Comunidades enalteceu ainda “os contributos trazidos para o nosso país das geografias de onde residem”, o que se traduz “em diversidade” e numa “multiculturalidade” que faz dos portugueses “um povo especial”.

Cafôfo realçou também que o regresso dos emigrantes ao país “representa uma celebração” e é uma parte de Portugal que o Governo “quer receber de braços abertos”.

“São pessoas que nunca esqueceram Portugal, e nós nunca nos podemos esquecer delas”, vincou o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.

Na iniciativa, promovida anualmente pela associação de jovens lusodescendentes Cap Magellan, participaram também a secretária de Estado do Desenvolvimento Regional, Isabel Ferreira – que promoveu o programa Regressar -, a secretária de Estado da Proteção Civil, Patrícia Gaspar, e o secretário de Estado da Segurança Social, Gabriel Bastos.

JMJ/Portugal. Jovens de todo o mundo aproveitam para curtir Lisboa antes de ver o Papa

Jovens de todo o mundo aproveitam para curtir Lisboa antes de ver o Papa – reportagem da agência Lusa

whatsapp sharing buttonCentenas de jovens participantes da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) aproveitam a contagem decrescente para o evento para conhecer Lisboa, visitando os sítios históricos e junto ao rio da capital portuguesa que, por estes dias, é uma cidade poliglota.

Facilmente identificados com t-shirts alusivas à jornada, os jovens aproveitam o sol de Lisboa e distribuem-se nos seus espaços turísticos, tirando fotografias e antevendo dias memoráveis, como Francesco Conto, 20 anos, natural de Perugia, em Itália, que espera levar como recordação “uma fantástica” estadia.

“Espero divertir-me numa fantástica jornada, com amigos, com pessoas do meu país e de outros países e passar uns dias maravilhosos”, disse à Lusa, frente ao miradouro de Santa Luzia, que tem uma ampla vista sobre Alfama e o rio Tejo.

À agência Lusa, e acompanhado de amigos italianos em férias em Lisboa, Francesco disse que neste primeiro dia em Lisboa já aproveitou para visitar vários sítios, como o Castelo de São Jorge.

“Amanhã vamos visitar o Cabo da Roca”, disse Francesco Conto, que espera da presença do papa Francisco uma mensagem forte: “Uma mensagem para a nossa geração que enfrenta vários problemas e que nos ajude a nos libertarmos deste tipo que prisão em que, eu acho, nos encontramos”, referiu.

A alguns metros de Francesco, a brasileira Cleide Victoria e os amigos fazem a festa, vestidos com as t-shirts roxas do Santuário Bom Jesus de Piraporinha (São Paulo), em que se lê o lema da JMJ: “Maria levantou-se e partiu apressadamente”.

À Lusa, disse que está a viver estes dias como “um milagre”.

Com 24 anos, partilhou que ”participar na jornada é uma prioridade” na sua vida e que, para isso, fez muitas restrições, incluindo ao nível da alimentação.

“Tivemos de fazer sacrifícios financeiros, deixar de comer algumas coisas, de comprar algumas coisas, fazer dívidas que não poderia, mas acredito que Deus me trouxe até aqui; fiz uma rifa, o pessoal ajudou-me muito”, disse.

Sobre a sua passagem por Lisboa, disse que “estar em terras europeias é um sinal muito grande para os brasileiros. Estar aqui é um milagre”.

Rodeada de turistas, afirmou que está “a desbravar Lisboa” e que já visitou a Torre de Belém e algumas igrejas de Santo António.

Frente à Sé de Lisboa, Salvatore Tupputi, natural de Barletta, em Itália, disse que tem “elevadas expectativas” para esta jornada e nenhuma dúvida de que contará com uma grande participação dos jovens.

“Acredito que vai haver uma forte participação. Vão chegar jovens de todo o mundo”, disse.

Sobre a mensagem que espera desta presença do Papa Francisco em Lisboa, afirmou esperar que “o espírito santo faça um milagre na vida de toda a gente”.

Contente por estar num país que, pelo menos, não vive as altas temperaturas como as que assolam Itália, Salvatore Tupputi indicou que tem aproveitado estes dias antes da JMJ para visitar alguns pontos do país, como a Torre de Belém, o Oceanário (em Lisboa) e Cascais.

A subir a Rua das Pedras Negras, a inglesa Una Dali, que visita Lisboa pela segunda vez, partilhou com a Lusa as “elevadas expectativas” que tem para esta jornada.

“É a primeira vez que participo. Estou muito entusiasmada”, disse.

E contou: “Já tinha estado em Lisboa antes da pandemia. Esta vez é muito diferente, está muito calor, muito sol. Há pessoas de todo o mundo”.

Una Dali tem visitado as igrejas e considera que esta “tem sido uma experiência muito boa”.

Frente ao Mosteiro dos Jerónimos, e depois de saborear os pastéis de Belém, a filipina Bel Belonio, acompanhada de duas amigas igualmente animadas, disse que desde a JMJ no Panamá, em 2019, que espera conhecer Lisboa.

“A nossa expectativa é muito grande, queremos conhecer muitas pessoas, ver o papa e visitar Portugal”, disse.

Enquanto voluntária, mal pode esperar por ter uma audiência com o papa, em Lisboa, e nem precisa de ir a Fátima, porque já foi.

Sobre o líder da igreja católica, afirmou que espera ouvir ”uma mensagem de amor, de esperança” para que “os jovens continuem a ter razões para ter esperança”.

E enquanto a JMJ não arranca – o que acontecerá terça-feira – vai conhecer Sintra, entre outros tesouros de Portugal, como os que visitou junto ao Tejo.

O Papa participará, no dia 03 de agosto, à tarde, no Parque Eduardo VI, à cerimónia do Acolhimento dos peregrinos. No dia seguinte, presidirá, também no Parque Eduardo VI, à Via Sacra, enquanto no sábado, além da manhã, em Fátima, estará no fim da tarde, início da noite, no Parque Tejo, para o início da Vigília dos jovens.

No domingo, além da missa final, durante a manhã, também no Parque Tejo, à tarde terá um encontro com os milhares de voluntários participantes na JMJ, antes de regressar ao Vaticano.

Saiba mais sobre a visita do Papa a Portugal aqui:

JMJ. Programa Oficial da Visita do Papa a Portugal de 2 a 6 de agosto

« La maison d’artiste qui a le plus d’âme au monde est celle d’Amália Rodrigues à Lisbonne » – Jean Rousselot, réalisateur

Jean Rousselot, réalisateur et auteur, nous présente son nouveau documentaire Amália Rodrigues, ma maison portugaise, diffusé cet été à la télévision. Au micro de Didier Caramalho dans l’ALFA 10/13, il a partagé ses secrets de fabrication.

Retrouvez ci-dessous l’entretien de Jean Rousselot mené par Didier Caramalho dans l’ALFA 10/13 du 28 juillet 2023 :

 

Y-a-t-il une maison d’artiste qui ait plus d’âme que celle d’Amália Rodrigues à Lisbonne ? C’est dans une vieille maison à façade jaune de la Rua São Bento, pleine de motifs traditionnels portugais, qu’Amália vécut pendant plus de quarante ans.

Jean Rousselot nous propose un documentaire passionnant sur la plus grande interprète de fado de l’histoire, avec les participations et témoignages exceptionnels de Misia, Joana Vinhais Machado, Rui Viera Nery, Frederico Santiago et Miguel Carvalho. Un documentaire de 26 minutes diffusé le 06 août 2023 à 22h40 sur France 5, rediffusé le 12 août et à retrouver sur la plateforme replay de France Télévision.

Didier Caramalho

Air France/KLM diz ser a « mais credível » candidata à TAP e admite ficar com uma posição minoritária

Air France/KLM diz ser a « mais credível » candidata à TAP, admite ficar com uma posição minoritária e já contratou assessores – informa hoje, dia 28, o jornal Expresso.

« Presidente executivo da Air France/KLM salienta a relevância estratégica da TAP, elogia a competência dos trabalhadores da transportadora, e defende que o seu grupo é o ‘mais credível’ para fazer compromissos com a companhia e o Estado português. Benjamin Smith admite ficar como acionista minoritário », escreve o Expresso.

« Benjamin Smith, presidente executivo da Air France/KLM, avançou, na conferência de imprensa de apresentação dos resultados do grupo no primeiro semestre, que já contratou os assessores financeiros e jurídicos para os assessorar numa eventual compra da TAP e para poder avançar com a sua proposta assim que as condições e o caderno de encargo forem anunciados. Está previsto que aconteça depois do verão, em princípio em setembro », acrescenta o jornal português.

O Expresso acrescenta:

« O interesse da Air France/KLM é claro, e o presidente do grupo explica porquê: “Queremos entrar no processo. Gostamos da TAP, Gostamos da localização de Lisboa, Gostamos da combinação de rotas que, se a operação avançasse,a TAP poderia trazer ao grupo”. Por isso, sintetiza: “Estrategicamente, sim”.

Mas não deixa de dizer: “temos de olhar para a operação ». E, depois, dependendo das condições, o grupo vê se pode entrar no processo de compra ou não.

Leia artigo completo em expresso.pt

JMJ. Programa Oficial da Visita do Papa a Portugal de 2 a 6 de agosto

Programa Oficial da Visita do Papa

Programa da Visita Apostólica de Sua Santidade o Papa Francisco a Portugal por ocasião da Jornada Mundial da Juventude Lisboa 2023

2 a 6 de agosto de 2023

Quarta-feira, 2 de agosto

Roma – Lisboa
 
07h50 Partida de avião do Aeroporto Internacional de Roma/Fiumicino para Lisboa
10h00 Chegada à Base Aérea de Figo Maduro, em Lisboa
10h00 Receção Oficial
10h45 Cerimónia de Boas-Vindas, na entrada principal do Palácio Nacional de Belém
11h15 Visita de Cortesia ao Presidente da República, no Palácio Nacional de Belém
12h15 Encontro com as Autoridades, a Sociedade Civil e o Corpo Diplomático, no Centro Cultural de Belém
16h45 Encontro com o Primeiro-Ministro, na Nunciatura Apostólica
17h30 Vésperas com os Bispos, Sacerdotes, Diáconos, Consagrados e Consagradas, Seminaristas
e Agentes Pastorais, no Mosteiro dos Jerónimos

Quinta-feira, 3 de agosto

Lisboa – Cascais – Lisboa
 
09h00 Encontro com os Jovens Universitários, na Universidade Católica Portuguesa
10h40 Encontro com os Jovens de Scholas Occurrentes, na sede de Scholas Occurrentes de Cascais
17h45 Cerimónia de Acolhimento, na Colina do Encontro (Parque Eduardo VII)

Sexta-feira, 4 de agosto

Lisboa
 
09h00 Confissão de alguns Jovens da JMJ, na Cidade da Alegria (Jardim Vasco da Gama)
09h45 Encontro com os Representantes de alguns Centros de Assistência Socio-Caritativa, no Centro
Paroquial de Serafina
12h00 Almoço com os Jovens, na Nunciatura Apostólica
18h00 Via-Sacra com os Jovens, na Colina do Encontro (Parque Eduardo VII)

Sábado, 5 de agosto

Lisboa – Fátima – Lisboa / Loures
 
08h00 Partida de helicóptero da Base Aérea de Figo Maduro, em Lisboa, para Fátima
08h50 Chegada ao Estádio de Fátima
09h30 Recitação do Terço com os Jovens Doentes, na Capelinha das Aparições do Santuário de Nossa
Senhora de Fátima
11h00 Partida de helicóptero, do Estádio de Fátima, para Lisboa
11h50 Chegada à Base Aérea de Figo Maduro, em Lisboa
18h00 Encontro privado com os membros da Companhia de Jesus, no Colégio de S. João de Brito
20h45 Vigília com os Jovens, no Campo da Graça (Parque Tejo)

Domingo, 6 de agosto

Lisboa / Loures – Oeiras – Roma
 
09h00 Santa Missa para o Dia Mundial da Juventude, no Campo da Graça (Parque Tejo)
16h30 Encontro com os Voluntários da JMJ, no Passeio Marítimo de Algés
17h50 Cerimónia de Despedida, na Base Aérea de Figo Maduro, em Lisboa
18h15 Partida de avião da Base Aérea de Figo Maduro, em Lisboa, para Roma
22h15 Chegada ao Aeroporto Internacional de Roma/Fiumicino

« Este verão é cruel; para o planeta inteiro é um desastre; o ar é irrespirável » – António Guterres

Alfa/ com Lusa e DN

« Acabou a era do aquecimento global e começou a da ebulição global »

O chefe da ONU comentava a probabilidade cada vez mais certa de julho vir a ser o mês mais quente na história do planeta.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, afirmou esta quinta-feira que « acabou a era do aquecimento global e começou a era da ebulição global ».

O chefe da ONU comentava a probabilidade cada vez mais certa de julho vir a ser o mês mais quente na história do planeta. « Não temos necessidade de esperar pelo fim do mês para o saber. A menos que aconteça uma mini-idade do gelo nos próximos dias, julho de 2023 vai rebentar todos os recordes », previu.

« As alterações climáticas estão aqui. São aterradoras. E isto é apenas o início. A era do aquecimento global acabou. Começou a era da ebulição global », avançou.

« Para grandes partes da América do Norte, da Ásia, de África e da Europa, este verão é cruel. Para o planeta inteiro, é um desastre », desenvolveu Guterres.

E « para os cientistas, não há qualquer dúvida: os humanos são os responsáveis », insistiu.

Guterres realçou que « a única surpresa é a velocidade da mudança », prosseguindo que « as consequências são claras e trágicas: crianças levadas pelas chuvas da monção, famílias que fogem das chamas, trabalhadores que colapsam sob o calor inclemente ».

Com esta constatação catastrófica, o secretário-geral da ONU repetiu os seus apelos incessantes à ação radical e urgente e voltou a atacar o setor dos combustíveis fósseis.

« O ar é irrespirável. O calor é insuportável. E os níveis dos lucros das energias fósseis e a inação climática são inaceitáveis », insistiu.

« Os líderes devem liderar. Basta de hesitação. Basta de desculpas. Basta de esperar que os outros deem o primeiro passo », apontou, de forma crítica.

António Guterres, que vai acolher em Nova Iorque, em setembro, uma cimeira sobre a ambição nas políticas climáticas, voltou a apelar aos países desenvolvidos para que se comprometam em antecipar a neutralidade carbónica de 2050 para 2040, com os emergentes a manter a meta de 2050.

« As provas estão por todo o lado: a humanidade desencadeou as destruições. Isto não deve conduzir ao desespero, mas à ação », contrapôs.

« Ainda podemos evitar o pior. Mas, para isso, temos de transformar um ano de claro ardente em um ano de ambição ardente », desejou.