Abusos na Igreja/Portugal: MP arquivou nove dos 25 casos enviados pela comissão independente. Só 6 estão a ser investigados

Abusos sexuais de crianças na Igreja portuguesa: MP arquivou nove dos 25 casos enviados pela comissão independente. Das 25 denúncias enviadas pela comissão independente, que tinham originado 15 inquéritos, apenas seis estão em investigação.

O Ministério Público (MP) já arquivou nove dos 15 inquéritos que foram instaurados para averiguar denúncias de abuso sexual de crianças às mãos de membros da Igreja Católica portuguesa.

Das 25 denúncias anónimas que a Comissão Independente para o Estudo de Abusos Sexuais contra Crianças na Igreja Católica fez chegar à Procuradoria-Geral da República (PGR) ao longo do último ano, tinham sido abertos 15 inquéritos, “sendo que alguns concentram mais do que uma participação”, segundo fonte do gabinete de Lucília Gago, citada pelo jornal Público.

Daqueles, apenas seis se encontram actualmente em investigação.

A falta de meios de prova, a impossibilidade de apurar a identidade dos ofendidos ou dos autores dos factos, a morte do denunciado ou a falta de apuramento de “indícios suficientes” da prática do crime foram os principais motivos apontados para a decisão de arquivamento dos processos.

Recorde-se que a Comissão Independente para o Estudo dos Abusos Sexuais de Crianças na Igreja Católica portuguesa recebeu 512 testemunhos validados, o que permitiu a extrapolação de, pelo menos, 4.815 vítimas desde que iniciou funções em janeiro de 2022, segundo o relatório final da entidade.

 

Ucrânia/1 ano: Marcelo pretende condecorar Zelensky presencialmente e ir a Kiev “logo que possível”

O Presidente da República anunciou hoje que pretende entregar presencialmente o Grande-Colar da Ordem da Liberdade ao seu homólogo da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e reiterou a sua vontade de se deslocar a Kiev “logo que seja possível”.

“Eu tenciono entregar [a condecoração] pessoalmente quando for à Ucrânia. É o que tenho feito com os chefes de Estado e com outros condecorados com essa ordem e outras ordens: é, na medida do possível, na primeira ocasião, entregar-lhes”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

O chefe de Estado falava aos jornalistas Picadeiro Real, em Lisboa, pouco depois de ter recebido a Força Operacional Conjunta (FOCON), que esteve em missão na Turquia.

Marcelo Rebelo de Sousa sublinhou que, quando decidiu condecorar a ex-chanceler alemã Angela Merkel, com o Grande-Colar da Ordem do Infante D. Henrique, também só lhe concedeu essa condecoração “algum tempo depois”.

“A chanceler Merkel não pôde – por razões da vida política alemã e, depois, da sua vida pessoal – deslocar-se a Portugal e eu não tive a oportunidade de ir à Alemanha. Recebeu algum tempo depois. Assim acontecerá com o Presidente Zelensky”, disse.

Questionado se faz sentido Portugal fazer-se representar oficialmente na Ucrânia nos próximos tempos, seja através do primeiro-ministro ou do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa respondeu: “Eu não sei, falei com o senhor primeiro-ministro para saber exatamente o que é que ele pensa”.

“Eu continuo a tencionar [ir à Ucrânia], logo que seja possível e vamos ter finalmente uma nova embaixadora da Ucrânia em Portugal”, sublinhou.

Marcelo recordou que Portugal esteve “muitos meses” sem embaixadora da Ucrânia em Portugal, frisando que a anterior diplomata, Inna Ohnivets, “foi substituída, ficou ainda um tempo, mas, no fundo, numa posição transitória”.

“Chega uma [nova] embaixadora e, portanto, isso vai permitir programar para o momento em que a Ucrânia entender adequado uma visita minha à Ucrânia”, disse.

Na quarta-feira passada, numa nota colocada no portal da Presidência na Internet, Marcelo Rebelo de Sousa anunciou a condecoração do Presidente da Ucrânia, admitindo que antecipou o anúncio na sequência de uma « iniciativa parlamentar sobre esta matéria ».

« O Presidente da República tencionava anunciar no dia 24 deste mês, data em que se completa um ano sobre a agressão da Rússia contra a Ucrânia, a condecoração do Presidente Zelensky. Tendo em conta a iniciativa parlamentar sobre esta matéria, anuncia desde já que decidiu atribuir ao Presidente da Ucrânia o Grande-Colar da Ordem da Liberdade », podia ler-se na nota.

De acordo com a edição do Público daquele dia, o PAN pretendia assinalar o primeiro ano da guerra com uma proposta de condecoração de Zelensky, o que levou o chefe de Estado português a antecipar o anúncio.

 

Com Agência Lusa.

Mais sobre mesmo tema aqui:

PCP critica condecoração de Zelensky por Marcelo. Este diz que posição do PCP « é coerente »

População de Portugal é a que mais está a envelhecer na UE

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População de Portugal é a que mais está a envelhecer na UE

 

Alfa/ com Lusa
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De acordo com os dados hoje publicados pelo gabinete oficial de estatísticas da UE sobre a população europeia, a idade média dos residentes na UE atingiu a 01 de janeiro de 2022 os 44,4 anos (contra 44,1 em 2021), tendo aumentado 2,5 anos face a 2012, quando era de 41,9 anos. Em Portugal, subiu quase cinco anos.

O Eurostat nota que, entre os 27 Estados-membros, a idade média varia entre os 38,3 anos em Chipre e os 48,0 anos em Itália, sendo que Portugal é o segundo país com uma média mais elevada (46,8), seguido da Grécia (46,1).

Na comparação com 2012, Portugal registou a maior subida na idade média, de +4,7 anos, ao passar de 42,1 para 46,8 anos, seguindo-se Espanha (+4,3 anos) e Grécia e Eslováquia (ambos com +4,1 anos).

O Eurostat aponta que a idade média na UE cresceu, entre 2012 e 2022, em todos os Estados-membros com exceção da Suécia, onde se registou um ligeiro recuo, de 40,8 para 40,7 anos.

O gabinete estatístico europeu sublinha também que, além do aumento da idade média, o rácio de dependência dos idosos da UE, definido como o rácio do número de pessoas idosas (com 65 anos ou mais) em comparação com o número de pessoas em idade ativa (15-64 anos), também aumentou em 2022, ao fixar-se nos 33%, face a 32,5 um ano antes e 27,1% em 2012.

Portugal apresenta o terceiro rácio mais alto de dependência de idosos, de 37,2%, superado apenas por Itália (37,5%) e Finlândia (37,4%), enquanto os mais baixos foram registados no Luxemburgo (21,3%), Irlanda (23,1%) e Chipre (24,5%).

Portugal no Mundial feminino de 2023 ao bater Camarões com penálti nos descontos

A seleção portuguesa feminina de futebol qualificou-se hoje para o Mundial de 2023, ao vencer os Camarões por 2-1, na final do Grupo A do Play-off Intercontinental, em Hamilton, na Nova Zelândia.

Uma grande penalidade apontada por Carole Costa, aos 90+4 minutos, selou a inédita qualificação lusa, depois de, aos 89, a camaronesa Ajara Nchout ter ‘anulado’ o tento inicial de Portugal, apontado por Diana Gomes, aos 22.

As comandadas de Francisco Neto juntam-se no Grupo E aos vice-campeões em título Países Baixos (23 de julho), ao Vietname (27) e aos detentores do troféu Estados Unidos (01 de agosto), de 20 de julho a 20 de agosto, na Austrália e Nova Zelândia.

 

Resultados do Play-off Intercontinental de apuramento para o Mundial feminino de futebol de 2023, que se realiza na Nova Zelândia, entre 18 e 23 de fevereiro:

Grupo A, em Hamilton:

Meais-finais

– Sábado, 18 fev:

Jogo 1: Camarões – Tailândia, 2-0

 

Final

– Quarta-feira, 22 fev:

(+) Portugal – Camarões, 2-1

 

Grupo B, em Auckland:

Meias-finais

– Sábado, 18 fev:

Jogo 2: Senegal – Haiti, 0-4

 

Final

– Quarta-feira, 22 fev:

Chile – (+) Haiti, 1-2

 

Grupo C, em Auckland e Hamilton:

Meias-finais

– Domingo, 19 fev:

Jogo 3: Taiwan – Paraguai, 2-2, 2-2 ap, 2-4 gp

Jogo 4: Papua Nova Guiné – Panamá, 0-2

 

Final

– Quinta-feira, 23 fev:

Paraguai – Panamá, 02:00

 

Com Agência Lusa

Um ano de guerra na Ucrânia: a guerra que ameaça tornar-se mundial. Alguém pode travar este delírio?

Um ano depois da brutal invasão russa na Ucrânia: a guerra que ameaça tornar-se mundial.

Se há russófonos no Donbas e noutras zonas da Ucrânia, o que se faz com eles? Matam-se? Deixa-se que eles vivam em paz?

Alguèm pode travar a guerra encontrando uma solução que trave os belicistas?, pergunta o cronista Daniel Ribeiro.

Incrível: Biliões gastos em armanento e financiamentos quando há milhares de milhões em todo o mundo a morrer à fome. Estamos no século XXI.

Crónica para ouvir na quarta-feira, 22, na Rádio Alfa.

Ou ouça aqui:

 

 

 

Ucrânia. Putin acusa o Ocidente de “querer acabar” com a Rússia para sempre

 

Putin garante que Rússia alcançará “passo a passo” objectivos na Ucrânia

Putin acusa o Ocidente de “querer acabar” com a Rússia para sempre num discurso, hoje em Moscovo, sobre o Estado da Nação.

Discurso de Vladimir Putin acontece dias antes de ser assinalado o primeiro aniversário da ofensiva militar russa na Ucrânia. 
Despacho da Lusa: 
O Presidente russo, Vladimir Putin, garantiu esta terça-feira que a Rússia alcançará os seus objectivos na Ucrânia « passo a passo », ao mesmo tempo que descreveu o momento que o país vive como « difícil ».

« Para garantir a segurança do nosso país, para eliminar a ameaça representada pelo regime neonazi que surgiu na Ucrânia após o golpe de 2014, foi decidido realizar uma operação militar especial. Passo a passo, com cuidado e consistentemente, alcançaremos as tarefas que estamos enfrentando”, disse Putin, no seu discurso sobre o Estado da Nação perante as câmaras do Parlamento.

O Presidente russo, Vladimir Putin, acusou ainda o Ocidente de querer impor à Rússia uma « derrota estratégica » na Ucrânia e acabar com o país « de uma vez por todas ». « [Eles] querem acabar com ela [com a Rússia] de uma vez e para sempre », disse Putin durante o seu discurso sobre o Estado da Nação às duas câmaras do Parlamento.

O discurso, o primeiro sobre o Estado da Nação feito por Putin em quase dois anos, acontece três dias antes de ser assinalado o primeiro aniversário da ofensiva militar russa na Ucrânia, iniciada na madrugada de 24 de Fevereiro de 2022.

O Kremlin não permitiu que meios de comunicação social de países considerados como “inimigos” obtivessem acreditação para fazer a cobertura mediática do discurso.

O dia escolhido para o discurso, que foi transmitido por todas as televisões públicas do país, coincide com a data em que Vladimir Putin assinou o reconhecimento da independência das repúblicas separatistas de Lugansk e de Donetsk, na região do Donbass (leste ucraniano).

Nesse mesmo dia, 21 de Fevereiro de 2022, Putin ordenou a mobilização do Exército russo para “manutenção da paz” nos territórios separatistas pró-russos no leste da Ucrânia, um prelúdio para o início da ofensiva militar contra a Ucrânia que aconteceria poucos dias depois.

TEMPESTADE 2.1 PODCAST – 18 DE FEVEREIRO 2023 : DANIEL MARTINS

O programa dos luso-descendentes e dos luso-dependentes com a Cap Magellan. Todos os Sábados, entre as 14h e as 16h, só… na Rádio Alfa.

A Léa, Julie, Toni e o Antonin agitaram mais uma tarde com quizzs, música e atualidades.

Esta semana o convidado foi o Daniel Martins, cake designer cujo as criações são incríveis!

Aqui fica a emissão

 

Grupo francês Engie sobe lucros para 5.200 milhões em 2022 (mais 78%)

O grupo francês Engie obteve lucros de 5.200 milhões de euros em 2022, contra 2.900 milhões em 2021, um aumento de 78,4% explicado pelo aumento dos preços do gás e eletricidade na sequência da guerra na Ucrânia.

Num comunicado hoje divulgado, o grupo energético declarou que o volume de negócios no ano passado atingiu 93.900 milhões de euros, um aumento de 62,2%, enquanto o EBIT (Earnings Before Interest and Taxes) aumentou 47,2% para 9.000 milhões.

A CEO (Chief Executive Officer) da Engie, Catherine MacGregor, disse que durante 2022 o grupo acelerou os investimentos em energias renováveis, uma trajetória que pretende acelerar nos próximos dois anos, garantindo o fornecimento de energia aos seus clientes.

A empresa irá propor o pagamento de um dividendo de 1,40 euros por ação, o que representará uma distribuição de 65% do lucro líquido.

O grupo afirmou que as contas foram negativamente afetadas pela sua contribuição para o gasoduto Nord Stream 2, que foi paralisado por uma fuga, e por provisões para combustível nuclear belga, perdas parcialmente compensadas pela mais-valia resultante da venda da EQUANS.

Além disso, afirmou que os impostos sobre lucros inesperados adotados por alguns países, nomeadamente Bélgica e França, os dois países onde produz a maior parte da sua eletricidade, mas também em Itália, custaram 900 milhões de euros.

Com LUSA

PASSAGE À NIVEAU – 19 FÉVRIER 2023

Apresentação e Coordenação: Artur Silva

Domingo 19 de Fevereiro 2023

Entre as 12h00 e as 14h00

Aqui fica a emissão:

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