Um jovem morto por um polícia em Nanterre. Noite de violência em várias zonas dos arredores de Paris

(Foto de abertura: Ilustração da rede twitter publicada pelo jornal Le Monde)
Alfa 

Um jovem, Nahel, de 17 anos foi morto na terça-feira (27 de junho) de manhã por um polícia em Nanterre. Seguiu-se um noite de grande violência em várias zonas dos arredores de Paris. A polícia anuncia nesta manhã 24 detenções. 

Jovens de Nanterre, mas também, designadamente de Clichy-sous-Bois, Asnières, Colombes, Roubaix e Colmar, incendiaram caixotes do lixo e carros. Mas a violência alastrou a outras localidades.

O jovem  de 17 anos foi morto a tiro por um polícia, após ter recusado obedecer às ordens de um agente policial.

As autoridades indicam que os incidentes se saldaram por 24 polícias feridos ligeiramente e 42 automóveis queimados.

As forças policiais foram atacadas durante a noite por diversos objetos, incluindo bombas de fogo de artifício e mesmo cocktails Molotov.

Alguns edifícios públicos foram em parte incendiados.

A violência atingiu designadamente Asnières, Clichy, Colombes, Gennevilliers, Villeneuve-la-Garenne, Rueil-Malmaison, Suresnes, Boulogne-Billancourt, Bourg-la-Reine, Clamart, Montrouge, Bagneux, Vanves, Courbevoie, Malakoff…

As forças da ordem usaram gás lacrimogéneo e tiros « LBD ».

Seguradora obrigada a indemnizar herdeiros de 12 emigrantes mortos há 7 anos num acidente em França

Seguradora obrigada a indemnizar família de 12 emigrantes mortos há sete anos, informa o diário Jornal de Notícias na sua edição desta quarta-feira, 28 de junho.

« Foram precisos sete anos, com muita contestação jurídica à mistura, para que os herdeiros dos 12 emigrantes mortos num acidente de viação em 2016, em Moulins, França, obtivessem apenas uma pequena garantia do Supremo Tribunal de Justiça (STJ): quem tem de pagar as indemnizações é a seguradora, apesar das condições de viagem e transporte das vítimas terem sido consideradas ilegais. Os valores a que cada família terá direito ainda não foram definidos e são objeto de um outro processo a decorrer no Tribunal de Lisboa, mas que ainda não tem sequer a primeira audiência marcada ».

O JN recorda que o acidente aconteceu na noite de 24 de março de 2016 e os 12 portugueses tinham entre sete e 63 anos de idade. Vinham da Suíça e dirigiam-se para Portugal, onde pretendiam passar a Páscoa.

Viajavam numa carrinha ilegalmente adaptada para o transporte de passageiros que chocou de frente com um camião.

A Justiça francesa já condenou no passado o motorista, um jovem de 19 anos e o seu tio, este último o proprietário da carrinha e organizador de viagens que foram consideradas ilegais.

 

PR Marcelo anuncia que próximo Dia de Portugal será em Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera

(Foto de abertura da Sic-Notícias)

O Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, que participou ontem ao fim da tarde com o Primeiro-ministro, António Costa, na cerimónia de homenagem às vítimas dos incêndios de 2017, anunciou que a celebração do próximo Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas terá lugar nos concelhos de Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera, envolvendo a região em que se integra, em particular, a Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria.

O Presidente discursou junto ao monumento recentemente aberto ao público, situado na localidade de Pobrais, concelho de Pedrógão Grande, junto à estrada nacional 236-1, onde morreram muitas das vítimas do fogo de junho de 2017.

Posteriormente confirmou a sua intenção de comemorar o próximo 10 de junho na região no site oficial da Presidência portuguesa.

“Esse sinal de vida [para o território afetado pelos fogos] poderia ser […] a junção de municípios aqui no Centro, para preparar a celebração do Dia de Portugal, tendo como ponto principal estes três municípios [Pedrógão Grande, Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos], mas abrangendo a comunidade intermunicipal”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa no seu discurso.

O PR Marcelo considerou que o Dia de Portugal em 2024 será “mais do que apenas um dia de celebração de Portugal”, mas um compromisso do país com a construção de um futuro, “mais coeso, territorialmente”.

“Eles e elas [vítimas e familiares das vítimas] merecem. Portugal merece. É o tal sinal de vida que esta água [que corre no monumento desenhado por Siza Vieira] nos quer transmitir”, acrescentou o Presidente.

Pelo seu lado, no seu discurso, o primeiro-ministro António Costa alertou junto ao memorial de homenagem às vítimas dos incêndios de 2017, no concelho de Pedrógão Grande, que o passado pode repetir-se, referindo que o país está particularmente exposto aos riscos das alterações climáticas.

“Ele [o memorial] representa um alerta, o alerta de que o passado corre sempre o risco de se repetir e que Portugal é um país particularmente exposto aos riscos das alterações climáticas”, afirmou António Costa.

‘Somos Lobos’ dos Xutos & Pontapés é o hino da Seleção Nacional de Râguebi no Mundial de setembro em França

« Somos Lobos » é o hino da participação da Seleção Nacional de râguebi no Campeonato do Mundo, de 8 de setembro a 21 de outubro, em França, concebido pelos Xutos & Pontapés a pedido da Federação.

Para a gravação do vídeo musical, os Xutos & Pontapés e os Lobos estiveram juntos durante dois dias. No primeiro dia, a equipa recebeu a banda no Jamor, seguindo-se a visita dos Lobos ao estúdio, onde todos juntos gravaram o refrão da música.

Veja o vídeo:

 

Euro sub-21: Portugal vence Bélgica e apura-se com empate no outro jogo

A seleção portuguesa de futebol de sub-21 apurou-se hoje para os quartos de final do Europeu da categoria, ao vencer a congénere belga por 2-1 e ao beneficiar do empate registado no outro encontro do Grupo A.

A precisar sempre de vencer para poder ambicionar seguir em frente e de que a Geórgia não perdesse diante dos neerlandeses, a equipa portuguesa adiantou-se no marcador por João Neves, aos 56 minutos, permitiu ainda o empate aos belgas, que marcaram por Vertessen, aos 65, mas Tiago Dantas, na conversão de uma grande penalidade, aos 89, anotou o tento do triunfo.

Portugal assegurou assim o segundo lugar do Grupo, com quatro pontos, e marcou encontro com a Inglaterra, vencedora do Grupo C, nos quartos de final, em jogo agendado para o próximo domingo, enquanto a Geórgia, que empatou 1-1 com os Países Baixos, conquistou o primeiro lugar, com cinco pontos, afastando os neerlandeses e os belgas, que acabaram nos dois últimos lugares.

 

Com Agência Lusa.

« Alô Consulado » (n°5) – Segurança Social e reformas – ALFA 10/13

‘Alô Consulado‘ é uma rubrica mensal do ALFA 10/13. Uma vez por mês, a Rádio Alfa recebe Miguel Costa, adido social do Consulado Geral de Portugal em Paris. Este mês, de forma excecional, estava também presente Pedro Pacheco, adido da Segurança Social em França.

 

Entrevista conduzida por Didier Caramalho no ALFA 10/13 do dia 27 de junho de 2023.

 

TEMPESTADE 2.1 PODCAST – 24 DE JUNHO 2023:

“TEMPESTADE 2.1”

O programa dos luso-descendentes e dos luso-dependentes com a Cap Magellan.
Todos os Sábados, entre as 14h e as 16h, só… na Rádio Alfa.

A Léa, Julie, Toni e o Antonin agitaram mais uma tarde com

quizzs, música e atualidades.

Esta semana a equipa recebeu em estúdio amigos Loïc da conta @portuguesesdefranca e Julien da conta @lemeilleurduportugal!  e ainda Virginie @sweetysale_sweetysale que ofereceu um bolo.

Aqui fica a emissão

PASSAGE À NIVEAU – 25 JUIN 2023

Apresentação e Coordenação: Artur Silva

Domingo 25 de Junho 2023
Entre as 12h00 e as 14h00

Aqui fica a emissão:

Magina da Silva, « controverso » diretor nacional da PSP, com posto « dourado » em Paris

José Luís Carneiro, ministro da Administração Interna, preparou saída « dourada » (em Paris) para o controverso diretor nacional da PSP. A notícia é dada deste modo pelo jornal Diário de Notícias:

« Os três anos de comissão de serviço de Magina da Silva foram recheados de controvérsias, mas viu o seu mandato prorrogado por mais seis meses com a justificação da Jornada Mundial da Juventude. A tutela preparou uma saída ao nível dos seus dois antecessores: o posto de oficial de ligação em Paris, o « exílio dourado » para os chefes máximos da PSP. Estes postos são os mais concorridos pelos oficiais da PSP e GNR pelo elevado salário que auferem, cerca de 12 mil euros ».

Com efeito, informa o DN, o diretor nacional da PSP, Manuel Magina da Silva, será o próximo oficial de ligação do ministério da Administração Interna (MAI) em Paris (embaixada em França).

Marcelo diz que “é verdade” que Costa é “garante de estabilidade”

Marcelo diz que “é verdade” que Costa é “garante de estabilidade”

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse ontem que “é verdade” que o primeiro-ministro é “garante de estabilidade”, e recordou que já advertiu na tomada de posse para a importância de o Governo de maioria absoluta não mudar de rosto.

Em declarações aos jornalistas na cidade italiana de Palermo, Marcelo Rebelo de Sousa, quando questionado sobre a garantia deixada por António Costa de que não aceitará “uma missão que ponha em causa a estabilidade em Portugal”, designadamente um alto cargo na União Europeia na sequência das eleições de 2024, recordou as suas próprias declarações por ocasião da tomada de posse do atual Governo, em março de 2022, e o compromisso assumido pelo chefe de Governo.

“Lembram-se de que eu, no discurso de posse, tive ocasião de dizer uma coisa muito simples, que abrange isso e abrange muito mais. Eu disse que quando se tem uma maioria absoluta, e a maioria absoluta foi largamente obtida pelo papel do líder do partido que a obteve, ganha-se condições de estabilidade, fica-se independente de terceiros, e a maioria só depende de si própria, para tudo”, declarou.

Marcelo reforçou que a maioria “só depende de si própria para a Europa, para a educação, para a saúde, para a segurança social, para a habitação”.

“E foi isso que eu disse e é aquilo que eu penso: nestes anos até 2026, para bem e para mal, aquilo que vier a acontecer está nas mãos da maioria absoluta. Ela só depende de si própria e isso naturalmente cobre a situação de que falou, mas cobre tudo aquilo que vier a fazer ou não”, reforçou.

Questionado sobre se foi importante a mais recente “clarificação” do primeiro-ministro, dada no domingo ao jornal Público, Marcelo lembrou que, quando alertou para a importância de não haver mudanças na liderança do Governo a meio do caminho, “o senhor primeiro-ministro usou da palavra e definiu a sua posição sobre a sua matéria”.

“Ora, o Governo foi constituído há um ano e uns meses, e, portanto, há um ano e uns meses que os portugueses sabem, por um lado, qual é a posição do Presidente, por outro lado qual a posição do primeiro-ministro e do Governo”, disse.

O chefe de Estado insistiu que os portugueses também “sabem que, em relação ao que se passa este ano, e que se passará em 2024 e 2025, e até naturalmente ao termo da vigência do ciclo governativo, a maioria absoluta tem na sua mão, e em exclusivo, a chave para o que vier a acontecer, bem ou mal, em termo de estabilidade”.

“Portanto, quando se diz que a maioria e o seu líder são garante de estabilidade é verdade, no sentido que não dependem de nenhum outro partido, de nenhum outro conjunto de partidos. O que acontecer depende só da maioria e do seu líder”, completou.

Por fim, quando questionado sobre se seria importante para Portugal voltar a ocupar um alto cargo na União Europeia, Marcelo escusou-se a comentar, recordando que já na última sexta-feira explicou que responder a essa questão “implicaria falar da Europa e de Portugal na Europa a um ano das eleições europeias, e portanto seria prematuro e pouco adequado estar a falar de uma realidade que só faz sentido sequer falar nela, como é que vai ser o futuro da Europa, o que é que os europeus querem da Europa, em junho do ano que vem”.

O primeiro-ministro, António Costa, disse que não está disponível para vir a ocupar qualquer cargo na União Europeia, depois das eleições de junho de 2024, escreveu no domingo o jornal Público.

Numa resposta ao jornal, em reação à notícia de que Bruxelas vai pressionar o primeiro-ministro português a ir para o Conselho Europeu, António Costa explicou que não aceitará qualquer missão que ponha em causa a estabilidade do país.

“Eu sou o garante da estabilidade. Já expliquei a todos que não aceitarei uma missão que ponha em causa a estabilidade em Portugal. Alguma vez eu poria em causa a estabilidade que tão dificilmente conquistei?”, questionou.

O Público escreve ainda que a indisponibilidade do primeiro-ministro para ocupar cargos europeus se prende “com a sua preocupação em não criar crises políticas em Portugal”.

O jornal acrescenta ainda outros fatores, entre eles a ideia de que António Costa “está 100% focado em cumprir o mandato de primeiro-ministro até ao final da legislatura, que termina após as legislativas de setembro ou outubro de 2026, e em levar a cabo os objetivos a que se propõe, nomeadamente a estabilização orçamental portuguesa”.