A vitória de Giorgia Meloni na Itália. Sombras mais escuras na UE. Opinião

A vitória da direita radical na Itália. Sombras cada vez mais escuras pairam sobre a União Europeia.

Crónica de Daniel Ribeiro, para ouvir na Rádio Alfa na quarta-feira, 28.

Ou ouça aqui: 

 

Liga Nações: Portugal defronta Espanha com a ‘mira’ na segunda ‘final four’

A seleção portuguesa de futebol precisa apenas de empatar hoje na receção à Espanha, em Braga, no derradeiro encontro do Grupo A2, para conseguir, pela segunda vez em três edições, um lugar na ‘final four’ da Liga das Nações.

O triunfo na República Checa (4-0), no sábado, deixou Portugal a depender apenas de si próprio para alcançar a próxima fase da competição, uma vez que, à entrada para a sexta e última jornada, lidera o grupo, com mais dois pontos do que a Espanha, que perdeu na receção à Suíça (1-2).

A formação comandada por Fernando Santos tem, assim, tudo a seu favor para voltar – três anos depois de conquistar a primeira edição, no Dragão – à ‘final four’ da prova da UEFA, até porque o histórico recente com a Espanha só ostenta empates.

Com João Félix recuperado dos problemas físicos que o afastaram do encontro com os checos, o selecionador luso tem disponíveis os 25 jogadores que se encontram às suas ordens, inclusive João Cancelo, que cumpriu suspensão e falhou o duelo em Praga.

Portugueses ou espanhóis vão fechar o lote das seleções presentes na ‘final four’, para a qual já se apuraram Croácia, Itália e Países Baixos, que venceram os grupos A1, A3 e A4, respetivamente.

O encontro entre Portugal e Espanha, da sexta e última jornada do Grupo A2 da Liga das Nações de 2022/23, tem início marcado para as 19:45, no Estádio Municipal de Braga, com arbitragem do italiano Daniele Orsato.

Após cinco rondas, a formação das ‘quinas’ lidera o agrupamento, com 10 pontos, contra oito da Espanha, seis da Suíça e quatro da República Checa, sendo que o primeiro classificado segue para a ‘final four’ e o último é despromovido à Liga B.

Rede Global da Diáspora em outubro em França

A equipa da Rede Global da Diáspora chega dia 2 de outubro a França para a realização de vários eventos organizados em parceria com a CCIFP – Chambre de Commerce et industrie Franco-Portugaise, a Delegação do AICEP e outros parceiros.

Datas previstas em quatro cidades francesas:

  • 3 OUT – Bordeaux
  • 4 OUT – Toulouse
  • 5 OUT – Lyon
  • 6 OUT – Paris

Segundo a organização, as sessões são abertas a todos os portugueses que desejem « ficar a conhecer melhor as vantagens e benefícios de fazer parte da maior rede colaborativa da Diáspora portuguesa ».

Teste de defesa planetário. Sonda da NASA colide com « sucesso » com asteroide

Colisão propositada com asteroide foi bem sucedida e serviu para a NASA fazer teste de defesa planetário. 

Com efeito, a missão da NASA testou a capacidade de alterar a rota de um asteroide no espaço e o impacto foi qualificado como um « sucesso ».

Mas cientistas vão ter de esperar algum tempo para ver ser a sonda não tripulada conseguiu alterar a órbita do pequeno planeta.

A sonda da NASA Double Asteroid Redirection Test (DART) colidiu com o asteroide Dimorphos, naquele que foi primeiro teste da humanidade para defender a Terra de futuros objetos espaciais.

Portugal. Estado com excedente de 2.303 ME até agosto

Estado com excedente orçamental de 2.303 ME até agosto

 

Alfa/ com Lusa
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O Estado registou um excedente de 2.303 milhões de euros até agosto, em contabilidade pública, o que reflete uma melhoria 9.211 milhões de euros face ao período homólogo de 2021, indicou o Ministério das Finanças.

“As Administrações Públicas registaram um excedente orçamental de 2.303 ME [milhões de euros] até agosto de 2022, em contabilidade pública, evidenciando uma melhoria de 9.211 ME quando comparado com os mesmos meses de 2021, período ainda afetado pela pandemia da covid-19”, refere o Ministério das Finanças, no comunicado que mensalmente antecede a divulgação da Síntese de Execução Orçamental pela Direção-Geral do Orçamento (DGO).

O ministério liderado por Fernando Medina detalha que, na comparação com os primeiros oito meses de 2019, quando os efeitos da pandemia ainda não se faziam sentir, o saldo acumulado regista um acréscimo menor, de 1.899 ME.

A evolução das contas públicas reflete, segundo refere a mesma informação, o dinamismo da atividade económica e do mercado de trabalho, que influencia o crescimento da receita (+16,6% em relação a 2021) e o menor impacto das medidas associadas à prevenção e combate à pandemia.

Do lado da receita, o Ministério das Finanças assinala que a vertente fiscal e contributiva aumentou 17,7% face ao mesmo período de 2021 (tendo evoluído 14,8% em relação aos primeiros oito meses de 2019).

“Esta evolução deve-se ao contributo da receita fiscal (21,9% face a 2021 e 14% em relação a 2019), em particular à recuperação do IVA (+20,9% relativamente a 2021 e +6,3% face a 2019), bem como da receita contributiva (+9,5% comparando com 2021 e +16,6% comparando com 2019), que refletem a recuperação económica”, detalha o comunicado.

Por outro lado, a despesa primária (que não contabiliza a despesa com juros da dívida) sem medidas covid-19 registou uma subida homóloga de 3,3%, com o Serviço Nacional de Saúde (SNS), os salários e o investimento a justificarem o aumento.

“A despesa primária expurgada de efeitos associados às medidas de prevenção e combate à covid-19 cresceu 3,3% face a igual período do ano passado (10,2% em relação aos primeiros oito meses de 2019) », refere o comunicado.

Já a despesa do SNS registou um acréscimo homólogo de 6%, com as Finanças a destacarem a componente de aquisição de bens e serviços (+10,1%), “para a qual contribuiu fortemente o crescimento da despesa associada a produtos vendidos em farmácias (+16,6%) e aos meios complementares de diagnóstico e terapêutica (+14,8%)”.

As despesas com salários nas Administrações Públicas, por seu lado, cresceram 3% face ao período homólogo, refletindo sobretudo a evolução dos salários no SNS (+5,5%) e do pessoal docente dos estabelecimentos de ensino não superior (+2,7%), pelo aumento no número de contratações, aumentos salariais e valorizações remuneratórias.

Já o investimento na Administração Central e Segurança Social sem Parcerias Público-Privadas (PPP) aumentou 22,4% face ao período homólogo, “destacando-se o crescimento do investimento associado à Universalização da Escola Digital, à Ferrovia 2020 e à expansão do Metro do Porto”.

O Ministério das Finanças assinala ainda que a despesa com prestações sociais realizada pela Segurança Social excluindo prestações de desemprego e medidas covid-19 cresceu 3,3%, com as prestações de parentalidade (+13,3%) e o subsídio por doença (+10,5%) a registarem os maiores aumentos.

O ministério liderado por Fernando Medina acrescenta que o saldo primário foi positivo em 6.434 ME nos primeiros oito meses deste ano, valor que compara com um défice primário de 2.336 ME em 2021.

Os dados divulgados hoje pelo Governo são na ótica da contabilidade pública, que difere da contabilidade nacional, utilizada tradicionalmente pelas instituições para avaliação do saldo orçamental por Bruxelas, com base nos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

PR/EUA: Marcelo « pessimista » teme efeitos de « discurso muito dramático » do BCE

PR/EUA: Marcelo « pessimista » teme efeitos de « discurso muito dramático » do BCE 

 

Alfa/ com Lusa

 

O Presidente da República teme que o « discurso muito dramático » da presidente do Banco Central Europeu (BCE) sobre a evolução económica na zona euro tenha tido efeitos negativos nos mercados e nas economias.

Perante uma plateia de empresários portugueses em São Francisco, na noite de segunda-feira na Califórnia, hoje de madrugada em Portugal e França, Marcelo Rebelo de Sousa assumiu, porém, também ele « uma análise pessimista » da conjuntura económica portuguesa nos próximos tempos, « por causa do mundo ».

« O final do ano anterior foi muito bom e o primeiro trimestre foi muito bom. O segundo trimestre estabilizou, mas os números do ano que vem poderão ser bem mais complicados », advertiu, numa mensagem que tem repetido nas últimas semanas.

Na intervenção, Marcelo Rebelo de Sousa qualificou as recentes declarações da presidente do BCE, Christine Lagarde, como « um travar às quatro rodas » e « uma transição brusca para um discurso muito dramático, e depressivo, porventura », depois de uma fase marcada pela « vontade de criar confiança ».

« Esperemos que isso não seja excessivo », afirmou, acrescentando: « Talvez tenha sido de repente uma mudança de 80 para 8, bruscamente, sem transição e sem mitigação, como se diz agora. Vamos ver como é que os mercados financeiros reagem, vamos ver como é que as economias reagem ».

No domingo, dirigindo-se à Comissão de Assuntos Económicos e Monetários do Parlamento Europeu, Christine Lagarde declarou que as perspetivas para a zona euro « são cada vez mais sombrias », com o BCE a antever que a atividade económica « abrande substancialmente nos próximos trimestres ».

Marcelo Rebelo de Sousa disse compreender a preocupação do BCE, « perante as medidas de alguns Estados, que injetaram nas ajudas sociais, económicas às famílias, às empresas, às diversas instituições, injetaram o que puderam ou que estão a poder e nalguns casos porventura mais do que admitiam poder ».

« Mas nós sabemos como há muito de psicológico nas declarações feitas », salientou, relatando já ter recebido « ecos » que « são um pouco preocupantes ».

Em termos gerais, o Presidente da República considerou que « o mundo não está fácil, não está geopoliticamente fácil, não está economicamente fácil ».

Quanto à situação de Portugal, apontou « vários desafios em simultâneo, comuns alguns deles com outros países », sendo « o desafio mais imediato dos efeitos económicos, financeiros e sociais da guerra » e « o mais sensível a inflação ».

O chefe de Estado manifestou a esperança de que não venha aí « a estagflação », um quadro de inflação elevada com estagnação ou recessão económica.

Embora assumindo « uma análise pessimista », Marcelo Rebelo de Sousa referiu, pela positiva, que Portugal tem tido « um ano de turismo excecional » e que « os números em termos de exportações têm sido em volume excecionais ».

« E temos tido intenções de investimento muito apreciáveis, que se espera que sejam concretizadas, quer por deslocação de investimentos do Leste europeu, por razões geopolíticas compreensíveis, quer por procura de uma economia com segurança física e económica, estabilidade política e também de alguma maneira vista como sendo central em termos globais », acrescentou.

No discurso, Marcelo Rebelo de Sousa contou que, pelas conversas que teve no funeral da monarca do Reino Unido Isabel II, « os líderes de grandes economias europeias, com uma exceção, estavam muito pessimistas » e quase todos « apostavam ou temiam que o próximo ano fosse um ano mau do ponto de vista de crescimento ».

Fruta europeia de outono, portuguesa incluída, « altamente contaminada » com pesticidas – relatório

A fruta do outono na Europa, a portuguesa incluída, está “altamente contaminada” com pesticidas perigosos, indica um relatório da organização não-governamental “Pesticides Action Network Europe” (PAN Europa) hoje divulgado.

Com base em dados oficiais, o relatório indica que grande parte de peras europeias (49%), uvas de mesa (44%), maçãs (34%), ameixas (29%) e framboesas (25%) foram vendidas com resíduos de pesticidas ligados ao aumento do risco de cancro, deformidades congénitas, doenças cardíacas e outros problemas graves de saúde.

A organização nota mesmo que a maior parte dos pesticidas em causa é uma ameaça ainda que em doses muito baixas.

Do documento, intitulado “Pesticide Paradise”, salienta-se que as peras portuguesas eram das mais contaminadas (68%), atrás das peras belgas (71%) e neerlandesas (70%). Entre as menos contaminadas estavam as romenas, letãs e suecas.

Em relação às maçãs, eram as neerlandesas as mais contaminadas, quase três quartos (71%), seguidas das gregas (54%). No caso das maçãs portuguesas, metade delas (50%) estavam contaminadas. Sem pesticidas estavam as norueguesas, eslovenas e suecas.

No caso das framboesas, Portugal estava bem melhor posicionado do que o pior classificado, a Noruega, com 61% de contaminação. O valor para as framboesas portuguesas era de 11%.

Ainda de acordo com os dados da PAN Europa quase metade das ameixas húngaras e gregas estavam contaminadas, enquanto as uvas gregas e italianas eram as mais poluídas (56% e 47% respetivamente). Sobre Portugal, em relação a estes frutos, faltaram dados para uma “visão geral fiável da possível contaminação”.

A PAN Europa analisou 44.137 amostras de frutas frescas testadas pelos governos entre 2011 e 2020 e concluiu que a situação em relação aos pesticidas se agravou, e que a contaminação de maçãs, peras e ameixas quase duplicou desde 2011, aumentando 110%, 107% e 81%, respetivamente.

Em 2020, um terço (33%) de todos os frutos testados estavam contaminados, quando em 2011 o valor não ia além de 20%.

No documento lembra-se que a União Europeia aprovou duas leis em 2009, para eliminar gradualmente os pesticidas mais tóxicos e levar os agricultores a usarem alternativas, e acrescenta-se que a “eliminação progressiva dos pesticidas falhou” porque os governos seguem diretrizes que foram escritas em parceria com as grandes empresas químicas, que “conseguem o oposto do que a lei pretendia”, promovendo os pesticidas dessas empresas.

Pedro Horta, da organização ambientalista portuguesa Zero, entidade que faz parte da PAN Europa, diz também, citado no documento, que a fruta está a ficar cada vez mais contaminada porque “a indústria está a escrever as regras” e estão a ser ignoradas as soluções não químicas.

“A Comissão Europeia tinha conhecimento do fracasso da eliminação progressiva desde pelo menos 2018, mas não tomou qualquer medida significativa”, acusa a PAN Europa, acrescentando nas conclusões do relatório que é como se, “em vez de dar um passo em direção a uma agricultura sem toxinas, a União Europeia (UE) estivesse a dar um passo em direção a uma agricultura totalmente tóxica”, independentemente da estratégia recente conhecida como “Do prado ao prato”.

O relatório revela, diz a ONG, que não faltam alternativas mas que o problema é que a indústria dos pesticidas neutralizou essa substituição e a UE e os Estados seguem um documento de orientação que é na verdade a posição da indústria.

A PAN Europa defende a revisão do documento que serve de orientação, para que um novo seja implementado até final do próximo ano, e se torne eficaz o princípio da substituição, devendo os Estados adotar um plano nacional e rever todas as autorizações de pesticidas que tenham alternativas, uma informação pormenorizada que devem depois dar aos cidadãos.

A PAN Europa foi criada em 1983 e é uma rede de ONG europeias que promovem alternativas sustentáveis aos pesticidas, trabalhando nomeadamente para reduzir amplamente o uso dos pesticidas e promover uma agricultura biológica e sustentável.

O relatório agora publicado surge precisamente 60 anos depois da publicação do livro “Primavera Silenciosa”, de Rachel Carson, que documenta os efeitos nocivos dos pesticidas.

Desde a publicação do livro, em 27 de setembro de 1962, o uso de pesticidas aumentou e a extinção de espécies, empurrada por esses produtos, acontece 1.000 vezes mas depressa do que o normal, diz a PAN Europa, deixando ainda outro dado: estima-se que as doenças ligadas a pesticidas custam aos europeus até 32 mil milhões de euros por ano.

São Tomé e Príncipe. Eleições. Patrice Trovoada reivindica vitória e maioria absoluta

São Tomé/Eleições: Patrice Trovoada reivindica vitória com maioria absoluta e quer assumir Governo

O antigo primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe Patrice Trovoada (Ação Democrática Independente, oposição) reivindicou hoje vitória, com 30 deputados (maioria absoluta), nas eleições legislativas e anunciou que irá chefiar o próximo Governo.

« Reivindicamos a vitória nas eleições legislativas, com maioria absoluta, totalizando 30 mandatos, com 54,55% dos votos », disse, numa declaração perante algumas dezenas de apoiantes, na sede do partido na capital são-tomense.

Patrice Trovoada fez a declaração num momento em que a Comissão Eleitoral Nacional são-tomense ainda não divulgou resultados preliminares das eleições legislativas, autárquicas e regional deste domingo.

TEMPESTADE 2.1 PODCAST – 24 DE SETEMBRO 2022 : Dj Tween X

“TEMPESTADE 2.1”
O programa dos luso-descendentes e dos luso-dependentes com a Cap Magellan. Todos os Sábados, entre as 14h e as 16h, só… na Rádio Alfa.

A Léa, Julie, Toni e o Antonin agitaram mais uma tarde com quizzs, música e atualidades.

O convidado foi Dj Tween X

Aqui fica a emissão

PASSAGE À NIVEAU – 25 SEPTEMBRE 2022

« Passagem de nível » na Rádio Alfa

Apresentação e Coordenação: Artur Silva

Domingo 25 de Setembro 2022

Entre as 12h00 e as 14h00

Aqui fica a emissão.